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sábado, 30 de novembro de 2019

Quando coloco o Reino de Deus em primeiro lugar…

…fico mais tranquilo.
Coisa triste é viver preocupado, sem saber o que vai acontecer. Mas quem coloca o Reino de Deus em primeiro lugar não vive assim. Descanso nos braços de Deus, só faço isso.
…desligo-me de coisas que podem me fazer mal.
É muito óbvio, mas muita gente não entende. Se foco no Reino de Deus, automaticamente estou deixando de lado coisas que podem me fazer mal. Minha agenda se torna uma agenda espiritual de qualidade.
…tenho uma mente mais saudável.
Não é a toa que existe uma passagem bíblica que diz assim: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3:2). Se coloco a mente no “reino terreno”, terei muitas preocupações, frustrações, decepções… Mas se coloco a mente nas coisas de cima, focando o Reino, terei paz, a paz que excede todo entendimento.
…aumento minha intimidade com Ele.
Para ter intimidade, preciso ter tempo com alguém. Se quero intimidade com o Senhor, preciso passar tempo com Ele e com as “coisas” do Seu Reino. Simples assim.
…pareço-me mais com Jesus.
Jesus deixou bem claro que a prioridade dele era fazer a vontade de Deus. Seu foco era o Reino. Quando coloco o Reino de Deus em primeiro lugar, pareço-me com Ele.
…recebo o cuidado de Deus.
Por que me preocupar? Por que me angustiar? Deus cuida de mim, me dá tudo de que preciso. Foi Jesus quem disse isso, certo? Se ele disse, eu creio. Não preciso ajudar Deus a me ajudar. Vivo para o Reino de Deus e ele cuida de mim.
Sinceramente? Vale a pena colocar o Reino de Deus em primeiro lugar.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O Reino de Deus - parte 4


(continuação)

Muitos crentes estão a descobrir e a "curtir" a importância de ser da família de Deus. Precisam fazer isso sem perder a visão e o compromisso de ser exército de Deus, cidadãos, embaixadores, guerreiros cuja vida é entregue ao serviço do Rei até à morte e depois. 

Nossa fé e salvação são expressões individuais. Isso tem sido levado a um extremo de individualismo, no qual cada crente é dono do seu nariz e muda de igreja local em igreja local cada vez que encontra coisas de que não gosta. Precisamos manter o valor da individualidade de cada um, ao mesmo tempo que abraçamos o valor da colectividade, aprendendo a discernir que somos o Corpo de Cristo, comprometidos a andar em aliança uns com os outros, com relacionamentos interdependentes. Através de nossa unidade e amor, o mundo saberá que Jesus é o Filho de Deus (João 17.21,23).

Temos nos dedicado ao crescimento da Igreja sem uma visão de fazer a diferença fora dela. Sem dúvida, precisamos nos entregar à Igreja, à comunidade do Reino como alta prioridade. Mas ao mesmo tempo, temos um chamado de ser "sal" e "luz" no mundo, na medida do possível, avançando o Reino e Seus valores na terra, na esfera secular. Isso implica penetrar em nossas empresas, na política, na educação, no lazer e em todas as áreas, para Jesus!

Precisamos entender que o Reino, desde o mandamento em Génesis de governar e cuidar da terra, tem a ver com a esfera física. O Reino se revela no cuidado do nosso corpo como o templo do Espírito, em nossa casa ser o centro do Reino, em nosso trabalho contribuir com a paz, a justiça e a alegria de sermos mordomos da Criação.

O Rei quer que Seu Reino cresça em nós e através de nós. Esse crescimento não é apenas suave, doce, com músuca bonita de fundo. Crescimento verdadeiro tem uma dimensão violenta que levou Jesus a dizer: "Desde os dias de João, o baptista, até agora, o Reino dos céus é tomado à força, os que usam de força se apoderam dele" (Mateus 11.12).

Jesus iniciou seu ministério a pregar o evangelho do Reino (Mateus 4.23), e tanto Ele como João, o baptista, proclamaram: "Arrependam-se, pois, o Reino dos céus está próximo" (Mateus 3.2; 4.17).

O arrependimento é a porta para o Reino de Deus. Mas não apenas uma porta de entrada para pessoas não crentes. Também é uma porta pela qual precisamos entrar de novo cada vez que Deus nos revela que nossa visão ou vida está aquém de Seus propósitos.

Não adianta fazermos pequenos ajustes e dar-mo-nos os parabéns por sermos bonzinhos. Precisamos quebrantar-nos e deixar que Ele faça uma obra profunda e radical, porque servimos a um Deus muito além do que imaginamos, Aquele que é o soberano absoluto do Universo. O chamado que Ele estendeu às sete igrejas frequentemente foi um chamado ao arrependimento. As igrejas de hoje apenas ministram arrependimento aos não crentes. Provavelmente precisam ouvir as palavras do apóstolo Paulo no chamado ao arrependimento ele ele fez à igreja de Corinto: "Pois o reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder [acção]" (I Coríntios 4.20). 

Se não continuarmos a crescer através de novos momentos de arrependimento, teremos uma possibilidade de cair na condenação de Paulo em outra carta, tornando-nos pessoas que têm a "aparência de piedade, mas negando o seu poder" (II Timóteo 3.5).

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quarta-feira, 30 de março de 2016

O Reino de Deus - parte 3


(continuação)

A Igreja Cristã está em crise? Sem dúvida que sim!

No Novo Testamento Jesus era bem mais conhecido como Senhor do que Salvador. Enquanto que hoje, Ele é bem mais conhecido como Salvador, do que Senhor! 

Ele é chamado de "Senhor" 664 vezes no N.T., e de "Salvador", apenas 24 vezes. Qual a ênfase no Novo Testamento? Um foco no primeiro reflecte o senhorio de Cristo, o Reino dEle e a nossa entrega; o segundo foco reflecte o que nós recebemos, os nossos benefícios. Dá para perceber a nossa crise?

Qual é o Evangelho que tem sido pregado? Tem sido pregado o Evangelho do Reino? Será que o crente morno e fraco, que vemos tanto nas igrejas, tem a ver com o tipo de semente que tem sido plantada semanalmente dos púlpitos das igrejas?

Deixe-me oferecer uma definição do Reino de Deus: o Reino de Deus é a esfera / domínio crescente e vivificante, na qual o governo de Cristo é reconhecido, obedecido, procurado e desfrutado. 

O Reino é de Deus, não é para eu criar um reino próprio, meu. Faz alguns anos estive com um determinado pastor que criou uma igreja para deixar de herança para os filhos! Outros governam a Igreja mas Deus não tem autorização para intervir. Serão esses lugares portais do Reino de Deus?

O Reino de Deus cresce de forma irresistível, como uma semente de mostarda ou como o fermento que enche a massa toda. Ministra vida abundante a todos os que entram nele e chegam perto. É um governo absoluto, uma teocracia (não democracia, etc.). Ao mesmo tempo, o Rei não impõe a Sua vontade, mas aguarda que Sua autoridade seja reconhecida. Mas não é suficiente reconhecer de forma intelectual a Sua autoridade. Os próprios demónios fazem isso! É preciso obedecer e submeter a Deus, ser verdadeiros discípulos (seguidores), aqueles que vivem a realidade de Seu senhorio em todas as dimensões / áreas da vida.

Mas ser obedientes também não é suficiente! Os anjos são obedientes, mas Deus quer mais de nós (de mim e de si). Quer que O procuremos e a Seu Reino, desejando-o, ansiando por ele, tendo fome e sede dele. Afinal de contas, Ele não quer que sejamos apenas servos ou pessoas sob Seu domínio, e sim filhos do Rei que realmente desfrutam de Seu reino. Este é o propósito de Deus para o Homem.

Uma família de muitos filhos semelhantes a Cristo Jesus, que O conhecem e desfrutam dEle para a eternidade!

Quantas igrejas não pregam um verdadeiro evangelho do Reino! Quantos crentes não vivem como verdadeiros discípulos do Reino! Será que haverá um monte de pessoas "crentes" que ouvirão de Jesus no fim dos tempos: "Afaste-se de Mim! Eu nunca o conheci!"

Estamos em crise?

(continua)

terça-feira, 29 de março de 2016

O Reino de Deus - parte 2



(continuação)

O reino foi bem mais importante para Jesus do que é para nós hoje. Se o Reino de Deus foi tão central para Jesus e para a igreja primitiva, porque ouvimos falar tão pouco dele hoje, até mesmo nas igrejas cristãs? Em parte, porque muitos têm dificuldade em ver que o Reino se expressa hoje, vendo-o mais como algo que pertence ao passado ou ao futuro. Na verdade, o Reino tem seu alcance no passado, quando Jesus estava aqui entre nós. Ao mesmo tempo, revela-se no presente, porque Jesus reina em nós, e expressa e estende Seu Reino através de nós. Finalmente, será consumado e revelado em sua plenitude no futuro, quando Jesus voltar e colocar todas as coisas debaixo de Seus pés.

Depois de dito isto... vemos que a Igreja Cristã, o Cristianismo, está em crise! E nem nos apercebemos disso! Vamos ver algumas diferenças entre a fé e vida da igreja primitiva e a fé e vida da igreja actual:

O nome comum pelo qual os membros da igreja primitiva foram conhecidos era "discípulo". O nome comum pelo qual os membros da igreja actual são conhecidos é "cristão". Mas essa designação era muito rara nas primeiras décadas da Igreja. Apenas aparece no Novo Testamento três vezes, em geral como nome usado por pessoas não crentes para falar dos crentes. Se perguntássemos para os membros da igreja primitiva se eles eram cristãos, provavelmente ficariam confusos quanto ao significado do nome. Hoje, se perguntarmos para os membros das igrejas se são discípulos, também ficarão confusos! O nome "discípulo" ou "discípulos" aparece 289 vezes no Novo Testamento. Qual a ênfase no Novo Testamento: discípulo ou cristão? Qual é a ênfase hoje? 

Percebe a nossa crise?

sexta-feira, 25 de março de 2016

O Reino de Deus - parte 1


Jesus, quando esteve na Terra, pregou sobre a chegada do Seu Reino. Para muitos, esse Reino é um conceito teológico, que, de facto, não se entende bem. Para alguns, é algo do passado, relacionado a Jesus aos tempos em que Ele esteve entre nós. Outros vêem o Reino como algo futuro, que conheceremos quando Jesus voltar. Outros ainda dizem que é algo espiritual que atinge todo o crente, expresso de forma colectiva na Igreja. E algumas pessoas são bem gerais, quando dizem que é algo que abrange todas as esferas onde Deus está presente, seja individual ou colectiva, particular ou pública, de lazer ou trabalho, secular ou sagrada.

Contudo, a perspectiva bíblica é um pouco diferente da perspectiva humana. A Bíblia inicia com um chamado divino para o Homem reinar, e encerra com a revelação e o triunfo final do Rei dos reis e os que reinarão com Ele. O ministério de Jesus, descrito nos Evangelhos, abre com a declaração que o Reino de Deus está próximo e fecha com Ele a proclamar que toda a autoridade Lhe havia sido dada na terra (mundo físico) e no céu (mundo espiritual). O livro de Actos abre com Jesus a ensinar por quarenta dias sobre o Reino de Deus e encerra com a mesma proclamação por parte do apóstolo Paulo. 

O arrependimento é a porta inicial para entrar no Reino, como também aquela pela qual continuamos a aprofundar a nossa visão e experiência no Reino de Deus. Somos chamados a colocar em prioridade o Reino de Deus, buscando-o antes de qualquer outra coisa (Mateus 6.33). O alvo de Deus é que o Seu Reino se revele aqui na terra e que Sua vontade seja feita na terra (mundo físico) como no céu (mundo espiritual). Jesus costumava ir de cidade em cidade, a pregar e a demonstrar as boas notícias do Reino. Os discípulos foram enviados a proclamar e a demonstrar o Reino de Deus, tanto os doze, como os setenta. A maioria das parábolas de Jesus explicam o Reino. 

O Reino de Deus está dentro de nós, entre nós e sendo expresso no mundo através de nós. 

(continua)

Livro "Onde está o amor?" NOVO PREÇO - Promoção de Páscoa!
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domingo, 28 de fevereiro de 2016

jesus, o senhor


Romanos 10.9,10 - "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e com teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação."

A palavra grega para "senhor" era "kyrius". O senhor era o proprietário de escravos e era usada por eles quando queriam falar ou se referiam ao seu amo. Quando se referiam ao imperador romano, usavam com letra maiúscula: "Senhor".

Jesus Cristo, revelou-se como Senhor! Muitos querem que Jesus seja simplesmente o Salvador, o Médico, mas não Senhor. Reconhecer Jesus como Senhor, significa reconhecer que somos Seus "escravos" (servos). Sendo escravos, não temos nada (Lucas 14.33) senão o que o nosso Senhor permite que tenhamos. O escravo era uma pessoa destituída de tudo o que possuía, sem liberdade, autonomia, vontade própria, e até nome, sem direito a receber qualquer recompensa pelos seus serviços.

Antes, sem Jesus como nosso Senhor, éramos escravos (mesmo sem termos noção disso) de Satanás. Somente há dois senhores, dois caminhos, duas opções, dois destinos!

Ao aceitarmos o desafio de aceitarmos a Jesus Cristo como nosso Senhor, deixamos de ser escravos de Satanás. Antes vivíamos servindo às trevas e às obras da carne, na nossa rebelião e independência de Deus, mas agora passamos a ser escravos de Jesus, pertença d'Ele, para fazer a Sua vontade, completamente submissos e dependentes d'Ele (Marcos 8.34-36; II Coríntios 5.15; Romanos 6.18). Agora pertencemos ao reino de Deus!

Romanos 14.7-9 diz-nos que agora "quer vivamos ou morramos somos de Cristo." Nossa vida pertence a Ele! Nossa eternidade será passada ao lado dEle.

Jesus Cristo é Senhor! Ele é o Rei! Neste novo Reino, temos um Rei a quem devemos obediência e fidelidade!

Como entramos no Reino de Deus?

1 - Arrependimento (assunto abordado anteriormente). Arrependimento de sua insubmissão a Deus, do pecado, etc.
2 - Baptismo nas águas (Marcos 16:16; Atos 2:38)

O baptismo nas águas simboliza a nossa morte para o reino das trevas e nosso nascimento para o reino de Deus. Segundo João 3.3, para entrar no reino de Deus é necessário nascer de novo. E isso deve ser praticado (ordem de Jesus - Mateus 28.18-20). Essa ordem deve ser cumprida logo após à conversão (Atos 16.30-34; 8.26-38).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

liderança egocêntrica


Liderar é a arte de dividir tarefas, descentralizar, acompanhar, aperfeiçoar e colher os frutos. Não combina com a centralização e nem com o despotismo. Não pode ser fundamentada na vida do líder. Não é personalismo, mas pessoalidade. Liderar é fazê-lo por princípios e não por opiniões viciadas, voltadas para vantagens pessoais. Liderança significa pensar no bem comum, no sucesso como fruto de compartilhamento na organização. É buscar a excelência no trato com as pessoas. É contribuir para a unidade na instituição. É promover “ a participação de todos no esforço de cada um”. Contudo, o tempo que vivemos é estigmatizado pelo hedonismo, pragmatismo e narcisismo. São três anomalias que adoecem qualquer liderança.
A liderança egocêntrica é marcada pelo personalismo dos que estão compactuados com vantagens e glória meramente pessoais. Pensar de si e para si é uma característica bem definida da liderança marcada pelo egoísmo. Esta busca freneticamente o reconhecimento dos liderados. Gosta do pódio. Exerce uma filosofia maquiavélica, isto é, se utiliza de meios convenientes para gerar resultados. Na cabeça da liderança egocêntrica está a megalomania ou mania de grandeza. Esta turma gosta de colocar fotos na parede. É muito triste ver em nossas comunidades, em nossas organizações filantrópicas, elementos comprometidos com a adulação, bajulação e reconhecimentos visando o fortalecimento do cargo que exerce. Os conchavos são a sua especialidade. A liderança egocêntrica não aprecia cargas, mas cargos. Não gosta de servir, mas de ser servida. Não facilita, mas problematiza. Essa liderança não tem coração. Ela é platônica, ou seja, vive no mundo das ideias. Pensa nas vantagens pessoais a partir do seu umbigo.
A liderança egocêntrica se vale do cargo para se promover. Geralmente é uma liderança insensível em relação às necessidades dos seus lideradosproduzindo medo. Não está afeita ao companheirismo e nem a liberdade para críticas construtivas visando o bem da organização. Essa liderança é despida de misericórdia em relação aos que sofrem. Ela beneficia os apadrinhados, os companheiros que rezam na mesma cartilha. Exclui ou despreza os que têm boas ideias, os que podem contribuir para melhorar o serviço da instituição. Geralmente numa liderança exercida por líderes egoístas as pessoas que pensam não são benvindas. Esses líderes têm medo dos que podem revolucionar. A liderança egocêntrica é apequenada, medíocre e sofrível. Tenho pena das pessoas que são lideradas por elementos assim.
Liderar de forma egocêntrica é um grande prejuízo para a organização ou instituição. É uma liderança dominadora ou ditadora, maldosa e doentia. Ela é impessoal, pois está mais focada em coisas do que em pessoas. Valoriza ações e não pessoas. Só sabe cobrar resultados, mas não investe sabiamente nos seus liderados. Não tem amizade com a sua equipe. A sua liderança é fria, formal e interesseira. Elimina os que pensam de forma diferente. Não há diálogo, interatividade e companheirismo. A liderança egocêntrica beneficia familiares e amigos (muitas vezes incompetentes) em detrimento dos que não são familiares e não são amigos, mas são competentes.
A liderança egocêntrica está na contramão do bom senso e de todo o ensino de Jesus Cristo, o nosso modelo de liderança amorosa, altruísta, saudável, sinérgica e revolucionária. A única maneira de combatermos a liderança egoísta é substituí-la pela liderança comprometida com os valores cristãos. Esta sim, está voltada para as pessoas, o seu bem-estar, premia o trabalho criativo, encoraja, forma caráter, distribui tarefas e colhe resultados. Está atenta às críticas e sugestões que venham melhorar substancialmente o trabalho da liderança e consequentemente da organização em sua função diacônica ou em seu serviço. Só é possível libertar o homem ou a mulher de suamaneira egocêntrica de liderar aplicando os princípios do Mestre no Sermão do Monte, tão excelentemente expostos em Mateus, capítulos 5, 6 e 7. Aqui está o código de ética do Reino de Deus que deve ser aplicado ipsis litteris na vida da liderança para que haja mudanças profundas e saudáveis na organização.
Exercer a liderança altruísta é valorizar pessoas e não coisas. Sabemos que quando valorizamos as pessoas, estas cuidam muito bem das coisas e de suas tarefas. A verdadeira liderança tem interesse em servir, comungar e acompanhar com interesse. Ela não é exercida infringindo medo, mas despertando coragem para participar do processo de gestão responsável e produtiva. Que Deus nos livre de uma liderança egocêntrica, interesseira, fria, calculista e descomprometida com valores éticos, morais do Reino. Que Deus seja glorificado em nossa liderança amorosa, servidora, catalizadora e empreendedora. Que os nossos alvos sejam: Glorificar a Deus e tornar os que lideramos em pessoas altruístas e servidoras, sempre fazendo o bem à semelhança de Jesus em sua caminhada.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

boas novas do reino de Deus - parte 2

parte 2

As boas novas são que Deus vai mesmo governar-nos. Se não estivermos preparados para sermos governados, não temos o direito a receber as boas novas. Não podemos dissociar o governo de Deus das boas novas.

Quando Jesus veio à Terra, Ele afirmou que o Reino havia chegado, e que o requisito inicial para os que queriam beneficiar da mensagem é resumido numa só palavra: arrependimento. É necessário arrependimento de andarmos nos nossos próprios caminhos (Isaías 53.6). Nem todos cometemos assassínio, ou adultério, ou roubo, ou ficámos bêbedos, ou fomos imorais, mas há uma coisa que todos nós fizémos: todos nós tomámos os nossos próprios caminhos.

Mas graças a Deus, a mensagem é que Deus colocou sobre Jesus, na cruz, a rebelião de toda a humanidade e todas as consequências malignas desta rebelião. Esta é a essência de tudo o que foi realizado na cruz. Deus depositou sobre Jesus a rebelião e as suas consequências malignas, para que em troca o bem devido à obediência sem pecado de Jesus, pudesse ser disponibilizado a todos os que se arrependem e creem. É esta a essência de tudo o que foi realizado na cruz. Foi uma troca ordenada divinamente.

Então, porque temos todos de nos arrepender? Porque todos fomos rebeldes, é claro! Não há maneira de entrar no reino de Deus sem ser pelo arrependimento. Há muitas pessoas que acreditam estarem salvas, mas na realidade não estão, porque nunca se arrependeram, e nunca se submeteram ao governo (autoridade) de Deus.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

boas novas do reino de Deus - parte 1


II Coríntios 5.19 diz-nos: "Pois Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo para si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta mensagem maravilhosa da reconciliação ele nos deu para transmitir aos outros" (versão "Bíblia Viva").

Esta maravilhosa boa nova de reconciliação proveniente de Deus precisa ser divulgada a todos. Esta é a mensagem do Evangelho do Reino. Jamais alcançaremos a mensagem na sua essência se deixarmos de lado a palavra "reino".

Eu nasci debaixo da democracia como forma de governo. Por isso torna-se difícil compreender o significado real da palavra "reino". Essa dificuldade é real para mim, como para a maioria dos cristãos, e isso torna difícil compreendermos alguns princípios bíblicos.

Quando falo acerca das boas novas do reino de Deus, estou a falar das boas novas da governação de Deus, num sentido muito prático. Ou seja, que passamos a ser governados por Deus. Este ensino tem sido esquecido pela igreja desde há muitos séculos. Muitos quando falam acerca do Evangelho, as suas mentes tendem a pensar em serem salvos, terem os pecados perdoados, receberem a vida eterna e em saberem que vão para o Céu quando morrerem. Agora isso, na verdade, está incluído no Evangelho e é de extrema importância. Mas não é o cerne da mensagem do Evangelho tal como é apresentado no Novo Testamento. O cerne da mensagem do Evangelho é o desejo de Deus assumir o governo do Homem. Se alguma vez falarmos do Evangelho sem reflectir algures, acerca de estar sob o governo de Deus, é porque perdemos a essência do tema.

Em Isaías 9.6,7 encontramos a seguinte expressão: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu... e o governo estará sobre os seus ombros." Ele assumirá o governo da humanidade.

O Homem rebelou-se contra Deus e recusou o Seu governo. Isto é a origem exclusiva a que pode ser atribuída todos os males, os sofrimentos e os problemas da humanidade desde aquele dia até agora. Todos eles têm uma causa única. E o Evangelho ou as boas novas são tão lógicos que fornecem o remédio para anular os problemas que tiveram origem nessa causa. E esse remédio é: voltar sob o governo de Deus.

Falar em receber o Evangelho, em ser salvo ou tornar-se cristão, ou o que quer que se diga, sem estar o sob o governo de Deus é enganar-se a si próprio. Neste caso, o pensamento e propósito principais não são alcançados. Não se pode dissociar a salvação do governo de Deus.

continua