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domingo, 13 de agosto de 2023

O Estado não é laico. O Estado é neutro



"A Constituição não garante a liberdade da laicidade e muito menos do laicismo; porque não é preciso, uma vez que essa liberdade é a liberdade religiosa, e esta sim garante e promove.

"Algumas vozes se ouviram, por ocasião da recente Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, invocando a mal-chamada «laicidade do Estado» para condenar os apoios que poderes políticos concederam a essa bela, fraterna e livre assembleia mundial de jovens religiosos, em Lisboa, exercendo legitimamente as suas liberdades fundamentais. Mas sem razão. Porque o Estado não é laico."

"Perante a alternativa própria da liberdade religiosa, entre ser crente ou ser laico (laico no sentido de não crente), o Estado é neutro. Não é partidário de nenhuma das duas opções alternativas. Os cidadãos, pessoas humanas, podem ser crentes ou laicos. Crentes se, em sua consciência, acreditam em Deus; laicos se, em sua consciência, não acreditam em Deus. Perante esta liberdade de consciência, que é exclusiva de uma pessoa humana, o Estado é incapaz de escolher, porque não tem consciência humana-pessoal; e por isso é neutro. Tal como pelo facto de o Estado não poder escolher ser casado, não se pode concluir que ele é solteiro. Não é casado nem é solteiro. É neutro relativamente a esta escolha, exclusiva da pessoa humana.

"Nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos, nem a Constituição da República Portuguesa, nem a Lei da Liberdade Religiosa Portuguesa dizem que o Estado é laico. "

Em cima está mencionado parte do artigo, publicado no "Observador", a 11-08-2023.

Sendo o Estado neutro, verifica-se na prática um convívio muito próximo com o Catolicismo, sendo o mesmo favorecido, em detrimento das restantes confissões, até mesmos as restantes confissões cristãs. 

Nos eventos militares, porque tem que estar presente um representante católico? E as restantes confissões? 

Nos eventos das queimas das fitas, das universidades, porque tem que estar presente um representante católico? E as restantes confissões?

Na inauguração de um imóvel, ou até mesmo de uma viatura dos Bombeiros, o que faz lá o sacerdote católico? Se convidam o sacerdote católico, também não deveriam convidar os representantes de outras confissões, pelo princípio da neutralidade?

Nas JMJ o presidente da República, Primeiro-Ministro, etc., estiveram presentes nas cerimónias com o Papa Francisco. Mas durante as JMJ houve outro evento em que juntou os cristãos católicos carismáticos e cristãos evangélicos, e não apareceram!

Podemos não ter um Estado laico, mas a meu ver, também não temos um Estado neutro.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Eutanásia vs Igreja



No passado dia 2 de agosto o Papa Francisco criticou as "leis sofisticadas da eutanásia", no seu primeiro discurso em Portugal no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), referindo-se também ao aborto. No Centro Cultural de Belém, em Lisboa, ao lado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e tendo na assistência o primeiro-ministro, António Costa, e outros ministros do seu Governo, o chefe de Estado do Vaticano considerou que a vida humana está colocada "em risco por derivas utilitaristas que a usam e descartam"

A 13 de maio, no Vaticano, o Papa afirmou: "Hoje estou muito triste, porque no país onde apareceu Nossa Senhora foi promulgada uma lei para matar. Mais um passo na grande lista dos países que aprovaram a eutanásia".

Infelizmente, num país que, apesar de ser laico, a maioria da sua população considera-se cristã, e seus políticos também considerarem-se cristãos, a cultura da morte avança em nossas terras!

A eutanásia envolve questões éticas, morais e humanitárias extremamente importantes. Decidir sobre o fim da vida de uma pessoa é algo que não pode ser tratado de ânimo leve, pois impacta não só o indivíduo, mas também suas famílias, amigos e toda a sociedade em que vive. A defesa e valorização da vida humana é um dos pilares da nossa nação.

E o absurdo aconteceu: o parlamento português aprovou a eutanásia.

A eutanásia foi despenalizada em Portugal, após percorrer uma trilha de sete anos, que atravessou três diferentes legislaturas. 

Este foi o quarto projeto do Parlamento português para a despenalização da eutanásia, alterando o Código Penal. O tema já foi alvo de dois vetos políticos do presidente e de mais dois vetos na sequência de inconstitucionalidades decretadas pelo Tribunal Constitucional.

No último veto, em abril (2023), o presidente Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos deputados que deixassem claro "quem define a incapacidade física do doente para autoadministrar os fármacos letais, bem como quem deve assegurar a supervisão médica durante o ato de morte assistida".

Entretanto, mesmo vetado pelo presidente, de acordo com a Constituição, perante um veto, o Parlamento pode confirmar o texto por maioria absoluta dos deputados e, nesse caso, o presidente tem de promulgar o projeto.

"Os portugueses deveriam ter sido chamados a se pronunciar sobre o tema, com a realização de um referendo nacional." 

“Quem ficou prejudicado foi o povo português, impedido de se pronunciar sobre uma matéria de enorme sensibilidade, que não pode ser vista como mera questão médica, esquecendo as questões morais e de consciência”

Desde que a ditadura se dissolveu, o parlamentarismo português vem alçando ao poder quadros que oscilam entre a esquerda e o centro — caldo favorável à agenda progressista. E o cenário atual é ainda mais propício, com o primeiro-ministro, António Costa, do Partido Socialista, contando com a ampla maioria absoluta que o elegeu em 2022. 

O tema da eutanásia foi objeto de muito debate e controvérsia em Portugal, mas o parlamento não quis ouvir a voz do povo, implantando a cultura da morte.  

O Papa Francisco se encontrou com os jovens na Jornada Mundial da juventude e foi enfático quanto a este absurdo: "No mundo evoluído de hoje, tornou-se prioritário defender a vida humana".

Defenda a Vida!

sábado, 28 de setembro de 2019

'Religião e política se misturam desde sempre', afirma teólogo


Se acha que religião é uma experiência privada em que simplesmente um ser humano tem uma conexão com o divino, então não faz sentido misturar religião com política. O problema é que religião não é só isso. Religião é principalmente uma questão de identidade, muito mais do que de fé ou prática. Quando alguém diz “sou muçulmano” ou judeu ou cristão, está a formular tanto uma definição de sua fé quanto uma definição de sua identidade. Está a falar sobre quem é, como vê o mundo, como compreende o seu lugar nele. Em questão de identidade, religião é profundamente entrelaçada com todos os outros aspectos da identidade de uma pessoa: cultura, etnia, género, orientação sexual, e, claro, orientação política. Então simplesmente não faz sentido divorciar religião da política. Fazer isso não é democrático. É óbvio que podem haver problemas, especialmente uma vez que religião diz muito respeito a “mandamentos”, enquanto a política (pelo menos em teoria) supõe-se ser a respeito de compromissos. Mas, se o Estado oferecer liberdade de culto, então não se pode esperar que a religião se separe da política. De todo modo, é preciso assegurar protecções para aqueles que não compartilham da religião maioritária ou que não têm nenhuma religião.

Apenas uma visão ingénua ou excessivamente laicizada refutaria o modo entrelaçado com que religiosidade e política se misturam. Desde o século XVI, para não retroagirmos tanto, são muitos os exemplos de uma relação imbricada entre crenças e posicionamentos políticos.

A fé, mais do que fenómeno individual, é manifestada colectivamente e, portanto, está na vida pública.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

missão liberdade


A 15 de Julho de 2019, um punhado de CIDADÃOS, do Norte, Centro e Sul de Portugal, num verdadeiro acto de CIDADANIA, deu um claro aviso “à navegação”, a quem está especialmente indigitado para cumprir e fazer cumprir a Lei Geral (Constituição da República Portuguesa), em particular no que diz respeito ao previsto no seu Art.º  36, nº 5 e Art.º 43, n.º 2, ao entregar cartas, por mão própria, acompanhadas de algumas dezenas de assinaturas de subscritores, aos seguintes titulares dos cargos da Administração Pública:

Ministro da Educação
Doutor Tiago Brandão Rodrigues
Lisboa - CLIQUE

Presidente da República
Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
Palácio de Belém -  CLIQUE

Presidente da Assembleia da República
Dr. Eduardo Ferro Rodrigues
Palácio de São Bento -  CLIQUE

Portugal precisa da Liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos nossos filhos!

MISSÃO CUMPRIDA!

Se desejar subscrever as Cartas Abertas, poderá fazê-lo reencaminhando este e-mail para os seguintes endereços:

gab.ministro@medu.gov.pt
belem@presidencia.pt
plataforma-rn@outlook.com
gabpar@ar.parlamento.pt


.................................................................

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Dr. Eduardo Ferro Rodrigues

Assunto importante: liberdade das famílias ameaçada!

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal.

E o que nos traz cá?

É que este ano lectivo o Estado (Ministério da Educação) com a introdução da
disciplina obrigatória de “cidadania e desenvolvimento” e da promoção de
conteúdos ideológicos inseridos em contextos diversos à revelia dos pais,
instaurou o desassossego nas escolas.

• Há pais ameaçados!
• Há pais com medo!

Tais conteúdos e disciplina espelham visões da vida e do mundo que,
legitimamente, muitos Pais não partilham.

A nossa Constituição assegura que “o Estado não pode programar a educação
e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas,
ideológicas ou religiosas”.

Muitos Pais estão conscientes dos direitos que a Constituição lhes reconhece. E
não vão calar.

Assim solicitamos a V. Exa. que transmita aos diversos grupos parlamentares,
bem como a cada um(a) dos(as) Senhores(as) Deputados(as), que a Constituição
da República é para se cumprir.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos.

...........................

Sr. Ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues (Doutor)

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal para dizer:
- São os PAIS quem tem de educar os filhos, não é o Estado nem a escola.

Em matérias ideologicamente sensíveis os Pais têm de consentir.

Por isso:
• A disciplina de “cidadania e desenvolvimento” não pode ter carácter
obrigatório, os Pais têm de a poder autorizar para os seus filhos.
• A promoção de qualquer tipo de visão da vida, do mundo, do homem e da
mulher que não seja comum a todos (e hoje em dia quase tudo é
questionado) seja em contexto de aula curricular, extra-curricular ou de
enriquecimento curricular, seja em qualquer outra actividade a desenvolver
em espaço escolar, tem de ter prévio e explícito consentimento dos Pais.

Há Pais que desejam para os filhos essa disciplina e essas actividades. E há Pais
que não desejam para os filhos essa disciplina e essas actividades.

Todos eles “têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”
(Constituição da República Portuguesa - art.º 36, nº 5)

E “o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer
diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas” (idem -
art.º 43.º, n.º 2).

Os Pais não são uma ameaça para os filhos. Ninguém sabe olhar pelos filhos tão
bem quanto os Pais.

Por isso, há Pais que nunca esquecem os seus direitos e liberdades.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos!

...................................................

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

Assunto importante: Ministério da Educação ameaça liberdade das famílias!

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal para pedir:
- Faça cumprir a Constituição!

Este ano lectivo o Ministério da Educação:
a) impôs a disciplina obrigatória de “Cidadania e desenvolvimento”, que
inclui visões do mundo e da vida que não são partilháveis por todos
b) introduziu conteúdos igualmente ideológicos em contextos escolares
diversos sem o indispensável consentimento dos pais.

Esta imposição está a gerar desassossego, ameaças e medo!

Mas sobretudo é uma imposição que viola a Constituição que assegura:
“o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer
diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”
Há muitos pais que não esquecem os seus direitos.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos!  


não há família b


Karl Marx afirmou que a Família é uma estrutura social opressora, na qual o homem representa o papel de “proprietário”, quer da sua mulher, quer dos seus filhos. E que desta decorre a aceitação colectiva e acrítica de um sistema patriarcal, hierarquizado, favorecedor da transmissão da propriedade entre gerações e, portanto, da perpetuação da propriedade privada, pedra angular do capitalismo e do sistema financeiro. Foi, por isso, proposta a destruição da Família, enquanto caminho para o socialismo, tal como foi tentado na União Soviética, embora sem sucesso. A via da força mostrou-se ineficaz.

Havia que substituir estes vínculos por outros, como propuseram, posteriormente, os estudos desenvolvidos pela Escola de Frankfurt. A década de 1970 trouxe a revolução sexual, a “libertação” da mulher e a dissociação do significado unitivo do matrimónio. A mulher, agora emancipada do marido, passou a ser escrava do mercado de trabalho e a fugir ao apelo biológico da maternidade. Em simultâneo, surge a necessidade de retirar à criança a noção de autoridade dos pais, substituindo-a pela autodeterminação indiscriminada, numa sociedade obediente apenas à autoridade do Estado.
Nesse contexto, o conceito de “género” surge institucionalmente na Conferência de Pequim de 1995 organizada pela ONU – a IV Conferência Mundial sobre a Mulher: Acção para a Igualdade, Desenvolvimento e Paz –, que visava alcançar um conjunto de resoluções para defender os direitos da mulher e a igualdade.

Assim, a par da bandeira do combate à discriminação, sob pretexto de uma maior elegância da linguagem, a palavra “sexo” passou a ser progressivamente substituída por “género”. Ao estilo da novilíngua orwelliana, sexo deixou de significar a distinção biológica entre masculino e feminino, sendo substituído por dezenas de géneros à la carte, que vão desde o não-binário a genderfluid (género variável). Assim se iniciou a implementação da agenda da ideologia de género, advogando que a identidade sexual do indivíduo resulta da cultura e não da biologia e que, no fundo, todos os seres humanos nascem iguais, podendo cada um ser o que pretender.

Enquanto ideologia, esta não é mais do que um erro a propalar, que derruba os princípios naturais e instituídos, longe de toda e qualquer fundamentação científica. Mas, tratando-se de um erro que vai contra os princípios, como pode vingar uma ideologia? Antes de mais, é necessário alguém interessado no erro; segue-se a necessidade da sua propagação e a existência de um público-alvo treinado para não pensar e o aceitar.

Definido o erro, identificam-se os interessados. São eles as instituições nacionais e internacionais que procuram conquistar a hegemonia cultural e política. Baseando-se no princípio marxista da concentração de poder absoluto dos direitos dos cidadãos, com suposto benefício colectivo (incluindo a manutenção da Paz mundial), estas aprofundam o controlo da liberdade religiosa, de pensamento e de comunicação. Prevalece a socialização secundária, focada na interacção do indivíduo com a sociedade (incluindo escola, grupo de amigos, trabalho), e onde assume diferentes papéis para corresponder às expectativas dos outros. Neste processo, as pessoas são descartáveis e substituíveis, em contraste com a socialização primária, característica da Família, no seio da qual se aprendem os valores, a moral e os modelos comportamentais, onde as relações são baseadas no amor e nos vínculos, onde o indivíduo é insubstituível. Naturalmente que há um grande interessado na secundarização da sociedade e na destruição da Família: o sistema financeiro.

Apresentada deste modo, essa imposição seria, desde logo, rejeitada pela sociedade ocidental, fundada na ética judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano. Mas não se assiste a essa resistência por dois motivos. Primeiro, porque, numa perspectiva gramsciana, o erro é implementado paulatinamente e propagado pelo sistema educacional e meios de comunicação social. Depois, sentindo (aparentemente) garantidas a sua segurança e comodidade, os cidadãos não vêem a ditadura de pensamento como uma ameaça.

Em acréscimo, é imperativo que o erro seja transmitido desde tenra idade, antes da formação da concepção do certo e do errado. Logo no ensino pré-escolar é implementada a ideia de que a moralidade surge do próprio para o próprio, segundo as suas regras pessoais, distanciando-o dos valores cristãos, que estabeleceriam os limites na conduta, nas leis e na política. Dessa forma, o indivíduo ficará facilmente permeável a novas ideias, incluindo aquelas propulsoras dessa hegemonia, que anulam o próprio e a sua individualidade. Em suma, a ideologia de género é isso: uma forma de anular o certo e o errado, fugindo às leis naturais e transmitindo a ideia de que tudo surge do pensamento, da vontade e do sentir. E haverá melhor forma de instalar essa ambiguidade do que a destruição da identidade do indivíduo, levando-o a aceitar os juízos dos que o rodeiam e instruíram, incluindo as escolas?

É por isso que, actualmente, cada vez menos se valorizam os conteúdos a difundir nas instituições de ensino, que passaram a ser um espaço de doutrinação, pela disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, onde subliminarmente estão a ser incluídos os princípios da Ideologia de Género, com vista à “educação das massas”. E os pais, mais focados nas preocupações económicas, não se apercebem destas movimentações ou simplesmente se demitem da responsabilidade de educar os filhos, delegando na escola esse papel.

Nesse percurso, algo mais grave acontece: os filhos passam a ser da responsabilidade do Estado e não dos pais. Embora muito pouco noticiado, já não faltam episódios a denunciarem-no: pais condenados a prisão na Alemanha, por impedirem os filhos de assistir às aulas de educação sexual nas escolas (2009); na Noruega, os filhos foram retirados aos pais por serem “muito cristãos” (2016); mais recentemente, um pai cristão russo e residente na Suécia pediu asilo para sua família à Polónia, após o Estado sueco entregar as suas filhas a uma família muçulmana libanesa (2019); uma mãe espanhola foi condenada a trabalho comunitário por esbofetear o filho que não queria tomar duche (2019); e tantos outros exemplos.

Desta forma, começa a instalar-se o receio dos pais educarem os filhos segundo os preceitos e os costumes familiares da sociedade ocidental. Não será esta uma forma de marxismo implementado pelo medo, que muitos teimam em rejeitar ou relativizar?

Não é por acaso que há quem se sinta fortemente ameaçado por conteúdos leccionados nas escolas, activismos infiltrados nas instituições públicas, marcas de roupa e séries televisivas com mensagens subliminares e tantas outras formas de propaganda. Para os mais distraídos, menos informados e mesmo já manipulados, tal não é mais do que “teoria da conspiração”, fundamentalismo e intolerância. Infelizmente não é.

Outros, mais alerta, apercebem-se desta realidade e surgem grupos* cada vez mais organizados e políticos que ousam fazer-se ouvir, fugindo do medo e do politicamente correcto. O travão a este caminho ideológico só é possível com a participação cívica de todos os pais que procuram uma sociedade melhor para os seus filhos e que acreditam no valor inestimável das raízes judaico-cristãos do mundo ocidental.

O combate em Portugal está só a começar. Todos estamos convocados.

Joana Bento Rodrigues (médica), 2/8/2019


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Portugal... a triste realidade

A ANEDOTA em que se transformou o nosso País:

-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto , ou até mesmo mudar de sexo (ideologia de género), mas não pode pôr um piercing. 

- Um jovem de 18 anos recebe 200€ do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.

- O marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

- Um professor é agredido por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais (O professor defende-se e é agressão ao aluno...)

- Nas prisões são distribuídas seringas gratuitamente por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

- Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 anos leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas e passado um dia já estás a pagar juros.

- Fechas a tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a
trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração do trabalho infantil,
se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!



Oremos pelo nosso país!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Influência do Cristianismo

CRISTÃOS TÊM EXERCIDO INFLUÊNCIA POSITIVA SOBRE GOVERNOS AO LONGO DA HISTÓRIA

O historiador Alvin Schmidt destaca como a propagação do cristianismo e a influência cristã sobre o governo foram as principais responsáveis pela criação de leis contra o infanticídio, o abandono de crianças e o aborto no Império Romano (em 374 d.C.); contra lutas brutais até à morte nas quais milhares de gladiadores morriam (em 404 a.C.); e contra a pena cruel de marcar com ferro em brasa o rosto de criminosos (em 315 a.C.). Também tiveram influência na realização de reformas nas prisões, como a separação de prisioneiros do sexo masculino e feminino (em 361 a.C.); no fim da prática de sacrifícios humanos entre os irlandeses, prussianos e lituanos, bem como entre outras nações; na criação de leis contra a pedofilia; na criação de leis que davam direito de propriedade e conferiam outras proteções às mulheres; na proibição da poligamia(ainda praticada hoje em dia em alguns países muçulmanos); na proibição de queimar vivas mulheres viúvas na Índia (em 1829); e no fim da prática dolorosa e deformadora de enfaixar os pés de meninas na China (em 1912). Contribuíram ainda para persuadir oficiais do governo a começar um sistema de escolas públicas na Alemanha (no século 16) e para promover a ideia da escolarização obrigatória de todas as crianças em vários países europeus.

Ao longo da história da igreja, os cristãos exerceram influência decisiva na oposição à escravidão e, em muitos casos, em sua abolição do Império Romano, da Irlanda e de grande parte da Europa (embora Schmid observe com franqueza que uma minoria de mestres cristãos "equivocados" apoiou a escravidão em diversos momentos da história). Na Inglaterra, William Wilberforce, cristão devoto, liderou um movimento bem-sucedido para abolir o comércio de escravos e, posteriormente, a própria escravidão em todo o Império Britânico em 1840.

Nos Estados Unidos, embora houvesse defensores veementes da escravidão entre os cristãos do sul, seu número era excedido em muito pelos cristãos abolicionistas que se empenharam em falar, escrever e atuar constantemente contra a escravidão. Schmidt observa que dois terços dos abolicionistas norte-americanos em meados da década de 1830 eram pastores cristãos, e oferece inúmeros exemplos de forte compromisso cristão de vários dos mais influentes antiescravagistas, como Elijah Lovejoy (o primeiro mártir abolicionista), Lyman Beecher, Edward Beecher, Harriet Beecher (autora da obra A Cabana do Pai Tomás), Charles Finney, Charles T. Torrey, Theodore Weld, William Lloyd Garrison, e outros, numerosos demais para se fazer menção. O movimento norte-americano em favor dos direitos civis, que resultou em leis contra a segregação e a discriminação raciais, foi liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. e apoiado por diversas igrejas e grupos cristãos.

Também houve forte influência de ideias cristãs e de indivíduos cristãos na formulação da Magna Carta na Inglaterra (1215), bem como na Declaração de Independência (1776) e na Constituição (1787) dos Estados Unidos. Esses são três dos documentos mais relevantes na história dos governos na terra, e todos os três apresentam sinais de influência cristã expressiva nos conceitos fundamentais de como os governos devem funcionar. Esses alicerces dos governos britânico e norte-americano não vieram a existir como resultado da visão de que os cristãos devem se dedicar ao evangelismo, e não à política.

Schmidt argumenta, ainda, que vários elementos específicos de visões modernas de governo tiveram forte influência cristã em sua origem e impacto, como os direitos humanos do indivíduo, a liberdade individual, a igualdade de todos perante a lei, a liberdade religiosa e a separação da Igreja e Estado.

(GRUDEM, Wayne. Política Segundo a Bíblia. Vida Nova. São Paulo: 2014. Págs. 67-69).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

transexualização das crianças

Cristina Cifuentes, política espanhola do Partido Popular, presidente da Comunidade de Madrid, e candidata para liderar o PP em Madrid, pretende "proporcionar serviços de transexualização para os menores." Ela também pretende que seja aprovada a multa até 45.000 euros para comentários críticos sobre os homossexuais. 

Cifuentes e o Governo popular da Comunidade de Madrid já aprovaram dois ante-projectos de Leis, que entre outras coisas, prevêem: "proporcionar serviços de transexualização para menores" e impôr a ideologia de género nas escolas públicas e privadas. 

O governo de Cifuentes preparou dois presentes para o lobby gay. Por um lado, uma Lei de Protecção por Orientação Sexual e Identidade de Género que prevê benefícios exclusivos para os grupos que promovem a ideologia de género e sanções gravíssimas para qualquer cidadão que seja denunciado por não ser sua linha de pensamento.A segunda lei, denominada de Lei de Identidade de Género, cria um protocolo de menores que contempla a promoção da ideologia de género em centros educativos públicos e privados, proporciona serviços de "transexualização" e garante a existência uma "unidade de transexualidade" nas escolas, e estabelece a possibilidade de fornecer inibidores hormonais aos menores como parte do processo "transexualizador".

Fonte: HAZTEOIR

troca de valores


Tenho chegado ao um ponto na vida de ponderar a respeito de muitas coisas. Tenho ouvido alguns testemunhos de vida, observado algumas coisas acontecerem, que me levam a tirar algumas conclusões: Vivemos actualmente num mundo em autêntico alvoroço. Sinceramente não faço ideia se estamos nos tempos finais, ou se teremos ainda muitos anos pela frente. Mas como as coisas estão, mostram-me que os tempos em que vivemos são de grandes crises. Existem crises políticas, económicas, educacionais, culturais, etc. Mas as maiores crises que vejo no mundo de hoje, é a crise espiritual, e a crise de valores. 

Como cristão, observo numa mão as acções do Estado Islâmico no Médio Oriente, as perseguições aos cristãos e não-cristãos que não se submetam às suas ideias radicais, as decapitações, torturas, tráfico humano a fim de obter recursos financeiros para a realização dos seus fins; as perseguições aos cristãos em outros países, como por exemplo a Coreia do Norte, na China, etc.; e na outra mão observo uma quantidade enorme de cristãos sentados nas cadeiras de suas igrejas completamente “desligados” com o que ocorre no mundo, completamente sem acção perante o sofrimento dos outros, indo domingo após domingo, às suas reuniões de igreja, sem que seus corações lhes doam pelo sofrimento do seu próximo. Bem diz o provérbio popular: “longe da vista, longe do coração”! 

Para os últimos é mais importante investir seus recursos financeiros em luzes, som, palcos, em mega-concertos, almoços de convívio, viagens, etc., do que auxiliar os seus irmãos, e não só, que passam dificuldades económicas, sofrem torturas, prisões, e até a morte. Com isto não estou a dizer que não concorde com a utilização de luzes, som, etc., nas reuniões da igreja – eu pessoalmente gosto de uma boa reunião com luzes, bom som,  um bom louvor, muitas vozes, etc -, com o arrendamento de um espaço para a igreja se reunir, etc., mas a minha grande questão é: qual é a prioridade? Será que as luzes, som, palcos, organização de concertos e conferências, oradores, etc., mais importante que investir em ajudar o próximo que está a sofrer, que poderá estar em risco de vida? 

Mateus 25.31-46 fala da ajuda social que damos aos outros. Na Bíblia são mais de 2350 versículos em que Deus ensina sobre o apoio ao órfão, à viúva, ao necessitado. A nossa fé deverá ter efeitos (acções) em favor daquele que sofre. Esse tal será acolhido por Deus com alegria (vers. 34-40). Nossa fé não pode somente servir para frequentarmos reuniões espirituais, crescimento espiritual e moral a nível pessoal e familiar, mas deve também nos mover na acção conjunta em favor daqueles que estão a ser perseguidos, torturados, a passar fome, traficados, a se prostituirem, etc., resgatando-os dessa vida, e dando-lhes a oportunidade de viverem uma vida melhor. 

Hoje posso dizer que já estive distraído, pensando toda a semana na reunião da igreja no próximo fim-de-semana; como a mesma iria ser, como fazer isto e aquilo. E parecia que tudo girava à volta daquilo, das reuniões. Mas hoje percebo que as reuniões são importantes, mas é o Espírito Santo quem deve dirigi-la. Hoje percebo que preciso dedicar-me mais à minha família. Ensinar os meus filhos no caminho de Deus, e não descansar tanto no professor da Escola Bíblica, ou outro nome dado, de acordo com a igreja. Mas assumir a responsabilidade de pai e marido na minha família. E mover-me também em acção (fé prática) para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ser “Cristo” (espero que me percebam) enquanto estiver aqui nesta Terra, atingindo onde os meus braços consigam chegar, aqueles que precisam de um abraço, de um saco de alimento, de uma marcação de entrevista com quem possa desbloquear uma situação dificil, assinando uma petição de libertação, juntando meus trocos com outros trocos para apoiar projectos sociais, etc. E mais não digo...