Mostrar mensagens com a etiqueta igreja. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta igreja. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de maio de 2026

Criatividade e Teologia: Por que devemos inovar


A criatividade flui do próprio caráter de Deus. Nosso Deus é um Deus criativo. Na verdade, Ele inventou a criatividade. Foi ideia Dele. A criatividade faz parte da própria natureza e caráter de Deus. A quinta palavra na Bíblia é " criou ". "No princípio, Deus criou..." (Génesis 1:1). Deus deu início ao processo criativo, e ele vem avançando desde então.

Reflita sobre a criação por um momento. Deus criou todo o universo a partir do nada. Ele formou todas as coisas originais, como um inventor ou fabricante. Que criador incrível é Deus! Nada é monótono, sem graça ou entediante no mundo de Deus.

Deus criou três cores primárias com até 10 milhões de tonalidades diferentes que o olho humano consegue ver. Ele criou texturas — ásperas, lisas e todas as intermediárias. Ele criou infinitas variedades de formas e figuras.

Deus criou o movimento e o ritmo — o vento e a água corrente, os animais e os humanos ocupados com todos os tipos de atividades. Ele criou o som e a música, desde o estrondo do trovão até o doce canto de um pássaro. Deus criou as estações do ano — inverno, primavera, verão e outono. E então Ele criou a personalidade humana, juntamente com impressões digitais únicas para bilhões de pessoas. Deus não se interessa por clonagem.

Criatividade e Deus

Tudo o que Deus cria é único, repleto da frescura da vida e da inovação. Contemplar a criação deve nos impulsionar a adorar a Deus. Sua criatividade se manifesta não apenas na criação, mas também na redenção. Deus tornou a salvação disponível para nós independentemente de termos a capacidade de merecê-la. Ele enviou Jesus para pagar o preço pelos nossos pecados. Ele nos oferece perdão e salvação como um presente gratuito que não podemos conquistar. Que plano maravilhoso e criativo!

Deus nos chama para sermos como Ele — criativos! Vejamos uma das minhas passagens bíblicas favoritas:

“Pois é pela graça que vocês foram salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2:8-10)

Paulo declara a criatividade de Deus tanto na criação quanto na redenção. Somos obra de Deus, literalmente “uma obra de arte” (do grego poiema, de onde deriva a palavra poema). Então Deus nos chama para continuarmos suas obras criativas para o benefício de outras pessoas.

Jesus foi um exemplo de criatividade.

Jesus era um comunicador incrivelmente criativo. Ele ensinava por meio de parábolas (Mateus 13:34). Ele desenhava na areia, usava uma moeda romana, amaldiçoava uma figueira... para explicar a verdade. Jesus multiplicou peixes, virou mesas e colocou uma criança em seu colo... para ilustrar lições importantes. Jesus transmitia sua mensagem transformadora de maneiras dinâmicas e criativas. Ele entendia que uma ideia atinge a mente, enquanto uma imagem atinge o coração.

Cerca de 72% das palavras de Jesus focam na aplicação prática, ou seja, em colocar seus ensinamentos em prática no dia a dia. Ele já compreendia os aprendizes visuais e multissensoriais há 2.000 anos. Jesus constantemente utilizava recursos visuais e nunca repetia a mesma abordagem. Tudo o que Ele fazia era único. Ele era um mestre da comunicação e um mestre da criatividade.

O Espírito nos capacita a sermos criativos.

Devemos ser imitadores de Deus. Ele nos criou à Sua imagem e semelhança (Génesis 1:27). Portanto, devemos ser como Ele. Isso significa que Deus nos criou para sermos criativos também! Você tem uma contribuição única a oferecer.

Quando contemplamos quem Deus é e o que Ele fez, temos bons motivos para sermos criativos — para cantar, escrever, pintar — para expressar nosso amor e adoração por Ele. Enxergue o que você faz como uma obra de arte que manifesta a glória de Deus.

Em “ O Líder Criativo ”, Ed Young escreve:

A indústria do entretenimento está repleta de atores, músicos e artistas de todos os tipos que cativam a imaginação de todas as idades com seus dons criativos. Hollywood, Nashville e Nova York estão atendendo à necessidade profunda que as pessoas têm de criatividade, aventura e emoção em suas vidas — uma necessidade que a igreja deveria suprir por meio do poder criativo do Espírito Santo.

Young acrescenta: “Algumas pessoas não têm muito a dizer, mas sabem muito bem como dizer, enquanto a igreja tem muito a dizer, mas muitas vezes não sabe como dizer. É por isso que a criatividade deve permear tudo o que afeta nossa liderança e nosso ministério.”

Então, vamos libertar nosso potencial criativo e usá-lo para comunicar a mensagem mais impactante já dada à humanidade. A criatividade não é uma opção para a igreja. É um mandamento bíblico que emana do próprio caráter de Deus.

A importância da inovação

A seguir: Compreenda que a inovação é crucial para qualquer indivíduo, grupo ou organização, incluindo a igreja. Peter Drucker, o pai da administração moderna, disse: "Em um período de mudanças rápidas, os únicos que sobrevivem são aqueles que inovam e criam mudanças."

No ambiente acelerado de hoje, a mudança é a única certeza. Aceite que ela sempre estará presente. Encare a mudança como uma oportunidade, não como uma ameaça. Fale sobre ela de forma positiva e ajude as pessoas a não temê-la.

Tanto a gestão quanto o empreendedorismo são essenciais, segundo Drucker. Precisamos de ambos simultaneamente, e eles devem ser coordenados e cooperativos. Não devemos apenas gerir o existente, mas sim inovar, criando algo novo e diferente.

É tão fácil ficarmos ocupados gerenciando o que já existe que deixamos de melhorar o que estamos fazendo. Como líderes da igreja, devemos trabalhar no amanhã , não apenas acompanhar o hoje. É disso que se trata a inovação.

O especialista em criatividade Edward de Bono afirmou: “A criatividade é o recurso mais importante de todos. Sem criatividade, não haverá progresso e repetiremos para sempre os mesmos padrões”. Ele acrescentou: “O pensamento criativo não é um talento, mas sim uma habilidade que pode ser aprendida. Ele empodera as pessoas, fortalecendo suas capacidades naturais, o que melhora o trabalho em equipe, a produtividade e, quando aplicável, os lucros”.

Provérbios 18:15 diz: “Os sábios estão sempre abertos a novas ideias; na verdade, eles as procuram.” Servimos a um Deus criador que, embora Seu caráter nunca mude, projetou um mundo cheio de variedade e renovação. Deus nos criou à Sua imagem. Portanto, devemos buscar tornar nossa vida e ministério renovados e vibrantes.

7 maneiras de estimular a criatividade

Aqui estão algumas maneiras pelas quais podemos nos tornar mais criativos no ministério:

1. Reserve um tempo para pensar de forma criativa.

Reserve um tempo regularmente para fazer brainstorming individualmente. Melhor ainda, faça brainstorming com outras pessoas — especialmente com suas equipes. Pense de forma criativa. A pesquisa deve ser uma preocupação de todos, e a inovação é responsabilidade de todos.

O especialista em liderança Warren Bennis afirmou: “As organizações do futuro dependerão cada vez mais da criatividade de seus membros para sobreviver. Grandes grupos oferecem um novo modelo no qual o líder é um igual entre titãs. Em uma colaboração verdadeiramente criativa, o trabalho é prazeroso, e as únicas regras e procedimentos são aqueles que promovem a causa comum.”

2. Faça boas perguntas.

Pergunte-se regularmente: "O que está funcionando bem e por quê?" e "O que não está funcionando e por quê?". Boas perguntas nos ajudam a obter uma nova perspectiva sobre nossa situação atual.

3. Gere muitas ideias novas.

Quanto mais ideias você tiver, melhor. Thomas Edison disse certa vez: "Para ter uma grande ideia, tenha muitas ideias". Ele também disse: "Gênio é 1% inspiração e 99% transpiração!"

4. Ouça e aprenda.

Em seguida, seja um ouvinte estratégico. Exponha-se a diferentes pontos de vista. Estude as necessidades e ideias das pessoas e, depois, procure tendências futuras. Podemos aprender algo com todos, se apenas ouvirmos com atenção.

5. Pense fora da caixa.

Crie uma atmosfera em sua equipe que diga: “Vamos encontrar uma maneira melhor”. Esteja sempre em busca de novas ideias para aprimorar ou expandir seu ministério. Admita onde as coisas não estão funcionando e faça as mudanças necessárias. Não se prenda a uma mentalidade do tipo: “Sempre fizemos assim”. Quando algo parecer impossível, encontre uma solução. (Leia Marcos 2:1-5 para um bom exemplo.) O que te irrita? A frustração é um catalisador para a inovação!

6. Não tenha medo do fracasso.

Esteja disposto a correr riscos. Faça um experimento. Simplesmente tente algo novo e diferente. Aprenda a celebrar o fracasso, não apenas a tolerá-lo. Aprenda a fracassar para progredir. Thomas Watson disse: "O sucesso está do outro lado do fracasso". A pensadora de liderança Margaret Wheatley disse: "As coisas que mais tememos nas organizações — flutuações, perturbações, desequilíbrios — são as principais fontes de criatividade".

7. Divirta-se!

Por último, mas não menos importante… Precisamos levar Deus mais a sério e a nós mesmos menos a sério. Aprenda a rir de si mesmo e a aproveitar a jornada. Então, vamos aumentar nossa motivação para a criatividade!


Mark Conner - http://blog.markconner.com.au

Mark Conner é o pastor sénior da CityLife Church, uma comunidade diversa de seguidores de Cristo que se reúne em vários locais em Melbourne, Austrália. Mark tem um amor genuíno pelas pessoas e uma paixão por ajudá-las a crescer e se transformar. Ele possui um doutorado em Ministério pelo Fuller Theological Seminary. Mark é casado com Nicole e eles têm três filhos jovens adultos. Ele também gosta de basquete, música, escrever em seu blog (blog.markconner.com.au) e ler.


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Por que as igrejas resistem à mudança de novos pastores (e o que pode fazer sobre isso)



“É minha primeira semana. O que devo mudar aqui?” Talvez os novos pastores não expressem a pergunta, mas sei que eles pensam assim. A configuração padrão para mudar algo é natural para um bom líder. Ter uma visão significa estar insatisfeito com o status quo. 

“O comitê de busca disse que estava me contratando para fazer as mudanças necessárias. Por que a igreja está resistindo ao óbvio?!”

Por que a lua de mel de tantos pastores termina depois dos primeiros meses? A resistência à mudança é um dos maiores obstáculos na liderança. Certa vez, um punhado de lápis foi lançado em minha direção quando meus ajustes para um jantar festivo foram descobertos. Aprendi a não mexer com potlucks. Por sorte, os lápis não eram tão afiados. Sem sangue, sem falta. 

Todo líder de igreja já esteve lá. Todos nós encontramos a resistência. Aqui estão algumas razões pelas quais as pessoas resistem à mudança.

Você é a mudança . Novos pastores muitas vezes não percebem esse fato. Mesmo que você não mude nada - e quero dizer absolutamente nada - em seu primeiro ano como pastor, as pessoas ainda experimentarão uma grande mudança: você. Você não é novo para si mesmo, mas certamente é novo para as pessoas da igreja. Qualquer esforço de mudança que você introduzir nos primeiros meses só é ampliado pelo fato de que as pessoas ainda estão tentando saber quem você é. 

Mudança técnica e mudança cultural . Quando as pessoas dizem que querem mudanças, geralmente se referem a mudanças técnicas. Problemas técnicos requerem conhecimentos específicos. Para muitos, os pastores são vistos como especialistas contratados disponíveis para solucionar problemas técnicos. As pessoas que desejam mudanças técnicas fazem as seguintes perguntas: Você pode garantir que meu currículo esteja na minha sala? Você pode ver que a igreja não é tão quente no verão? Por que não recebi a newsletter? Essas questões envolvem pequenas mudanças técnicas, mas muitas vezes as pessoas também desejam mudanças técnicas significativas, como um novo prédio. 

Mudanças técnicas são importantes. Se você pastoreia uma igreja de qualquer tamanho, deve administrar a organização das pessoas. Poucas pessoas, porém, entendem que a mudança duradoura é cultural, não técnica. Um especialista técnico não resolve problemas culturais. Se você é um líder, provavelmente está gravitando em torno das mudanças culturais que acredita que precisam ser feitas. Isso é o que os líderes fazem. Eles desafiam o status quo. Mas você deve perceber que muito poucas pessoas em sua igreja adotam mudanças culturais. Há uma razão pela qual algumas coisas são incorporadas à cultura de uma igreja. A maioria das pessoas os considera aceitáveis. No início de sua liderança, conquiste as pessoas com mudanças técnicas fáceis antes de iniciar mudanças culturais significativas. 

Desconfiança de quem propõe a mudança . Só porque as pessoas gostam de você e enviam cartões encorajadores no primeiro mês, não significa necessariamente que elas confiam totalmente em você. Mesmo quando as pessoas respeitam o cargo de pastor, não conhecer a pessoa que ocupa esse cargo geralmente leva a uma aceitação cautelosa da congregação. Respeito e confiança são duas mentalidades diferentes. As pessoas podem respeitá-lo, embora não confiem totalmente em você. Ganhe sua confiança honrando seu respeito antes de fazer grandes movimentos. 

Crença de que a mudança não é necessária . É uma questão fundamental: as pessoas que estou liderando reconhecem a necessidade de mudança? Se a maneira atual parece bem-sucedida, então a evidência de um problema está escondida da vista das pessoas. Como líder, você pode ter a vantagem do conhecimento organizacional interno. Um conhecimento ao qual o frequentador de igreja médio pode ter exposição zero. Antes de implementar um esforço de mudança, você deve mostrar às pessoas o problema oculto. 

Crença de que a mudança não é viável . Mesmo que todos concordem que a mudança seria boa, nem todos concordam que a mudança é possível. É mais fácil mostrar às pessoas o problema do que a viabilidade de resolvê-lo. Conseguir que as pessoas concordem sobre um problema comum não é suficiente. Para promover uma mudança duradoura, você também deve mostrar a eles como a solução é viável. 

Perda de posição, status e poder . As pessoas resistirão a um esforço de mudança se ele reorganizar o alinhamento de poder. Rara é a pessoa que voluntariamente abre mão de posição, status ou poder sem alguma resistência. Essa resistência faz sentido. Se alguém desafiasse sua posição, você provavelmente também resistiria a esse esforço. Embora as pessoas tenham certa repulsa pela ideia de a igreja ser uma organização política, formar aliados políticos é necessário dentro de toda organização. Antes de desafiar a atual estrutura de poder de uma igreja, sirva e faça amizade com os poderosos. Se você conseguir conquistá-los, terá a ajuda deles para promover mudanças culturais de longo prazo. 

Ameaças a valores e ideais . As pessoas reagem emocionalmente quando você desafia seus valores e ideais. Quando a mudança é vista como um ataque a um conjunto atual de ideais e valores, você pode esperar uma resistência generalizada. Esses valores podem não ser o que está formalmente publicado na constituição e nos estatutos. A única maneira de descobrir esses valores e ideais é passar tempo com pessoas diferentes. Pastores desapegados nunca conhecerão os valores não falados - mas bem compreendidos - de seus fiéis. 

É provável que a mudança ocorra quando as pessoas dentro de uma organização acreditam que os benefícios de fazer a mudança superam os custos de fazê-la. Essa mudança de atitude não vem fácil ou rapidamente!

----------

Como presidente da Church Answers, Sam Rainer desempenha muitos papéis. De co-apresentador de podcast a pastor em tempo integral na West Bradenton Baptist Church, o coração de Sam para o ministério e a revitalização são evidentes em tudo o que ele faz.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Eu realmente preciso ser membro de uma igreja?



Precisamos primeiro separar o conceito de membro da igreja de outros tipos de associação organizacional. Ser membro da Igreja não é como ser membro de clube cívico, embora muitas organizações cívicas tenham propósitos altruístas. Ser membro da Igreja definitivamente não é como ser membro de clube de campo, onde você paga suas cotas e espera regalias em troca. Infelizmente, muitos membros da igreja vêem os seus membros como se estivessem se juntando a um clube de campo. 

Quando essa atitude se torna nossa perspectiva, começamos a insistir em fazer as coisas "do meu jeito". Meu estilo de música. Minha ordem de adoração. Minha duração de sermão. Meus ministérios. Meus programas. Você entendeu a imagem. 

Pertencer a uma igreja do Novo Testamento é metaforicamente como ser membro de um corpo físico. Você é apenas uma parte de um todo maior, mas sua parte é vital para a saúde geral de uma igreja. Leia novamente 1 Coríntios 12. Veja especificamente o versículo 27: "Agora vocês são o corpo de Cristo e individualmente membros dele" (ESV). 

Ser membro da Igreja, então, é uma declaração de que você é parte ou membro de um todo maior. É abnegado e não busca de preferências. Aqui estão cinco razões pelas quais ser membro da igreja é vital para a saúde da igreja e daqueles que decidem se juntar a uma igreja. 

1. Ser membro da Igreja é uma declaração formal de seu compromisso com um corpo local de crentes. Você está deixando que outros membros e líderes da igreja saibam que estão se comprometendo a exercer seus dons e papéis dados por Deus dentro de uma congregação local. Você é mais do que um participante que entra e sai sem compromisso.

2. A pertença à Igreja identifica-o como uma pessoa que está sob os cuidados e o ministério pastoral da Igreja. Os líderes do ministério não podem se importar com todos que estão dentro e fora da igreja. Sua responsabilidade é para com os membros claramente identificados da igreja. Paulo disse aos presbíteros da igreja em Éfeso em Atos 20:28: "Portanto, guardai-vos a vós mesmos e ao povo de Deus. Apascenta e apascenta o rebanho de Deus – a sua igreja, comprada com o seu próprio sangue – sobre o qual o Espírito Santo vos designou como líderes" (NLT). Os líderes não podem pastorear o rebanho a menos que saibam quem é o rebanho. 

3. Ser membro da Igreja é um compromisso de estar sob a autoridade da liderança da igreja. Um membro da igreja não está apenas sob o ministério de pastoreio da igreja, eles também estão sob a autoridade dos líderes da igreja. E embora a disciplina da igreja deva ser rara, o conceito de disciplina da igreja pela liderança afirma e complementa o conceito de pertencimento à igreja. Você não pode ser disciplinado de algo, a menos que você tenha se comprometido a fazer parte de algo. 

4. Ser membro da Igreja é uma afirmação das crenças e da doutrina da Igreja. Não é incomum que as igrejas tenham participantes que não afirmam totalmente a doutrina de uma igreja. A pertença à igreja, portanto, torna-se uma declaração de afirmação de que você se identifica tanto com a igreja quanto com seus membros naquilo em que a igreja acredita. Uma das razões pelas quais muitas igrejas não permitem que não-membros ensinem é que eles não se comprometeram com as crenças da igreja.

5. Ser membro da Igreja é um compromisso de servir. Quando você se torna parte ou membro de uma igreja, você está afirmando a metáfora de 1 Coríntios 12 de que você será um membro funcional do corpo. Leia novamente os versículos 12-27 para obter uma imagem clara de que o corpo de Cristo, a igreja, deve ser composto por membros funcionais ou servindo. Com certeza, muitas pessoas frequentarão nossas igrejas. Mas aqueles que Deus leva a se tornarem membros estão afirmando que têm um papel funcional na igreja. 

Eu realmente preciso ser membro de uma igreja? Absolutamente. De Atos 2 a Apocalipse 3, o Novo Testamento é sobre a igreja local de uma forma ou de outra. A igreja local é o plano A de Deus para o seu ministério na terra, e Ele não nos deixou com um plano B.

.............

Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI


domingo, 23 de novembro de 2025

igreja - o que construirá uma igreja forte?



O que é necessário para construir uma igreja forte?

1 - Pregação e ensino bíblicos fortes. A Palavra de Deus, quando é disseminada claramente, vigorosamente, firmemente, e ainda assim com benignidade, edificará. At 20:32

2 - Liderança exemplar. Homens que são eles próprios "exemplos para o rebanho" e são cuidadosos em vigiá-lo (1Pe 5:2,3). Para crescer, a igreja tem de ter liderança de qualidade - homens que saibam como liderar e o fazem!

3 - Viver cristão da parte de todos os membros. Conduta irrepreensível claramente evidenciada nas vidas dos cristãos iluminará o caminho para muitos no reino das trevas (Mt 5:16; Fp 2:15).

4 - Calor e amor congregacional. A comunhão da igreja do Senhor deve ser tão doce e preciosa que toda a comunidade nota, e observa: "Vejam como se amam! Sem isto uma congregação nunca será o que Deus gostaria que fosse.

5 - Corações compassivos. A igreja de Cristo precisa de ser conhecida como o grupo de pessoas mais sensível em todo o mundo... prontos e dispostos a ajudarem outros, especialmente aqueles da família da fé (Gl 6:9,10).

6 - Fervor evangelístico. A ênfase da igreja primitiva era ganhar vidas para Cristo! A igreja crescerá quando ensinarmos e pregarmos Jesus como o Cristo todos os dias, quando tivermos oportunidade. (At 5:42)

7 - E uma atitude de "eu quero servir" a permear a congregação. Pessoas a servir a Deus porque O amam e querem servir, e não com um espírito de maçada.

8 - Uma atmosfera de alegria, amizade, cordialidade e hospitalidade. Nenhum estranho deve entrar no meio da igreja do Senhor sem ser cumprimentado e recebido por uma membresia alegre e amiga. Temos de alcançar outros, e não somente ficarmos pelos amigos.

Maxie B. Boren

sábado, 29 de março de 2025

5 verdades sobre implantação de igrejas hoje

como ser eficiente na formação de discípulos no século vinte e um.

Com seu corte de cabelo black power e uma barba esculpida, ele parecia mais um músico pop do que um implantador de igrejas. Na verdade, ele era ambos. Ele e alguns amigos estavam alcançando os jovens nas favelas de São Paulo, no Brasil, oferecendo aulas gratuitas de música. O jovem veio à nossa consultoria de implantação de igrejas para ver o que poderia aprender.

Como costuma acontecer nestas reuniões, o jovem implantador de igrejas brasileiro nos ensinou algumas lições importantes.

Conhecimentos coletivos de implantação de igrejas

Ele é um dos 436 latino americanos que juntamente com um grupo semelhante de europeus se juntaram às consultas de um dia organizados pela rede temática de Lausanne de implantação de igrejas. Desde seu lançamento em 2014, a rede juntou diversos implantadores de igrejas, missionários, líderes emergentes, teólogos, pesquisadores e líderes denominacionais de 20 cidades do Brasil, América Central, Croácia e Espanha, para discutir como melhorar a eficiência em cumprir a grande comissão.

Dados de estudos e discussões de mesa redonda revelam um interesse universal na implantação de igrejas saudáveis, assim como os desafios em comum que implantadores têm no mundo todo.[1] As consultas produziram uma mistura rica de experiência, sucessos, fardos e aspirações. Após peneirar e refletir, condensamos estes conhecimentos coletivos em Cinco verdades simples sobre a implantação de igrejas no começo do século vinte e um, na esperança de iniciarmos uma discussão ainda maior sobre as questões:

1 O desafio mais urgente que encaramos é fazer discípulos da próxima geração.

Os implantadores de igrejas na América Latina e Europa expressaram sua preocupação sobre como fazer discípulos na próxima geração. A juventude atual, especialmente na cultura urbana pós-moderna não têm interesse em “religião organizada”. As igrejas evangélicas nestas comunidades estão atraindo poucos jovens. De fato, mais membros da próxima geração estão deixando em vez de se juntar às igrejas.

“Você tem que falar para essa criançada logo de cara que você é cristão e quer que eles conheçam o Senhor

Essa notícia é ruim. A boa notícia é que estes mesmo jovens estão mais interessados do que nunca em conhecer Jesus, e se tornarem seus seguidores mais entusiasmados se apresentados ao evangelho. Eles também são maravilhosamente efetivos em fazer discípulos de outros jovens urbanos pós-modernos.

O jovem músico implantador de igrejas de São Paulo nos disse: “Falamos para os jovens logo de cara que enquanto estiverem aprendendo violão ou teclado, também vão aprender sobre Jesus. Eles não entram no programa sem concordar com isso.”

As pessoas se surpreenderam com isso. Sua tática vai contra os princípios ensinados em aulas missionárias. Deve-se primeiro construir relacionamentos com um grupo-alvo, segundo a tradição, investindo meses ou até anos antes de “ganhar-se o direito” de apresentar o evangelho às pessoas.

“Isso não funciona para nós”, diz o jovem, “você tem que falar para essa criançada logo de cara que você é cristão e quer que eles conheçam o Senhor. Se você esperar para abordar o assunto mais tarde, eles acham que você as enganou e deixam o curso”. Depois ele explicou que as crianças da favela têm mais vontade de fazer aulas de música quando Jesus é parte do currículo.

2 Devemos aprender e seguir a eclesiologia bíblica.

O Novo Testamento revela como a igreja primitiva foi constituída para realizar a grande comissão. Apesar das ameaças de ostracismo social, perseguição oficial e heresia interna, a primeira geração dos seguidores de Jesus fez discípulos fiéis de seus compatriotas mais rápido do que em qualquer outro momento da história. Acreditamos que hoje, se aplicarmos a eclesiologia do Novo Testamento os resultados serão incríveis.

A convicção de Alan Hirsh é convincente em seu livro “The Forgotten Ways: Reactivating the Missional Church” (“As rotas esquecidas: reativando a igreja missionária”, em tradução livre). Hirsh acredita que podemos fazer da igreja nos dias de hoje o mesmo que os apóstolos fizeram no primeiro século. Ele oferece cinco marcas essenciais de eclesiologia bíblica para nos ajudar a recuperar a genialidade da igreja apostólica:

icon-christ1.Cristo é o centro (foco em Deus).

icon-disciples2. Cristo é reproduzido de forma contínua (fazendo discípulos).

icon-love3. Cristo manifesta seu amor através dos membros (comunhão compassiva).

icon-body4. Cristo trabalha através de cada fiel no Corpo (sacerdócio universal).

icon-globe5. Cristo redime toda a criação através da igreja (missão externa).

Nas consultas de implantação de igrejas de Lausanne, perguntamos aos participantes: “Quais destas cinco características da igreja do Novo Testamento é a mais urgente para a recuperação da igreja no seu país?”

As respostas variam muito, dependendo dos diferentes contextos históricos e sociais:

  • Na América Central (El Salvador, Honduras, Guatemala e Nicarágua), os líderes sentem que o desafio mais urgente da igreja é fazer discípulos.
  • Por outro lado, os brasileiros mencionam com frequência que precisam colocar Cristo no centro da igreja novamente.
  • Nos Balcãs, os líderes confessaram que uma grande necessidade é permitir que cada cristão obtenha um lugar, que é seu por direito, no sacerdócio.
  • Os líderes espanhóis identificaram a falta de visão missionária como seu desafio principal.

3 Cada cristão é parte do sacerdócio universal de fiéis, e compartilha a responsabilidade e autoridade.

Em um estudo que conduzimos na Espanha, 150 ministros de grupos jovens compartilharam suas ideias sobre como alcançar a próxima geração para Jesus. Eles expressaram fortemente sua opinião de que precisamos de novas expressões de igreja que enfatizam que todos são parte do ministério. Eles salientaram que os jovens têm a tendência de se entediarem e deixarem os grupos quando não são mais valorizados como indivíduos e deixam de ter oportunidades de contribuir.

Nós precisamos de novas expressões de igreja que enfatizam que todos são parte do ministério

Em Alcala de Henares na Espanha, um grupo de oito cristãos se frustrou, pois não estavam ativamente envolvidos na missão de Deus em suas cidades. Então, com muito cuidado para manter a paz com suas respectivas congregações, decidiram alugar uma loja vazia no térreo de um condomínio populoso em uma região de baixa renda da cidade. O grupo começou com atividades que aplicavam os dons únicos de cada pessoa, como um clube de scrapbooking, aulas de conversação de inglês, e exercícios aeróbicos para mulheres muçulmanas. Logo, o grupo dava as boas-vindas a 50 pessoas não cristãs para uma ou mais de suas atividades baseadas na Bíblia.

A esposa de um presbítero expressou sua satisfação entre lágrimas de alegria: “Ninguém nunca tinha me dado uma oportunidade assim, de expressar minha fé de formas que combinam com minhas motivações e talentos”. Eventualmente, uma das igrejas domésticas do grupo notou e aplaudiu os esforços. Quando escrevemos este artigo, a congregação estava considerando como liberar mais de seus membros para o campo missionário local, utilizando o projeto piloto como seu modelo.

4 Os cristãos devem colaborar uns com os outros para impactar o mundo.

A conversa sincera de Jesus com o pai, registrada em João 17 nos deu uma chave para alcançar sua geração, esta geração e todas as outras gerações futuras: “Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17:20b-21).

Muitos cristãos hoje não compreendem por que há tantos “silos” no mundo cristão. Pior ainda, eles estão muito confusos sobre por que as pessoas nestes silos não trabalham juntos, nem mesmo conseguem se dar bem um com a outra.[2]

Quando desafiado a determinar o que estava limitando seu impacto, a resposta foi: “É porque não trabalhamos juntos como um corpo.”

Em 2016, nossa rede teve uma consulta de um dia na Croácia com a participação de 25 líderes denominacionais de todo o país. A apreensão sobre a reunião prevaleceu, devido aos atritos históricos entre as denominações. De fato, quando perguntamos o que considerariam um bom resultado da reunião, um líder respondeu: “Qualquer coisa desde que ninguém saia sangrando.”

A reunião correu bem, sem fatalidades a serem registradas. No entanto, muitos estavam chocados em ouvir de um estatístico local que a Croácia tem somente 178 igrejas apesar da população de quatro milhões. A taxa de crescimento é de cinco novas igrejas por ano.

Quando desafiado a determinar o que estava limitando seu impacto, a resposta foi: “É porque não trabalhamos juntos como um corpo.” Esta descoberta ajudou a quebrar a tendência solitária e construir relacionamentos uns com os outros. Eles então formaram uma plataforma nacional de implantação de igrejas com uma visão compartilhada de alcançar a Croácia.

Durante a última década, diversos movimentos de plantação de igrejas de base na Europa romperam as barreiras que separavam o Corpo de Cristo. Identificamos alguns elementos em comum nas redes colaborativas que levam ao sucesso:

icon-leaderUm líder catalisador que tem paixão em juntar o Corpo de Cristo para alcançar um grupo-alvo;

icon-statsEstatísticas úteis que revelam as taxas atuais de crescimento e áreas com maior necessidade de implantação de igrejas;

icon-strategyEstratégias amplamente compartilhadas que impulsionam a implantação de igrejas;

icon-placeUm local para interação, para o aprendizado e para aguçar a visão.

5 As redes unificam o Corpo de Cristo.

O Movimento de Lausanne está nos ensinando a não confundir a globalização do Cristianismo com a união do Corpo de Cristo. O mundo do Cristianismo nesta geração está crescendo de forma impressionante, nas mais diversas culturas e baseado nas mais diversas tradições teológicas. A “igreja do hemisfério norte” na Europa e América do Norte opera de forma completamente diferente da “igreja do hemisfério sul”, onde as igrejas locais estão em pleno crescimento. Segundo Wesley Granberg-Michaelson:

A fenda teológica entre estes dois mundos continua a crescer, à medida que o centro de gravidade do cristianismo continua a se deslocar para o hemisfério sul… Eu acredito que a separação entre estes dois mundos constitui o maior desafio para a união da igreja no século 21… Isso ressalta a necessidade urgente de construirmos novas redes de relacionamento. Estas redes precisam ser criadas intencionalmente de forma que atravessem as divisões geográficas, teológicas, institucionais e geracionais. Espero que tais redes continuem a se multiplicar e crescer em diversidade.[3]

Redes precisam ser criadas intencionalmente de forma que atravessem as divisões geográficas, teológicas, institucionais e geracionais

Redes de implantação de igrejas são uma das categorias de diversos movimentos de colaboração que fazem parte da grande comissão. Algumas das redes são informais com conexões também menos formais, outras foram organizadas e generosamente financiadas para este propósito. A classificação das redes não importa, mas sim que elas são uma resposta à oração de Jesus: “Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti…para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17:21).

“Para que o mundo creia” deve ser o objetivo de todo implantador de igrejas. É verdade que algumas igrejas hoje estão focadas em “plantar a bandeira” de certa denominação em territórios que até o momento não foram reivindicados, ou para acomodar um grupo demográfico que não se sente confortável com sua igreja mãe. No entanto, Jesus tinha um propósito diferente para a igreja que ele estava construindo.

A igreja se formou à medida que os discípulos de Jesus se multiplicavam. Ela continua a existir e a fazer mais discípulos de Jesus. Este é seu principal propósito. “A missão não foi criada para a igreja; a igreja foi criada para a missão – a missão de Deus”, ressalta o teólogo britânico Chris Wright.[4]

Então se queremos que a implantação de igrejas seja efetiva no século 21, os implantadores de igreja devem obedecer ao comando de Jesus dado no primeiro século: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” (Mt 28:19-20a).

Concluímos com isto, a mais simples verdade sobre implantação de igrejas.

Endnotes

  1. Nota do Editor: Leia o artigo de Ken Parks: “Terminando os 29% ainda não alcançados pela evangelização mundial”, na edição de maio da Análise Global de https://lausanne.org/pt-br/recursos-multimidia-pt-br/agl-pt-br/2017-05-pt-br/terminando-os-29-ainda-nao-alcancados-pela-evangelizacao-mundialLausanne. Veja também o artigo ‘What We Call the Edge, God Calls the Center’, (em tradução livre, “O que chamamos da beirada, Deus chama de centro” – artigo disponível somente em inglês) na edição de julho 2015 da Análise Global de Lausanne https://lausanne.org/content/lga/2015-07/what-we-call-the-edge-god-calls-the-center
  2. Nota do Editor: Leia também o artigo de Thomas Albert Howard, intitulado “Um chamado pela união cristã pela grande comissão: o 500º aniversário da reforma protestante”, nesta edição de novembro de 2017 da Análise Global de Lausanne
  3. Wesley Granberg-Michaelson, From Times Square to Timbuktu: The Post-Christian West Meets the Non-Western Church (Grand Rapids: Eerdmans, 2013), 19-20, 70. 
  4. Christopher J. H. Wright, A Missão de Deus, desvendando a grande narrativa da Bíblia (São Paulo, Vida Nova, 2014), 62. 

David Miller

David Miller e sua esposa Barbara servem desde 1980 na Bolívia como evangelistas itinerantes e professores da Bíblia entre os povos nativos nos Andes. Formado em jornalismo, David também trabalhou como editor executivo do Compass Direct News, relatando sobre a perseguição dos cristãos no mundo. Ele serviu como Coordenador Regional da Global Missions of the Church of God antes de assumir a coordenação da Rede de Lausanne de Implantação de Igrejas na América Latina, em 2015. Ele é autor da obra “The Lord of Bellavista: The Dramatic Story of a Prison Transformed” (“O Senhor de Bellavista: a história dramática de uma prisão transformada”, em tradução livre).


FONTE: AQUI

sexta-feira, 28 de março de 2025

deixe o mundo saber



"E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que hão de crer em mim, por meio da sua palavra. ...para que sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados em unidade; e para que o mundo saiba que tu me enviaste." (João 17:20,22-23)

Ao longo dos anos, a Igreja criou todos os tipos de maneiras elaboradas de evangelizar o mundo. Nós nos reunimos, traçamos planos e estratégias e arrecadamos dinheiro para isso. Mas, apesar de tudo, raramente mencionamos o plano que Jesus nos deu.

A maioria dos crentes nem percebe que Ele nos deu a chave para vencer o mundo, mas Ele o fez. Ele orou sobre isso logo antes de ir para a Cruz. Ele pediu ao Pai que nos levasse a um lugar de tal unidade uns com os outros e com Ele que o mundo soubesse que Ele havia sido enviado por Deus.

Se você, eu e todo o resto do Corpo de Cristo nos reuníssemos e começássemos a amar uns aos outros, evangelizaríamos o mundo tão rápido que faria sua cabeça girar. É verdade. Mas até recentemente, estávamos ocupados demais brigando uns com os outros e ficando com nossos sentimentos feridos para pensar muito sobre isso.

Mas, louvado seja Deus, está começando a cair a ficha para algumas pessoas agora que precisamos parar com isso. Precisamos começar a tratar o mandamento de Jesus de que amemos uns aos outros como um mandamento em vez de uma alternativa. Precisamos abandonar nossos argumentos tolos e ser unidos pelo Espírito de Deus.

Você quer dar um passo em direção à evangelização do mundo hoje? Então comece a orar pela unidade. Decida que você vai começar a amar seus companheiros crentes em vez de criticar, reclamar e falar mal deles.

Comece a confessar que a Igreja de Deus vai se levantar junta em fé e amor como um Corpo glorioso movido pelo poder do próprio Jesus. Nós estamos, você sabe. Jesus orou para que isso acontecesse, e o Espírito Santo já está fazendo isso acontecer.

Satanás gostaria de impedir, mas não consegue. É muito mais poderoso do que ele — e vai abrir um buraco em sua operação que é grande o suficiente para passar um comboio. Vai deixar o mundo inteiro saber que Jesus é realmente o Senhor!

sábado, 15 de março de 2025

tua vida diante do trono (2)



“Quando malfeitores sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem. Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança.” 

Que declaração esta! Ao olharmos para traz em tudo o que já se passou em nossas vidas, estou certa de que como David poderemos afirmar que Deus tem nos dado livramento. Às vezes ouvimos tantas ameaças, e quando o inimigo chega bem pertinho de nós o Senhor intervém, e nos dá a vitória. Parece até que estes momentos difíceis são nossos amigos, pois nos impulsionam a orar, chorar aos pés do Senhor e buscar Sua presença e proteção. E a cada experiência de vitória, de restauração, nossa confiança se fortalece. 

Não podemos deixar de depender de Deus, necessitamos da Sua mão, pois de vitória em vitória nos habilitamos para enfrentar gigantes cada vez maiores! Pára um pouco para te lembrares das conquistas, livramentos, das provisões de Deus em tua vida e ministério. Estou certo de que tens provado da fidelidade do Senhor, e Nele podes confiar. 

O oposto de confiar é desconfiar. É ficar ansioso sem saber o que vai acontecer. Mas se estás vivo hoje é porque o Senhor tem te sustentado até aqui e Ele quer que aprendas que nEle podes descansar e estar certo da vitória. “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.” 

O verdadeiro adorador tem um sonho, um desejo acima de todos os outros. Se o Senhor te perguntasse hoje qual é o teu maior anseio, será que responderias como David? “Deus, o que mais quero em minha vida não é família, não é dinheiro, não é prazer. Meu desejo é ser um verdadeiro adorador que possa te conhecer intimamente.” 

Que ousadia e profundidade encontramos no pedido do salmista. Ele não quer ser um adorador domingueiro, que vez ou outra se apresenta diante de Deus. Ele quer morar na casa do Senhor. 

Naquele tempo, para prestar culto e sacrificar a Deus, era necessário se deslocar para o templo. Um edifício construído especificamente para ser o lugar de adoração. Mas hoje, ficou mais fácil (ou mais difícil?) cumprir esse desejo de David. Se o teu coração é igual ao dele, fica a saber que não terás que te mudar de “mala e cunha” para dentro do prédio da igreja! I Coríntios 3:16 afirma que nós somos o santuário de Deus, morada do Espírito Santo e, portanto, nosso corpo, alma e coração se tornaram um lugar de culto ao Senhor! 

Podemos e devemos viver o nosso dia a dia na presença de Deus, cultuando-o com todo nosso ser, é claro, experimentando momentos gloriosos quando paramos tudo e nos deleitamos nessa comunhão. 

terça-feira, 4 de março de 2025

tua vida diante do trono (1)



Percebemos o mundo à nossa volta correndo em alta velocidade. A tecnologia, o pensamento humano, a ciência, o comércio, tudo se move e se desenvolve rapidamente. Participamos e somos responsáveis por este desenvolvimento, porém, cada vez mais nos sentimos desapegados deste mundo no sentido de que nossa Pátria não é aqui, e sim, superior, celeste. 

Pelo facto de sabermos que o mundo jaz no maligno, entendemos que não é só o Homem que tem desenvolvido as suas capacidades nestes últimos dias. O mundo espiritual é real, e vemos as trevas a se levantarem com intensidade contra os filhos da luz. Basta alguém se converter ao Senhorio de Cristo e os ataques contra a sua vida iniciam com o intuito de roubar-lhe a fé. É verdade que o diabo veio para matar, roubar e destruir, e não devemos ignorar os seus ardis. 

Quando uma pessoa dá um passo além, se dispondo a servir a Deus e a cumprir o propósito que Ele tem para sua vida, torna-se um alvo ainda maior. E aqueles que são chamados para ministrar o louvor e dirigir a congregação de adoradores, este ataque assume proporções maiores. Esse é um dos motivos pelos quais aqueles que desejam ser ministros de louvor (a tocar, a cantar, a dançar, na sonoplastia, etc...) precisam ser crentes realmente comprometidos com o Senhor Jesus, entendendo que estão expondo suas vidas na linha de frente da batalha. 

As boas novas são as de que o Senhor nosso Deus é quem luta por aqueles que lhe são verdadeiros adoradores, e através de nossas vidas, a cada guerra que se trava, Ele reafirma a vitória da cruz. Jesus já venceu e com Ele e por meio dEle, derrotamos todo o inimigo (seja o diabo, o mundo ou a nossa própria carne). 

Numa época em que tudo se move com rapidez, podemos estar certos de que Deus também tem derramado do Seu Espírito de maneira como jamais se viu em toda a história da humanidade, e somos gratos a Ele por nos permitir viver neste tempo: tempo de um novo mover, de sede, de busca, de encontro com Deus; tempo de volta a uma adoração genuína, que encontra oposição, mas é mais que vencedora! 

Neste novo tempo, gostaria de compartilhar contigo um pouco do que tenho aprendido com meu Mestre. Sua Palavra é preciosa e por isso, vou dividir a respeito de um Salmo, um cântico de David que edifica o coração dos adoradores neste terceiro milénio. Se és uma dessas pessoas, prepara para declarar como o salmista no salmo 27: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de que terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?" 

O verdadeiro adorador, hoje, mais do que nunca, enfrenta a intimidação que vem de satanás, de outras pessoas, das circunstâncias da vida. Talvez uma crise financeira, um momento de adversidade no lar, ou a falta de apoio na igreja. Bem, são muitas as coisas que podem escurecer o nosso caminhar, mas não temos a nossa segurança em homens ou em coisas materiais, e não nos esquecemos da vitória do sangue de Jesus sobre o inferno. Nestas situações em que somos pressionados a calar o nosso louvor e desistir, declaramos ações que o Senhor, é quem clareia nosso caminho, e se faz forte para nos salvar. Ele mesmo é a fortaleza da nossa vida e o medo não pode nos paralisar. Somente o adorador sabe o que isso significa. Fazer da pessoa de Deus seu refúgio, e poder até mesmo perguntar em alta voz: "A quem temerei?" 

sábado, 22 de fevereiro de 2025

o valor da amizade

Em muitas das igrejas evangélicas semanalmente vamos recebendo caras novas que nos visitam. Como igrejas locais, precisamos, como é óbvio, demonstrar a cada uma das nossas visitas o nosso genuíno interesse e amor por eles. Uma igreja amigável é aquilo que já somos e pretendemos desenvolver. Por isso aqui seguem três pequenos princípios que avivarão a nossa memória em relação a este assunto.

TODOS PROCURAM UM AMIGO

Há momentos que todos nós precisamos de um amigo. Que bom poder encontrar esse amigo em alguém que está próximo de Deus. Alguém que tem intimidade com Deus, que é sensível à necessidade, que é constante na sua amizade, mesmo quando as coisas correm menos bem. Provérbios diz que o amigo ama a todo o tempo. Também diz que fiéis são as feridas de um amigo. Isto é, ter amigos faz-nos perceber que estamos guardados se alguma coisa correr menos bem... Muitos procuram amigos na igreja, porque crêem e bem,  que estes são os mais sinceros, firmes e disponíveis.

HÁ UM PREÇO PARA A AMIZADE

A Bíblia diz que Jesus Cristo deu a Sua vida pelos seus amigos; ou seja, a amizade exige auto-sacrifício. Que bom poder encontrar nos nossos melhores amigos disposição para se darem por nós. Esse auto-sacrifício passa por ir ter com as pessoas no fim das nossas reuniões; não só para as convidar para um espaço de maior comunhão (cada igreja tem o seu nome: “células”, “grupos de ligação”, “grupos familiares”, “grupos vida”), como também para saber como essas pessoas estão e estar dispostas a ser uma mão amiga. Para ser amigo, tem que se abdicar de nós próprios para estar ao lado do nosso amigo, no tempo de crise e necessidade.

A DEMONSTRAÇÃO DA AMIZADE 

Jesus foi conhecido como amigo de publicanos e pecadores. As amizades reais humilham-se. Quão baixo Jesus se humilhou para ser nosso amigo. A maior parte dos nossos amigos são da igreja. No entanto, são os que ainda não são salvos em Cristo Jesus que nós queremos ganhar. Para isso há que ter a mesma atitude de Jesus em relação a nós. Disponibilidade para ser amigo mesmo havendo diferença de nível, de espiritualidade, de carácter. Ficámos admirado com um exemplo no caso de pedofilia. Alguém que se levantou para defender um amigo que considera inocente, mesmo sendo arguido no processo da casa Pia; por isso deu a sua cara na televisão e falou abonatoriamente dessa pessoa. Que sejamos nós também solidários com os nossos amigos, demonstrando-lhes a nossa amizade, mesmo quando falham e não correspondem àquilo que deles esperamos. Que a  amizade que oferecemos seja incondicional, real, demonstrada na prática.

Ser amigo não se demonstra nos bons momentos. Na realidade quando tudo corre de feição aparecem muitos amigos. É diante das tempestades que percebemos quem são os nossos amigos. Quando têm que correr algum risco para estarem connosco. Quando têm que dar a cara. Quando exige deles atitude. Sejamos amigos uns dos outros, demonstrando-o na vida quotidiana. Isto é ser cristão, isto é ser Igreja.

Artigo adaptado

Artigo original escrito por Jacinto Rosa

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

5 grandes metas para o novo ano do ministério


Por 35+ anos, a Igreja Saddleback tem feito discípulos através de um processo muito intencional e orientado por propósitos. E ajudamos a treinar dezenas de milhares de outras igrejas para fazer o mesmo. Sempre nos preocupamos com cinco grandes objetivos e, à medida que enfrentamos mais um novo ano de ministério, estamos trabalhando para esses mesmos cinco objetivos novamente.

Ao planear a sua pregação, preparar o seu orçamento e organizar o seu calendário, estou convencido de que as perguntas a seguir o ajudarão a fazer mais discípulos, de forma mais eficaz.

META #1: Vamos aumentar a nossa frequência de serviço de fim de semana.

O primeiro passo em nosso processo de formação de discípulos é reunir a nossa comunidade ao redor no domingo para fazer parte de multidão de salvos. Jesus atraiu grandes multidões e depois desafiou-as a se comprometerem. Pedro desafiou a enorme multidão a seguir Jesus ressuscitado no dia de Pentecostes, e 3.000 o fizeram.

Queremos que o maior número possível de pessoas se aproxime do Evangelho das Boas Novas para que ouçam falar de Jesus. Esse é o ponto de partida, para a maioria das pessoas, na jornada para a maturidade espiritual. Então, o que farás para aumentar a sua frequência ao culto principal da igreja?

- Como vais usar as medias sociais?

- Como utilizarás os meios de comunicação locais?

- Como podes aproveitar eventos locais ou promover eventos especiais?

- Quais ferramentas de convite colocarás nas mãos de membros da igreja local?

- Quais as grandes campanhas usarás como ponto de entrada para novas pessoas?

META #2: Vamos ajudar os participantes a se conectarem melhor.

Só podes fazer discípulos quando as pessoas que se juntam à multidão e ficam por perto. Na verdade, é relativamente fácil fazer com que as pessoas venham. O que é difícil é fazer com que as pessoas fiquem, continuem a voltar e sintam que realmente fazem parte da família.

A verdadeira questão é, como podemos ajudar as pessoas a ver que elas realmente pertencem, e que a melhor maneira de crescer espiritualmente é ser uma parte comprometida do corpo. À medida que enfrentamos mais um ano, estamos a lutar com questões como:

• Como podes colocar todos os membros nos pequenos grupos semanais?

• Como podes dar a cada membro um papel de serviço no Corpo?

• Como podes desafiar mais pessoas a se comprometerem com a igreja?

• Como fazer com que as pessoas se apropriem da missão da igreja?

• Como recompensar a fidelidade a longo prazo?

META #3: Ajudaremos os nossos membros a crescer em maturidade espiritual.

Os discípulos seguem a Jesus. Eles imitam o Seu caráter e aprendem a ser mais semelhantes a Ele, o que só acontece à medida que se aprofundam em sua verdade e graça. E os discípulos em crescimento não dependem apenas da mensagem do fim-de-semana como fonte de alimento espiritual. Eles se tornam auto-alimentadores que estudam a Bíblia, oram, dão e servem.

Como líderes da igreja, nosso papel não é produzir maturidade espiritual. Só o Espírito Santo pode fazer isso. Mas certamente é nosso trabalho criar o ambiente e fornecer as ferramentas para Deus trabalhar.

• Como seus próximos 12 meses de pregação desafiarão as pessoas a serem como Jesus?

• Como podes colocar material devocional nas mãos das pessoas diariamente? 

• Como podes lembrar as pessoas do poder e do potencial da oração?

META #4: Vamos colocar mais pessoas a servir e desenvolver mais líderes.

Quando os membros se envolvem no ministério, eles são muito mais propensos a se tornarem portadores. E quanto mais líderes tiver envolvidos no ministério, mais os seus membros se sentem conectados e cuidados. A capacidade de crescimento de sua congregação aumenta à medida que as pessoas deixam as suas cadeiras para servir aos outros.

• Como podes ajudar as pessoas a descobrir a sua forma única e dada por Deus para o ministério?

• Como podes conscientizar as pessoas de todas as oportunidades que existem para servir?

• Como podes abrir mais oportunidades para as pessoas servirem?

META #5: Cumpriremos a Grande Comissão localmente, globalmente e transculturalmente.

O objectivo final é fazer mais discípulos de Cristo. Alcançamos mais um para Jesus, para que a família de Deus cresça e se torne mais influente para alcançar uma geração perdida com as Boas Novas. Ainda existem milhares de grupos de pessoas não alcançadas no mundo, e quando o corpo de Cristo trabalha em conjunto, podemos nos ocupar em alcançá-los.

Cada igreja local é responsável por alcançar o mundo. Tua igreja é parte da solução.

• Como podes investir mais fundos em missões?

• Como podes conectar-te pessoalmente com cada campo missionário que apoias?

• Como podes enviar mais pessoas em viagens missionárias este ano?

• Como tua congregação pode fazer parceria com uma igreja local em outra nação?

Obviamente, esses cinco objetivos giram em torno dos cinco propósitos bíblicos da igreja, que nunca mudam e permanecem constantes em qualquer cultura. Todos os anos, reavalia e realinha a tua estrutura e estratégia para cumprir os propósitos de Deus em tua cultura circundante.


Rick Warren - http://www.rickwarren.com - O Dr. Rick Warren é apaixonado por atacar o que ele chama de cinco "Golias" – vazio espiritual, liderança egocêntrica, pobreza extrema, doenças pandêmicas e analfabetismo/educação precária. Seu objetivo é uma segunda Reforma, restaurando a responsabilidade nas pessoas, a credibilidade nas igrejas e a civilidade na cultura. É pastor, estrategista global, teólogo e filantropo. Ele tem sido frequentemente nomeado "o líder espiritual mais influente da América" e "Pastor da América".