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domingo, 17 de março de 2019

Geração Nutela

Geração Nutela - Quem são eles?
Dormem na cama dos pais até quando querem. Largam mamadeira e chupeta quando querem. Só comem o que querem.
E dai? Que mal faz?
Social aos 11 anos.
Melhor celular a cada Natal.
Surdos com seus fones de ouvido.
Centenas de amigos virtuais.
Não pensam nos riscos.
Vida social? Se não for top, nem vou. Alto grau de exigência. Conseguem tudo o que querem.
E dai? Que mal faz?
Os pais não precisam brincar.
O celular faz isso.
Os pais não precisam buscar nas festas.
O Uber faz isso.
Os pais não precisam cozinhar.
O Ifood faz isso.
Os pais não precisam nem educar. A escola integral faz isso.
E daí? Que mal faz?
.
Nem pensam que tudo o que o filho quer é "um puxão de orelha" e uma bronca: "hoje não é dia de festa! Vai comer comida que presta!" Criar filhos está "mais facil", mais cômodo, afinal, a criança resolve tudo com cliques na tela.
E daí? Que mal faz?
Ler para o filho? Cantar musica e fazer cafuné? Luxo para poucos. Os pais estão desconectados. Precisam de ajuda, mas só aceitam quando a bomba explode.
Pais e filhos sob o mesmo tecto mas diálogo zero. Nem um filme juntos. Mas sempre conseguem aquela selfie de família perfeita. Afinal, o que importa é mostrar que é feliz. Ter mil curtidas.
Mal sabem o que é um jogo de tabuleiro. Pensar virou uma coisa que dói. Fazer criança pensar parece que é fazê-la sofrer.
E o que você quer ser quando crescer?
Youtuber. Blogueira. Vlogueira.
Digital influencer.
Estudar, entrar na faculdade, se especializar... imagina!! Não sei esperar.
Não sei ouvir não.
Não sei o que é frustração e rejeição.
Culpa de quem?
Ops! Não se pode falar nisso.
Não pode é mais nada.
Não pode dar palmada, não pode falar alto, nem em pé com a criança. Não pode castigo. Não pode nem falar não.
E o tempo passando. Os filhos crescendo. Drogas e suicídio aumentando.
Querem tudo para já.
Bem no esquema "venha a nós o vosso reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". E ai do adulto que não disser "amém".
Por Denise Dias
Terapeuta, mãe do Rafael, "preocupada com a futura sociedade do meu filho".

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

o pequeno barquinho

Era uma vez um pequeno barquinho que, com a ânsia de desbravar o mar, entrou em altas marés. As marés eram tão altas e fortes que o barquinho ficou sem forças para continuar, desiludido porque raramente encontrava marés calmas. De tantos açoites que levou a pintura já estava danificada, e as madeiras também estavam a precisar de reparação. Se ali continuasse muito tempo, por certo seria desfeito e ali morreria.

Um dia um barco maior encontrou-o já sem ânimo para continuar. Estava à deriva naquele mar, sem conseguir saber para onde haveria de ir a fim de encontrar descanso. Foi rebocado para o estaleiro. Ao chegar ao cais muitas mãos repararam a sua pintura, novos motores foram aplicados, e recebeu novas instruções a respeito dos perigos do mar. Passado algum tempo ali, aquele barco já estava pronto novamente para sair e aventurar-se no mar.

A única coisa que ele precisava fazer era largar a corda que o prendia ao cais, e surfar alegre pelas ondas do mar, e cumprir o propósito para o qual havia sido construído.  

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

não desista do seu sonho


"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3.20). Quando Deus lhe dá um sonho, coloca dentro de si - ou ao seu alcance - todos os recursos necessários para o seu cumprimento.

Tem uma ideia impensável, assustadora e completamente louca que não o deixa dormir à noite? Os sonhos são assim mesmo, especialmente se forem dados por Deus. Em termos humanos podem até ser uma loucura. Se analisados pelo triângulo da lógica, custo e persistência, tais sonhos parecem geralmente estar fora do nosso alcance. Não passam no teste de voo quando confrontados com a lei da gravidade da realidade. E o mais estranho é que quanto mais se lhes diz que "não", mais eles esperneiam que "sim" que "podem" e que "têm de".

O que se esconde por detrás dos grandes feitos? Inevitavelmente, grandes pessoas. Mas o que torna essas grandes pessoas diferentes das outras? Não é com certeza a sua idade, sexo, herança, talento ou companhia. É a fé! São pessoas que pensam e acreditam de forma diferente! Sonha em escrever um livro? Comece a escrever! Quer voltar a estudar? Matricule-se! Pague o preço, mesmo que leve anos! Está a tentar desenvolver uma competência que implica muito tempo, paciência e energia (para não falar de dinheiro)? Continue! Está a pensar em começar um negócio? Porque não?

Sem um sonho e a determinação para o cumprir, a vida reduz-se a um filme a preto e branco - tão pouco apelativo que nem dá vontade de uma pessoa se levantar de manhã. Por isso, persiga o sonho que dá cor à sua vida. Não desista dele!

Salmos 37.1-5

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

a precariedade da vida

Sem sombra de dúvida o ser humano é extraordinário. Se observarmos a capacidade intelectual e de criação do homem, ficamos admirados. 

O ser humano tem a capacidade de construir pontes (não pontes quaisquer!), pirâmides, palácios, prédios e arranha-céus, helicópteros, aviões e naves espaciais, carros e comboios com a mais alta tecnologia, artes diversas, etc. Há quem diga até que o ser humano já foi à Lua! (Se já foi, porque não voltou a repetir a façanha?!) Desenvolvemos inúmeras formas de comunicar uns com os outros. Desenvolvemos tecnologias que é de ficar surpreendidos, e muitas delas ainda não estão divulgadas e acessíveis ao cidadão-comum, que de um ano para o outro já estão desactualizadas, e até mesmo obsoletas. Nos últimos anos a medicina tem evoluído de forma assustadora! Novas maneiras de combater as doenças têm sido descobertas, etc. Poderia ficar aqui a mencionar imensas coisas nas quais o ser humano é superior, e a lista nunca mais iria acabar. Dizem os cientistas neurológicos de que o ser humano, na sua generalidade, somente usa dez por centro do seu cérebro. Uns usam mais, e outro usam menos. Mas mesmo assim, usando somente os tais dez por cento... uau, é assustador!

Se simplesmente fossemos animais, nossa vida iria ser completamente diferente. Passaríamos nossa vida a acasalar e a procriar, sendo presas de algum outro animal e caçadores para nos alimentarmos. Nem dá para imaginar! Ou melhor, até dá, mas a imagem não seria nada agradável. Sem dúvida alguma, não se pode comparar o ser humano com os animais! 

O ser humano é surpreendente! Mas, de um momento para o outro, alguma coisa acontece, que nos mostra o qual precários nós somos. De repente estamos sentados na explanada de um café, e uns radicais aparecem com metralhadoras (como aconteceu em Paris nos finais de 2015), ou colocam uma bomba e explode sem darmos conta. Um acidente de automóvel acontece, numa viagem que até era curta, que muda o rumo da nossa vida para sempre. Uma doença é descoberta em nosso corpo, que vai levar-nos à debilidade física, e até mesmo outras debilidades. Ou outra "cena" qualquer acontece e o caminho que prevíamos tomar, de repente é mudado.

Lutamos sem medir esforço para construir alguma coisa para usufruirmos em nossos dias mais avançados, ou até mesmo para deixar algo de valor para a descendência. De repente sonhos e projectos são encurtados! 

Quão precário é o ser humano! A vida nesta terra pode ser longa, mas também pode ser curta. Para alguns a vida nem sequer chega a acontecer, pois são brutalmente assassinados antes mesmo de nascer!

Ninguém pode considerar que tem a vida na sua mão e que pode controlá-la. Você mesmo nem pode afirmar que tem a certeza que vai ler este texto até ao fim. A vida não está em suas mãos. O ser humano por mais capacidades que tenha, não tem a capacidade de controlar a vida.

Então, porque tantas guerras? Tantas lutas? Tanta euforia para obter isto e aquilo? Para quê? Hoje e agora é o momento que devemos viver com toda a intensidade de nossa vida... sabendo uma coisa, que depois desta vida há uma outra vida para ser vivida. E é aqui nesta vida que decidimos onde iremos passar a eternidade. Isso, se acreditares em Deus, e no que está mencionado na Palavra de Deus - a Bíblia. 

Mas se não acreditares, que esperança tens tu? Qual a razão da tua vida? Porque motivo trabalhas tu? Porque lutas para dar uma boa educação aos teus filhos? Se acreditar que a vida termina no momento da morte, porque motivo te levantas todos os dias, e lutas para melhorares a tua vida?

Eu acredito que, o ser humano foi criado com a capacidade criadora de Deus, para que possamos fazer desta terra um lutar maravilhoso para nós desfrutarmos dele, e aqui termos relacionamentos saudáveis uns com os outros, e no momento em que a vida nos der um "tropeção", e nossa vida comece a findar aqui, tenho uma outra vida para ser vivida, onde poderei para sempre desfrutar da companhia de todos aqueles que souberam fazer a melhor e a maior escolha que se pode fazer nesta vida!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

o sofrimento do crente

Lucinda Alves

Quando o povo de Israel saiu do Egipto, Deus os salvou com Mão Forte e Braço Estendido, com Coluna de Fogo de noite e Nuvem de dia. Como figura da salvação passam o Mar Vermelho (lit. mar dos juncos). Dali Deus tinha diversas rotas para os conduzir até ao Sinai para receberem a Lei e finalmente entrarem em Canaã.

Figuradamente compreendemos que para sairmos do Egipto (vida dos descrentes não salvos) não podemos chegar à nossa "Canaã" sem passarmos pelo mar (a nossa salvação, do qual o baptismo é figura) e sem vivermos de acordo com a Lei de Deus (o Sinai). Curiosamente, entre o Egipto e Canaã está um imenso deserto e viver a Lei de Deus implica o deserto.

Após a passagem do mar, Deus não os leva pelo caminho mais fácil, a via maris, o caminho dos filisteus.

Êx 13.17 Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;
Êx 13.18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.

Êx 14.10 Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor:
Êx 14.11 e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito?
Êx 14.12 Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.

A Fé imatura de Israel transparece imediatamente, apesar de uma tão grande salvação! O povo queixa-se da dificuldade da vida fora do Egipto, quando lá eram escravos e eram oprimidos. E todo o percurso no deserto é repleto de murmurações, desobediências e até idolatria, no caso do bezerro de ouro, enquanto Moisés recebia a Lei no Sinai.

Porque Deus leva o povo por um caminho, sem comida, sem água, com serpentes e dificuldades?
Deus tira o povo da fornalha do Egipto para Ele mesmo ser o seu fogo purificador. É a figura do metal que precisa ser purificado. O Egipto não era o forno adequado para purificar, por isso YHWH se torna o fogo que purificará Israel na fornalha do deserto.

Dt 4.20 Mas o Senhor vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, a fim de lhe serdes um povo hereditário, como hoje o sois.
Dt 4.21 O Senhor se indignou contra mim por vossa causa, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa terra que o Senhor vosso Deus vos dá por herança;
Dt 4.22 mas eu tenho de morrer nesta terra; não poderei passar o Jordão; porém vós o passareis, e possuireis essa boa terra.
Dt 4.23 Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu.
Dt 4.24 Porque YHWH vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.
São muitas as passagens onde se refere que Deus provou o povo intencionalmente:

Êx 15.25 Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou,

Êx 16.4 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.

Êx 20.20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.

Dt 8.2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos.

Dt 8.16 que no deserto te alimentou com o maná, que teus pais não conheciam; a fim de te humilhar e te provar, para nos teus últimos dias te fazer bem;

Deus quer saber, se em tempos de dificuldade, de deserto dificil, o seu povo irá obedecer-lhe ou não e Ele quer ensinar ao seu povo que apenas Ele é Deus. Aqueles que dizem ser seus servos e filhos devem obedecer-lhe sem murmurar.

Curiosamente quando chegaram à Terra Prometida, quando o tempo do deserto terminara, Israel recusa-se a entrar porque para isso teria de lutar. A consequência foi fatal e vaguearam mais quarenta anos no deserto até morrer toda aquela geração murmuradora e incrédula.

Nm 14.2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto!
Nm 14.3 Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?
Nm 14.4 E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe o voltemos para o Egito.
Nm 14.5 Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra perante toda a assembléia da congregação dos filhos de Israel.
Nm 14.6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes;
Nm 14.7 e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa.
Nm 14.8 Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.
Nm 14.9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais.

Nm 14.20 Disse-lhe o Senhor: Conforme a tua palavra lhe perdoei;
Nm 14.21 tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,
Nm 14.22 nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz,
Nm 14.23 nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá.
Nm 14.24 Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro Espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá.

Que grande ensinamento podemos tirar!

Quando finalmente estamos diante da concretização da Promessa, diante da nossa Terra Prometida, quantas vezes não a reconhecemos, recusamo-nos a lutar e voltamos ao deserto!

Lamentavamos a privação do deserto, mas não reconhecemos a nossa Canaã, porque pensamos que tem de ser fácil e de acordo com o que tinhamos imaginado!

O caminho para Canaã é porém duro e cheio de provações e a Terra precisa ser conquistada! Muitos preferem o Egipto e voltar à vida sem Lei e sem provações ou lutas...

Embora Deus faça provisão de maná quando não há comida e dê água da rocha ao seu povo, essas privações, dizem as Escrituras, foram provas de Deus para purificar o seu povo.

Não quero defender que todo o sofrimento provém de Deus, de modo algum!

Mas temos de discernir aquilo que vem da oposição satânica à nossa vida (os gigantes da terra com quem temos de lutar) e a provação que tem origem divina para nos provar.

Muitas vezes recusamos tanto a provação de Deus como a luta com o inimigo.

Para com o inimigo temos a responsabilidade de lutar com as armas que as Escrituras nos ensinam: o nome de Yeshua (Jesus), a Palavra (espada do Espírito), reconhecendo a autoridade que nos foi dada sobre toda as forças das trevas.

Para com a provação divina devemos humilhar-nos e não fugir da purificação e vontade e Deus para nós. O homem tende a fugir do sofrimento, mas na fuga só encontra mais sofrimento, pois é melhor estar na fornalha de Deus que na fornalha do Egipto. É melhor a correção do Pai que nos ama, que dos senhores do Egipto que nos detestam ou o nosso próprio caminho.

Por vezes parece que o sofrimento é tal que não vamos conseguir suportar. Mas em vez de clamar a Deus para nos tirar do fogo, devemos orar para que consigamos permanecer no fogo até o objectivo divino em nós se concretizar.

Pensemos que uma Grande Tribulação virá sobre a Terra e quem subsistirá?!

Cada ofensa diária é um pequeno treino para o dia da grande provação.

Se conseguir perdoar uma pequena ofensa, e amar aquela pessoa que me ofende, então virá uma maior para eu aprenda a amar, apesar da grande ofensa. Assim somos purificados para resistirmos no dia mau, como está escrito: "Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena." (Pv 24.10 ).

Cada vez que procuramos fugir da sua Lei (a sua vontade), que é dada no deserto e nos recusamos a obedecer, estamos a procurar salvar a nossa vida por nós mesmos.

Mt 10.39 Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.
Mt 10.38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Mt 6.12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;

Jo 12.25 Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.

Cada vez que escolhemos a nossa vontade, por pensarmos que aí nos livraremos do sofrimento, concluiremos mais tarde que não há pior sofrimento que sair da Mão de Deus. A nossa vontade conduzir-nos-á a mais "quarenta anos de deserto" e poderemos nunca alcançar a Terra Prometida, morrendo no deserto da nossa própria vontade.