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sábado, 20 de julho de 2019

igreja perfeita

À PROCURA DE UMA IGREJA PERFEITA

Estava à procura uma igreja perfeita para mim e para a minha família, e resolvi conversar com o Apóstolo Paulo.

- Oi! É o Apostolo Paulo?
- Sim é ele!
- A paz do Senhor Jesus! 
- Amém, irmão!
Desculpe o incómodo, apóstolo, mas estou a precisar da sua ajuda. É que estou decepcionado com muita coisa na igreja à qual assisto e estou à procura de uma Igreja perfeita. Estou a pensar em congregar em Corinto. Ela é uma igreja ideal? 
- Olha, a Igreja de Corinto tem grupinhos (1Co 1:12), tem inveja, contendas (1Co 3:3), brigas que vão parar nos tribunais de justiça comum (1Co 6.1-11), e tem até alguns fornicadores (1Co 5:1).
E a Igreja de Éfeso?
- É uma Igreja alicerçada na Palavra (At 20:27), mas, ultimamente, tem muitas pessoas sem amor por lá (Ap 2:4).
Então, penso em ir congregar em Tessalónica.
- Lá tem alguns que andam desordenadamente e não gostam de trabalhar (2Ts 3:11).
- Hum! Tá difícil, heim, apóstolo?! E se eu for para a igreja de Filipos?
- Filipos até que é uma igreja boa, mas tem lá duas irmãs que se chamam Evódia e Síntique que se desentenderam e estão sem conversar uma com a outra (Fp 4.2).
- Então, acho que vou mudar para Colossos para começar a congregar lá.
- Olha, em Colossos tem uns hereges que estão a tumultuar o ambiente. Tem um grupo lá que está até a cultuar a anjos (Cl 2.18).
- Que coisa! E se eu for para para a igreja dos Gálatas?
- Bem, lá tem alguns crentes a "morderem-se" e a "devorarem-se" uns aos outros (Gl 5.15).
-  Não sabia que era tão difícil achar uma igreja perfeita! Entrei em contato com o Apóstolo João para saber se a igreja de Tiatira seria ideal, mas ele disse-me que os irmãos de lá tem estado a tolerar uma mulher que se diz profetisa e que tem fomentado a prostituição e a idolatria (Ap 2.20).
Pensei, então, na possibilidade de ir para Laodiceia, mas João disse-me que seus membros estão muito longe da perfeição, pois são orgulhosos, materialistas e mornos espiritualmente (Ap 3.16). Perguntei sobre Pérgamo, e João me disse que lá tem alguns que seguem as doutrinas dos nicolaítas e de Balaão (Ap 2.14-15). Sabe, irmão Paulo, já pensei em ir para a Igreja Central em Jerusalém, mas ouvi dizer que tem muita gente preconceituosa lá (Gl 2.12,13), além de murmuradores (At 6.1) e alguns mentem ao ministério buscando destaque na comunidade (At 5.1-11). E agora, como faço, Paulo?
- Você precisa entender que não existe igreja perfeita, ela é composta por seres humanos. Meu conselho é que desista de procurar uma Igreja perfeita, e sejas tu mesmo a igreja perfeita; não deixes de congregar (Hb 10.25) e coloque-se à disposição de Deus. Quando for à igreja, não vá a pensar que o culto vai agradar-te, mas vá à igreja oferecer UM CULTO AGRADÁVEL AO SENHOR JESUS! Ah antes que eu esqueça, leia as referências bíblicas que eu coloquei em cada resposta minha. Acho que se você lesse mais a Palavra de Deus não estaria tão confuso assim... Falo isso com amor!

Autor desconhecido!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

porquê igreja nas casas?


Durante minha vida cristã passei por algumas denominações evangélicas, até ao dia em que o Senhor me fez ver algo diferente, sobre a necessidade de voltar às origens do cristianismo. Isso levou-me a tomar decisões na vida, a fim de me encaixar na vontade de Deus para a minha vida, e minha família. Não tem sido fácil, por uma questão de vários anos de hábitos denominacionais, hierarquias, costumes, etc., nem tem sido fácil porque muitos amigos, até mesmo cristão, não compreendem nós estarmos a viver um "modelo" de igreja diferente. É verdade que é diferente! Infelizmente desde os anos 300 d.C. a verdadeira essência do que é igreja foi-se perdendo, tendo o imperador Constantino trazido hábitos, hierarquias, etc., da sua religião romana. 

Sinto um clamor por parte das nações, pelo retorno às origens da igreja primitiva, de voltar à essência, deixando de lado todas as coisas que ao longo dos anos foram sendo anexadas, e que vieram contaminar o verdadeiro cristianismo.

Para podermos melhor entender o porquê da igreja nas casas, precisamos de entender o verdadeiro significado da palavra "igreja":

De uma forma simples, não indo para os campos fundos da teologia, "Igreja" significa "assembleia", ou seja, "ajuntamento", "congregação". No caso cristão, significa ajuntamento dos cristãos, dos irmãos, daqueles que um dia decidiram entregar as suas vidas a Deus.

A "igreja nas casas" não é algo novo, nem local. O despertamento da "igreja nas casas" tem acontecido nos últimos anos, em várias partes do mundo, de uma forma extraordinária. 

Como é mencionado, o ajuntamento dos cristãos acontece num ambiente familiar, casaeiro, descontraído, mas com muito zelo por Deus. Somos cristãos que percebemos que estar numa "igreja" onde nos reuníamos em algum espaço alugado, ou adquirido, para aí termos as nossas reuniões da igreja - os cultos - não era suficiente. Por esses e outros motivos abaixo mencionados a nossa insatisfação foi crescendo. Nessa insatisfação observámos pela Bíblia que o local ond os irmãos congregavam era nas casas. Se lermos o livro de Atos dos Apóstolos encontraremos imensos textos a mencionar as reuniões nas casas. Um grande exemplo disso encontra-se em Atos 2:1-4, quando fala sobre a descida do Espírito Santo. Os cristãos - a nova seita - jamais seria autorizada a usar os templos e sinagogas judaicas. Mesmo quando fala em Atos 2.46, que eles iam "perseverando unânimes todos os dias no templo", acredito que seria junto ao muro e não no interior do templo, pelo motivo mencionado anteriormente. 

O "modelo" da igreja nas casas, é sem sombra de dúvidas, o retorno à igreja original e bíblica. Todos os outros "modelos" de igreja a que estamos habituados a ve não estão mencionados na Bíblia.

É no "modelo" bíblico da igreja nas casas que todos os presentes podem colocar seus dons e talentos em exercício (conforme II Coríntios 14.26). No "modelo" actual das igrejas, poucos podem colocar seus dons e talentos em exercício nas reuniões.

No "modelo" bíblico as crianças fazem parte da reunião da igreja juntamente com os adultos, pois elas também são corpo de Cristo. No modelo actual, as rianças são isoladas dos adultos, para serem "entretidas" e para não perturbar a reunião dos adultos.

No "modelo" bíblico é incentivada a comunhão e o relacionamento entre os irmãos, edificando e exortando-se mutuamente no Senhor, criando em todos o sentido de comunidade, família e amizade, ajudando uns aos outros de acordo com as suas necessidades. No modelo actual os "membros" da igreja "picam o ponto" e pouco relacionamento têm no seu dia-a-dia. Partilham o mesmo espaço de adoração durante algumas horas da semana, mas nas outras horas e dias são perfeitos estranhos.

Conclusão:

Vivemos tempos que somos exortados pelo Espírito Santo a devolver-Lhe a igreja. Vivemos tempos em que temos sido conduzidos a voltar à simplicidade do Evangelho, ensinando e praticando os ensinos que Jesus ensinou e deixou-nos para serem praticados, mesmo numa sociedade cristã cada vez mais distante de Cristo e dos Seus ensinos.

Este é o convite do Espírito Santo para mim, para si e para todos aqueles que se consideram cristãos: voltemo-nos para a simplicidade do Evangelho de Cristo, deixando de lado tudo aquilo que ao longo de centenas de anos tem sido agregado à Igreja de CRisto, mas que não foi agregado por Ele.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

membros uns dos outros

A Bíblia nos diz que quando nos unimos ao Senhor (através do novo nascimento, "salvação"), passamos a fazer parte dEle, ou seja, somos membros do Seu Corpo (Corpo de Cristo). I Coríntios 6.17 - "Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele."

I Coríntios 12.2 diz-nos o seguinte: "Porque assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo."

Efésios 5.30 diz-nos também o seguinte: "Porque somos membros uns dos outros" (ver também Efésios 4.25 e Romanos 12.5).

Nossa participação na vida de Cristo nos coloca automaticamente numa relação orgânica com Seu Corpo. Não é possível participar de Cristo sem participar, portanto, uns dos outros. Nossa unão com Cristo envolve nossa união com todos aqueles que estão unidos a Cristo. Ao sermos "um com Cristo", também somos "um com os meus irmãos". Esta é a ligação mais importante que temos na terra.

Jesus orou (João 17.20-23) para que Seus discípulos fossem um - unidade perfeita, visível e manifesta ao mundo.

Precisamos de ver-nos como Ele nos vê: membros do Seu Corpo, um com Ele, membros uns dos outros e um com os irmãos.

Cada cristão tornou-se filho do mesmo Pai (Deus). Ao nascer de novo, fomos gerados filhos de Deus, por adopção. E, Jesus Cristo, é o nosso irmão mais velho, o primogénito.

Nem todos os Homens são nossos irmãos, pois nem todos são filhos de Deus!

Jesus disse que a característica marcante da comunidade dos dicípulos seria o amor que teriam entre si (João 13.35). Amar é dar-se, entregar-se, e é o que nos leva à vida comunitária. É impossível fazer-se parte do Corpo de Cristo, ser filho de Deus, e não amar: a Deus, ao irmão e ao próximo (ainda não irmão). Tudo na vida do cristão deve ser feito com amor! Tudo o que seja feito sem amor, não tem qualquer valor! (I Coríntios 13.1-3).

O amor, mandamento de Deus, deve desenvolver-se e abundar cada vez mais no cristão, ao ponto de conduzi-lo à "koinonia" (estar junto) e à "diakonia" (serviço mútuo).

Salmo 133 fala da importância da "koinonia" (comunhão). É quando estamos juntos que podemos edificar e sermos edificados (Actos 2.42,44,46). A comunhão entre os irmão é algo intrínseca à própria natureza da Igreja (Corpo de Cristo).

Infelizmente tem vindo a crescer na última década a ideia do cristianismo solitário - "desigrejados". Essa é uma mentalidade maligna. Ovelha sozinha é presa fácil do lobo. Todo o membro que viva afastado do corpo irá apodrecer, pois não recebe a vida que corre pelo corpo. A mentalidade de cristianismo solitário vai contra a mentalidade cristã de comunidade, bem visível no livro de Actos dos Apóstolos. Hebreus 10.25 diz-nos que n\ao devemos deixar de congregar, ou seja, de nos juntarmos com outros cristãos, mesmo que eles não tenham o mesmo ponto de vista (Romanos 14.1).

Como filhos de Deus, irmãos uns dos outros, precisamos de ter uma mentalidade de família, comunidade. Somos um em Cristo! Não podemos pensar, sentir, agir, planear como indivíduos solitários.

Vemos em Actos dos Apóstolos que os irmãos (filhos de Deus) se reuniam de "casa em casa" para relacionamento e adorar a Deus (Actos 5.42; 20.20; entre outros textos).