segunda-feira, 27 de abril de 2026

(adolescentes) quanto valem as tuas palavras?



Textos base: Tiago 3:1-12; 1 Samuel 3:19

O objetivo é dar a conhecer o valor das nossas palavras e o perigo da mentira.

Introdução:

Alguém falou que nenhum espelho reflete melhor a imagem de um Homem do que as suas palavras. Nós somos mais ou menos aquilo que falamos, responsáveis pelas nossas palavras. Falas muito ou és um monossílabo? Os monossílabos geralmente só respondem: "é, tá, não, sim, fui, né". Se falas muito, cuidado para não falares o que não deves e magoar as pessoas; se falas pouco, cuidado para não caíres no pecado da omissão. Há pessoas que falam pelos "cotovelos", chega a enjoar; outros, tens quase que bater para dizerem "ai". O importante é saber para quem estamos a falar, o que estamos a dizer e como estamos a falar. Deus conhece todas as intenções do nosso coração. A palavra ainda nem saiu da nossa boca e Ele já sabe o que vamos dizer. Como será que Deus fica quando vê que, lá longe, em uma palavrinha apavorante que vais disparar contra alguém? É como um golo contra! Ah!! Ele deve pensar assim: "Poxa! Se eu pudesse impedir essas palavras, mas ele tem livre arbítrio!" Procura pensar antes de falar!

1 - Há poder em tuas palavras

A Bíblia compara a palavra maldita como uma flecha (Provérbios 25:18; Salmo 64:3). Experimenta lançar uma flecha com o arco e depois correr atrás para recuperar... impossível! Ela é super rápida! Quando vês, já espetou no alvo! Aí já é tarde! E aquele que fala sem pensar? Assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar. E algumas flechas são venenosas. Como têm sido as tuas palavras? Tem atingido as pessoas de maneira negativa ou positiva? Podes até tentar justificar-te, dizendo que não resististe, que tinhas que falar a coisa. Vou citar o escritor Max Lucado: "Ore todo o tempo. Caso necessite, utilize as palavras." Se orarmos um pouquinho mais, teremos mais controlo sobre a nossa língua. Isso é fato comprovado. Tiago 3:5 é mais enfático e duro quando fala sobre os tropeços da palavra. Diz que "a língua é pequena, mas se gloria em grandes coisas", diz também que a "língua é fogo" (v. 6), "mundo de iniquidade e que pode contaminar todo o corpo. Mas não convém que seja assim" (v. 10). Com a nossa boca não podemos abençoar e maldizer o nosso irmão. De uma mesma fonte não pode sair água doce e salgada (v. 11 e 12). Vamos só abençoar?

2 - A mentira escraviza

Uma família composta do pai, mãe e dois filhos foram viajar para o interior do país a fim de visitar os avós. Aconteceu um terrível acidente e os pais vieram a falecer, ficando órfãos. Eram o Pedro e Rita. Foram, por isso, obrigados a viver com os avós. Eles eram muito amados. Também faziam muitas confusões. Um certo dia estavam a brincar no quintal e a Rita começou a atirar pedras para espantar as galinhas. De repente, sem querer, acertou num lindo ganso da sua avó. Ele caiu, ficou a estrebuchar por alguns minutos e morreu. Ela ficou desesperada, pediu ajuda a seu irmão e enterraram o defunto atrás da casa. Limparam as mãos e pensaram que estava tudo acabado. Mas quando a avó pedia qualquer favor para o Pedro ele dizia: "Olha se não fizer para mim eu conto à avó o que fizeste com o ganso!" Isso durou por muito tempo. Rita ficou escrava do seu irmão e de sua consciência. Um dia, tomou coragem e foi contar o que havia feito. Ficou surpresa quando a sua avó lhe disse: "Eu já saia de tudo. Só estava à espera de falares a verdade. Não tem problema. Sei que foi sem querer! Porque mentiste por tanto tempo para mim? Eu te amo!" Espero que também não estejas "encrencado" como a Rita. A mentira tem perna curta, oprime, entristece o Espírito Santo, as pessoas deixam de acreditar em ti, enfim, mitos males são provocados pela mentira. Decide hoje consagrar a tua língua ao Senhor.

Concluindo...

Samuel e Moisés foram os maiores profetas do Antigo Testamento. Todas as palavras de Samuel tinham a aprovação de Deus, tinham o peso da verdade e da sinceridade. Quanto mais falamos a verdade mais somos dignos de confiança; quanto mais mentimos, menos crédito temos. Quem está acostumado a mentir, quando fala a verdade ninguém acredita, ninguém leva a sério. Não te esqueças: Deus sabe quando mentimos.

"O que guarda a boca, conserva a sua alma; mas o que muito abre os lábios, a si mesmo se arruína" (Provérbios 13:3)

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A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.
A Bíblia afirma que “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.

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(crianças) José, bom administrador na casa de Potifar

 



domingo, 26 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 2



Texto relativo à segunda parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

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2 – JUSTIFICAÇÃO / JUSTOS (2Co 5:21; Rm 4:1-8)

2Co 5:21 - “Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nEle fossemos revestidos da justiça de Deus.” 

A doutrina da Justificação pela Fé, tão enfatizada pelo apóstolo Paulo, é uma das mensagens bíblicas da vida cristã. 

Justificação é o processo que, não só nos livra do passado como também nos prepara a fim de que nosso presente e futuro sejam diferentes (1Co 6:9-11). Deus nos lava com o Seu sangue (perdoa os nossos pecados passados), Deus nos santifica (nos separa dos pecados) e dá-nos o Seu Espírito Santo, que é força e poder, tornando-nos sempre vencedores; e assim vivemos sob orientação de Deus libertos para viver a vida abundante que Cristo nos dá (Tt 1:15).

Na justificação, Deus perdoa os pecados passados, justifica e perdoa nossos actos, erros e pecados no presente e no futuro, bastando apenas confessá-los imediatamente.

O sacrifício de Jesus é a única base da justificação pela fé. Mas este ensino não é novo. Paulo o encontrou nas páginas do Antigo Testamento e o desenvolve de maneira muito clara em Romanos 4. O perdão é uma realidade, e Deus deseja concedê-lo a todos. 

2.1. A justificação pela Fé na vida de Abraão (Rm 4:1-5; 9:22)

Abraão foi justificado pela fé e não pelas obras. Diz a Bíblia que ele creu e a fé lhe foi imputada por justiça (v. 5). Ele não foi justificado pelas obras, mas pela fé.

A ação de salvar não é da parte de Abraão, mas de Deus. A fé encontrada em Abraão tinha um firme fundamento: a promessa de Deus. E ela não estava apoiada no improvável e nem no inconcebível, mas numa promessa que Deus havia feito. Na sua fé, ele foi chamado “o pai de todos os crentes”. Se Abraão foi justificado pela fé, muito mais nós, os que cremos.

Quais foram as promessas de Deus a Abraão que o levaram a crer e a ser chamado o “pai da fé”?

a) A promessa da posse de Canaã – Gn 12:7 – símbolo da Canaã celestial, destino de todos os salvos;

b) A promessa de um filho herdeiro – Gn 15:4 – tipo de Jesus, aquele que herdaria o trono e firmaria um reino que não tem fim.

c) A promessa de que teria muitos descendentes – E, através de um deles, Jesus, todo o mundo seria abençoado – conf. Gl 3:16.

Portanto, a justificação pela fé é uma expressão da bondade de Deus e que pode ser alcançada somente:

       - pela fé (Rm 3:30)             - pela Graça (Rm 4:16)

       - no Nome de Cristo (1Co 6:11) - pelo sangue de Cristo (Rm 5:9)

       - pela ressurreição de Cristo (Rm 4:25)

Uma prova clara de justificação em nossas vidas é uma harmonia interior que todo o salvo desfruta, seguida de uma vida que não contradiz a Bíblia. Quando Deus fez aquelas promessas a Abraão, Ele pretendia alcançar todos os que cressem em Jesus (Gl 3:16).

As promessas feitas a Abraão eram espirituais e materiais.

Cada crente hoje desfruta deste privilégio que não mais se limita aos judeus – mas universalizou-se em Jesus Cristo. Apropria-mo-nos da Salvação somente mediante a fé.

2.2. A justificação pela Fé na experiência de David (Rm 4:6-8)

A justificação de David é vista no facto de Deus não ter imputado o seu pecado. E, para o Homem, visto debaixo do pecado e desejoso de se libertar dele, o salmista diz: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa pecado e bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos” (Sl 32:1,2)

Pecou, mas foi perdoado. Para os judeus que confiavam em observâncias e cerimónias, as Escrituras voltam a ferir a questão: nem pela circuncisão, nem pela Lei, mas pela fé em Cristo.

Já paraste para pensar na felicidade de uma pessoa perdoada? Vê Maria Madalena quando quebrou o seu vaso de alabastro e ungiu a Jesus (Jo 11:2), tendo regado ao mesmo tempo os pés de Jesus com as suas lágrimas. Era o regozijo, a felicidade de uma mulher perdoada. O salmista dizia: “Feliz é o homem cujos pecados são cobertos”, isto é, perdoados. E este perdão só poderá ser alcançado mediante a fé em Cristo Jesus.

Na pergunta de Job, “Como se justificará o homem para com Deus? (Job 9:2), e na interrogação do carcereiro de Filipos? “O que é necessário fazer para me salvar?” (At 16:30), encontramos uma ansiedade humana que nos recursos humanos não poderá ser satisfeita.

A resposta está na Graça de Deus, revelada em Cristo, e conferida mediante a fé. A justificação é um dom de Deus concedido ao crente (Ef 2:8,9 e Jo 3:16).

2.3. A justificação e o cristão

Rm 5:1 - “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

A Lei foi dada ao Homem, mas ela não pôde beneficiá-lo com a Salvação (Redenção), apesar de ser uma lei santa, justa e boa (Rm 7:12). A sua finalidade era agravar o pecado, ou seja, criar no Homem um sentimento de incapacidade para a Salvação. Contudo, a lei teve a missão não apenas de revelar aos homens a vontade e o padrão moral de Deus, como também de conduzi-los a Cristo, aquele que nos pode justificar pela fé.

Paulo estava convicto disso. E o que não pôde escrever como fariseu, escreveu como servo e apóstolo de Jesus Cristo. Como fariseu tinha apenas as ameaças da Lei, responsabilidades e o temor da condenação, mas como crente em Cristo desfruta de direitos e alegrias jamais experimentados em seu farisaísmo, ainda que fosse zeloso de todas as tradições.

a) O Homem nada podia fazer - Certa vez, quando Jesus falava a respeito da dificuldade do rico se salvar, dizendo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Mt 19.24), os Seus discípulos interrogaram-No dizendo: “Quem poderá pois salvar-se?” (v. 25). A resposta de Jesus não podia ser diferente: “Aos Homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (v. 26).

b) Como foi feita justiça? - A Palavra de Deus afirma categoricamente que Deus não pode fazer injustiças (Rm 9.14). E, se Deus havia condenado o pecador, como poderia livrá-lo da condenação, sem fazer injustiça? Muito simples. Ele deu o Seu Filho para ser condenado em lugar do Homem. E deu os direitos de Seu Filho a todo o Homem que n’Ele crer. A justificação do pecador é um acto divino, é uma declaração, mas não foi feita sem a execução da pena. A justificação não se baseia no perdão, mas na purificação pelo sangue, porque “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

c) Deus é amor. Em todos os tempos, todas as obras de Deus têm como base o Seu infinito amor. Deus é amor e não pode negar-Se a Si mesmo (2Tm 2.13). Assim também com a justificação do Homem perdido. Ele satisfaz as exigências da Lei, ao condenar Jesus em lugar dos pecadores. Depois, os Homens ficaram com a oportunidade de receber a Salvação por meio de Jesus. Por isso é que Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo 10.9).

d) O amor de Jesus manifesta-se na oferta voluntária. O verdadeiro amor é aquele que não exige recompensa, mas dá tudo de si em favor do objecto amado. O amor manifesta-se em amar e não em querer ser amado. Amar é dar e não receber. Amar é uma coisa que o diabo não pode imitar. Ninguém pode imitar o amor. Ao ler 1Co 13:1-7 deduzimos que o amor é a única razão que levou Deus a providenciar a Salvação do pecador (Jo 3:16), porque Deus já sabia muito bem (Ele é omnisciente), que o Homem não lhe daria nenhuma recompensa. Jesus ofereceu-se voluntariamente (Fp 2:5-8).

e) A oferta de Deus foi a vida de Seu Filho. A coisa mais difícil é o pai oferecer em sacrifício o seu próprio filho. Principalmente, se se tratar de filho único. Pois foi exatamente  o único Filho que Deus ofereceu. Essa oferta estava prefigurada na oferta de Isaac, filho único de Abraão (Gn 22.1-13). Não foi ouro nem prata que Ele ofereceu, mas o sangue de Seu Filho.

e) Processo da Justificação:

Uma pessoa que:

- crê que Jesus é o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo, sendo a encarnação do próprio Deus que se fez homem e morreu em nosso lugar para expiação pelos nossos pecados, ressuscitou e a todos oferece a vida eterna aos que crêem

- aceita-O como único caminho que conduz à Vida Eterna (Jo 3:16)

- crê que a Sua Palavra escrita é verdadeira e se cumpre no devido tempo

- reconhece-se pecador, destituído da glória de Deus, carente portanto do perdão e da misericórdia de Deus

- entrega-se ao Senhor, confia e espera n’Ele buscando o Reino de Deus em primeiro lugar em sua vida

- reconhece que Jesus é a revelação do grande amor de Deus por si e assume o compromisso de segui-lO, obedecê-lO e adorá-lO como único Deus.

…  nasce de novo, colocando-se sob o senhorio de Jesus (Jo 1:12). 

Portanto, entendemos por justificação pela fé o acto de Deus (dom de Deus – Rm 3:20-24) declarar a pessoa, que se arrepende e confessa Jesus como seu Senhor, como justo, absolvendo-o da condenação do Pecado através do sacrifício de Jesus – Is 43:25 (esquecimento dos pecados outrora cometidos); Is 44:22 e Rm 6:6-11 (desfaz o poder do pecado).

Ser justo é a capacidade ganha por Jesus Cristo em nosso favor (Graça), que nos permite chegar a Deus sem qualquer sentimento de culpa (mas de paz, Rm 5:1), inferioridade ou condenação, e sim em integridade e rectidão moral e numa posição correcta e limpa diante de Deus, do diabo, e de nós mesmos.

Mesmo que tenha sido ele o pior indivíduo, uma pária da sociedade, é agora um justo. Recebeu atestado de boa conduta. Pode andar livremente. Quando Deus olha para ele, não vê um ex-pecador. Vê um justo. E Deus vê nele a Justiça de Cristo, pois pelo sangue de Cristo ele foi purificado.

2.4 Resultado da Justificação:

Que benefícios alcançamos em Cristo? Quais os resultados desta fé em nossa vida atual?

a) Perdão para os seus pecados – Mq 7:18,19; Sl 130:4a; 1Jo 1:7c

Mq 7:18 - “Onde haverá outro deus semelhante a ti que perdoa os pecados...? (…) Esmagarás os nossos pecados debaixo dos pés, lançá-los-ás para o fundo para o fundo dos oceanos!”

Sl 130:4a - “Mas tu és um Deus que perdoa...”

1 Jo 1:7c - “... e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.”

O sangue de Jesus é poderoso para nos perdoar de todo o pecado, pois Jesus morreu por todos. Esta é a ideia da Justificação. De um lado, Deus quer perdoar; do outro lado, o Homem desejar receber o perdão e, no meio Jesus, tornando-o possível através da Sua morte e ressurreição.

Rm 5:9-11 - A ira é uma reação de Deus ao pecado. Todos os que estão no pecado são por natureza filhos da ira de Deus (Ef 2:3). A obra de Jesus Cristo é para livrar-nos desta ira. O Novo Testamento apresenta sempre os dois lados da ira de Deus: uma passada e presente (éramos, Ef 2:3), e uma futura a revelar-se no julgamento.

No presente, a Graça de Deus é a porta aberta, através de Cristo, a fim de que os Homens se livrem da ira que está por vir.

Ninguém pode, na presente vida, avaliar dimensões da ira de Deus que está para se manifestar no julgamento. A Bíblia descreve-a como sendo reservada:

- aos ímpios – Ef 5:6

- aos que se esquecem de Deus – Is 1:4

- aos de coração duro – Rm 2:5

- aos incrédulos – Hb 3:18,19

Só Jesus tem poder para nos livrar da ira de Deus quando nos transforma numa nova criatura, servindo-nos de Mediador.

b) É reconciliado com Deus e por Ele adoptado – Jo 1:12; Rm 5:11; 8:23; Gl 4:4,5; Ef 1:5 

Rm 5:11 - “E agora alegramo-nos intensamente na relação que Deus estabeleceu connosco. Tudo por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez, morrendo pelos nossos pecados e reconciliando-nos com Deus.”

Jo 1:12 - “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. Basta confiarem nele como Salvador.”

Jesus Cristo tomou os nossos pecados (Rm 8:1 – o pecado é uma barreira para o livre relacionamento com Deus), morreu na cruz e nos deu a Sua Justiça, que é apropriada pela Fé. – Hb 10:38,39 - O justo não vive de sentimentos, racionalização ou opiniões, mas de fé. A fé é o alimento espiritual do justo.

A esperança é o resultado da reconciliação com Deus, mediante a justificação pela fé. Uma vez reconciliado o crente não somente se sente liberto do cativeiro do pecado, mas também seguro, quanto ao livramento de uma condenação do pecado no futuro (Rm 5:9). O crente diante do terrível tribunal de Cristo não sofrerá o julgamento e a condenação como o ímpio, que não aceitou Jesus. Ele comparecerá diante do tribunal de Cristo mas para receber a coroa da vida (Ap 2:10).

O ímpio vive baseado no passado e no presente, porque não tem Jesus. Ele teme o futuro. Mas o crente tem uma esperança futura que o anima, conforta e dá segurança (Rm 5:4,5).

c) É justificado diante de Deus – Rm 4:5.

Rm 4:5 - “... uma pessoa que não realiza qualquer obra, mas crê em Deus que justifica o ímpio, será declarada justa por causa da sua fé.”

É declarado e considerado Justo. - Uma vez justificados... não podemos conciliar Cristo e o mundo (em breve estudaremos sobre "Como Enfrentar o Mundo”) - Fp 3:8,9.

Muitos são aqueles que querem ganhar a Cristo, sem perder nada da velha vida (natureza).

d) Tem paz com Deus – Rm 5:1

Rm 5:1 - “Sendo, pois declarados justos pela fé, temos paz com Deus, por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós.”

O sentimento de condenação é substituído pelo amor de Deus e pela reconciliação realizada. Não está em rebeldia e desobediência. Agora é filho de Deus! Uma sensação de paz, alegria, de gloriosa esperança invade o Homem pelo facto de poder dizer a Deus: Pai (Rm 8:15,16).

A paz é um fruto de uma reconciliação alcançada, de uma harmonia estabelecida, de um problema já resolvido. A consciência e os pensamentos dos cristãos estão tranquilos e sem preocupação, sem medo, temor, nem insegurança. Desfrutamos de um relacionamento e de uma intimidade com Deus, inspiramo-nos nas coisas de Deus e nelas temos prazer. Ter paz com Deus é ter paz consigo mesmo, com a sua família e com o seu próximo.

Paz é uma palavra conhecida e usada mundialmente. Há até organizações que tentam promover  a paz. Paulo afirma que a verdadeira paz só é possível aos que foram justificados (Rm 5:1). Jesus afirma que esta paz não depende de circunstâncias (Jo 14:27). Todos aqueles que vivem em Cristo, que O amam e guardam os Seus mandamentos sentirão esta paz duradoura em seus corações.

Não confunda, entretanto, paz com ausência de morte, guerra, perturbações, problemas, etc. Paz não é estar livre das situações perturbadoras. Mas, é uma capacidade interior que nos permite, em meio aos problemas, sermos superiores a eles, por causa do Poder que Jesus nos dá.

e) É galardoado / recompensado. 

O pródigo da parábola, depois de perdoado, recebe o melhor vestido, alparcas, anel e bezerro cevado (Lc 15:22-24). Jesus promete aos justificados fiéis a coroa da vida (Ap 2:10 - “... sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida.”)

O Homem justificado não será acusado no Juízo Final (Rm 8:33,34). Como poderia ser julgado um Homem sobre o qual não existe nenhuma acusação? E a Bíblia diz isso nas palavras do próprio Senhor Jesus: “Quem n’Ele crê não é julgado...” (Jo 3:18). O castigo que nos cabia sofrer, Jesus levou sobre Si (Is 53:5). Fomos restaurados e adquirimos o direito de filiação pelo qual passamos a ser chamados filhos de Deus. Se é que somos filhos e não bastardos, Cristo faz o que a lei poderia ter feito: remover a culpa do Homem.

Isto pode ser ilustrado na vida da mulher pecadora. Apanhada em adultério foi levada aos pés de Jesus para verem o que Ele dizia, e ouviram o que não esperavam. É claro que a lei mandava apedrejar os dois. E como ninguém se sentiu com autoridade para cumprir o que a lei dizia, Jesus voltou-se para aquela mulher e disse: “tão pouco eu te condeno. Vai e não peques mais.” Ser livre da ira de Deus significa ouvir dEle estas palavras: “tão pouco eu te condeno.”

O sentimento de culpabilidade é um dos males que mais aflige o pecador. Este problema só Jesus pode resolver (Mt 9:6). Deus, através de Jesus, está pronto a perdoar qualquer pecador que confessa e abandona os seus pecados (1Jo 1:9). O perdão dos pecados e a remoção da culpa é um dos resultados mais benéficos da justificação por meio da fé ao pecador (Rm 5:17). Esta bênção não é privilégio só para algumas pessoas, mas ela está à disposição de todos que aceitarem a Jesus Cristo (At 16:31; Lc 19:10; Jo 5:24).

O texto que diz: “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Rm 14.:10) não prova o contrário, pois em 2Co 5.10 explica que todos compareceremos para receber bem ou mal, logo fica esclarecido que quem vai comparecer para juízo receberá o mal; quem vai comparecer para receber o galardão, receberá o bem.

f) Tem verdadeira liberdade. Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1,2 e Jo 8:32-36)

Paulo disse... Ef 6:14... A justiça é uma couraça para nos proteger, para ficar firme contra a astutas ciladas do diabo.

Satanás odeia-nos, e levanta-se com acusações, lembranças, etc., para nos deitar abaixo, para que caias nas suas ciladas acreditando nas suas acusações.

Mais promessas de Deus para os justos:

1 – Florescerá – Sl 92:12 - “Quanto aos justos, esses crescerão e se desenvolverão como palmeiras; terão a envergadura dos cedros do Líbano.”

2 – Sustentados – Sl 37:17 - “A força dos maus será quebrada, mas o Senhor sustém os justos.”

3 – Não será abalado – Pv 10:30 - “O indivíduo reto nunca será abalado, mas os maus não ficarão na Terra.”

4 – Tem a atenção do Senhor – Sl 34:15 - “Os olhos do Senhor vigia os que se conduzem com justiça; os seus ouvidos estão atentos quando chamam por ele.”

5 – Será amparado – Sl 37:25 - “Já fui moço, e agora sou velho, e nunca vi uma pessoa justa abandonada, nem os seus filhos passarem fome”; Pv 12:13 - “O ímpio é apanhado pela sua fala pecadora; mas o justo consegue livrar-se das dificuldades.”

6 – Bem-aventurado – Is 3:10 - “No entanto, tudo correrá bem para os justos que são de Deus. Digam-lhes: Que boa recompensa vão ter pelas vossas obras!”

7 – Resplandecerão – Mt 13:43 - “Então os justos brilharão como o Sol no reino do seu Pai...”; Pv 4:18 - “Mas o caminho por onde seguem os que vivem na justiça de Deus é como a luz da autora: vai brilhando cada vez mais até se tornar dia perfeito.”

8 – Seguirá firme – Job 17:9 - “Os retos seguirão o seu caminho firmemente; os que têm um coração puro tornar-se-ão cada vez mais fortes.”

Concluindo...

O alívio de que o Homem mais precisa não se encontra em sedativos, tranquilizantes, recreações ou mudanças sociais. O dinheiro, posição social, fama, realizações – tudo poderia ser até interessante para a vida, mas não resolve o problema espiritual do Homem. Todo o problema do Homem é consequência do seu mau relacionamento com Deus. Esta dificuldade básica do Homem só Jesus pode resolver mediante confissão sincero de pecados e abandono da velha vida (Cl 3:9,10; 2Co 5:17).

Cl 3:9,10 - “E não mintam uns aos outros! Porque já se despiram da vida passada com tudo o que lhe era próprio. Agora estão revestidos de uma nova vida que se vai renovando no conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou.”

2Co 5:17 - “Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova criatura; as coisas antigas já passaram; tudo nele se fez novo.”

quinta-feira, 16 de abril de 2026

têm bom ânimo (não desistas)



Mateus 14.22-33

Qual foi a possibilidade que Pedro viu em meio à adversidade daquele mar revoltoso? Imagine-se no barco movendo-se no meio das águas, em plena tempestade: os ventos rugiam, as ondas golpeavam contra o barco, o barco estremecia, etc. Porém sempre em qualquer adversidade há uma possibilidade de salvação, e a única possibilidade que Pedro viu foi virar-se e correr para Jesus. 

Este não chegou na primeira vigília, nem na segunda, nem na terceira, porém na quarta vigília da noite apareceu a possibilidade de mudança; não ocorreu em um só momento, transcorreram muitas horas, porém chegou.

As palavras de Jesus são de poder, porque activam todo o reino invisível de Deus.  Jesus disse: “Tende ânimo!” Pedro estava assustado e clamou; todos os apóstolos clamaram de medo, porém em meio a essas impossibilidades, Jesus disse: “TENDE ÂNIMO”!

E O QUE É O ÂNIMO?

É tomar um novo alento e avançar;
É um novo fôlego.

AS PALAVRAS DO SENHOR SÃO DE CONFIANÇA:

Ele declarou: Não temais! Jesus pronunciou estas palavras num dos momentos mais difíceis para os apóstolos, quando estavam ao ponto  de perecer, quando o decreto que tinham era de morte. Porém o Senhor lhes disse: NÃO TEMAIS!

O MEDO é um dos maiores opositores para que o crente possa desenvolver a obra de Deus, pois converte-se num laço que ata as mãos e os pés das pessoas para que estas não avancem. Porém quando se consegue vencer a todos esses temores, e com plena confiança no lançamos a fazer o que Deus nos ordenou, veremos Sua plena bênção em nossas vidas.

O SENHOR DECLAROU A PEDRO VEM!  (Mateus 14.29)

Esta palavra transformou-se numa ponte entre o barco e Jesus, e imediatamente Pedro, em um ato de fé, caminhou sobre as águas. O que o susteve para que não afundasse foi o poder da palavra dada por Jesus. Cada palavra expressa pelo Senhor estabelece uma ponte entre a adversidade e Ele. 

Se sentes que o mar está embravecido, lê a Palavra (Bíblia), porque ali está a resposta que necessitas e, portanto, deves começar a caminhar sobre ela, sem olhar para a direita nem para a esquerda e o que Deus disser que faças, fá-lo sem olhar para as circunstâncias.

QUANDO PEDRO OBEDECEU E SEGUIU, CAMINHOU SOBRE A PALAVRA, MAS AO DESVIAR O OLHAR PARA AS CIRCUNSTÂNCIAS PARA CONTEMPLAR AS ONDAS E OS VENTOS, TEVE MEDO E COMEÇOU A AFUNDAR, CLAMANDO: Senhor salva-me”

Qualquer que saia do caminho estabelecido por Deus através de Sua Palavra e olha para as circunstâncias, sujeitar-se-á a correr o mesmo risco de Pedro, e estas o podem afogar se Deus não intervier. TODO O TEMPO EM QUE PEDRO MANTEVE OS OLHOS EM JESUS CAMINHOU SOBRE AS ÁGUAS, PORÉM AO DESVIÁ-LOS, ENCONTROU-SE EM APUROS; PORÉM O SENHOR ESTENDEU-LHE A MÃO E O RESGATOU. SURPREENDIDO COM A FALTA DE FÉ DO APÓSTOLO, DISSE-LHE JESUS: “Por que duvidaste, homem de pouca fé?” (Mateus 14.31).




O PODER DA PERSISTÊNCIA

“Nada neste mundo substitui a perseverança. Nem o talento, porque não há nada mais comum do que ver fracassados com talento. Nem tampouco o génio, uma vez que o reconhecimento da genialidade é quase proverbial. A educação também não, porque o mundo está cheio de gente muito educada” (Ray Crock)

A PERSISTÊNCIA SEM SABEDORIA:

Houve um homem que usou a sua persistência sem sabedoria. Aconteceu quando o sr. Jeremy Lyons, presidente de uma companhia produtora de máquinas de escrever, e que teve enfrentar a forte concorrência dos computadores no mercado. Obstinadamente, ele se propôs a não deixar de fabricar máquinas, mesmo que quando tudo ao seu redor fazia prever que a máquina de escrever estava ultrapassada. A sua teimosia e a falta de renovação mental o levaram à falência. Isto fez dele um homem amargurado e cheio de ódio contra a companhia de computadores. Passou a ser um alcoólatra empedernido e sua família teve que abandoná-lo. Da noite para o dia viu-se perambulando pelas ruas como um mendigo. Quase alucinado, alguns policias recolheram-no numa certa manhã e levaram-no a um hospital. Um amigo ofereceu-lhe uma Bíblia, que estudou, até ter um encontro com Cristo. Depois disto, Lyons conseguiu ser contratado como vendedor de uma empresa de computadores e, em pouco tempo, tornou-se um dos vendedores mais produtivos, ao ponto de estabelecer sua própria loja de distribuição, e alguns meses mais tarde abrir outras cinco filiais; seus lucros aumentaram vertiginosamente e pôde recuperar sua família. O inimigo havia tomado a mente de Lyons, fazendo-o usar a perseverança de modo negativo, ao pretender insistir na produção de máquinas; porém o poder de Deus derrubou esse argumento em sua mente para convertê-lo em um homem de sucesso.

ABRAHAM LINCOLN

Antes de chegar à presidência dos Estados Unidos, teve que passar por uma série  de fracassos, porém estes, em vez de desalentá-lo e tirá-lo de acção, o impulsionaram a manter-se na luta para conseguir seu propósito. Cada um dos aparentes fracassos foram degraus que o levaram, pouco a pouco, ao sucesso:

Em 1832 – perdeu as eleições para senador;
Em 1833 – fracassou nos negócios;
Em 1835 – sua esposa morreu
Em 1836 – teve esgotamento (colapso) nervoso
Em 1838 – foi derrotado como representante da legislatura;
Em 1843 – perdeu as eleições para ser nomeado ao congresso;
Em 1848 – perdeu pela segunda vez a nomeação para o congresso;
Em 1856 – perdeu a nomeação à vice-presidência do E.U.A.
Em 1858 – perdeu as eleições para o congresso;

Foi somente 1860 que conquistou a presidência dos Estados Unidos. Depois de vinte e oito anos de fracassos obteve a vitória tão anelada. Porém Lincoln foi perseverante; só um homem de carácter firme pode chegar a tanto.

VAI DESISTIR?...PENSE BEM!

O General Douglas MacArthur foi recusado na Academia Militar de West Point, não uma vez, mas duas. Quando tentou pela terceira vez,  foi aceito e marchou para os livros da História, na 2ª Guerra Mundial.

O estrela de basquetebol, Michael Jordan, foi eliminado da equipa de basquetebol da sua escola.

Em 1889, Rudyard kipling, famoso escritor e poeta, recebeu a seguinte resposta do Jornal San Francisco Examiner: “Lamentamos muito, Sr. Kipling, mas o senhor não sabe usar a língua inglesa”.

Winston Churchil repetiu na escola a sexta série. Veio a ser primeiro ministro da Inglaterra somente aos 62 anos de idade, depois de uma vida de perdas e recomeços. A sua maior contribuição aconteceu quando já era um “cidadão idoso”.

Os pais do famoso cantor de ópera italiano, Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. O seu professor disse que ele não tinha voz e jamais seria cantor.
Albert Einstein não sabia falar até aos 4 anos de idade e só aprendeu a ler aos 7. A sua professora o qualificou como “mentalmente lerdo, não sociável e sempre perdido em devaneios tolos”. Foi expulso da escola e não foi admitido na Escola Politécnica de Zurique.

Louis Pasteur foi um aluno medíocre na escola. Dentre 22 alunos, ficava em 15º lugar.

Em 1944, Emmeline Snively, directora da agência de modelos Blue Bood Modeling, disse à candidata Norman Jean Baker (Marilyn Monroe): “É melhor você fazer um curso de secretariado, ou arranjar um marido”.

Ao recusar um grupo de rock inglês chamado The Beatles, um executivo da Decca Recording Company disse: “Não gostamos do som. Esses grupos de guitarra já passaram de moda”.

Em 1954, Jimmy Denny, gerente do Grand Ole Opry, despediu Elvis Presley no fim da primeira apresentação, dizendo: “Você não tem a menor hipótese. É melhor continuar como motorista de camião”.

Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone, em 1876, não moveu o coração de financiadores com o  aparelho. O Presidente Rutherford Hayes disse: “É uma invenção extraordinária, mas quem vai querer usar isso?”.

Rafer Johnson, campeão de decatlo, nasceu com um pé torto.

Thomas Edison fez duas mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: “Não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2.000 tentativas.”

Aos 46 anos, após anos de perda progressiva da audição, o compositor Alemão Ludwig Van Beethoven ficou completamente surdo. No entanto, compôs boa parte de sua obra, incluindo três sinfonias, em seus últimos anos.


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📖 Maratona Espiritual: Princípios da Fé Cristã

Mateus 4 nos mostra que Jesus venceu a tentação usando a Palavra de Deus. Hoje também somos tentados de várias formas, e só com conhecimento bíblico sólido podemos permanecer firmes e viver de forma vitoriosa.

Infelizmente, muitos cristãos vivem derrotados espiritualmente por falta de estudo da Palavra e desconhecimento dos direitos e ferramentas que Deus nos deu para uma vida abundante. Essa carência reflete-se em fé superficial, aceitação de ensinos equivocados e até em práticas de adoração centradas mais no homem do que em Deus.

Após mais de 40 anos de vida cristã e quase 20 anos de ministério pastoral, e após anos de oração sobre este projeto, iniciei videoaulas online sobre os fundamentos da fé cristã, acompanhadas de material escrito de apoio.

✨ Convido-te a iniciares esta maratona espiritual de estudo dos Princípios da Fé Cristã. Vamos fortalecer a tua fé e promover crescimento espiritual sólido e consistente.

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sábado, 11 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 1


Texto relativo à primeira parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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1 – JUSTIÇA DIVINA

1.1. SIGNIFICADO DE JUSTIÇA

Na Bíblia, a mesma palavra é traduzida por 'rectidão'. Deus é recto em tudo que faz.

Romanos 2.2 - "Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas".

Salmos 11.17 - "Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça, os rectos lhe contemplam a face".

É comum as pessoas colocarem em dúvida a justiça de Deus, principalmente quando acontece alguma coisa que não lhes agrada. Quando tudo corre às mil maravilhas, costumam esquecer-se de Deus; quando, porém, lhes sobrevêm aborrecimentos, reclamam: "Porque é que Deus permite que isto aconteça?"

A prova de atitude certa do coração em relação à justiça de Deus está na possibilidade de agradecermos sinceramente a Deus tudo o que nos acontece - 1 Tessalonicenses 5.18.

1.2. O NOSSO DEUS É JUSTO - Sl 7.9; 45.6; 92:9

Salmos 7:9 - "Põe fim a toda a maldade dos ímpios, e abençoa todos os que são verdadeiramente justos." Salmos 45:6 - "O teu reino, ó Deus, dura para sempre; a justiça é aquilo que faz a força do teu reino."

Deus é justo em Si mesmo e deseja os Seus filhos pratiquem justiça na Terra. Ser recto, ser honesto é também ser justo. Na justiça de Deus existe a equidade, que é contrário da iniquidade, que quer dizer, 'aquele que não é igual'. Isto é, não usar de igualdade para julgar as pessoas. A justiça de Deus, não é assim, Ele trata todas as pessoas com equidade, isto é, todos de igual modo, justiça igual para todos.

1.3. DEUS É BOM, MAS TAMBÉM, É JUSTO - Is 11.3,4; 1 Jo 1.8-10

Isaías 11:3,4 - "Todo o seu prazer será em temer ao Senhor. Não julgará segundo as aparências, nem por ouvir dizer. Castigará a Terra com a vara da sua palavra e com o sopro da sua boca condenará à morte os malvados. Pelo contrário, defenderá com justiça os pobres e com equidade os explorados." / 1 João 1:8-10 - "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e estamos a rejeitar a verdade. Mas se lhe confessarmos os nossos pecados, podemos confiar que ele é fiel e justo e nos perdoará e purificará de toda a injustiça. Se afirmarmos que não pecámos, chamamos mentiroso a Deus, e a sua palavra não tem lugar nos nossos corações."

A justiça de Deus trabalha com Sua bondade. Deus nos perdoa porque Ele é bom, mas nos corrige segundo a Sua justiça.

1.4. DEUS SE AGRADA DAQUELE QUE PRATICA A JUSTIÇA - Pv 21.3-21; 1 Jo 2.9

1 João 2:9 - "Aquele que diz que vive na luz e aborrece o seu irmão na fé continua ainda em trevas"

Sendo Seus filhos, Deus se agrada quando praticamos a justiça. Quantas vezes julgaste alguém só pelo que ouviste, de acordo com o que pensas que está certo? Sabe de uma coisa: nem sempre o que pensamos é o justo e certo. Procura praticar a justiça de Deus. Nunca errarás e agradarás a Deus!

1.5. O EVANGELHO DE JESUS CRISTO É A MANIFESTAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS - Rm 1.17; 5.21; 2 Co 5.21

Romanos 1:17 - "Este Evangeliho revela-nos a justiça que Deus nos atribui. Esta justiça nasce e completa-se através da fé. Tal como está escrito: o justo pela fé viverá." / Romanos 5:21 - "Antes, o pecado governava sem limites todos os homens, levando-os à morte; mas agora é a misericórdia de Deus, que não merecíamos, que governa, colocando-nos numa posição de justiça perante Deus e de acesso à vida eterna por Jesus Cristo nosso Senhor." / 2 Coríntios 5:21 - "Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nele fossemos revestidos da justiça de Deus."

Deus viu o Homem perdido pelo pecado, e porque Ele é justo providenciou a Salvação para todo aquele que estava perdido por causa do pecado de um só homem.

1.6. DEUS JULGARÁ O POVO COM JUSTIÇA - Rm 2.5-7,11; At 17.31; Sl 9.7,8

Romanos 2:5-7,11 - “Devido à tua teimosia em recusares que o teu coração se arrependa, estás a acumular sobre ti mesmo a cólera de Deus, para o dia em que ela se manifestar e em que o seu justo juízo se revelar. Recompensará então cada um segundo as suas obras. Dará vida eterna àqueles que, com perseverança na prática das boas obras, procuram a glória, a honra e a vida imortal que ele oferece. (…) Porque a todos trata da mesma maneira.” / Atos 17:31 - “Pois marcou um dia para julgar o mundo com justiça através do Homem que para isso designou. E deu a todos uma sólida razão para creem nele, ressuscitando-o da morte.” / Salmos 9:7,8 - “Quanto ao Senhor, ele vive para sempre; o seu tribunal está já preparado para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça e as nações com toda a retidão.”

Deus estabeleceu um dia quando julgará todos os Homens na face da Terra. Ele não nos julgará segundo a nossa justiça mas a Sua, que é perfeita e vê todos os nossos atos e os pesa na balança.

1.7. A JUSTIÇA DE DEUS É PARA GALARDOAR O CRENTE NA VIDA FUTURA - 1Tm 4.8; Ml 3.18

1 Timóteo 4:8 - “O exercício físico tem algum valor, mas o desenvolvimento da vida espiritual é útil em tudo, nesta vida e também na futura.” 

Toda vez que pratica a justiça no meio de seus amigos, muitas vezes é chamado de bobo ou louco. Saiba que Deus está olhando para si e que um dia Ele o recompensará por este ato de justiça praticado. Toda vez que pratica a justiça ela fica para a eternidade, lá veremos a grande diferença entre os justos e injustos.

1.8. AS LEIS DE DEUS SÃO JUSTAS

Assim como há leis naturais que governam o mundo físico, também há leis morais no mundo espiritual.

As leis morais de Deus estão resumidas nos Dez Mandamentos e no Sermão do Monte. Os Dez Mandamentos, com suas conhecidas proibições, acham-se registadas em Exodo 20.1-17. Não é lícito matar, roubar, caluniar, etc., porque tais actos destroem as próprias bases da vida. Quem cai do edifício, destrói a vida física; quem quebra os mandamentos, destrói a vida espiritual.

O Sermão do Monte, registado em Mateus 5-7, começa com as bem-aventuranças. De novo Deus expõe o que espera do Homem: humildade de espírito, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia e assim por diante.

O Senhor Jesus empenha-se em que sejamos felizes, porém, avisa que não há atalhos para a felicidade. Ela vem da vida em harmonia com as leis morais do universo de Deus. Deus fez o mundo de tal modo que a felicidade não se alcança quando a buscamos, e sim, quando buscamos os ideais de que as bem-aventuranças nos apresentam.

Deus não é arbitrário no estabelecimento de Suas leis. Ele não está divertindo-Se à nossa custa, nem ostentando Sua autoridade. Está dizendo-nos o que dá certo. Para alcançarmos êxito, temos de viver de determinada maneira. Gálatas 6:7 - “Não se iludam: Deus não se deixa enganar. Toda a gente virá a ceifar aquilo que tiver semeado.”

Disse alguém que nós não quebramos as leis de Deus: são elas que nos quebram. Se mentirmos, por exemplo, sofreremos as consequências. Se formos apanhados, podemos ser castigados; mas se não formos apanhados, já nos ‘castigamos’ a nós próprios pelo dano que infligimos a nosso próprio carácter, pela mentira.

1.9 O JUIZO DE DEUS É JUSTO 

- É ‘segundo a verdade’ - Rm 2.2 - Não podemos enganar a Deus. Ele sabe o que realmente somos

- É pessoal: ‘a cada um segundo o seu procedimento’ - Rm 2.6 - Seremos julgados pelo que tivermos feito, não pelo que outros fizeram. Compareceremos sozinhos diante de Deus.

- É imparcial: ‘porque para com Deus não há acepção de pessoas’ - Rm 2.11 - Deus não nos favorecerá pelo facto de sermos de uma determinada cor, raça, nacionalidade,...

- É completo: ‘no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos dos Homens’ - Rm 2.16 - Homens e mulheres estarão diante de Deus, completamente a descoberto; cada segrado estará na luz, naquele dia.

Vem o Dia do Juízo Final (Mt 25.31-46; At 17.31; 2Ts 2.7-10; Hb 9.27; Ap 20.11-15). Nesse dia a justiça será satisfeita. 

Houve pecado que não sofreu punição nesta vida? Nesse dia será punido. 

Houve fidelidade não recompensada? Então será recompensada (Hb 6.10). 

Todos compareceremos perante o Tribunal de Deus (Rm 14.10 - “Não têm o direito de julgar os vossos irmãos ou de criticá-los com superioridade. Lembrem-se de que cada um de nós terá de prestar contas perante o tribunal de Deus”; 2Co 5.10 - “Pois todos devemos comparecer diante do tribunal de Cristo; e aí cada um receberá segundo o que tiver feito de bem ou mal, enquanto viveu no corpo.”). Nossas obras serão provadas pelo fogo (1Co 3.12-15).

Se assim não fosse, seria difícil responder-se às perguntas e reclamações sobre as aparentes injustiças da vida presente: muitas vezes o justo sofre e o ímpio prospera. “Recebeste os teus bem em tua vida, e Lázaro igualmente os males” (Lucas 16.25). Se fores tentado a achar que os Homens do mundo estão a desfrutar mais do que tu, não te esqueças de que, quando eles estiverem a  enfrentar o juízo de Deus, o gozo que te cabe estará apenas no início.

Uma expressão muito usada por Paulo é ‘a ira de Deus’ (Rm 1.18; 2.5,8;  5.9; Ef 5.6; Cl 3.6; 1 Ts 1.10; 5.9). 

Pode um Deus de amor irar-se? Sem dúvida que pode, uma vez que:

- o pecado resulta da livre escolha do Homem

- ao Homem foi dada a oportunidade de conhecer a verdade

- Deus providenciou para o Homem o perdão e a liberdade do pecado.

Se os Homens desprezam a Salvação gratuitamente oferecida, e preferem seu próprio caminho, haverá injustiça da parte de Deus, se derramar Sua ira sobre esses pecadores?

Ninguém irá para o Inferno, que não tenha escolhido a separação de Deus. E o inferno é justamente a separação completa e definitiva.

Naquele dia não haverá justas reclamações. Ninguém poderá dizer: “Deus foi injusto comigo!” O que vai cair sobre os Homens no Juízo Final são as consequências de sua própria escolha.

Com confiança podemos reproduzir a pergunta de Abraão em Gn 18.25: “Não fará justiça o Juiz de toda a Terra?”

1.10. A SALVAÇÃO DE DEUS É JUSTA

Se Deus é justo e os Homens são pecadores, como podem estes ser salvos? Porá Deus de lado a Sua justiça, fechando os olhos aos pecados dos Homens, a fim de usar de misericórdia? Rm 3.21-26.

A justiça de Deus é dada aos que põem a sua fé em Cristo (Rm 3.22 - “Esta justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo a todos os que crêem...”). Ele pode fazer essa dádiva por causa da morte de Cristo na cruz (Rm 3.24,25). Cristo satisfez as exigências da justiça divina, submetendo-Se a elas.

Por isso (Rm 3.26), Deus pode ser justo e justificador - pode perdoar pecados sem faltar com a justiça; e pode permanecer justo sem ter de abandonar Seu desejo de salvar-nos. A nossa Salvação foi efetuada de forma absolutamente justa. Deus não fechou os olhos ao nosso pecado, nem o desculpou, nem passou por cima dele: levou sobre Si. Sofre na cruz as suas consequências. 2Co 5:19 - “Porque Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo, não mais considerando os pecados dos homens como razão de acusação contra eles.”

Não precisamos temer que Deus porventura mude de opinião e resolva afinal não usar de misericórdia. Não, pois a justiça de Deus já foi satisfeita. A obra de Cristo na cruz jamais poderá desfazer-se.

Para o crente, o julgamento que determina a salvação já passou (Jo 5.24). O quadro do dia do juízo final, que consideramos antes, não deve ser para nós motivo de temor, pois não vamos comparecer diante de Deus na incerteza de sermos salvos ou perdidos, para só então o sabermos. Se Cristo é nosso, esse juízo já passou, para nós. (Rm 8.1).

E, se como crentes viermos a pecar, falhando perante Deus? Não vem abaixo tudo isso? 1Jo 1.9 nos afirma: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”. Com quem é Deus fiel? Não é para com Jesus Cristo, que morreu por nossos pecados? Podemos confiar, plenamente, em que Deus nos perdoará, se confessarmos.

O perdão não é um capricho divino: é uma questão muito séria, Ele sofreu por nosso pecado, pagando o grande preço do perdão.

Deus realizou o impossível. Agora, Ele pede que nós correspondamos: que confessemos honestamente o pecado, que o abandonemos, e que ponhamos nossa confiança n’Ele a fim de recebermos o perdão e a purificação do pecado.

Como Deus é justo em nos ter dado as leis da vida, em julgar-nos à base dessas leis, e, então,  providenciar para nós a Salvação, satisfazendo Ele mesmo as justas exigências de Suas próprias leis!

“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” - 1 Pedro 3.18.


CONTINUA... parte 2

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Por que as igrejas resistem à mudança de novos pastores (e o que pode fazer sobre isso)



“É minha primeira semana. O que devo mudar aqui?” Talvez os novos pastores não expressem a pergunta, mas sei que eles pensam assim. A configuração padrão para mudar algo é natural para um bom líder. Ter uma visão significa estar insatisfeito com o status quo. 

“O comitê de busca disse que estava me contratando para fazer as mudanças necessárias. Por que a igreja está resistindo ao óbvio?!”

Por que a lua de mel de tantos pastores termina depois dos primeiros meses? A resistência à mudança é um dos maiores obstáculos na liderança. Certa vez, um punhado de lápis foi lançado em minha direção quando meus ajustes para um jantar festivo foram descobertos. Aprendi a não mexer com potlucks. Por sorte, os lápis não eram tão afiados. Sem sangue, sem falta. 

Todo líder de igreja já esteve lá. Todos nós encontramos a resistência. Aqui estão algumas razões pelas quais as pessoas resistem à mudança.

Você é a mudança . Novos pastores muitas vezes não percebem esse fato. Mesmo que você não mude nada - e quero dizer absolutamente nada - em seu primeiro ano como pastor, as pessoas ainda experimentarão uma grande mudança: você. Você não é novo para si mesmo, mas certamente é novo para as pessoas da igreja. Qualquer esforço de mudança que você introduzir nos primeiros meses só é ampliado pelo fato de que as pessoas ainda estão tentando saber quem você é. 

Mudança técnica e mudança cultural . Quando as pessoas dizem que querem mudanças, geralmente se referem a mudanças técnicas. Problemas técnicos requerem conhecimentos específicos. Para muitos, os pastores são vistos como especialistas contratados disponíveis para solucionar problemas técnicos. As pessoas que desejam mudanças técnicas fazem as seguintes perguntas: Você pode garantir que meu currículo esteja na minha sala? Você pode ver que a igreja não é tão quente no verão? Por que não recebi a newsletter? Essas questões envolvem pequenas mudanças técnicas, mas muitas vezes as pessoas também desejam mudanças técnicas significativas, como um novo prédio. 

Mudanças técnicas são importantes. Se você pastoreia uma igreja de qualquer tamanho, deve administrar a organização das pessoas. Poucas pessoas, porém, entendem que a mudança duradoura é cultural, não técnica. Um especialista técnico não resolve problemas culturais. Se você é um líder, provavelmente está gravitando em torno das mudanças culturais que acredita que precisam ser feitas. Isso é o que os líderes fazem. Eles desafiam o status quo. Mas você deve perceber que muito poucas pessoas em sua igreja adotam mudanças culturais. Há uma razão pela qual algumas coisas são incorporadas à cultura de uma igreja. A maioria das pessoas os considera aceitáveis. No início de sua liderança, conquiste as pessoas com mudanças técnicas fáceis antes de iniciar mudanças culturais significativas. 

Desconfiança de quem propõe a mudança . Só porque as pessoas gostam de você e enviam cartões encorajadores no primeiro mês, não significa necessariamente que elas confiam totalmente em você. Mesmo quando as pessoas respeitam o cargo de pastor, não conhecer a pessoa que ocupa esse cargo geralmente leva a uma aceitação cautelosa da congregação. Respeito e confiança são duas mentalidades diferentes. As pessoas podem respeitá-lo, embora não confiem totalmente em você. Ganhe sua confiança honrando seu respeito antes de fazer grandes movimentos. 

Crença de que a mudança não é necessária . É uma questão fundamental: as pessoas que estou liderando reconhecem a necessidade de mudança? Se a maneira atual parece bem-sucedida, então a evidência de um problema está escondida da vista das pessoas. Como líder, você pode ter a vantagem do conhecimento organizacional interno. Um conhecimento ao qual o frequentador de igreja médio pode ter exposição zero. Antes de implementar um esforço de mudança, você deve mostrar às pessoas o problema oculto. 

Crença de que a mudança não é viável . Mesmo que todos concordem que a mudança seria boa, nem todos concordam que a mudança é possível. É mais fácil mostrar às pessoas o problema do que a viabilidade de resolvê-lo. Conseguir que as pessoas concordem sobre um problema comum não é suficiente. Para promover uma mudança duradoura, você também deve mostrar a eles como a solução é viável. 

Perda de posição, status e poder . As pessoas resistirão a um esforço de mudança se ele reorganizar o alinhamento de poder. Rara é a pessoa que voluntariamente abre mão de posição, status ou poder sem alguma resistência. Essa resistência faz sentido. Se alguém desafiasse sua posição, você provavelmente também resistiria a esse esforço. Embora as pessoas tenham certa repulsa pela ideia de a igreja ser uma organização política, formar aliados políticos é necessário dentro de toda organização. Antes de desafiar a atual estrutura de poder de uma igreja, sirva e faça amizade com os poderosos. Se você conseguir conquistá-los, terá a ajuda deles para promover mudanças culturais de longo prazo. 

Ameaças a valores e ideais . As pessoas reagem emocionalmente quando você desafia seus valores e ideais. Quando a mudança é vista como um ataque a um conjunto atual de ideais e valores, você pode esperar uma resistência generalizada. Esses valores podem não ser o que está formalmente publicado na constituição e nos estatutos. A única maneira de descobrir esses valores e ideais é passar tempo com pessoas diferentes. Pastores desapegados nunca conhecerão os valores não falados - mas bem compreendidos - de seus fiéis. 

É provável que a mudança ocorra quando as pessoas dentro de uma organização acreditam que os benefícios de fazer a mudança superam os custos de fazê-la. Essa mudança de atitude não vem fácil ou rapidamente!

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Como presidente da Church Answers, Sam Rainer desempenha muitos papéis. De co-apresentador de podcast a pastor em tempo integral na West Bradenton Baptist Church, o coração de Sam para o ministério e a revitalização são evidentes em tudo o que ele faz.

o teu agir (poema)



Meu Jesus é salvador
Morreu na cruz para nos salvar
Dos pecados nos perdoou
E o homem voltou a pecar
Mas hoje posso lhe dizer irmão
A qualquer momento você pode orar
E seu coração a Ele entregar.

A cada dia sinto seu agir
E de louvá-lo não vou desistir
O teu espírito invadiu meu ser
E agora sua glória eu posso ver

Entre em meu coração
E transforme o meu viver
Para que seja o meu SENHOR
E a cada dia possa me envolver
Sua palavra eu vou proclamar
E o teu poder ao mundo anunciar
E sempre em DEUS eu vou continuar.

Fábio Luiz Bertotti

Na presença de Deus há...



No passado dia 08 de abril tive a oportunidade de ministrar a Palavra de Deus na Igreja Lagoinha, em Portimão - igreja esta pastoreada pelos meus amigos Paula e Bruno Barros. Aqui deixo a Palavra que tive a oportunidade de partilhar, e que acredito será bênção para a sua vida.

Mateus 1:23 - "A virgem ficará grávida e dará à luz um filho que se há-de chamar Emanuel. Emanuel quer dizer: Deus está connosco."

À cerca de 2030 anos atrás nasceu um bebé que lhe deram o nome de Jesus. Jesus é "Deus connosco". Jesus foi homem, mas também Deus-Homem, Deus entre os Homens. Ele veio para reconciliar (resgatar) o Homem novamente com Deus.

Antes do Pecado de Adão e Eva, ao virar do dia, Deus se encontrava com o Homem. Devido ao Pecado, esse relacionamento foi quebrado. 

O Homem tem procurado de várias formas recuperar o relacionamento com o Divino. 

Visto que era impossível ao Homem restaurar o relacionamento com Deus, o ofendido (Deus) providenciou a forma do relacionamento ser restaurado. Deus veio até nós (na forma humana de Jesus), viveu entre nós e morreu por nós. Ele pagou o preço da reconciliação. Ele veio para voltarmos a ter relacionamento com Ele. Por meio de Jesus, agora podemos ter confiança e ousadia para termos novamente relacionamento com Deus!

É na presença de Deus que podemos novamente desfrutar das Suas muitas e preciosas bênçãos. Hoje Deus continua a chamar a Humanidade para a Sua presença.

1 - Quando nos achegamos à Sua presença, há quebrantamento dos nossos corações.

É impossível estarmos diante de um Deus que é Rei e Senhor, perante o nosso Salvador, e ficarmos iguais! Quando estamos diante dEle não há como não reconhecermos a nossa pequenez e nos humilharmos. Perante ele as nossas máscaras caem, o nosso orgulho cede e dá espaço à humildade.

Quando estamos na presença de Deus, essa presença transforma os nossos corações duros (secos) em corações suaves, corações orgulhosos em humildes, corações desobedientes em corações dispostos a fazer a Sua vontade.

O profeta Isaías era uma pessoa que condenava todas as pessoas que estavam à sua volta até ao dia que... Isaías 6:5... "Ai de mim"... Quando Isaías teve uma visão de Deus, ele se humilhou e reconheceu o quão necessitado também era de Deus!

2 - Quando nos achegamos a Deus, há resposta às orações.

2 Crónicas 7:14 - "Mas se nessa altura este meu povo a quem dei o meu nome se humilhar (quebrantar-se) e fizer oração, e se me procurar e abandonar a sua má conduta eu o escutarei lá do céu, perdoarei os seus pecados e voltarei a dar prosperidade ao seu país."

3 - Na Sua presença há conselho, direção e destino.

O conselho dá direção, e a direção leva ao destino.

Infelizmente vivemos num mundo em que a Humanidade vive a vaguear, sem direção. Isto porque não procura conselho a quem é Sábio.

Na presença de Deus ficaremos sensíveis à Sua voz (conselho), e não iremos estar perdidos. A Sua presença ilumina o nosso caminho (Jesus é o Caminho).

Provérbios 19:21 diz: "O homem elabora muitos planos, mas é a decisão do Senhor que prevalecerá." 

Deus é quem tem a última palavra!

A Bíblia nos mostra que, no final de todas as coisas, somente há dois destinos: o Céu ou o Inferno.

4 - Em Sua presença há conforto e vitória. Quem não precisa?

Isaías 43:2 - "Mesmo que atravesses os mares, estarei contigo [Emanuel]; os rios profundos não te hão-de afogar."

Mateus 7:24-29 conta-nos que aquele que constrói a sua vida sobre a Rocha (Jesus), perante as tempestades da vida, irá permanecer firme. Aquele que constrói a sua vida sobre fundamentos movediços, irá perder-se.

Salmo 23:4 - "Ainda que eu atravesse o vale da sombra da morte, não terei receio de nada, porque Tu, Senhor, estás comigo." - Há momento sombrios na nossa vida, mas em Cristo sabemos que haverá um final feliz.

Salmo 121 - David estava num vale, e estar num vale significava que se algum inimigo atacasse, a derrota era certa. Contudo, ele confessa que o seu socorre é o Senhor, que lhe dá a vitória.

Os tempos difíceis jamais perdurarão quando estamos em Sua presença.

NEle somos mais que vencedores - Romanos 8:27.

Na Sua presença encontramos conforto para as nossas dores (alma, corpo), mas também encontramos força para enfrentar as batalhas.

Perante as adversidades da vida precisamos de ser como o apóstolo Pedro. Enquanto ele teve os seus olhos fixos em Jesus, permaneceu sobre as águas. Quando olhou para as circunstâncias, tirando os olhos de Jesus, começou a afundar.

5 - Em Sua presença há plena alegria.

Salmo 16:11 - "Hás-de mostrar-me o caminho que conduz à vida, saciar-me de alegria na tua presença e de eterna felicidade ao teu lado."

Satanás procura de todas as formas roubar a nossa alegria, trazendo-nos tristeza, desânimo.

Paulo e Silas estavam numa prisão. As condições daquela prisão eram bem piores das condições das prisões atuais, contudo eles louvavam ao Senhor. Por isso, perante as dificuldades da vida, levanta a voz e canta... adora! O louvor calará a Satanás!

6 - Em Sua presença há descanso... paz no meio da tormenta.

Salmo 23:2 - "Em verdes pastores me faz descansar..."

A intimidade e o relacionamento com Deus dá-nos confiança de que Deus irá agir... logo podemos descansar, sabendo que o nosso Pai está a cuidar de nós, e que Ele controla todas as coisas.

Nada acontecerá sem que Ele permita!

E podemos descansar porque Ele estará connosco... Mateus 28:20 - "... e saibam que estarei sempre convosco até ao fim dos tempos."

7 - Em Sua presença há libertação.

8 - Em Sua presença há cura.

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Gostaria de convidar-te a fazeres uma maratona espiritual comigo.

A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.
A Bíblia afirma que “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.

Investe na tua eternidade! ✨📖

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