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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Redenção

 



Texto relativo à aula online n.º 9 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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REDENÇÃO significa “livramento” de qualquer mal (dor, doença, etc., qualquer situação má - pecado). Usada também nos casos de propriedade, primogenitura, pessoas, pobreza, etc.

“Resgatados” ou “redimidos” - condição resultante da redenção.

Textos sobre resgate: Exodo 21:28-30; Mateus 28:20; 1 Coríntios 6:20; Gálatas 3:10-14; 4:2-5; Efésios 1:7

ENTENDENDO A TUA SITUAÇÃO

No Jardim do Éden as necessidades do Homem estavam supridas:

- Significância – Deus deu a Adão um objectivo de existência – governo (Génesis 1:26). Adão não tinha que procurar significância, ou significado na vida – ele já tinha estas coisas.   (ver em Génesis 1:28 o propósito do Homem)

- Segurança – Ele estava completamente seguro na presença de Deus. Tudo o que ele precisava lhe era providenciado: comida, abrigo, companhia, etc. Ele não tinha o conceito do que era uma “necessidade”.

- Aceitação – Adão usufruía de um relacionamento íntimo com Deus (Génesis 3:8,9). Ele podia falar com Ele a qualquer altura e ter toda a Sua atenção. Depois Deus criou Eva para Adão também. Ele tinha um sentimento de pertença, não só a Deus mas também a outro ser humano. Eles eram aceites por Deus e um pelo outro.

Apesar do grande amor de Deus por ele, e das suas necessidades estarem supridas, Adão escolheu rebelar-se contra Deus, seguindo o caminho do Pecado, dando as costas ao Senhor. Adão em consequência do pecado, morreu espiritualmente, como vemos em Romanos 6:23. Esta morte referida é a morte espiritual, que ocorre pela separação do Homem de Deus (Romanos 3:23). O pecado nos separa de Deus porque o Senhor é santo e não pode ter comunhão com o pecado (Isaías 59:2 - “... os vossos pecados vos separam de Deus. Por causa do pecado virou-vos a cara e já não vos ouve mais.”). O pecado de Adão foi transmitido à sua descendência, ou seja, a toda a humanidade (Romanos 5:12 - “Quando Adão pecou, o pecado transmitiu-se a toda a raça humana e trouxe, como consequência, a morte a todos; e todos foram contados como pecadores”).

Esta tem sido a sua situação: afastado, separado de Deus, sem real acesso a Ele, condenado a uma eternidade no Inferno; após a morte física, longe das delícias do Paraíso, da comunhão com Deus. Porém, embora o Homem O tivesse rejeitado, Deus sempre o amou e preparou um plano para que o Homem pudesse se reconciliar com Ele.

O Plano de Deus de Reconciliação com os Homens

A santidade e a justiça de Deus exigiram que o Homem fosse punido. O pecado humano não poderia “passar em branco”. Por outro lado, Deus percebeu, por Seu amor e misericórdia, que o Homem não tinha condições de pagar por si próprio, a pena de sua infracção. A solução de Deus para resolver este impasse foi a de vir, Ele mesmo, sob a forma humana – JESUS CRISTO – pagar pelo delito humano.

Jesus é Deus, é membro da Trindade Divina, é o Filho. Na cena do Seu baptismo, quando Ele saiu das águas, veja como Deus O apresentou, em Mateus 3:17. Em Mateus 16:16, Pedro discerniu quem era Jesus.

Deus ofereceu (e aceitou), o sacrifício expiatório de Jesus como pagamento da pena do delito humano, como revela Efésios 1:7. Por Jesus, e apenas por Jesus, Deus ofereceu aos Homens a reconciliação com Ele (João 14:6). Repara aqui como se enganam aqueles que pensam que todos os caminhos levam a Deus.

O sacrifício de Jesus está disponível para todos os Homens que quiserem acreditar neste plano de Deus (1 Coríntios 15:22 - “... mas todos os que estão ligados a Cristo voltarão de novo à vida.”).

Toda a mensagem do Evangelho gira em torno do acontecimento da morte sacrificial de Jesus na Cruz. A este respeito o escritor do livro aos Hebreus escreveu: “Porque com uma só oferta (sacrifício) Ele (Jesus) aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” (Hebreus 10:14). Aqui vemos duas poderosas expressões: “aperfeiçoou” e “para sempre”. Juntas, elas descrevem o sacrifício que abrange todas as necessidades de toda a humanidade. Além disso, os seus efeitos estendem-se através do tempo e por toda a eternidade.

É com base neste sacrifício que Paulo escreve em Filipenses 4:19 - “E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus.” “Todas as vossas necessidades” sobre todas todas as áreas da sua vida – o seu corpo, a sua alma, a sua mente, as suas emoções, assim como as necessidades materiais e financeiras.

O relato mais completo do que foi conseguido ou alcançado na Cruz, foi-nos dado através do profeta Isaías, 700 anos antes de ter acontecido. Em Isaías 53:10, o profeta descreve um “servo do Senhor” cuja vida seria oferecida a Deus como uma expiação do Pecado. Os escritores do Novo Testamento são unânime em identificar este “servo” sem nome, como sendo Jesus. O propósito divino alcançado pelo Seu sacrifício é resumido em Isaías 53:5: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” 

Aqui está o problema básico e universal de toda a humanidade: cada um de nós se tem desviado para o seu próprio caminho – independência e rebelião. Existem alguns pecados específicos que a maioria de nós nunca cometeu, tais como homicídio, adultério, roubo, etc. Mas há uma coisa que todos nós temos em comum: todos tomámos o nosso próprio caminho. E assim sendo, voltámos as nossas costas para Deus. A palavra hebraica que resume isto é avon, aqui traduzida por “iniquidade”. Talvez o seu equivalente mais próximo no Português contemporâneo seja “rebelão”, não contra o Homem, mas contra Deus.

Contudo, nenhuma palavra em Português, quer seja “iniquidade” ou “rebelião”, transmite o verdadeiro significado de avon. No seu sentido bíblico, avon descreve não só a mera iniquidade, mas também o castigo, ou as consequências maléficas, que a iniquidade acarreta.

Por exemplo, em Génesis 4.13, depois de Deus haver pronunciado julgamento a Caim pelo homicídio de seu irmão, Caim disse: “É maior o meu castigo do que o que eu possa suportar”. A palavra aqui traduzida “castigo” é avon. Ela não só referia a “iniquidade” de Caim, mas também o “castigo” que ela trazia sobre ele.

Em Levítico 16:22, referindo-se ao bode expiatório libertado no Dia da Expiação, o Senhor disse: “O bode levará sobre si todas as iniquidades deles para a terra solitária...” Neste simbolismo o bode carregou não somente as iniquidades dos israelitas, mas também as consequências das suas iniquidades.

Em Lamentações 4, avon ocorre duas vezes com o mesmo significado. No verso 6 é traduzido: “maior é a maldade da filha do meu povo...” Novamente no verso 22, “o castigo da tua maldade está consumado, ó filha de Sião...” Vemos como, em ambos os casos, a palavra avon é traduzida por maldade, mas no verso 22 é acrescentado “o castigo da tua maldade”. Por outras palavras, no seu sentido mais lato, avon significa nó só iniquidade, mas também inclui todas as consequências maléficas que o julgamento de Deus traz sobre a iniquidade.

Isto aplica-se ao sacrifício de Jesus na Cruz. Jesus não era culpado de qualquer pecado. Em Isaías 53:9 o profeta diz: “... embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca.” Mas no verso 6 ele diz: “... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade (avon) de nós todos.” Não só foi Jesus identificado com a nossa iniquidade, Ele também suportou todas as consequências maléficas da nossa iniquidade. Tal como o bode expiatório que Lhe prefigurou, Ele carregou-as para longe, para que elas não pudessem voltar a cair sobre nós.

Este é o verdadeiro significado e propósito da cruz. Nele ocorreu uma ordenada, decretada, troca divina. Primeiro, Jesus sofreu todo o mal, todas as consequências maléficas que, por justiça divina, nos eram destinadas pela nossa iniquidade. Agora, em troca, Deus oferece-nos todo o bem, todas as maravilhas que eram destinadas à obediência sem pecado de Jesus.

De forma mais resumida: todo o mal que nos era destinado caiu sobre Jesus, para que, em troca, todo o bem que era destinado a Jesus pudesse ser-nos oferecido. 

Há duas verdade interligadas em Isaías 53:4,5, a aplicação de uma é espiritual e a outra é física. No plano espiritual, Jesus recebeu o castigo devido pelas nossas transgressões e iniquidades para que nós, em troca possamos ser perdoados e, assim termos paz com Deus (Romanos 5:1). No plano físico, Jesus carregou as nossas enfermidades (doenças) e dores para que nós, através das suas feridas, possamos ser curados. A aplicação física da troca é confirmada em duas passagens do Novo Testamento (Mateus 8:16-17 refere-se a Isaías 53:4; 1 Pedro 2:24 refere-se a Isaías 53:5,6). A dupla troca descrita nos versículos acima pode ser resumida: Jesus foi castigado para que pudéssemos ser perdoados. Jesus foi ferido para que pudéssemos ser sarados.

Deuteronómio 28:15-22,27-29,35,58-61 – Percebemos facilmente nestes versículos que a enfermidade é uma maldição da lei As doenças horríveis enumeradas aqui – e, na realidade, todas as demais enfermidades e pragas, de acordo com o verso 61 – fazem parte do castigo pela quebra da lei de Deus.

As traduções que possuímos desses trechos bíblicos nos levariam a acreditar que o próprios Deus coloca enfermidades e aflições no Seu povo, pois o texto diz: “O Senhor te ferirá...”

O Dr. Robert Young, autor de “Sugestões para a Interpretação Bíblica”, indica que, no hebraico original, o verbo é usado no sentido permissivo mais do que causativo. Na realidade, seria traduzido algo assim: “O Senhor permitirá que sejas ferido... O Senhor permitirá que venham estas maldições sobre ti...”

Muitos outros verbos têm sido traduzidos no sentido causativo em nossas Bíblias. Por exemplo, Isaías 45:7, diz: “Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal, eu o Senhor faço todas estas coisas.” Deus cria o Mal? Não! Nesse caso, Deus seria um diabo. Deus pode permitir o mal, mas Ele não o cria.

Amós 3:6 diz: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem quem o Senhor o tenha feito?” Se Deus comete o mal, não tem nenhum direito de condenar o Homem pelos pecados deste. Mas Deus não tem cometido o mal. Ele apenas permite o mal. Há uma vasta diferença entre a comissão e a permissão.

1 Samuel 16:14 – O que realmente aconteceu foi que o pecado de Saul rompeu a sua comunhão com Deus, e que Deus permitiu que o espírito maligno o atormentasse.

O hebraico original desses versos foram escritos no tempo permissivo, mas, visto que a nossa língua não tem um tempo permissivo correspondente, os verbos foram traduzidos no causativo.

Não, Deus não manda pragas e enfermidades contra o seu povo do modo que esses versículos parecem indicar. A Palavra de Deus não ensina que essas coisas provêm diretamente de Deus.

Quando o povo de Deus quebrava os Seus mandamentos, já não ficavam sob a Sua proteção divina. Deus tinha que deixar que o diabo colocasse aflições sobre o seu povo. O pecado e a iniquidade do povo atraía contra si mesmos aquelas pragas terríveis.

Podemos tirar a conclusão desses textos bíblicos que a doença e a enfermidade fazem parte da maldição da lei – e que deve vir sobre nós. Mas, louvado seja Deus porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei” (Gálatas 3:13).

Algumas pessoas acreditam que Deus “abençoa” os Seus filhos com enfermidades e doenças. Mas, de acordo com a Palavra de Deus, a enfermidade é uma maldição, e a saúde é uma bênção!

As desordem da saúde são a ordem arruinada. A doença consiste em dor e sofrimento. Transforma em escravos os familiares e amigos que precisam cuidar dos entes queridos enfermos. A enfermidade e a doença são inimigas da humanidade.

A enfermidade é ladra e assaltante. Roubou a muitas jovens e mães a sua saúde, a sua beleza, e a sua alegria. Roubou ao marido a sua esposa, privou os filhos da sua própria mãe, porque esta já não tinha capacidade de cumprir os seu papel de esposa e mãe.

As doenças têm assaltado muitos jovens, sobrevindo a eles no vigor da varonilidade crescente, enchendo-os de ansiedade e de medo, roubando a sua fé.

As doenças e as enfermidades despojam as pessoas da felicidade, da saúde e do dinheiro que são necessários para outras coisas.

As doenças e as enfermidades não são da vontade de Deus para o Seu povo. Ele não quer que a maldição paire sobre os Seus filhos por causa da desobediência. Ele quer abençoá-los com saúde.

Se na Antiga Aliança Deus já fornecia cura, a Bíblia diz que a Nova Aliança é melhor! Hebreus 8:6

Não é da vontade de Deus que fiquemos doentes. Nos dias do Antigo Testamento (AT), não era da vontade de Deus que os filhos de Israel ficassem doentes, e eles era servos de Deus. Hoje, somos filhos de Deus. Se Sua vontade era que nem sequer Seus servos ficassem doentes, não pode ser Sua vontade que os Seus filhos fiquem doentes. A doenças e as enfermidades não provêm do amor. Deus é amor.

Em Lucas 13, Jesus estava a ensinar numa da sinagogas em dia de sábado. Entrou uma mulher que estava encurvada. É possível que tivesse artrite ou algo assim, porque o seu corpo estava encurvado numa posição fixa. Jesus a chamou e disse: “Mulher, estás livre da tua enfermidade!” (verso 12). 

Actos 10:38 deixa claro que as pessoas que Jesus curava estavam oprimidas pelo diabo.

Isaías 53:4,5; Mateus 8:17; 1 Pedro 2:24

Um terceiro aspecto da troca é relevado em Isaías 53:10 - Justiça. O Senhor fez a alma de Jesus “uma oferta pelo pecado”. Isto deve ser compreendido à luz das ordenanças mosaicas, por várias formas de ofertas por pecados. Era requerido que a pessoa que havia pecado trouxesse a sua oferta sacrificial – uma ovelha, um bode, um boi ou outro animal, ao sacerdote. Ele confessaria o seu pecado sobre a oferta e o sacerdote, simbolicamente, transferia o pecado confessado da pessoa para o animal. Então o animal seria morto, pagando assim pelo pecado que havia sido transferido para ele. 

Na Sua morte sacrificial e substituta, Jesus fez a expiação pelos pecados da humanidade.

Em 2 Coríntios 5:21 Paulo refere Isaías 53:10 e, ao mesmo tempo, ele também apresenta o aspecto positivo desta troca. Paulo não fala aqui sobre qualquer tipo de justiça que nós consigamos alcançar pelo nosso próprio esforço, mas acerca da justiça de Deus – a justiça que nunca pecou. Nenhum de nós poderá merecer isto. Ela está longe de nós como a terra do céu. Somente poderá ser recebido pela f´. Este 3.º aspecto da troca pode ser resumido da seguinte forma: Jesus foi feito pecado com a nossa iniquidade (maldade) para que nos pudéssemos ser feitos justos com a Sua justiça.

O próximo aspecto da troca é uma conclusão lógica da anterior: vida. Toda a Bíblia enfatiza que o resultado da morte é a morte. Em Ezequiel 18:4 o Senhor diz: “... o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Quando Jesus se identificou com o nosso pecado, tornou-se inevitável que Ele também experimentasse a morte, que é o resultado do pecado.

Confirmando isto, em Hebreus 2:9, o autor diz que Jesus foi feito um pouco menor do que os anjos... por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. A morte que Ele morreu foi a consequência inevitável do pecado humano, que Ele tinha levado sobre Si. Ele carregou os pecados de todas as pessoas, e assim morreu a morte que lhes era destinada.

Em troca, para todos os que aceitam o Seu sacrifício substituto, Jesus agora oferece a dádiva da vida eterna. Em Romanos 6:32, Paulo dispõe as duas alternativas lado a lado: “Pois o salário (recompensa justa) do pecado é a morte, mas o (imerecido) dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.” Assim, o quarto aspecto da troca pode ser sumariado da seguinte forma: Jesus morreu a nossa morte para que nós possamos receber a Sua vida.

Um outro aspecto da troca é declarado em 2 Coríntios 8:9 – abundância. A troca é clara: da pobreza à riqueza. Jesus torna-se pobre para que nós nos possamos tornar ricos.

Quando foi que Jesus se torno pobre? Algumas pessoas imaginam-nO como pobre durante o Seu ministério terreno, mas isso não é correto. Ele não possuía ou tinha consigo muito dinheiro, mas em tempo algum falou-Lhe alguma coisa (Lucas 22:35). Portanto, não sendo pobre, Ele e os Seus discípulos regularmente davam aos pobres (João 12:4-8; 13:29).

Em todo o Seu ministério, Jesus foi um exemplo de “abundância”. Ele sempre teve tudo o que precisou para fazer a vontade de Deus na Sua própria vida. Mas acima de tudo Ele constantemente dava aos outros sem que o Seu manancial se esgotasse.

Então, quando é que Jesus se tornou pobre por nossa causa? A resposta é: na cruz. Em Deuteronómio 28:48, Moisés resumiu a pobreza absoluta em quatro expressões: fome, sede, nudez e falta de tudo. Jesus experimentou tudo isto no seu expoente máximo na Cruz.

Ele teve fome. Ele não comia há quase 24 horas.

Ele teve sede. Num dos seus últimos suspiros Ele disse: “Tenho sede” (João 19:28)

Ele esteve nu. Os soldados haviam tirado as Suas roupas (João 19:23).

Ele tinha falta de tudo. Ele já não possuía nada. Depois da Sua morte Ele foi sepultado numa veste emprestada e num túmulo emprestado (Lucas 23:50-53). Assim Jesus suportou uma pobreza absoluta por nós.

Em 2 Coríntios 9:8 Paulo apresenta de forma mais completa o lado positivo da troca. Paulo é cuidadoso ao enfatizar que a única base para esta troca é a Graça de Deus. Nunca pode ser merecido. Só pode ser recebido pela fé.

Muitas vezes a nossa “abundância” será como a de Jesus, enquanto esteve na terra. Poderemos não ter grandes quantidades de dinheiro, ou contas recheadas. Mas dia após dia teremos o suficiente para suprir as nossas necessidades e mais alguma coisa para ajudar a suprir as necessidades dos outros.

Uma razão importante para este nível de provisão é indicada pelas palavras de Jesus, citado em Actos 20:35. O propósito de Deus é que todos os Seus filhos sejam capazes de apreciar a bênção maior. Assim sendo, Ele providencia-nos com o suficiente para cobrir as nossas necessidades e também para ajudarmos outros.

Este é o quinto aspecto da troca: Jesus suportou a nossa pobreza para que nós possamos partilhar a Sua abundância.

Esta troca na cruz cobre também as formas emocionais de sofrimento que sucedem à iniquidade do Homem. Outra vez aqui, Jesus sobre o mal para que possamos gozar o bem – valor e honra. Duas das piores feridas trazidas sobre nós pela nossa iniquidade são a vergonha e a rejeição. Ambas caíram sobre Jesus na Cruz.

A vergonha pode variar em intensidade; desde um leve embaraço até um sentido de invalidez que nos corta do relacionamento com Deus e com o Homem. Uma das causas mais comuns – cada vez mais prevalecente em nossa sociedade – é algum tipo de abuso sexual ou moléstia infantil. Não raras vezes isto deixa cicatrizes que só podem ser curadas pela Graça de Deus.

Hebreus 12:2 – a execução numa cruz era a forma mais vergonhosa de todas as maneiras de se morrer, reservada para a classe mais baixe de criminosos. A pessoa a ser executada era despida e exposta nua aos olhos dos passantes, que a gozavam. Este foi o nível de vergonha a que Jesus se submeteu ao ser crucificado (Mateus 27:35-44).

No lugar da vergonha que Jesus carregou, o propósito de Deus é trazer os que confiam nEle a partilharem a Sua glória eterna (Hebreus 2:10).

A vergonha que Jesus suportou na cruz abriu o caminho para que todos os que confiam nEle possam ser libertos da sua própria vergonha. Não só isso, mas Ele também partilha connosco a glória que Lhe pertence por direito eterno.

Existe uma outra chaga que é muitas vezes ainda mais agonizante do que a vergonha. É a rejeição (vs. aceitação). Geralmente isto origina de alguma forma de relacionamento quebrado. Na sua forma mais prematura, é causada por pais que rejeitaram os seus filhos. A rejeição pode ser activa, expressada de uma forma severa e negativa, ou pode ser simplesmente uma falha em expressar amor e aceitação. Se uma mulher grávida tem sentimentos negativos acerca da criança o seu ventre, ela provavelmente nascerá com um sentimento de rejeição, que poderá continuar na adolescência, indo mesmo até à morte.

A quebra de um casamento é outra frequente causa de rejeição. Isto está bem figurado em Isaías 54:6.

A provisão de Deus para curar a ferida da rejeição é relembrada em Mateus 27:46-50, que descreve o culminar da agonia de Jesus. Pela primeira vez na história do universo, o Filho de Deus chamou pelo Seu Pai e não obteve resposta. Jesus estava de tal forma impregnado na iniquidade do Homem que a incondicional santidade de Deus fez com que rejeitasse até o próprio Filho. Desta forma Jesus suportou rejeição na sua forma mais agonizante: rejeição por um pai. Quase imediatamente depois disso, Ele morreu, não pelas feridas da crucificação, mas pelo coração triturado pela rejeição.

A rejeição de Jesus abriu o caminho para que nós fossemos aceites por Deus como Seus filhos – Efésios 1:5,6.

O remédio de Deus para a vergonha e rejeição nunca foi tão desesperadamente necessário como hoje. Há uma estimativa de que, pelo menos, um quarto dos adultos hoje em dia sofre de traumas de vergonha e rejeição. (Não existe uma única percentagem global definida para pessoas que sofrem especificamente de traumas de vergonha e rejeição, pois estes são frequentemente subnotificados ou camuflados como depressão, ansiedade ou outros transtornos de personalidade. No entanto, estudos indicam que estes traumas são extremamente comuns, especialmente relacionados a experiências de infância, violência emocional e exclusão social.  O trauma de vergonha e rejeição é considerado uma questão de saúde pública, com alta prevalência, muitas vezes por trás de comportamentos de fuga (vício) ou de baixa autoestima extrema.)

Os dois aspectos emocionais da troca na cruz que foram analisados acima podem ser resumidos como: Jesus carregou a nossa vergonha para que possamos partilhar a Sua glória. Jesus suportou a nossa rejeição para que possamos ter a Sua aceitação com o Pai.

Os aspectos da troca analisados acima cobrem algumas das necessidades mais básicas e urgentes da humanidade, mas não estão de forma alguma completos. Na verdade, não há qualquer necessidade resultante da rebeldia do Homem que não esteja coberta pelo mesmo princípio da troca: o mal veio sobre Jesus para que o bem possa ser-nos oferecido. Uma vez que aprendemos a aplicar este princípio nas nossas vidas, ele liberta a provisão de Deus para cada necessidade.

Permanece um aspecto final da troca, descrito por Paulo em Gálatas 3:13,14. Paulo aplica a Jesus na cruz um decreto da lei de Moisés, declarada em Deuteronómio 21:23, segundo a qual uma pessoa executada pendurada num madeiro era maldita por Deus. Então ele aponta para o resultado oposto – a bênção.

A maldição que caiu sobre Jesus é definida como “a maldição da lei”. Em Deuteronómio 28, Moisés dá uma extensa lista das bênçãos que resultam da obediência da lei das maldições que resultam do incumprimento das mesmas. As maldições listadas em Deuteronómio 28:15-68 podem ser resumidas como:

- humilhação             - esterilidade, infrutuosidade

- doença física e mental  - separação familiar

- pobreza (miséria)             - derrota

- opressão                   - fracasso

- desaprovação de Deus  - segunda morte

Será que alguma destas palavras se aplicam a alguma área da sua vida? Há algo que paira sobre si como uma nuvem escura, tapando a luz das bênçãos de Deus que anseia? Se assim for, pode muito bem ser que a causa principal dos seus problemas seja uma maldição, da qual tem de se libertar.

Para dar o devido valor a todo o horror da maldição que veio sobre Jesus, tente imaginá-lO pregado na Cruz.

Jesus havia sido rejeitado pelos seus conterrâneos, traído por um dos Seus discípulos e abandonado pelos restantes (embora alguns tenham voltado para acompanhar a Sua agonia final). Ele foi suspenso nu entre a terra e o céu. O seu corpo foi torturado pela dor de inúmeras feridas, a Sua alma esmagada pelo peso da culpa da humanidade. A terra O havia rejeitado e o céu não responderia à Sua súplica. À medida que o sol se punha e a escuridão O cobria, o Seu sangue escorria para cima do pó e das pedras do chão. Contudo, no meio da escuridão, mesmo antes de expirar, sobreveio um último e triunfante clamor: “Está consumado!”

Jesus havia levado sobre Si todas as consequências malignas que a rebelião havia trazido sobre a humanidade. Ele havia esgotado todas as maldições da quebra da lei de Deus. Tudo isto, para que nós em troca possamos receber todas as bênçãos justas pela Sua obediência. Tamanho sacrifício é estupendo no seu propósito, no seu alcance, contudo maravilhoso na sua simplicidade.

O apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Filipos que “... o meu Deus, segundo as suas riquezas em glória, há-de suprir em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Todas as suas necessidades incluem as necessidades financeiras, materiais, e as demais. 

O próprio Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Estas coisas que serão acrescentadas são coisas materiais da vida – algo para comer, roupas para usar e assim por diante.

Algumas pessoas parecem ter a ideia de que se alguém é cristão, é uma marca de humildade – uma marca de espiritualidade – viver em pobreza e não possuir nada. Mas não foi assim que Jesus falou. 

Lucas 6:38 - “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com  a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”

Por meio de Cristo Jesus somos herdeiros das bênçãos de Abraão (Gálatas 3:29). A bênção de Abraão é tríplice: A primeira coisa que Deus prometeu a Abraão foi que iria enriquecê-lo. Não estou a dizer que vamos ser todos milionários! O dicionário diz que “rico” significa “um suprimento completo”, ou “provisões abundantes”. Há amplos suprimentos em Cristo!

Não é pecado possuir dinheiro. É pecado deixar o dinheiro possuir-te!

Se o dinheiro passa a ter domínio do Homem, este entrou em pecado. Um Homem pode chegar a amar tanto o dinheiro que o pega por onde quer que vá, de todas as maneiras. O dinheiro é o seu senhor.

A Bíblia diz que a prata e o ouro são de Deus (Ageu 2:8). A Bíblia diz que as alimárias aos milhares sobre as montanhas são dEle (Salmo 50:10). Por que mesmo Deus colocou aqui todas essas coisas? Certamente não as colocou para o benefício do diabo!

Redenção da maldição da morte:

A primeira maldição que Deus disse sobre o Homem por causa da transgressão da Sua lei acha-se em Génesis 2:17 onde Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Adão e Eva tinham licença de comer o fruto de todas as árvores do jardim do Éden, a não ser do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Génesis 3:22-24 diz-nos que o Homem desobedeceu a Deus, foi lançado fora do jardim, e já não podia comer da árvore da vida. Tornou-se escravo do pecado e da morte.

A morte sempre tem sido um mistério para o Homem. Não fazia parte da Criação nem do plano original de Deus. A Bíblia diz-nos que até mesmo a morte física é inimiga de Deus e do Homem. 1 Coríntios 15:26 diz-nos que a morte física é a última inimiga que será subjugada.

Antes de podermos entender a morte, porém, devemos entender que o Homem não é um ser físico. O Homem é um espírito, que possui uma alma e habita num corpo (1 Tessalonicenses 5:23).

O Novo Nascimento é o renascimento do espírito humano. O ser real é o espírito. O espírito opera através da alma (intelecto, sensibilidade, e vontade). E a alma opera através do corpo.

O “eu” real (seu espírito) e a sua alma habitam num corpo físico. Quando o Homem morre fisicamente, o seu espírito e a sua alma deixam o corpo e vão para o lar eterno.

Há vários tipos de morte mencionados na Bíblia, mas há três tipos com que precisamos nos familiarizar: a) a morte espiritual; b) morte física; c) morte eterna, ou a segunda morte, que é ser lançado no lago com fogo e enxofre.

A morte espiritual é aquela que pega em nosso espírito ao invés do nosso corpo. A morte física é uma manifestação da morte espiritual. A segunda morte é o estado final e definitivo da morte, a morada dos espiritualmente mortos.

A morte espiritual veio primeiramente à terra, e depois se manifestou no corpo físico, destruíndo-o. A morte física é uma manifestação da lei que está a operar por dentro. Paulo chamava “a lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2).

Quando Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, não se referia à morte física, mas à morte espiritual. Se o Homem nunca tivesse morrido espiritualmente, não teria morrido fisicamente.

No momento em que Adão pecou, foi separado de Deus. Quando Deus desceu na viragem do dia, conforme era o Seu costume, para andar e falar com Adão, Ele chamou. “Adão, onde estás?” E Adão respondeu: “Tive medo e me escondi.” Estava separado de Deus.

A morte espiritual significa algo mais do que separação de Deus. João 8:44 – Os fariseus eram muito religiosos. Frequentavam a sinagoga aos sábados. Orava. Pagavam os seus dízimos. Jejuavam. Faziam muitas outras coisas boas e excelentes. Mas mentiram a respeito de Cristo, e O assassinaram. Jesus disse que eram filhos do diaba. Tinham as características do diabo.

A morte espiritual significa possuir a natureza de satanás, assim como receber a vida eterna significa que temos em nós a natureza de Deus.

Quando Adão e Eva prestaram ouvidos ao diabo, este veio a ser o pai espiritual deles, e passaram a ter a natureza do diabo no seu espírito. Trata-se da morte espiritual. Esta natureza imediatamente começou a manifestar-se na humanidade.

O Homem deixou de corresponder à chamada de Deus. Corresponde apenas à sua nova natureza, ao seu novo senhor. O Homem é mais do que um transgressor, mais do que um infrator da lei, é um pecador.

O Homem, porém, que é um espírito que habita num corpo, pode nascer de novo! Sua natureza pode ser transformada. Ele pode ser feito nova criatura em Jesus Cristo.

O Homem está perdido hoje, não por causa daquele que faz, mas por causa daquilo que ele é. O que ele faz é resultado daquilo que ele é. O Homem precisa de vida da parte de Deus, porque está espiritualmente morto. Graças a Deus porque Cristo nos redimiu da morte espiritual!

Jesus veio para redimir-nos da morte espiritual.

Como Receber de Deus a Bênção da Salvação

Todo o Homem, então, que crê que a morte de Jesus foi em pagamento, em expiação pelos seus pecados, se arrepende e confessa os seus pecados, “vira-se de frente para Deus”, reconcilia-se com Deus, e recebe dEle a bênção da Salvação.

Para receber a Salvação de Deus são necessários: arrependimento, confissão e fé. Vamos explicar melhor o que são exactamente cada um desses três factores, começando pela ilustração de Jesus a este respeito, na famosa parábola do filho pródigo, narrada em Lucas 15:11-24. Leia agora esta passagem e perceba a analogia que Jesus faz acerca de nossa reconciliação com Deus, o Pai:

a) O filho rebelde virou as costas a seu pai e o deixou, apenas de ter uma vida abençoada com ele, tal qual Adão fez com Deus. (Ex.: filho pródigo)

b) O filho rebelde viveu dissolutamente e começou a passar grandes constrangedoras necessidades, o que nunca antes tinha-lhe ocorrido na casa de seu pai. O mesmo ocorreu com Adão e sua descendência, que perdeu as bênçãos oriundas da comunhão com Deus, ao se afastar e passar a viver em pecado.

c) O filho rebelde se arrepende e confessa o seu pecado, pedindo perdão a seu pai, e se reconciliou com ele, de maneira que podemos fazê-lo com Deus, através da fé em Jesus Cristo.

d) Podemos notar, ainda, a grande alegria com que o pai recebe de volta o seu filho arrependido, o que é uma ilustração do mesmo sentimento de júbilo que enche o coração de Deus quando um pecador se arrepende e se reconcilia com Deus.

E agora vamos detalhar melhor o que são verdadeiramente estes factores:

1 – Fé (crer / acreditar) 

Deves crer firmemente que Jesus é Deus, veio como homem e Se sacrificou, numa morte horrível, de cruz, embora não tivesse cometido qualquer pecado. Jesus ofereceu a Sua vida, e o Seu precioso sangue inocente foi derramado, para que pudesse ter os seus pecados pessoais perdoados. E deve crer também que, após isto, Deus O ressuscitou dentre os mortos, assim como concede a si a Salvação.

2 – Arrependimento  

No arrependimento, primeiro reconhece a sua condição de pecador e o seu consequente estado de separação de Deus, ou seja, a sua morte espiritual. E, a seguir, manifesta o genuíno desejo de abandonar esta situação e se reconciliar com o Senhor. O arrependimento gera uma mudança de atitude.

3 – Confissão

A confissão é a atitude que toma a pessoa arrependida. Esta confissão deve ser feita, não apenas em pensamento, mas constituir-se de uma declaração, de viva voz, como confirma Romanos 10:9,10, que resume os pontos principais para se receber a Salvação.

Se ainda não teve esta oportunidade, faça agora mesmo, sua oração de entrega de vida e de aceitação de Jesus como seu Senhor e Salvador: “Senhor Deus, confesso que tenho sido um pecador e que tenho estado separado de Ti, mas agora, eu me arrependo dos meus pecados e reconheço que preciso do Senhor, das Suas bênçãos para viver. Eu Te agradeço, de todo o meu coração, pela reconciliação que o Senhor me oferece – através do sacrifício do sangue de Jesus – e a aceito, recebendo agora a Jesus Cristo como o Senhor da minha vida, o Senhor que vai dirigir minha vida de agora em diante. Obrigado, meu Deus, pelo perdão dos meus pecados e pela bênção da minha Salvação.”

Através desta confissão de recebimento de Jesus, como seu Senhor, seus pecados são perdoados, e se reconciliou com Deus. Assim, Jesus passa a ser também o seu Salvador. E Deus o abençoa com a Salvação.

Agora que aceitaste Jesus, duas coisas muito simples aconteceram: 

- Jesus tornou-se o teu Salvador e Senhor, e 

- Tornaste-te filho de Deus. A isto chamamos de “Salvação”.

Deus quer que saibas que antes era um pecador, e que não podias livrar-te dos teus pecados por ti mesmo (Romanos 3:23*; 6:23*). Para isso Deus forneceu um meio – Jesus Cristo, o qual pagou o preço exigido por toda a humanidade. 

*Romanos 3:23 - “Porque todos pecaram, tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus.” / *Romanos 6:23 - “Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.”

Em Jesus os nossos pecados são perdoados, temos de novo vida espiritual (no espírito) e voltamos a ter relacionamento com Deus – João 10:10: “eu vim para que tenham vida...”

Quem senão Ele poderia ter derramado sangue para criar vida, usar a dor para trazer cura, permitir a injustiça para satisfazer a justiça e aceitar a rejeição para restaurar a aceitação? 

Agora tu é um filho de Deus porque “nasceste de novo”. 

- Quando nasceste, recebeste a vida natural dos teus pais. Por isso, és parecido com eles, e tens muitas das suas características. 

- Quando Jesus se tornou o teu Salvador, Ele trouxe-te uma nova vida – uma vida espiritual, uma vida vinda de Deus. Quando recebemos Jesus, nosso espírito é unido de novo ao espírito de Deus – nascemos de novo no espírito. --» relacionamento retomado.

    A Bíblia chama a isto de “novo nascimento” (Jo 3:3). 

João 3:3 - “... é realmente como te digo: quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”

No teu primeiro nascimento, tornaste-te filho dos teus pais terrenos; agora, no teu novo nascimento, ou segundo nascimento, tornaste-te filho de Deus, o teu Pai Celestial.

É importante que por causa disto tens 2 naturezas: a antiga, que recebeste quando nasceste a primeira vez, ou vida natural; a nova, que recebeste com o segundo nascimento – a natureza divina – porque agora Deus habita dentro de ti, através do Seu Espírito Santo.

No que se refere ao teu primeiro nascimento, o natural, podes já ser adulto, jovem, ou ainda criança. Mas, no que se refere ao novo nascimento, o espiritual, és um “bebé”. Recebeste uma vida nova, que está apenas agora a começar.

A tua vida espiritual precisa de crescer.

Restauração do Significado, Segurança e Aceitação

- Adão perdeu a vida!

- Jesus devolveu a vida! Jesus veio para restaurar/redimir o Homem (1 João 5:12 - “... quem tem o Filho de Deus tem a vida; mas quem não tem o Filho não tem a vida”; João 1:12 - “Mas a todos quanto o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus...”). Ter a vida de Cristo dentro de nós é o que torna possível a restauração do que Adão e Eva perderam na Queda (ver Génesis 1:26). Jesus restaura no Homem o significado, segurança e aceitação.

“Em Cristo Jesus, eu tenho significado!” Não és mais sem valor, inadequado ou sem esperança. Em Cristo tens um profundo significado e és especial. Deus diz:

- Mateus 5:13,14 – E sou o sal da terra e a luz do mundo

- João 15:1,5 – Eu sou um ramo da videira verdadeira, Jesus – sou um canal da Sua vida.

- João 15:16 – Eu fui escolhido e designado por Deus para dar fruto.

- Actos 1:8 – Eu sou uma testemunha pessoal de Cristo.

- 1 Coríntios 3:16 – Eu sou o Templo de Deus

- 2 Coríntios 5:17-21 – Eu sou um ministro da reconciliação para Deus.

- 2 Coríntios 6:1 – Eu sou cooperador de Deus

- Efésios 2:6 – Eu estou assentado nos lugares celestiais com Cristo.

- Efésios 2:10 – Eu fui feito por Deus para realizar boas obras.

- Efésios 3:12 – Eu posso aproximar-me de Deus, com liberdade e confiança.

- Filipenses 4:13 – Eu posso tudo naquele que me fortalece.

“Em Cristo, eu estou seguro!” Já não és culpado, desprotegido, sozinho, ou abandonado. Em Cristo Jesus estás totalmente seguro. Deus diz:

- Romanos 8:1,2 – Eu estou livre de condenação.

- Romanos 8:28 – Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

- Romanos 8:31-34 – Eu estou livre de qualquer acusação contra mim.

- Romanos 8:35-39 – Eu não posso ser separado do amor de Deus.

- 2 Coríntios 1:21,22 – Eu fui confirmado, ungido e selado por Deus.

- Filipenses 1:6 – Eu estou certo de que o bom trabalho que Deus começou em mim vai ter continuidade.

- Filipenses 3:20 – Eu sou um cidadão do Céu.

- Colossenses 3:3 – Eu estou escondido com Cristo em Deus

- 2 Timóteo 1:7 – Eu não recebi um espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação.

- Hebreus 4:16 – Eu posso encontrar graça e misericórdia para ser socorrido nos tempos de necessidade.

- 1 João 5:18 – Eu sou nascido de novo, e o maligno não pode tocar-me.

“Em Cristo, eu sou aceite!” Já não és rejeitado, sem amor ou “sujo”. Em Cristo, somos completamente aceites. Deus diz:

- João 1:12 – Eu sou um filho de Deus

- João 15:15 – Eu sou um amigo de Deus.

- Romanos 5:1 – Eu fui justificado.  

- 1 Coríntios 6:17 – Eu estou unido com o Senhor e sou um espírito com Ele.

- 1 Coríntios 6:19,20 – Eu fui comprado por um preço. Pertenço a Deus.

- 1 Corintios 12:27 – Eu sou membro do corpo de Cristo.

- Efésios 1:1 – Eu sou um santo.

- Efésios 1:5 – Eu fui adoptado como filho de Deus

- Efésios 2:18 – Eu tenho directo acesso a Deus por meio do Espírito Santo

- Colossenses 1:14 – Eu fui redimido e perdoado de todos os pecados

- Colossenses 2:10 – Eu estou completo em Cristo.

Nossos sentimentos podem dizer outra coisa... “enganoso é o coração”.

Como cristãos, acreditamos que o que a Bíblia diz é verdade!

- Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou!

- Eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho!

- Eu posso o que a Bíblia diz que eu posso!

Portanto...

O que aconteceu comigo? Quem sou eu agora? Próxima lição!


sexta-feira, 3 de abril de 2020

Quer ajudar quem está sofrendo? Não faça estas 10 coisas!


Parte 1: Quer ajudar quem está sofrendo? Não faça estas 10 coisas!
  1. Não seja o doutor-sara-tudo!
  2. Não entre no jogo da comparação
  3. Não faça da dor a identidade daquele que sofre
Parte 2: Não prometa cura ou resposta instantânea para quem sofre
  1. Não prometa libertação agora
  2. Não os encoraje a apenas “seguir em frente”
  3. Não seja hiperespiritual
Parte 3: Não seja indiferente, genérico ou acusador com quem sofre
  1. Não entre no jogo da indiferença
  2. Não ofereça ajuda generalizada
  3. Não faça inquisição
  4. Não os condene

1. Não seja o doutor-sara-tudo!

“Sabe, eu andei pensando em você. Eu consegui uma nova pomada orgânica, totalmente natural, que certamente vai resolver o seu problema. Minha avó usava essa pomada para a dor no pé, e a dor foi embora em uma semana. Ela deve curar você também!”
A verdade é que ninguém quer outro tratamento, outra pomada, referência de acupuntura ou uma dieta com cem por cento de garantia para manter as esperanças mais elevadas do que antes.
Não dá para dizer quantas vezes recebi uma sacola cheia de cremes exóticos em alguma língua que eu não conseguia entender. Nem dá para contar o número de vezes que me deram algo que afirmam ter curado alguém com a mesma doença que eu tenho.
Quando você faz essas afirmações e garante a cura, isso pode ressaltar para quem está sofrendo que você não tem a mínima ideia sobre as questões com as quais ele está, de fato, lidando.
Faz parte de nossa natureza desejar oferecer solução para o problema. E isso é bom! Nós ansiamos por ajudar e, frequentemente, somos bem-intencionados ao querer dar soluções. A disposição de coração de quem age assim é, geralmente, maravilhosa, mas, às vezes, a melhor ajuda é ouvir os problemas que a pessoa está, de fato, enfrentando.

2. Não entre no jogo da comparação

“Olha, que coisa, você tem dor no braço! Uma vez eu tive um inchaço no meu antebraço e foi terrível. Eu fiquei sem praticar nenhum esporte por algumas semanas. Eu sei exatamente o que você está passando”.
A menos que você seja Jesus, quase nunca ajuda dizer a alguém que você sabe exatamente o que ele ou ela está passando. Se você já passou pela situação horrenda que seu amigo ou membro da família está passando, então certamente eles sabem disso. Costumamos pensar que incentivaremos os outros se dissermos que vivemos algo semelhante, quando na realidade o que eles estão atravessando pode ser muito diferente da experiência que tivemos. Certamente não foi a mesma coisa.
Outra maneira de entrar no jogo da comparação é falando de outras pessoas que estão em situação pior do que a de seu amigo. Podemos pensar que estamos ajudando quando dizemos a alguém que tem uma perna ferida: “Bem, pelo menos você ainda tem uma perna. Existem milhares de pessoas ao redor do mundo que não têm nenhuma perna e não conseguem andar. Louvado seja Deus pela perna que você tem!”. Mas como isso pode ajudar a pessoa a sentir-se melhor? Não ajuda, com certeza.
Quando você faz isso, minimiza o sofrimento da outra pessoa. Você a faz sentir como se o sofrimento dela fosse “uma coisinha à toa.” Para quem está sofrendo, seja qual for o motivo, aquilo é uma coisa séria. Se você minimizar a dor de uma pessoa, isso a agravará ainda mais. E quando a dor que está sendo experimentada por ela não é reconhecida, então não há por que direcioná-la a Cristo em busca de esperança e socorro. Por que incomodar Jesus com algo que realmente não é grande coisa?
Em vez de se esforçar para se lembrar de um parente distante que passou por algo semelhante e compartilhar essas histórias, demostre compaixão e amor pela pessoa que sofre e que está bem à sua frente. Em vez de comparar seu amigo com alguém que você conhece, você pode dizer: “Eu não entendo o que você está passando, mas eu quero tentar. Ajude-me a entender como está se sentindo.”

3. Não faça da dor a identidade daquele que sofre

“Oi, que bom te ver. Como estão suas costas? Está se sentindo melhor? Você já descansou? Você está com muita dor agora? Como está, em comparação com a semana passada? Você não parece estar muito bem agora, acho melhor se assentar”.
Outro comportamento que não se deve fazer aos seus amigos que sofrem é não falar tanto de sua dor a ponto de ela se tornar a identidade deles. Se você falar sobre isso o tempo todo, você corre o risco de defini-los pela luta e dor que enfrentam, como se nisso se resumisse a vida deles. Precisamos ter cuidado para não mencionar constantemente o sofrimento.
Porém, ao mesmo tempo, queremos mostrar que nos importamos, por isso este é um equilíbrio difícil de se manter. Ao dispensar cuidados ao seu amigo é importante se lembrar de que se ele tem uma deficiência, isso não quer dizer que ele seja fundamentalmente deficiente. Se ele é um cristão, então ele é um cristão portador de uma deficiência. Se ele perdeu o emprego, ele não é fundamentalmente uma pessoa desempregada; se ele é cristão, então é um cristão que está sem um trabalho. Como cristão, sua identidade primária é a de um filho do Deus vivo. Ele é um ser humano que tem uma alma imortal, resgatada do reino das trevas.
Quando Deus, o Pai, olha para nós, ele vê Jesus. Quando ele olha para um cristão que tem uma deficiência, ele não vê primeiramente a deficiência; acima de tudo, ele vê o seu Filho. Quando ele olha para um cristão que está fraco ou doente, ele não vê a doença, mas o nosso Salvador.
Ao interagirmos com crentes que estão sofrendo, reconheçamos que sua identidade é a de estar em Cristo Jesus. Quando você falar com eles, ajude-os a voltar os olhos para Cristo, para que possam ver as coisas por uma perspectiva eterna, e não os deixe se esquecerem de que a identidade deles não está nas circunstâncias, mas em seu Salvador.
Continua em breve...
Dave Furman

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

demasiada tristeza

A vida parece que deu a algumas pessoas uma overdose de tristeza. Eventos trágicos atrás de eventos trágicos caem sobre elas, e nossos corações se movem de compaixão para com elas. Alguns chegam ao ponto de que se sentem incapazes nos seus problemas, sobrecarregados pelo pesar que seca os seus ossos e quebra o espírito (Provérbios 15.13; 17.22).

É aqui que nós, os filhos de Deus, devemos ir e dar força e assistência. Uma palavra dada pelo Espírito, lágrimas de simpatia e partilhar a dor - são maneiras que nós podemos ajudar.

Num momento de grande agonia, Jesus desejou conforto dos Seus discípulos e amigos (Lucas 22.44; Mateus 26.40). Eles não entendiam a razão de Sua agonia e falharam em ser ajuda. 

Nós podemos ser confortadores de outros.

Saber o que dizer a um amigo ferido não é fácil. Devemos fazer os nossos amigos rirem, ou devemos falar dos nossos próprios problemas? Devemos encorajá-los a falar da situação, ou devemos dar-lhes alguns bons conselhos? Em algumas situações podemos nos sentir tão inúteis que evitamos o amigo que sofre para não dizermos alguma coisa errada.

Cada crise é diferente, e devemos responder com tacto, sinceridade e de forma apropriada. Aqui estão algumas sugestões para ajudar pessoas feridas.

1 - Deixe-a falar (desabafar).

Um dos grande erros que podemos fazer quando um amigo começa a desabafar os seus problemas é negar que ele tenha dito algo fora do normal. Deixe o seu amigo falar do seu problema. Não mude o assunto, conte anedotas ou desvalorize o problema. Se amigo precisa de espaço para expressar os seus sentimentos! 

Se o seu amigo disse alguma coisa negativa após uma experiência traumática, tente não ficar nervoso. Lembre que ele está em dor e precisa de falar, e naquele momento é o que ele sente. Isso não significa que não possa dar uma escritura bíblica de encorajamento, como por exemplo Romanos 8.28.

2 - Ouça para compreender.

A melhor resposta que poderá dar a um amigo ferido é ouvir sem julgar e procurar entender o porquê ele sente dessa maneira. Os sofredores precisam de saber que o ouvinte reconhece que eles se sentem mal e estarão com eles na sua tristeza.

Quando o seu amigo estiver a falar, dê-lhe toda a atenção. Cuide da sua linguagem corporal. Não olhe para o relógio. Não tente terminar as frases do seu amigo porque pensa que sabe o que ele irá dizer. Você pode estar enganado.

3 - Não diga: "Eu sei exactamente o que tu sentes!"

Tenha cuidado em não assumir que sabe o que o seu amigo está a sentir. Lembre-se que, mesmo que tenha passado por uma situação semelhante, não é a situação que o seu amigo está a passar.

4 - Dê espaço. Respeite a privacidade da outra pessoa.

Compreenda que a pessoa ferida pode não estar pronta para falar a cerca do seu problema ou pode abrir-se somente com um ou dois dos seus amigos mais chegados. Se souber que alguém está a passar por um momento difícil, não salte em cima. Primeiramente discirna se é um bom tempo para falar, e não tome isso como pessoal se a pessoa não se sentir confortável em abrir-se consigo.

5 - Seja cautelosamente positivo. Ofereça encorajamento realista.

Apesar de querer que seu amigo fique rapidamente melhor, evite fazer declarações que não saiba serem verdade no desejo de ser positivo. Você não precisa de esticar a verdade para encorajar. Foque naquilo que é verdade: que você se preocupa com o seu amigo e está ali com ele.

6 - Palavras de encorajamento. Não dê conselho quando não pedidos.

O que é preciso fazer para resolver o problema do seu amigo pode ser óbvio para si, mas resista à tentação de dar conselhos não pedidos. A consequência de dar conselhos quando não pedidos pode ser o cortar da comunicação. 

Um conselho não pedido pode colocar a pessoa que sofre numa situação desconfortável se ele não seguir a nossa sugestão. 

Se o amigo pede um conselho, pode ser bem dado se for dado na forma de várias alternativas, em vez de uma alternativa. 

7 - Seja paciente.

Não fique impaciente com o seu amigo se não vencer a tragédia. O luto demora tempo. Dependendo da situação, pode durar meses ou anos para começar a recuperar de algumas tragédias. 

8 - Ninguém é perfeito. Conhece os teus limites.

Podem chegar momento em que é duro demais ver o seu amigo sofrer. Você pode também ter dias difíceis nos quais é difícil conseguir ouvir e ajudar. Seja sincero com o seu amigo, e assegure-o que quer ajudá-lo, mas peça-lhe para esperar e falar do seu problema mais tarde, quando tiver mais capacidade de lidar com isso.

Saiba quando os seus amigos precisam de maior ajuda do que aquela que poderá dar. Se o seu problema está a piorar ou está a afectar o seu relacionamento com outros, etc., encoraje-o a procurar ajudar num conselheiro.

Você pode ter feito alguns erros no caminho. Ninguém pode saber o que dizer ou como agir em todas as situações. Recorde a si mesmo que as pessoas envolvidas em sérios problemas precisam de suporte em amor.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

o sofrimento do crente

Lucinda Alves

Quando o povo de Israel saiu do Egipto, Deus os salvou com Mão Forte e Braço Estendido, com Coluna de Fogo de noite e Nuvem de dia. Como figura da salvação passam o Mar Vermelho (lit. mar dos juncos). Dali Deus tinha diversas rotas para os conduzir até ao Sinai para receberem a Lei e finalmente entrarem em Canaã.

Figuradamente compreendemos que para sairmos do Egipto (vida dos descrentes não salvos) não podemos chegar à nossa "Canaã" sem passarmos pelo mar (a nossa salvação, do qual o baptismo é figura) e sem vivermos de acordo com a Lei de Deus (o Sinai). Curiosamente, entre o Egipto e Canaã está um imenso deserto e viver a Lei de Deus implica o deserto.

Após a passagem do mar, Deus não os leva pelo caminho mais fácil, a via maris, o caminho dos filisteus.

Êx 13.17 Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;
Êx 13.18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.

Êx 14.10 Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor:
Êx 14.11 e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito?
Êx 14.12 Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.

A Fé imatura de Israel transparece imediatamente, apesar de uma tão grande salvação! O povo queixa-se da dificuldade da vida fora do Egipto, quando lá eram escravos e eram oprimidos. E todo o percurso no deserto é repleto de murmurações, desobediências e até idolatria, no caso do bezerro de ouro, enquanto Moisés recebia a Lei no Sinai.

Porque Deus leva o povo por um caminho, sem comida, sem água, com serpentes e dificuldades?
Deus tira o povo da fornalha do Egipto para Ele mesmo ser o seu fogo purificador. É a figura do metal que precisa ser purificado. O Egipto não era o forno adequado para purificar, por isso YHWH se torna o fogo que purificará Israel na fornalha do deserto.

Dt 4.20 Mas o Senhor vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, a fim de lhe serdes um povo hereditário, como hoje o sois.
Dt 4.21 O Senhor se indignou contra mim por vossa causa, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa terra que o Senhor vosso Deus vos dá por herança;
Dt 4.22 mas eu tenho de morrer nesta terra; não poderei passar o Jordão; porém vós o passareis, e possuireis essa boa terra.
Dt 4.23 Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu.
Dt 4.24 Porque YHWH vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.
São muitas as passagens onde se refere que Deus provou o povo intencionalmente:

Êx 15.25 Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou,

Êx 16.4 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.

Êx 20.20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.

Dt 8.2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos.

Dt 8.16 que no deserto te alimentou com o maná, que teus pais não conheciam; a fim de te humilhar e te provar, para nos teus últimos dias te fazer bem;

Deus quer saber, se em tempos de dificuldade, de deserto dificil, o seu povo irá obedecer-lhe ou não e Ele quer ensinar ao seu povo que apenas Ele é Deus. Aqueles que dizem ser seus servos e filhos devem obedecer-lhe sem murmurar.

Curiosamente quando chegaram à Terra Prometida, quando o tempo do deserto terminara, Israel recusa-se a entrar porque para isso teria de lutar. A consequência foi fatal e vaguearam mais quarenta anos no deserto até morrer toda aquela geração murmuradora e incrédula.

Nm 14.2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto!
Nm 14.3 Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?
Nm 14.4 E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe o voltemos para o Egito.
Nm 14.5 Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra perante toda a assembléia da congregação dos filhos de Israel.
Nm 14.6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes;
Nm 14.7 e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa.
Nm 14.8 Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.
Nm 14.9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais.

Nm 14.20 Disse-lhe o Senhor: Conforme a tua palavra lhe perdoei;
Nm 14.21 tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,
Nm 14.22 nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz,
Nm 14.23 nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá.
Nm 14.24 Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro Espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá.

Que grande ensinamento podemos tirar!

Quando finalmente estamos diante da concretização da Promessa, diante da nossa Terra Prometida, quantas vezes não a reconhecemos, recusamo-nos a lutar e voltamos ao deserto!

Lamentavamos a privação do deserto, mas não reconhecemos a nossa Canaã, porque pensamos que tem de ser fácil e de acordo com o que tinhamos imaginado!

O caminho para Canaã é porém duro e cheio de provações e a Terra precisa ser conquistada! Muitos preferem o Egipto e voltar à vida sem Lei e sem provações ou lutas...

Embora Deus faça provisão de maná quando não há comida e dê água da rocha ao seu povo, essas privações, dizem as Escrituras, foram provas de Deus para purificar o seu povo.

Não quero defender que todo o sofrimento provém de Deus, de modo algum!

Mas temos de discernir aquilo que vem da oposição satânica à nossa vida (os gigantes da terra com quem temos de lutar) e a provação que tem origem divina para nos provar.

Muitas vezes recusamos tanto a provação de Deus como a luta com o inimigo.

Para com o inimigo temos a responsabilidade de lutar com as armas que as Escrituras nos ensinam: o nome de Yeshua (Jesus), a Palavra (espada do Espírito), reconhecendo a autoridade que nos foi dada sobre toda as forças das trevas.

Para com a provação divina devemos humilhar-nos e não fugir da purificação e vontade e Deus para nós. O homem tende a fugir do sofrimento, mas na fuga só encontra mais sofrimento, pois é melhor estar na fornalha de Deus que na fornalha do Egipto. É melhor a correção do Pai que nos ama, que dos senhores do Egipto que nos detestam ou o nosso próprio caminho.

Por vezes parece que o sofrimento é tal que não vamos conseguir suportar. Mas em vez de clamar a Deus para nos tirar do fogo, devemos orar para que consigamos permanecer no fogo até o objectivo divino em nós se concretizar.

Pensemos que uma Grande Tribulação virá sobre a Terra e quem subsistirá?!

Cada ofensa diária é um pequeno treino para o dia da grande provação.

Se conseguir perdoar uma pequena ofensa, e amar aquela pessoa que me ofende, então virá uma maior para eu aprenda a amar, apesar da grande ofensa. Assim somos purificados para resistirmos no dia mau, como está escrito: "Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena." (Pv 24.10 ).

Cada vez que procuramos fugir da sua Lei (a sua vontade), que é dada no deserto e nos recusamos a obedecer, estamos a procurar salvar a nossa vida por nós mesmos.

Mt 10.39 Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.
Mt 10.38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Mt 6.12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;

Jo 12.25 Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.

Cada vez que escolhemos a nossa vontade, por pensarmos que aí nos livraremos do sofrimento, concluiremos mais tarde que não há pior sofrimento que sair da Mão de Deus. A nossa vontade conduzir-nos-á a mais "quarenta anos de deserto" e poderemos nunca alcançar a Terra Prometida, morrendo no deserto da nossa própria vontade.