domingo, 31 de maio de 2026

Bíblia - parte 1


Texto relativo à primeira parte da lição online sobre a Bíblia - Curso "Princípios da Fé Cristã"

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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INTRODUÇÃO:

1 Pedro 2:4,5 (“Cheguem-se a Cristo que é a rocha viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas de grande valor para Deus que a escolheu. Vocês também se tornaram pedras vivas para Deus usar na edificação da sua casa espiritual. E são seus santos sacerdotes para através de Jesus Cristo lhe apresentar ofertas do seu agrado”) diz que fomos feitos “casa espiritual”, em que Jesus é a “rocha viva”.

Como cristãos, temos que estar edificados sobre a “rocha/pedra viva/principal” que nos foi transmitida pelos apóstolos e profetas, conforme mencionado em Efésios 2:20-22 (“esse povo que é como um edifício construído sobre o alicerce dos profetas e dos apóstolos, e do qual Jesus Cristo é a principal pedra de esquina, pela qual todo o edifício se alinha. Em Cristo essa construção cresce, porque cada pedra se adapta perfeitamente ao conjunto, a fim de se tornar um templo consagrado ao Senhor. Vocês estão também integrados nesse conjunto, para formarem a morada onde Deus habita pelo seu Espírito”).

Sendo Jesus o nosso fundamento, então nossa vida deve estar alicerçada na Sua Palavra – Bíblia. Nossa vida precisa estar edificada sobre a Palavra, para quando vieres os dias maus… podermos resistir firmes… Mateus 7.24-27; Lucas 6.46-49

Nossa “casa espiritual” precisa estar bem fundamentada/alicerçada sobre a Palavra… nem em qualquer outro tipo de fundamento/alicerce.

Quais são pois, os fundamentos ensinados pelos apóstolos e profetas que devem ser estabelecidas em nossa vida espiritual? Hebreus 6:1,2

O único guia seguro é a Bíblia. Ela é a revelação de um Deus que tem conhecimento infinito e, portanto, pode oferecer-lhe verdade absoluta. Deus deu-lhe uma revelação suficiente e completa. Ela apresenta um quadro exacto e compreensível a respeito de filhos, pais, vida familiar, valores, treinamento, desenvolvimento, disciplina – tudo que precisamos para estar equipado para vida. (“Pastoreando o Coração da Criança”, Tedd Tripp, p.10)

A Bíblia é a genuína Palavra de Deus, dada aos Homens para a sua saúde espiritual, como afirma 2 Timóteo 3:16,17, mas também para a sua saúde emocional e psíquica (alma), e corpo. 

Enquanto na oração fala com Deus, através da Bíblia Deus fala consigo. É tão real e tão confiável como se Jesus estivesse aqui em pessoa a falar consigo.

Um jovem, em certa ocasião, adquiriu com grande esforço, uma passagem de comboio para realizar a longa viagem que sempre havia sonhado. Durante a viagem não comeu quase nada, pois havia gasto todo o dinheiro na passagem. Não sabia que as refeições já estavam incluídas na passagem. No último dia, já sentindo que não podia mais suportar o jejum, buscou o refeitório, dizendo para si mesmo: “Ainda que tenha que pagar a conta a lavar os pratos, hoje vou jantar.” Mas que surpresa teve quando pediu a conta ao empregado e este lhe disse: “Não senhor, não deve nada. Sua passagem inclui a alimentação de toda a viagem.”

Assim acontece muitas vezes connosco: temos nas nossas mãos a fonte da nossa provisão e bênção, a Palavra de Deus, fonte de vida e promessas e, no entanto, fazemos como o jovem da história; vivemos sem desfrutar todo o bem que Deus tem para nós, pois ignoramos a Palavra, suas promessas e bênçãos.

Devemos amar a Palavra e seguir a sua direcção assim como faz o capitão de um barco com a bússola. Deste modo aprenderemos a agir com sabedoria e a tirar o melhor proveito dela para a nossa vida. 

A Bíblia é o maior dos tesouros, tem a resposta para todas as nossas necessidades, mostra-nos como manejar as finanças, o relacionamento com outras pessoas, com a família, os sentimentos e como resolver os problemas.

Josué 1:8 diz: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.”

Deus nos deu a Palavra com um propósito – ser o guia do nosso caminhar diário, nas decisões e em tudo o que nos diz respeito. O salmista diz: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105).

Deus inspirou diversos homens em distintas épocas e em diferenças culturas para que, por meio da Sua Palavra, ou seja, a Bíblia, pudéssemos conhecer e receber Suas promessas. Mas, como fazer para entendê-la, tirar proveito, meditar nela, praticá-la, fazer prosperar o meu caminho e para que tudo me vá bem?

Ninguém conseguirá compreender bem a Bíblia, sem ter pelo menos a ideia da História, dos costumes, dos idiomas e das religiões dos povos que, diretamente como os judeus ou indiretamente como os egípcios, assírios e outros, participaram do seu conteúdo.

1 – DEFINIÇÃO DE “BÍBLIA”

Do vocábulo grego ‘biblos’, temos o plural ‘biblia’, que quer dizer: livros. Daí o nome da nossa Bíblia. 

A palavra Bíblia é derivada do termo em grego koiné τὰ βιβλία, que significa "os livros" (singular βιβλίον). A palavra βιβλίον em si tinha o significado literal de "rolo" e passou a ser usada como a palavra comum para "livro". É o diminutivo de βύβλος (byblos), "papiro egípcio", possivelmente assim chamado a partir do nome do porto marítimo fenício Biblos (também conhecido como Gebal) de onde o papiro egípcio era exportado para a Grécia.

O termo grego ta biblia ("os livros") era "uma expressão que os judeus helenísticos usavam para descrever seus livros sagrados". O estudioso bíblico F. F. Bruce observa que João Crisóstomo parece ser o primeiro escritor (em suas Homilias sobre Mateus, proferidas entre 386 e 388) a usar a frase grega ta biblia ("os livros") para descrever o Antigo e o Novo Testamento juntos.

A expressão em latim biblia sacra ("livros sagrados") foi traduzida do grego τὰ βιβλία τὰ ἅγια (tà biblía tà hágia, "os livros sagrados"). O termo biblia do latim medieval é a abreviação de biblia sacra ("livro sagrado"). Gradualmente, passou a ser considerado um substantivo feminino singular em latim medieval e, assim, a palavra foi emprestada como singular para os vernáculos da Europa Ocidental.

Um sinónimo de ‘A Bíblia’ é ‘As Escrituras’, do grego ‘ta gramata’ ou ‘hai graphai’, como vemos nos seguintes textos:

“Perguntou-lhe Jesus: Nunca lestes as Escrituras...” - Mt 21;42.

“Ainda que não lestes esta Escritura: A pedra...” - Mc 12:10.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus...” - 2Tm 3:16.

Os livros da Bíblia foram inicialmente escritos e copiados à mão em rolos de papiro. Nenhum original sobreviveu. A idade da composição original dos textos é, portanto, difícil de determinar e muito debatida. Usando uma abordagem linguística e historiográfica combinada, Hendel e Joosten datam as partes mais antigas da Bíblia hebraica (o Cântico de Débora em Juízes 5 e a história de Sansão de Juízes 16 e 1 Samuel) como tendo sido compostas no início da Idade do Ferro pré-monárquica (c. 1200 a.C.). Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos nas cavernas de Qumran em 1947, são cópias que podem ser datadas entre 250 a.C. e 100 d.C. São as cópias mais antigas existentes dos livros da Bíblia hebraica de qualquer tamanho que não sejam simplesmente fragmentos.

Os primeiros manuscritos provavelmente foram escritos em paleo-hebraico, uma espécie de pictograma cuneiforme semelhante a outros pictogramas do mesmo período. O exílio para a Babilónia provavelmente levou à mudança de escrita (aramaico) nos séculos V a III a.C. Desde a época dos pergaminhos do Mar Morto, a Bíblia hebraica era escrita com espaços entre as palavras para ajudar na leitura. 

Os massoretas foram escribas e eruditos judeus que se dedicaram a preservar e padronizar o texto hebraico do Antigo Testamento. Eles criaram um sistema de vogais e notas (massorá) para garantir que as escrituras fossem lidas e transmitidas sem alterações. Por volta do século VIII d.C., os massoretas acrescentaram sinais vocálicos (niqqud). 

Levitas ou escribas mantiveram os textos, sendo que alguns textos sempre foram tratados como mais oficiais do que outros. Os escribas preservavam e alteravam os textos alterando a escrita e atualizando as formas arcaicas ao mesmo tempo em que faziam correções. Esses textos hebraicos foram copiados com muito cuidado.

2 - 16 RAZÕES PORQUE PODEMOS CONFIAR NA BÍBLIA - clique AQUI

3 - REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO

Sendo que a glória de Deus se tornou um fogo consumidor para o Homem (devido ao Pecado), Deus estabeleceu um plano.

Portanto, o propósito definido da Bíblia é revelar ao Homem a vontade divina, o plano da salvação, por isso todos os seus assuntos, em última análise, poderiam ser condensados nesta simples síntese – revelar a Cristo. 

Meios usados por Deus para transmitir a Sua palavra:

a) A voz audível: Génesis 3:8-15; Números 12:7-8.

b) De face a face: Êxodo 33:11; Deuteronómio 34:10.

c) Os anjos: Zacarias 1:9; Lucas 1:11, 18 e 19.

d) Visões: Daniel 7:2; Apocalipse 1:19.

e) Sonhos: Números 12:6; Génesis 37:5 e 9.

f) O Espírito Santo: 2Pedro 1:21; 2Samuel 23:11 e12.

g) Cristo: João 17:34; Hebreus 1:1 e 2.

A Palavra de Deus foi transmitida verbalmente pelos profetas durante aproximadamente 2.500 anos. Isto foi possível porque as pessoas no inicio do mundo foram privilegiadas com longevidade e prodigiosa memória.

A Palavra Escrita

Razões para ser dada a Palavra de Deus em forma escrita:

a) A capacidade mental diminui por causa do pecado.

b) A vida humana foi abreviada por doenças, alimentação, etc.

c) Por uma multiplicidade de fatores, o homem começou a errar mais.

d) Por causa da apostasia, as verdades divinas deviam ser dadas com toda a exatidão.

e) A palavra escrita inspira autenticidade.

Há dois vocábulos que de modo geral caracterizam o que Deus fez quando a Bíblia foi escrita: Revelação e Inspiração.

4.1. DIFERENÇA ENTRE REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO

a) REVELAÇÃO - Deus dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas e que por si só, o Homem não poderia conhecer.

b) INSPIRAÇÃO - O Espírito Santo age como um sopro sobre os escritores, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura ou erro.

Exemplos: Se Moisés escreveu o Génesis, recebendo-o por visão, sonhos, ou mesmo pela própria voz de Deus, temos uma Revelação. Porém, se ele valeu-se de escritos anteriores, incluindo a tradição, desde que usado pelo Espírito Santo, temos uma Inspiração.

4.2. REVELAÇÃO

No Antigo Testamento, o termo “revelar” vem do verbo galah, do hebraico. Esta raiz significa “descobrir, despir”, então isso significa que o ato de abertura foi para ver o que estava escondido.  Etimologicamente, revelação vem do latim “revelo”, que significa descobrir, desvendar, levantar o véu. Revelação significa, portanto, descobrimento, manifestação de algo que está escondido.

Algumas vezes percebemos que o termo “revelação” é usado como um ato de se despir de forma humilhante para não esconder nada, como vemos no livro de Isaías 47:3.

O verbo galah aparece 23 vezes em conexão com a manifestação do próprio Deus ou a comunicação da Sua mensagem.

No Novo Testamento, “revelação” não vem do hebraico, e sim do verbo grego “apokalupto” que significa “descobrir, divulgar, revelar”, que ocorre 26 vezes. A palavra grega correspondente à latina “revelação” é “apocalipse”.

Na Bíblia Deus revela os Seus pensamentos, Suas intenções, Seus desígnios, Seus mistérios. Isaías 55:8-9; Romanos 11:33-34; Apocalipse 1:1.

A Bíblia é a mensagem de Deus em palavras humanas. Há um Deus transcendente que escolheu revelar-Se ao Homem, para que ele entenda como se formaram as coisas. Revelação tem que ver mais com o conteúdo.

A Bíblia está repleta de expressões como: “e falou o Senhor”, “eis o que diz o Senhor”, “veio a mim a palavra do Senhor”. Daí a propriedade de denominarmos o conjunto destas revelações de “A Palavra de Deus”.

Podemos falar de Revelação tomando-a em dois sentidos: Activo e Passivo.

- Revelação no sentido Activo: é a atividade de Deus, enquanto se dá a conhecer aos Homens. O Homem apenas pode conhecer a Deus porque Ele Se revela. Esta revelação se consumou em Jesus Cristo. Cristo em todos os Seus ensinos tornou bem claro que Ele era uma revelação de Deus. E também o Espírito Santo!

- Revelação no sentido Passivo: é o próprio conhecimento que é comunicado aos Homens. O mais proeminente canal de revelação no Antigo Testamento foram os profetas; no Novo Testamento foram os apóstolos. 

Precisamos também entender que encontramos, na vida da Igreja e dos cristãos, canais de “revelação” também. «És “um Bíblia”!» - Um cristão pode ser a única Bíblia que aqueles que não ainda não receberam Jesus como Salvador e Senhor, leem. Se der um testemunho negativo, a Bíblia será negativa para eles, mas se der um bom testemunho, a Bíblia será boa para eles e revelará quem é Jesus para eles.

Se perguntarmos ao homem natural qual é a solução para o seu problema, ele não achará meio de responder a esta pergunta. Este clamor do homem necessitado de uma resposta aos seus problemas faz da Bíblia uma fonte de “revelação”. Se Deus desejou se revelar para nós através da Bíblia, podemos afirmar que Ele deseja que aprendamos mais dEle como um Deus “revelado”, ainda que não na totalidade (Isaías 55:8-11).  

Vemos referências à Revelação de Deus, nas páginas das Escrituras:

- Deus revelou-se na aliança efetuada com Abraão - Génesis 17.7

- Deu a Israel a Sua Lei - Exodo 20.22

- Revelou a Sua vontade - Isaías 48.3

- Travou relações com o povo - Salmos 147.19,20

- Revelou-Se pessoalmente em Cristo - Colossenses 2.9.

Veremos alguns meios usados por Deus para revelar-se:

a) A REVELAÇÃO ORIGINAL - Deus criou o Homem à Sua imagem e semelhança para que o Homem pudesse conhecer, amar, servir e dar glória à Sua Pessoa.

b) A REVELAÇÃO REDENTORA - Por causa do Pecado o Homem perdeu a possibilidade de aprender a compreender o testemunho interior ou o da criação. Deus se manifesta aos Homens através de uma revelação especial operada pelo Espírito Santo, dentro do Homem, para que o Homem volte para Deus.

c) REVELAÇÃO VERBAL - Através de Jesus, o Homem tem consciência da vontade de Deus para a sua vida. No livro de Actos vemos a revelação verbal manifestada de múltiplas maneiras, tais como: visões, sonhos, inspirações proféticas, etc.

d) REVELAÇÃO BÍBLICA - O que diferencia a Bíblia de qualquer outro livro é a sua inspiração divina. Observe: (a) “Na verdade há um espírito no Homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz entendido” - Job 32.8; (b) “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça” - 2Tm 3.16; (c) “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto Homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” - 2Pd 1.21.

A prova máxima de que a Bíblia tem origem divina está no seu poder de transformar vidas.

4.3. INSPIRAÇÃO

4.3.1. A TEORIA CORRECTA DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Hermisten M.P. Costa definiu “inspiração” de uma forma simples e direta: “Podemos definir a inspiração como sendo a influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os homens separados por ele mesmo, a fim de registarem de forma inerrante e suficiente toda a vontade de Deus, constituindo este registo na única fonte e norma de todo o conhecimento cristão.”

De um estudo do bispo Westcott, publicado no livro “História, Doutrina e Interpretação da Bíblia”, de Joseph Angus, vol. l, pág. 99, destacamos o seguinte: “Ensina-nos que a Inspiração é uma operação do Espírito Santo, atuando nos homens, de acordo com as leis da constituição humana; que não é neutralizada pela influência divina, mas aproveitada como um veículo para a expressão completa da mensagem de Deus. Ensinam-nos que a Inspiração está geralmente combinada com o progresso moral e espiritual do Doutrinador, de maneira que há no todo uma conformidade moral entre o Profeta e a sua doutrina.”

Henri Daniel-Rops, no livro “Que é a Bíblia?”, definiu inspiração como sendo a operação divina que toma conta do autor sagrado, esclarecendo-o, guiando-o, assistindo-o na execução do seu trabalho. Também é uma palavra latina, derivada do verbo “inspiro”, que quer dizer “soprar para dentro”.

2 Timóteo 3:16 nos diz que “toda a Escritura é divinamente inspirada” – em grego, “theopneustos”, bafejada por Deus, tendo o sopro de Deus, inspirada por Deus. Esta passagem é de uma clareza meridiana, pois aqui se afirma a divina autoridade de toda a Escritura. Deus é o autor dos relatos bíblicos. A Bíblia não pode conter erros, porque Deus não erra, e se falamos em erros das Escrituras, estes são devidos às falhas humanas. Devemos confiar em tudo o que a Bíblia ensina por causa desta autoria divina.

Cremos que a inspiração bíblia procedeu de quatro formas:

a) PLENA - A Teoria da Inspiração Plena é a que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas. Os escritores foram capacitados pela cooperação vital e contínua do Espírito Santo. 1Pe 1:12; Ap 22:18,19

Nas páginas do Antigo Testamento, a expressão “Assim diz o Senhor” e similares são usadas mais de 3.800 vezes. Ao receber a revelação no Monte Sinai, Moisés “ escreveu todas as palavras do Senhor” (Êx 24.4). Jeremias foi advertido: “não esqueças nem uma palavra” (Jr 26.2).

O salmista David afirma em 2Samuel 23:2: “O Espírito do Senhor fala por meu intermédio”.

No Novo Testamento encontramos referências aos profetas do Antigo Testamento, como as seguintes: “Homens que falaram da parte de Deus” e “que foram movidos pelo Espírito Santo”, “o Espírito de Cristo que estava neles testificou”. 

No texto do Novo Testamento, Paulo disse que usava as palavras “que o Espírito Santo ensina” (1 Co 2.13). João assegura que o Senhor lhe revelou “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). E o Senhor Jesus asseverou que até os sinais diacríticos do texto hebraico eram inspirados: “nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mt 5.18). Assim sendo, as Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus.

Mateus 5:17-18 – “Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo, que até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido”. Jesus chama a Escritura de “a Palavra de Deus” (Marcos 7:13).

A mesma veemente defesa feita para a integridade do Velho Testamento é feita por Cristo para as Suas próprias palavras: “As Minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35).

Depois de ter sido escrito o último livro do N.T., a Inspiração Plena cessou.

Apocalipse 22:18,19: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém acrescentar a estas coisas, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

Portanto, Bíblia não apenas “contém” ou “torna-se” a Palavra de Deus (conforme ensino da Neo-Ortodoxia), mas sobretudo ela é a inspirada Palavra de Deus – plena, sem erros e sem falha alguma. 

“A inspiração é a combinação entre a expressão natural dos escritores e a iniciação e orientação especiais dos seus escritos concedidas pelo Espírito Santo. Mas o Espírito Santo não somente dirigia os pensamentos, ou conceitos dos escritores, como também supervisionava a seleção das palavras para a totalidade do texto (e não somente para as questões de fé e prática). O Espírito Santo garantia a exatidão e a suficiência de tudo quanto era escrito como a revelação da parte de Deus. Ditado divino. A inspiração é a superintendência infalível da reprodução mecânica das palavras divinas à medida que o Espírito Santo as ditava aos autores bíblicos. Estes, como obedientes estenógrafos, tudo registavam segundo as ordens especiais do Espírito Santo quanto ao conteúdo, vocabulário e estilo” HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.      

b) INTERATIVA ou DINÂMICA. A Bíblia é um livro divino, mas evidentemente ele não caiu pronto do Céu. Para que a Bíblia se concretizasse, o Espírito Santo Se serviu de Homens e que conservavam a respetiva personalidade, o caráter, talento e génio, os hábitos intelectuais e poderes de estilo. Deus não violentou nem destruiu as faculdades daqueles que deviam formular a Sua mensagem. O escritor continuava sendo homem, com seu modo de ser, sua linguagem própria, seu próprio estilo. Exemplo: Amós, um pecuário e agricultor.

Pedro e João são escritores simples, usando um vocabulário reduzido. Paulo e Lucas são escritores cultos, usando linguagem rica, primorosa e repleta de figuras literárias. Homens como Lucas, que sabia escrever e diz que muito pesquisou para poder informar a Teófilo (Lc 1:3).

A Bíblia não deixa de lado a inteligência do Homem, nem a sua percepção e entendimento. Esta é a que aceitamos. A Escritura contém o divino e o humano. A verdade é inspirada por Deus, mas é moldada pelo espírito humano, de acordo com o idioma, o ambiente e a inteligência humana de cada escritor. 

Cada um, na sua maneira peculiar de se expressar, afirma a mesma verdade fundamental: a inspiração total da Bíblia. As Escrituras são de origem divina porque o Espírito de Deus falou através dos profetas.

O Espírito Santo garantiu a liberdade dos escritores bíblicos conforme a capacitação de cada um. Portanto, a Bíblia possui particularidades quanto à gramática, vocábulos, ao género literário, e outros. Cada autor fez uso de géneros literários distintos, tais como: narrativa (1 e 2 Samuel), poesia (Salmos), provérbios (livro de Provérbios) etc. Os autores sagrados também fizeram uso de figuras de linguagem, tais com o: o emprego de parábolas e enigmas (Jz 14.14; Ez 17.2); de alegorias (G1 4-22-24; Hb 9.9); de hipérboles (Jo 21.25; Cl 1.23); de metáforas e símiles (Zc 2.8; Tg 3 3 – 5); de vocabulário simples ou rebuscado a depender do grau de instrução do autor (2 Pe 3.15,16). O emprego dos recursos literários evidencia a cultura do escritor, mas em hipótese alguma invalida a inspiração da Palavra de Deus (Pv 2.6; Tg 1.17).   

Apesar disso, os autores não se tornaram intérpretes do divino. Isso porque Deus não inspirou aos escritores apenas os pensamentos ou as ideias. O Espírito Santo também inspirou cada uma das palavras que expressam com exatidão a mensagem divina (1Co 2.10,11).   

“No tocante à orientação do escritor pelo Espírito, tem-se sugerido que a influência do Espírito estendeu-se somente ao impulso original para se escrever, ou somente à seleção dos tópicos, ou apenas aos pensamentos ou ideias do autor, conforme este achasse melhor. Na inspiração plenária e verbal, todavia, a orientação do Espírito estendia-se até às próprias palavras que o escritor selecionava para expressar os seus pensamentos. O Espírito Santo não ditava as palavras, mas guiava o escritor para que este, livremente, escolhesse as palavras que realmente expressavam a mensagem de Deus. (Por exemplo, o escritor poderia ter escolhido “casa” ou “construção”, segundo a sua preferência, mas não poderia ter escolhido “campo”, pois isso teria mudado o conteúdo da mensagem.)” HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.    

“Apresentada em termos humanos. Apesar de a Bíblia alegar ser a Palavra de Deus, ela também é as palavras de seres humanos. Afirma ser a comunicação de Deus às pessoas, na sua linguagem e expressões. 

Todos os livros na Bíblia foram composições de escritores humanos.

A Bíblia manifesta estilos literários diferentes, desde a métrica fúnebre de Lamentações à poesia exaltada de Isaías, desde a gramática simples de João até o grego complexo de Hebreus. A escolha de metáforas demonstra que autores diferentes usaram 0 próprio contexto histórico e seus interesses. Tiago se interessa pela natureza. Jesus usa metáforas urbanas e Oseias as da vida rural.

A Bíblia manifesta perspetivas e emoções humanas; David falou no salmo 23 do ponto de vista de um pastor; o livro dos Reis foi escrito de um ponto de vista profético, e Crónicas, do ponto de vista sacerdotal; Atos manifesta um interesse histórico e 2Timóteo, o coração de um pastor. Paulo expressou tristeza pelos israelitas que rejeitaram a Deus (Rm 9.2).

A Bíblia revela padrões e processos do pensamento humano, incluindo a razão (Romanos) e a memória (1Co 1.14-16).

Os autores da Bíblia usaram recursos humanos para informação, incluindo pesquisa histórica (Lc 1.1-4) e obras não canónicas (Js 10.13; At 17.28; 1Co 15.33; Tt 1.12; Jd 9,14)”. GEISLER. Norman. Enciclopédia De Apologética, respostas aos críticos da fé cristã. Editora Vida. 1 Ed. 2002. pag. 120-121.

c) Verbal ou Oral. Uma das tradições que sabemos com relação ao povo de Israel, era a tradição oral ou verbal. Deus usou também a área verbal para que escrevessem (Ex. 34:27).

A inspiração é chamada de verbal porque Deus soprou nos escritores sagrados aquilo que deveria ser escrito (Ap 19.9; 1 Co 14.37). A Bíblia é “divinamente inspirada” (2 Tm 3.16). O termo do grego theopneustos, que significa literalmente “soprada por Deus”.  Porém, os autores bíblicos não foram usados automaticamente como se escrevessem um ditado; eles foram instrumentos de Deus e, cada qual com sua própria personalidade e talento, escreveram “inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).  

d) Sobrenatural. Não há como explicar a forma como Deus fez para que os escritores, vivendo em tempos e lugares tão diferentes, trouxessem unidade à Palavra de Deus se não fosse a acção do Espírito Santo na vida daqueles homens (2Pe 1;21)

2 Pedro 1:20-21 – “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.

4.3.2. TEORIAS FALSAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Homens sábios aos seus próprios olhos, começaram a atacar a Bíblia afirmando que ela não podia ser divina porque continha várias espécies de erros. 

Apenas poucos anos se passaram, desde que João escreveu o Apocalipse, e doutrinas erróneas se levantaram, como a dos gnósticos, dos docetistas, dos epicureus, dos ebionitas, etc. 

No fim do século XVIII apareceram os racionalistas negando tudo o que fosse sobrenatural. Defendiam eles que a razão humana é o único critério válido de verdade. Por conseguinte, consideram a Bíblia como uma coleção de livros puramente humanos, fruto de atividade meramente natural, e, portanto, sujeitos a todas as falhas de qualquer outro livro humano sem excluir os erros.

Os protestantes liberais e os modernistas negam também a inspiração da Bíblia, e quando a admitem é com um conceito totalmente desfigurado do que significa inspiração. 

Brian Schwertley escreveu: “Os maiores críticos da inspiração bíblica são os liberais. Os liberais têm uma posição muito diferente da posição ortodoxa, do verdadeiro cristianismo.” 

O Modernismo ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas, e outras não. Pior do que ensinar isto, é dizer que certas partes podem conter erros, são fruto apenas da experiência humana e contém lendas. Diante deste ensinamento errado, os modernistas trazem o seguinte conceito:

- Iluminação: As partes inspirada das Escrituras foram dadas por Deus a somente a alguns homens bondosos. Se a inspiração foi apenas isso, cairíamos num subjetivismo extremamente perigoso, pois, nesse caso, a veracidade dos textos bíblicos dependeria da apreensão de cada “iluminado” para que pudesse registar o que percebera.

- Intuição. Como todo ensinamento gera uma reação, logo os opositores ao modernismo apresentaram o que conhecemos como conceito de intuição, ou seja, atribuindo apenas à intuição humana o registo bíblico. Com isto estamos a afirmar que o modernismo está a dizer de uma forma bem clara: “Não há nenhum elemento divino na compreensão da Bíblia.”

Assim como o conceito da iluminação está errado, este de intuição também está. Se estes conceitos fossem corretos, teríamos a seguinte definição: “... a Bíblia poderia até ser um belíssimo livro, todavia, apenas um livro humano criado pela genialidade humana e, por mais belo e extraordinário que fosse, seria falível, cheio de erros, preceitos antiquados e, o pior de tudo, não nos conduziria a Deus.”

a) INSPIRAÇÃO NATURAL ou TEORIA DA INTUIÇÃO: Essa teoria nega que a Bíblia seja sobrenatural ou vinda de Deus, defendendo que ela foi produzida pelos próprios poderes intuitivos do Homem. De acordo com ela os escritores da Bíblia foram inspirados unicamente no sentido em que os escritores talentosos como Sócrates, Shakespeare, Homero e Camões o foram (2Sm 23.2; Jr 1.9; At 28.25). Esta teoria considera as Escrituras como produto natural da mente humana.

b) INSPIRAÇÃO COMUM: Ensina que da mesma maneira como os escritores da Bíblia foram inspirados, ainda hoje o somos. Quando oramos, cantamos ou ensinamos a Palavra, estamos ‘inspirados’ por Deus.

c) INSPIRAÇÃO PARCIAL (Teoria Fraccional ou Parcial): Ensina que partes da Bíblia são inspiradas, outras não. Defende que os autores da Bíblia tiveram inspiração somente para alguns assuntos das Escrituras. Afirma que a Bíblia contém a Palavra de Deus. 

A afirmação divina é: “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2Tm 3:16).

d) DITADO VERBAL (Inspiração Mecânica): Ensina que Deus ditou para os escritores aquilo que queria que fosse escrito. Nessa teoria, os homens funcionaram apenas como máquinas ou robots. Sabemos que Deus apenas usou as faculdades mentais dos homens, mas deixou livre os seus estilos. (Lc 1.3,4)

e) INSPIRAÇÃO DAS IDEIAS: Ensina que Deus inspirou as ideias mas não as palavras. As palavras ficaram a cargo do escritor (1Co 2.13; Hb 1.1; Ap 22.19).


... continua...

terça-feira, 12 de maio de 2026

(família) não basta passar o bastao



"Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti" (2 Timóteo 1:5)

De todas as modalidades do atletismo, a que mais aprecio é o revezamento 4 x 100.

No mundo do atletismo, realizado em Moscovo, em 2013, um fato chamou a atenção. Foi em relação à participação da equipa feminina do Brasil. Na prova final, valendo medalha, Vanda Gomes, atleta brasileira, deixou o bastão cair ao recebê-lo de Franciela Krasucki. Antes de passar o bastão, Evelyn dos Santos e Ana Cláudia Silva tinham deixado o Brasil em 2.º lugar.

Como no atletismo, a família deve ser uma equipa. Tal como uma competição de 4x100, como pais, devemos passar o bastão da fé para as gerações futuras.

Na família de Timóteo isto aconteceu perfeitamente. Eunice, a mãe de Timóteo, recebeu o bastão da fé das mãos de Lóide, e passou a Timóteo. Timóteo, por sua vez, passou, instruído por Paulo, a transmitir a homens fiéis (2 Timóteo 1:5; 2:3).

Um erro, como aconteceu com a equipa brasileira, poderá comprometer o legado da fé nas gerações seguintes.

A história da família de Jonathan Edwards pode ilustrar sobre a importância dos pais na transmissão do legado da fé aos seus descendentes.

Os registos históricos contam que, entre os descendentes dos Edwards, mais de 300 se tornaram pastores, missionários e professores de seminários, 120 professores universitários, 120 promotores, 60 escritores, 30 juízes, 14 reitores universitários, 3 participantes do Congresso dos EUA e um vice-presidente dos EUA.

Que Deus abençoe os avós, pais e netos nas famílias cristãs de nossos dias.

Como escreveu o autor de Hebreus (12:1), devemos deixar todo o embaraço e pecado, olhar para Jesus e correr com vontade a corrida que temos pela frente, a começar em nossa família.

PROPOSTA:


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Criatividade e Teologia: Por que devemos inovar


A criatividade flui do próprio caráter de Deus. Nosso Deus é um Deus criativo. Na verdade, Ele inventou a criatividade. Foi ideia Dele. A criatividade faz parte da própria natureza e caráter de Deus. A quinta palavra na Bíblia é " criou ". "No princípio, Deus criou..." (Génesis 1:1). Deus deu início ao processo criativo, e ele vem avançando desde então.

Reflita sobre a criação por um momento. Deus criou todo o universo a partir do nada. Ele formou todas as coisas originais, como um inventor ou fabricante. Que criador incrível é Deus! Nada é monótono, sem graça ou entediante no mundo de Deus.

Deus criou três cores primárias com até 10 milhões de tonalidades diferentes que o olho humano consegue ver. Ele criou texturas — ásperas, lisas e todas as intermediárias. Ele criou infinitas variedades de formas e figuras.

Deus criou o movimento e o ritmo — o vento e a água corrente, os animais e os humanos ocupados com todos os tipos de atividades. Ele criou o som e a música, desde o estrondo do trovão até o doce canto de um pássaro. Deus criou as estações do ano — inverno, primavera, verão e outono. E então Ele criou a personalidade humana, juntamente com impressões digitais únicas para bilhões de pessoas. Deus não se interessa por clonagem.

Criatividade e Deus

Tudo o que Deus cria é único, repleto da frescura da vida e da inovação. Contemplar a criação deve nos impulsionar a adorar a Deus. Sua criatividade se manifesta não apenas na criação, mas também na redenção. Deus tornou a salvação disponível para nós independentemente de termos a capacidade de merecê-la. Ele enviou Jesus para pagar o preço pelos nossos pecados. Ele nos oferece perdão e salvação como um presente gratuito que não podemos conquistar. Que plano maravilhoso e criativo!

Deus nos chama para sermos como Ele — criativos! Vejamos uma das minhas passagens bíblicas favoritas:

“Pois é pela graça que vocês foram salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2:8-10)

Paulo declara a criatividade de Deus tanto na criação quanto na redenção. Somos obra de Deus, literalmente “uma obra de arte” (do grego poiema, de onde deriva a palavra poema). Então Deus nos chama para continuarmos suas obras criativas para o benefício de outras pessoas.

Jesus foi um exemplo de criatividade.

Jesus era um comunicador incrivelmente criativo. Ele ensinava por meio de parábolas (Mateus 13:34). Ele desenhava na areia, usava uma moeda romana, amaldiçoava uma figueira... para explicar a verdade. Jesus multiplicou peixes, virou mesas e colocou uma criança em seu colo... para ilustrar lições importantes. Jesus transmitia sua mensagem transformadora de maneiras dinâmicas e criativas. Ele entendia que uma ideia atinge a mente, enquanto uma imagem atinge o coração.

Cerca de 72% das palavras de Jesus focam na aplicação prática, ou seja, em colocar seus ensinamentos em prática no dia a dia. Ele já compreendia os aprendizes visuais e multissensoriais há 2.000 anos. Jesus constantemente utilizava recursos visuais e nunca repetia a mesma abordagem. Tudo o que Ele fazia era único. Ele era um mestre da comunicação e um mestre da criatividade.

O Espírito nos capacita a sermos criativos.

Devemos ser imitadores de Deus. Ele nos criou à Sua imagem e semelhança (Génesis 1:27). Portanto, devemos ser como Ele. Isso significa que Deus nos criou para sermos criativos também! Você tem uma contribuição única a oferecer.

Quando contemplamos quem Deus é e o que Ele fez, temos bons motivos para sermos criativos — para cantar, escrever, pintar — para expressar nosso amor e adoração por Ele. Enxergue o que você faz como uma obra de arte que manifesta a glória de Deus.

Em “ O Líder Criativo ”, Ed Young escreve:

A indústria do entretenimento está repleta de atores, músicos e artistas de todos os tipos que cativam a imaginação de todas as idades com seus dons criativos. Hollywood, Nashville e Nova York estão atendendo à necessidade profunda que as pessoas têm de criatividade, aventura e emoção em suas vidas — uma necessidade que a igreja deveria suprir por meio do poder criativo do Espírito Santo.

Young acrescenta: “Algumas pessoas não têm muito a dizer, mas sabem muito bem como dizer, enquanto a igreja tem muito a dizer, mas muitas vezes não sabe como dizer. É por isso que a criatividade deve permear tudo o que afeta nossa liderança e nosso ministério.”

Então, vamos libertar nosso potencial criativo e usá-lo para comunicar a mensagem mais impactante já dada à humanidade. A criatividade não é uma opção para a igreja. É um mandamento bíblico que emana do próprio caráter de Deus.

A importância da inovação

A seguir: Compreenda que a inovação é crucial para qualquer indivíduo, grupo ou organização, incluindo a igreja. Peter Drucker, o pai da administração moderna, disse: "Em um período de mudanças rápidas, os únicos que sobrevivem são aqueles que inovam e criam mudanças."

No ambiente acelerado de hoje, a mudança é a única certeza. Aceite que ela sempre estará presente. Encare a mudança como uma oportunidade, não como uma ameaça. Fale sobre ela de forma positiva e ajude as pessoas a não temê-la.

Tanto a gestão quanto o empreendedorismo são essenciais, segundo Drucker. Precisamos de ambos simultaneamente, e eles devem ser coordenados e cooperativos. Não devemos apenas gerir o existente, mas sim inovar, criando algo novo e diferente.

É tão fácil ficarmos ocupados gerenciando o que já existe que deixamos de melhorar o que estamos fazendo. Como líderes da igreja, devemos trabalhar no amanhã , não apenas acompanhar o hoje. É disso que se trata a inovação.

O especialista em criatividade Edward de Bono afirmou: “A criatividade é o recurso mais importante de todos. Sem criatividade, não haverá progresso e repetiremos para sempre os mesmos padrões”. Ele acrescentou: “O pensamento criativo não é um talento, mas sim uma habilidade que pode ser aprendida. Ele empodera as pessoas, fortalecendo suas capacidades naturais, o que melhora o trabalho em equipe, a produtividade e, quando aplicável, os lucros”.

Provérbios 18:15 diz: “Os sábios estão sempre abertos a novas ideias; na verdade, eles as procuram.” Servimos a um Deus criador que, embora Seu caráter nunca mude, projetou um mundo cheio de variedade e renovação. Deus nos criou à Sua imagem. Portanto, devemos buscar tornar nossa vida e ministério renovados e vibrantes.

7 maneiras de estimular a criatividade

Aqui estão algumas maneiras pelas quais podemos nos tornar mais criativos no ministério:

1. Reserve um tempo para pensar de forma criativa.

Reserve um tempo regularmente para fazer brainstorming individualmente. Melhor ainda, faça brainstorming com outras pessoas — especialmente com suas equipes. Pense de forma criativa. A pesquisa deve ser uma preocupação de todos, e a inovação é responsabilidade de todos.

O especialista em liderança Warren Bennis afirmou: “As organizações do futuro dependerão cada vez mais da criatividade de seus membros para sobreviver. Grandes grupos oferecem um novo modelo no qual o líder é um igual entre titãs. Em uma colaboração verdadeiramente criativa, o trabalho é prazeroso, e as únicas regras e procedimentos são aqueles que promovem a causa comum.”

2. Faça boas perguntas.

Pergunte-se regularmente: "O que está funcionando bem e por quê?" e "O que não está funcionando e por quê?". Boas perguntas nos ajudam a obter uma nova perspectiva sobre nossa situação atual.

3. Gere muitas ideias novas.

Quanto mais ideias você tiver, melhor. Thomas Edison disse certa vez: "Para ter uma grande ideia, tenha muitas ideias". Ele também disse: "Gênio é 1% inspiração e 99% transpiração!"

4. Ouça e aprenda.

Em seguida, seja um ouvinte estratégico. Exponha-se a diferentes pontos de vista. Estude as necessidades e ideias das pessoas e, depois, procure tendências futuras. Podemos aprender algo com todos, se apenas ouvirmos com atenção.

5. Pense fora da caixa.

Crie uma atmosfera em sua equipe que diga: “Vamos encontrar uma maneira melhor”. Esteja sempre em busca de novas ideias para aprimorar ou expandir seu ministério. Admita onde as coisas não estão funcionando e faça as mudanças necessárias. Não se prenda a uma mentalidade do tipo: “Sempre fizemos assim”. Quando algo parecer impossível, encontre uma solução. (Leia Marcos 2:1-5 para um bom exemplo.) O que te irrita? A frustração é um catalisador para a inovação!

6. Não tenha medo do fracasso.

Esteja disposto a correr riscos. Faça um experimento. Simplesmente tente algo novo e diferente. Aprenda a celebrar o fracasso, não apenas a tolerá-lo. Aprenda a fracassar para progredir. Thomas Watson disse: "O sucesso está do outro lado do fracasso". A pensadora de liderança Margaret Wheatley disse: "As coisas que mais tememos nas organizações — flutuações, perturbações, desequilíbrios — são as principais fontes de criatividade".

7. Divirta-se!

Por último, mas não menos importante… Precisamos levar Deus mais a sério e a nós mesmos menos a sério. Aprenda a rir de si mesmo e a aproveitar a jornada. Então, vamos aumentar nossa motivação para a criatividade!


Mark Conner - http://blog.markconner.com.au

Mark Conner é o pastor sénior da CityLife Church, uma comunidade diversa de seguidores de Cristo que se reúne em vários locais em Melbourne, Austrália. Mark tem um amor genuíno pelas pessoas e uma paixão por ajudá-las a crescer e se transformar. Ele possui um doutorado em Ministério pelo Fuller Theological Seminary. Mark é casado com Nicole e eles têm três filhos jovens adultos. Ele também gosta de basquete, música, escrever em seu blog (blog.markconner.com.au) e ler.


Princípios da vida cristã para crianças (e adultos!)



Os princípios da vida cristã são uma preocupação constante para a maioria dos pais e professores da Escola Dominical. Mas essas dicas não são exclusivas para crianças. Continue a ler para conferir lembretes importantes sobre a fé, independentemente da idade!

Uma coisa que é sempre verdade sobre ser pai ou mãe é que repetimos instruções e princípios constantemente. Nada nunca funciona na primeira vez!

Por sermos do Sul, nossa família valoriza as boas maneiras. Ensinamos nossos filhos a dizer "Sim, senhora" e "Não, senhor" como forma de respeito aos adultos. Constantemente os lembro de falar com respeito. Digo isso com tanta frequência que, em uma reunião outro dia, instintivamente comecei a dizer a um colega: "Você quis dizer 'Sim, senhor'?"

Ao repetir essas palavras para meus filhos tantas vezes, percebi que elas também funcionam para o meu próprio coração. Em muitas situações, vi que precisava seguir os princípios da vida cristã que transmito aos meus filhos.

9 Princípios da Vida Cristã para Todas as Idades

Aqui estão alguns princípios que minha esposa e eu transmitimos aos nossos filhos. Como vocês podem ver, eles também se aplicam muito bem aos adultos.

1. Você não precisa gostar do que eu digo, mas precisa falar gentilmente.

Ah, como isso mudaria o tom de uma discussão.

“O amor é paciente e bondoso…” —Paulo, 1 Coríntios 13:4

2. Você fez a coisa certa, mas com a atitude errada.

A Bíblia fala sobre isso; “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” —Paulo, 2 Coríntios 9:6-7

3. Só porque você pode, não significa que você deva.

Nem todas as ideias são boas. Se alguém lhe disser isso, está mentindo. A vida adulta nos dá mais liberdade… o que nem sempre é bom. Inúmeras opções estão ao seu alcance. Mas não corra atrás de algo só porque você pode. A maturidade nos ensina a ter moderação.

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas nem tudo edifica.” — Paulo, 1 Coríntios 10:23

4. Todos nós ajudamos por aqui. Mesmo quando a confusão não é nossa.

Trabalho em equipa é fundamental para o sucesso. E se quer conquistar a simpatia de alguém, ajude essa pessoa a resolver um problema que ela mesma criou.

“Que cada um cuide, não somente dos seus próprios interesses, mas também dos interesses dos outros.” — Paulo, Filipenses 2:4

5. Confie em mim porque eu te amo. Não porque você acha que o que estou dizendo é 100% verdade.

Meus colegas provavelmente acreditaram em algumas das minhas dicas sem realmente acreditarem em tudo. Mas espero que confiem no que digo porque vem de um coração cheio de amor.

6. Posso estar chateado(a) consigo, mas eu não deixei e não vou deixar de te amar.

Precisamos verbalizar isso com mais frequência. Isso cria segurança e proteção. O amor incondicional não exige que a outra pessoa atenda a certas condições para ser "digna" de amor. Em outras palavras, eu não deixo de te amar porque você errou. Meu amor por você não é condicional.

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” —Jesus, João 13:34

7. Reclamar não vai te levar a lugar nenhum.

As pessoas geralmente levam muito tempo para aprender isso!

“Façam tudo sem queixas nem discussões…” —Paulo, Filipenses 2:14

8. Seja gentil. Ela é sua irmã. Ela não vai embora.

Se aprendêssemos a trabalhar bem em equipa, nossas organizações seriam muito mais eficientes.

9. Se quer ter bons amigos, precisa ser um bom amigo.

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só quando cair, porque não haverá outro que o levante!” — Salomão, Eclesiastes 4:9-10

Agora é a sua vez! Quais princípios da vida cristã que você ensina aos seus filhos também se aplicam aos adultos? Compartilhe alguns nos comentários abaixo!

Ben Reedhttp://www.BenReed.net/

Ben Reed é o pastor de pequenos grupos da Long Hollow, uma igreja com várias unidades na região de Nashville, Tennessee. Ele possui um mestrado em Divindade pelo Southern Baptist Theological Seminary. Ben também é um ávido apreciador de café e praticante de CrossFit, mas não ao mesmo tempo. Acompanhe Ben em BenReed.net. Em seu livro, "Starting Small: The Ultimate Small Group Blueprint" (Começando Pequeno: O Guia Definitivo para Pequenos Grupos), ele auxilia líderes no processo de estruturação de um ministério de pequenos grupos e na criação de um espaço acolhedor onde as pessoas possam se desenvolver e crescer.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

(adolescentes) quanto valem as tuas palavras?



Textos base: Tiago 3:1-12; 1 Samuel 3:19

O objetivo é dar a conhecer o valor das nossas palavras e o perigo da mentira.

Introdução:

Alguém falou que nenhum espelho reflete melhor a imagem de um Homem do que as suas palavras. Nós somos mais ou menos aquilo que falamos, responsáveis pelas nossas palavras. Falas muito ou és um monossílabo? Os monossílabos geralmente só respondem: "é, tá, não, sim, fui, né". Se falas muito, cuidado para não falares o que não deves e magoar as pessoas; se falas pouco, cuidado para não caíres no pecado da omissão. Há pessoas que falam pelos "cotovelos", chega a enjoar; outros, tens quase que bater para dizerem "ai". O importante é saber para quem estamos a falar, o que estamos a dizer e como estamos a falar. Deus conhece todas as intenções do nosso coração. A palavra ainda nem saiu da nossa boca e Ele já sabe o que vamos dizer. Como será que Deus fica quando vê que, lá longe, em uma palavrinha apavorante que vais disparar contra alguém? É como um golo contra! Ah!! Ele deve pensar assim: "Poxa! Se eu pudesse impedir essas palavras, mas ele tem livre arbítrio!" Procura pensar antes de falar!

1 - Há poder em tuas palavras

A Bíblia compara a palavra maldita como uma flecha (Provérbios 25:18; Salmo 64:3). Experimenta lançar uma flecha com o arco e depois correr atrás para recuperar... impossível! Ela é super rápida! Quando vês, já espetou no alvo! Aí já é tarde! E aquele que fala sem pensar? Assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar. E algumas flechas são venenosas. Como têm sido as tuas palavras? Tem atingido as pessoas de maneira negativa ou positiva? Podes até tentar justificar-te, dizendo que não resististe, que tinhas que falar a coisa. Vou citar o escritor Max Lucado: "Ore todo o tempo. Caso necessite, utilize as palavras." Se orarmos um pouquinho mais, teremos mais controlo sobre a nossa língua. Isso é fato comprovado. Tiago 3:5 é mais enfático e duro quando fala sobre os tropeços da palavra. Diz que "a língua é pequena, mas se gloria em grandes coisas", diz também que a "língua é fogo" (v. 6), "mundo de iniquidade e que pode contaminar todo o corpo. Mas não convém que seja assim" (v. 10). Com a nossa boca não podemos abençoar e maldizer o nosso irmão. De uma mesma fonte não pode sair água doce e salgada (v. 11 e 12). Vamos só abençoar?

2 - A mentira escraviza

Uma família composta do pai, mãe e dois filhos foram viajar para o interior do país a fim de visitar os avós. Aconteceu um terrível acidente e os pais vieram a falecer, ficando órfãos. Eram o Pedro e Rita. Foram, por isso, obrigados a viver com os avós. Eles eram muito amados. Também faziam muitas confusões. Um certo dia estavam a brincar no quintal e a Rita começou a atirar pedras para espantar as galinhas. De repente, sem querer, acertou num lindo ganso da sua avó. Ele caiu, ficou a estrebuchar por alguns minutos e morreu. Ela ficou desesperada, pediu ajuda a seu irmão e enterraram o defunto atrás da casa. Limparam as mãos e pensaram que estava tudo acabado. Mas quando a avó pedia qualquer favor para o Pedro ele dizia: "Olha se não fizer para mim eu conto à avó o que fizeste com o ganso!" Isso durou por muito tempo. Rita ficou escrava do seu irmão e de sua consciência. Um dia, tomou coragem e foi contar o que havia feito. Ficou surpresa quando a sua avó lhe disse: "Eu já saia de tudo. Só estava à espera de falares a verdade. Não tem problema. Sei que foi sem querer! Porque mentiste por tanto tempo para mim? Eu te amo!" Espero que também não estejas "encrencado" como a Rita. A mentira tem perna curta, oprime, entristece o Espírito Santo, as pessoas deixam de acreditar em ti, enfim, mitos males são provocados pela mentira. Decide hoje consagrar a tua língua ao Senhor.

Concluindo...

Samuel e Moisés foram os maiores profetas do Antigo Testamento. Todas as palavras de Samuel tinham a aprovação de Deus, tinham o peso da verdade e da sinceridade. Quanto mais falamos a verdade mais somos dignos de confiança; quanto mais mentimos, menos crédito temos. Quem está acostumado a mentir, quando fala a verdade ninguém acredita, ninguém leva a sério. Não te esqueças: Deus sabe quando mentimos.

"O que guarda a boca, conserva a sua alma; mas o que muito abre os lábios, a si mesmo se arruína" (Provérbios 13:3)

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Gostaria de convidar-te a fazeres uma maratona espiritual comigo.

A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.
A Bíblia afirma que “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.

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(crianças) José, bom administrador na casa de Potifar

 



domingo, 26 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 2



Texto relativo à segunda parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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2 – JUSTIFICAÇÃO / JUSTOS (2Co 5:21; Rm 4:1-8)

2Co 5:21 - “Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nEle fossemos revestidos da justiça de Deus.” 

A doutrina da Justificação pela Fé, tão enfatizada pelo apóstolo Paulo, é uma das mensagens bíblicas da vida cristã. 

Justificação é o processo que, não só nos livra do passado como também nos prepara a fim de que nosso presente e futuro sejam diferentes (1Co 6:9-11). Deus nos lava com o Seu sangue (perdoa os nossos pecados passados), Deus nos santifica (nos separa dos pecados) e dá-nos o Seu Espírito Santo, que é força e poder, tornando-nos sempre vencedores; e assim vivemos sob orientação de Deus libertos para viver a vida abundante que Cristo nos dá (Tt 1:15).

Na justificação, Deus perdoa os pecados passados, justifica e perdoa nossos actos, erros e pecados no presente e no futuro, bastando apenas confessá-los imediatamente.

O sacrifício de Jesus é a única base da justificação pela fé. Mas este ensino não é novo. Paulo o encontrou nas páginas do Antigo Testamento e o desenvolve de maneira muito clara em Romanos 4. O perdão é uma realidade, e Deus deseja concedê-lo a todos. 

2.1. A justificação pela Fé na vida de Abraão (Rm 4:1-5; 9:22)

Abraão foi justificado pela fé e não pelas obras. Diz a Bíblia que ele creu e a fé lhe foi imputada por justiça (v. 5). Ele não foi justificado pelas obras, mas pela fé.

A ação de salvar não é da parte de Abraão, mas de Deus. A fé encontrada em Abraão tinha um firme fundamento: a promessa de Deus. E ela não estava apoiada no improvável e nem no inconcebível, mas numa promessa que Deus havia feito. Na sua fé, ele foi chamado “o pai de todos os crentes”. Se Abraão foi justificado pela fé, muito mais nós, os que cremos.

Quais foram as promessas de Deus a Abraão que o levaram a crer e a ser chamado o “pai da fé”?

a) A promessa da posse de Canaã – Gn 12:7 – símbolo da Canaã celestial, destino de todos os salvos;

b) A promessa de um filho herdeiro – Gn 15:4 – tipo de Jesus, aquele que herdaria o trono e firmaria um reino que não tem fim.

c) A promessa de que teria muitos descendentes – E, através de um deles, Jesus, todo o mundo seria abençoado – conf. Gl 3:16.

Portanto, a justificação pela fé é uma expressão da bondade de Deus e que pode ser alcançada somente:

       - pela fé (Rm 3:30)             - pela Graça (Rm 4:16)

       - no Nome de Cristo (1Co 6:11) - pelo sangue de Cristo (Rm 5:9)

       - pela ressurreição de Cristo (Rm 4:25)

Uma prova clara de justificação em nossas vidas é uma harmonia interior que todo o salvo desfruta, seguida de uma vida que não contradiz a Bíblia. Quando Deus fez aquelas promessas a Abraão, Ele pretendia alcançar todos os que cressem em Jesus (Gl 3:16).

As promessas feitas a Abraão eram espirituais e materiais.

Cada crente hoje desfruta deste privilégio que não mais se limita aos judeus – mas universalizou-se em Jesus Cristo. Apropria-mo-nos da Salvação somente mediante a fé.

2.2. A justificação pela Fé na experiência de David (Rm 4:6-8)

A justificação de David é vista no facto de Deus não ter imputado o seu pecado. E, para o Homem, visto debaixo do pecado e desejoso de se libertar dele, o salmista diz: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa pecado e bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos” (Sl 32:1,2)

Pecou, mas foi perdoado. Para os judeus que confiavam em observâncias e cerimónias, as Escrituras voltam a ferir a questão: nem pela circuncisão, nem pela Lei, mas pela fé em Cristo.

Já paraste para pensar na felicidade de uma pessoa perdoada? Vê Maria Madalena quando quebrou o seu vaso de alabastro e ungiu a Jesus (Jo 11:2), tendo regado ao mesmo tempo os pés de Jesus com as suas lágrimas. Era o regozijo, a felicidade de uma mulher perdoada. O salmista dizia: “Feliz é o homem cujos pecados são cobertos”, isto é, perdoados. E este perdão só poderá ser alcançado mediante a fé em Cristo Jesus.

Na pergunta de Job, “Como se justificará o homem para com Deus? (Job 9:2), e na interrogação do carcereiro de Filipos? “O que é necessário fazer para me salvar?” (At 16:30), encontramos uma ansiedade humana que nos recursos humanos não poderá ser satisfeita.

A resposta está na Graça de Deus, revelada em Cristo, e conferida mediante a fé. A justificação é um dom de Deus concedido ao crente (Ef 2:8,9 e Jo 3:16).

2.3. A justificação e o cristão

Rm 5:1 - “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

A Lei foi dada ao Homem, mas ela não pôde beneficiá-lo com a Salvação (Redenção), apesar de ser uma lei santa, justa e boa (Rm 7:12). A sua finalidade era agravar o pecado, ou seja, criar no Homem um sentimento de incapacidade para a Salvação. Contudo, a lei teve a missão não apenas de revelar aos homens a vontade e o padrão moral de Deus, como também de conduzi-los a Cristo, aquele que nos pode justificar pela fé.

Paulo estava convicto disso. E o que não pôde escrever como fariseu, escreveu como servo e apóstolo de Jesus Cristo. Como fariseu tinha apenas as ameaças da Lei, responsabilidades e o temor da condenação, mas como crente em Cristo desfruta de direitos e alegrias jamais experimentados em seu farisaísmo, ainda que fosse zeloso de todas as tradições.

a) O Homem nada podia fazer - Certa vez, quando Jesus falava a respeito da dificuldade do rico se salvar, dizendo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Mt 19.24), os Seus discípulos interrogaram-No dizendo: “Quem poderá pois salvar-se?” (v. 25). A resposta de Jesus não podia ser diferente: “Aos Homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (v. 26).

b) Como foi feita justiça? - A Palavra de Deus afirma categoricamente que Deus não pode fazer injustiças (Rm 9.14). E, se Deus havia condenado o pecador, como poderia livrá-lo da condenação, sem fazer injustiça? Muito simples. Ele deu o Seu Filho para ser condenado em lugar do Homem. E deu os direitos de Seu Filho a todo o Homem que n’Ele crer. A justificação do pecador é um acto divino, é uma declaração, mas não foi feita sem a execução da pena. A justificação não se baseia no perdão, mas na purificação pelo sangue, porque “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

c) Deus é amor. Em todos os tempos, todas as obras de Deus têm como base o Seu infinito amor. Deus é amor e não pode negar-Se a Si mesmo (2Tm 2.13). Assim também com a justificação do Homem perdido. Ele satisfaz as exigências da Lei, ao condenar Jesus em lugar dos pecadores. Depois, os Homens ficaram com a oportunidade de receber a Salvação por meio de Jesus. Por isso é que Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo 10.9).

d) O amor de Jesus manifesta-se na oferta voluntária. O verdadeiro amor é aquele que não exige recompensa, mas dá tudo de si em favor do objecto amado. O amor manifesta-se em amar e não em querer ser amado. Amar é dar e não receber. Amar é uma coisa que o diabo não pode imitar. Ninguém pode imitar o amor. Ao ler 1Co 13:1-7 deduzimos que o amor é a única razão que levou Deus a providenciar a Salvação do pecador (Jo 3:16), porque Deus já sabia muito bem (Ele é omnisciente), que o Homem não lhe daria nenhuma recompensa. Jesus ofereceu-se voluntariamente (Fp 2:5-8).

e) A oferta de Deus foi a vida de Seu Filho. A coisa mais difícil é o pai oferecer em sacrifício o seu próprio filho. Principalmente, se se tratar de filho único. Pois foi exatamente  o único Filho que Deus ofereceu. Essa oferta estava prefigurada na oferta de Isaac, filho único de Abraão (Gn 22.1-13). Não foi ouro nem prata que Ele ofereceu, mas o sangue de Seu Filho.

e) Processo da Justificação:

Uma pessoa que:

- crê que Jesus é o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo, sendo a encarnação do próprio Deus que se fez homem e morreu em nosso lugar para expiação pelos nossos pecados, ressuscitou e a todos oferece a vida eterna aos que crêem

- aceita-O como único caminho que conduz à Vida Eterna (Jo 3:16)

- crê que a Sua Palavra escrita é verdadeira e se cumpre no devido tempo

- reconhece-se pecador, destituído da glória de Deus, carente portanto do perdão e da misericórdia de Deus

- entrega-se ao Senhor, confia e espera n’Ele buscando o Reino de Deus em primeiro lugar em sua vida

- reconhece que Jesus é a revelação do grande amor de Deus por si e assume o compromisso de segui-lO, obedecê-lO e adorá-lO como único Deus.

…  nasce de novo, colocando-se sob o senhorio de Jesus (Jo 1:12). 

Portanto, entendemos por justificação pela fé o acto de Deus (dom de Deus – Rm 3:20-24) declarar a pessoa, que se arrepende e confessa Jesus como seu Senhor, como justo, absolvendo-o da condenação do Pecado através do sacrifício de Jesus – Is 43:25 (esquecimento dos pecados outrora cometidos); Is 44:22 e Rm 6:6-11 (desfaz o poder do pecado).

Ser justo é a capacidade ganha por Jesus Cristo em nosso favor (Graça), que nos permite chegar a Deus sem qualquer sentimento de culpa (mas de paz, Rm 5:1), inferioridade ou condenação, e sim em integridade e rectidão moral e numa posição correcta e limpa diante de Deus, do diabo, e de nós mesmos.

Mesmo que tenha sido ele o pior indivíduo, uma pária da sociedade, é agora um justo. Recebeu atestado de boa conduta. Pode andar livremente. Quando Deus olha para ele, não vê um ex-pecador. Vê um justo. E Deus vê nele a Justiça de Cristo, pois pelo sangue de Cristo ele foi purificado.

2.4 Resultado da Justificação:

Que benefícios alcançamos em Cristo? Quais os resultados desta fé em nossa vida atual?

a) Perdão para os seus pecados – Mq 7:18,19; Sl 130:4a; 1Jo 1:7c

Mq 7:18 - “Onde haverá outro deus semelhante a ti que perdoa os pecados...? (…) Esmagarás os nossos pecados debaixo dos pés, lançá-los-ás para o fundo para o fundo dos oceanos!”

Sl 130:4a - “Mas tu és um Deus que perdoa...”

1 Jo 1:7c - “... e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.”

O sangue de Jesus é poderoso para nos perdoar de todo o pecado, pois Jesus morreu por todos. Esta é a ideia da Justificação. De um lado, Deus quer perdoar; do outro lado, o Homem desejar receber o perdão e, no meio Jesus, tornando-o possível através da Sua morte e ressurreição.

Rm 5:9-11 - A ira é uma reação de Deus ao pecado. Todos os que estão no pecado são por natureza filhos da ira de Deus (Ef 2:3). A obra de Jesus Cristo é para livrar-nos desta ira. O Novo Testamento apresenta sempre os dois lados da ira de Deus: uma passada e presente (éramos, Ef 2:3), e uma futura a revelar-se no julgamento.

No presente, a Graça de Deus é a porta aberta, através de Cristo, a fim de que os Homens se livrem da ira que está por vir.

Ninguém pode, na presente vida, avaliar dimensões da ira de Deus que está para se manifestar no julgamento. A Bíblia descreve-a como sendo reservada:

- aos ímpios – Ef 5:6

- aos que se esquecem de Deus – Is 1:4

- aos de coração duro – Rm 2:5

- aos incrédulos – Hb 3:18,19

Só Jesus tem poder para nos livrar da ira de Deus quando nos transforma numa nova criatura, servindo-nos de Mediador.

b) É reconciliado com Deus e por Ele adoptado – Jo 1:12; Rm 5:11; 8:23; Gl 4:4,5; Ef 1:5 

Rm 5:11 - “E agora alegramo-nos intensamente na relação que Deus estabeleceu connosco. Tudo por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez, morrendo pelos nossos pecados e reconciliando-nos com Deus.”

Jo 1:12 - “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. Basta confiarem nele como Salvador.”

Jesus Cristo tomou os nossos pecados (Rm 8:1 – o pecado é uma barreira para o livre relacionamento com Deus), morreu na cruz e nos deu a Sua Justiça, que é apropriada pela Fé. – Hb 10:38,39 - O justo não vive de sentimentos, racionalização ou opiniões, mas de fé. A fé é o alimento espiritual do justo.

A esperança é o resultado da reconciliação com Deus, mediante a justificação pela fé. Uma vez reconciliado o crente não somente se sente liberto do cativeiro do pecado, mas também seguro, quanto ao livramento de uma condenação do pecado no futuro (Rm 5:9). O crente diante do terrível tribunal de Cristo não sofrerá o julgamento e a condenação como o ímpio, que não aceitou Jesus. Ele comparecerá diante do tribunal de Cristo mas para receber a coroa da vida (Ap 2:10).

O ímpio vive baseado no passado e no presente, porque não tem Jesus. Ele teme o futuro. Mas o crente tem uma esperança futura que o anima, conforta e dá segurança (Rm 5:4,5).

c) É justificado diante de Deus – Rm 4:5.

Rm 4:5 - “... uma pessoa que não realiza qualquer obra, mas crê em Deus que justifica o ímpio, será declarada justa por causa da sua fé.”

É declarado e considerado Justo. - Uma vez justificados... não podemos conciliar Cristo e o mundo (em breve estudaremos sobre "Como Enfrentar o Mundo”) - Fp 3:8,9.

Muitos são aqueles que querem ganhar a Cristo, sem perder nada da velha vida (natureza).

d) Tem paz com Deus – Rm 5:1

Rm 5:1 - “Sendo, pois declarados justos pela fé, temos paz com Deus, por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós.”

O sentimento de condenação é substituído pelo amor de Deus e pela reconciliação realizada. Não está em rebeldia e desobediência. Agora é filho de Deus! Uma sensação de paz, alegria, de gloriosa esperança invade o Homem pelo facto de poder dizer a Deus: Pai (Rm 8:15,16).

A paz é um fruto de uma reconciliação alcançada, de uma harmonia estabelecida, de um problema já resolvido. A consciência e os pensamentos dos cristãos estão tranquilos e sem preocupação, sem medo, temor, nem insegurança. Desfrutamos de um relacionamento e de uma intimidade com Deus, inspiramo-nos nas coisas de Deus e nelas temos prazer. Ter paz com Deus é ter paz consigo mesmo, com a sua família e com o seu próximo.

Paz é uma palavra conhecida e usada mundialmente. Há até organizações que tentam promover  a paz. Paulo afirma que a verdadeira paz só é possível aos que foram justificados (Rm 5:1). Jesus afirma que esta paz não depende de circunstâncias (Jo 14:27). Todos aqueles que vivem em Cristo, que O amam e guardam os Seus mandamentos sentirão esta paz duradoura em seus corações.

Não confunda, entretanto, paz com ausência de morte, guerra, perturbações, problemas, etc. Paz não é estar livre das situações perturbadoras. Mas, é uma capacidade interior que nos permite, em meio aos problemas, sermos superiores a eles, por causa do Poder que Jesus nos dá.

e) É galardoado / recompensado. 

O pródigo da parábola, depois de perdoado, recebe o melhor vestido, alparcas, anel e bezerro cevado (Lc 15:22-24). Jesus promete aos justificados fiéis a coroa da vida (Ap 2:10 - “... sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida.”)

O Homem justificado não será acusado no Juízo Final (Rm 8:33,34). Como poderia ser julgado um Homem sobre o qual não existe nenhuma acusação? E a Bíblia diz isso nas palavras do próprio Senhor Jesus: “Quem n’Ele crê não é julgado...” (Jo 3:18). O castigo que nos cabia sofrer, Jesus levou sobre Si (Is 53:5). Fomos restaurados e adquirimos o direito de filiação pelo qual passamos a ser chamados filhos de Deus. Se é que somos filhos e não bastardos, Cristo faz o que a lei poderia ter feito: remover a culpa do Homem.

Isto pode ser ilustrado na vida da mulher pecadora. Apanhada em adultério foi levada aos pés de Jesus para verem o que Ele dizia, e ouviram o que não esperavam. É claro que a lei mandava apedrejar os dois. E como ninguém se sentiu com autoridade para cumprir o que a lei dizia, Jesus voltou-se para aquela mulher e disse: “tão pouco eu te condeno. Vai e não peques mais.” Ser livre da ira de Deus significa ouvir dEle estas palavras: “tão pouco eu te condeno.”

O sentimento de culpabilidade é um dos males que mais aflige o pecador. Este problema só Jesus pode resolver (Mt 9:6). Deus, através de Jesus, está pronto a perdoar qualquer pecador que confessa e abandona os seus pecados (1Jo 1:9). O perdão dos pecados e a remoção da culpa é um dos resultados mais benéficos da justificação por meio da fé ao pecador (Rm 5:17). Esta bênção não é privilégio só para algumas pessoas, mas ela está à disposição de todos que aceitarem a Jesus Cristo (At 16:31; Lc 19:10; Jo 5:24).

O texto que diz: “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Rm 14.:10) não prova o contrário, pois em 2Co 5.10 explica que todos compareceremos para receber bem ou mal, logo fica esclarecido que quem vai comparecer para juízo receberá o mal; quem vai comparecer para receber o galardão, receberá o bem.

f) Tem verdadeira liberdade. Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1,2 e Jo 8:32-36)

Paulo disse... Ef 6:14... A justiça é uma couraça para nos proteger, para ficar firme contra a astutas ciladas do diabo.

Satanás odeia-nos, e levanta-se com acusações, lembranças, etc., para nos deitar abaixo, para que caias nas suas ciladas acreditando nas suas acusações.

Mais promessas de Deus para os justos:

1 – Florescerá – Sl 92:12 - “Quanto aos justos, esses crescerão e se desenvolverão como palmeiras; terão a envergadura dos cedros do Líbano.”

2 – Sustentados – Sl 37:17 - “A força dos maus será quebrada, mas o Senhor sustém os justos.”

3 – Não será abalado – Pv 10:30 - “O indivíduo reto nunca será abalado, mas os maus não ficarão na Terra.”

4 – Tem a atenção do Senhor – Sl 34:15 - “Os olhos do Senhor vigia os que se conduzem com justiça; os seus ouvidos estão atentos quando chamam por ele.”

5 – Será amparado – Sl 37:25 - “Já fui moço, e agora sou velho, e nunca vi uma pessoa justa abandonada, nem os seus filhos passarem fome”; Pv 12:13 - “O ímpio é apanhado pela sua fala pecadora; mas o justo consegue livrar-se das dificuldades.”

6 – Bem-aventurado – Is 3:10 - “No entanto, tudo correrá bem para os justos que são de Deus. Digam-lhes: Que boa recompensa vão ter pelas vossas obras!”

7 – Resplandecerão – Mt 13:43 - “Então os justos brilharão como o Sol no reino do seu Pai...”; Pv 4:18 - “Mas o caminho por onde seguem os que vivem na justiça de Deus é como a luz da autora: vai brilhando cada vez mais até se tornar dia perfeito.”

8 – Seguirá firme – Job 17:9 - “Os retos seguirão o seu caminho firmemente; os que têm um coração puro tornar-se-ão cada vez mais fortes.”

Concluindo...

O alívio de que o Homem mais precisa não se encontra em sedativos, tranquilizantes, recreações ou mudanças sociais. O dinheiro, posição social, fama, realizações – tudo poderia ser até interessante para a vida, mas não resolve o problema espiritual do Homem. Todo o problema do Homem é consequência do seu mau relacionamento com Deus. Esta dificuldade básica do Homem só Jesus pode resolver mediante confissão sincero de pecados e abandono da velha vida (Cl 3:9,10; 2Co 5:17).

Cl 3:9,10 - “E não mintam uns aos outros! Porque já se despiram da vida passada com tudo o que lhe era próprio. Agora estão revestidos de uma nova vida que se vai renovando no conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou.”

2Co 5:17 - “Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova criatura; as coisas antigas já passaram; tudo nele se fez novo.”