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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Evangélicos estão mais preocupados com dinheiro do que com questões morais, revela pesquisa


O debate público sobre questões morais envolvendo temas como o aborto, ideologia de género, união homossexual, liberalismo teológico, educação familiar e outros, parece não ser tão importante para os evangélicos quanto a preocupação com finanças e saúde, segundo uma pesquisa publicada recentemente.

O estudo foi publicado pela Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, nos Estados Unidos, mas a sua realização foi do Instituto LifeWay Research. Os resultados chamaram atenção até mesmo de quem acompanha o debate público no meio religioso.

“Nossos entrevistados nos surpreenderam com o quão pouco pareciam se importar com causas tipicamente evangélicas“, escreveu Paul Miller, professor da Universidade de Georgetown, em um relatório onde analisou os dados da pesquisa.

Entre os entrevistados estiveram pessoas com crenças evangélicas (933), mas que não se apresentavam como evangélicos, e os que se identificam como cristãos evangélicos (1.001) abertamente. Todos tiveram que responder “quais são as três maiores preocupações em políticas públicas”.

Os dois grupos responderam que a “assistência médica” é a maior preocupação, representando 51% do total, enquanto que 49% dos que se identificaram como evangélicos e 46% com crenças evangélicas a maior preocupação foi com a “economia”.

Apenas 33% de ambos os grupos elegeram a  “liberdade religiosa” como uma questão de importância para eles. O índice cai para 28% quando o assunto é “aborto”.

“Os evangélicos brancos têm muito mais probabilidade de listar o aborto, a liberdade religiosa, a segurança nacional ou a imigração como uma preocupação principal do que os evangélicos afro-americanos ou protestantes negros”, disse Miller em seu relatório.

“Os afro-americanos são mais propensos a listar a ajuda aos necessitados, assistência médica e injustiça racial. Os evangélicos que frequentam a igreja com mais frequência têm menos probabilidade de dizer que ajudar os necessitados é uma das principais preocupações. Em 11% deles, os evangélicos brancos são os menos propensos a dizer que a injustiça racial é uma das principais preocupações”, conclui.

Com Informações do Instituto LifeWay Research/Gospel Mais

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Aumento da SIDA em Portugal

Maioria de casos de VIH em jovens adultos ocorre em homens que têm sexo com homens


Mais de seis em cada dez casos de VIH diagnosticados em pessoas entre os 15 e os 29 anos em Portugal ocorre em homens que têm sexo com homens, segundo um relatório oficial que é divulgado esta terça-feira.
O relatório de 2017 das infeções por VIH/sida do Instituto Ricardo Jorge mostra que os casos de VIH em homens que têm sexo com homens corresponderam a 64,1% dos casos diagnosticados em pessoas entre os 15 e os 29 anos.

A idade mediana à data do diagnóstico dos novos casos foi de 32 anos para os homens que têm sexo com homens, sendo o valor mais baixo de todos os grupos.

Numa análise temporal mais lata, entre 2013 e 2017 verificou-se que quase 80% dos novos casos em homens até aos 29 anos referiam transmissão por sexo com homens.

Na última década analisada, entre 2008 e 2017, o documento aponta para uma diminuição do número de casos na categoria heterossexual (que continua a ser a mais prevalente) em ambos os sexos e também uma "redução sustentada" dos casos associados ao consumo de droga. Já no caso dos homens que têm sexo com homens, houve uma tendência crescente no número de novos casos até 2012.

Aliás, a comparação entre 2007 e 2016 mostra um aumento de 29% dos casos de transmissão sexual entre homens que têm sexo com outros homens.

De acordo com o relatório, a que a agência Lusa teve acesso, a partir de 2015, no caso dos homens, o número e a proporção de novos casos em homens que têm sexo com homens superou o número de novos casos referindo transmissão heterossexual.

Quanto aos novos casos com diagnóstico apenas em 2017, mais de um terço (37%) foram em homens que têm sexo com homens, mas a transmissão heterossexual continua a mais significativa (quase 60%).

Lusa - 27.11.2018 00h17 - FONTE

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

número de religiões no mundo

Dados de 2012 - número de religiões no mundo passa de 10 000

O boletim internacional de pesquisa missionária, preparado por David Barrett, lançou um olhar destacado sobre a situação religiosa no mundo a cada ano.

O cristianismo, por exemplo, era praticamente fixa no séc. XX. Havia apenas 558 milhões de cristãos em 1900. Em contraste, chegamos a cerca de 2 mil milhões de cristãos na metade de 2012.

No entanto, se considerarmos a percentagem da população mundial, o cristianismo perdeu "terreno". No início do século passado os cristãos eram 34,5% da população mundial, mas apenas 33,1% agora.

Metade dos 2 mil milhões de cristãos no mundo consideram-se católicos. O segundo maior "mega-bloco" são os cristãos afiliados a "igrejas independentes", que têm cerca de 400 milhões de membros. Ou seja, quase o dobro dos 217 milhões de fiéis ortodoxos em todo o mundo.

O que mais chamou a atenção é como a vida cristã mudou radicalmente no séc. XX. Os cristãos reuniam-se em 400 mil congregações em 1900. Em 2012, porém, podiam ser encontradas cerca de 3,5 milhões de templos em todo o mundo.

Talvez o mais surpreendente seja o número de denominações cristãs, eram 1900 um século atrás, e agora chegam a 35.500. O cristianismo tornou-se muito mais um fenómeno urbano do séc. XX. Em 1900, apenas 28% dos cristãos do mundo viviam em cidades. Em 2012, mais de 58% da população cristã vive em áreas urbanas.

A revolução das comunicações também teve um impacto dramático sobre a vida cristã. Em 1970, as organizações cristãs utilizavam cerca de 1000 computadores. Hoje são 332 milhões de computadores.

Em 2012  2,5 mil milhões  de pessoas assistiam e ouviam programas cristãos de TV e rádio todo o mês, um número que deverá subir em 2025 para 3,8 mil milhões. Trinta anos atrás, apenas 750 milhões tinham acesso a programas cristãos. Isso sem contar com a internet, cuja audiência não pode ser medida.

Contudo, o Islamismo é a religião que mais cresce no mundo de hoje. Dos 200 milhões de seguidores em 1900, os islâmicos cresceram mais de 500% durante o séc. XX. Em 2000, o Islamismo chegou a 1,2 mil milhões de seguidores, enquanto o catolicismo contabilizava 1,1 mil milhões. Isso significa que, em 2025, poderemos ter 1,3 mil milhões de católicos num mundo habitado por 1,8 mil milhões de islâmicos.

O total do que Barrett chama de "religiões diferentes" cresceu de 1000, no ano 1900, para 10 500 em 2012, e deve chegar a 15 mil nos próximos 25 anos.

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