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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

bata e continue a bater



Algumas pessoas o farão acreditar que Deus é como um Pai Natal Celestial. Peça-Lhe o que quiser e Ele lhe fará. Ponto final! E não precisa de pedir mais do que uma vez, pois se pedir mais do que uma vez é sinal de falta de fé.

Aqueles que se têm dedicado à oração e intercessão sabem quão falso é esse ensino. Mais tarde ou mais cedo a noite escura da alma vem quando a vida parece fútil, Deus está longe e ninguém parece ouvir as suas orações. De facto, acontecem mais vezes que o que pede não lhe é dado. Mas não desista. Se a oração não é egoísta ou tola, continue a orar.

A história em Marcos dos quatro homens que traziam o homem paralítico a Jesus é um exemplo evidente de persistência. Estes quatro homens eram fiéis, amigos determinados que tinham orado pelo doente durante algum tempo. Quando chegaram à casa onde Jesus estava, o sítio estava tão cheio de pessoas, que não havia meio de entrar.

Eles não desistiram e voltaram para casa. Em vez disso, eles estudaram a situação, depois tiraram parte do tecto e desceram o homem na sua cama através da abertura até à presença de Jesus. Como Jesus deve ter gostado da sua tenacidade! "Levanta-te, toma a tua cama e vai para casa!", ordenou Jesus, e o paralítico ficou instantaneamente curado e fez como Jesus ordenou.

Quatro razões porque Deus quer que persistamos na oração:

1 - NUNCA APRENDEREMOS O QUE É A DEPENDÊNCIA VERDADEIRA DE DEUS SE A RESPOSTAS VIEREM DEPRESSA E FACILMENTE

Eu acho que Deus está a dizer, "Não me ponhas numa caixa; não me coles nenhuma etiqueta; não tentes coagir-me. Os meus caminhos não são os teus caminhos."

Se eu como pai atender a todos os desejos do meu filho, que pequeno monstro criarei - e que adulto aleijado esta criança  se tornará! E como esta criança-adulto me odiará mais tarde na vida por ter atendido a cada capricho dele/a. Como um bom pai, Deus sabe o que é melhor para nós.

Quando Deus diz não aos nossos pedidos de oração, também é transmitida dessa forma muitas vezes uma firmeza de amor. "Hoje não", pode Ele dizer, ou "tenta mais tarde", ou "repensa o teu desejo". Ele não quer que deixemos de orar. Ele quer que continuemos a pedir e repensar as nossas necessidades, aprendendo mais dEle através da Palavra.

Lembre-se: Deus não se vai curvar. A vontade de Deus vai ser feita em nós mais tarde ou mais cedo.

2 - DEUS QUER QUE PERSISTAMOS EM ORAÇÃO PORQUE ISSO O ASSEGURARÁ QUE EXAMINÁMOS OS NOSSOS MOTIVOS.

Reexamine orações que não são respondidas. Haverá uma ponta de egoísmo por baixo delas? Regateamos com Deus? Ao persistirmos na oração, a verdade virá ao de cima e às vezes veremos melhor porque o pedido não foi concedido.

Um marido recém-casado começou a orar para que a sua esposa fosse mais amável para ele. Ele estava a pedir isso à semanas quando se tornou claro para ele. Ele precisava de mudar a sua oração, e pedir que ele aprendesse como ser mais amável para a sua esposa. Aquela oração foi imediatamente respondida, provavelmente porque não foi egoísta e sim o resultado de um pensamento novo e maduro.

Assim, se a sua oração não é logo respondida, continue a orar ao examinar os motivos pode detrás dela.

3 - DEUS QUER QUE VENHAMOS A CRER QUE ELE REALMENTE SABE O QUE É MELHOR PARA NÓS.

O assunto aqui é confiança. Temos aprendido a confiar em Deus? Uma senhora disse, "Eu tenho muita fé porque Deus sempre responde às minhas orações."

Eu respondi tão gentilmente quanto soube, "Eu acho que não tem nada a haver com fé. Para mim, fé é crer quando não vejo a resposta - 'a substância das coisas que se esperam, a prova das coisas que não se vêem'" (Hb 11:1).

Realmente, o que ela tinha não era fé mas presunção. Fé é quando eu ligo para Deus e o telefone toca, toca e ninguém responde. Contudo eu sei que Ele está lá. Fé não é ter quando queremos, mas ainda crer n'Aquele que não dá.

Fé é saber que Deus tem o teu marido alcoólico na palma da Sua mão embora não haja evidência disso. Fé é saber que Deus tem os teus filhos rebeldes na palma da Sua mão embora não haja evidências disso.

O maior salto de fé que eu alguma vez tomei foi numa crise quando eu não acreditava que tinha alguém, nem mesmo a minha mulher, para me apoiar. Deus tinha-me despojado de qualquer sistema de apoio à minha volta. Ele pode fazer isso - isolá-lo no meio do mundo inteiro - e a única Pessoa que fica é Deus. Mas a esse ponto, eu tomei talvez a decisão mais importante da minha vida. Eu decidi que Deus era suficiente. E a minha vida foi abençoada.

Quando oramos por alguma coisa que queremos desesperadamente - e não a adquirimos - podemos dizer, "mesmo que rejeites o meu pedido, contudo eu confio em Ti."

4 - HÁ ALTURAS EM QUE DEUS NÃO RESPONDE ÀS NOSSAS ORAÇÕES PORQUE ELE SABE DE QUE LHE DAREMOS A GLÓRIA

Isso faz Deus parecer egoísta, pode dizer. Não é bem assim. Ele quer que a glória lhe seja dada, não porque Ele precise dela, mas porque nós precisamos de lha dar. Se não o fizermos, acabaremos por nos glorificar a nós mesmos.

Pode acontecer assim: ora por ajuda no seu negócio. Nisto chega uma ideia que funciona. Dinheiro e sucesso seguem-se. É fácil esquecer que buscou a ajuda de Deus e ainda mais fácil é levar o crédito pela nova ideia. Assim segue-se a auto-glorificação.

A situação ideal é continuar a orar pelas respostas. Se nada acontece, continue a orar. Deus poderá estar a trabalhar de modo que nunca saberá. Se chegar uma resposta, dê gloria a Deus e continue para a próxima coisa.

O ensino de Jesus inclui este versículo: "E digo-vos, pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á". Alguns poderão olhar para este versículo como a promessa oportuna de Jesus em responder a cada uma das nossas orações. Mas isto não é assim se ler o versículo à luz daquilo que Jesus diz aos seus discípulos mesmo antes disto. Ele diz-lhes que se for a cada de um amigo à meia-noite para pedir emprestado três pães, o amigo provavelmente recusar-se-á devido à hora tardia. "Digo-vos pois que," continuou Jesus, "... por causa da importunação, se levantará e lhe dará quantos pães ele precisar" (Lc 11:5-8). 

Depois Jesus faz a sua chamada para a oração persistente: Pedi, buscai, batei. Eventualmente a oração será recusada  por ser egoísta, ou revista para coincidir com os propósitos de Deus, ou continuada assim até se encontrar no tempo de Deus. Mas tal como Jesus resumiu, "pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á."

George Callahan

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terça-feira, 8 de abril de 2025

desafiando o medo



Desde a criação do Homem, o medo é um sentimento que se faz presente. Depois de ter desobedecido a Deus, Adão sentiu medo (Gn 3:9,10).

As primeiras manifestações de medo aparecem logo após o nascimento. Inicialmente, ele se constitui numa defesa da própria natureza para a preservação da pessoa, mas pode chegar a ser uma terrível barreira ao desenvolvimento saudável da personalidade. É fundamental considerarmos os nossos medos e identificá-los para termos condições de vencê-los, lembrando que devemos contar com a ajuda imprescindível de Jesus nesta difícil tarefa.

Vamos direccionar esta reflexão para os medos que a partir das nossas preocupações ganham forma e interferem diretamente a nossa maneira de agir e ser. Para comprendermos melhor os fenómenos que podem nos atingir, veremos, de maneira simples, alguns termos:

Medo - É o temor específico, concreto e objectivo perante algo que, de alguma forma, aproxima-se de nós, trazendo inquietude e alarme. É a percepção de um perigo real que nos ameaça, como é o caso de uma esposa que está com muito medo porque o seu marido perdeu o emprego. "O que acontecerá agora?", pensa, em sinal de preocupação.

Ansiedade - É o estado subjectivo de temor ante algo abstrato vago, indefinido. Caracteriza-se por uma sensação de alerta, um sentimento forte com expectativa de que o pior vai acontecer. É o que acontece, por exemplo, com aquela mãe que procura fazer o melhor para os seus filhos e ainda assim fica muito ansiosa por doenças ou acidentes que poderão ocorrer a eles. Esses pensamentos são, às vezes, tão intensos que levam a mãe à angústia extrema.

Angústia - É o temor vago, abstracto, que se percebe pelo padecimento intenso, desconsolo e agonia. Trata-se de situações de iminente desgraça ou perigo.

Assim, numa interpretação quantitativa dos fenómenos, encontramos níveis de desassossego e de crescente comprometimento com esses sentimentos.

A ansiedade antecipada corresponde ao medo do medo. O medo propriamente dito não está em enfrentar as situações tão "temidas", mas em enfrentar sintomas físicos e psicológicos desagradáveis que foram vividos intensamente. O medo é de que eles voltem a se manifestar. Situações adversas, causadoras de crise de pânico, acabam por criar condicionamento, que por sua vez podem levar o estado fóbico. Para exemplificar este tipo de ansiedade podemos citar o caso de uma mulher que foi ameaçada de assalto ao parar o seu carro um semáforo de cruzamento Na ocasião, ela teve muito medo e sentiu um mal-estar com forte diarreia. Agora, sempre que precisa passar pelo cruzamento, ela sente medo do mal-estar e da diarreia.

Algumas pessoas, certas de que estão acometidas do chamado síndrome do pânico, buscam tratamento psicológico. Porém, nem sempre o que estão de facto a vivenciar é caracterizado como tal. O auto-diagnóstico é perigoso. O síndrome de pânico, bem como a ansiedade e angústia exageradas, merecem a atenção de um médico especialista para uma avaliação correcta e tratamento adequada.

Em nosso dia-a-dia nos deparamos com situações novas. E muitas vezes não sentimos segurança para agir acertadamente. Esta insegurança pode ter origem na infância. Como pais, preparamos a criança para encarar as situações novas como desafios. Nossos filhos precisam desenvolver bases sólidas espirituais, mentais, físicas e emocionais através de palavras, mas sobretudo através do que é vivenciado em casa. Dependendo de como criamos os nossos filhos, estaremos formando futuros adultos sobressaltados, inquietos e inseguros, já que a personalidade foi marcada por experiências emocionais intensas de medo, ansiedade e angústia. Para conseguirmos algo das crianças, por exemplo, utilizamos argumentos que produzem medo: "Se não comeres toda a comida, o «bicho papão» vem pegar-te!" No entanto, devemos ensiná-lasa crer em Jesus, contando a elas histórias dos heróis bíblicos, que venceram porque confiaram no poder de Deus.

Reconhecermos a nossa limitação, aceitando o cuidado do Senhor para a nossa vida é a receita ideal para vencermos o medo. A Bíblia é rica em exemplos de circunstâncias difíceis e embaraçosas, em que os homens perceberam o alto valor de depositar toda a confiança somente em Deus. Todos contemplaram a vitória sobre o medo.

"Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!" (Mt14:30). O apóstolo Pedro, sentiu grande medo, pois estava a afundar no mar. Soube, no entanto, recorrer à pessoa certa: Jesus! Bastou fixar os olhos no Mestre para que tivesse vitória. O medo, a ansiedade, e a angústia, persistem sempre que os nossos olhos estão fixos nos problemas e  situações que nos apavoram.

Vamos experimentar fixar os nossos olhos em Jesus, ou seja, confiar no seu poder ilimitado e abrangente para atuar em qualquer circunstância assustadora. "Lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós" (1Pe5:7). É preciso crer, entregar tudo ao Senhor, esperar e descansar na certeza de que Ele nos ouve (Sl 37:5). A Palavra, em Fp 4:6 adverte-nos a não estarmos inquietos por coisa alguma, mas, através da oração, fazer conhecidas a Deus todas as nossas necessidades.

Artigo escrito por Sónia Pires Ramos 

Revista Seara, Setembro 1998, p. 27

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Plena confiança

“Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal. Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados.” (1 Pedro 3.12-14)

É importante entendermos no que estamos a crer. Pois talvez alguém acredite que Pedro está a afirmar que “tá tudo dominado”! Como costumamos dizer, de forma genérica e sem claramente considerarmos o significado, “Deus está no controlo”. E, sendo assim, tudo dará certo para os justos e os injustos vão se dar mal. O justo vai orar e Deus vai atender, ao contrário dos que praticam o mal que enfrentarão o desprezo de Deus. E, comprometidos em fazer o bem, nenhum mal vai nos alcançar. Não creio que fossem essas as convicções do apóstolo ao escrever essa carta. Ele mesmo sofreu prisões e enfrentou injustiças. O que ele então estaria afirmando com o que disse e como devemos compreender sua mensagem? O que devemos esperar de Deus no curso de nossa vida e que certezas podemos ter?
À luz do Evangelho, diante do que Jesus nos ensina e considerando o significado das Escrituras como fonte de revelação para nós, creio que o apóstolo está a incentivar-nos a olhar para a vida com esperança, seguros quanto ao cuidado de Deus, mesmo quando formos atingidos por sofrimentos. Sua mensagem não é triunfalista e muito menos ufanista. Podemos ter certeza de que Deus vê, sabe e não confunde pessoas comprometidas com o que é justo com pessoas que acostumaram-se a praticar o mal. Não nos ocultamos de Deus com nossas palavras e o facto de ninguém saber não significa que Deus não saiba. Todavia, como Deus reage diante da vida? Ele tem um jeito muito próprio. Nosso padrão de justiça não atende Seus critérios. Não concordaremos com Ele muitas vezes e pode ser que Seu silêncio ou omissão a respeito de algo nos pareça inaceitável. Mas somos desafiados a confiar em Deus. Mesmo praticando o bem, podemos nos dar mal nesse mundo de injustiças. Mas isso não deve abalar nossa certeza de que Deus sabe bem o que está a fazer.
Esse é um lado difícil de nossa fé: não podemos controlar Deus e fazê-lo corresponder aos nossos anseios. Jesus disse que teríamos aflições neste mundo (Jo 13.33). Nosso chamado é para confiar e manter o ânimo. Não nos desesperarmos. É certo que há muitas bênçãos em nossa vida, há muitos milagres presentes no quotidiano, muitos mesmo, que nem vemos. Deus é sempre muito gracioso e está por perto. Mas as dores e frustrações fazem muito barulho aos nossos ouvidos. Somos orientados pelo apóstolo a lidar bem com a vida porque nossa fé se manifesta por meio do nosso modo de viver e conviver. Pela maneira como lidamos com a vida, que pode nos surpreender. Mesmo não tendo certezas ou garantias quanto a esta vida, podemos ter certeza de que estamos sob o olhar atento do nosso Pai Celeste. Ele sabe o que faz e nos ama. Podemos sofrer pressões, mas não precisamos desanimar. Podemos ficar perplexos com o mal, mas não precisamos nos desesperar. Jamais seremos abandonados. Poderemos ser abatidos, mas não seremos destruídos. (2 Co 4.8-9)

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Como pode alguém conseguir uma boa colocação profissional?


Ex 18:21-26 

"Como pode alguém conseguir uma boa colocação profissional?" Essa é uma pergunta que interessa a muitas pessoas. Especialmente em dias difíceis, quem não precisa de uma boa profissão? 

Durante os árduos dias no deserto do Sinai (Arábia), apareceu uma grande oportunidade para muitas pessoas. Moisés precisava de pessoas que o auxiliassem na tarefa de julgar o povo. 

Quem será recrutado? Quem contemplará tal oportunidade? 

No texto bíblico, vemos as qualidades exigidas: homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade (dignos de confiança), que aborreçam a avareza (honestos). 

O resumo do ensino bíblico é que pessoas bem preparadas e confiáveis têm mais possibilidades de conseguir uma boa colocação profissional.