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domingo, 26 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 2



Texto relativo à segunda parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

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2 – JUSTIFICAÇÃO / JUSTOS (2Co 5:21; Rm 4:1-8)

2Co 5:21 - “Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nEle fossemos revestidos da justiça de Deus.” 

A doutrina da Justificação pela Fé, tão enfatizada pelo apóstolo Paulo, é uma das mensagens bíblicas da vida cristã. 

Justificação é o processo que, não só nos livra do passado como também nos prepara a fim de que nosso presente e futuro sejam diferentes (1Co 6:9-11). Deus nos lava com o Seu sangue (perdoa os nossos pecados passados), Deus nos santifica (nos separa dos pecados) e dá-nos o Seu Espírito Santo, que é força e poder, tornando-nos sempre vencedores; e assim vivemos sob orientação de Deus libertos para viver a vida abundante que Cristo nos dá (Tt 1:15).

Na justificação, Deus perdoa os pecados passados, justifica e perdoa nossos actos, erros e pecados no presente e no futuro, bastando apenas confessá-los imediatamente.

O sacrifício de Jesus é a única base da justificação pela fé. Mas este ensino não é novo. Paulo o encontrou nas páginas do Antigo Testamento e o desenvolve de maneira muito clara em Romanos 4. O perdão é uma realidade, e Deus deseja concedê-lo a todos. 

2.1. A justificação pela Fé na vida de Abraão (Rm 4:1-5; 9:22)

Abraão foi justificado pela fé e não pelas obras. Diz a Bíblia que ele creu e a fé lhe foi imputada por justiça (v. 5). Ele não foi justificado pelas obras, mas pela fé.

A ação de salvar não é da parte de Abraão, mas de Deus. A fé encontrada em Abraão tinha um firme fundamento: a promessa de Deus. E ela não estava apoiada no improvável e nem no inconcebível, mas numa promessa que Deus havia feito. Na sua fé, ele foi chamado “o pai de todos os crentes”. Se Abraão foi justificado pela fé, muito mais nós, os que cremos.

Quais foram as promessas de Deus a Abraão que o levaram a crer e a ser chamado o “pai da fé”?

a) A promessa da posse de Canaã – Gn 12:7 – símbolo da Canaã celestial, destino de todos os salvos;

b) A promessa de um filho herdeiro – Gn 15:4 – tipo de Jesus, aquele que herdaria o trono e firmaria um reino que não tem fim.

c) A promessa de que teria muitos descendentes – E, através de um deles, Jesus, todo o mundo seria abençoado – conf. Gl 3:16.

Portanto, a justificação pela fé é uma expressão da bondade de Deus e que pode ser alcançada somente:

       - pela fé (Rm 3:30)             - pela Graça (Rm 4:16)

       - no Nome de Cristo (1Co 6:11) - pelo sangue de Cristo (Rm 5:9)

       - pela ressurreição de Cristo (Rm 4:25)

Uma prova clara de justificação em nossas vidas é uma harmonia interior que todo o salvo desfruta, seguida de uma vida que não contradiz a Bíblia. Quando Deus fez aquelas promessas a Abraão, Ele pretendia alcançar todos os que cressem em Jesus (Gl 3:16).

As promessas feitas a Abraão eram espirituais e materiais.

Cada crente hoje desfruta deste privilégio que não mais se limita aos judeus – mas universalizou-se em Jesus Cristo. Apropria-mo-nos da Salvação somente mediante a fé.

2.2. A justificação pela Fé na experiência de David (Rm 4:6-8)

A justificação de David é vista no facto de Deus não ter imputado o seu pecado. E, para o Homem, visto debaixo do pecado e desejoso de se libertar dele, o salmista diz: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa pecado e bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos” (Sl 32:1,2)

Pecou, mas foi perdoado. Para os judeus que confiavam em observâncias e cerimónias, as Escrituras voltam a ferir a questão: nem pela circuncisão, nem pela Lei, mas pela fé em Cristo.

Já paraste para pensar na felicidade de uma pessoa perdoada? Vê Maria Madalena quando quebrou o seu vaso de alabastro e ungiu a Jesus (Jo 11:2), tendo regado ao mesmo tempo os pés de Jesus com as suas lágrimas. Era o regozijo, a felicidade de uma mulher perdoada. O salmista dizia: “Feliz é o homem cujos pecados são cobertos”, isto é, perdoados. E este perdão só poderá ser alcançado mediante a fé em Cristo Jesus.

Na pergunta de Job, “Como se justificará o homem para com Deus? (Job 9:2), e na interrogação do carcereiro de Filipos? “O que é necessário fazer para me salvar?” (At 16:30), encontramos uma ansiedade humana que nos recursos humanos não poderá ser satisfeita.

A resposta está na Graça de Deus, revelada em Cristo, e conferida mediante a fé. A justificação é um dom de Deus concedido ao crente (Ef 2:8,9 e Jo 3:16).

2.3. A justificação e o cristão

Rm 5:1 - “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

A Lei foi dada ao Homem, mas ela não pôde beneficiá-lo com a Salvação (Redenção), apesar de ser uma lei santa, justa e boa (Rm 7:12). A sua finalidade era agravar o pecado, ou seja, criar no Homem um sentimento de incapacidade para a Salvação. Contudo, a lei teve a missão não apenas de revelar aos homens a vontade e o padrão moral de Deus, como também de conduzi-los a Cristo, aquele que nos pode justificar pela fé.

Paulo estava convicto disso. E o que não pôde escrever como fariseu, escreveu como servo e apóstolo de Jesus Cristo. Como fariseu tinha apenas as ameaças da Lei, responsabilidades e o temor da condenação, mas como crente em Cristo desfruta de direitos e alegrias jamais experimentados em seu farisaísmo, ainda que fosse zeloso de todas as tradições.

a) O Homem nada podia fazer - Certa vez, quando Jesus falava a respeito da dificuldade do rico se salvar, dizendo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Mt 19.24), os Seus discípulos interrogaram-No dizendo: “Quem poderá pois salvar-se?” (v. 25). A resposta de Jesus não podia ser diferente: “Aos Homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (v. 26).

b) Como foi feita justiça? - A Palavra de Deus afirma categoricamente que Deus não pode fazer injustiças (Rm 9.14). E, se Deus havia condenado o pecador, como poderia livrá-lo da condenação, sem fazer injustiça? Muito simples. Ele deu o Seu Filho para ser condenado em lugar do Homem. E deu os direitos de Seu Filho a todo o Homem que n’Ele crer. A justificação do pecador é um acto divino, é uma declaração, mas não foi feita sem a execução da pena. A justificação não se baseia no perdão, mas na purificação pelo sangue, porque “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

c) Deus é amor. Em todos os tempos, todas as obras de Deus têm como base o Seu infinito amor. Deus é amor e não pode negar-Se a Si mesmo (2Tm 2.13). Assim também com a justificação do Homem perdido. Ele satisfaz as exigências da Lei, ao condenar Jesus em lugar dos pecadores. Depois, os Homens ficaram com a oportunidade de receber a Salvação por meio de Jesus. Por isso é que Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo 10.9).

d) O amor de Jesus manifesta-se na oferta voluntária. O verdadeiro amor é aquele que não exige recompensa, mas dá tudo de si em favor do objecto amado. O amor manifesta-se em amar e não em querer ser amado. Amar é dar e não receber. Amar é uma coisa que o diabo não pode imitar. Ninguém pode imitar o amor. Ao ler 1Co 13:1-7 deduzimos que o amor é a única razão que levou Deus a providenciar a Salvação do pecador (Jo 3:16), porque Deus já sabia muito bem (Ele é omnisciente), que o Homem não lhe daria nenhuma recompensa. Jesus ofereceu-se voluntariamente (Fp 2:5-8).

e) A oferta de Deus foi a vida de Seu Filho. A coisa mais difícil é o pai oferecer em sacrifício o seu próprio filho. Principalmente, se se tratar de filho único. Pois foi exatamente  o único Filho que Deus ofereceu. Essa oferta estava prefigurada na oferta de Isaac, filho único de Abraão (Gn 22.1-13). Não foi ouro nem prata que Ele ofereceu, mas o sangue de Seu Filho.

e) Processo da Justificação:

Uma pessoa que:

- crê que Jesus é o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo, sendo a encarnação do próprio Deus que se fez homem e morreu em nosso lugar para expiação pelos nossos pecados, ressuscitou e a todos oferece a vida eterna aos que crêem

- aceita-O como único caminho que conduz à Vida Eterna (Jo 3:16)

- crê que a Sua Palavra escrita é verdadeira e se cumpre no devido tempo

- reconhece-se pecador, destituído da glória de Deus, carente portanto do perdão e da misericórdia de Deus

- entrega-se ao Senhor, confia e espera n’Ele buscando o Reino de Deus em primeiro lugar em sua vida

- reconhece que Jesus é a revelação do grande amor de Deus por si e assume o compromisso de segui-lO, obedecê-lO e adorá-lO como único Deus.

…  nasce de novo, colocando-se sob o senhorio de Jesus (Jo 1:12). 

Portanto, entendemos por justificação pela fé o acto de Deus (dom de Deus – Rm 3:20-24) declarar a pessoa, que se arrepende e confessa Jesus como seu Senhor, como justo, absolvendo-o da condenação do Pecado através do sacrifício de Jesus – Is 43:25 (esquecimento dos pecados outrora cometidos); Is 44:22 e Rm 6:6-11 (desfaz o poder do pecado).

Ser justo é a capacidade ganha por Jesus Cristo em nosso favor (Graça), que nos permite chegar a Deus sem qualquer sentimento de culpa (mas de paz, Rm 5:1), inferioridade ou condenação, e sim em integridade e rectidão moral e numa posição correcta e limpa diante de Deus, do diabo, e de nós mesmos.

Mesmo que tenha sido ele o pior indivíduo, uma pária da sociedade, é agora um justo. Recebeu atestado de boa conduta. Pode andar livremente. Quando Deus olha para ele, não vê um ex-pecador. Vê um justo. E Deus vê nele a Justiça de Cristo, pois pelo sangue de Cristo ele foi purificado.

2.4 Resultado da Justificação:

Que benefícios alcançamos em Cristo? Quais os resultados desta fé em nossa vida atual?

a) Perdão para os seus pecados – Mq 7:18,19; Sl 130:4a; 1Jo 1:7c

Mq 7:18 - “Onde haverá outro deus semelhante a ti que perdoa os pecados...? (…) Esmagarás os nossos pecados debaixo dos pés, lançá-los-ás para o fundo para o fundo dos oceanos!”

Sl 130:4a - “Mas tu és um Deus que perdoa...”

1 Jo 1:7c - “... e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.”

O sangue de Jesus é poderoso para nos perdoar de todo o pecado, pois Jesus morreu por todos. Esta é a ideia da Justificação. De um lado, Deus quer perdoar; do outro lado, o Homem desejar receber o perdão e, no meio Jesus, tornando-o possível através da Sua morte e ressurreição.

Rm 5:9-11 - A ira é uma reação de Deus ao pecado. Todos os que estão no pecado são por natureza filhos da ira de Deus (Ef 2:3). A obra de Jesus Cristo é para livrar-nos desta ira. O Novo Testamento apresenta sempre os dois lados da ira de Deus: uma passada e presente (éramos, Ef 2:3), e uma futura a revelar-se no julgamento.

No presente, a Graça de Deus é a porta aberta, através de Cristo, a fim de que os Homens se livrem da ira que está por vir.

Ninguém pode, na presente vida, avaliar dimensões da ira de Deus que está para se manifestar no julgamento. A Bíblia descreve-a como sendo reservada:

- aos ímpios – Ef 5:6

- aos que se esquecem de Deus – Is 1:4

- aos de coração duro – Rm 2:5

- aos incrédulos – Hb 3:18,19

Só Jesus tem poder para nos livrar da ira de Deus quando nos transforma numa nova criatura, servindo-nos de Mediador.

b) É reconciliado com Deus e por Ele adoptado – Jo 1:12; Rm 5:11; 8:23; Gl 4:4,5; Ef 1:5 

Rm 5:11 - “E agora alegramo-nos intensamente na relação que Deus estabeleceu connosco. Tudo por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez, morrendo pelos nossos pecados e reconciliando-nos com Deus.”

Jo 1:12 - “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. Basta confiarem nele como Salvador.”

Jesus Cristo tomou os nossos pecados (Rm 8:1 – o pecado é uma barreira para o livre relacionamento com Deus), morreu na cruz e nos deu a Sua Justiça, que é apropriada pela Fé. – Hb 10:38,39 - O justo não vive de sentimentos, racionalização ou opiniões, mas de fé. A fé é o alimento espiritual do justo.

A esperança é o resultado da reconciliação com Deus, mediante a justificação pela fé. Uma vez reconciliado o crente não somente se sente liberto do cativeiro do pecado, mas também seguro, quanto ao livramento de uma condenação do pecado no futuro (Rm 5:9). O crente diante do terrível tribunal de Cristo não sofrerá o julgamento e a condenação como o ímpio, que não aceitou Jesus. Ele comparecerá diante do tribunal de Cristo mas para receber a coroa da vida (Ap 2:10).

O ímpio vive baseado no passado e no presente, porque não tem Jesus. Ele teme o futuro. Mas o crente tem uma esperança futura que o anima, conforta e dá segurança (Rm 5:4,5).

c) É justificado diante de Deus – Rm 4:5.

Rm 4:5 - “... uma pessoa que não realiza qualquer obra, mas crê em Deus que justifica o ímpio, será declarada justa por causa da sua fé.”

É declarado e considerado Justo. - Uma vez justificados... não podemos conciliar Cristo e o mundo (em breve estudaremos sobre "Como Enfrentar o Mundo”) - Fp 3:8,9.

Muitos são aqueles que querem ganhar a Cristo, sem perder nada da velha vida (natureza).

d) Tem paz com Deus – Rm 5:1

Rm 5:1 - “Sendo, pois declarados justos pela fé, temos paz com Deus, por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós.”

O sentimento de condenação é substituído pelo amor de Deus e pela reconciliação realizada. Não está em rebeldia e desobediência. Agora é filho de Deus! Uma sensação de paz, alegria, de gloriosa esperança invade o Homem pelo facto de poder dizer a Deus: Pai (Rm 8:15,16).

A paz é um fruto de uma reconciliação alcançada, de uma harmonia estabelecida, de um problema já resolvido. A consciência e os pensamentos dos cristãos estão tranquilos e sem preocupação, sem medo, temor, nem insegurança. Desfrutamos de um relacionamento e de uma intimidade com Deus, inspiramo-nos nas coisas de Deus e nelas temos prazer. Ter paz com Deus é ter paz consigo mesmo, com a sua família e com o seu próximo.

Paz é uma palavra conhecida e usada mundialmente. Há até organizações que tentam promover  a paz. Paulo afirma que a verdadeira paz só é possível aos que foram justificados (Rm 5:1). Jesus afirma que esta paz não depende de circunstâncias (Jo 14:27). Todos aqueles que vivem em Cristo, que O amam e guardam os Seus mandamentos sentirão esta paz duradoura em seus corações.

Não confunda, entretanto, paz com ausência de morte, guerra, perturbações, problemas, etc. Paz não é estar livre das situações perturbadoras. Mas, é uma capacidade interior que nos permite, em meio aos problemas, sermos superiores a eles, por causa do Poder que Jesus nos dá.

e) É galardoado / recompensado. 

O pródigo da parábola, depois de perdoado, recebe o melhor vestido, alparcas, anel e bezerro cevado (Lc 15:22-24). Jesus promete aos justificados fiéis a coroa da vida (Ap 2:10 - “... sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida.”)

O Homem justificado não será acusado no Juízo Final (Rm 8:33,34). Como poderia ser julgado um Homem sobre o qual não existe nenhuma acusação? E a Bíblia diz isso nas palavras do próprio Senhor Jesus: “Quem n’Ele crê não é julgado...” (Jo 3:18). O castigo que nos cabia sofrer, Jesus levou sobre Si (Is 53:5). Fomos restaurados e adquirimos o direito de filiação pelo qual passamos a ser chamados filhos de Deus. Se é que somos filhos e não bastardos, Cristo faz o que a lei poderia ter feito: remover a culpa do Homem.

Isto pode ser ilustrado na vida da mulher pecadora. Apanhada em adultério foi levada aos pés de Jesus para verem o que Ele dizia, e ouviram o que não esperavam. É claro que a lei mandava apedrejar os dois. E como ninguém se sentiu com autoridade para cumprir o que a lei dizia, Jesus voltou-se para aquela mulher e disse: “tão pouco eu te condeno. Vai e não peques mais.” Ser livre da ira de Deus significa ouvir dEle estas palavras: “tão pouco eu te condeno.”

O sentimento de culpabilidade é um dos males que mais aflige o pecador. Este problema só Jesus pode resolver (Mt 9:6). Deus, através de Jesus, está pronto a perdoar qualquer pecador que confessa e abandona os seus pecados (1Jo 1:9). O perdão dos pecados e a remoção da culpa é um dos resultados mais benéficos da justificação por meio da fé ao pecador (Rm 5:17). Esta bênção não é privilégio só para algumas pessoas, mas ela está à disposição de todos que aceitarem a Jesus Cristo (At 16:31; Lc 19:10; Jo 5:24).

O texto que diz: “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Rm 14.:10) não prova o contrário, pois em 2Co 5.10 explica que todos compareceremos para receber bem ou mal, logo fica esclarecido que quem vai comparecer para juízo receberá o mal; quem vai comparecer para receber o galardão, receberá o bem.

f) Tem verdadeira liberdade. Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1,2 e Jo 8:32-36)

Paulo disse... Ef 6:14... A justiça é uma couraça para nos proteger, para ficar firme contra a astutas ciladas do diabo.

Satanás odeia-nos, e levanta-se com acusações, lembranças, etc., para nos deitar abaixo, para que caias nas suas ciladas acreditando nas suas acusações.

Mais promessas de Deus para os justos:

1 – Florescerá – Sl 92:12 - “Quanto aos justos, esses crescerão e se desenvolverão como palmeiras; terão a envergadura dos cedros do Líbano.”

2 – Sustentados – Sl 37:17 - “A força dos maus será quebrada, mas o Senhor sustém os justos.”

3 – Não será abalado – Pv 10:30 - “O indivíduo reto nunca será abalado, mas os maus não ficarão na Terra.”

4 – Tem a atenção do Senhor – Sl 34:15 - “Os olhos do Senhor vigia os que se conduzem com justiça; os seus ouvidos estão atentos quando chamam por ele.”

5 – Será amparado – Sl 37:25 - “Já fui moço, e agora sou velho, e nunca vi uma pessoa justa abandonada, nem os seus filhos passarem fome”; Pv 12:13 - “O ímpio é apanhado pela sua fala pecadora; mas o justo consegue livrar-se das dificuldades.”

6 – Bem-aventurado – Is 3:10 - “No entanto, tudo correrá bem para os justos que são de Deus. Digam-lhes: Que boa recompensa vão ter pelas vossas obras!”

7 – Resplandecerão – Mt 13:43 - “Então os justos brilharão como o Sol no reino do seu Pai...”; Pv 4:18 - “Mas o caminho por onde seguem os que vivem na justiça de Deus é como a luz da autora: vai brilhando cada vez mais até se tornar dia perfeito.”

8 – Seguirá firme – Job 17:9 - “Os retos seguirão o seu caminho firmemente; os que têm um coração puro tornar-se-ão cada vez mais fortes.”

Concluindo...

O alívio de que o Homem mais precisa não se encontra em sedativos, tranquilizantes, recreações ou mudanças sociais. O dinheiro, posição social, fama, realizações – tudo poderia ser até interessante para a vida, mas não resolve o problema espiritual do Homem. Todo o problema do Homem é consequência do seu mau relacionamento com Deus. Esta dificuldade básica do Homem só Jesus pode resolver mediante confissão sincero de pecados e abandono da velha vida (Cl 3:9,10; 2Co 5:17).

Cl 3:9,10 - “E não mintam uns aos outros! Porque já se despiram da vida passada com tudo o que lhe era próprio. Agora estão revestidos de uma nova vida que se vai renovando no conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou.”

2Co 5:17 - “Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova criatura; as coisas antigas já passaram; tudo nele se fez novo.”

sábado, 11 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 1


Texto relativo à primeira parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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1 – JUSTIÇA DIVINA

1.1. SIGNIFICADO DE JUSTIÇA

Na Bíblia, a mesma palavra é traduzida por 'rectidão'. Deus é recto em tudo que faz.

Romanos 2.2 - "Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas".

Salmos 11.17 - "Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça, os rectos lhe contemplam a face".

É comum as pessoas colocarem em dúvida a justiça de Deus, principalmente quando acontece alguma coisa que não lhes agrada. Quando tudo corre às mil maravilhas, costumam esquecer-se de Deus; quando, porém, lhes sobrevêm aborrecimentos, reclamam: "Porque é que Deus permite que isto aconteça?"

A prova de atitude certa do coração em relação à justiça de Deus está na possibilidade de agradecermos sinceramente a Deus tudo o que nos acontece - 1 Tessalonicenses 5.18.

1.2. O NOSSO DEUS É JUSTO - Sl 7.9; 45.6; 92:9

Salmos 7:9 - "Põe fim a toda a maldade dos ímpios, e abençoa todos os que são verdadeiramente justos." Salmos 45:6 - "O teu reino, ó Deus, dura para sempre; a justiça é aquilo que faz a força do teu reino."

Deus é justo em Si mesmo e deseja os Seus filhos pratiquem justiça na Terra. Ser recto, ser honesto é também ser justo. Na justiça de Deus existe a equidade, que é contrário da iniquidade, que quer dizer, 'aquele que não é igual'. Isto é, não usar de igualdade para julgar as pessoas. A justiça de Deus, não é assim, Ele trata todas as pessoas com equidade, isto é, todos de igual modo, justiça igual para todos.

1.3. DEUS É BOM, MAS TAMBÉM, É JUSTO - Is 11.3,4; 1 Jo 1.8-10

Isaías 11:3,4 - "Todo o seu prazer será em temer ao Senhor. Não julgará segundo as aparências, nem por ouvir dizer. Castigará a Terra com a vara da sua palavra e com o sopro da sua boca condenará à morte os malvados. Pelo contrário, defenderá com justiça os pobres e com equidade os explorados." / 1 João 1:8-10 - "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e estamos a rejeitar a verdade. Mas se lhe confessarmos os nossos pecados, podemos confiar que ele é fiel e justo e nos perdoará e purificará de toda a injustiça. Se afirmarmos que não pecámos, chamamos mentiroso a Deus, e a sua palavra não tem lugar nos nossos corações."

A justiça de Deus trabalha com Sua bondade. Deus nos perdoa porque Ele é bom, mas nos corrige segundo a Sua justiça.

1.4. DEUS SE AGRADA DAQUELE QUE PRATICA A JUSTIÇA - Pv 21.3-21; 1 Jo 2.9

1 João 2:9 - "Aquele que diz que vive na luz e aborrece o seu irmão na fé continua ainda em trevas"

Sendo Seus filhos, Deus se agrada quando praticamos a justiça. Quantas vezes julgaste alguém só pelo que ouviste, de acordo com o que pensas que está certo? Sabe de uma coisa: nem sempre o que pensamos é o justo e certo. Procura praticar a justiça de Deus. Nunca errarás e agradarás a Deus!

1.5. O EVANGELHO DE JESUS CRISTO É A MANIFESTAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS - Rm 1.17; 5.21; 2 Co 5.21

Romanos 1:17 - "Este Evangeliho revela-nos a justiça que Deus nos atribui. Esta justiça nasce e completa-se através da fé. Tal como está escrito: o justo pela fé viverá." / Romanos 5:21 - "Antes, o pecado governava sem limites todos os homens, levando-os à morte; mas agora é a misericórdia de Deus, que não merecíamos, que governa, colocando-nos numa posição de justiça perante Deus e de acesso à vida eterna por Jesus Cristo nosso Senhor." / 2 Coríntios 5:21 - "Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nele fossemos revestidos da justiça de Deus."

Deus viu o Homem perdido pelo pecado, e porque Ele é justo providenciou a Salvação para todo aquele que estava perdido por causa do pecado de um só homem.

1.6. DEUS JULGARÁ O POVO COM JUSTIÇA - Rm 2.5-7,11; At 17.31; Sl 9.7,8

Romanos 2:5-7,11 - “Devido à tua teimosia em recusares que o teu coração se arrependa, estás a acumular sobre ti mesmo a cólera de Deus, para o dia em que ela se manifestar e em que o seu justo juízo se revelar. Recompensará então cada um segundo as suas obras. Dará vida eterna àqueles que, com perseverança na prática das boas obras, procuram a glória, a honra e a vida imortal que ele oferece. (…) Porque a todos trata da mesma maneira.” / Atos 17:31 - “Pois marcou um dia para julgar o mundo com justiça através do Homem que para isso designou. E deu a todos uma sólida razão para creem nele, ressuscitando-o da morte.” / Salmos 9:7,8 - “Quanto ao Senhor, ele vive para sempre; o seu tribunal está já preparado para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça e as nações com toda a retidão.”

Deus estabeleceu um dia quando julgará todos os Homens na face da Terra. Ele não nos julgará segundo a nossa justiça mas a Sua, que é perfeita e vê todos os nossos atos e os pesa na balança.

1.7. A JUSTIÇA DE DEUS É PARA GALARDOAR O CRENTE NA VIDA FUTURA - 1Tm 4.8; Ml 3.18

1 Timóteo 4:8 - “O exercício físico tem algum valor, mas o desenvolvimento da vida espiritual é útil em tudo, nesta vida e também na futura.” 

Toda vez que pratica a justiça no meio de seus amigos, muitas vezes é chamado de bobo ou louco. Saiba que Deus está olhando para si e que um dia Ele o recompensará por este ato de justiça praticado. Toda vez que pratica a justiça ela fica para a eternidade, lá veremos a grande diferença entre os justos e injustos.

1.8. AS LEIS DE DEUS SÃO JUSTAS

Assim como há leis naturais que governam o mundo físico, também há leis morais no mundo espiritual.

As leis morais de Deus estão resumidas nos Dez Mandamentos e no Sermão do Monte. Os Dez Mandamentos, com suas conhecidas proibições, acham-se registadas em Exodo 20.1-17. Não é lícito matar, roubar, caluniar, etc., porque tais actos destroem as próprias bases da vida. Quem cai do edifício, destrói a vida física; quem quebra os mandamentos, destrói a vida espiritual.

O Sermão do Monte, registado em Mateus 5-7, começa com as bem-aventuranças. De novo Deus expõe o que espera do Homem: humildade de espírito, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia e assim por diante.

O Senhor Jesus empenha-se em que sejamos felizes, porém, avisa que não há atalhos para a felicidade. Ela vem da vida em harmonia com as leis morais do universo de Deus. Deus fez o mundo de tal modo que a felicidade não se alcança quando a buscamos, e sim, quando buscamos os ideais de que as bem-aventuranças nos apresentam.

Deus não é arbitrário no estabelecimento de Suas leis. Ele não está divertindo-Se à nossa custa, nem ostentando Sua autoridade. Está dizendo-nos o que dá certo. Para alcançarmos êxito, temos de viver de determinada maneira. Gálatas 6:7 - “Não se iludam: Deus não se deixa enganar. Toda a gente virá a ceifar aquilo que tiver semeado.”

Disse alguém que nós não quebramos as leis de Deus: são elas que nos quebram. Se mentirmos, por exemplo, sofreremos as consequências. Se formos apanhados, podemos ser castigados; mas se não formos apanhados, já nos ‘castigamos’ a nós próprios pelo dano que infligimos a nosso próprio carácter, pela mentira.

1.9 O JUIZO DE DEUS É JUSTO 

- É ‘segundo a verdade’ - Rm 2.2 - Não podemos enganar a Deus. Ele sabe o que realmente somos

- É pessoal: ‘a cada um segundo o seu procedimento’ - Rm 2.6 - Seremos julgados pelo que tivermos feito, não pelo que outros fizeram. Compareceremos sozinhos diante de Deus.

- É imparcial: ‘porque para com Deus não há acepção de pessoas’ - Rm 2.11 - Deus não nos favorecerá pelo facto de sermos de uma determinada cor, raça, nacionalidade,...

- É completo: ‘no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos dos Homens’ - Rm 2.16 - Homens e mulheres estarão diante de Deus, completamente a descoberto; cada segrado estará na luz, naquele dia.

Vem o Dia do Juízo Final (Mt 25.31-46; At 17.31; 2Ts 2.7-10; Hb 9.27; Ap 20.11-15). Nesse dia a justiça será satisfeita. 

Houve pecado que não sofreu punição nesta vida? Nesse dia será punido. 

Houve fidelidade não recompensada? Então será recompensada (Hb 6.10). 

Todos compareceremos perante o Tribunal de Deus (Rm 14.10 - “Não têm o direito de julgar os vossos irmãos ou de criticá-los com superioridade. Lembrem-se de que cada um de nós terá de prestar contas perante o tribunal de Deus”; 2Co 5.10 - “Pois todos devemos comparecer diante do tribunal de Cristo; e aí cada um receberá segundo o que tiver feito de bem ou mal, enquanto viveu no corpo.”). Nossas obras serão provadas pelo fogo (1Co 3.12-15).

Se assim não fosse, seria difícil responder-se às perguntas e reclamações sobre as aparentes injustiças da vida presente: muitas vezes o justo sofre e o ímpio prospera. “Recebeste os teus bem em tua vida, e Lázaro igualmente os males” (Lucas 16.25). Se fores tentado a achar que os Homens do mundo estão a desfrutar mais do que tu, não te esqueças de que, quando eles estiverem a  enfrentar o juízo de Deus, o gozo que te cabe estará apenas no início.

Uma expressão muito usada por Paulo é ‘a ira de Deus’ (Rm 1.18; 2.5,8;  5.9; Ef 5.6; Cl 3.6; 1 Ts 1.10; 5.9). 

Pode um Deus de amor irar-se? Sem dúvida que pode, uma vez que:

- o pecado resulta da livre escolha do Homem

- ao Homem foi dada a oportunidade de conhecer a verdade

- Deus providenciou para o Homem o perdão e a liberdade do pecado.

Se os Homens desprezam a Salvação gratuitamente oferecida, e preferem seu próprio caminho, haverá injustiça da parte de Deus, se derramar Sua ira sobre esses pecadores?

Ninguém irá para o Inferno, que não tenha escolhido a separação de Deus. E o inferno é justamente a separação completa e definitiva.

Naquele dia não haverá justas reclamações. Ninguém poderá dizer: “Deus foi injusto comigo!” O que vai cair sobre os Homens no Juízo Final são as consequências de sua própria escolha.

Com confiança podemos reproduzir a pergunta de Abraão em Gn 18.25: “Não fará justiça o Juiz de toda a Terra?”

1.10. A SALVAÇÃO DE DEUS É JUSTA

Se Deus é justo e os Homens são pecadores, como podem estes ser salvos? Porá Deus de lado a Sua justiça, fechando os olhos aos pecados dos Homens, a fim de usar de misericórdia? Rm 3.21-26.

A justiça de Deus é dada aos que põem a sua fé em Cristo (Rm 3.22 - “Esta justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo a todos os que crêem...”). Ele pode fazer essa dádiva por causa da morte de Cristo na cruz (Rm 3.24,25). Cristo satisfez as exigências da justiça divina, submetendo-Se a elas.

Por isso (Rm 3.26), Deus pode ser justo e justificador - pode perdoar pecados sem faltar com a justiça; e pode permanecer justo sem ter de abandonar Seu desejo de salvar-nos. A nossa Salvação foi efetuada de forma absolutamente justa. Deus não fechou os olhos ao nosso pecado, nem o desculpou, nem passou por cima dele: levou sobre Si. Sofre na cruz as suas consequências. 2Co 5:19 - “Porque Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo, não mais considerando os pecados dos homens como razão de acusação contra eles.”

Não precisamos temer que Deus porventura mude de opinião e resolva afinal não usar de misericórdia. Não, pois a justiça de Deus já foi satisfeita. A obra de Cristo na cruz jamais poderá desfazer-se.

Para o crente, o julgamento que determina a salvação já passou (Jo 5.24). O quadro do dia do juízo final, que consideramos antes, não deve ser para nós motivo de temor, pois não vamos comparecer diante de Deus na incerteza de sermos salvos ou perdidos, para só então o sabermos. Se Cristo é nosso, esse juízo já passou, para nós. (Rm 8.1).

E, se como crentes viermos a pecar, falhando perante Deus? Não vem abaixo tudo isso? 1Jo 1.9 nos afirma: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”. Com quem é Deus fiel? Não é para com Jesus Cristo, que morreu por nossos pecados? Podemos confiar, plenamente, em que Deus nos perdoará, se confessarmos.

O perdão não é um capricho divino: é uma questão muito séria, Ele sofreu por nosso pecado, pagando o grande preço do perdão.

Deus realizou o impossível. Agora, Ele pede que nós correspondamos: que confessemos honestamente o pecado, que o abandonemos, e que ponhamos nossa confiança n’Ele a fim de recebermos o perdão e a purificação do pecado.

Como Deus é justo em nos ter dado as leis da vida, em julgar-nos à base dessas leis, e, então,  providenciar para nós a Salvação, satisfazendo Ele mesmo as justas exigências de Suas próprias leis!

“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” - 1 Pedro 3.18.


CONTINUA... parte 2

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Redenção

 



Texto relativo à aula online n.º 9 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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REDENÇÃO significa “livramento” de qualquer mal (dor, doença, etc., qualquer situação má - pecado). Usada também nos casos de propriedade, primogenitura, pessoas, pobreza, etc.

“Resgatados” ou “redimidos” - condição resultante da redenção.

Textos sobre resgate: Exodo 21:28-30; Mateus 28:20; 1 Coríntios 6:20; Gálatas 3:10-14; 4:2-5; Efésios 1:7

ENTENDENDO A TUA SITUAÇÃO

No Jardim do Éden as necessidades do Homem estavam supridas:

- Significância – Deus deu a Adão um objectivo de existência – governo (Génesis 1:26). Adão não tinha que procurar significância, ou significado na vida – ele já tinha estas coisas.   (ver em Génesis 1:28 o propósito do Homem)

- Segurança – Ele estava completamente seguro na presença de Deus. Tudo o que ele precisava lhe era providenciado: comida, abrigo, companhia, etc. Ele não tinha o conceito do que era uma “necessidade”.

- Aceitação – Adão usufruía de um relacionamento íntimo com Deus (Génesis 3:8,9). Ele podia falar com Ele a qualquer altura e ter toda a Sua atenção. Depois Deus criou Eva para Adão também. Ele tinha um sentimento de pertença, não só a Deus mas também a outro ser humano. Eles eram aceites por Deus e um pelo outro.

Apesar do grande amor de Deus por ele, e das suas necessidades estarem supridas, Adão escolheu rebelar-se contra Deus, seguindo o caminho do Pecado, dando as costas ao Senhor. Adão em consequência do pecado, morreu espiritualmente, como vemos em Romanos 6:23. Esta morte referida é a morte espiritual, que ocorre pela separação do Homem de Deus (Romanos 3:23). O pecado nos separa de Deus porque o Senhor é santo e não pode ter comunhão com o pecado (Isaías 59:2 - “... os vossos pecados vos separam de Deus. Por causa do pecado virou-vos a cara e já não vos ouve mais.”). O pecado de Adão foi transmitido à sua descendência, ou seja, a toda a humanidade (Romanos 5:12 - “Quando Adão pecou, o pecado transmitiu-se a toda a raça humana e trouxe, como consequência, a morte a todos; e todos foram contados como pecadores”).

Esta tem sido a sua situação: afastado, separado de Deus, sem real acesso a Ele, condenado a uma eternidade no Inferno; após a morte física, longe das delícias do Paraíso, da comunhão com Deus. Porém, embora o Homem O tivesse rejeitado, Deus sempre o amou e preparou um plano para que o Homem pudesse se reconciliar com Ele.

O Plano de Deus de Reconciliação com os Homens

A santidade e a justiça de Deus exigiram que o Homem fosse punido. O pecado humano não poderia “passar em branco”. Por outro lado, Deus percebeu, por Seu amor e misericórdia, que o Homem não tinha condições de pagar por si próprio, a pena de sua infracção. A solução de Deus para resolver este impasse foi a de vir, Ele mesmo, sob a forma humana – JESUS CRISTO – pagar pelo delito humano.

Jesus é Deus, é membro da Trindade Divina, é o Filho. Na cena do Seu baptismo, quando Ele saiu das águas, veja como Deus O apresentou, em Mateus 3:17. Em Mateus 16:16, Pedro discerniu quem era Jesus.

Deus ofereceu (e aceitou), o sacrifício expiatório de Jesus como pagamento da pena do delito humano, como revela Efésios 1:7. Por Jesus, e apenas por Jesus, Deus ofereceu aos Homens a reconciliação com Ele (João 14:6). Repara aqui como se enganam aqueles que pensam que todos os caminhos levam a Deus.

O sacrifício de Jesus está disponível para todos os Homens que quiserem acreditar neste plano de Deus (1 Coríntios 15:22 - “... mas todos os que estão ligados a Cristo voltarão de novo à vida.”).

Toda a mensagem do Evangelho gira em torno do acontecimento da morte sacrificial de Jesus na Cruz. A este respeito o escritor do livro aos Hebreus escreveu: “Porque com uma só oferta (sacrifício) Ele (Jesus) aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” (Hebreus 10:14). Aqui vemos duas poderosas expressões: “aperfeiçoou” e “para sempre”. Juntas, elas descrevem o sacrifício que abrange todas as necessidades de toda a humanidade. Além disso, os seus efeitos estendem-se através do tempo e por toda a eternidade.

É com base neste sacrifício que Paulo escreve em Filipenses 4:19 - “E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus.” “Todas as vossas necessidades” sobre todas todas as áreas da sua vida – o seu corpo, a sua alma, a sua mente, as suas emoções, assim como as necessidades materiais e financeiras.

O relato mais completo do que foi conseguido ou alcançado na Cruz, foi-nos dado através do profeta Isaías, 700 anos antes de ter acontecido. Em Isaías 53:10, o profeta descreve um “servo do Senhor” cuja vida seria oferecida a Deus como uma expiação do Pecado. Os escritores do Novo Testamento são unânime em identificar este “servo” sem nome, como sendo Jesus. O propósito divino alcançado pelo Seu sacrifício é resumido em Isaías 53:5: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” 

Aqui está o problema básico e universal de toda a humanidade: cada um de nós se tem desviado para o seu próprio caminho – independência e rebelião. Existem alguns pecados específicos que a maioria de nós nunca cometeu, tais como homicídio, adultério, roubo, etc. Mas há uma coisa que todos nós temos em comum: todos tomámos o nosso próprio caminho. E assim sendo, voltámos as nossas costas para Deus. A palavra hebraica que resume isto é avon, aqui traduzida por “iniquidade”. Talvez o seu equivalente mais próximo no Português contemporâneo seja “rebelão”, não contra o Homem, mas contra Deus.

Contudo, nenhuma palavra em Português, quer seja “iniquidade” ou “rebelião”, transmite o verdadeiro significado de avon. No seu sentido bíblico, avon descreve não só a mera iniquidade, mas também o castigo, ou as consequências maléficas, que a iniquidade acarreta.

Por exemplo, em Génesis 4.13, depois de Deus haver pronunciado julgamento a Caim pelo homicídio de seu irmão, Caim disse: “É maior o meu castigo do que o que eu possa suportar”. A palavra aqui traduzida “castigo” é avon. Ela não só referia a “iniquidade” de Caim, mas também o “castigo” que ela trazia sobre ele.

Em Levítico 16:22, referindo-se ao bode expiatório libertado no Dia da Expiação, o Senhor disse: “O bode levará sobre si todas as iniquidades deles para a terra solitária...” Neste simbolismo o bode carregou não somente as iniquidades dos israelitas, mas também as consequências das suas iniquidades.

Em Lamentações 4, avon ocorre duas vezes com o mesmo significado. No verso 6 é traduzido: “maior é a maldade da filha do meu povo...” Novamente no verso 22, “o castigo da tua maldade está consumado, ó filha de Sião...” Vemos como, em ambos os casos, a palavra avon é traduzida por maldade, mas no verso 22 é acrescentado “o castigo da tua maldade”. Por outras palavras, no seu sentido mais lato, avon significa nó só iniquidade, mas também inclui todas as consequências maléficas que o julgamento de Deus traz sobre a iniquidade.

Isto aplica-se ao sacrifício de Jesus na Cruz. Jesus não era culpado de qualquer pecado. Em Isaías 53:9 o profeta diz: “... embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca.” Mas no verso 6 ele diz: “... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade (avon) de nós todos.” Não só foi Jesus identificado com a nossa iniquidade, Ele também suportou todas as consequências maléficas da nossa iniquidade. Tal como o bode expiatório que Lhe prefigurou, Ele carregou-as para longe, para que elas não pudessem voltar a cair sobre nós.

Este é o verdadeiro significado e propósito da cruz. Nele ocorreu uma ordenada, decretada, troca divina. Primeiro, Jesus sofreu todo o mal, todas as consequências maléficas que, por justiça divina, nos eram destinadas pela nossa iniquidade. Agora, em troca, Deus oferece-nos todo o bem, todas as maravilhas que eram destinadas à obediência sem pecado de Jesus.

De forma mais resumida: todo o mal que nos era destinado caiu sobre Jesus, para que, em troca, todo o bem que era destinado a Jesus pudesse ser-nos oferecido. 

Há duas verdade interligadas em Isaías 53:4,5, a aplicação de uma é espiritual e a outra é física. No plano espiritual, Jesus recebeu o castigo devido pelas nossas transgressões e iniquidades para que nós, em troca possamos ser perdoados e, assim termos paz com Deus (Romanos 5:1). No plano físico, Jesus carregou as nossas enfermidades (doenças) e dores para que nós, através das suas feridas, possamos ser curados. A aplicação física da troca é confirmada em duas passagens do Novo Testamento (Mateus 8:16-17 refere-se a Isaías 53:4; 1 Pedro 2:24 refere-se a Isaías 53:5,6). A dupla troca descrita nos versículos acima pode ser resumida: Jesus foi castigado para que pudéssemos ser perdoados. Jesus foi ferido para que pudéssemos ser sarados.

Deuteronómio 28:15-22,27-29,35,58-61 – Percebemos facilmente nestes versículos que a enfermidade é uma maldição da lei As doenças horríveis enumeradas aqui – e, na realidade, todas as demais enfermidades e pragas, de acordo com o verso 61 – fazem parte do castigo pela quebra da lei de Deus.

As traduções que possuímos desses trechos bíblicos nos levariam a acreditar que o próprios Deus coloca enfermidades e aflições no Seu povo, pois o texto diz: “O Senhor te ferirá...”

O Dr. Robert Young, autor de “Sugestões para a Interpretação Bíblica”, indica que, no hebraico original, o verbo é usado no sentido permissivo mais do que causativo. Na realidade, seria traduzido algo assim: “O Senhor permitirá que sejas ferido... O Senhor permitirá que venham estas maldições sobre ti...”

Muitos outros verbos têm sido traduzidos no sentido causativo em nossas Bíblias. Por exemplo, Isaías 45:7, diz: “Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal, eu o Senhor faço todas estas coisas.” Deus cria o Mal? Não! Nesse caso, Deus seria um diabo. Deus pode permitir o mal, mas Ele não o cria.

Amós 3:6 diz: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem quem o Senhor o tenha feito?” Se Deus comete o mal, não tem nenhum direito de condenar o Homem pelos pecados deste. Mas Deus não tem cometido o mal. Ele apenas permite o mal. Há uma vasta diferença entre a comissão e a permissão.

1 Samuel 16:14 – O que realmente aconteceu foi que o pecado de Saul rompeu a sua comunhão com Deus, e que Deus permitiu que o espírito maligno o atormentasse.

O hebraico original desses versos foram escritos no tempo permissivo, mas, visto que a nossa língua não tem um tempo permissivo correspondente, os verbos foram traduzidos no causativo.

Não, Deus não manda pragas e enfermidades contra o seu povo do modo que esses versículos parecem indicar. A Palavra de Deus não ensina que essas coisas provêm diretamente de Deus.

Quando o povo de Deus quebrava os Seus mandamentos, já não ficavam sob a Sua proteção divina. Deus tinha que deixar que o diabo colocasse aflições sobre o seu povo. O pecado e a iniquidade do povo atraía contra si mesmos aquelas pragas terríveis.

Podemos tirar a conclusão desses textos bíblicos que a doença e a enfermidade fazem parte da maldição da lei – e que deve vir sobre nós. Mas, louvado seja Deus porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei” (Gálatas 3:13).

Algumas pessoas acreditam que Deus “abençoa” os Seus filhos com enfermidades e doenças. Mas, de acordo com a Palavra de Deus, a enfermidade é uma maldição, e a saúde é uma bênção!

As desordem da saúde são a ordem arruinada. A doença consiste em dor e sofrimento. Transforma em escravos os familiares e amigos que precisam cuidar dos entes queridos enfermos. A enfermidade e a doença são inimigas da humanidade.

A enfermidade é ladra e assaltante. Roubou a muitas jovens e mães a sua saúde, a sua beleza, e a sua alegria. Roubou ao marido a sua esposa, privou os filhos da sua própria mãe, porque esta já não tinha capacidade de cumprir os seu papel de esposa e mãe.

As doenças têm assaltado muitos jovens, sobrevindo a eles no vigor da varonilidade crescente, enchendo-os de ansiedade e de medo, roubando a sua fé.

As doenças e as enfermidades despojam as pessoas da felicidade, da saúde e do dinheiro que são necessários para outras coisas.

As doenças e as enfermidades não são da vontade de Deus para o Seu povo. Ele não quer que a maldição paire sobre os Seus filhos por causa da desobediência. Ele quer abençoá-los com saúde.

Se na Antiga Aliança Deus já fornecia cura, a Bíblia diz que a Nova Aliança é melhor! Hebreus 8:6

Não é da vontade de Deus que fiquemos doentes. Nos dias do Antigo Testamento (AT), não era da vontade de Deus que os filhos de Israel ficassem doentes, e eles era servos de Deus. Hoje, somos filhos de Deus. Se Sua vontade era que nem sequer Seus servos ficassem doentes, não pode ser Sua vontade que os Seus filhos fiquem doentes. A doenças e as enfermidades não provêm do amor. Deus é amor.

Em Lucas 13, Jesus estava a ensinar numa da sinagogas em dia de sábado. Entrou uma mulher que estava encurvada. É possível que tivesse artrite ou algo assim, porque o seu corpo estava encurvado numa posição fixa. Jesus a chamou e disse: “Mulher, estás livre da tua enfermidade!” (verso 12). 

Actos 10:38 deixa claro que as pessoas que Jesus curava estavam oprimidas pelo diabo.

Isaías 53:4,5; Mateus 8:17; 1 Pedro 2:24

Um terceiro aspecto da troca é relevado em Isaías 53:10 - Justiça. O Senhor fez a alma de Jesus “uma oferta pelo pecado”. Isto deve ser compreendido à luz das ordenanças mosaicas, por várias formas de ofertas por pecados. Era requerido que a pessoa que havia pecado trouxesse a sua oferta sacrificial – uma ovelha, um bode, um boi ou outro animal, ao sacerdote. Ele confessaria o seu pecado sobre a oferta e o sacerdote, simbolicamente, transferia o pecado confessado da pessoa para o animal. Então o animal seria morto, pagando assim pelo pecado que havia sido transferido para ele. 

Na Sua morte sacrificial e substituta, Jesus fez a expiação pelos pecados da humanidade.

Em 2 Coríntios 5:21 Paulo refere Isaías 53:10 e, ao mesmo tempo, ele também apresenta o aspecto positivo desta troca. Paulo não fala aqui sobre qualquer tipo de justiça que nós consigamos alcançar pelo nosso próprio esforço, mas acerca da justiça de Deus – a justiça que nunca pecou. Nenhum de nós poderá merecer isto. Ela está longe de nós como a terra do céu. Somente poderá ser recebido pela f´. Este 3.º aspecto da troca pode ser resumido da seguinte forma: Jesus foi feito pecado com a nossa iniquidade (maldade) para que nos pudéssemos ser feitos justos com a Sua justiça.

O próximo aspecto da troca é uma conclusão lógica da anterior: vida. Toda a Bíblia enfatiza que o resultado da morte é a morte. Em Ezequiel 18:4 o Senhor diz: “... o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Quando Jesus se identificou com o nosso pecado, tornou-se inevitável que Ele também experimentasse a morte, que é o resultado do pecado.

Confirmando isto, em Hebreus 2:9, o autor diz que Jesus foi feito um pouco menor do que os anjos... por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. A morte que Ele morreu foi a consequência inevitável do pecado humano, que Ele tinha levado sobre Si. Ele carregou os pecados de todas as pessoas, e assim morreu a morte que lhes era destinada.

Em troca, para todos os que aceitam o Seu sacrifício substituto, Jesus agora oferece a dádiva da vida eterna. Em Romanos 6:32, Paulo dispõe as duas alternativas lado a lado: “Pois o salário (recompensa justa) do pecado é a morte, mas o (imerecido) dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.” Assim, o quarto aspecto da troca pode ser sumariado da seguinte forma: Jesus morreu a nossa morte para que nós possamos receber a Sua vida.

Um outro aspecto da troca é declarado em 2 Coríntios 8:9 – abundância. A troca é clara: da pobreza à riqueza. Jesus torna-se pobre para que nós nos possamos tornar ricos.

Quando foi que Jesus se torno pobre? Algumas pessoas imaginam-nO como pobre durante o Seu ministério terreno, mas isso não é correto. Ele não possuía ou tinha consigo muito dinheiro, mas em tempo algum falou-Lhe alguma coisa (Lucas 22:35). Portanto, não sendo pobre, Ele e os Seus discípulos regularmente davam aos pobres (João 12:4-8; 13:29).

Em todo o Seu ministério, Jesus foi um exemplo de “abundância”. Ele sempre teve tudo o que precisou para fazer a vontade de Deus na Sua própria vida. Mas acima de tudo Ele constantemente dava aos outros sem que o Seu manancial se esgotasse.

Então, quando é que Jesus se tornou pobre por nossa causa? A resposta é: na cruz. Em Deuteronómio 28:48, Moisés resumiu a pobreza absoluta em quatro expressões: fome, sede, nudez e falta de tudo. Jesus experimentou tudo isto no seu expoente máximo na Cruz.

Ele teve fome. Ele não comia há quase 24 horas.

Ele teve sede. Num dos seus últimos suspiros Ele disse: “Tenho sede” (João 19:28)

Ele esteve nu. Os soldados haviam tirado as Suas roupas (João 19:23).

Ele tinha falta de tudo. Ele já não possuía nada. Depois da Sua morte Ele foi sepultado numa veste emprestada e num túmulo emprestado (Lucas 23:50-53). Assim Jesus suportou uma pobreza absoluta por nós.

Em 2 Coríntios 9:8 Paulo apresenta de forma mais completa o lado positivo da troca. Paulo é cuidadoso ao enfatizar que a única base para esta troca é a Graça de Deus. Nunca pode ser merecido. Só pode ser recebido pela fé.

Muitas vezes a nossa “abundância” será como a de Jesus, enquanto esteve na terra. Poderemos não ter grandes quantidades de dinheiro, ou contas recheadas. Mas dia após dia teremos o suficiente para suprir as nossas necessidades e mais alguma coisa para ajudar a suprir as necessidades dos outros.

Uma razão importante para este nível de provisão é indicada pelas palavras de Jesus, citado em Actos 20:35. O propósito de Deus é que todos os Seus filhos sejam capazes de apreciar a bênção maior. Assim sendo, Ele providencia-nos com o suficiente para cobrir as nossas necessidades e também para ajudarmos outros.

Este é o quinto aspecto da troca: Jesus suportou a nossa pobreza para que nós possamos partilhar a Sua abundância.

Esta troca na cruz cobre também as formas emocionais de sofrimento que sucedem à iniquidade do Homem. Outra vez aqui, Jesus sobre o mal para que possamos gozar o bem – valor e honra. Duas das piores feridas trazidas sobre nós pela nossa iniquidade são a vergonha e a rejeição. Ambas caíram sobre Jesus na Cruz.

A vergonha pode variar em intensidade; desde um leve embaraço até um sentido de invalidez que nos corta do relacionamento com Deus e com o Homem. Uma das causas mais comuns – cada vez mais prevalecente em nossa sociedade – é algum tipo de abuso sexual ou moléstia infantil. Não raras vezes isto deixa cicatrizes que só podem ser curadas pela Graça de Deus.

Hebreus 12:2 – a execução numa cruz era a forma mais vergonhosa de todas as maneiras de se morrer, reservada para a classe mais baixe de criminosos. A pessoa a ser executada era despida e exposta nua aos olhos dos passantes, que a gozavam. Este foi o nível de vergonha a que Jesus se submeteu ao ser crucificado (Mateus 27:35-44).

No lugar da vergonha que Jesus carregou, o propósito de Deus é trazer os que confiam nEle a partilharem a Sua glória eterna (Hebreus 2:10).

A vergonha que Jesus suportou na cruz abriu o caminho para que todos os que confiam nEle possam ser libertos da sua própria vergonha. Não só isso, mas Ele também partilha connosco a glória que Lhe pertence por direito eterno.

Existe uma outra chaga que é muitas vezes ainda mais agonizante do que a vergonha. É a rejeição (vs. aceitação). Geralmente isto origina de alguma forma de relacionamento quebrado. Na sua forma mais prematura, é causada por pais que rejeitaram os seus filhos. A rejeição pode ser activa, expressada de uma forma severa e negativa, ou pode ser simplesmente uma falha em expressar amor e aceitação. Se uma mulher grávida tem sentimentos negativos acerca da criança o seu ventre, ela provavelmente nascerá com um sentimento de rejeição, que poderá continuar na adolescência, indo mesmo até à morte.

A quebra de um casamento é outra frequente causa de rejeição. Isto está bem figurado em Isaías 54:6.

A provisão de Deus para curar a ferida da rejeição é relembrada em Mateus 27:46-50, que descreve o culminar da agonia de Jesus. Pela primeira vez na história do universo, o Filho de Deus chamou pelo Seu Pai e não obteve resposta. Jesus estava de tal forma impregnado na iniquidade do Homem que a incondicional santidade de Deus fez com que rejeitasse até o próprio Filho. Desta forma Jesus suportou rejeição na sua forma mais agonizante: rejeição por um pai. Quase imediatamente depois disso, Ele morreu, não pelas feridas da crucificação, mas pelo coração triturado pela rejeição.

A rejeição de Jesus abriu o caminho para que nós fossemos aceites por Deus como Seus filhos – Efésios 1:5,6.

O remédio de Deus para a vergonha e rejeição nunca foi tão desesperadamente necessário como hoje. Há uma estimativa de que, pelo menos, um quarto dos adultos hoje em dia sofre de traumas de vergonha e rejeição. (Não existe uma única percentagem global definida para pessoas que sofrem especificamente de traumas de vergonha e rejeição, pois estes são frequentemente subnotificados ou camuflados como depressão, ansiedade ou outros transtornos de personalidade. No entanto, estudos indicam que estes traumas são extremamente comuns, especialmente relacionados a experiências de infância, violência emocional e exclusão social.  O trauma de vergonha e rejeição é considerado uma questão de saúde pública, com alta prevalência, muitas vezes por trás de comportamentos de fuga (vício) ou de baixa autoestima extrema.)

Os dois aspectos emocionais da troca na cruz que foram analisados acima podem ser resumidos como: Jesus carregou a nossa vergonha para que possamos partilhar a Sua glória. Jesus suportou a nossa rejeição para que possamos ter a Sua aceitação com o Pai.

Os aspectos da troca analisados acima cobrem algumas das necessidades mais básicas e urgentes da humanidade, mas não estão de forma alguma completos. Na verdade, não há qualquer necessidade resultante da rebeldia do Homem que não esteja coberta pelo mesmo princípio da troca: o mal veio sobre Jesus para que o bem possa ser-nos oferecido. Uma vez que aprendemos a aplicar este princípio nas nossas vidas, ele liberta a provisão de Deus para cada necessidade.

Permanece um aspecto final da troca, descrito por Paulo em Gálatas 3:13,14. Paulo aplica a Jesus na cruz um decreto da lei de Moisés, declarada em Deuteronómio 21:23, segundo a qual uma pessoa executada pendurada num madeiro era maldita por Deus. Então ele aponta para o resultado oposto – a bênção.

A maldição que caiu sobre Jesus é definida como “a maldição da lei”. Em Deuteronómio 28, Moisés dá uma extensa lista das bênçãos que resultam da obediência da lei das maldições que resultam do incumprimento das mesmas. As maldições listadas em Deuteronómio 28:15-68 podem ser resumidas como:

- humilhação             - esterilidade, infrutuosidade

- doença física e mental  - separação familiar

- pobreza (miséria)             - derrota

- opressão                   - fracasso

- desaprovação de Deus  - segunda morte

Será que alguma destas palavras se aplicam a alguma área da sua vida? Há algo que paira sobre si como uma nuvem escura, tapando a luz das bênçãos de Deus que anseia? Se assim for, pode muito bem ser que a causa principal dos seus problemas seja uma maldição, da qual tem de se libertar.

Para dar o devido valor a todo o horror da maldição que veio sobre Jesus, tente imaginá-lO pregado na Cruz.

Jesus havia sido rejeitado pelos seus conterrâneos, traído por um dos Seus discípulos e abandonado pelos restantes (embora alguns tenham voltado para acompanhar a Sua agonia final). Ele foi suspenso nu entre a terra e o céu. O seu corpo foi torturado pela dor de inúmeras feridas, a Sua alma esmagada pelo peso da culpa da humanidade. A terra O havia rejeitado e o céu não responderia à Sua súplica. À medida que o sol se punha e a escuridão O cobria, o Seu sangue escorria para cima do pó e das pedras do chão. Contudo, no meio da escuridão, mesmo antes de expirar, sobreveio um último e triunfante clamor: “Está consumado!”

Jesus havia levado sobre Si todas as consequências malignas que a rebelião havia trazido sobre a humanidade. Ele havia esgotado todas as maldições da quebra da lei de Deus. Tudo isto, para que nós em troca possamos receber todas as bênçãos justas pela Sua obediência. Tamanho sacrifício é estupendo no seu propósito, no seu alcance, contudo maravilhoso na sua simplicidade.

O apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Filipos que “... o meu Deus, segundo as suas riquezas em glória, há-de suprir em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Todas as suas necessidades incluem as necessidades financeiras, materiais, e as demais. 

O próprio Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Estas coisas que serão acrescentadas são coisas materiais da vida – algo para comer, roupas para usar e assim por diante.

Algumas pessoas parecem ter a ideia de que se alguém é cristão, é uma marca de humildade – uma marca de espiritualidade – viver em pobreza e não possuir nada. Mas não foi assim que Jesus falou. 

Lucas 6:38 - “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com  a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”

Por meio de Cristo Jesus somos herdeiros das bênçãos de Abraão (Gálatas 3:29). A bênção de Abraão é tríplice: A primeira coisa que Deus prometeu a Abraão foi que iria enriquecê-lo. Não estou a dizer que vamos ser todos milionários! O dicionário diz que “rico” significa “um suprimento completo”, ou “provisões abundantes”. Há amplos suprimentos em Cristo!

Não é pecado possuir dinheiro. É pecado deixar o dinheiro possuir-te!

Se o dinheiro passa a ter domínio do Homem, este entrou em pecado. Um Homem pode chegar a amar tanto o dinheiro que o pega por onde quer que vá, de todas as maneiras. O dinheiro é o seu senhor.

A Bíblia diz que a prata e o ouro são de Deus (Ageu 2:8). A Bíblia diz que as alimárias aos milhares sobre as montanhas são dEle (Salmo 50:10). Por que mesmo Deus colocou aqui todas essas coisas? Certamente não as colocou para o benefício do diabo!

Redenção da maldição da morte:

A primeira maldição que Deus disse sobre o Homem por causa da transgressão da Sua lei acha-se em Génesis 2:17 onde Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Adão e Eva tinham licença de comer o fruto de todas as árvores do jardim do Éden, a não ser do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Génesis 3:22-24 diz-nos que o Homem desobedeceu a Deus, foi lançado fora do jardim, e já não podia comer da árvore da vida. Tornou-se escravo do pecado e da morte.

A morte sempre tem sido um mistério para o Homem. Não fazia parte da Criação nem do plano original de Deus. A Bíblia diz-nos que até mesmo a morte física é inimiga de Deus e do Homem. 1 Coríntios 15:26 diz-nos que a morte física é a última inimiga que será subjugada.

Antes de podermos entender a morte, porém, devemos entender que o Homem não é um ser físico. O Homem é um espírito, que possui uma alma e habita num corpo (1 Tessalonicenses 5:23).

O Novo Nascimento é o renascimento do espírito humano. O ser real é o espírito. O espírito opera através da alma (intelecto, sensibilidade, e vontade). E a alma opera através do corpo.

O “eu” real (seu espírito) e a sua alma habitam num corpo físico. Quando o Homem morre fisicamente, o seu espírito e a sua alma deixam o corpo e vão para o lar eterno.

Há vários tipos de morte mencionados na Bíblia, mas há três tipos com que precisamos nos familiarizar: a) a morte espiritual; b) morte física; c) morte eterna, ou a segunda morte, que é ser lançado no lago com fogo e enxofre.

A morte espiritual é aquela que pega em nosso espírito ao invés do nosso corpo. A morte física é uma manifestação da morte espiritual. A segunda morte é o estado final e definitivo da morte, a morada dos espiritualmente mortos.

A morte espiritual veio primeiramente à terra, e depois se manifestou no corpo físico, destruíndo-o. A morte física é uma manifestação da lei que está a operar por dentro. Paulo chamava “a lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2).

Quando Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, não se referia à morte física, mas à morte espiritual. Se o Homem nunca tivesse morrido espiritualmente, não teria morrido fisicamente.

No momento em que Adão pecou, foi separado de Deus. Quando Deus desceu na viragem do dia, conforme era o Seu costume, para andar e falar com Adão, Ele chamou. “Adão, onde estás?” E Adão respondeu: “Tive medo e me escondi.” Estava separado de Deus.

A morte espiritual significa algo mais do que separação de Deus. João 8:44 – Os fariseus eram muito religiosos. Frequentavam a sinagoga aos sábados. Orava. Pagavam os seus dízimos. Jejuavam. Faziam muitas outras coisas boas e excelentes. Mas mentiram a respeito de Cristo, e O assassinaram. Jesus disse que eram filhos do diaba. Tinham as características do diabo.

A morte espiritual significa possuir a natureza de satanás, assim como receber a vida eterna significa que temos em nós a natureza de Deus.

Quando Adão e Eva prestaram ouvidos ao diabo, este veio a ser o pai espiritual deles, e passaram a ter a natureza do diabo no seu espírito. Trata-se da morte espiritual. Esta natureza imediatamente começou a manifestar-se na humanidade.

O Homem deixou de corresponder à chamada de Deus. Corresponde apenas à sua nova natureza, ao seu novo senhor. O Homem é mais do que um transgressor, mais do que um infrator da lei, é um pecador.

O Homem, porém, que é um espírito que habita num corpo, pode nascer de novo! Sua natureza pode ser transformada. Ele pode ser feito nova criatura em Jesus Cristo.

O Homem está perdido hoje, não por causa daquele que faz, mas por causa daquilo que ele é. O que ele faz é resultado daquilo que ele é. O Homem precisa de vida da parte de Deus, porque está espiritualmente morto. Graças a Deus porque Cristo nos redimiu da morte espiritual!

Jesus veio para redimir-nos da morte espiritual.

Como Receber de Deus a Bênção da Salvação

Todo o Homem, então, que crê que a morte de Jesus foi em pagamento, em expiação pelos seus pecados, se arrepende e confessa os seus pecados, “vira-se de frente para Deus”, reconcilia-se com Deus, e recebe dEle a bênção da Salvação.

Para receber a Salvação de Deus são necessários: arrependimento, confissão e fé. Vamos explicar melhor o que são exactamente cada um desses três factores, começando pela ilustração de Jesus a este respeito, na famosa parábola do filho pródigo, narrada em Lucas 15:11-24. Leia agora esta passagem e perceba a analogia que Jesus faz acerca de nossa reconciliação com Deus, o Pai:

a) O filho rebelde virou as costas a seu pai e o deixou, apenas de ter uma vida abençoada com ele, tal qual Adão fez com Deus. (Ex.: filho pródigo)

b) O filho rebelde viveu dissolutamente e começou a passar grandes constrangedoras necessidades, o que nunca antes tinha-lhe ocorrido na casa de seu pai. O mesmo ocorreu com Adão e sua descendência, que perdeu as bênçãos oriundas da comunhão com Deus, ao se afastar e passar a viver em pecado.

c) O filho rebelde se arrepende e confessa o seu pecado, pedindo perdão a seu pai, e se reconciliou com ele, de maneira que podemos fazê-lo com Deus, através da fé em Jesus Cristo.

d) Podemos notar, ainda, a grande alegria com que o pai recebe de volta o seu filho arrependido, o que é uma ilustração do mesmo sentimento de júbilo que enche o coração de Deus quando um pecador se arrepende e se reconcilia com Deus.

E agora vamos detalhar melhor o que são verdadeiramente estes factores:

1 – Fé (crer / acreditar) 

Deves crer firmemente que Jesus é Deus, veio como homem e Se sacrificou, numa morte horrível, de cruz, embora não tivesse cometido qualquer pecado. Jesus ofereceu a Sua vida, e o Seu precioso sangue inocente foi derramado, para que pudesse ter os seus pecados pessoais perdoados. E deve crer também que, após isto, Deus O ressuscitou dentre os mortos, assim como concede a si a Salvação.

2 – Arrependimento  

No arrependimento, primeiro reconhece a sua condição de pecador e o seu consequente estado de separação de Deus, ou seja, a sua morte espiritual. E, a seguir, manifesta o genuíno desejo de abandonar esta situação e se reconciliar com o Senhor. O arrependimento gera uma mudança de atitude.

3 – Confissão

A confissão é a atitude que toma a pessoa arrependida. Esta confissão deve ser feita, não apenas em pensamento, mas constituir-se de uma declaração, de viva voz, como confirma Romanos 10:9,10, que resume os pontos principais para se receber a Salvação.

Se ainda não teve esta oportunidade, faça agora mesmo, sua oração de entrega de vida e de aceitação de Jesus como seu Senhor e Salvador: “Senhor Deus, confesso que tenho sido um pecador e que tenho estado separado de Ti, mas agora, eu me arrependo dos meus pecados e reconheço que preciso do Senhor, das Suas bênçãos para viver. Eu Te agradeço, de todo o meu coração, pela reconciliação que o Senhor me oferece – através do sacrifício do sangue de Jesus – e a aceito, recebendo agora a Jesus Cristo como o Senhor da minha vida, o Senhor que vai dirigir minha vida de agora em diante. Obrigado, meu Deus, pelo perdão dos meus pecados e pela bênção da minha Salvação.”

Através desta confissão de recebimento de Jesus, como seu Senhor, seus pecados são perdoados, e se reconciliou com Deus. Assim, Jesus passa a ser também o seu Salvador. E Deus o abençoa com a Salvação.

Agora que aceitaste Jesus, duas coisas muito simples aconteceram: 

- Jesus tornou-se o teu Salvador e Senhor, e 

- Tornaste-te filho de Deus. A isto chamamos de “Salvação”.

Deus quer que saibas que antes era um pecador, e que não podias livrar-te dos teus pecados por ti mesmo (Romanos 3:23*; 6:23*). Para isso Deus forneceu um meio – Jesus Cristo, o qual pagou o preço exigido por toda a humanidade. 

*Romanos 3:23 - “Porque todos pecaram, tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus.” / *Romanos 6:23 - “Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.”

Em Jesus os nossos pecados são perdoados, temos de novo vida espiritual (no espírito) e voltamos a ter relacionamento com Deus – João 10:10: “eu vim para que tenham vida...”

Quem senão Ele poderia ter derramado sangue para criar vida, usar a dor para trazer cura, permitir a injustiça para satisfazer a justiça e aceitar a rejeição para restaurar a aceitação? 

Agora tu é um filho de Deus porque “nasceste de novo”. 

- Quando nasceste, recebeste a vida natural dos teus pais. Por isso, és parecido com eles, e tens muitas das suas características. 

- Quando Jesus se tornou o teu Salvador, Ele trouxe-te uma nova vida – uma vida espiritual, uma vida vinda de Deus. Quando recebemos Jesus, nosso espírito é unido de novo ao espírito de Deus – nascemos de novo no espírito. --» relacionamento retomado.

    A Bíblia chama a isto de “novo nascimento” (Jo 3:3). 

João 3:3 - “... é realmente como te digo: quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”

No teu primeiro nascimento, tornaste-te filho dos teus pais terrenos; agora, no teu novo nascimento, ou segundo nascimento, tornaste-te filho de Deus, o teu Pai Celestial.

É importante que por causa disto tens 2 naturezas: a antiga, que recebeste quando nasceste a primeira vez, ou vida natural; a nova, que recebeste com o segundo nascimento – a natureza divina – porque agora Deus habita dentro de ti, através do Seu Espírito Santo.

No que se refere ao teu primeiro nascimento, o natural, podes já ser adulto, jovem, ou ainda criança. Mas, no que se refere ao novo nascimento, o espiritual, és um “bebé”. Recebeste uma vida nova, que está apenas agora a começar.

A tua vida espiritual precisa de crescer.

Restauração do Significado, Segurança e Aceitação

- Adão perdeu a vida!

- Jesus devolveu a vida! Jesus veio para restaurar/redimir o Homem (1 João 5:12 - “... quem tem o Filho de Deus tem a vida; mas quem não tem o Filho não tem a vida”; João 1:12 - “Mas a todos quanto o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus...”). Ter a vida de Cristo dentro de nós é o que torna possível a restauração do que Adão e Eva perderam na Queda (ver Génesis 1:26). Jesus restaura no Homem o significado, segurança e aceitação.

“Em Cristo Jesus, eu tenho significado!” Não és mais sem valor, inadequado ou sem esperança. Em Cristo tens um profundo significado e és especial. Deus diz:

- Mateus 5:13,14 – E sou o sal da terra e a luz do mundo

- João 15:1,5 – Eu sou um ramo da videira verdadeira, Jesus – sou um canal da Sua vida.

- João 15:16 – Eu fui escolhido e designado por Deus para dar fruto.

- Actos 1:8 – Eu sou uma testemunha pessoal de Cristo.

- 1 Coríntios 3:16 – Eu sou o Templo de Deus

- 2 Coríntios 5:17-21 – Eu sou um ministro da reconciliação para Deus.

- 2 Coríntios 6:1 – Eu sou cooperador de Deus

- Efésios 2:6 – Eu estou assentado nos lugares celestiais com Cristo.

- Efésios 2:10 – Eu fui feito por Deus para realizar boas obras.

- Efésios 3:12 – Eu posso aproximar-me de Deus, com liberdade e confiança.

- Filipenses 4:13 – Eu posso tudo naquele que me fortalece.

“Em Cristo, eu estou seguro!” Já não és culpado, desprotegido, sozinho, ou abandonado. Em Cristo Jesus estás totalmente seguro. Deus diz:

- Romanos 8:1,2 – Eu estou livre de condenação.

- Romanos 8:28 – Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

- Romanos 8:31-34 – Eu estou livre de qualquer acusação contra mim.

- Romanos 8:35-39 – Eu não posso ser separado do amor de Deus.

- 2 Coríntios 1:21,22 – Eu fui confirmado, ungido e selado por Deus.

- Filipenses 1:6 – Eu estou certo de que o bom trabalho que Deus começou em mim vai ter continuidade.

- Filipenses 3:20 – Eu sou um cidadão do Céu.

- Colossenses 3:3 – Eu estou escondido com Cristo em Deus

- 2 Timóteo 1:7 – Eu não recebi um espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação.

- Hebreus 4:16 – Eu posso encontrar graça e misericórdia para ser socorrido nos tempos de necessidade.

- 1 João 5:18 – Eu sou nascido de novo, e o maligno não pode tocar-me.

“Em Cristo, eu sou aceite!” Já não és rejeitado, sem amor ou “sujo”. Em Cristo, somos completamente aceites. Deus diz:

- João 1:12 – Eu sou um filho de Deus

- João 15:15 – Eu sou um amigo de Deus.

- Romanos 5:1 – Eu fui justificado.  

- 1 Coríntios 6:17 – Eu estou unido com o Senhor e sou um espírito com Ele.

- 1 Coríntios 6:19,20 – Eu fui comprado por um preço. Pertenço a Deus.

- 1 Corintios 12:27 – Eu sou membro do corpo de Cristo.

- Efésios 1:1 – Eu sou um santo.

- Efésios 1:5 – Eu fui adoptado como filho de Deus

- Efésios 2:18 – Eu tenho directo acesso a Deus por meio do Espírito Santo

- Colossenses 1:14 – Eu fui redimido e perdoado de todos os pecados

- Colossenses 2:10 – Eu estou completo em Cristo.

Nossos sentimentos podem dizer outra coisa... “enganoso é o coração”.

Como cristãos, acreditamos que o que a Bíblia diz é verdade!

- Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou!

- Eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho!

- Eu posso o que a Bíblia diz que eu posso!

Portanto...

O que aconteceu comigo? Quem sou eu agora? Próxima lição!