sábado, 5 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (1)




«Partir um ovo de águia dá direito a coima até 5.000€ e até 3 anos de prisão. Matar um "feto" humano é um direito, pago e subsidiado pelo Estado.»

Era a isto que Einstein se referia quando falava da infinitude da estupidez humana? — António Frazão


Há poucos anos atrás, pela Lei, o termo "aborto" implicava criminalidade em causar um aborto.

Hoje, quando a palavra "aborto" é usada, traz imediatamente à mente a prática legal de destruir crianças que estão por nascer. Ainda que tenha sido exigida a legalidade do aborto, este não deixa de ser imoral e pecaminoso.

Mudança de definições médicas

Os aborcionistas têm feito tudo o que está ao seu alcance para promovê-lo. Adoptaram expressões pelas quais descrevem a criança por nascer e o processo do aborto, como tentativa  para tornar a prática respeitável.

O doutor C. Everett Koop é cirurgião geral nos EUA. Quando era cirurgião principal do Hospital Pediátrico da Pennsylvania, professor de Pediatria e cirurgião pediátrico da Escola Médica na Universidade de Pennsylvania, escreveu: "Nós que como povo sempre soubemos que aborto era matar um bebé por nascer, levámos uma lavagem ao cérebro para acreditar que a destruição dos "produtos fetais" ou a destruição de um "feto" não são a mesma coisa que matar uma criança por nascer. Definições médicas tradicionais foram mudadas deliberadamente para afastar a nossa repugnância moral em relação ao aborto."

Os aborcionistas referem-se ao processo de aborto como "interromper" em vez de terminar um gravidez. Falam de "evacuar o conteúdo do útero" ou de "remover o conteúdo de fecundação pós-conceptivo". Referem-se à criança por nascer como "vida humana em potencial", quando é óbvio que o organismo é humano e está vivo antes do nascimento. A vida humana é potencial somente antes do esperma masculino e do óvulo feminino se juntarem para formar um novo ser humano vivo.

Os cristãos não devem ser enganados por uma terminologia médica incorrecta, enganosa. Devem ser guiados pelos princípios e preceitos das Escrituras.

... continua...

"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

Analfabetismo Bíblico


A maior crise que a igreja evangélica mundial enfrenta hoje é a crescente falta de alfabetização bíblica em todo o mundo, de acordo com Thomas Schirrmacher, o recém eleito secretário geral da Aliança Evangélica Mundial.

"Nosso maior problema é que o conhecimento da Bíblia está a diminuir", disse Schirrmacher ao Christian Post. "Este é o maior problema que temos, além de todas as diferenças teológicas, problemas financeiros e questões políticas".

Disse mais, "cada vez mais crianças que vêm de famílias evangélicas não estão realmente enraizadas na Bíblia" e muitas delas estão a abandonar a fé.

"No mundo ocidental, a percentagem de crianças de famílias cristãs que permanecem na fé está a diminuir".

O número de jovens que abandonam a fé nos países ocidentais é "combatido" por pessoas que se tornaram cristãs quando jovens adultos em outras partes do mundo, segundo Schirrmacher.

No entanto, esses jovens cristãos também carecem de conhecimento bíblico profundo e "só sabem sobre a Bíblia o que aprenderam com sua conversão".

Nas áreas rurais, os jovens cristãos geralmente têm a tarefa de liderar grandes igrejas, apesar da sua falta de conhecimento bíblico e teológico.    

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Fonte: CLIQUE AQUI

sábado, 28 de novembro de 2020

o problema dos filhos únicos


Os especialistas defendem que a existência de um filho único não é benéfico para a sua formação e crescimento. Normalmente há a tendência de compensar com coisas materiais o facto de estar sozinho, o que leva a consumismo exagerado que espelha a sociedade em que vivemos.

A opção de ter dois filhos ajuda a educar e a apoiarem-se. 

O que esperar do filho único?

1 - Dificuldades em interagir e partilhar com o outro.

2 - Dificuldades em perceber as necessidades do outro.

3 - Tendência a cair no egocentrismo e narcisismo, quando não contrariado.

4 - Atitudes demasiadas adultas ou incongruentes com a idade.

5 - Capacidade de adaptar a atitude conforme as circunstâncias e os interlocutores adultos.

6 - Menos preparação para as relações sociais extra família.

7 - Reforço de auto-estima, por via da atenção exclusiva dos adultos.

8 - Reforço das capacidades intelectuais, devido ao estímulo recebido de forma exclusiva e contínua.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

sociedade: bebés precisam-se

A população portuguesa está a envelhecer perigosamente. Cada vez menos jovens - é este o cenário que levanta problemas de sustentabilidade ao País, e impactos na demografia.


Em muitas famílias a opção de ter mais uma criança é muitas vezes condicionada pela decisão de dar tudo ao filho único. 


Nos últimos anos em Portugal, à semelhança dos restantes países europeus, a tendência tem sido clara. A baixa da taxa de natalidade e fecundidade é hoje um problema da sociedade moderna, que se debate com o envelhecimento da população e a dificuldade na renovação de gerações. Por seu lado, a imigração em Portugal tem sido um factor que impede a ainda maior baixa nestes números.

A fecundidade no nosso país diminuiu nas últimas décadas. 

A diminuição da natalidade e o aumento da esperança média de vida em Portugal agravam o envelhecimento da população, originando uma diferença cada vez menor entre o início e o fim da pirâmide etária. Se em 1987, tinham os filhos antes dos 30 anos, a partir de 2014 tem sido a partir dos 30 anos. Com este cenário, as consequências esperadas apontam para menos criação de emprego, maior pressão sobre as pensões, mais gastos com a saúde dos mais velhos, maior pressão para subida de impostos e descontos para a Segurança Social. A realidade traduz-se em cada vez menos crianças, o que está a acentuar a desertificação do interior.

Desde os anos 80 que a fecundidade em Portugal, já não permite repor as gerações, o que significa que a dimensão das gerações vem sendo cada vez menor. Uma situação deste tipo, mantida durante um período de tempo tão longo, como se tem verificado em Portugal, traz implicações irreversíveis para a estrutura por idades da população portuguesa, observáveis não só no momento actual, mas principalmente em termos futuros.

O aumento inevitável do envelhecimento da população em geral, das famílias e da população em idade activa condicionará necessariamente a sociedade portuguesa do futuro. A redução da dimensão das gerações mais jovens (e o aumento proporcional das mais idosas) condicionará o funcionamento dos sistemas de segurança social e de saúde, tal como os conhecemos nos dias de hoje.

Proposta para reversão da situação: apostar mais nos apoios à primeira infância (aumento das creches, quer sejam públicas ou privadas) e garantir a segurança no emprego dos jovens casais, que devem ser apoiados através de uma política de emprego especificamente destinada.

Apesar de Portugal continuar a registar um saldo negativo que só se verificou em 1918, ano que surgiu uma gripe pneumónica que dizimou a população mundial, os nascimentos de bebés de mães estrangeiras representam pouco mais de 10% da taxa de natalidade nacional, pelo que a comunidade imigrante ganha cada vez mais expressão no nosso país, assim como por toda a Europa.

Este problema, que tem vindo a aumentar nos últimos anos, é resultado de alguns factores: o adiamento da maternidade, o início de uma vida sexual precoce e com múltiplos parceiros (problemas de infecções), o sedentarismo, os hábitos alimentares, o consumo excessivo de tabaco, álcool e drogas e, ainda, muito especialmente, devido à poluição e ao stress.

Paralelamente a esta realidade, o número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG), em situações de gravidez não planeada nem desejada, continua a aumentar em Portugal. 



sexta-feira, 6 de novembro de 2020

porque igreja nas casas?



Porquê da igreja nas casas? Porque acreditamos nesta maneira de viver Igreja?  Deus tem-nos mostrado que a teologia deve guiar as nossas estratégias e não o contrário. Então quais são as razões teológicas centrais para vivermos igreja nas casas?


Permita-me partilhar consigo as três razões teológicas mais importantes:

1- Trindade

Nosso Deus é um Deus social. Ele vive em relação com os outros membros da Trindade. Deus não é um cavaleiro solitário e independente. O individualismo pode ser a norma cultural no mundo ocidental, mas Deus ama a comunidade e a unidade. Um dos valores fundamentais da igreja na casa é que as pessoas precisam de viver em comunidade, em vez de se esconderem no anonimato. A intimidade existente na igreja na casa incentiva as pessoas a conhecerem e a serem conhecidas.

A Trindade também é um Deus de alcance. O Evangelismo flui do Seu coração. A vontade de Deus é alcançar todas as pessoas perdidas através do Seu Filho, Jesus, e a igreja é o Seu instrumento para que isso aconteça. A Igreja na casa encoraja cada membro a criar relacionamentos com o propósito de evangelizar. A igreja espera que todos os membros desenvolvam relacionamentos com os não-cristãos, porque essa atitude reflete o coração amoroso de Deus.

2 - O sacerdócio de todos os cristãos

É muito fácil ser um "cristão de cadeira", que se senta todos as semanas na igreja para receber alguma coisa da parte de uns poucos. Algumas igrejas são grandes, através do enchimento de cadeiras. No entanto, a Bíblia ensina que todos os cristãos são sacerdotes. A igreja na casa valoriza a participação de cada cristão.

Parte do sacerdócio de todos os cristãos é a manifestação dos dons espirituais. A igreja na casa é o melhor local para o uso dos dons espirituais. Na verdade, todas as passagens do Novo Testamento foram escritas para igrejas nas casas.

3 - Fazer discípulos

A última ordem de Cristo aos Seus discípulos foi fazerem discípulos de todas as nações. Eu acredito que a essência da igreja na casa é fazer discípulos que fazem discípulos. A igreja na casa é criadora de líderes, e o melhor lugar para preparar discipuladores. A multiplicação está no coração da igreja na casa. A melhor razão é porque a igreja na casa promove o ensino teológico base e traz glória ao Deus vivo.

Um forte abraço fraterno,

Miguel Silva

sábado, 24 de outubro de 2020

generosidade em tempos de crise


A crise económica é assunto de todos os dias, não só nos jornais, mas principalmente nas nossas conversas diárias. É comum ficarmos assustados com o aumento de preços de alguns produtos. Em nossos círculos de relacionamento tem crescido o número de pessoas desempregadas. E, além disso, tanto na TV como nas redes sociais, sempre se espalham dicas e recomendações de especialistas sobre como passar por este momento de crise, até que a economia se recupere.

Alguém escreveu numa rede social um post que dizia: “Em tempos de crise, não se esqueça de economizar”. É verdade que temos que ser prudentes quanto a administração dos recursos que Deus tem nos dado, mas essa frase fez-me lembrar de uma clara orientação bíblica, tão importante e indispensável quanto a prudência: “Em tempos de crise, não se esqueça da generosidade”. Na verdade, não podemos nos esquecer da generosidade em tempo algum. Porém, em momentos de crise, somos fortemente tentados a ignorá-la.

Em tempos de crise, precisamos lembrar da viúva  de Sarepta, que ao decidir obedecer a Deus, dividiu o que tinha com o profeta Elias, e viu o milagre  acontecer: “A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra” (I Rs 7:14).

Em tempos de crise, precisamos lembrar de outra mulher, que conhecemos como viúva pobre, que apesar da sua pobreza, foi rica em generosidade e alcançou reconhecimento do próprio Senhor Jesus: “Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lucas 21:4).

Em tempos de crise, precisamos lembrar dos cristãos macedónios, que insistiram em poder socorrer os cristãos necessitados da Judeia: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedónia; Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos” (II Coríntios 8:1-4).

Enfim, em tempos como esses em que vivemos, e ainda se as coisas piorarem, não podemos ceder à tentação da avareza, e deixarmos de repartir, pois  Senhor Jesus, que sempre é fiel em Suas palavras, nos assegurou: “dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lucas 6:38).

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Seja generoso, e abençoe o Reino, e as vidas que necessitam.

Nossa igreja tem um departamento de ação social que tem ajudado algumas pessoas, de acordo com as suas necessidades. Ajude-nos a ajudá-los.

Se tiver possibilidades de ajudar, contacte-me.

no mundo atual, que sentido faz a religião?

Não se sabe com exactidão os números de crentes das diversas religiões, mas quem frequenta igrejas, mesquitas, templos vê cada vez menos jovens que fazem questão de cumprir os rituais.

As mudanças do modo de vida, com as novas tecnologias e o acesso à informação, têm permitido novos contactos e cruzar culturas, o que contribui para enfraquecer mitos religiosos, dogmas e tabus.

A maioria dos jovens que seguem uma religião têm consciência de que o fazem sobretudo pelo contexto familiar e cultural onde nasceram e cresceram. Mas também há os que tomam a decisão de escolher um percurso religioso ou espiritual.

"Eu acreditava, eu ia a Igreja regularmente, eu fiz a profissão de fé, 1º comunhão... fiz isso tudo. Só que houve uma certa altura comecei a ver muitas incongruências no que as pessoas falavam e no que elas faziam (...) então instalou-se a dúvida e eu acabei por dar-me conta que já não conseguia identificar-me mais com a religião católica".

A pandemia veio pôr à prova cada um de nós, mas também veio pôr à prova as religiões e aquilo que cada uma é capaz de fazer pela humanidade. No presente e no futuro.

Fonte: https://sicnoticias.pt/programas/1525/2020-10-20-1525.-No-mundo-atual-que-sentido-faz-a-religiao-?fbclid=IwAR3_BUoYotq0C7BpWkLlf5H9oTPeNiGJmM_UorBRUoe1XnMuEvH0xGGCxaI