terça-feira, 18 de setembro de 2018

projecto social (Algarve / Loures)

Queridos amigos, como membro da Associação M.P. Nova Esperança gostaria de vos dizer que estamos com uma campanha de natal para entregar umas prendinhas a crianças de famílias desfavorecidas, e/ou institucionalizadas. Gostaria de saber se nos poderiam ajudar neste projecto.

Mais informações no site (entrar aqui)

Mais informações: 931721005

O que é culpa? Seria apenas um sentimento de origem psicológica?


Gn 42:18-24 

Nesta história bíblica, vemos os irmãos de José em apuros. Eles tinham prejudicado o próprio irmão muitos anos atrás, e agora não sabiam que José governava o Egipto. Observando os vv. 21 e 22 vemos a consciência pesada daqueles homens. E qual era a razão? Eles haviam feito o mal. Tinham prejudicado o próprio irmão. 

A culpa é uma realidade. Quando fazemos o mal, nós nos tornamos culpados diante do justo juiz, que é Deus. Não há como enganar o tribunal divino. A consciência ajuda-nos a ver e a reconhecer muitos dos nossos erros. No entanto, ela não é perfeita. Há muitas pessoas que fazem o mal e sentem-se tranquilas, sem ter qualquer dor na consciência. 

Precisamos reconhecer nossas culpas diante de Deus e tratá-las diante do perdão divino. Se José, que era humano, perdoou plenamente os seus irmãos, quanto mais fará Deus a qualquer pessoa que confesse suas culpas perante Ele!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

minha bio... para os meus novos amigos

Meu nome é "Miguel Silva" (abreviado). Nasci a 17 de setembro de 1976 na cidade de Ílhavo, distrito de Aveiro. Estou casado com Ana Raquel Silva, e somos pais de Guilherme (nascido em 2007) e Victoria Silva (nascida em 2010). Recebi Jesus como meu Senhor e Salvador aos 5 anos de idade na IMW em Aveiro. Formado em teologia pelo Centro de Formação Teológica da Igreja Metodista Wesleyana e Escola Bíblica Zöe do Centro Cristão Vida Abundante.
Consagrado a ministro de culto a 13 de maio de 2004, tendo exercido funções de pastor (Efésios 4.11) no Centro Cristão Fonte de Vida (actual Sara Nossa Terra), em Lagos, tendo dado também apoio na área administrativa, liderado por vários anos dezenas de adolescentes masculinos, dado apoio ao departamento social, etc. Fui membro da direcção do Instituto Fonte de Vida, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, tendo exercido funções de tesoureiro da Direcção.
Membro individual da Aliança Evangélica Portuguesa, desde 2006.
Eleito em 2010 entre os colegas ministros de culto do Algarve, para presidente da equipa executiva da Unidade de Ministros de Culto do Algarve. Reeleito em 2015, tendo exercido funções até 2018.
Assistente Espiritual e Religioso Hospitalar credenciado pela Aliança Evangélica Portuguesa.
Co-fundador, em 2010, da Associação Ministério Prisional Nova Esperança, em Portugal, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, já existente anteriormente em Moçambique. Membro do Conselho de Fundadores e Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tendo já desempenhado funções de tesoureiro da Direcção. 
Em 2011, fui convidado para ser delegado regional nos distritos de Faro e Beja, no projecto evangelístico “Minha Esperança Portugal”, promovido pela Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) e a Associação Evangelística Billy Graham.
Ainda em 2011, a convite da liderança da Igreja Cristã Vida Vitoriosa, em Loures, passei a exercer funções pastorais nessa igreja, tendo dado apoio ao ministério juvenil e também social. 
Em 2017, a convite da liderança da Igreja Metodista Wesleyana, fui integrado no ministério pastoral desta igreja. Desafiado no Concílio de abril de 2017 a abrir igreja na cidade de Portimão, e ser o coordenador do pólo de formação teológica no distrito de Faro.
Em 2018, a convite da liderança nacional (Aurora e Gilberto Rodriguez) da Global Childrens Network (rede global de crianças), eu e minha esposa passámos a ser membros da equipa nacional. A GCN é um ministério de evangelismo e discipulado de crianças e adolescentes (janela 4/14). Para o desenvolvimento deste ministério em Portugal e em outros países, gostaria de contar com o vosso apoio.

silêncio ensurdecedor

Tempos de silêncio divino podem ser ensurdecedores. Podem deixar-nos perplexos. Questões não respondidas. Preces não atendidas. Problemas não resolvidos. Isso agita-nos; abate-nos. Às vezes até... revolta-nos. Não entendemos o silêncio de Deus. Mas ele nunca é por falta de atenção, de cuidado, ou de amor.

Uma pausa na música não é a ausência da música. É um tempo para que aquilo que vem a seguir tenha um maior impacto. Os Seus silêncios são também pausas de soberania e sabedoria divina que chamam a nossa atenção, que nos transformam e preparam para o que está por vir.

Outra coisa importante sobre o Seu silêncio: não é permanente. Depois do silêncio, Deus grita com força: "por muito tempo me calei; estive silencioso, mas agora gritarei com força, como uma mulher que está a ter um filho" (Isaías 42.14). E ao som da sua voz coisas impressionantes acontecem. "Nivelarei as montanhas, as elevações. Farei secar a densa vegetação. Os cursos de água e as lagoas se tornarão em terra firme" (Isaías 42.15). "Guiarei os cegos por um caminho pelo qual nunca tinham andado, por vias que ignoravam. Farei com que as trevas se tornem luz diante deles. Alisarei o caminho que têm de pisar. Nunca me esquecerei deles" (Isaías 42.16).

Se tem andado sem esperança, sem ver solução, não tema! Deus vai guiá-lo a lugares onde, por si mesmo, você nunca chegaria. As trevas vão transformar-se em luz! A sua visão será renovada e a indecisão dará lugar à direcção. E a maior das promessas permanecerá: Deus nunca se esquecerá de si, por causa do seu grande amor. Você pode estar ainda a atravessar por um silêncio ensurdecedor, mas quero lembrar-lhe: o grito de Deus vem a caminho!

Salmos 27.1-14

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

homem e mulher -.iguais ou diferentes - parte 5

Trabalho para homem e trabalho para mulher?

Embora ninguém mais fale isso nos dias de hoje, essa citação possui uma certa base inerente à biologia humana. As diferenças entre os sexos não se somam apenas aos órgãos reprodutores, mas também à estrutura de nossos corpos e o tipo de harmónios que são segregados. 


Homens e mulheres ouvem de forma diferente: Quando os homens ouvem, eles usam apenas a parte esquerda do cérebro que está ligada à compreensão do idioma, de acordo com um estudo na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (Estados Unidos). Verificou-se que as mulheres usam ambas as partes do cérebro para ouvir uma conversa. É por isso que, ao falar com homens, é importante ser conciso e claro, e para as mulheres, é muito mais fácil realizar conversas detalhadas e longas.

Os sentidos de homens e mulheres funcionam de forma diferente: O olfacto e o paladar dos homens são menos desenvolvidos do que o da maioria das mulheres, embora o senso de visão seja melhor. Pesquisadores alegam que isso é parte dos processos evolutivos, pois os homens eram frequentemente os caçadores, o que facilitou a observação do movimento, enquanto as mulheres reuniam a comida, e usavam mais o olfacto e o paladar. Como cristãos, acreditamos que Deus criou o homem da maneira que é como provedor para a sua família, e protector da mesma.

Os homens são mais propensos a serem canhotos: Existem três vezes mais homens canhotos do que mulheres canhotas, e a ciência ainda não encontrou uma explicação para esse fenómeno. No entanto, pesquisadores da Universidade Nacional Australiana descobriram que as pessoas canhotas podem processar mais informações do que destras.

Homens e mulheres vêem diferente no escuro: As mulheres podem ver mais coisas no escuro do que os homens. Os homens, por outro lado, não vêem bem no escuro, mas podem identificar detalhes igualmente a qualquer distância.

Homens têm vantagem física (visto anteriormente): Homens podem lidar com exercícios melhor do que mulheres, devido ao seu volume sanguíneo. Em média, homens com peso corporal normal têm de 4,5 a 5,6 litros de sangue em seus corpos, enquanto as mulheres com peso corporal normal têm de 3,4 a 3,9 litros. Além disso, o sangue dos homens é mais rico em hemoglobina e glóbulos vermelhos, e todas essas diferenças fazem com que mais oxigénio atinja seus músculos durante a actividade física (seja ela desportiva, laboral, etc.).

Somente as mulheres sofrem de celulite: Uma vez que homens e mulheres têm uma proporção diferente de tecido muscular, gordura e outros tecidos conjuntivos em seus corpos, os homens não sofrem de celulite. Em geral, os homens nascem com músculos mais desenvolvidos do que as mulheres, e sua pele contém mais colágeno, o que ajuda a manter a elasticidade.

É mais fácil para os homens dormir à noite: O nível de actividade eléctrica no cérebro dos homens diminui em 70% durante o sono, enquanto nas mulheres diminui apenas 10%. A razão para isso aparentemente está na história da sociedade humana. Os homens eram caçadores e costumavam descansar quando estavam em casa, enquanto as mulheres que estavam em casa regularmente cuidavam das crianças a qualquer hora.

É mais difícil para as mulheres perderem peso. Nossos corpos queimam mais calorias para fornecer energia a diferentes músculos e órgãos. Ao mesmo tempo, os níveis de testosterona masculina são sete vezes maiores do que o das mulheres, o que aumenta a taxa metabólica, apesar de a massa muscular masculina ser significativamente maior do que a das mulheres.

É mais fácil para os homens se concentrarem em objectos em movimentoHomens vêem objectos em movimento muito melhor do que estáticos, provavelmente porque eram caçadores no passado e costumavam seguir presas. Hoje, os homens percebem e se sentem mais atraídos por mulheres dançando, ao contrário de outras sentadas à sua frente.

Os homens sofrem mais de gordura abdominal. Os homens são mais propensos a sofrer de gordura abdominal porque seus corpos não acumulam gordura debaixo da pele como o das mulheres, e sim armazenado entre os órgãos internos na área abdominal. Uma barriga com gordura extra é perigoso e aumenta o risco de morte prematura, o que pode explicar por que as mulheres vivem mais do que os homens.

As mulheres têm um sistema imunológico mais forte. Homens têm um sistema imunológico mais fraco do que as mulheres, e são mais propensos a contrair doenças infecciosas. A razão para isso é o alto nível de testosterona, que tem um efeito anti-inflamatório. A testosterona fortalece os genes que reduzem a inflamação, de modo que o corpo tende a produzir menos anticorpos para doenças que o atacam. As mulheres, por outro lado, desenvolvem mais anticorpos para doenças e, portanto, ao longo do tempo, ficam menos doentes que os homens.

É mais fácil para os homens segurar o xixi. Homens têm uma bexiga maior, que precisa ser esvaziada com menos frequência do que as mulheres. Isso ocorre porque as mulheres têm mais órgãos na região pélvica, deixando menos espaço para a bexiga. Uma bexiga masculina média pode conter até 800 ml antes de precisar urinar com urgência, enquanto nas mulheres a bexiga pode conter no máximo 500 ml.

Os homens suam mais. Os corpos masculinos contêm 1,5 vezes mais glândulas sebáceas e sudoríferas do que os corpos femininos. É por isso que os corpos dos homens tendem a ser mais oleosos do que as mulheres, e eles tendem a sofrer mais com manchas de suor na roupa.

Os homens também são mais quentes. Os homens são mais sensíveis a altas temperaturas, mas, por outro lado, estão mais protegidos contra baixas temperaturas. Isso ocorre porque a temperatura corporal média dos homens é maior que a das mulheres devido à sua taxa metabólica mais rápida.

As mulheres têm uma variedade maior de genes no corpo. Os homens são geneticamente mais simples do que as mulheres. As mulheres têm dois cromossomas X, enquanto os homens têm um cromossoma X e um cromossoma Y. Um cromossoma X contém entre 900 e 1.200 genes, enquanto o cromossoma Y tem apenas 78 genes. De modo biológico, os corpos masculinos são muito menos complexos do que os femininos.

Todas essas diferenças não indicam necessariamente que homens ou mulheres são melhores ou menores em certas áreas, mas que devem enfrentar desafios diferentes. 

homem e mulher - iguais ou diferentes - parte 4

O organismo de homens e mulheres possuem diferenças não só anatómicas como vimos no último post do blog, mas também diferenças fisiológicas, como a concentração de harmónios, metabolismo basal, questões circulatórias, respiratórias, etc. Através dessas características iremos ver como isso pode afectar as capacidades físicas e o desempenho entre os géneros.

Harmónio testosterona: As concentrações do harmónio testosterona dos meninos e meninas quase não diferem até o início da puberdade. Sendo assim, o desempenho físico, principalmente no que se refere à força, é mais ou menos igual comparável entre os géneros. Após as alterações hormonais da puberdade nos meninos, a taxa de testosterona aumenta aproximadamente 10 vezes, enquanto nas meninas esse aumento é mínimo. O harmónio testosterona é um factor muito importante para explicar a diferença de força entre homens e mulheres, por conta de seu efeito anabólico de massa muscular, que irá reflectir em maior força para os homens.

Metabolismo basal: Quando comparado o metabolismo da mulher com o do homem, nota-se que a mulher apresenta um metabolismo basal cerca de 20% menor. A massa muscular gera maior gasto calórico em repouso que no tecido adiposo, por conta das mulheres possuírem em média, menor quantidade de massa magra, gerando um menor gasto calórico total em repouso.

Termorregulação: Em relação ao controlo da temperatura corporal, podemos citar que as mulheres possuem um menor número de glândulas sudoríferas, a uma mesma intensidade relativa de exercício, apresentam uma menor taxa de sudorese que os homens. Isso gera uma menor tolerância ao calor nas mulheres. Em geral, as mulheres reagem à exposição ao calor de forma menos favorável que os homens, sua capacidade de desempenho durante o exercício (seja ele desportivo, ou laboral) é mais limitada pela exposição ao ambiente quente.

Capacidade de transporte de oxigénio: A diferente concentração de hemoglobina (Hb) e de eritrócitos observada entre os sexos é um factor importante para entender a  menor capacidade de resistência em mulheres. Considerando que essa menor concentração influencia negativamente a capacidade de transportar e consumir oxigénio. Apesar disso, a maior capacidade funcional na utilização de ácidos gordos livres predispõe a mulher justamente para distâncias longas e extremamente longas. 

Dimensões cardiovasculares: As dimensões cardiovasculares são menores na mulher do que no homem. O menor tamanho do coração leva a mulher, em situações de exercício, a precisar aumentar de forma não económica a frequência cardíaca, na tentativa de melhorar o transporte de oxigénio.

Função respiratória e consumo de oxigénio: Em geral, pode-se dizer que nas mulheres as vias respiratórias como fossas nasais, traqueia e brônquios, são menores; assim como o pulmão, tanto em tamanho quanto em peso. Devido à menor massa muscular e à pior capilarização do músculo feminino não-treinado, o consumo periférico de oxigénio é reduzido. Pelo menor número e tamanho das mitocondrias, a capacidade de metabolismo aeróbio é menor na mulher.

Em termos de capacidades físicas:

Velocidade: Por conta de possuir mais força, o aspecto de velocidade acaba sendo maior nos homens. Porém, vale ressaltar que os aspectos psicomotores coordenativos da velocidade como o tempo de reacção e a frequência de movimentos, assim como a função neuromuscular, são semelhantes em homens e mulheres. 

Flexibilidade: Devido à menor densidade dos tecidos, os ligamentos e músculos das mulheres são mais elásticos e flexíveis que os dos homens. Com isso, as mulheres dispõem, na maioria das articulações, de uma maior amplitude de movimentos. 

Capacidades coordenativas: No conjunto, parece que as capacidades coordenativas se desenvolvem da mesma forma nos dois sexos. O mesmo vale para sua treinabilidade.

RESUMO - Em relação às qualidades físicas básicas associadas ao condicionamento físico (resistência, força muscular, velocidade), o homem possui vantagem, como foi mencionado no texto; na flexibilidade, a mulher é superior, mas os dois sexos são semelhantes no que diz respeito às capacidades coordenativas.

Na parte 5 veremos outras diferenças entre o homem e a mulher... 

homem e mulher - iguais ou diferentes - parte 3

Faz alguns meses houve uma controvérsia por causa de um homem que achava que era mulher, e fez tudo para ser considerado de forma legal como mulher. Como atleta passou a competir junto com outras mulheres. Devido à sua qualidade física masculina ganhou provas atrás de provas, deixando as melhores atletas femininas para trás. Será isso justo?

Mesmo que um homem pense e deseje ser considerada legalmente como uma mulher, ou vice-versa, em termos físicos (ADN, etc.), um homem sempre será um homem, e uma mulher será uma mulher.

Comparando a capacidade de desempenho físico do homem e a da mulher, surgem diferenças, que em grande parte são de origem genética e influenciam tanto na questão estrutural quanto na função orgânica, onde iremos comentar mais nos próximos tópicos.

Em geral podemos visualizar diferenças nas estruturas anatómicas de homens e mulheres, e isso, junto com outras características pode ser vantajoso ou não para determinados desportos/actividades. Vamos citar agora algumas diferenças estruturais:

Peso e Altura: Em média, as mulheres são 10-15 cm menores e 10-20 kg mais leves que os homens. A menor altura da mulher se deve à maturação mais rápida do esqueleto e ao fechamento mais precoce das placas epifisárias de crescimento.

Tecido ósseo: Em geral, pode-se afirmar que, em comparação ao homem, a mulher possui uma estrutura óssea “mais leve” – o esqueleto feminino é mais delicado e, em média, 25% mais leve que o do homem. Também a estrutura dos grandes ossos longos é mais frágil, sendo que, na mulher, podem ocorrer fracturas mesmo sob a acção de forças menores. Observa-se também tipicamente nas mulheres uma acentuação do tronco, e, nos homens, uma acentuação das extremidades.

Centro de gravidade: Essas diferenças de proporção específicas para os sexos causam, na mulher, um deslocamento do centro de gravidade do corpo para baixo, o que, no desporto, influencia negativamente o desempenho, sobretudo corrida e saltos.

Articulações: Na mulher, observam-se entre o braço e o antebraço uma angulação em forma de X e uma hiperextensão na articulação do cotovelo. A maior flexibilidade daí oriunda é uma vantagem principalmente nas modalidades desportivas de “expressão” (ginástica artística, ginástica de solo, entre outras). No atletismo, nas provas de arremesso e lançamento, ao contrário, essa angulação em forma de X prejudica o desempenho. A posição de X dos braços também influencia negativamente a execução de exercícios que envolvem apoio.

Pelve: Na mulher, a pelve é mais larga e menos íngreme que no homem. Devido à maior largura da pelve, ocorre de forma compensatória na mulher a formação de uma posição das pernas em x, o que também favorece o já mencionado deslocamento do centro de gravidade do corpo para baixo, além de facilitar lesões no joelho.

Percentual de gordura: O percentual de gordura da mulher equivale em média a 28% da massa corporal total; no homem, a 18%, sendo assim, a mulher possui percentual de gordura aproximadamente 10% maior que o do homem.

No caso de um desporto como a corrida, como a gordura corporal precisa ser transportada durante a actividade, é claro que esse aspecto influencia negativamente o desempenho de resistência.

Densidade corporal: Com maior quantidade de gordura e estrutura óssea em média mais leve, as mulheres apresentam uma menor densidade corporal na mulher, e, em associação ao maior volume do tronco, elas possuem boa capacidade de flutuação. A posição mais baixa do centro de gravidade do corpo e o comprimento relativamente maior do tronco proporcionam boas condições para a natação e, além disso, quando comparadas às dos homens, as pernas mais curtas e mais leves das mulheres afundam menos facilmente. Com isso, ocorre menor necessidade de força muscular para a manter uma boa posição de nado. Por isso as diferenças de desempenho entre homens e mulheres nas provas de natação são menores que em outros desportos.

Músculos: No que se refere à musculatura, a mulher possui tanto de forma relativa quanto absoluta, de uma menor massa muscular que a do homem. Como a força muscular está estreitamente correlacionada com ao tamanho do músculo, a mulher, devido à sua menor massa muscular, também apresenta uma menor força máxima que o homem.  

Sendo os homens e as mulheres tão diferentes fisicamente, como poderiam competir de igual para igual? Jamais! Impossível! Como poderia um carro económico competir com um carro desportivo? Poderia, mas já sabemos o resultado final! 


Na parte 4 iremos analisar outras diferenças entre homens e mulheres.