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sábado, 15 de março de 2025

tua vida diante do trono (2)



“Quando malfeitores sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem. Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança.” 

Que declaração esta! Ao olharmos para traz em tudo o que já se passou em nossas vidas, estou certa de que como David poderemos afirmar que Deus tem nos dado livramento. Às vezes ouvimos tantas ameaças, e quando o inimigo chega bem pertinho de nós o Senhor intervém, e nos dá a vitória. Parece até que estes momentos difíceis são nossos amigos, pois nos impulsionam a orar, chorar aos pés do Senhor e buscar Sua presença e proteção. E a cada experiência de vitória, de restauração, nossa confiança se fortalece. 

Não podemos deixar de depender de Deus, necessitamos da Sua mão, pois de vitória em vitória nos habilitamos para enfrentar gigantes cada vez maiores! Pára um pouco para te lembrares das conquistas, livramentos, das provisões de Deus em tua vida e ministério. Estou certo de que tens provado da fidelidade do Senhor, e Nele podes confiar. 

O oposto de confiar é desconfiar. É ficar ansioso sem saber o que vai acontecer. Mas se estás vivo hoje é porque o Senhor tem te sustentado até aqui e Ele quer que aprendas que nEle podes descansar e estar certo da vitória. “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.” 

O verdadeiro adorador tem um sonho, um desejo acima de todos os outros. Se o Senhor te perguntasse hoje qual é o teu maior anseio, será que responderias como David? “Deus, o que mais quero em minha vida não é família, não é dinheiro, não é prazer. Meu desejo é ser um verdadeiro adorador que possa te conhecer intimamente.” 

Que ousadia e profundidade encontramos no pedido do salmista. Ele não quer ser um adorador domingueiro, que vez ou outra se apresenta diante de Deus. Ele quer morar na casa do Senhor. 

Naquele tempo, para prestar culto e sacrificar a Deus, era necessário se deslocar para o templo. Um edifício construído especificamente para ser o lugar de adoração. Mas hoje, ficou mais fácil (ou mais difícil?) cumprir esse desejo de David. Se o teu coração é igual ao dele, fica a saber que não terás que te mudar de “mala e cunha” para dentro do prédio da igreja! I Coríntios 3:16 afirma que nós somos o santuário de Deus, morada do Espírito Santo e, portanto, nosso corpo, alma e coração se tornaram um lugar de culto ao Senhor! 

Podemos e devemos viver o nosso dia a dia na presença de Deus, cultuando-o com todo nosso ser, é claro, experimentando momentos gloriosos quando paramos tudo e nos deleitamos nessa comunhão. 

domingo, 13 de agosto de 2023

Relações sexuais seguras...?


De acordo com o artigo publicado recentemente, "os preservativos não são 100% seguros, pois podem rasgar e também não protegem contra algumas ISTs transmissíveis pelo contacto de pele com pele." 

Após leitura do artigo em questão fico cada vez mais convencido que o ensino bíblico para a humanidade é a opção mais segura, num mundo cada vez mais inseguro.


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

relacionamento divino


Num destes dias estava a pensar sobre algumas situações, e observo a quantidade de cristãos que alimentam o seu "homem interior" (espírito) somente aos domingos (no dia da reunião principal da igreja), ou baseiam a sua vida cristã em cultos. Não são capazes de orar, adorar e ler a bíblia durante a semana, em tempos devocionais pessoais. 

E se por algum motivo não é possível ir aos cultos, como será a sua vida espiritual? Precisamos de alimentar o nosso "homem interior" diariamente, assim como alimentamos o nosso corpo diariamente.

E, se possível, não deixar de congregar. Há grande poder espiritual que é libertado do Céu quando a Igreja se reúne para adorar. Esta foi a instrução do apóstolo Paulo - que não deixássemos de nos congregar. É quando a Igreja se reúne que podemos ser edificados e edificadores uns para com os outros.

Por isso, tenha tempo devocional diário, mas também congregue!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

discipulado é relacionamento

COMPARTILHO AQUI UM ARTIGO DE UM GRANDE AMIGO - ANDERSON SANTOS - E ESPERO QUE SEJA DE BÊNÇÃO NA VOSSA VIDA COMO TEM SIDO NA MINHA VIDA.

Quero em pouca palavras escrever sobre um verdadeiro discipulado.

Tenho lido algumas coisas sobre este tema, e vejo muita confusão. Às vezes alguns querem fazer algo com boas intenções, mas não sabem o que estão fazendo. Usei a palavra "discipulado" para chamar a atenção, mas, na verdade, na Bíblia não existe esta palavra. 

Quero levá-lo a entender que precisamos trocar esta palavra por “relacionamento”. Quero mostrar-lhe que este "modo de viver" é inspirado em Jesus Cristo.

Ao pensarmos na forma como Jesus vivia com os Seus discípulos, entendemos como é importante o relacionamento. Jesus vivia uma vida intensa com os Seus discípulos, e esta vida intensa promovia relacionamento profundo e duradouro.

Vou mostrar alguns versículos, mas quero que você pense comigo no destaque do texto, pois o alvo é o relacionamento que Jesus tinha com os discípulos.

A Igreja neste contexto tem importante papel. Ela é formada por discípulos comprometidos com o Reino do Senhor. 

A possibilidade de sermos edificados uns pelos outros traz-nos um sentimento sincero que fortalece a fé. Na IGREJA ENCONTRAMOS TUDO: pessoas que são transparentes, pessoas que são superficiais, pessoas cheias de Deus, pessoas sem sensibilidade, pessoas simpáticas, pessoas antipáticas, pessoas que amam demais, pessoas que amam pouco, e podemos citar muitas outras qualidades e defeitos, e nestas coisas o mais importante é o sentimento de edificar ou outros para que atinjam a maioridade no Senhor, ao ponto de comer alimentos sólidos, aprendendo a suportar a fraqueza dos fracos e a força dos fortes, aprendemos a andar em unidade entendendo a diferença de cada um. Então vivemos em discipulado, onde ali as coisas ficam escuras por pouco tempo. Deus traz a vida uns dos outros, pois somos expostos no nosso carácter e conduta. Que experiência fantástica! Louvado seja Deus !!!

A Igreja não é uma administração, não é um conjunto de normas e preceitos, não é liturgia, não é congregar no sábado, domingo, etc... Igreja são pessoas que representam o corpo de Cristo e vivem em comunhão repartindo a vida de Cristo uns com os outros e com os de fora. 

Para entender é ler o livro de Actos dos Apóstolos e vai perceber que é muito mais do que vemos por aí, eu tenho lutado por isso, ainda que demore, mas em Deus eu creio num corpo de pessoas que vivam comunhão e relacionamentos, vivendo Cristo e dando Cristo, uma vida de testemunho como Cristo viveu. 

Num dos momentos para mim - você que está lendo com muita paciência - é o RETIRO de verão aqui em Portugal, com esta parte da Igreja, onde buscamos viver um pouco desta VIVA REALIDADE, onde seu ponto forte é na reunião do sábado a noite que é um resumo de tudo o que se passa, e eu vi algo tremendo que me fez chorar, ver pessoas indo na frente confessando pecados, de livre e espontânea vontade, proferindo palavras, testemunhos, abençoando, orando uns com os outros, enfim, um pouco do Céu na terra. Um irmão ao final da reunião falou-me: "Anderson, eu vi aqui o ATOS 2", no sentido de que ele viu a continuação do que aconteceu no livro de ATOS. 

“E aconteceu que, no segundo sábado após o primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam.” (Lucas 6:1) - Iam, arrancando, comiam... dão sentido de andar juntos. Jesus estava com os discípulos quase sempre. Jesus tinha uma vida com seus discípulos de relacionamento. No momento em que Jesus estava junto com eles, Jesus comia, compartilhava , ensinava e exortava juntos. 

Jesus não vivia com eles nos templos, pregava e depois ia para casa, mas, andava e comia com eles. Estavam sempre juntos. Uma relação de pastor e ovelha. 

“E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos.” João 6:3

“Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus.” João 13:23

“E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram.” Lucas 22:39

“E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos.” João 18:2

Jesus tinha um relacionamento profundo e duradouro com seus discípulos. Em seu ministério Jesus pregava para multidões, muitos O seguiam, mas Jesus separou 12 homens para relacionar e, seu relacionamento foi tão intenso que produziu frutos tremendos. Eles estavam sempre juntos, dia após dia. Por causa deste modelo é que hoje estamos em Cristo,  por causa da mensagem pregada por estes homens, e que estas mensagens chegaram até nós porque eles foram bem instruídos. 

E dentro desta pequena reflexão, quero dizer que discipulado/relacionamento não é um estudo bíblico; não é um "cultinho" em casa, não é somente exortar, mas, relacionamento é conviver, andar junto, abrir o coração motivado por um relacionamento de confiança e amizade. E neste relacionamento acontece de tudo: falar a Palavra, comer junto, ensinar, exortar, rir, brincar, chorar, sofrer, mas tudo junto, amigos.

Jesus era amigo de seus discípulos. 

O  relacionamento promove uma amizade. Através desta amizade, nós vamos construir algo duradouro e vamos produzir discípulos que vão dar muitos frutos. 

Com o relacionamento, não vamos precisar nos preocupar se vamos perder alguém da congregação, ou não, pois construímos alicerces baseados na amizade.

Estava conversando com um irmão da congregação aqui em Portugal e ele lembrou que a Palavra fala de amigos mais chegados... “Cuidado! As muitas amizades podem levar à ruína, mas existe amigo mais chegado que um irmão.” Prov 18:24

João 15:15 - “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai Eu compartilhei convosco.”

Provérbios 17:17 - “O amigo dedica sincero amor em todos os momentos e é um irmão querido na hora da adversidade.”

Provérbios 27:9 - “Perfume e incenso promovem alegria no coração; o conselho sincero de um amigo dá encorajamento para viver.”

Você tem amigos ? Quem é seu amigo hoje?

Precisamos aprender que o homem não vive só. O homem precisa de amigos. Pessoas que andam connosco. Pessoas que nos exortam, nos amam, falam a verdade. Pessoas que de tanto conviver connosco nos conhecem. 

O relacionamento tem que ser um modelo de vida, uma prática nas igreja de hoje. As pessoas precisam entender que este modelo atual onde, se assistem um culto dominical, ou reunião de oração e depois não se relacionam, e só se encontram no próximo final de semana, não promove amizade. 

Então, concluo que:
1- Se você está num discipulado baseado em somente estudar a Bíblia, isto não é discipulado
2- Se você está num "discipulado" baseado em culto solene, isto não é discipulado
3- Se você está num "discipulado" que não há espaço para você abrir o coração, isto não é discipulado
4- Se você está num "discipulado" que não pode chorar e ser consolado, isto não é discipulado
5- Se você está num "discipulado" que não se pode rir e se divertir, então você não está num discipulado"
6- Se você não tem liberdade de expor sua opinião, então você não está num "discipulado"

Lembre-se que relacionamento vai produzir estas atitudes acima no aspecto positivo. Ou seja, meu relacionamento vai produzir:
1- Estudo da Palavra
2- Informalidade
3- Abertura de coração
4- Choro
5- Diversão
6- Liberdade de se expressar
... e muito mais. 

Relacionamento produz discípulos sadios, produz filhos e não crentes. Produz amigos. Produz discípulos.

Reflita!

Anderson Tânia Santos

Fonte: AQUI

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

beijar os avós

Depois das declarações de um dito senhor, professor universitário ter dito o seguinte: Vejam... 


Compreende-se. A pessoa distrai-se e, vai daí, eles pespegam três e quatro beijos de cada vez

Eu também acho que devia ser proibido que as crianças sejam obrigadas a darem um beijinho aos avós. Porque os avós são um bocadinho “atrevidos” e nunca se contentam, unicamente, com um beijinho. Uma pessoa distrai-se e, vai daí, eles dão aos três e aos quatro beijos de cada vez. Abraçam uma criança com tanta força que não só a amarrotam como quase a estrafegam. E, como se isso não fosse já de si um abuso a propósito da sua auto-determinação, ainda lhe dizem - alto e em bom som - coisas embaraçosas do género: “meu amor”, “minha riqueza” ou “luz dos meus olhos”. E isso é mau. Porque às crianças deve ser dado o dever de reserva que não tenha de levar os pais a lembrarem-lhes que os avós são uma espécie de “reserva natural” da bondade humana e que tudo o que eles trazem de adocicado à sua vida - regras numa versão de “algodão doce”, mimos sem restrições dietéticas e colo na sua cotação máxima e à margem de quaisquer oscilações dos spreads - são maus hábitos e maus exemplos porque o amor se quer asséptico. Aliás, lembrar aos nossos filhos que beijar os avós é um gesto de gratidão ao que o amor humano tem de mais sagrado torna-se perigoso.

Ironia à parte, deixem que vos lembre que aqueles que acham que o beijo dos avós traz às crianças um constrangimento que, mais tarde, as convida para a violência talvez nunca tenham tido avós, como mereciam, e talvez tenham confundido, contra tudo aquilo que mais lhes era devido, reconhecimento com constrangimento. Por isso mesmo, confundir gestos de bondade com sementes de violência é insensato, imprudente e - desculpem-me! - muito pouco inteligente. Não é, pois, justo que, em nome da democracia, haja quem queira colocar em liberdade condicional tudo o que a Humanidade de mais esclarecidos e de mais sublime nos trouxe.

Portanto, se me permitem, é tempo de não confundirmos condicionamento e medo, com boa educação e com gestos de gratidão para com o amor, por favor. Beijar os avós não é boa educação. (E, já agora, beijar os avós não é beijar os avózinhos. Porque da mesma forma que as crianças não merecem ser diminuídas e tratadas como se fossem criancinhas, os avós são, também eles, demasiado preciosos para serem tratados dessa maneira). Beijar os avós não é, desculpem, educar para a violência sobre o corpo do outro. É educar para o reconhecimento que, quando se toca no corpo dos avós, nos faz sentir que, por mais que haja maus ou invejosos que nos queiram afastar da bondade humana, os avós, ao deixarem-nos, em cada beijo, chegar bem mais perto da sua alma, ajudam-nos a perceber que, enquanto houver avós que se insubordinem e que beijem os seus netos, o mundo, apesar de toda a sua insensatez, será um lugar com uma memória. E com futuro.

Eduardo Sá