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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (3)



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3 - A Bíblia reconhece que Deus tem planos para a criança por nascer. Só Ele sabe o potencial dessa nova vida.

Quando Deus chamou Jeremias para o seu ministério profético, Ele indicou que a sua consagração era pré-natal, ao dizer: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei: às nações te dei por profeta" (Jeremias 1:5).

Quando Zacarias, o sacerdote, estava ministrando no altar do incenso, um anjo anunciou que a sua esposa, Isabel, daria à luz um filho que seria chamado João. Ele iria ser um mensageiro de Jesus (Lucas 1:11-17).

Destruir a vida de uma criança por nascer, é menosprezar flagrantemente os planos que Deus tem para essa vida. Rouba à pessoa que está para nascer privilégio de escolher ser um instrumento dos desígnios de Deus.

4 - A Bíblia reconhece que Deus é soberano em todas as coisas, incluindo a qualidade de vida da pessoa por nascer.

Quando as pessoas rejeitam a Deus, eventualmente tornam a vida humana relativa. Alguns são considerados dignos de viver, outros são considerados dispensáveis.

Um estudo feito pelo Dr. Leo Alexander da Universidade de Harvard, psiquiatra nos julgamentos dos criminosos da guerra nazi, mostrou que os princípios do holocausto foram encontrados na criança de que certas vidas humanas não mereciam existir.

Como resultado dessa crença, mataram os indesejados, os aleijados, os mutilados, os retardados, e finalmente os veteranos inválidos que serviram na Alemanha na 1.ª Guerra Mundial. Daí até ao holocausto foi apenas um pequeno passo.

Quando as pessoas se levantam como se fossem Deus para determinar se alguém merece viver - quer antes ou depois do nascimento - estão a rejeitar a soberania do Criador de todas as coisas.

Existem coisas que os humanos finitos não podem perceber. Os caminhos de Deus estão acima dos caminhos do Homem. Enquanto hoje a tecnologia médica faz com que seja possível saber que, por vezes, existem condições menos desejáveis numa criança por nascer, é importante lembrar que ainda assim, são criação de Deus.

Quando Moisés se queixou da sua falta de eloquência, Deus disse: "Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?" (Êxodo 4:11).

Quando o Homem estabelece o critério daqueles que são ou não dignos de viver, ele erra invariavelmente, porque falha em reconhecer o plano e o propósito de Deus. Quem, senão Deus, pode saber se alguém destruído no holocausto poderia ter descoberto a cura para o cancro? Quem, senão Deus, pode saber a bênção que milhões de crianças mortas antes do nascimento, poderiam trazer para melhorar a qualidade da vida?

Durante uma palestra impressionante perante a Câmara dos Representantes, foi incluída a seguinte citação de uma pessoa que nasceu em resultado de uma violação: "Algumas pessoas renegam o seu habitat natural. Eu cito sempre a minha origem. Não é para mim um obstáculo, como não o é a minha cor. Nasci na pobreza. O meu pai violou a minha mãe quando ela tinha 12 anos. Agora deram o meu nome a um parque em Chester, Pennsylvania."

A citação era de Ethel Waters, que ministrou a milhões, por meio do evangelho cantado. Se nessa altura o aborto fosse legal, é bem possível que alguém o tivesse sugerido. Se isso tivesse acontecido, o mundo teria ficado muito mais pobre. O trabalho do evangelismo teria sido privado de uma grande cantora evangélica.

... continua...

"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

sábado, 12 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (2)


 ... continuação...

O que a Bíblia diz sobre a criança por nascer?

Enquanto alguns têm tentado justificar o aborto antes da criança poder sustentar a vida fora do ventre, a Bíblia não faz uma tal distinção no processo da vida. O termo "veto viável" pode indicar devidamente, como facto científico, o tempo em que a vida pode ser sustentada fora do ventre; mas não indica que a vida como pessoa, falha em existir antes disso.

Aqueles que podem ser tentados a aceitar o aborto numa fase inicial só porque é declarado legal, ser-lhe-ia útil considerar algumas verdades bíblicas:

1 - A Bíblia reconhece que uma mulher "tem um filho", mesmo nas primeiras fases da gravidez.

Quando a virgem Maria foi escolhida para ser a mãe de Jesus, foi-lhe feito este anúncio: "E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho" (Lucas 1:31). E então o anjo informou a Maria que a sua prima Isabel estava grávida. As palavras usadas foram: "Ela também concebeu um filho na sua velhice" (Lucas 1:36). A Bíblia deixa bem claro que na fase pré-natal João, o baptista, foi reconhecido como "um filho", muito embora faltassem três meses para o parto.

Em Lucas 1:41,44, antes do nascimento, João é reconhecido como um "bebé". Isto traduz uma palavra grega usada para as crianças antes e depois do nascimento (Actos 7:19). As palavras "ela também concebeu um filho" indicam que Jesus foi reconhecido como um filho, embora a gravidez de Maria estivesse na primeira fase.

A Bíblia reconhece sempre a fase pré-natal como a de uma criança, e não como de um produto de concepção sem sentido. Não é feita nenhuma distinção entre o valor da vida de uma criança já nascida e de uma por nascer.

Nos tempos bíblicos, mesmo quando havia uma gravidez devido a um relacionamento ilícito, a qualidade dessa vida não era questionada. As filhas de Loth engravidaram por incesto (Génesis 19:36), mas isso não foi considerado condição que exigisse um aborto. Beth-Seba reconheceu ter engravidado por adultério (II Samuel 11:5), mas isso não foi visto como se ela estivesse a carregar um mero apêndice de matéria que devesse ser removido do ventre.

João Calvino fez uma observação muito significativa concernente ao aborto, num comentário sobre Êxodo 21:22,23: "O feto, embora fechado no ventre de sua mãe, já é um ser humano, e é um crime monstruoso roubar-lhe a vida que ainda não começou a gozar. Se parece mais horrível matar um homem na sua própria casa do que no campo, porque a casa de um homem é o seu lugar de maior refúgio, deveria certamente ser considerado mais atroz destruir um feto no ventre antes de ter vindo à luz."

2 - A Bíblia reconhece que Deus está activo no processo criativo de formar nova vida. Abortar uma gravidez, é abortar a obra que Deus está a fazer.

Concernente a Leia, a esposa de Jacob, a Bíblia diz: "quando o Senhor viu que Leia estava aborrecida, Ele abriu o seu ventre... Assim Leia concebeu e deu à luz um filho" (Génesis 29:31,34).

Quando Job se comparou aos seus servos, perguntou: "aquele que me formou no ventre, não os fez também a eles? Ou não nos formou do mesmo modo no ventre?" (Job 31:15).

Ao indicar a imparcialidade de Deus, Job disse: "Ele não faz acepção de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra das Suas mãos" (Job 34:19).

Isaías, falando por Deus, disse: "Assim, diz o Senhor que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas ó Jacob, servo Meu. Assim diz o Senhor, o teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas" (Isaías 44:2,24).

David resumiu bem tudo isto quando escreveu: "Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia." (Salmo 139:13-16).

Com respeito ao Salmo 139:13-16, Donald Shoemaker escreveu: "Esta passagem só pode suscitar a santa cautela e respeito pela vida por nascer. Deus está a trabalhar, e à medida que observamos, devemos adorar, porque o lugar em que estamos é terra santa. Tal respeito pela origem divina da vida não se encontra nos aborcionistas. Neles há apenas uma intrusão profana no laboratório divino para interromper e destruir a criação do bendito Criador! Deus ama a criança por nascer! Este salmo nunca nos deixará esquecer isso!"

O Deus omnisciente que sabe o que acontece às pessoas depois do seu nascimento, também sabe o que acontece a essas pessoas antes do nascimento. Ele está criativamente activo no processo do nascimento, e terminar uma gravidez é destruir a obra de Deus. Aborto é uma provocação maligna do Homem ao Deus Todo-Poderoso. É um indicativo do ponto a que tem caído uma sociedade permissiva.

... continua...

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"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

sábado, 5 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (1)




«Partir um ovo de águia dá direito a coima até 5.000€ e até 3 anos de prisão. Matar um "feto" humano é um direito, pago e subsidiado pelo Estado.»

Era a isto que Einstein se referia quando falava da infinitude da estupidez humana? — António Frazão


Há poucos anos atrás, pela Lei, o termo "aborto" implicava criminalidade em causar um aborto.

Hoje, quando a palavra "aborto" é usada, traz imediatamente à mente a prática legal de destruir crianças que estão por nascer. Ainda que tenha sido exigida a legalidade do aborto, este não deixa de ser imoral e pecaminoso.

Mudança de definições médicas

Os aborcionistas têm feito tudo o que está ao seu alcance para promovê-lo. Adoptaram expressões pelas quais descrevem a criança por nascer e o processo do aborto, como tentativa  para tornar a prática respeitável.

O doutor C. Everett Koop é cirurgião geral nos EUA. Quando era cirurgião principal do Hospital Pediátrico da Pennsylvania, professor de Pediatria e cirurgião pediátrico da Escola Médica na Universidade de Pennsylvania, escreveu: "Nós que como povo sempre soubemos que aborto era matar um bebé por nascer, levámos uma lavagem ao cérebro para acreditar que a destruição dos "produtos fetais" ou a destruição de um "feto" não são a mesma coisa que matar uma criança por nascer. Definições médicas tradicionais foram mudadas deliberadamente para afastar a nossa repugnância moral em relação ao aborto."

Os aborcionistas referem-se ao processo de aborto como "interromper" em vez de terminar um gravidez. Falam de "evacuar o conteúdo do útero" ou de "remover o conteúdo de fecundação pós-conceptivo". Referem-se à criança por nascer como "vida humana em potencial", quando é óbvio que o organismo é humano e está vivo antes do nascimento. A vida humana é potencial somente antes do esperma masculino e do óvulo feminino se juntarem para formar um novo ser humano vivo.

Os cristãos não devem ser enganados por uma terminologia médica incorrecta, enganosa. Devem ser guiados pelos princípios e preceitos das Escrituras.

... continua...

"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

sociedade: bebés precisam-se

A população portuguesa está a envelhecer perigosamente. Cada vez menos jovens - é este o cenário que levanta problemas de sustentabilidade ao País, e impactos na demografia.


Em muitas famílias a opção de ter mais uma criança é muitas vezes condicionada pela decisão de dar tudo ao filho único. 


Nos últimos anos em Portugal, à semelhança dos restantes países europeus, a tendência tem sido clara. A baixa da taxa de natalidade e fecundidade é hoje um problema da sociedade moderna, que se debate com o envelhecimento da população e a dificuldade na renovação de gerações. Por seu lado, a imigração em Portugal tem sido um factor que impede a ainda maior baixa nestes números.

A fecundidade no nosso país diminuiu nas últimas décadas. 

A diminuição da natalidade e o aumento da esperança média de vida em Portugal agravam o envelhecimento da população, originando uma diferença cada vez menor entre o início e o fim da pirâmide etária. Se em 1987, tinham os filhos antes dos 30 anos, a partir de 2014 tem sido a partir dos 30 anos. Com este cenário, as consequências esperadas apontam para menos criação de emprego, maior pressão sobre as pensões, mais gastos com a saúde dos mais velhos, maior pressão para subida de impostos e descontos para a Segurança Social. A realidade traduz-se em cada vez menos crianças, o que está a acentuar a desertificação do interior.

Desde os anos 80 que a fecundidade em Portugal, já não permite repor as gerações, o que significa que a dimensão das gerações vem sendo cada vez menor. Uma situação deste tipo, mantida durante um período de tempo tão longo, como se tem verificado em Portugal, traz implicações irreversíveis para a estrutura por idades da população portuguesa, observáveis não só no momento actual, mas principalmente em termos futuros.

O aumento inevitável do envelhecimento da população em geral, das famílias e da população em idade activa condicionará necessariamente a sociedade portuguesa do futuro. A redução da dimensão das gerações mais jovens (e o aumento proporcional das mais idosas) condicionará o funcionamento dos sistemas de segurança social e de saúde, tal como os conhecemos nos dias de hoje.

Proposta para reversão da situação: apostar mais nos apoios à primeira infância (aumento das creches, quer sejam públicas ou privadas) e garantir a segurança no emprego dos jovens casais, que devem ser apoiados através de uma política de emprego especificamente destinada.

Apesar de Portugal continuar a registar um saldo negativo que só se verificou em 1918, ano que surgiu uma gripe pneumónica que dizimou a população mundial, os nascimentos de bebés de mães estrangeiras representam pouco mais de 10% da taxa de natalidade nacional, pelo que a comunidade imigrante ganha cada vez mais expressão no nosso país, assim como por toda a Europa.

Este problema, que tem vindo a aumentar nos últimos anos, é resultado de alguns factores: o adiamento da maternidade, o início de uma vida sexual precoce e com múltiplos parceiros (problemas de infecções), o sedentarismo, os hábitos alimentares, o consumo excessivo de tabaco, álcool e drogas e, ainda, muito especialmente, devido à poluição e ao stress.

Paralelamente a esta realidade, o número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG), em situações de gravidez não planeada nem desejada, continua a aumentar em Portugal.