Mostrar mensagens com a etiqueta alma. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alma. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de março de 2026

a guerra interior de cada um de nós



A Bíblia ensina-nos que estamos em guerra (guerra espiritual).

Quando nascemos outra vez, o enchimento de Deus vem viver dentro do nosso espírito. Nesse momento, o nosso espírito é renovado, mas o trabalho da nossa alma só agora está a começar. É este conflito entre a nossa alma e o nosso espírito que nos faz estar em guerra por dentro.

O nosso espírito quer fazer a vontade de Deus, e a nossa alma – que incluem a nossa consciência, vontade e emoções – quer fazer as suas próprias coisas. Paulo descreve esta batalha muito claramente em Gálatas 5:17 – Porque a carne cobiça a contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.  

É importante nós sabermos que todos os crentes experimentam esta batalha. Qualquer pessoa é tentada, e qualquer pessoa é de carne, que combina a nossa alma e o nosso corpo. Todos nós temos pensamentos, desejos e sentimentos que não se alinham com a vontade de Deus. E são estes desejos carnais que estão constantemente em guerra com o Espírito de Deus que vive no nosso Espírito. Por todas as decisões que tomamos nós temos a escolha de "votar" por Deus ou pelo inimigo. Basicamente, se escolhermos o que diz na Palavra de Deus, estamos a votar em Deus, e vamos ter Paz. No entanto, se escolhermos o que a nossa carne quer, estamos a votar pelo inimigo, por isso teremos tormento.

Uma das grandes lições da vida que eu aprendi foi perceber que o pecado não é morte, mas que nós estamos mortos para o pecado. Esta verdade encontramos em Romanos 6:10,11, que diz: "Pois, quanto a ter morrido (Jesus), de uma vez morreu (terminando a relação com ele) para o pecado, mas, quanto a viver, vive para Deus (com inquebrável comunhão com Deus). Assim, também, vós, considerai–vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Jesus Cristo, nosso Senhor". 

Interessantemente, a palavra "comunhão" quer dizer sociedade, pacto; associação mútua de pessoas em termos iguais e amigáveis; um estado de estar juntos. 

Tu e Eu vamos fazer uma comunhão com o Pai, ou uma comunhão com o pecado.

Como fazemos uma comunhão com o pecado? Quando nós nos focamos constantemente nos nossos erros, estamos a fazer uma comunhão com o pecado. Se nós nos arrependermos mas continuarmos constantemente a pensar no que fizemos de mal, estamos basicamente a rejeitar o perdão de Deus, e estamos a fazer comunhão com o pecado. O quão duro possa isto parecer, é a verdade. 

Eu não consigo contar as vezes que errei e pedi perdão a Deus, mas depois pensava nos erros e sentia-me mal comigo mesmo durante dias. Parecia que eu não merecia fazer uma comunhão com Deus. Satanás ainda fazia pior quando constantemente me segredava ao ouvido "o quê que te faz pensar que mereces ter comunhão com Deus depois do que fizeste?". Eu concordava com ele e passava os dois dias seguintes a tentar corrigir-me o melhor possível para poder fazer uma comunhão com Deus. No entanto, nunca resultou. Assim que eu chegava ao ponto em que me sentia bem comigo mesmo, normalmente fazia qualquer coisa errado, e voltava ao ponto que estava, debaixo de culpa e condenação.

Eu nunca esqueci aquela manhã em que estava sentado na minha cadeira a pensar nos meus problemas e em todas as áreas da minha vida que precisavam ser mudadas, e o Espírito Santo falou comigo.

Ele disse: "Vais fazer comunhão com as tuas falhas e fraquezas ou vais fazer comunhão comigo?". 

Nesse dia eu comecei a ver que não somos um choque para Deus. ELE conhece todos os nossos pensamentos antes de nos virem à cabeça, todas as palavras antes de as falarmos, e tem todos os dias das nossas vidas registados no Seu livro da vida antes de acontecer. Vejamos Salmos 139:2,4,16: "Tu conheces o meu assentar e o meu levantar: de longe, entendes o meu pensamento. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo, dia a dia, formadas, quando nem ainda uma delas havia".    

Ainda assim ELE continua incondicionalmente à amar-nos e à aceitar-nos.

É nosso dever escolhermos receber o Seu amor e a Sua aceitação e parar tentar merece-lo.

Quando mudarmos o nosso foco, mudaremos o nosso comportamento

Agora, eu sei que tu deves estar a pensar, então e o meu comportamento? Está errado? Tenho que o mudar? Sim, tem que ser mudado, mas se focarmos os nossos erros e fraquezas eles só iram piorar. Para onde viramos a nossa atenção é para onde vai a nossa força. Então, se tu e eu focarmos e fizermos uma comunhão constantemente com os nossos erros, vamos continuar a errar e a falhar.

Mas se focarmos na bondade de Deus, formos corretos em Cristo, e continuarmos em comunhão com ELE, começaremos a fazer as coisas corretas. 

Não é suposto nós meditarmos no que está errado connosco ou nos pecados que facilmente nos enredam.

A Palavra diz que não devemos olhar para aquilo que nos distrai mas "Olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé" (Hebreus 12:2)

É crucial nós sabermos que não conseguimos vencer a guerra contra o nosso espírito sozinhos. Só Deus é que tem o poder de nos mudar, não nós. É o nosso dever colaborar com Deus e trabalhar na nossa salvação com o poder que ELE nos dá (Filipenses 2:12, 13), "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim, também, operai a vossa salvação, com temor e tremor; Porque Deus é o que opera em vós, tanto o querer como o efectuar, segundo a sua boa vontade". 

A única maneira de ultrapassar a nossa fraqueza é confiar em Deus, acredita que ELE trabalha em nós, e depois pede-lhe sabedoria e força para fazer as escolhas certas.

Enche a tua mente e a tua boca com a verdade.

Então, o que devemos fazer quando pecamos? Devemos fazer o que a Palavra manda – vai a Deus em oração, admite que erramos (arrependimento), pede-lhe para nos perdoar e nos limpar, recebe o seu perdão e a sua limpeza, e depois continua em comunhão com ELE.

Depois de anos a servir seriamente o Senhor, ainda há áreas na minha vida em que sou fraco e falho. Mas eu aprendi a não focar-me nelas. Em vez, eu levanto-me todos os dias e digo o que a Palavra diz sobre mim. "Eu sou a rectidão (justiça) de Deus em Cristo Jesus. Eu fui escolhido e santificado pelo sangue do cordeiro. Eu fui ungido e aprovado por Deus. ELE tem um plano especial para a minha vida. Eu sei que há coisas na minha vida que precisam ser mudadas, mas não as consigo mudar sozinho. Deus está a mudar-me de glória em glória à medida que vou ficando na sua Palavra e na sua presença".

Eu depois peço a Deus para me ajudar a confiar nEle para me mudar e entretanto vou sendo bondoso para os outros.

Fazer o bem aos outros é outra das grandes chaves para ultrapassar os desejos da carne. Romanos 12:21: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem".   

Eu aconselho a estudarem e lerem Romanos 6 a 8.

À medida que estudam Romanos vão ter uma grande revelação da vossa posição em Cristo e experimentarão a verdadeira liberdade da condenação e da culpa.

(autor desconhecido)



-------------------------

📖 Maratona Espiritual: Princípios da Fé Cristã

Mateus 4 nos mostra que Jesus venceu a tentação usando a Palavra de Deus. Hoje também somos tentados de várias formas, e só com conhecimento bíblico sólido podemos permanecer firmes e viver de forma vitoriosa.

Infelizmente, muitos cristãos vivem derrotados espiritualmente por falta de estudo da Palavra e desconhecimento dos direitos e ferramentas que Deus nos deu para uma vida abundante. Essa carência reflete-se em fé superficial, aceitação de ensinos equivocados e até em práticas de adoração centradas mais no homem do que em Deus.

Após mais de 40 anos de vida cristã e quase 20 anos de ministério pastoral, e após anos de oração sobre este projeto, iniciei videoaulas online sobre os fundamentos da fé cristã, acompanhadas de material escrito de apoio.

✨ Convido-te a iniciares esta maratona espiritual de estudo dos Princípios da Fé Cristã. Vamos fortalecer a tua fé e promover crescimento espiritual sólido e consistente.

Investe na tua eternidade! Clica AQUI


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A prosperidade do Homem Interior



"Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma." (3 João 2)

Aqui, João estabelece uma conexão e identifica o que, para muitos, é o elo perdido entre a prosperidade externa e a prosperidade interna. Ele deixa claro que Deus quer que prosperemos na vida, mas somente na medida em que nosso homem interior prospera. Toda a prosperidade externa deve estar enraizada num "homem interior" (alma e espírito) forte, saudável e próspero. Caso contrário, a lacuna entre o que temos e quem somos pode se tornar nossa ruína. O autor de Provérbios coloca isso desta forma: “A herança que se ganha rapidamente não será bênção no fim” (Provérbios 20:21) Por quê? Porque quando a prosperidade externa repentina encontra a pobreza da alma interior, a lacuna é muito perigosa. Há registos de ganhadores da loteria que disseram que gostariam de nunca ter ganhado por esse mesmo motivo; eles queriam o dinheiro, mas não os problemas maiores que a riqueza externa repentina criou para eles internamente, mentalmente, emocionalmente e até fisicamente.

O que é a alma?

A alma é composta pela nossa mente, emoções e vontade; ou seja, como pensamos, como nos sentimos e como escolhemos. A alma é o principal campo de batalha das nossas vidas. A batalha pela nossa mente, emoções e escolhas é implacável. Pedro disse: "Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros neste mundo, a que vos abstenhais dos desejos pecaminosos que guerreiam contra a alma." (1 Pedro 2:11)

O que é o espírito?

Segundo a Bíblia, o espírito do homem é o componente imaterial, a "centelha divina" ou o sopro de vida (Génesis 2:7) dado por Deus que permite a conexão direta entre o ser humano e o Criador. Diferente da alma (emoções/mente) e do corpo (físico), o espírito é a parte que conhece a Deus e rege a consciência. 

O espírito é o verdadeiro "eu", parte do "homem interior" (juntamente com a alma).

Há uma guerra interior entre a alma (mente, emoções e vontade) e o espírito (salvo) do cristão. Milhões de baixas e mortes espirituais indicam que não estamos a vencer essa guerra interior. Milhões de cristãos têm vivido derrotados porque, quando a guerra atingiu o seu "homem interior", eles não tinham força interior suficiente para sobreviver. Muitos desses cristãos eram os indivíduos mais carismáticos, que falavam em línguas e tinham dons espirituais na igreja. E nós, que os vimos retroceder, ficamos chocados que pessoas tão espirituais pudessem cair. A realidade, porém, é que a maioria dos nossos problemas, desafios e tentações não são realmente espirituais, são mentais e emocionais - questões da alma.

Somos espírito, alma e corpo

Os seres humanos são compostos de três partes: espírito, alma e corpo. A menos que entendamos como essas três partes funcionam juntas, seremos eternamente vulneráveis. “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes; penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12)

Muitos de nós crescemos em igrejas onde a Palavra de Deus não era (e tem sido) aplicada com sabedoria. Não nos ensinaram (e ensinam) a diferença entre espírito, alma e corpo, nem como poderíamos (poderemos) amar e servir a Deus com todo o nosso espírito, alma e corpo. 

Isso gerou uma ênfase excessiva no espiritual e transformou tudo numa questão espiritual. Assim, quando enfrentávamos dificuldades, automaticamente nos tornávamos mais intensos espiritualmente. Se os problemas persistissem, buscávamos a intervenção divina na forma de imposição de mãos, libertação, cura, profecia, talvez um toque de Deus ou uma unção – ou tudo isso junto! No entanto, o que ninguém nos disse foi que o problema provavelmente não era espiritual, mas sim da alma. Portanto, não precisávamos de libertação de um demónio, mas sim de libertação dos pensamentos e sentimentos errados que produziam as más escolhas que nossa alma empobrecida insistia em nos impor.

O diabo entende muito bem a natureza humana. Por isso, a sua primeira abordagem a um ser humano foi um ataque direto à alma. “Deus realmente disse isso?” (Génesis 3:1) foi uma tentativa de levar Eva a um jogo mental, que ele sabia que, em última análise, a levaria à ruína espiritual. O diabo não se aproxima do nosso espírito diretamente. Ele sabe que, como crentes, o nosso espírito está fora de seu alcance, pois nasceu de novo de uma semente incorruptível (1 Pedro 1:23). Ele não perde tempo a tentar corromper o que sabe que não pode ser corrompido. A tua alma, porém, é alvo legítimo, então ele a aborda à vontade com todos os tipos de tentações, sugestões e opções. Ele sabe que se dominar a tua alma, poderá sabotar o teu destino terreno, e poderá alterar o teu destino celestial. Ele não pode separar-te do amor de Cristo, mas pode prejudicar-te de servir ao propósito de Cristo nesta geração. A batalha por nossas vidas é travada, vencida ou perdida na arena da nossa alma - a arena dos pensamentos, afetos e escolhas.

Alguém disse certa vez que o diabo não se preocupa tanto em nos empurrar para trás quanto em nos manter onde estamos. Não precisamos virar as costas para Deus ou deixar a Igreja para que o diabo nos derrote; precisamos apenas parar de crescer em nossa alma (santificação) e no espírito (crescimento espiritual, por meio da meditação na Palavra de Deus, oração e jejum). Muitos cristãos, que frequentam a igreja toda semana e têm bons corações, simplesmente pararam de crescer. Se falharmos em cuidar da alma das pessoas e em transformar tudo em uma questão espiritual, criaremos cristãos "super-espirituais" com almas tão deficientes em relação ao seu espírito que nunca haverá continuidade. Continuaremos a produzir cristãos que, em seu espírito, dizem "vamos conquistar a cidade", mas não têm prosperidade (crescimento) espiritual suficiente para aceitar uma simples correção com boa atitude.

Alguns dos que estão a ler isto permitiram que o seu espírito prometesse ao seu pastor ou líder da igreja algo que sua alma ainda não está madura o suficiente para cumprir. Não é que tenham sido insinceros, é apenas que o seu espírito quer fazer muitas coisas para as quais a sua alma ainda não está preparada. Não deixes que o teu espírito te leve aonde a tua alma imatura não consegue te sustentar. Não podes chegar a lugar nenhum na vida a menos que todos os teus membros os acompanhem: espírito, alma e corpo.

Tudo aquilo a que teu espírito se compromete pode ser anulado pela tua alma, porque tudo o que o teu espírito ordena, a tua alma terá que pagar. Se o teu espírito continua a ordenar coisas que a tua alma não pode arcar, estás a caminhar para problemas. Precisamos trabalhar na prosperidade da nossa alma a um ponto em que ela possa arcar com tudo o que o nosso espírito ordena. O diabo não se importa que as nossas igrejas priorizem o espírito, porque ele sabe que toda plenitude depende da alma. A falta de confiabilidade é a maldição da vida na igreja; em vez de prosperar a alma, ela a destrói para aqueles que a sofrem. Por que pessoas não confiáveis ​​continuam se voluntariando para servir e depois ficam com uma má atitude quando confrontadas sobre a sua inconstância? 

A Cafetaria

Criámos uma cafetaria em nossa igreja. Isso adicionou uma nova dimensão à qualidade da experiência na igreja, tanto para nós quanto, mais importante, para nossos visitantes. Requer uma equipa de pessoas voluntárias. Isto levou as pessoas que servem ao limite do compromisso, da confiabilidade e da fidelidade. Esta não é uma questão de coração, é uma questão de alma.

Esta iniciativa, e outras semelhantes nos últimos anos, destacaram para mim um princípio importante de crescimento da igreja: não posso levar a igreja a nenhum lugar em espírito que não possamos ir em alma. Tudo o que vislumbramos em espírito precisará ser financiado com a alma. Precisaremos financiá-lo, contratar pessoal, administrá-lo e sustentá-lo, e tudo isso sem o menor receio! Outro problema específico com a cafetaria foi que a equipa era composta quase que inteiramente por jovens. Acredito muito na promoção e na capacitação dos jovens. No entanto, os jovens têm algumas fraquezas notórias na alma, como falta de confiabilidade, pouca autodisciplina e falta de confiança. Portanto, este foi um ótimo ano de crescimento para a nossa juventude!

Para nos tornarmos uma igreja relevante, precisamos desenvolver uma alma próspera. O espírito está sempre disposto, mas a carne muitas vezes é fraca demais para traduzir essa disposição em ações correspondentes (Mateus 26:41). Se a ideia de uma cafetaria pode derrotar a nossa alma, então teremos que adiar as ideias realmente grandiosas até que desenvolvamos uma alma de igreja corporativa maior. Não conseguiremos aquilo pelo que oramos, apenas aquilo pelo qual oramos e trabalhamos. E não manteremos aquilo pelo qual trabalhamos se não nos tornarmos maiores do que aquilo. Se não formos maiores do que qualquer coisa que controlamos, então aquilo nos controlará. Como igreja, decidimos que não viveremos abaixo de uma alma fraca, mas viveremos de acordo com nosso destino espiritual e tudo o que isso exige de nós em nossa alma e corpo para alcançá-lo.

Evangelismo

Alguns anos atrás iniciamos uma jornada de evangelismo. Decidimos deixar de ser uma igreja segura, confortável e de classe média, para alcançar para Cristo pessoas não frequentadoras, por meio de uma série de iniciativas de evangelização.

Isso levou a nossa igreja ao limite da capacidade espiritual. Fomos testados mental, emocional e fisicamente, sem descanso, por quase dois anos. Alguns de nossos líderes sofreram com enxaquecas, problemas digestivos, erupções cutâneas, herpes zoster e muitas outras doenças menores. Tudo isso foi uma reação física a uma pressão espiritual iniciada por uma decisão espiritual de levar nossa igreja para o outro lado. Falar é fácil, mas transformar essa fala em realidade não é. Esta mudança nos ensinou, mais do que em qualquer outro momento da história da igreja, que somos espírito, alma e corpo, e enquanto essas três partes não puderem ir, nenhuma de nós poderá ir. 

Ganhar as almas

“Aquele que ganha almas é sábio” (Provérbios 11:30). Uma vez que entendes o que é a alma, esta escritura, que tradicionalmente, embora não biblicamente, tem sido associada à salvação de pessoas, assume um significado completamente novo. O provérbio não está a dizer que aquele que salva pessoas é sábio, mas sim que é preciso sabedoria para ganhar pessoas mentalmente, emocionalmente e em termos de decisão. Creio que o autor está a dizer que, ao ganhar a alma de uma pessoa, removemos a resistência àquilo para o qual estamos a ganhar. Há muitas pessoas nos negócios, na política e na comunicação social que são especialistas em ganhar as almas (mente/emoções/vontade).

Quando construímos igrejas que sabem como se conectar mentalmente com pessoas não-cristãs, tocá-las emocionalmente e influenciá-las em suas decisões, então estamos a construir casas de sabedoria. Não precisaremos depender do Espírito Santo para transformar as pessoas ou esperar pelo grande Avivamento para salvar as nossas cidades, mas teremos confiança na capacidade da nossa igreja de ganhar pessoas, primeiro para nós mesmos e, possivelmente, depois para Jesus. Não há garantia de que as pessoas cujas pessoas foram alcançadas virão a Cristo, mas certamente isso remove muitos obstáculos que as impedem de fazê-lo.

Num dos nossos cultos muitos cristãos estavam nervosos sobre qual teria sido a reação das pessoas não cristãs ao nosso tipo de igreja. No entanto, ao final do culto, elas estavam radiantes da alegria com toda a experiência. Algumas famílias disseram coisas como: "Nunca imaginamos que a igreja pudesse ser tão divertida!" Outra: "Aproveitamos cada minuto." Outra: "Quase choramos; queremos voltar." Isso é o que eu chamo de evangelização. Num único culto nos conectámos com eles intelectualmente, os tocámos emocionalmente e influenciámos positivamente a sua vontade (alma) em relação a nós. Não sei se algum deles se converteu (aceitou Cristo), mas muitos agora têm muito menos resistência à Salvação. A nossa comunidade ganhou as suas almas.

O Pastor da minha Alma

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas tranquilas. Restaura-me a alma” (Salmo 23:1-3). Neste Salmo, David revela-nos uma descoberta que fez: Deus não era apenas o pastor do seu espírito, mas também o pastor e restaurador da sua alma. E Deus não é apenas o pastor do seu espírito, ele é também o pastor da sua alma. Deus sempre se aproxima da sua alma através do seu espírito, enquanto o diabo sempre se aproxima da sua alma através do seu corpo e dos seus cinco sentidos. É, portanto, vital que aprendamos a viver pelo nosso espírito e não pelos nossos sentidos.

Viver da sua alma é como uma loteria, porque a alma só é tão boa quanto aquilo de onde se alimenta – do seu espírito ou da sua carne. Se a sua alma se alimenta de lixo em vez de tesouro, numa crise ela lhe dará gasolina em vez de água. A sua alma está a jusante do seu espírito, por isso não viva de tudo o que consegue chegar à sua mente, viva da fonte do seu espírito e controle tudo o que vier a jusante.

Os pastos verdejantes e as águas tranquilas de onde o nosso espírito se alimenta têm um efeito restaurador na nossa alma. Como David regista mais adiante no Salmo 23, uma alma restaurada é aquela ‘sem medo do mal’ e essa ausência de medo cria uma nova perspectiva de vida que vê ‘mesas’ de oportunidades em vez de inimigos a temer (Salmo 23:5). Esta estabilidade da alma a alinha com o nosso espírito e permite-nos viver num reino de domínio; uma vida caracterizada pela concretização e conclusão de tudo aquilo a que aspiramos no nosso coração. A restauração da alma preenche a lacuna entre o que vemos em nosso espírito e o que realmente podemos alcançar com a cooperação de nossa alma.

Quanto mais entendermos sobre a nossa constituição, melhores nos tornamos. Paulo, ao escrever à igreja de Tessalônica, expressou o seu desejo de vê-los atingir a maturidade como pessoas íntegras em espírito, alma e corpo (1 Tessalonicenses 5:23). Ele sabia que, sem a harmonia entre espírito, alma e corpo, o resultado seria uma vida ineficaz e frustrada. Mas com a harmonia interior de uma alma próspera, grandes coisas poderiam ser alcançadas.

Vamos nos comprometer com o processo de florescer (crescer) em espírito, alma e corpo. Vamos aprender a amar a Deus com todo o nosso coração, alma, mente e força. Ame a Deus com tudo o que é, não apenas com uma parte de si. Ame-o com a sua mente, ame-o com as suas emoções, ame-o com as suas escolhas e ame-o com o seu corpo.

Dois terços de ti viverão para sempre

Embora sejamos compostos de três partes, apenas duas delas viverão para sempre. Portanto, quanto mais cedo começarmos a acertar, melhor. Um dia todos receberemos um novo corpo, mas nunca receberemos um novo espírito ou alma. Tu sempre serás tu. Então, se tudo o que fizermos for prestar atenção ao "eu" que vemos, nosso corpo, mas negligenciarmos os dois terços do "eu" que não vemos, a parte maior que ignoramos e subestimamos acabará nos afundando como um iceberg.

Comece a trabalhar na parte eterna do seu ser, porque, ao contrário dos mitos populares, o céu não o transformará em um super-santo. Entraremos no céu a mesma pessoa que éramos ao deixar a Terra, e essa pessoa terá que prestar contas (2 Coríntios 5:10) pela administração desta vida e sofrer as consequências (1 Coríntios 3:11-15) e as perdas pela preguiça da alma na Terra. Isso também está claramente implícito nas parábolas do Reino (Mateus 13), na parábola dos talentos (Mateus 25:14) e na parábola da vigilância (Mateus 24:45).

Portanto, vamos construir vidas e igrejas com almas prósperas. Vamos começar a dedicar mais tempo ao nosso homem interior do que ao nosso homem exterior, pois, ‘o exercício físico é de algum valor, mas a piedade é valiosa para todas as coisas, tanto para a vida presente como para a vida futura.’ (1 Timóteo 4:8).

................

📖 Maratona Espiritual: Princípios da Fé Cristã
Mateus 4 nos mostra que Jesus venceu a tentação usando a Palavra de Deus. Hoje também somos tentados de várias formas, e só com conhecimento bíblico sólido podemos permanecer firmes e viver de forma vitoriosa.
Infelizmente, muitos cristãos vivem derrotados espiritualmente por falta de estudo da Palavra e desconhecimento dos direitos e ferramentas que Deus nos deu para uma vida abundante. Essa carência reflete-se em fé superficial, aceitação de ensinos equivocados e até em práticas de adoração centradas mais no homem do que em Deus.
Após mais de 40 anos de vida cristã e quase 20 anos de ministério pastoral, e após anos de oração sobre este projeto, iniciei videoaulas online sobre os fundamentos da fé cristã, acompanhadas de material escrito de apoio.
✨ Convido você a iniciar esta maratona espiritual de estudo dos Princípios da Fé Cristã. Vamos fortalecer sua fé e promover crescimento espiritual sólido e consistente.

Investe na tua eternidade! Clica AQUI