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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

3200 pessoas mudaram de género em Portugal



Entre 2018 e 2025, o Registo Civil em Portugal alterou legalmente o gênero e o nome de 3300 pessoas.

Por Bruno G. Santos, em Notícias · 27 Jan 2026 

Entre as estatísticas divulgadas, 323 jovens de 16 e 17 anos foram ao Registo Civil para mudar seus nomes e gêneros.

Dados do Ministério da Justiça, citados pelo jornal Público, mostram que em 2025 houve uma leve redução no número de pedidos em comparação com anos anteriores. No ano passado, foram realizados 541 processos, abaixo dos 606 pedidos feitos em 2024.

O aumento no número demonstra os efeitos da legislação em Portugal, que permite que adultos solicitem mudanças de gênero e nome no Registo Civil sem a necessidade de boletim médico. Para jovens com 16 anos ou mais, ainda é necessário um relatório médico e psicológico, junto com o consentimento dos pais, para mudar seu nome e género no Cartão de Cidadão.

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A Bíblia ensina que é natural e correto se identificar com o género correspondente ao seu sexo biológico. Homens e mulheres têm diferenças físicas, mas têm o mesmo valor diante de Deus. Tentar se identificar com um gênero que não corresponde ao seu corpo físico não é sensato nem saudável.

A Bíblia ensina claramente que Deus criou o homem e a mulher (Génesis 1:27). Não existe nenhuma referência a outro tipo de género na Bíblia. Mas a Bíblia não define rigidamente os papéis sociais do homem e da mulher. Na verdade, ela mostra várias culturas diferentes, ao longo do tempo, onde esses papéis são muito variados.

Em Deuteronómio 22:5, Deus proibiu os israelitas de se vestirem como pessoas do sexo oposto. A razão dada era que Deus tem aversão a isso. Deus não muda, logo Deus continua a não gostar quando as pessoas se vestem como o sexo oposto. Essa regra não se refere a fantasias ou disfarces, quando as pessoas sabem que não são mesmo desse género. Está falando sobre tentar ser algo que fisicamente não é.

Algumas pessoas sofrem muito porque sentem que estão no corpo errado. Mas a Bíblia diz que Deus criou cada pessoa com muito cuidado e atenção (Salmos 139:13-14). Quando rejeitamos nosso corpo físico, rejeitamos quem somos, nossa identidade. Precisamos aprender a aceitar quem somos. Mas isso não significa que temos de agir exatamente de acordo com os padrões de nossa sociedade. Nosso gênero é definido por nosso sexo físico, não pelos estereótipos da sociedade.

Mesmo assim, é importante deixar nosso género claro, para não causar confusão. Isso pode ser feito através de pequenos detalhes, como a roupa que usamos. Precisamos encontrar o equilíbrio, aceitando nosso verdadeiro género, expressando nossa personalidade e procurando não causar escândalo (Romanos 14:16).

Não me identifico com meu sexo, o que devo fazer? Primeiro, precisa saber que Jesus te ama! Não importa o estado em que está, pode vir para Jesus. Ele oferece a salvação de graça. Basta crer.

Se ama Jesus, procure ouvir o que ele quer lhe dizer. Jesus vai lhe mostrar o caminho certo. Pode levar tempo, mas vai ver a diferença. A verdade lhe libertará (João 8:31-32). Deixe Cristo definir sua identidade.


terça-feira, 6 de agosto de 2019

missão liberdade


A 15 de Julho de 2019, um punhado de CIDADÃOS, do Norte, Centro e Sul de Portugal, num verdadeiro acto de CIDADANIA, deu um claro aviso “à navegação”, a quem está especialmente indigitado para cumprir e fazer cumprir a Lei Geral (Constituição da República Portuguesa), em particular no que diz respeito ao previsto no seu Art.º  36, nº 5 e Art.º 43, n.º 2, ao entregar cartas, por mão própria, acompanhadas de algumas dezenas de assinaturas de subscritores, aos seguintes titulares dos cargos da Administração Pública:

Ministro da Educação
Doutor Tiago Brandão Rodrigues
Lisboa - CLIQUE

Presidente da República
Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
Palácio de Belém -  CLIQUE

Presidente da Assembleia da República
Dr. Eduardo Ferro Rodrigues
Palácio de São Bento -  CLIQUE

Portugal precisa da Liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos nossos filhos!

MISSÃO CUMPRIDA!

Se desejar subscrever as Cartas Abertas, poderá fazê-lo reencaminhando este e-mail para os seguintes endereços:

gab.ministro@medu.gov.pt
belem@presidencia.pt
plataforma-rn@outlook.com
gabpar@ar.parlamento.pt


.................................................................

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Dr. Eduardo Ferro Rodrigues

Assunto importante: liberdade das famílias ameaçada!

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal.

E o que nos traz cá?

É que este ano lectivo o Estado (Ministério da Educação) com a introdução da
disciplina obrigatória de “cidadania e desenvolvimento” e da promoção de
conteúdos ideológicos inseridos em contextos diversos à revelia dos pais,
instaurou o desassossego nas escolas.

• Há pais ameaçados!
• Há pais com medo!

Tais conteúdos e disciplina espelham visões da vida e do mundo que,
legitimamente, muitos Pais não partilham.

A nossa Constituição assegura que “o Estado não pode programar a educação
e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas,
ideológicas ou religiosas”.

Muitos Pais estão conscientes dos direitos que a Constituição lhes reconhece. E
não vão calar.

Assim solicitamos a V. Exa. que transmita aos diversos grupos parlamentares,
bem como a cada um(a) dos(as) Senhores(as) Deputados(as), que a Constituição
da República é para se cumprir.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos.

...........................

Sr. Ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues (Doutor)

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal para dizer:
- São os PAIS quem tem de educar os filhos, não é o Estado nem a escola.

Em matérias ideologicamente sensíveis os Pais têm de consentir.

Por isso:
• A disciplina de “cidadania e desenvolvimento” não pode ter carácter
obrigatório, os Pais têm de a poder autorizar para os seus filhos.
• A promoção de qualquer tipo de visão da vida, do mundo, do homem e da
mulher que não seja comum a todos (e hoje em dia quase tudo é
questionado) seja em contexto de aula curricular, extra-curricular ou de
enriquecimento curricular, seja em qualquer outra actividade a desenvolver
em espaço escolar, tem de ter prévio e explícito consentimento dos Pais.

Há Pais que desejam para os filhos essa disciplina e essas actividades. E há Pais
que não desejam para os filhos essa disciplina e essas actividades.

Todos eles “têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”
(Constituição da República Portuguesa - art.º 36, nº 5)

E “o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer
diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas” (idem -
art.º 43.º, n.º 2).

Os Pais não são uma ameaça para os filhos. Ninguém sabe olhar pelos filhos tão
bem quanto os Pais.

Por isso, há Pais que nunca esquecem os seus direitos e liberdades.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos!

...................................................

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

Assunto importante: Ministério da Educação ameaça liberdade das famílias!

Viemos do Norte, do Centro e do Sul de Portugal para pedir:
- Faça cumprir a Constituição!

Este ano lectivo o Ministério da Educação:
a) impôs a disciplina obrigatória de “Cidadania e desenvolvimento”, que
inclui visões do mundo e da vida que não são partilháveis por todos
b) introduziu conteúdos igualmente ideológicos em contextos escolares
diversos sem o indispensável consentimento dos pais.

Esta imposição está a gerar desassossego, ameaças e medo!

Mas sobretudo é uma imposição que viola a Constituição que assegura:
“o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer
diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”
Há muitos pais que não esquecem os seus direitos.

Portugal precisa da liberdade das famílias, dos direitos dos Pais, do bem dos
nossos filhos!  


não há família b


Karl Marx afirmou que a Família é uma estrutura social opressora, na qual o homem representa o papel de “proprietário”, quer da sua mulher, quer dos seus filhos. E que desta decorre a aceitação colectiva e acrítica de um sistema patriarcal, hierarquizado, favorecedor da transmissão da propriedade entre gerações e, portanto, da perpetuação da propriedade privada, pedra angular do capitalismo e do sistema financeiro. Foi, por isso, proposta a destruição da Família, enquanto caminho para o socialismo, tal como foi tentado na União Soviética, embora sem sucesso. A via da força mostrou-se ineficaz.

Havia que substituir estes vínculos por outros, como propuseram, posteriormente, os estudos desenvolvidos pela Escola de Frankfurt. A década de 1970 trouxe a revolução sexual, a “libertação” da mulher e a dissociação do significado unitivo do matrimónio. A mulher, agora emancipada do marido, passou a ser escrava do mercado de trabalho e a fugir ao apelo biológico da maternidade. Em simultâneo, surge a necessidade de retirar à criança a noção de autoridade dos pais, substituindo-a pela autodeterminação indiscriminada, numa sociedade obediente apenas à autoridade do Estado.
Nesse contexto, o conceito de “género” surge institucionalmente na Conferência de Pequim de 1995 organizada pela ONU – a IV Conferência Mundial sobre a Mulher: Acção para a Igualdade, Desenvolvimento e Paz –, que visava alcançar um conjunto de resoluções para defender os direitos da mulher e a igualdade.

Assim, a par da bandeira do combate à discriminação, sob pretexto de uma maior elegância da linguagem, a palavra “sexo” passou a ser progressivamente substituída por “género”. Ao estilo da novilíngua orwelliana, sexo deixou de significar a distinção biológica entre masculino e feminino, sendo substituído por dezenas de géneros à la carte, que vão desde o não-binário a genderfluid (género variável). Assim se iniciou a implementação da agenda da ideologia de género, advogando que a identidade sexual do indivíduo resulta da cultura e não da biologia e que, no fundo, todos os seres humanos nascem iguais, podendo cada um ser o que pretender.

Enquanto ideologia, esta não é mais do que um erro a propalar, que derruba os princípios naturais e instituídos, longe de toda e qualquer fundamentação científica. Mas, tratando-se de um erro que vai contra os princípios, como pode vingar uma ideologia? Antes de mais, é necessário alguém interessado no erro; segue-se a necessidade da sua propagação e a existência de um público-alvo treinado para não pensar e o aceitar.

Definido o erro, identificam-se os interessados. São eles as instituições nacionais e internacionais que procuram conquistar a hegemonia cultural e política. Baseando-se no princípio marxista da concentração de poder absoluto dos direitos dos cidadãos, com suposto benefício colectivo (incluindo a manutenção da Paz mundial), estas aprofundam o controlo da liberdade religiosa, de pensamento e de comunicação. Prevalece a socialização secundária, focada na interacção do indivíduo com a sociedade (incluindo escola, grupo de amigos, trabalho), e onde assume diferentes papéis para corresponder às expectativas dos outros. Neste processo, as pessoas são descartáveis e substituíveis, em contraste com a socialização primária, característica da Família, no seio da qual se aprendem os valores, a moral e os modelos comportamentais, onde as relações são baseadas no amor e nos vínculos, onde o indivíduo é insubstituível. Naturalmente que há um grande interessado na secundarização da sociedade e na destruição da Família: o sistema financeiro.

Apresentada deste modo, essa imposição seria, desde logo, rejeitada pela sociedade ocidental, fundada na ética judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano. Mas não se assiste a essa resistência por dois motivos. Primeiro, porque, numa perspectiva gramsciana, o erro é implementado paulatinamente e propagado pelo sistema educacional e meios de comunicação social. Depois, sentindo (aparentemente) garantidas a sua segurança e comodidade, os cidadãos não vêem a ditadura de pensamento como uma ameaça.

Em acréscimo, é imperativo que o erro seja transmitido desde tenra idade, antes da formação da concepção do certo e do errado. Logo no ensino pré-escolar é implementada a ideia de que a moralidade surge do próprio para o próprio, segundo as suas regras pessoais, distanciando-o dos valores cristãos, que estabeleceriam os limites na conduta, nas leis e na política. Dessa forma, o indivíduo ficará facilmente permeável a novas ideias, incluindo aquelas propulsoras dessa hegemonia, que anulam o próprio e a sua individualidade. Em suma, a ideologia de género é isso: uma forma de anular o certo e o errado, fugindo às leis naturais e transmitindo a ideia de que tudo surge do pensamento, da vontade e do sentir. E haverá melhor forma de instalar essa ambiguidade do que a destruição da identidade do indivíduo, levando-o a aceitar os juízos dos que o rodeiam e instruíram, incluindo as escolas?

É por isso que, actualmente, cada vez menos se valorizam os conteúdos a difundir nas instituições de ensino, que passaram a ser um espaço de doutrinação, pela disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, onde subliminarmente estão a ser incluídos os princípios da Ideologia de Género, com vista à “educação das massas”. E os pais, mais focados nas preocupações económicas, não se apercebem destas movimentações ou simplesmente se demitem da responsabilidade de educar os filhos, delegando na escola esse papel.

Nesse percurso, algo mais grave acontece: os filhos passam a ser da responsabilidade do Estado e não dos pais. Embora muito pouco noticiado, já não faltam episódios a denunciarem-no: pais condenados a prisão na Alemanha, por impedirem os filhos de assistir às aulas de educação sexual nas escolas (2009); na Noruega, os filhos foram retirados aos pais por serem “muito cristãos” (2016); mais recentemente, um pai cristão russo e residente na Suécia pediu asilo para sua família à Polónia, após o Estado sueco entregar as suas filhas a uma família muçulmana libanesa (2019); uma mãe espanhola foi condenada a trabalho comunitário por esbofetear o filho que não queria tomar duche (2019); e tantos outros exemplos.

Desta forma, começa a instalar-se o receio dos pais educarem os filhos segundo os preceitos e os costumes familiares da sociedade ocidental. Não será esta uma forma de marxismo implementado pelo medo, que muitos teimam em rejeitar ou relativizar?

Não é por acaso que há quem se sinta fortemente ameaçado por conteúdos leccionados nas escolas, activismos infiltrados nas instituições públicas, marcas de roupa e séries televisivas com mensagens subliminares e tantas outras formas de propaganda. Para os mais distraídos, menos informados e mesmo já manipulados, tal não é mais do que “teoria da conspiração”, fundamentalismo e intolerância. Infelizmente não é.

Outros, mais alerta, apercebem-se desta realidade e surgem grupos* cada vez mais organizados e políticos que ousam fazer-se ouvir, fugindo do medo e do politicamente correcto. O travão a este caminho ideológico só é possível com a participação cívica de todos os pais que procuram uma sociedade melhor para os seus filhos e que acreditam no valor inestimável das raízes judaico-cristãos do mundo ocidental.

O combate em Portugal está só a começar. Todos estamos convocados.

Joana Bento Rodrigues (médica), 2/8/2019


sábado, 6 de julho de 2019

Justiça gaúcha (no Brasil) agora permite que bebé seja registado com sexo ignorado...

Numa medida inédita, a Corregedora-Geral da Justiça do Rio Grande do Sul, Desembargadora Denise Oliveira Cezar, publicou provimento que modifica as regras de registo de nascituros com Anomalia de Diferenciação Sexual (ADS), ou seja, intersexuais. 

A determinação cria novos artigos na Consolidação Normativa Notarial e Registral do Rio Grande do Sul e traz a possibilidade de se lançar no registo de nascimento o sexo como "ignorado", conforme a Declaração de Nascido Vivo, e a opção para o declarante do nascimento de que no campo destinado ao nome passe a constar a expressão "RN de" (Recém-Nascido de), seguido do nome de um ou ambos os genitores....

Fonte: AQUI

A Europa enlouqueceu


Filme Tomboy mencionado no vídeo anterior...


OREMOS PELAS NOSSAS CRIANÇAS!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

homem e mulher -.iguais ou diferentes - parte 5

Trabalho para homem e trabalho para mulher?

Embora ninguém mais fale isso nos dias de hoje, essa citação possui uma certa base inerente à biologia humana. As diferenças entre os sexos não se somam apenas aos órgãos reprodutores, mas também à estrutura de nossos corpos e o tipo de harmónios que são segregados. 


Homens e mulheres ouvem de forma diferente: Quando os homens ouvem, eles usam apenas a parte esquerda do cérebro que está ligada à compreensão do idioma, de acordo com um estudo na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (Estados Unidos). Verificou-se que as mulheres usam ambas as partes do cérebro para ouvir uma conversa. É por isso que, ao falar com homens, é importante ser conciso e claro, e para as mulheres, é muito mais fácil realizar conversas detalhadas e longas.

Os sentidos de homens e mulheres funcionam de forma diferente: O olfacto e o paladar dos homens são menos desenvolvidos do que o da maioria das mulheres, embora o senso de visão seja melhor. Pesquisadores alegam que isso é parte dos processos evolutivos, pois os homens eram frequentemente os caçadores, o que facilitou a observação do movimento, enquanto as mulheres reuniam a comida, e usavam mais o olfacto e o paladar. Como cristãos, acreditamos que Deus criou o homem da maneira que é como provedor para a sua família, e protector da mesma.

Os homens são mais propensos a serem canhotos: Existem três vezes mais homens canhotos do que mulheres canhotas, e a ciência ainda não encontrou uma explicação para esse fenómeno. No entanto, pesquisadores da Universidade Nacional Australiana descobriram que as pessoas canhotas podem processar mais informações do que destras.

Homens e mulheres vêem diferente no escuro: As mulheres podem ver mais coisas no escuro do que os homens. Os homens, por outro lado, não vêem bem no escuro, mas podem identificar detalhes igualmente a qualquer distância.

Homens têm vantagem física (visto anteriormente): Homens podem lidar com exercícios melhor do que mulheres, devido ao seu volume sanguíneo. Em média, homens com peso corporal normal têm de 4,5 a 5,6 litros de sangue em seus corpos, enquanto as mulheres com peso corporal normal têm de 3,4 a 3,9 litros. Além disso, o sangue dos homens é mais rico em hemoglobina e glóbulos vermelhos, e todas essas diferenças fazem com que mais oxigénio atinja seus músculos durante a actividade física (seja ela desportiva, laboral, etc.).

Somente as mulheres sofrem de celulite: Uma vez que homens e mulheres têm uma proporção diferente de tecido muscular, gordura e outros tecidos conjuntivos em seus corpos, os homens não sofrem de celulite. Em geral, os homens nascem com músculos mais desenvolvidos do que as mulheres, e sua pele contém mais colágeno, o que ajuda a manter a elasticidade.

É mais fácil para os homens dormir à noite: O nível de actividade eléctrica no cérebro dos homens diminui em 70% durante o sono, enquanto nas mulheres diminui apenas 10%. A razão para isso aparentemente está na história da sociedade humana. Os homens eram caçadores e costumavam descansar quando estavam em casa, enquanto as mulheres que estavam em casa regularmente cuidavam das crianças a qualquer hora.

É mais difícil para as mulheres perderem peso. Nossos corpos queimam mais calorias para fornecer energia a diferentes músculos e órgãos. Ao mesmo tempo, os níveis de testosterona masculina são sete vezes maiores do que o das mulheres, o que aumenta a taxa metabólica, apesar de a massa muscular masculina ser significativamente maior do que a das mulheres.

É mais fácil para os homens se concentrarem em objectos em movimentoHomens vêem objectos em movimento muito melhor do que estáticos, provavelmente porque eram caçadores no passado e costumavam seguir presas. Hoje, os homens percebem e se sentem mais atraídos por mulheres dançando, ao contrário de outras sentadas à sua frente.

Os homens sofrem mais de gordura abdominal. Os homens são mais propensos a sofrer de gordura abdominal porque seus corpos não acumulam gordura debaixo da pele como o das mulheres, e sim armazenado entre os órgãos internos na área abdominal. Uma barriga com gordura extra é perigoso e aumenta o risco de morte prematura, o que pode explicar por que as mulheres vivem mais do que os homens.

As mulheres têm um sistema imunológico mais forte. Homens têm um sistema imunológico mais fraco do que as mulheres, e são mais propensos a contrair doenças infecciosas. A razão para isso é o alto nível de testosterona, que tem um efeito anti-inflamatório. A testosterona fortalece os genes que reduzem a inflamação, de modo que o corpo tende a produzir menos anticorpos para doenças que o atacam. As mulheres, por outro lado, desenvolvem mais anticorpos para doenças e, portanto, ao longo do tempo, ficam menos doentes que os homens.

É mais fácil para os homens segurar o xixi. Homens têm uma bexiga maior, que precisa ser esvaziada com menos frequência do que as mulheres. Isso ocorre porque as mulheres têm mais órgãos na região pélvica, deixando menos espaço para a bexiga. Uma bexiga masculina média pode conter até 800 ml antes de precisar urinar com urgência, enquanto nas mulheres a bexiga pode conter no máximo 500 ml.

Os homens suam mais. Os corpos masculinos contêm 1,5 vezes mais glândulas sebáceas e sudoríferas do que os corpos femininos. É por isso que os corpos dos homens tendem a ser mais oleosos do que as mulheres, e eles tendem a sofrer mais com manchas de suor na roupa.

Os homens também são mais quentes. Os homens são mais sensíveis a altas temperaturas, mas, por outro lado, estão mais protegidos contra baixas temperaturas. Isso ocorre porque a temperatura corporal média dos homens é maior que a das mulheres devido à sua taxa metabólica mais rápida.

As mulheres têm uma variedade maior de genes no corpo. Os homens são geneticamente mais simples do que as mulheres. As mulheres têm dois cromossomas X, enquanto os homens têm um cromossoma X e um cromossoma Y. Um cromossoma X contém entre 900 e 1.200 genes, enquanto o cromossoma Y tem apenas 78 genes. De modo biológico, os corpos masculinos são muito menos complexos do que os femininos.

Todas essas diferenças não indicam necessariamente que homens ou mulheres são melhores ou menores em certas áreas, mas que devem enfrentar desafios diferentes. 

homem e mulher - iguais ou diferentes - parte 4

O organismo de homens e mulheres possuem diferenças não só anatómicas como vimos no último post do blog, mas também diferenças fisiológicas, como a concentração de harmónios, metabolismo basal, questões circulatórias, respiratórias, etc. Através dessas características iremos ver como isso pode afectar as capacidades físicas e o desempenho entre os géneros.

Harmónio testosterona: As concentrações do harmónio testosterona dos meninos e meninas quase não diferem até o início da puberdade. Sendo assim, o desempenho físico, principalmente no que se refere à força, é mais ou menos igual comparável entre os géneros. Após as alterações hormonais da puberdade nos meninos, a taxa de testosterona aumenta aproximadamente 10 vezes, enquanto nas meninas esse aumento é mínimo. O harmónio testosterona é um factor muito importante para explicar a diferença de força entre homens e mulheres, por conta de seu efeito anabólico de massa muscular, que irá reflectir em maior força para os homens.

Metabolismo basal: Quando comparado o metabolismo da mulher com o do homem, nota-se que a mulher apresenta um metabolismo basal cerca de 20% menor. A massa muscular gera maior gasto calórico em repouso que no tecido adiposo, por conta das mulheres possuírem em média, menor quantidade de massa magra, gerando um menor gasto calórico total em repouso.

Termorregulação: Em relação ao controlo da temperatura corporal, podemos citar que as mulheres possuem um menor número de glândulas sudoríferas, a uma mesma intensidade relativa de exercício, apresentam uma menor taxa de sudorese que os homens. Isso gera uma menor tolerância ao calor nas mulheres. Em geral, as mulheres reagem à exposição ao calor de forma menos favorável que os homens, sua capacidade de desempenho durante o exercício (seja ele desportivo, ou laboral) é mais limitada pela exposição ao ambiente quente.

Capacidade de transporte de oxigénio: A diferente concentração de hemoglobina (Hb) e de eritrócitos observada entre os sexos é um factor importante para entender a  menor capacidade de resistência em mulheres. Considerando que essa menor concentração influencia negativamente a capacidade de transportar e consumir oxigénio. Apesar disso, a maior capacidade funcional na utilização de ácidos gordos livres predispõe a mulher justamente para distâncias longas e extremamente longas. 

Dimensões cardiovasculares: As dimensões cardiovasculares são menores na mulher do que no homem. O menor tamanho do coração leva a mulher, em situações de exercício, a precisar aumentar de forma não económica a frequência cardíaca, na tentativa de melhorar o transporte de oxigénio.

Função respiratória e consumo de oxigénio: Em geral, pode-se dizer que nas mulheres as vias respiratórias como fossas nasais, traqueia e brônquios, são menores; assim como o pulmão, tanto em tamanho quanto em peso. Devido à menor massa muscular e à pior capilarização do músculo feminino não-treinado, o consumo periférico de oxigénio é reduzido. Pelo menor número e tamanho das mitocondrias, a capacidade de metabolismo aeróbio é menor na mulher.

Em termos de capacidades físicas:

Velocidade: Por conta de possuir mais força, o aspecto de velocidade acaba sendo maior nos homens. Porém, vale ressaltar que os aspectos psicomotores coordenativos da velocidade como o tempo de reacção e a frequência de movimentos, assim como a função neuromuscular, são semelhantes em homens e mulheres. 

Flexibilidade: Devido à menor densidade dos tecidos, os ligamentos e músculos das mulheres são mais elásticos e flexíveis que os dos homens. Com isso, as mulheres dispõem, na maioria das articulações, de uma maior amplitude de movimentos. 

Capacidades coordenativas: No conjunto, parece que as capacidades coordenativas se desenvolvem da mesma forma nos dois sexos. O mesmo vale para sua treinabilidade.

RESUMO - Em relação às qualidades físicas básicas associadas ao condicionamento físico (resistência, força muscular, velocidade), o homem possui vantagem, como foi mencionado no texto; na flexibilidade, a mulher é superior, mas os dois sexos são semelhantes no que diz respeito às capacidades coordenativas.

Na parte 5 veremos outras diferenças entre o homem e a mulher... 

homem e mulher - iguais ou diferentes - parte 3

Faz alguns meses houve uma controvérsia por causa de um homem que achava que era mulher, e fez tudo para ser considerado de forma legal como mulher. Como atleta passou a competir junto com outras mulheres. Devido à sua qualidade física masculina ganhou provas atrás de provas, deixando as melhores atletas femininas para trás. Será isso justo?

Mesmo que um homem pense e deseje ser considerada legalmente como uma mulher, ou vice-versa, em termos físicos (ADN, etc.), um homem sempre será um homem, e uma mulher será uma mulher.

Comparando a capacidade de desempenho físico do homem e a da mulher, surgem diferenças, que em grande parte são de origem genética e influenciam tanto na questão estrutural quanto na função orgânica, onde iremos comentar mais nos próximos tópicos.

Em geral podemos visualizar diferenças nas estruturas anatómicas de homens e mulheres, e isso, junto com outras características pode ser vantajoso ou não para determinados desportos/actividades. Vamos citar agora algumas diferenças estruturais:

Peso e Altura: Em média, as mulheres são 10-15 cm menores e 10-20 kg mais leves que os homens. A menor altura da mulher se deve à maturação mais rápida do esqueleto e ao fechamento mais precoce das placas epifisárias de crescimento.

Tecido ósseo: Em geral, pode-se afirmar que, em comparação ao homem, a mulher possui uma estrutura óssea “mais leve” – o esqueleto feminino é mais delicado e, em média, 25% mais leve que o do homem. Também a estrutura dos grandes ossos longos é mais frágil, sendo que, na mulher, podem ocorrer fracturas mesmo sob a acção de forças menores. Observa-se também tipicamente nas mulheres uma acentuação do tronco, e, nos homens, uma acentuação das extremidades.

Centro de gravidade: Essas diferenças de proporção específicas para os sexos causam, na mulher, um deslocamento do centro de gravidade do corpo para baixo, o que, no desporto, influencia negativamente o desempenho, sobretudo corrida e saltos.

Articulações: Na mulher, observam-se entre o braço e o antebraço uma angulação em forma de X e uma hiperextensão na articulação do cotovelo. A maior flexibilidade daí oriunda é uma vantagem principalmente nas modalidades desportivas de “expressão” (ginástica artística, ginástica de solo, entre outras). No atletismo, nas provas de arremesso e lançamento, ao contrário, essa angulação em forma de X prejudica o desempenho. A posição de X dos braços também influencia negativamente a execução de exercícios que envolvem apoio.

Pelve: Na mulher, a pelve é mais larga e menos íngreme que no homem. Devido à maior largura da pelve, ocorre de forma compensatória na mulher a formação de uma posição das pernas em x, o que também favorece o já mencionado deslocamento do centro de gravidade do corpo para baixo, além de facilitar lesões no joelho.

Percentual de gordura: O percentual de gordura da mulher equivale em média a 28% da massa corporal total; no homem, a 18%, sendo assim, a mulher possui percentual de gordura aproximadamente 10% maior que o do homem.

No caso de um desporto como a corrida, como a gordura corporal precisa ser transportada durante a actividade, é claro que esse aspecto influencia negativamente o desempenho de resistência.

Densidade corporal: Com maior quantidade de gordura e estrutura óssea em média mais leve, as mulheres apresentam uma menor densidade corporal na mulher, e, em associação ao maior volume do tronco, elas possuem boa capacidade de flutuação. A posição mais baixa do centro de gravidade do corpo e o comprimento relativamente maior do tronco proporcionam boas condições para a natação e, além disso, quando comparadas às dos homens, as pernas mais curtas e mais leves das mulheres afundam menos facilmente. Com isso, ocorre menor necessidade de força muscular para a manter uma boa posição de nado. Por isso as diferenças de desempenho entre homens e mulheres nas provas de natação são menores que em outros desportos.

Músculos: No que se refere à musculatura, a mulher possui tanto de forma relativa quanto absoluta, de uma menor massa muscular que a do homem. Como a força muscular está estreitamente correlacionada com ao tamanho do músculo, a mulher, devido à sua menor massa muscular, também apresenta uma menor força máxima que o homem.  

Sendo os homens e as mulheres tão diferentes fisicamente, como poderiam competir de igual para igual? Jamais! Impossível! Como poderia um carro económico competir com um carro desportivo? Poderia, mas já sabemos o resultado final! 


Na parte 4 iremos analisar outras diferenças entre homens e mulheres.

homem e mulher - iguais ou diferentes? - parte 2

As diferenças físicas e intelectuais entre os homens e as mulheres são alvo de várias análises e discussões, há anos. Agora, um novo estudo mostra que as suas diferenças se estendem até ao cérebro. O estudo foi levado a cabo por uma equipa da Universidade de Edimburgo, Escócia, e revela que existem diferenças nos cérebros dos dois sexos: o dos homens é maior, mas o das mulheres é mais desenvolvido em certas zonas ligadas à inteligência. 

O mesmo estudo mostra que, de facto, existem diferenças na estrutura e no tamanho dos cérebros entre os dois sexos. As mulheres tendem a ter o córtex cerebral mais grosso, que está associado à inteligência, enquanto que o dos homens tende a ser maior, no geral. Estas diferenças ainda não são capazes de provar o porquê da diferença de certos comportamentos entre homens e mulheres, mas pode, no entanto, mostrar o porquê de alguns medicamentos resultarem melhor nos homens e não nas mulheres, ou vice-versa.

Os investigadores analisaram o cérebro de mais de 5.200 participantes, todos com mais de 40 anos – metade homens, metade mulheres. Para a análise, os participantes fizeram uma ressonância magnética capaz de analisar diferentes tipos de tecidos cerebrais, como os neurónios e as suas conexões. Estes dados dão aos cientistas uma imagem completa e detalhada das várias regiões do cérebro.

Depois de analisados os dados, os cientistas descobriram que, em média, o cérebro dos homens é maior – porém, o das mulheres tem sub-regiões do córtex maiores. Esta parte maior está associada à memória, aos sentidos, à aprendizagem e à tomada de decisões. Para além desta informação, percebeu-se ainda que os tamanhos dos cérebros e suas regiões são bem diferentes. O tamanho do cérebro nos homens varia imenso entre si, já o das mulheres tende a ser semelhantes entre elas. Esta investigação foi publicada na BioArXiv.

Outras diferenças:
- as mulheres têm peitos, os homens não têm.
- cordas vocais - os homens têm a laringe maior (por isso tem a voz mais grossa), os pedaços da cartilagem se projectam mais. Com isso surge uma saliência no pescoço, conhecida como "pomo-de-adão". O tom da voz do homem relaciona-se com a quantidade de harmónio masculino testoterona que ele tem, e seu nível de testoterona por si só indica a sua qualidade genética e sua aptidão sexual.
- cabelos no corpo - Enquanto que a maioria das mulheres odeia pelos em excesso pelo corpo e faz o máximo para acabar com eles, nos homens esse factor pode atrair parceiras e indicar masculinidade.
- musculatura - Em geral, os homens são mais musculados que as mulheres. As mulheres costumam ter apenas pouco mais da metade da força dos homens na parte superior do corpo, e cerca de dois terços nos membros inferiores. Enquanto o metabolismo masculino queima calorias mais rápido, o metabolismo feminino tende a converter mais alimentos em gordura. 

Mulheres têm seus corpos preparados para transportar uma criança e para seu nascimento, e têm os quadris mais largos para manter gordura extra para a gravidez. Homens, livres das exigências do parto, têm o benefício de serem tão fortes e ágeis quanto possível, pois precisavam de ir em busca de alimento e competir por ele com outros homens.




Trabalho igual, salário igual? Concordo plenamente. Se uma mulher consegue trabalhar na construção de casas, e faz o mesmo trabalho que qualquer outro homem, sem dúvida que sim... Mas será o trabalho ideal para a mulher? Será que fisicamente ela estará apta para este tipo de trabalho?

Na parte 3 veremos algumas diferenças físicas entre homens e mulheres: estrutura, peso e altura, tecido ósseo, gravidade, articulações, pelve, gordura, densidade corporal, músculos.

homem e mulher - iguais ou diferentes? - parte 1

Cada vez mais temos ouvido falar de igualdade de género, em que não deveria haver discriminação entre os homens e as mulheres. Mas a verdade é que somos diferentes, tanto no pensar, no agir e no perceber, e isso tem várias implicações.

No geral os homens e as mulheres fazemos as mesmas coisas de maneiras diferentes:
- se é para fazer as malas as mulheres começam umas semanas antes a se programarem, acorda de noite com medo de ter esquecido de algo, faz muitas listas, dobra as suas coisas e as dos seus filhos, organiza tudo, planeia as actividades dos filhos, tenta fazer com que tudo caiba numa mala, logo lembra que se esqueceu de algo... Os homens fazem as malas cinco minutos antes de ir para o aeroporto, atiram umas coisas lá para dentro e... já esta!
- se o casamento entra em ruptura, no primeiro dia as mulheres derramam lágrimas pelos cantos, enquanto que os homens festejam; uma semana depois as mulheres começam a se recompor da situação, enquanto que o homem começa no processo de arrependimento; um mês depois ela está pronta para um novo relacionamento, e ele chora desalmadamente por ter perdido a esposa.
- se é para ir à casa de banho, as mulheres vão acompanhadas duas a duas, e fazem fila para usar a casa de banho; os homens... vão sozinhos (fica mal ir acompanhado!) e se a casa de banho estiver ocupada, qualquer canto serve para verter as "águas".
- se é para ir para o trabalho, desde o momento em que o homem se levanta e sai pela porta de casa é rápido (meia hora é suficiente), mas a mulher precisa de uma eternidade para se levantar da cama, tomar duche, maquilhar, escolher a roupa, etc.
- nas redes sociais, se por algum motivo não entrou no seu perfil durante uma semana, os homens têm poucas mensagens, poucos pedidos de amizade, etc.; mas as mulheres têm carradas de mensagens por ler, umas dezenas de pedidos de amizades, etc.
- na divisão da cama... 3/4 da cama é dela, e um 1/4 é dele.
- a mesa de trabalho do homem é caótica, tudo desarrumado; mas dela está impecável, tudo no seu devido lugar, tudo arrumadinho. O ambiente de trabalho do PC dele tem poucos ícones, mas o ambiente de trabalho do PC dela tem pastas e pastinhas, etc.
- quando um homem cruza com uma mulher na rua, imagina-a nua; a mulher quando se cruza com outra mulher, analisa a roupa que ela usa. 
- quando um homem se vê no espelho, mesmo que seja um franzininho, vê-se todo musculado e bonito; quando uma mulher se vê no espelho, acha-se gorda.
- quando vão ao cabeleireiro, o homem gasta pouco tempo e pouco dinheiro para ficar bonito; a mulher gasta uma eternidade lá dentro e gasta um balúrdio.
- quando chega a hora de vestir, as mulheres olham para o guarda-roupa cheio de roupa e diz "não tenho nada para vestir"; o homem olha para o guarda-roupa com pouca roupa e diz "boa! vai dar para toda a semana!"

Segundo um estudo realizado, mostraram que as mulheres são de "Vénus" e os homens são de "Marte", mostrando que, apesar de sermos iguais em direitos, a forma de pensar feminina e masculina têm diferenças profundas. No estudo mostrava que as mulheres ficam tristes por tudo, enquanto que os motivos para os homens ficarem tristes são: a derrota do clube de desporto, amassarem o carro, estar com fome. Mostrou que as mulheres lavam a loiça depois de comer, enquanto que os homens levam a loiça quando não há mais pratos limpos. Quando é para comprar um shampoo as mulheres analisam se tem proteínas e extracto de aloe, se dá volume, se tem vitaminas e minerais, se tem queratina para brilho; enquanto que o homem escolhe a embalagem que diz "shampoo".
Quando as mulheres adoecem dizem: "Estou bem. Só um pouco casada!" Os homens dizem: "Presta atenção, estas são as minhas últimas palavras..." Esta é só uma pequena amostra do estudo...

A verdade é que as mulheres têm a capacidade de falar ao telemóvel, ver televisão, maquilhar-se, lavar a loiça e ainda falar ao mesmo tempo com as crianças. Para ela é incompreensível quando o homem não ouve uma única palavra do que ela disse enquanto ele está a ver o futebol.

Os homens só fazem uma coisa de cada vez e as mulheres fazem várias coisas ao mesmo tempo. Se a mulher falar com o homem enquanto este está a fazer a barba, a probabilidade de este se cortar aumenta.

As mulheres dizem coisas que têm significados totalmente diferentes do que realmente parecem. Se a mulher disser "não se passa nada" e "tu é que sabes" isso significa "é claro que se passa alguma coisa" e "não vou dar a minha opinião porque já devias saber e quando o fizeres vais-te arrepender e vais-me dar razão (como sempre)".

Segundo os psicólogos, as mulheres são melhores que os homens a interpretar a linguagem não-verbal (movimentos das mãos, do corpo, as expressões do rosto, etc.). Isso explica muitas coisas.

Os homens e as mulheres são diferentes no tratamento entre amigos. Se a Adriana, a Débora e a Luciana vão almoçar juntas, elas tratar-se-ão por Dri, Dé e Lu. Se o Leandro, o Carlos e o João vão sair, eles tratar-se-ão por Gordo, Cabeçudo e Brother.

Os homens e as mulheres conseguem ter opiniões muito diferentes sobre o mesmo tema. Para uma mulher, os personagens dos filmes só deveriam morrer se fosse por amor. Para os homens, um bom filme é aquele em que muita gente morre e se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.

A quantidade de objectos no WC é proporcional às necessidades de cada um. Um homem tem cerca de cinco objectos: escova de dentes, espuma de barbear, gilete, sabonete e uma toalha. A quantidade média de objectos da mulher pode chegar às centenas e é muito inconveniente se o homem pergunta “Para que precisas disto?”.

A mulher precisa de ficar com a "última palavra". Qualquer coisa que um homem disser depois de terminar uma discussão já é o início de uma outra.

Uma mulher preocupa-se com o futuro até conseguir um marido. Um homem nunca se preocupa com o futuro até conseguir uma mulher.

Há coisas que só as mulheres entendem. Por exemplo: a diferença entre as cores branco, creme, bege e branco-pérola; a necessidade de ter cinco pares de sapatos pretos; almoçar uma salada, bebida zero e um gelado de chocolate como sobremesa.

A maioria das mulheres demora, em média, 40 minutos para se arranjar antes de sair de casa. Esta frase significa que, provavelmente, ainda nem escolheu que roupa vai usar. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

criança troca de nome e genero

Pela primeira vez na história do Brasil, a Justiça autorizou uma criança a mudar de nome e de género nos seus documentos, podendo legalmente tornar-se mulher. O caso aconteceu na cidade de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso.  O processo corria desde 2012, culminando na decisão de um tribunal do estado que beneficiou Luiza, transexual de nove anos de idade que nasceu Leandro, um menino com o sexo diferente da sua identidade de género.
Fonte: http://zap.aeiou.pt/justica-brasileira-autoriza-pela-primeira-vez-uma-crianca-a-trocar-de-nome-e-genero-99735

Em Portugal... Governo entrega em janeiro projeto da nova Lei da Identidade de Género, que prevê a descida da idade legal e o fim do atestado médico obrigatório

Link para notícia completa: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-12-31-Nova-lei-vai-permitir-mudanca-de-sexo-a-menores

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

colégio no RJ permite o uso de saia para meninos

Deputado critica a decisão lembrando que a ideologia de género já foi rejeitada no Congresso Nacional

No Rio de Janeiro um colégio tradicional resolveu mudar suas regras referente ao uso do uniforme, liberando o uso de saia por meninos e de bermudas por meninas.
O informe divulgado no site do Colégio Pedro II diz que a instituição resolveu seguir os parâmetros do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT).
Na prática, fica estabelecido que não há mais uniformes masculino e feminino, como explicou o reitor Oscar Halac no comunicado oficial.
“Propositalmente, deixa-se à critério da identidade de gênero de cada um a escolha do uniforme que lhe couber. Estamos cumprindo a determinação de uma resolução vigente e procuramos de alguma maneira contribuir para que não haja sofrimento desnecessário entre aqueles que se colocam com uma identidade de gênero diferente daquela que a sociedade determina”.

Deputado critica a posição

Ao se pronunciar no Plenário da Câmara nesta terça-feira (20/09(, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) criticou o posicionamento da instituição de ensino lembrando que outra decisão do colégio foi trocar as letras O e A das palavras aluno e aluna pelo X, seguindo com as regras da ideologia de género. “Agora, mais absurdo ainda, toma a decisão amplamente noticiada, de que os meninos possam ir para a escola de saia”, disse o parlamentar.
Mostrando sua indignação, o deputado pediu ao Ministro da Educação, Mendonça Filho, para que providências sejam tomadas. “Isso é uma afronta às famílias dos alunos de bem do Colégio Pedro II. Se a moda pega, onde é que nós vamos parar?”, questiona.
O parlamentar aproveitou para lembrar que o Congresso Nacional rejeitou a ideologia de género. “Nós derrotamos essa praga chamada ideologia de género na Câmara e no Senado, mas não satisfeitos, aqueles que defendem a causa de destruição da família, querem desqualificar através dos municípios levando essa ideologia falida e vergonhosa que é a ideologia de género”, completou.
Fonte: http://cristaonews.com/colegio-no-rj-libera-uso-saia-meninos/

quinta-feira, 17 de março de 2016

igualdade de género - declarações do presidente


No dia 15 de março de 2016, o actual presidente da república portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a igualdade de género "é uma forma de estar" e disse que a questão está no topo das suas preocupações, definindo como um "presidente quase feminista".

"A igualdade de género é uma forma de estar. Não basta apregoar, não basta construir um quadro legislativo. É preciso sentir que é importante", afirmou o presidente, perante um grupo de embaixadoras acreditadas em Lisboa, que recebeu no Palácio de Belém.

Para o homem que a sua primeira viagem fora do país foi ir ao Vaticano e beijar o anel do papa Francisco, prestando vassalagem, está muito fora dos princípios cristãos.

Sr. Presidente, p.f. como bom católico, leia a Bíblia!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ideologia de género


Difunde-se cada vez mais a chamada ideologia do género ou gender. Porém, nem todas as pessoas disso se apercebem e muitos desconhecem o seu alcance social e cultural, que já foi qualificado como verdadeira revolução antropológica. Não se trata apenas de uma simples moda intelectual. Diz respeito antes a um movimento cultural com reflexos na compreensão da família, na esfera política e legislativa, no ensino, na comunicação social e na própria linguagem corrente.

Mas a ideologia do género contrasta frontalmente com o acervo civilizacional já adquirido. Como tal, opõe-se radicalmente à visão bíblica e cristã da pessoa e da sexualidade humanas. Com o intuito de esclarecer as diferenças entre estas duas visões surge este documento. Move-nos o desejo de apresentar a visão mais sólida e mais fundante da pessoa, milenarmente descoberta, valorizada e seguida, e para a qual o humanismo cristão muito contribuiu. Acreditamos que este mesmo humanismo, atualmente, é chamado a dar contributo válido na redescoberta da profundidade e beleza de uma sexualidade humana corretamente entendida.

Trata-se da defesa de um modelo de sexualidade e de família que a sabedoria e a história, não obstante as mutações culturais, nos diferentes contextos sociais e geográficos, consideram apto para exprimir a natureza humana.
           
1. A pessoa humana, espírito encarnado

Antes de mais, gostaríamos de deixar bem claro que, para o humanismo cristão, não há lugar a dualismos: o desprezo do corpo em nome do espírito ou vice-versa. O corpo sexuado, como todas as criaturas do nosso Deus, é produto bom de um Deus bom e amoroso. Uma segunda verdade a considerar na visão cristã da sexualidade é a da pessoa humana como espírito encarnado e, por isso, sexuado: a diferenciação sexual correspondente ao desígnio divino sobre a criação, em toda a sua beleza e plenitude: «Ele os criou homem e mulher» (Gn1,27); «Deus, vendo toda sua obra, considerou-a muito boa» (Gn 1,31).

A corporalidade é uma dimensão constitutiva da pessoa, não um seu acessório; a pessoa é um corpo, não tem um corpo; a dignidade do corpo humano é corolário da dignidade da pessoa humana; a comunhão dos corpos deve exprimir a comunhão das pessoas.

Porque a pessoa humana é a totalidade unificada do corpo e da alma, existe necessariamente, como homem ou mulher. Por conseguinte, a dimensão sexuada, a masculinidade ou feminilidade, é constitutiva da pessoa, é o seu modo de ser, não um simples atributo. É a própria pessoa que se exprime através da sexualidade. A pessoa é, assim, chamada ao amor e à comunhão como homem ou como mulher. E a diferença sexual tem um significado no plano da criação: exprime uma abertura recíproca à alteridade e à diferença, as quais, na sua complementaridade, se tornam enriquecedoras e fecundas.
            
2. Confrontados com uma forte mudança cultural

Reconhecemos, sem dúvida, que, no longo caminho do amadurecimento cultural e civilizacional, nem sempre se atribuiu aos dois âmbitos do humano (o masculino e o feminino) o mesmo valor e semelhante protagonismo social. Especialmente a mulher, não raramente, foi vítima de forte sujeição ao homem e sofreu alguma menorização social e cultural. Graças a Deus, tais situações estão progressivamente a ser ultrapassadas e a condição feminina, antigamente conotada com a ideia de opressão, hoje está a revelar-se como enorme potencial de humanização e de desenvolvimento harmonioso da sociedade.

No desejo de ultrapassar esta menoridade social da mulher, alguns procederam a uma distinção radical entre o sexo biológico e os papéis que a sociedade, tradicionalmente, lhe outorgou. Afirmam que o ser masculino ou feminino não passa de uma construção mental, mais ou menos interessada e artificial, que, agora, importaria desconstruir. Por conseguinte, rejeitam tudo o que tenha a ver com os dados biológicos para se fixarem na dimensão cultural, entendida como mentalidade pessoal e social. E, por associação de ideias, passou-se a rejeitar a validade de tudo o que tenha a ver com os tradicionais dados normativos da natureza a respeito da sexualidade (heterossexualidade, união monogâmica, limite ético aos conhecimentos técnicos ligados às fontes da vida, respeito pela vida intra-uterina, pudor ou reserva de intimidade, etc.). É todo este âmbito mental que se costuma designar por ideologia do género ougender.

A ideologia do género surge, assim, como uma antropologia alternativa, quer à judaico-cristã, quer à das culturas tradicionais não ocidentais. Nega que a diferença sexual inscrita no corpo possa ser identificativa da pessoa; recusa a complementaridade natural entre os sexos; dissocia a sexualidade da procriação; sobrepõe a filiação intencional à biológica; pretende desconstruir a matriz heterossexual da sociedade (a família assente na união entre um homem e uma mulher deixa de ser o modelo de referência e passa a ser um entre vários).

3. Os pressupostos da ideologia do género

Esta teoria parte da distinção entre sexo e género, forçando a oposição entre natureza e cultura. O sexo assinala a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género baliza a construção histórico-cultural da identidade masculina e feminina. Mas, partindo da célebre frase de Simone de Beauvoir, «uma mulher não nasce mulher, torna-se mulher», a ideologia do género considera que somos homens ou mulheres não na base da dimensão biológica em que nascemos, mas nos tornamos tais de acordo com o processo de socialização (da interiorização dos comportamentos, funções e papéis que a sociedade e cultura nos distribui). Papéis que, para estas teorias, são injustos e artificiais. Por conseguinte, o género deve sobrepor-se ao sexo e acultura deve impor-se à natureza.

Como, para esta ideologia, o género é uma construção social, este pode serdesconstruído e reconstruído. Se a diferença sexual entre homem e mulher está na base da opressão desta, então qualquer forma de definição de uma especificidade feminina é opressora para a mulher. Por isso, para os defensores do gender, a maternidade, como especificidade feminina, é sempre uma discriminação injusta. Para superar essa opressão, recusa-se a diferenciação sexual natural e reconduz-se o género à escolha individual. O género não tem de corresponder ao sexo, mas pertence a uma escolha subjetiva, ditada por instintos, impulsos, preferências e interesses, o que vai para além dos dados naturais e objetivos.

O gender sustenta a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença nas relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. Se é indiferente a escolha do género a nível individual, podendo escolher-se ser homem ou mulher independentemente dos dados naturais, também é indiferente a escolha de se ligar a pessoas de outro ou do mesmo sexo. Daqui a equiparação entre uniões heterossexuais e homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de família, tantos quantas as preferências individuais, para além de qualquer modelo de referência. Deixa de se falar em família e passa a falar-se em famílias. Privilegiar a união heterossexual afigura-se-lhe uma forma de discriminação. Igualmente, deixa de se falar em paternidade e maternidade e passa a falar-se, exclusivamente, emparentalidade, criando um conceito abstrato, pois desligado da geração biológica.

4. Reflexos da afirmação e difusão da ideologia do género

A afirmação e difusão da ideologia do género pode notar-se em vários âmbitos. Um deles é o dos hábitos linguísticos correntes. Vem-se generalizando, a começar por documentos oficiais e na designação de instituições públicas, a expressão género em substituição de sexo (igualdade de género, em vez de igualdade entre homem e mulher), tal como a expressãofamílias em vez de família, ou parentalidade em vez de paternidade ematernidade. Muitas pessoas passam a adotar estas expressões por hábito ou moda, sem se aperceberem da sua conotação ideológica. Mas a generalização destas expressões está longe de ser inocente e sem consequências. Faz parte de uma estratégia de afirmação ideológica, que compromete a inteligibilidade básica de uma pessoa, por vezes, tendo consequências dramáticas: incapacidade de alguém se situar e definir no que tem de mais elementar.

Os planos político e legislativo são outro dos âmbitos de penetração da ideologia do género, que atinge os centros de poder nacionais e internacionais. Da agenda fazem parte as leis de redefinição do casamento de modo a nelas incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo (entre nós, a Lei nº 9/2010, de 31 de maio), as leis que permitem a adoção por pares do mesmo sexo (em discussão entre nós, na modalidade de co-adoção), as leis que permitem a mudança do sexo oficialmente reconhecido, independentemente das caraterísticas fisiológicas do requerente (Lei nº 7/2011, de 15 de março), e as leis que permitem o recurso de uniões homossexuais e pessoas sós à procriação artificial, incluindo a chamada maternidade de substituição (a Lei nº 32/2006, de 26 de julho, não contempla a possibilidade referida). 

Outro âmbito de difusão da ideologia do género é o do ensino. Este é encarado como um meio eficaz de doutrinação e transformação da mentalidade corrente e é nítido o esforço de fazer refletir na orientação dos programas escolares, em particular nos de educação sexual, as teses dessa ideologia, apresentadas como um dado científico consensual e indiscutível. Esta estratégia tem dado origem, em vários países, a movimentos de protesto por parte dos pais, que rejeitam esta forma de doutrinação ideológica, porque contrária aos princípios nos quais pretendem educar os seus filhos. Entre nós, a Portaria nº 196-A/2010, de 9 de abril, que regulamenta a Lei nº 60/2009, de 6 de agosto, relativa à educação sexual em meio escolar, inclui, entre os conteúdos a abordar neste âmbito, sexualidade e género.

5. O alcance antropológico da ideologia do género

Importa aprofundar o alcance da ideologia do género, pois ela representa uma autêntica revolução antropológica. Reflete um subjetivismo relativista levado ao extremo, negando o significado da realidade objetiva. Nega a verdade como algo que não pode ser construído, mas nos é dado e por nós descoberto e recebido. Recusa a moral como uma ordem objetiva de que não podemos dispor. Rejeita o significado do corpo: a pessoa não seria uma unidade incindível, espiritual e corpórea, mas um espírito que tem um corpo a ela extrínseco, disponível e manipulável. Contradiz a natureza como dado a acolher e respeitar. Contraria uma certa forma de ecologia humana, chocante numa época em que tanto se exalta a necessidade de respeito pela harmonia pré-estabelecida subjacente ao equilíbrio ecológico ambiental. Dissocia a procriação da união entre um homem e uma mulher e, portanto, da relacionalidade pessoal, em que o filho é acolhido como um dom, tornando-a objeto de um direito de afirmação individual: o “direito” à parentalidade.

No plano estritamente científico, obviamente, é ilusória a pretensão de prescindir dos dados biológicos na identificação das diferenças entre homens e mulheres. Estas diferenças partem da estrutura genética das células do corpo humano, pelo que nem sequer a intervenção cirúrgica nos órgãos sexuais externos permitiria uma verdadeira mudança de sexo.

É certo que a pessoa humana não é só natureza, mas é também cultura. E também é certo que a lei natural não se confunde com a lei biológica. Mas os dados biológicos objetivos contêm um sentido e apontam para um desígnio da criação que a inteligência pode descobrir como algo que a antecede e se lhe impõe e não como algo que se pode manipular arbitrariamente. A pessoa humana é um espírito encarnado numa unidade bio-psico-social. Não é sócorpo, mas é também corpo. As dimensões corporal e espiritual devem harmonizar-se, sem oposição. Do mesmo modo, também as dimensões naturale cultural. A cultura vai para além da natureza, mas não se lhe deve opor, como se dela tivesse que se libertar.

6. Homem e mulher chamados à comunhão

A diferenciação sexual inscrita no desígnio da criação tem um sentido que a ideologia do género ignora. Reconhecê-la e valorizá-la é assegurar o limite e a insuficiência de cada um dos sexos, é aceitar que cada um deles não exprime o humano em toda a sua riqueza e plenitude. É admitir a estrutura relacional da pessoa humana e que só na relação e na comunhão (no ser para o outro) esta se realiza plenamente. 

Essa comunhão constrói-se a partir da diferença. A mais básica e fundamental, que é a de sexos, não é um obstáculo à comunhão, não é uma fonte de oposição e conflito, mas uma ocasião de enriquecimento recíproco. O homem e a mulher são chamados à comunhão porque só ela os completa e permite a continuação da espécie, através da geração de novas vidas. Faz parte da maravilha do desígnio da criação. Não é, como tal, algo a corrigir ou contrariar. 

A sociedade edifica-se a partir desta colaboração entre as dimensões masculina e feminina. Em primeiro lugar, na sua célula básica, a família. É esta quem garante a renovação da sociedade através da geração de novas vidas e assegura o equilíbrio harmonioso e complexo da educação das novas gerações. Por isso, nunca um ou mais pais podem substituir uma mãe, e nunca uma ou mais mães podem substituir um pai.

7. Complementaridade do masculino e do feminino

É um facto que algumas visões do masculino e feminino têm servido, ao longo da história, para consolidar divisões de tarefas rígidas e estereotipadas que limitaram a realização da mulher, relegada a um papel doméstico e circunscrita na intervenção social, económica, cultural e política. Mas, na visão bíblica, o domínio do homem sobre a mulher não faz parte do original desígnio divino: é uma consequência do pecado. Esse domínio indica perturbação eperda da estabilidade da igualdade fundamental, entre o homem e a mulher. O que vem em desfavor da mulher, porquanto somente a igualdade, resultante da comum dignidade, pode dar às relações recíprocas o carácter de uma autênticacommunio personarum (comunhão de pessoas).

A ideologia do género não se limita a denunciar tais injustiças, mas pretende eliminá-las negando a especificidade feminina. Isso empobrece a mulher, que perde a sua identidade, e enfraquece a sociedade, privada dum contributo precioso e insubstituível, como é a feminilidade e a maternidade. Aliás, a nossa época reconhece – e bem! – a importância da presença equilibrada de homens e mulheres nos vários âmbitos da vida social, designadamente nos centros de decisão económica e política. Mesmo que essa presença não tenha de ser rigidamente paritária, a sociedade só tem a ganhar com o contributo complementar das específicas sensibilidades masculina e feminina.

8. O "génio feminino"

Nesta perspetiva, há que pôr em relevo aquilo que o Papa João Paulo II denominou "génio feminino". Não se trata de algo que se exprima apenas na relação esponsal ou maternal, específicas do matrimónio, como pretenderia uma certo romantismo. Mas estende-se ao conjunto das relações interpessoais e refere-se a todas as mulheres, casadas ou solteiras. Passa pela vocação à maternidade, sem que esta se esgote na biológica. Nesta, entretanto, comprova-se uma especial sensibilidade da mulher à vida, patente no seu desvelo na fase de maior vulnerabilidade e na sua capacidade de atenção e cuidado nas relações interpessoais.

A maternidade não é um peso de que a mulher necessite de se libertar. O que se exige é que toda a organização social apoie e não dificulte a concretização dessa vocação, através da qual a mulher encontra a sua plena realização. É de reclamar, em especial, que a inserção da mulher numa organização laboral, concebida em função dos homens, não se faça à custa da concretização dessa vocação, e se adotem todos os ajustamentos necessários.

9. O papel insubstituível do pai

Não pode, de igual modo, ignorar-se que o homem tem um contributo específico e insubstituível a dar à vida familiar e social, cumprindo a sua vocação à paternidade, que não é só biológica, assumindo a missão que só o pai pode desempenhar cabalmente. Talvez o âmbito em que mais se nota a ausência desse contributo seja o da educação, o que já levou a que se fale do pai como o “grande ausente”. Isto pode originar sérias consequências, tais como desorientação existencial dos jovens, toxicodependência ou delinquência juvenil. Se a relação com a mãe é essencial nos primeiros anos de vida, é também essencial a relação com o pai, para que a criança e o jovem se diferenciem da mãe e assim cresçam como pessoas autónomas. Não bastam os afetos para crescer: são necessárias regras e autoridade, o que é acentuado pelo papel do pai.

Num contexto em que se discute a legalização da adoção por pares do mesmo sexo, não é supérfluo sublinhar a importância dos papéis da mãe e do pai na educação das crianças e dos jovens: são papéis insubstituíveis e complementares. Cada uma destas figuras ajuda a criança e o jovem a construir a sua própria identidade masculina ou feminina. Mas também, e porque nem o masculino nem o feminino esgotam toda a riqueza do humano, a presença dessas duas figuras ajudam-nos a descobrir toda essa riqueza, ultrapassando os limites de cada um dos sexos. Uma criança desenvolve‑se e prospera na interação conjunta da mãe e do pai, como parece óbvio e estudos científicos comprovam.

10. A resposta à afirmação e difusão da ideologia do género

A ideologia do género não só contrasta com a visão bíblica e cristã, mas também com a verdade da pessoa e da sua vocação. Prejudica a realização pessoal e, a médio prazo, defrauda a sociedade. Não exprime a verdade da pessoa, mas distorce-a ideologicamente.

As alterações legislativas que refletem a mentalidade da ideologia do género -concretamente, a lei que, entre nós, redefiniu o casamento - não são irreversíveis. E os cidadãos e legisladores que partilhem uma visão mais consentânea com o ser e a dignidade da pessoa e da família são chamados a fazer o que está ao seu alcance para as revogar.

Se viermos a assistir à utilização do sistema de ensino para a afirmação e difusão dessa ideologia, é bom ter presente o primado dos direitos dos pais e mães quanto à orientação da educação dos seus filhos. O artigo 26º, nº 3, da Declaração Universal dos Direitos Humanos estatui que «aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação dos seus filhos». E o artigo 43º, nº 2, da nossa Constituição estabelece que «o Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas».

De qualquer modo, a resposta mais eficaz às afirmações e difusão da ideologia do género há de resultar de uma nova evangelização. Trata-se de anunciar o Evangelho como este é: boa nova da vida, do amor humano, do matrimónio e da família, o que corresponde às exigências mais profundas e autênticas de toda a pessoa. A esse anúncio são chamadas, em especial, as famílias cristãs, antes de mais, mediante o seu testemunho de vida.

Declaração da Conferência Episcopal Portuguesa (Igreja Católica Romana) em 2013