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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

David Platt detona 'cristianismo superficial': Uma versão 'muito distorcida' da Bíblia está 'sendo vendida'



O pastor David Platt, da Igreja Bíblica McLean, na Virgínia (EUA), disse à sua congregação no domingo que é crucial que mais cristãos se afastem de praticar "uma imagem falsa e superficial do cristianismo" e comecem a "abraçar uma imagem bíblica do cristianismo".

Os crentes podem fazer isso, disse ele, "não encolhendo de volta no medo quando confrontados com desafios que podem vir ao espalhar o Evangelho de Jesus Cristo para lugares remotos do mundo".

Durante a parte cinco de sua série de sermão, intitulada "Seguindo Jesus: Fé que Muda Vidas em um Mundo de Necessidade Urgente",Platt compartilhou uma lista de desafios que os missionários frequentemente encontram.

Os desafios, segundo ele, consistem, mas não se limitam a: "desafios naturais, desafios geográficos, desafios políticos, conflitos, guerras, desafios de desenvolvimento, instabilidade econômica, analfabetismo, falta de acesso à água limpa ou medicina, desafios sociais, escravidão, tráfico, violência, crime, tensão étnica, realocação de refúgios, desafios linguísticos e perseguição".

"Nós dissemos antes que pessoas são difíceis de alcançar. São difíceis de alcançar e, em alguns casos, perigosos de alcançar", explicou Platt em seu sermão.

"Alguns de vocês podem olhar para esta lista [de desafios enfrentados pelos missionários] e ser como, 'OK, você oficialmente me convenceu a sair dela.' Se for você, eu faria a pergunta seguinte: "Que tipo de cristianismo você comprou? Quem lhe disse que seguir Jesus levaria a um maior conforto e facilidade neste mundo? Porque isso não veio deste Livro", disse Platt enquanto segurava sua Bíblia. "Isso veio de uma versão muito distorcida deste Livro que está sendo vendido em toda a nossa cultura."

Platt disse que muitos cristãos precisam de Deus para apontá-los para a realidade de que "a maior necessidade de cada pessoa no mundo é ser perdoado por seus pecados". No entanto, ele disse que, para se reconciliar com Deus, uma pessoa precisa primeiro ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

Platt enfatizou a importância dos cristãos não terem medo das dificuldades que poderiam enfrentar enquanto espalham o Evangelho para lugares remotos porque, segundo ele, "há 3 bilhões de pessoas no mundo que nunca ouviram a Palavra de Deus, e não terão seus pecados perdoados se nunca ouvirem o Evangelho".

"Deus fez um caminho para que os humanos fossem perdoados por todo o seu pecado, para se reconciliarem com Ele, com a vida eterna, através da fé em Jesus, pelo que Ele fez na cruz, sua ressurreição do túmulo", sustentou. "Fomos ordenados a mostrar o amor de Deus em um mundo de sofrimento terrestre e, finalmente, fomos ordenados a proclamar o Evangelho de Deus para evitar que as pessoas sofressem eternamente - para afastar as pessoas do Inferno."

sexta-feira, 12 de março de 2021

O que me tirou do Islamismo para seguir a Cristo (PT/EN)



Como uma crente relativamente nova em Cristo, que passou mais de duas décadas como uma muçulmana devota, muitas vezes me perguntam a melhor maneira de apresentar o Evangelho aos muçulmanos. Existem muitas opiniões sobre este assunto, variando de usar apologética a apenas ser um "bom cristão". Embora a inclinação natural da maioria dos cristãos em se aproximar dos muçulmanos seja apologética, muitas vezes se transforma em argumentos sobre a doutrina e lançamentos de insultos sobre o Islamismo que alienam o ouvinte. Eu acredito que o verdadeiro poder está na realidade da Trindade - Deus, o Pai Amoroso, Seu Filho unigénito Jesus Cristo, e a habitação do Espírito Santo.

Deus é amor. Em mais de 20 anos sendo uma muçulmana devota, nunca ouvi Deus ser referido como sendo amor ou ordenando que amemos os outros. O Islamismo ensina que Deus é misericordioso e bom, mas a palavra amor nunca é mencionada. Um muçulmano deve adorar e se sacrificar por um Deus que nunca diz que o ama. Não pode confiar nele para consolá-lo em tempos de dificuldade, e ele estava lá principalmente para julgá-lo. Francamente, era incrivelmente deprimente, pois eu nunca poderia manter o incontável conjunto de regras e leis que exigiam obediência estrita.

Compare isso com a Bíblia, a Palavra viva e infalível de Deus, onde Deus se descreve como amor.

E assim conhecemos e confiamos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor. Quem vive no amor vive em Deus e Deus neles. 1 João 4:16

Numa vida cheia de decepções de pessoas que afirmam amar você e um Deus que não considera o amor significativo o suficiente para mencionar, a simplicidade dessa Verdade era muito atraente. Nosso Pai Celestial é o originador e realizador de tudo o que conhecemos e vivenciamos o amor. Ele amou tanto a humanidade que sacrificou Seu único Filho para nos resgatar. Deus não apenas estende Seu amor a Seus filhos, mas o amor a Ele e aos que estão ao nosso redor é o alicerce de nossa fé.

Ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração e com toda a sua alma e com toda a sua mente e com todas as suas forças. ' A segunda é esta: 'Ame o seu próximo como a si mesmo.' Não há mandamento maior do que estes. Marcos 12: 30-31

Ser amado incondicionalmente e aprender a amar os outros da mesma forma me trouxe uma alegria extraordinária. Nunca subestime o poder de explicar a um muçulmano quão significativo é o amor ao Evangelho de Jesus Cristo.

Jesus é Deus encarnado. No Islamismo, você nunca sabe realmente se suas boas acções são suficientes para entrar no Céu de Deus. No Dia do Juízo, Deus vai decidir se você era "bom o suficiente" e isso me aterrorizou. E se houvesse um grande pecado que Ele não pudesse perdoar, apesar dos meus cem actos de obediência? Era muito perturbador viver todos os dias, imaginando se passaria a eternidade no fogo do inferno. Então aprendi que Deus garantiria um lugar em Seu céu eterno se eu colocasse minha confiança em Cristo como Deus encarnado. Eu precisava aceitar que Jesus era Deus envolto em carne, que veio à Terra e morreu na cruz, depois ressuscitou da sepultura para pagar por meus pecados.

A Divindade de Jesus é o ponto de discórdia mais significativo entre o Islamismo e o Cristianismo. No entanto, se você conhece todas as qualidades milagrosas de Cristo no Islamismo, revelar o que eles acham que aconteceu na cruz pode ser a chave para sua salvação. Todos os muçulmanos acreditam que Jesus nasceu de um nascimento virginal resultante do Espírito Divino de Deus engravidando Maria. Eles sabem que Jesus curou os enfermos, ressuscitou os mortos e realizou incontáveis ​​milagres durante sua vida. Eles também acreditam que Jesus ascendeu ao Céu e descerá do Céu no Fim dos Tempos para derrotar o Anticristo. No entanto, o Islamismo afirma que Jesus não morreu na cruz. Em vez disso, eles afirmam que a alma de Judas Iscariotes foi colocada dentro do corpo de Jesus para que as pessoas pensassem que era Jesus, mas Deus o levou para o céu. Portanto, os muçulmanos atribuem muitas habilidades e manifestações divinas a Cristo, mas apenas negam a crucificação porque Sua morte e ressurreição provariam a integridade da Bíblia. Quando você afirma esses fatos para a maioria dos muçulmanos, isso os leva imediatamente a questionar sua compreensão de Jesus. Como eles podem acreditar que ele tinha tantas habilidades divinas, mas Ele não é a encarnação de Deus com base em alguma explicação ilógica para quem morreu na cruz? Portanto, plantar as sementes da dúvida sobre como o Islamismo retrata a crucificação é essencial.

Recebendo o Espírito Santo. No Islamismo, diz que Deus está mais perto de si do que as veias do seu pescoço, mas ele não falará directamente consigo. Na verdade, ele afirma que não é adequado a Deus fazer isso. Não há intermediário entre o muçulmano e Deus, mas a oração é uma comunicação unilateral. Como muçulmana, não tinha como saber se ele me ouvia ou mesmo aceitava minhas orações e súplicas de arrependimento. Não houve conversa entre nós. Por outro lado, quando aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, Deus habita no crente na forma do Espírito Santo que fala directamente a nós, continuamente.

... Ele lhe dará outro Ajudador, para que fique com você para sempre - o Espírito da verdade, a quem o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece; mas você O conhece, pois Ele mora com você e estará em você. Não os deixarei órfãos; Eu virei para você. João 14: 16-18

Depois de ser salva e batizada, fiquei animado com o que aconteceria a seguir. Continuei perguntando ao meu mentor, "e agora?" Ela sempre dizia com amor, mas persistência: "espere ouvir o Senhor". Eu não tinha ideia do que ela queria dizer com isso. Eu não sabia como falar com Deus e certamente não esperava que Ele respondesse! Só depois de estudar o que significava receber o Espírito Santo é que fez sentido. Aprender e experimentar a orientação do Espírito Santo dentro de mim é como sei que estou em um relacionamento com o único Deus VERDADEIRO. Muitos muçulmanos não têm ideia de que aceitar a Cristo como seu Senhor e Salvador leva à habitação de Deus por meio do Espírito Santo. Definitivamente desperta sua curiosidade pensar que eles seriam capazes de ouvir a Deus directamente.

Esteja certo de que está claro que a Trindade é três manifestações do único Deus verdadeiro e não três deuses separados. Temos Deus Pai que nos ama; Ele desceu em Seu Filho para nos salvar e nos deixou Seu Espírito Santo para nos guiar. Os muçulmanos acusam os cristãos de serem politeístas porque não entendem isso e, infelizmente, muitos cristãos não conseguem articular isso de maneira adequada.

Tendo deixado o Islamismo, me entristece ouvir até mesmo os cristãos fazerem a falsa alegação de que todos nós adoramos o mesmo Deus e que cada caminho religioso pode levar à "verdade". Não se contente em dar versões falsas ou confortáveis ​​de uma "verdade" que deixa o indivíduo sem a salvação e o amor de Deus que vem por meio da fé em Cristo. O ouvinte pode não aceitar prontamente, mas isso não é da nossa conta. Há apenas um Deus e ninguém alcançará Sua presença a não ser por meio da fé em Cristo. Eu entendo e acredito nisso agora, mas não pensei isso como um muçulmano. Eu gostaria que alguém tivesse a coragem de dizer isso para mim no início da minha vida.

Finalmente, sempre termino a discussão, desafiando um muçulmano a orar para que Deus se revele e a realidade de Jesus Cristo. A mente deles pode lutar contra a verdade do que você disse a eles, mas se for a vontade Dele, confie no poder de nosso Deus para liderá-los.


Hedieh Mirahmadi foi uma muçulmana devota por duas décadas trabalhando no campo da segurança nacional antes de experimentar o poder redentor de Jesus Cristo e ter uma nova paixão por compartilhar o Evangelho. Ela se dedica em tempo integral ao Resurrect Ministry, um recurso online que aproveita o poder da Internet para tornar a salvação por meio de Cristo disponível para pessoas de todas as nações, e seu podcast diário LivingFearlessDevotional.com.


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What drew me out of Islam to follow Christ

As a relatively new believer in Christ, who spent over two decades as a devout Muslim, I am often asked for the best way to introduce the Gospel to Muslims. There are many opinions on this topic, ranging from using apologetics to just being a "good Christian." Though most Christian's natural inclination in approaching Muslims is apologetics, it often turns into arguments about doctrine and hurling insults about Islam that alienate the listener.  I believe the real power lies in the reality of the Trinity-- God the Loving Father, His only begotten Son Jesus Christ, and the indwelling of the Holy Spirit.

God is Love. In over 20 years of being a devout Muslim, I never heard God referred to as being love or commanding us to love others. Islam teaches that God is merciful and kind, but the word love is never mentioned. A Muslim must worship and sacrifice for a God that does not ever tell you he loves you. You cannot rely on him to console you in times of trouble, and he was mainly there to judge you.  Quite frankly, it was incredibly depressing since I could never maintain the countless set of rules and laws that demanded strict obedience. 

Compare that to the Bible, God's infallible, living Word where God describes Himself as love. 

And so we know and rely on the love God has for us. God is love. Whoever lives in love, lives in God, and God in them. 1 John 4:16

In a life filled with disappointment from people who claim to love you and a God that doesn't consider love significant enough to mention, the simplicity of this Truth was very appealing. Our Heavenly Father is the originator and fulfiller of everything we know and experience of love. He so loved humanity that He sacrificed His only Son to rescue us. Not only does God extend His love to His children, but love for Him and those around us is the foundation of our faith.

Love the Lord your God with all your heart and with all your soul and with all your mind and with all your strength.' The second is this: 'Love your neighbor as yourself.' There is no commandment greater than these. Mark 12:30-31

Being loved unconditionally and learning to love others the same way has brought me extraordinary joy. Never underestimate the power of explaining to a Muslim how significant love is to the Gospel of Jesus Christ.   

Jesus is God incarnate.  In Islam, you never really know if your good deeds are enough to enter God's Heaven. On the Day of Judgement, God will decide if you were "good enough" and that terrified me. What if there was one big sin He could not forgive despite my hundred acts of obedience? It was very unsettling to live every day, wondering whether I would spend eternity in hellfire. Then I learned that God would guarantee a place in His eternal Heaven if I put my trust in Christ as God incarnate. I needed to accept that Jesus was God wrapped in flesh, who came to Earth and died on the cross, then rose again from the grave to pay for my sins.

The Divinity of Jesus is the most significant point of contention between Islam and Christianity. However, if you know all the miraculous qualities Christ has in Islam, unpacking what they think happened on the cross may be the key to their salvation. All Muslims believe Jesus was born of a virgin birth resulting from God's Divine Spirit impregnating Mary. They know Jesus healed the sick, raised the dead, and performed countless miracles during his life. They also believe Jesus ascended to Heaven and will descend from Heaven in the End Times to defeat the Anti-Christ. However, Islam claims Jesus did not die on the cross. Instead, they claim Judas Iscariot's soul was placed inside Jesus' body so people would think it was Jesus, but God took him to Heaven. So, Muslims attribute many Divine abilities and manifestations to Christ but only deny the crucifixion because His death and resurrection would prove the integrity of the Bible. When you state these facts to most Muslims, it immediately leads them to question their understanding of Jesus. How can they believe that he had so many God-like abilities, but He is not God incarnate based on some illogical explanation for who died on the cross? Therefore, planting the seeds of doubt about how Islam portrays the crucifixion is essential.

Receiving the Holy Spirit. In Islam, it says God is closer to you than the veins on your neck, but he will not speak directly to you. In fact, it claims it is not befitting of God to do so. There is no intermediary between the Muslim and God, but prayer is a one-way communication. As a Muslim, I had no way of knowing whether he ever heard me or even accepted my prayers and pleas of repentance. There was no conversation between us. Conversely, when we accept Christ as our Lord and Savior, God dwells within the believer in the form of the Holy Spirit who speaks directly to us, continually. 

...He will give you another Helper, that He may abide with you forever—the Spirit of truth, whom the world cannot receive because it neither sees Him nor knows Him; but you know Him, for He dwells with you and will be in you. I will not leave you orphans; I will come to you. John 14:16-18

Once I was saved and baptized, I was excited for what would happen next. I kept asking my mentor, "so now what?" She would lovingly but persistently keep saying, "wait to hear from the Lord." I had no idea what she meant by this. I did not know how to talk with God, and I surely did not expect Him to talk back! It was not until I studied what it meant to receive the Holy Spirit that it made sense. Learning and experiencing the Holy Spirit's guidance within me is how I know that I am in a relationship with the one TRUE God.  Many Muslims have no idea that accepting Christ as their Lord and Savior leads to God's indwelling through the Holy Spirit. It definitely piques their curiosity to think they would be able to hear from God directly.

Be sure it is clear the Trinity is three manifestations of the one true God and not three separate gods. We have God the Father who loves us; He came down in His Son to save us and leaves us His Holy Spirit to guide us. Muslims accuse Christians of being polytheists because they do not understand this, and unfortunately, many Christians cannot properly articulate it.

Having left Islam, it saddens me to hear even Christians make the false claim that we all worship the same God and each religious path can lead to the "truth." Do not be content to give false or comfortable versions of a "truth" that leaves the individual without salvation and the love of God that comes through faith in Christ. The listener may not readily accept it, but that is not our concern. There is only one God, and no one will reach His presence except through faith in Christ. I understand and believe that now but I did not think that as a Muslim. I wish someone would have had the courage to say it to me earlier in my life.  

Finally, I always end the discussion, challenging a Muslim to pray for God to reveal Himself and the reality of Jesus Christ. Their mind may fight the Truth of what you have told them but if it is His will, trust in the power of our God to lead them.


Hedieh Mirahmadi was a devout Muslim for two decades working in the field of national security before she experienced the redemptive power of Jesus Christ and has a new passion for sharing the Gospel.  She dedicates herself full-time to Resurrect Ministry, an online resource that harnesses the power of the Internet to make salvation through Christ available to people of all nations, and her daily podcast LivingFearlessDevotional.com.


domingo, 24 de março de 2019

cristofobia


No final de 2018, o secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jeremy Hunt pediu um mapeamento de cristãos perseguidos no mundo. O governo britânico encomendou estudos independentes sobre a perseguição aos cristãos com objectivo de encontrar medidas práticas para apoiar os seguidores da religião.

Dados recentes apontam para mais de 245 milhões de cristãos no mundo que enfrentam altos níveis de perseguição em sua vida diária.

Cristofobia é a hostilidade aos cristãos por sua fé, que resulta em assassinatos, actos de violência contra eles, suas propriedades ou locais religiosos. Isso inclui assassinato, sequestro, violência sexual, tortura, conversões forçadas, aprisionamento indevido de indivíduos ou grupos, destruição de casas ou locais de culto, em parte ou totalmente devido exclusivamente à sua fé cristã.

Para denunciar a perseguição aos cristãos e trazer casos de cristofobia à tona, foi criada uma campanha na Inglaterra com participação global. Denominada “Stop ChriSTOPhobia” (Pare de Cristofobia), a medida visa dar voz aos perseguidos e buscar apoio para diminuir a perseguição religiosa contra os cristãos, especialmente em países onde a violência e a crueldade acontecem.

Para mais infos, clique AQUI

AJUDE MOÇAMBIQUE... saiba como: clique AQUI

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

número de religiões no mundo

Dados de 2012 - número de religiões no mundo passa de 10 000

O boletim internacional de pesquisa missionária, preparado por David Barrett, lançou um olhar destacado sobre a situação religiosa no mundo a cada ano.

O cristianismo, por exemplo, era praticamente fixa no séc. XX. Havia apenas 558 milhões de cristãos em 1900. Em contraste, chegamos a cerca de 2 mil milhões de cristãos na metade de 2012.

No entanto, se considerarmos a percentagem da população mundial, o cristianismo perdeu "terreno". No início do século passado os cristãos eram 34,5% da população mundial, mas apenas 33,1% agora.

Metade dos 2 mil milhões de cristãos no mundo consideram-se católicos. O segundo maior "mega-bloco" são os cristãos afiliados a "igrejas independentes", que têm cerca de 400 milhões de membros. Ou seja, quase o dobro dos 217 milhões de fiéis ortodoxos em todo o mundo.

O que mais chamou a atenção é como a vida cristã mudou radicalmente no séc. XX. Os cristãos reuniam-se em 400 mil congregações em 1900. Em 2012, porém, podiam ser encontradas cerca de 3,5 milhões de templos em todo o mundo.

Talvez o mais surpreendente seja o número de denominações cristãs, eram 1900 um século atrás, e agora chegam a 35.500. O cristianismo tornou-se muito mais um fenómeno urbano do séc. XX. Em 1900, apenas 28% dos cristãos do mundo viviam em cidades. Em 2012, mais de 58% da população cristã vive em áreas urbanas.

A revolução das comunicações também teve um impacto dramático sobre a vida cristã. Em 1970, as organizações cristãs utilizavam cerca de 1000 computadores. Hoje são 332 milhões de computadores.

Em 2012  2,5 mil milhões  de pessoas assistiam e ouviam programas cristãos de TV e rádio todo o mês, um número que deverá subir em 2025 para 3,8 mil milhões. Trinta anos atrás, apenas 750 milhões tinham acesso a programas cristãos. Isso sem contar com a internet, cuja audiência não pode ser medida.

Contudo, o Islamismo é a religião que mais cresce no mundo de hoje. Dos 200 milhões de seguidores em 1900, os islâmicos cresceram mais de 500% durante o séc. XX. Em 2000, o Islamismo chegou a 1,2 mil milhões de seguidores, enquanto o catolicismo contabilizava 1,1 mil milhões. Isso significa que, em 2025, poderemos ter 1,3 mil milhões de católicos num mundo habitado por 1,8 mil milhões de islâmicos.

O total do que Barrett chama de "religiões diferentes" cresceu de 1000, no ano 1900, para 10 500 em 2012, e deve chegar a 15 mil nos próximos 25 anos.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Influência do Cristianismo

CRISTÃOS TÊM EXERCIDO INFLUÊNCIA POSITIVA SOBRE GOVERNOS AO LONGO DA HISTÓRIA

O historiador Alvin Schmidt destaca como a propagação do cristianismo e a influência cristã sobre o governo foram as principais responsáveis pela criação de leis contra o infanticídio, o abandono de crianças e o aborto no Império Romano (em 374 d.C.); contra lutas brutais até à morte nas quais milhares de gladiadores morriam (em 404 a.C.); e contra a pena cruel de marcar com ferro em brasa o rosto de criminosos (em 315 a.C.). Também tiveram influência na realização de reformas nas prisões, como a separação de prisioneiros do sexo masculino e feminino (em 361 a.C.); no fim da prática de sacrifícios humanos entre os irlandeses, prussianos e lituanos, bem como entre outras nações; na criação de leis contra a pedofilia; na criação de leis que davam direito de propriedade e conferiam outras proteções às mulheres; na proibição da poligamia(ainda praticada hoje em dia em alguns países muçulmanos); na proibição de queimar vivas mulheres viúvas na Índia (em 1829); e no fim da prática dolorosa e deformadora de enfaixar os pés de meninas na China (em 1912). Contribuíram ainda para persuadir oficiais do governo a começar um sistema de escolas públicas na Alemanha (no século 16) e para promover a ideia da escolarização obrigatória de todas as crianças em vários países europeus.

Ao longo da história da igreja, os cristãos exerceram influência decisiva na oposição à escravidão e, em muitos casos, em sua abolição do Império Romano, da Irlanda e de grande parte da Europa (embora Schmid observe com franqueza que uma minoria de mestres cristãos "equivocados" apoiou a escravidão em diversos momentos da história). Na Inglaterra, William Wilberforce, cristão devoto, liderou um movimento bem-sucedido para abolir o comércio de escravos e, posteriormente, a própria escravidão em todo o Império Britânico em 1840.

Nos Estados Unidos, embora houvesse defensores veementes da escravidão entre os cristãos do sul, seu número era excedido em muito pelos cristãos abolicionistas que se empenharam em falar, escrever e atuar constantemente contra a escravidão. Schmidt observa que dois terços dos abolicionistas norte-americanos em meados da década de 1830 eram pastores cristãos, e oferece inúmeros exemplos de forte compromisso cristão de vários dos mais influentes antiescravagistas, como Elijah Lovejoy (o primeiro mártir abolicionista), Lyman Beecher, Edward Beecher, Harriet Beecher (autora da obra A Cabana do Pai Tomás), Charles Finney, Charles T. Torrey, Theodore Weld, William Lloyd Garrison, e outros, numerosos demais para se fazer menção. O movimento norte-americano em favor dos direitos civis, que resultou em leis contra a segregação e a discriminação raciais, foi liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. e apoiado por diversas igrejas e grupos cristãos.

Também houve forte influência de ideias cristãs e de indivíduos cristãos na formulação da Magna Carta na Inglaterra (1215), bem como na Declaração de Independência (1776) e na Constituição (1787) dos Estados Unidos. Esses são três dos documentos mais relevantes na história dos governos na terra, e todos os três apresentam sinais de influência cristã expressiva nos conceitos fundamentais de como os governos devem funcionar. Esses alicerces dos governos britânico e norte-americano não vieram a existir como resultado da visão de que os cristãos devem se dedicar ao evangelismo, e não à política.

Schmidt argumenta, ainda, que vários elementos específicos de visões modernas de governo tiveram forte influência cristã em sua origem e impacto, como os direitos humanos do indivíduo, a liberdade individual, a igualdade de todos perante a lei, a liberdade religiosa e a separação da Igreja e Estado.

(GRUDEM, Wayne. Política Segundo a Bíblia. Vida Nova. São Paulo: 2014. Págs. 67-69).

terça-feira, 29 de março de 2016

O Reino de Deus - parte 2



(continuação)

O reino foi bem mais importante para Jesus do que é para nós hoje. Se o Reino de Deus foi tão central para Jesus e para a igreja primitiva, porque ouvimos falar tão pouco dele hoje, até mesmo nas igrejas cristãs? Em parte, porque muitos têm dificuldade em ver que o Reino se expressa hoje, vendo-o mais como algo que pertence ao passado ou ao futuro. Na verdade, o Reino tem seu alcance no passado, quando Jesus estava aqui entre nós. Ao mesmo tempo, revela-se no presente, porque Jesus reina em nós, e expressa e estende Seu Reino através de nós. Finalmente, será consumado e revelado em sua plenitude no futuro, quando Jesus voltar e colocar todas as coisas debaixo de Seus pés.

Depois de dito isto... vemos que a Igreja Cristã, o Cristianismo, está em crise! E nem nos apercebemos disso! Vamos ver algumas diferenças entre a fé e vida da igreja primitiva e a fé e vida da igreja actual:

O nome comum pelo qual os membros da igreja primitiva foram conhecidos era "discípulo". O nome comum pelo qual os membros da igreja actual são conhecidos é "cristão". Mas essa designação era muito rara nas primeiras décadas da Igreja. Apenas aparece no Novo Testamento três vezes, em geral como nome usado por pessoas não crentes para falar dos crentes. Se perguntássemos para os membros da igreja primitiva se eles eram cristãos, provavelmente ficariam confusos quanto ao significado do nome. Hoje, se perguntarmos para os membros das igrejas se são discípulos, também ficarão confusos! O nome "discípulo" ou "discípulos" aparece 289 vezes no Novo Testamento. Qual a ênfase no Novo Testamento: discípulo ou cristão? Qual é a ênfase hoje? 

Percebe a nossa crise?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

boas novas do reino de Deus - parte 1


II Coríntios 5.19 diz-nos: "Pois Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo para si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta mensagem maravilhosa da reconciliação ele nos deu para transmitir aos outros" (versão "Bíblia Viva").

Esta maravilhosa boa nova de reconciliação proveniente de Deus precisa ser divulgada a todos. Esta é a mensagem do Evangelho do Reino. Jamais alcançaremos a mensagem na sua essência se deixarmos de lado a palavra "reino".

Eu nasci debaixo da democracia como forma de governo. Por isso torna-se difícil compreender o significado real da palavra "reino". Essa dificuldade é real para mim, como para a maioria dos cristãos, e isso torna difícil compreendermos alguns princípios bíblicos.

Quando falo acerca das boas novas do reino de Deus, estou a falar das boas novas da governação de Deus, num sentido muito prático. Ou seja, que passamos a ser governados por Deus. Este ensino tem sido esquecido pela igreja desde há muitos séculos. Muitos quando falam acerca do Evangelho, as suas mentes tendem a pensar em serem salvos, terem os pecados perdoados, receberem a vida eterna e em saberem que vão para o Céu quando morrerem. Agora isso, na verdade, está incluído no Evangelho e é de extrema importância. Mas não é o cerne da mensagem do Evangelho tal como é apresentado no Novo Testamento. O cerne da mensagem do Evangelho é o desejo de Deus assumir o governo do Homem. Se alguma vez falarmos do Evangelho sem reflectir algures, acerca de estar sob o governo de Deus, é porque perdemos a essência do tema.

Em Isaías 9.6,7 encontramos a seguinte expressão: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu... e o governo estará sobre os seus ombros." Ele assumirá o governo da humanidade.

O Homem rebelou-se contra Deus e recusou o Seu governo. Isto é a origem exclusiva a que pode ser atribuída todos os males, os sofrimentos e os problemas da humanidade desde aquele dia até agora. Todos eles têm uma causa única. E o Evangelho ou as boas novas são tão lógicos que fornecem o remédio para anular os problemas que tiveram origem nessa causa. E esse remédio é: voltar sob o governo de Deus.

Falar em receber o Evangelho, em ser salvo ou tornar-se cristão, ou o que quer que se diga, sem estar o sob o governo de Deus é enganar-se a si próprio. Neste caso, o pensamento e propósito principais não são alcançados. Não se pode dissociar a salvação do governo de Deus.

continua

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

cristianismo revolucionário

A Revolução Francesa (1789) provocou uma viragem na história da Europa e do mundo, em finais do século dezoito. Inspirados na Revolução Americana (1775-1783), os franceses elegeram como lema da revolução os ideais de Liberdade-Igualdade-Fraternidade.

Todavia, dezassete séculos antes já S. Paulo tinha sistematizado as bases da fé cristã onde incluiu tais conceitos.

Com efeito, escreveu à comunidade cristã de Corinto (II Coríntios 8:14), a propósito da colecta de amor para acorrer à necessidades dos cristãos pobres da Judeia, preconizando alguma forma de “igualdade” na contribuição, tendo em conta as posses de cada um (8:12).

Já a ideia de Liberdade está plasmada em inúmeros textos paulinos, embora sempre com ênfase no plano espiritual, que é o mais importante. “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36), ou ainda “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” (Gálatas 5:1).

Quanto à Fraternidade, talvez não se encontre passagem neotestamentária mais eloquente do que a introdução da oração que Jesus ensinou: “Pai nosso”, não “Pai meu”. Ou seja, um Pai Celestial que é de todos aqueles que o invocam e aceitam, e que assim se colocam a si mesmos na semelhante condição de irmãos. A suprema fraternidade.

Assim, os ideais que precederam o mundo moderno, a coesão social, a solidariedade e os direitos da pessoa humana, na realidade não foram inventados pelo Iluminismo mas sim pelo Cristianismo, que lhe está a montante. Só não o sabe quem realmente ignora as bases da fé cristã.

E são muitos.