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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Arqueólogos encontram pedra milenar usada pelos hebreus no Primeiro Templo

A pedra conhecida conhecida como 'beca' foi usada como moeda nos tempos do Êxodo e também no reinado de Salomão. 

(Foto: Eliyahu Yanai / City of David)

Uma pequena pedra usada como moeda durante o período do Primeiro Templo da Antiga História de Israel e mencionado no Antigo Testamento foi descoberto na Jerusalém moderna.

Conhecida como "beca", a pequena pedra é agora um achado raro para os arqueólogos, com essa descoberta recente sendo localizada por um voluntário próximo ao Muro das Lamentações.

Eli Shukron, um arqueólogo que trabalha em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel, disse em um comunicado recente que a pedra de beca era única, pois sua inscrição vai da esquerda para a direita, em vez da habitual escrita hebraica, da direita para a esquerda.

"Aparentemente, o artesão especializado em criar selos ficou confuso quando usou um tipo de espelho para fazer a inscrição", afirmou Shukron, conforme relatado pelo Times de Israel na semana passada. "A partir desse erro, podemos aprender sobre a regra geral: os artistas que fizeram gravações nas pedras durante o período do Primeiro Templo foram os mesmos artistas que se especializaram em criar selos".

Apesar de ter sido usada no Primeiro Templo, nos dias de Salomão, a pedra beca já havia sido mencionada na passagem bíblica de Êxodo 38:26, na qual são citadas as diretrizes para as ofertas no tabernáculo.

"Um beca por cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário; de todo aquele que passava aos arrolados, da idade de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta", diz o trecho.

No mês passado, a Autoridade de Antiguidades de Israel e o Museu de Israel anunciaram a descoberta de uma tábua de pedra do século I d.C, que tinha a ortografia moderna de Jerusalém em letras hebraicas.

Yuval Baruch, o arqueólogo regional da IAA em Jerusalém, e o professor Ronny Reich, da Universidade de Haifa, explicaram o significado bíblico da descoberta em um comunicado no mês passado.

"Inscrições de período do Primeiro e Segundo Templo mencionando Jerusalém são bastante raras. Mas ainda mais singular é a grafia completa do nome como a conhecemos hoje, que geralmente aparece na versão abreviada. Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo conhecida onde a ortografia completa aparece", afirmou o especialista.

"Esta grafia só é conhecida em outro exemplo, em uma moeda da Grande Revolta contra os Romanos (66-70 dC). A grafia incomum também é atestada na Bíblia, onde Jerusalém aparece 660 vezes, com apenas cinco menções - de uma data relativamente tardia - tendo a grafia completa (Jeremias 26:18; Ester 2:6; 2 Crónicas 25:1; 2 Crónicas 32:9 e 2 Crónicas 25:1). "

"Esta ortografia só é conhecida em um outro exemplo, em uma moeda da Grande Revolta contra os romanos (66-70 CE). A grafia incomum é atestada na Bíblia, onde Jerusalém aparece 660 vezes, com apenas cinco menções — ou uma data relativamente tardia — tendo a grafia completa (Jeremias 26:18; Ester 2:6; 2 Crónicas 25:1; 2 Crónicas 32:9 e 2 Crónicas 25:1)".

A pedra conhecida como 'beca' já havia sido citada como moeda no livro de Êxodo e continuou sendo assim usada nos tempos do rei Salomão. 

FONTE

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Encontrado o mais antigo registo sobre Jerusalém



A pedra com inscrição hebraica de 2 mil anos (“Hananias, filho de Dodalos de Jerusalém”)

Especialistas da Autoridade de Arqueologia de Israel (AAI) encontraram uma pedra com uma inscrição de dois mil anos de idade na qual se lê “Jerusalém” em hebraico.

Encontrada numa escavação subterrânea por baixo do Centro de Convenções de Jerusalém, durante uma manutenção de uma estrada, a pedra será exibida ao público no Museu de Israel, em Jerusalém, e foi apresentada esta terça-feira à imprensa.

O texto, no qual se lê “Hananiah, filho de Dódalos de Jerusalém”, é o mais antigo em hebraico com o nome da cidade santa de forma completa e como se pronuncia hoje.

A pedra de 80 centímetros estava numa coluna de um edifício romano, onde aparece a inscrição em aramaico, escrita em letras hebraicas.

De características da época do Segundo Templo (século I d.C.) os especialistas afirmam que data da época do reinado de Herodes, o Grande.

“Como residente em Jerusalém, sinto-me emocionado por poder ler esta inscrição, feita há dois mil anos, especialmente quando penso que será legível por qualquer criança que consiga ler porque usa o mesmo alfabeto usado há dois milénios”, afirmou em comunicado o professor Ido Bruno, diretor do Museu de Israel, em referência à recuperação do idioma hebraico após o nascimento do Estado de Israel.

O arqueólogo Yuval Baruch, da AAI, e Ronny Reich, professor da Universidade de Haifa explicaram ainda que as inscrições da época do Primeiro e Segundo Templo que mencionem Jerusalém “são escassas” e, mais raro ainda, é que esteja escrito da forma como fazemos hoje, já que, normalmente – o nome da cidade -, aparece abreviado”.

“Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo onde aparece soletrada totalmente. Só foi encontrada (a palavra completa) noutro lugar, numa moeda que remonta à Grande Revolta contra os romanos (66-77 d.C.)”, acrescentou.

Além da inscrição, o Museu de Israel também colocará em exposição um mosaico grego do século VI d.C., localizado nos arredores da Cidade Velha de Jerusalém que lembra a construção de um edifício público bizantino por parte do imperador Justiniano, e a cobertura de um sarcófago do século XI d.C., com uma inscrição “Filho do Grande Sacerdote” em hebraico.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/mais-antigo-registo-jerusalem-222113