quarta-feira, 10 de outubro de 2018

a rota do êxodo (arqueologia)

Durante os últimos meses tenho me dedicado de forma mais profunda ao estudo da Bíblia, e reanalisar muitas questões, para não haver erro naquilo que está escrito, e o que ensinado. Faz alguns dias atrás estava numa reunião da Igreja e alguém mencionou que Elias havia sido elevado aos céus numa carruagem de fogo. Algo que está biblicamente errado, pois a Bíblia ensina que ele foi levado aos céus num redemoinho (2Rs 2:11).

Comecei a reler a Bíblia por Génesis, de onde retirei anotações extraordinárias, e agora estou a estudar o livro de Êxodo. De momento parei na passagem pelo Mar Vermelho, e sabendo que existem duas versões a respeito do assunto, parei para pesquisar um pouco sobre qual das duas versões terá mais bases arqueológicas, pois a arqueologia e a Bíblia complementam-se. E este foi o resultado da minha pesquisa:


No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egipto. A pintura abaixo encontrada num túmulo mostra em suas inscrições que os hebreus (com barbas e arcos e flechas, armas de caça e guerra) durante um período foram submissos aos egípcios (mulatos).



Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado "papiro de Ipuwer" encontrado no Egito no início do século passado, levado para o Museu de Leiden na Holanda sendo decifrado por A Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egipto, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios. Pela descrição ele foi testemunha das pragas como as do Êxodo. A tabela abaixo compara os relatos de Ipuwer e Moisés:



Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi uma descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.



Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e os pesquisadores ainda não sabem dizem quem são os seus autores. Há também hieroglifos egípcios a respeito das minas de turqueza da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros cananitas e nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.

O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro "Sinai Photographed" in 1862. Ele concluiu que as inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o êxodo. Uma foto abaixo foi tirada em 1857 por Francis Frith.


A mais recente descoberta sobre a passagem dos hebreus no Egito foi exibida em 2003 quando dois arqueólogos israelitas concluíram estudos dos anos 30 na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 AC).

Historiadores antigos e famosos também relataram uma passagem do hebreus no Egito:  

Flávio Josefo, historiador judeu do século 1 d.C., em sua obra Josefo Contra Apion - I, 26, 27, 32, menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon quem em suas histórias sobre o Egipto nomearam José e Moisés, como líder dos hebreus. Também confirmou que migraram para uma "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.

Diodoro Siculo, historiador Grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15 a.C.) escreveu que "antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados ritos estrangeiros e cerimónias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias ".

Herodoto, historiador grego entitulado o Pai da História, escreveu o livro "Polymnia". Na seção c.89 escreve: "Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina". São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas de Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.

A Rota

O caminho para a terra dos filisteus (faixa de Gaza) era o mais curto mas para não haver confrontos a ordem foi seguir pelo caminho do deserto próximo do Mar Vermelho (Êxodo 13.17). Mesmo assim, até hoje a verdadeira rota do Êxodo é discutida e as 3 principais teorias são:


Teoria Tradicional - normalmente aceita por católicos, judeus e evangélicos. Com algumas variações com relação ao lugar exato da travessia do Mar Vermelho, defende que os hebreus teriam contornado a península do Sinai, sem sair do Egito.

Localizado no Egito por indicação do Imperador Justiniano, o tradicional Monte Sinai vem sendo usado como ponto turístico. As Bíblias atuais mostram mapas indicando lugares por onde poderia ter passado o povo Hebreu mas sem nenhuma comprovação ou evidência arqueológica. A sua localização é longe de Midiã, hoje região noroeste da Arábia Saudita.

Teoria de Ronald Wyatt - já aceita por muitos atualmente pela sua quantidade de evidências. Acredita que até o Mar Vermelho os hebreus caminharam pelo tradicional "Caminho dos Reis" atravessando o Golfo de Ácaba.

Anestesista, arqueólogo amador americano e adventista. Foi o pesquisador mais contestado, criticado e até perseguido principalmente por não ser formado em arqueologia. Contudo, o único que realmente conseguiu reunir o maior número de evidências. Em 1984 fotografou (cerca de 400 fotos) e filmou (12 horas de gravação) a região árabe mas teve o material apreendido pelas autoridades locais (suspeitavam ser um espião judeu) pois não queriam que suas descobertas fossem divulgadas. Após 8 anos de oração conseguiu reaver todo o material enviado pelos próprios árabes! Naquele momento estava hospedado num hotel na praia de Nuweiba, Egito. Morreu em Agosto de 1999.

Teoria de Emanuel Anaty - a mais recente, a mais rejeitada e a menos conhecida. Acredita que os hebreus teriam seguido o caminho para a Palestina.

Arqueólogo italiano que descobriu no deserto do Neguebe o Monte Carcom, que em hebraico significa "Monte de Deus". Sua localização é longe de Midiã. Pode ter sido um dos acampamentos hebraicos durante os 40 anos de peregrinação mas sem provas suficientes para afirmar. Situa-se entre Edom e o Egito, caminho para o Delta do Nilo utilizado por muitos quando havia fome na atual região Jordaniana.

A Travessia do Mar Vermelho

Durante muito tempo dizia-se que a travessia teria sido num lago ao norte do Mar Vermelho chamado de Mar de Juncos ou Lagos Amargos onde hoje foi aberto o Canal de Suez. Mas acredita-se que se dava este nome ao Golfo de Ácabe, um dos braços do Mar Vermelho.

Em 1988 o explorador americano Bob Cornuke defendeu a teoria de que a travessia teria sido no Estreito de Tiran, na entrada do Golfo de Ácaba, onde existe uma "ponte de terra" ("landbridge" em inglês) no nível do mar entre o Egito e a Arábia Saudita. Para ele a maré baixou e mais tarde subindo afogou os egípcios, ou seja, um evento natural. Porém, não foram encontradas evidências para comprovar sua teoria e o local é relativamente raso não sendo suficiente para afogar um exército de mais de 600 homens! A foto abaixo mostra o local.
Moisés foi claro em relatar o que viu: um vento oriental penetrou no mar formando "muros de água". É bem diferente de uma "ponte de terra"! Um evento sobrenatural provado pela arqueologia!

Mas o local onde se obteve mais indícios da travessia foi a praia de Nuweiba no Golfo de Ácaba, no Egito. É a única praia no Mar Vermelho com área suficientemente grande para suportar a quantidade de hebreus acampados (mais de 2 milhões além dos animais e objetos).

Até este ponto calcula-se que o povo hebreu teria caminhado mais de 300km durante 6 dias praticamente sem parar! Havia alimento para apenas 7 dias (Êxodo 13.6-8).

A imagem abaixo mostra uma vista aérea da praia onde está a pequena cidade de Nuweiba, onde o aluguel de equipamentos de mergulho para passeios submarinos é uma das principais atividades turísticas


Foto de satélite ampliada da região. Os caminhos brancos são estradas entre os montes. Os hebreus e os egípcios vieram do norte (Êxodo 14.2).

Outra evidência é a planície do fundo do mar nesta área. As imagens abaixo foram montadas por mapeamento topográfico, e mostram que o mar é profundo ao sul (1700 m) e ao norte (900 m) da praia formando uma espécie de ponte submersa (cerca de 110 m de profundidade)! No fundo foram encontradas rochas agrupadas em linha reta na beira desta planície fazendo-a parecer uma estrada.

A distância entre a costa egípcia e a árabe é de cerca de 18 Km e calcula-se que a largura do caminho feito pelo afastamento das águas tenha aproximadamente 900 metros. Levando-se em consideração o forte vento nas laterais e que uma pessoa leve 3 horas e meia para percorrer essa distância, estima-se que a travessia de quase 3 milhões de pessoas possa ter levado umas 6 horas.


Neste mapa a distância está em metros. A parte mais profunda da travessia assinalada é de 109m. Notar que ao norte tem 948 metros e ao sul 1720 metros, formando assim uma "ponte submersa".


Possivelmente teria sido aqui ou um pouco mais para o lado esquerdo, a festa dos hebreus (Êx 15.1-21) pois foi neste local onde foi encontrada uma coluna comemorativa erguida por Salomão. Ao fundo está a praia onde estavam acampados antes da travessia.


Esta outra mostra o local onde Faraó teria avistado o acampamento dos hebreus na praia antes da travessia (Êxodo 14.9-10). É o único caminho para a praia.


Foram encontradas duas colunas em estilo fenício sendo uma na praia do lado egípcio (Nuweiba) e outra do lado árabe. A primeira encontrada foi no lado egípcio em 1978 onde havia uma inscrição em hebraico destruída pela erosão (a parte inferior estava no mar) praticamente ilegível. A segunda, em 1984, no lado árabe e idêntica, tem a mesma inscrição em hebraico e legível com as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Jeová significando que foi erguida por Salomão, em honra a Jeová, e dedicada ao milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e a destruição do exército egípcio. Semanas depois a coluna foi retirada e colocada um marcador-bandeira em seu lugar. Os árabes não apreciam estrangeiros pesquisando em sua terra, principalmente judeus e americanos. 

Durante o reinado de Salomão, Israel foi uma potência no Oriente Médio onde obteve o controle marítimo da região (1 Reis 9.26 e II Crônicas 8.17). Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.

No Egito.

Na Arábia antes...

O local da praia onde se iniciou a travessia: A base da coluna estava sob a água e foi removida por soldados israelitas para atrás da estrada que beira a praia. Israel ocupou a região da península do Sinai entre 1967 e 1982.

O vento com força sobrenatural veio do lado árabe (das montanhas ao fundo), na direção do povo, mas se dividiu em duas correntes de ar separando as águas sob a forma de muros que, afastados criaram um caminho sem água (Êxodo 14.22). Dependendo da altura da maré no dia, esses muros de água chegavam a cerca de 100m na parte mais profunda, no meio da travessia. Quando o vento parou, a pressão do retorno das águas foi suficiente para matar e afogar os egípcios! Notar no mar a pouca profundidade no início da travessia pela sua tonalidade mais clara e a parte mais escura onde é mais profundo.

Periodicamente pesquisadores mergulham no local da travessia buscando materiais como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos. É normal o mergulho de turistas em busca das belas paisagens submarinas e alguns até encontram esses materiais.

Abaixo estão alguns dos achados no fundo do mar em profundidades de até 60m a partir de 1978:

Fêmur humano.

Agrupamento de costelas humanas

Rodas e seus eixos encrostados de corais. Foram encontradas rodas de 4, 6 e 8 raios. As rodas de 8 raios só foram fabricadas na 18a dinastia dos faraós. O rei do Egito usou toda a sua frota de carros (Êxodo 14.6-7) com todos os tipos de rodas existentes.

Passagem por Mara, Elim e Refidim

Depois de 3 dias chegaram a um local chamado Mara onde as águas eram amargas (Êxodo 15.23). Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho. 

os montes deste local arqueólogos Sauditas escavaram cavernas como a da foto abaixo. Informaram ao explorador Bob Cornuke que encontraram escrituras sobre a passagem de Moisés pelo local bem como as tumbas de Jetro e Zípora. Porém esta informação não foi confirmada.


A rocha em Horebe (Massá e Meribá), em Refidim, e uma vista da fenda por onde saía a água (Êxodo 17.6). Nota-se a erosão e o alisamento provocados pela nascente. Sua localização é próxima ao Monte Sinai (Êxodo 3.1), a menos de 24h a pé (Êxodo 19.1-2).


Ficaram alguns dias em Refidim. Foi aqui que Zípora, mulher de Moisés e seus 2 filhos (Gérson e Eliézer nascidos em Midiã) voltaram para casa contando a seu pai Jetro, como foi a fuga do povo. Em seguida, com seu pai e seus filhos, retornou para Moisés (Êxodo 18.1-4).

Também neste local ocorreu a guerra contra os amalequitas (Êxodo 17.8-13).

Na foto, o altar de Moisés "Jeová-Níssi" (O Senhor é Minha Bandeira) localizado cerca de 200m da rocha (Êxodo 17.15).


O Monte Sinai

A nomeação do tradicional Monte Sinai no Egito surgiu quando o Imperador Justiniano edificou o Monastério de Santa Catarina no ano de 527, dois séculos depois de Helena, mãe do Imperador Constantino, ter construído uma pequena igreja no mesmo vale, na península do Sinai, embora não tenha indícios arqueológicos nem relatos bíblicos do local. Mas em Êxodo 3.12 deixa claro que o monte verdadeiro fica fora do Egito e que Moisés esteve lá pastoreando quando vivia com seu sogro em Midiã.

A foto abaixo mostra o tradicional Monte Sinai que é visitado durante séculos por turistas e religiosos. O vale é pequeno e não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus (600 mil eram de homens que foram a pé) com seus animais e objetos.


O mapa abaixo mostra a sua posição geográfica e o trajeto (em vermelho) defendido por pesquisadores durante anos, mesmo sem achados que o comprovem. Mapas semelhantes estão nas Bíblias atuais.


A foto de satélite e o mapa mostram o trajeto defendido e em grande parte comprovado por Ronald Wyatt. O local chamado Etham (ou Etã) é próximo da cidade hoje conhecida como El Thamad.


O mapa abaixo mostra o trajeto pós-travessia. Notar que os hebreus voltaram a acampar em outro local do Mar Vermelho (Golfo de Ácaba) após terem saído de Elim (Números 33.10).


Em Êxodo 3.12 confirma que o Monte Sinai localiza-se fora do Egito e que Moisés esteve no local quando apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, região noroeste da Arábia (Êxodo 3.1). Portanto o Monte Sinai não poderia ser tão distante do local onde Moisés vivia, como vem sendo informado durante séculos.

Depois de realizadas buscas nas áreas da rota do Êxodo a partir de 1761, foi então encontrado na Arábia Saudita o que se chama hoje de o verdadeiro Monte Sinai. Neste lugar bastante amplo existem evidências mostradas nos livros de Moisés como pode-se ver nas fotos abaixo tiradas em 1984. Em Gálatas 4.25 confirma que o Monte Sinai fica na Arábia! Em árabe a região montanhosa se chama "Jebel El Lawz" e os árabes beduínos da região a chamam de "Jebel Musa" (Montanha de Moisés).



O local é até hoje conhecido como Horebe (Wadi Hurab)! Na verdade uma cadeia de montes que formam um "C" semelhante a um anfiteatro conforme mostra o mapa abaixo.


Mapa da região - Horebe em cor de laranja.


O pico do monte está "queimado" (carbonizado) conforme descrito em Êxodo 19.18-20, 24.17 e Deuteronômio 4.11. Exploradores quebraram algumas rochas e comprovaram que são de granito e escuras apenas por fora! É o local mais alto da região (mais de 60 metros de altura). Fica ao centro e na parte traseira da montanha.

A foto de satélite abaixo mostra a diferença geográfica entre o tradicional Monte Sinai em AZUL (na península do Sinai), e o encontrado com evidências em AMARELO (na Arábia Saudita). Em VERDE a praia onde acamparam os hebreus e a travessia do Mar Vermelho (no Golfo de Ácaba).


A Primeira Terra Santa dos Hebreus (Êxodo 3.5)

Outras evidências encontradas no local onde os hebreus teriam permanecido por cerca de 2 anos recebendo as leis e os estatutos. A foto mostra a vista para a área sagrada e para o arraial.

A: Casa da Guarda Árabe. Ao tomarem conhecimento das descobertas os árabes reconheceram a importância do local, declarando-o um sítio arqueológico.

B: Altar do Bezerro de Ouro (Êxodo 32.5,19). Situado ao pé de um monte pertencente a Horebe em frente ao Sinai a cerca de 1500 metros deste.

C: As doze colunas (Êxodo 24.4).

D: Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4).

E: Barreira de poços feita por Moisés para delimitar a área sagrada (Êxodo 19.23). O arraial dos hebreus situava-se atrás, da esquerda para a direita cobrindo toda a área entre os montes.

É evidente o contorno (em azul) da marca deixada pelo ribeiro que descia do monte até o arraial (Deuteronômio 9.21).


A água descia e acumulava nos poços dando condições ao povo de viver no local. Foram encontrados diversos vestígios desses poços.

No monte em frente ao pico existem pedras em forma de tábuas (Êxodo 23.12). Notar que há uma árvore crescendo entre as pedras. Logo abaixo destas existe uma caverna (parte escura um pouco abaixo do centro da imagem). Acredita-se ser a mesma na qual Elias se refugiou quando temeu a Jezabel (1 Reis 19.8-9), esposa do rei israelita Jeroboão.










Vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=uHFOXNrwqX0 (Arqueologia Bíblica - A Travessia do Mar Vermelho e o Êxodo.)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

AEP A Luz das Nações - aborto

AEP A Luz das Nações - sexo seguro

AEP A Luz das Nações - Sexualidade

Deus restaura os caídos



“Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, ao levantar do sol. E diziam, uma às outras: Quem nos removerá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, notaram que a pedra já estava removida; pois era muito grande; e entrando no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido de um longo manto branco; e ficaram aterrorizadas. E ele lhes disse: Não vos atemorizes; buscai a Jesus de Nazaré; que foi crucificado; ele ressuscitou; não está aqui; vede o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, E A PEDRO, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse.” (Marcos 16:1-7)

Podemos tirar algumas lições práticas para nossas vidas através deste texto, mas principalmente da frase: “E a Pedro”.

Podemos nos perguntar: Porque ele não disse: “E a João”, este era conhecido como o amado do Senhor. Ou “E a Tomé”, pois este duvidou da ressurreição do Senhor.

O que havia então em Pedro para que ele fosse tão especifico e direto em seu recado. Para poder entender bem isto precisamos voltar no tempo, exatamente três dias atrás.

Pedro cometera um grande pecado, apesar de ter sido avisado pelo próprio Senhor, e com certeza sabia as consequências desta sua atitude.
“Mas quem me negar diante do homem será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12:9)

Pedro se escondeu, se sentindo só, coberto pela sua vergonha, com pensamentos, os quais conseguimos imaginar: “Depois disto não tem mais jeito para mim, sou indigno de ser lembrado ou aceito novamente pelo Senhor.
Pedro com certeza olhou para sua fraqueza e pensou em desistir. Pedro, como nós, ao olhar sua realidade e sua humanidade, enxergou seus erros, defeitos e misérias, e, ainda não entendendo totalmente a Graça de Deus, resolveu se excluir daquilo que nunca foi excluído pelo Senhor, Seu propósito eterno.
Como Pedro, insistimos em nos culpar, lembrar de coisas quando o próprio Senhor não se lembra delas.

Somos, como Pedro, pessoas frágeis e muitas das vezes fazemos declarações que não podemos sustentar em nossa força natural.

“Ainda que todos venham a tropeçar por tua causa, eu jamais tropeçarei.” (Mateus 26:33)

Tenho entendido, depois de muito falhar, que através da minha força, não consigo nem mesmo ir até o Senhor. Todavia, creio que nos momentos de extrema fraqueza e debilidade, de forma sobrenatural o amor de Deus nos atrai e nos dá forças. E assim, entendendo que não me resta mais nada a não ser correr para os braços do Pai.

A minha, e com certeza, a sua, grande esperança é que: Jesus como Bom Pastor irá ao encontro de Suas ovelhas caídas e feridas para restaura-las.
Gostaria então, baseado em algo que li, de anotar algumas atitudes práticas que Jesus tomou para restaurar a vida de Pedro:

1ª Atitude: Foi Jesus que procurou Pedro:

Quando estamos fracos, quando tropeçamos e caímos, nos falta forças, estamos envergonhados e não conseguimos nos erguer sozinhos e dependemos de ajuda para sermos restaurados.

2ª Atitude: Jesus nunca desistirá e nem esmagará aquele que está caído:

“Não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que fumega, até que faça vencedor o juízo.” (Mateus 12:20)

Talvez Pedro quando encontrou o Senhor, agindo segundo o seu próprio padrão de agir, esperava uma severa reprimenda do Senhor, pois sua  auto estima estava no pó, ele se sentia o pior dos homens naquele momento.

Porém, ao contrário de todas as expectativas de Pedro, o Senhor preparou um cenário para restaurar aquele homem precioso, que só o Senhor conseguia enxergar naquele momento, e, fez-lhe perguntas diretas ao seu coração.

3ª Atitude: Reavivou o primeiro amor de Pedro

Em vez de confrontar Pedro e lembrá-lo de suas vergonhas e misérias. Jesus o toca de maneira sensível: “Tu me amas?”

Com aquela conversa e perguntas, Jesus vai entrando novamente no coração de Pedro e restaurando o propósito e o ministério daquele homem tão precioso e com um potencial que só o Senhor conseguia ver naquele momento.

Escrevo estas coisas em lágrimas, pois com certeza preciso entender a profundidade destas verdades e assim compreender como Paulo compreendeu o amor de Deus.

“Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3:17-19)

Oswaldo Pinho
URL: http://oswaldopinho.blogspot.com/

DINA, uma vítima inocente

Dina foi a única mulher dentre os filhos de Jacob. Quando o seu pai, finalmente, estabeleceu-se por um pequeno tempo perto da cidade de Siquém, ela decidiu sair para conhecer o lugar, talvez em busca de amigos. Em sua exuberância juvenil, ignorou os perigos do estilo de vida pagão dos jovens de Siquém, directamente contrário às tradições de sua família. Talvez estivesse confiante de que poderia cuidar de si mesma, apesar de estar em terra estranha.
Aquilo que começou com um passeio motivado pela curiosidade acabou na tragédia da violação de Dina praticado por um jovem príncipe de Siquém (v. 2). Quaisquer que tenham sido as circunstâncias que levaram a essa tragédia, Dina certamente não esperava nem merecia essa degradação máxima. Ela não apenas teria de conviver com o trauma da violação como também teria poucas hipóteses de ter um casamento feliz no futuro.
Hamor, pai de Siquém, aproximou-se do pai de Dina para pedi-la em casamento, como era costume na época. O príncipe a queria tanto que pediu a Jacob para estabelecer o preço do dote da noiva (v. 12). Siquém também propôs uma aliança entre os dois povos (algo proibido por Deus). Apesar do acto da violação praticado por Siquém ser deplorável, ele demonstrou mais dignidade na sua tentativa de reparar a situação do que o próprio pai e os irmãos de Dina. Armando um golpe, eles colocaram toda a população masculina em desvantagem e, depois, os massacraram.
O resultado da visita de Dina à cidade de Siquém foi esmagadoramente trágico: ele foi violada, todos os homens da cidade foram assassinados, viúvas e crianças foram escravizadas, Jacob e a sua família foram obrigados a fugir de casa, as hipóteses de Dina conseguir um bom casamento acabaram e o nome de Deus foi desonrado entre os idólatras. Mesmo as escolhas mais simples são frequentemente desafios espirituais nos quais nossas irmãs e filhas devem ter cautela. A curiosidade em relação ao mundo pode colocá-las em situações nas quais vão sofrer nas mãos de pessoas incrédulas.
Cuidado com as escolhas que fazes. Cuidado com os caminhos por onde vais... Não te deixes "seduzir" pelos encantos do mundo, que irão parecer agradáveis durante um período, mas depois trazem problemas para ti, e para todos aqueles que te amam, e que amas.

exercício físico