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sábado, 29 de março de 2025

Competindo pela verdade dentro da epidemia de “notícias falsas”


O testemunho cristão na sociedade de pós-verdades

“A verdade foi destruída e desapareceu dos seus lábios”, Jr 7.28.

Vivemos hoje numa sociedade de pós-verdades. O adjetivo pós-verdade foi a palavra do ano de 2016 do dicionário Oxford. Ele se refere às “circunstâncias nos quais fatos objetivos são menos influentes na formação de opiniões públicas do que o apelo emocional”. Isto descreve perfeitamente as campanhas políticas de 2016 que levaram à votação pelo “Brexit” no Reino Unido e à eleição presidencial nos Estados Unidos.[1]

Casper Grathwohl, presidente da Oxford Dictionaries, disse que a crescente popularidade do termo “está sendo impulsionada pelo crescimento das mídias sociais como fonte de notícias e pela crescente falta de confiança nos fatos oferecidos pela mídia estabelecida”. Ele sugere que o termo irá se tornar “uma das palavras que definirá a nossa época”.[2]

Grathwohl insinua que o termo pós-verdades está intrinsecamente conectado com o dilúvio de “notícias falsas” que temos experimentado. Jonathan Freedland escreve: “Nesta era de pós-verdades políticas, aquele que não hesita em mentir pode ser rei. Quanto mais descarada a desonestidade, menos ele se importará em ser descoberto em flagrante e mais poderá prosperar. E aqueles pedantes que ainda estão presos aos fatos, evidências e todas as outras coisas desinteressantes, são deixados para trás, enquanto ainda começam amarrar seus sapatos, a mentira já se espalhou por metade do mundo. [3]

As mudanças no cenário de notícias

As “notícias falsas” afetam muito mais do que somente a política, e recentemente tem caracterizado a esfera da vida pública num grau alarmante.

Por que as “notícias falsas” se alastram como um fogo incontrolável pelo cenário da mídia? As agendas políticas são um fator importante que alimenta as chamas. As “notícias falsas” afetam muito mais do que somente a política, e recentemente tem caracterizado a esfera da vida pública num grau alarmante. Sempre houve políticos desesperados que mentissem para se promover, e a propaganda política é uma ferramenta essencial para qualquer estado totalitário. No entanto, parece que existe algo bem diferente acontecendo no cenário político atual, pelo menos no Ocidente.

Pelo menos dois aspectos podem ser diferenciados:

- Em primeiro lugar, as mídias sociais permitem que qualquer pessoa possa comunicar qualquer coisa em qualquer momento a um grande público. Donald Trump exemplificou isso bem durante sua campanha eleitoral de 2016 ao usar o Twitter para publicar conteúdo inflamatório ou mentiras descaradas, mas que ressoavam bem com seu público alvo.

- Em segundo lugar, as mídias sociais se tornaram a principal forma de acessarmos as notícias; portanto, o lucro dos veículos de comunicação bem estabelecidos está caindo. Eles desesperadamente buscam mais cliques no seu conteúdo para aumentar as receitas de publicidade. A editora chefe do The Guardian, Katharine Viner Second, lamenta que: “A nova medida de valor para diversas organizações de notícias é a ‘viralidade’ e não a verdade ou qualidade”[4]

“Todos são gananciosos… todos praticam o engano”, Jr 6.13; 8.10.

As “notícias falsas” também são impulsionadas pela ganância. Grande parte delas são inventadas por um grupo de adolescentes em Veles na Macedônia.[5] Eles descobriram que ao publicar notícias sensacionalistas conseguiam atrair um grande número de visitas a sites falsos e agora estão se tornando ricos vendendo espaço publicitário. Estes adolescentes se tornaram mestres em criar manchetes que fisgam cliques. É interessante que a maior parte das “notícias falsas” da Macedônia são pró-Trump; os boatos pró-Clinton publicados durante a campanha eleitoral norte-americana atraíram muito menos tráfego.

A Macedônia não é a única fábrica de “notícias falsas”:

O governo tcheco tem um departamento que confronta o fluxo de “notícias falsas” que poderia desestabilizar as eleições gerais em outubro de 2017. O fluxo de histórias falsas (grande parte das quais são sobre os imigrantes) vem de websites que, segundo o governo tcheco, são apoiados pelo governo russo.[6]

- Em Burundi, os jornalistas acusam o presidente Pierre Nkurunziza de utilizar “notícias falsas” para inflamar tensões étnicas, ao mesmo tempo em que ele desconsidera relatórios da UE e da ACNUR como fonte de mentiras e de abuso dos direitos humanos.[7]

No entanto, as “notícias falsas” nem sempre são criadas com propósitos específicos. Frequentemente na mídia social, especialmente depois de alguma atrocidade ou desastre, reportagens não verificadas e simplesmente displicentes se espalham rapidamente. Qualquer pessoa que esteve no Twitter após os incidentes terroristas recentes na Europa Ocidental sabe quanta “informação” conflitante estava circulando.

Cascatas de informação e bolhas dos filtros

De acordo com o Público Online, dos órgãos de comunicação em Portugal, mais de 80% já difundiram notícias falsas baseadas nas redes sociais. 

Independentemente da origem, as “notícias falsas” dependem da mídia social para se espalharem de forma ampla e rápida. Um estudo feito em 2016 pelo Pew Research Center sugere que 23% dos adultos americanos compartilharam “notícias falsas”, quer conscientemente ou não.[8] Precisamos olhar para as razões psicológicas e sociais que levam as pessoas a compartilharem essas notícias.

As plataformas de mídia social conseguem persuadir os usuários a compartilhar conteúdo através da prova social. Quanto mais curtidas ou compartilhamentos uma postagem tem, maior a probabilidade dela ser curtida ou compartilhada. desta forma, ela continua se espalhar por círculos cada vez maiores acumulando mais curtidas e compartilhamentos. Não é muito difícil desenvolver uma cascata de informações impossível de ser parada.

Também compartilhamos postagens que nos afetam emocionalmente: se algo nos faz rir ou chorar ou nos deixa bravos, nós compartilhamos. Compartilhamos coisas somente porque a manchete ou imagem estimulou os centros de prazer do cérebro, mesmo sem termos nos engajado com o conteúdo. Se mais tarde vemos outra notícia revelando que compartilhamos um fato falso, ela nos afeta menos. Uma refutação não estimula os centros de prazer do cérebro, então não nos importamos em compartilhar. Em outras palavras, nossa reação a muito do que vemos dentro das mídias sociais é primordial, não racional.

Todos temos a tendência psicológica de nos agarrarmos às informações que confirmam as ideias que já temos.

Temos também a questão do preconceito. Todos temos a tendência psicológica de nos agarrarmos às informações que confirmam as ideias que já temos. Por outro lado, nós evitamos ou rejeitamos qualquer coisa que nos desafia. Então, prontamente acreditamos em qualquer ideia que se funde com os nossos valores e visões de mundo existentes, deixando de lado qualquer coisa que represente uma ameaça aos nossos ideais.

Mesmo sem todos esses fatores, as plataformas de mídia social ainda seriam “bolhas dos filhos”.  Quando curtimos e clicamos em postagens do Facebook, o algoritmo da plataforma nos oferece mais do mesmo tipo de postagem, e menos do conteúdo ao qual não reagimos. Dia-a-dia, as nossas linhas do tempo se tornam cada vez mais cheias de postagens que reforçam nossas perspectivas, quer verdadeiras ou não.

A verdade tropeça pelas ruas

Quando os “fatos alternativos” tomam o lugar da verdade, a cultura está em grande perigo. Para Katharine Viner: “Isto não significa que a verdade não exista. Simplesmente significa… que não conseguimos chegar a um consenso sobre o que significam essas verdades, e quando não há consenso sobre a verdade e não há forma de alcançá-la, em seguida vem o caos.”[9]

A avaliação do profeta Isaías sobre sua sociedade é incrivelmente relevante: “Assim a justiça retrocede, e a retidão fica à distância, pois a verdade caiu na praça e a honestidade não consegue entrar. Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque”, Is 59.14-15; veja também Jr 9.3-6.

Quando o discurso público não tem valor e se torna mais um ponto de vista competindo para se tornar “fato”, o debate sobre a verdade do evangelho se torna muito mais difícil.

As implicações para a igreja são muito sérias. Quando o discurso público não tem valor e se torna mais um ponto de vista competindo para se tornar “fato”, o debate sobre a verdade do evangelho se torna muito mais difícil. Aqueles que insistem na existência de uma verdade verdadeira são rapidamente descartados por serem considerados fanáticos e sua mensagem é ignorada. Qualquer apelo à uma fonte de autoridade, tal como a Bíblia, é neutralizada e rotulada de “notícia falsa” antiga.

Para onde seguiremos?

Paulo segue Isaías ao insistir que suprimir a verdade incita a ira de Deus (Rm 1.18). Será que Deus irá “nos entregar” à nossa busca de sentimentos ao invés da verdade, de forma que Ocidente perderá totalmente o seu fundamento e caia no caos? Ou será que iremos abraçar a verdade e a sabedoria novamente e deixar para trás a bagunça relativista na qual estamos nos afundando? Nós devemos orar para que o Ocidente escolha a segunda rota e que os países em desenvolvimento não se infectem pela doença da pós-verdade.

Eu vejo sinais de que as pessoas e até as empresas de mídia estão cada vez mais preocupadas com o estado atual da nossa sociedade. Por exemplo, Mark Zuckerberg se comprometeu em atacar as “notícias falsas” no Facebook[10] e o The New York Times prometeu “um foco renovado na verdade e transparência”,[11] Será que as pessoas estão percebendo novamente o quão vital é a verdade para a sociedade? Ou será que é apenas uma desaceleração momentânea enquanto caminhamos rumo ao declínio? O papel que os cristãos desempenham na sociedade poderia ser o fator decisivo.

Respondendo às “notícias falsas”

Os cristãos deveriam ser apaixonados pela verdade, porque seguimos àquele que é a verdade (Jo 14.6). No entanto, fazer isso é inconveniente e desconfortável: faz com que nos tornemos impopulares e requer coragem. Entretanto, não devemos nos acanhar. Isto significa não somente acreditar na verdade de forma intelectual, mas vivê-la dia a dia.

“O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade”, Pv 12.22.

É tentador compartilhar informações que se encaixam de forma confortável no nosso ponto de vista, quer tenhamos certeza ser verdade ou não. No entanto, nunca devemos nos tornar como as pessoas sobre a qual Paulo nos avisa: “segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos”, 2 Tm 4.3. Em vez disto, precisamos resistir aos nossos vieses de confirmação, e questionar as afirmações que vêm ao nosso encontro. Não podemos assumir que a “prova social” comprove tudo. Devemos nos comprometer em descobrir a verdade, isto inclui fazer nosso melhor para garantir quais fontes de informação utilizamos.

Os cristãos deveriam ser apaixonados pela verdade, porque seguimos àquele que é a verdade (Jo 14.6)

Nosso compromisso com a verdade deve nos levar além do que simplesmente reportar e compartilhar coisas que são verdadeiras. Devemos estar preparados para desafiar afirmações e manipulações falsas, e apresentar pontos de vistas alternativos e compartilhar perspectivas novas (Jr 7.27-28; Jo 16.7-11). Se é para a igreja ter um papel profético dentro da sociedade, devemos ousar em falar precisamente sobre as verdades bíblicas que mais desafiam e trazem desconforto para a sociedade. Oremos para que tenhamos coragem de fazer isso.

Notas finais

1. Nota do Editor: Veja o artigo de Darrell Jackson entitulado ‘BREXIT e seu impacto sobre as missões europeias” (em inglês) na edição de setembro de 2016 da Análise Global de Lausanne. Leia também o artigo de Thomas Harvey: “Os cem primeiros dias de Trump” nesta edição da AGL. 

2. ‘Oxford Dictionaries Word of the Year 2016 is . . . Post-truth’, Oxford Dictionaries, 16 November 2016. 

3. Jonathan Freedland, ‘Post-truth politicians such as Donald Trump and Boris Johnson are no joke’, The Guardian, 13 May 2016. Mark Twain is credited (falsely, ironically) with saying ‘A lie will go round the world while truth is pulling its boots on’ (or lacing its boots). The Victorian preacher C.H. Spurgeon quoted the saying in Gems from Spurgeon (1859), referring to it as ‘an old proverb’. 

4. Katharine Viner, ‘How technology disrupted the truth’, The Guardian, 12 July 2016. 

5. Emma Jane Kirby, ’The city getting rich from fake news’, BBC Magazine, 5 December 2016; Samanth Subramanian, ‘The Macedonian Teens Who Mastered Fake News’, Wired, 15 February 2017. 

6. Robert Tait, ‘Czech Republic to fight “fake news” with specialist unit’, The Guardian, 28 December 2016. 

7. Rossalyn Warren, ‘”Fake news” fuelled civil war in Burundi. Now it’s being used again’, The Guardian, 4 March 2017. 

8. Michael Barthel, Amy Mitchell and Jesse Holcomb, ‘Many Americans Believe Fake News Is Sowing Confusion’, Pew Research Centre, 15 December 2016. 

9. Katharine Viner, ‘How technology disrupted the truth’. 

10. Mark Zuckerberg, Facebook note, 13 November 2016. 

11. Minda Smiley, ‘”We are preparing for the story of a generation”: New York Times executive editor Dean Baquet discusses covering President Trump’, The Drum, 12 March 2017. 

Tony Watkins - Tony ajuda líderes cristãos a desenvolver com uma compreensão melhor de como a Bíblia (especialmente os profetas) se relaciona com a mídia atual. Ele é parceiro de diversas organizações, incluindo Damaris Norway e a Rede de Envolvimento com a Mídia de Lausanne, a qual serve como coordenador. É professor convidado da escola de Jornalismo e Comunicações da Norwegian School of Theology and Gimlekollen, na Noruega. Tony é o autor de “Focus: The Art and Soul of Cinema and Dark Matter: A Thinking Fan's Guide to Philip Pullman” (em tradução livre, “Foco: a arte e alma do cinema de matéria escura: um guia para os fãs pensantes de Philip Pullman”). É também co-autor de sete outros livros. Visite tonywatkins.uk para acessar recursos gratuitos sobre a mídia e a Bíblia.


sábado, 6 de fevereiro de 2021

'Gritos ecoaram por todo o prédio' (notícias da China)



As mulheres presas na rede de campos de internamento da China em Xinjiang estão sujeitas a torturas horríveis, violação sistemática e abuso sexual enquanto a liderança comunista do país busca "destruir" aqueles que considera uma ameaça, revelou um novo relatório.

Um relatório da BBC destaca entrevistas de vários ex-detidos e um guarda que compartilharam relatos em primeira mão de suas experiências horríveis nos campos de internamento da China na região de Xinjiang.

As estimativas sugerem que mais de 1 milhão a até 3 milhões de muçulmanos uigures e outros grupos minoritários na China Ocidental foram submetidos a esses campos de internamento, que visam despojar os uigures e outras minorias "de sua cultura, língua e religião, e doutriná-los na cultura chinesa dominante. ”

Tursunay Ziawudun, uma mulher que passou nove meses dentro de um desses campos antes de fugir para os EUA, disse à BBC que as mulheres eram retiradas das celas "todas as noites" e estupradas por um ou mais chineses mascarados. Ela disse que foi torturada e posteriormente violada em grupo em três ocasiões, cada vez por dois ou três homens.

Ela também se lembrou de como a polícia a torturou com choques eléctricos e, em um caso, abusou dela violentamente quando ela não tinha certeza do paradeiro de seu marido, pontapeando-a com suas botas pesadas.

Por causa da gravidade do abuso, violação e tortura, Ziawudun disse que havia “muitas pessoas nessas celas que perderam a cabeça”.

"O objetivo deles é destruir todos", disse ela. "E todo mundo sabe disso."

Gulzira Auelkhan, uma mulher cazaque de Xinjiang que foi detida por 18 meses no sistema de campos, contou como foi forçada a despir as mulheres uigures e algema-las antes de deixá-las sozinhas com homens chineses.

“Meu trabalho era tirar as roupas acima da cintura e algema-las para que não se mexessem”, lembra ela. "Então eu deixava as mulheres no quarto e um homem entrava - algum chinês de fora ou policial. Sentei-me em silêncio ao lado da porta e quando o homem saiu da sala levei a mulher para tomar banho."

Os homens chineses "pagariam para escolher as presidiárias mais bonitas", disse ela, enfatizando que a violência física que testemunhou foi uma "violação".

Qelbinur Sedik, uma mulher uzbeque de Xinjiang, que foi forçada a dar aulas de línguas para as detidas, disse que o campo das mulheres era "rigidamente controlado". Ela disse que haveria “quatro tipos de choque eléctrico” a que as mulheres seriam submetidas - “a cadeira, a luva, o capacete e a violação anal com uma vara”.

“Os gritos ecoaram por todo o edifício”, disse ela à BBC. “Eu podia ouvi-los durante o almoço e às vezes quando estava na aula.”

Sedik disse que certa vez perguntou a uma policial chinesa sobre os rumores de violação. As mulheres responderam: "Sim, a violação se tornou uma cultura. É uma violação coletiva e a polícia chinesa não apenas as violou, mas também as eletrocutou. Elas estão sujeitas a horríveis torturas".

Os entrevistados também compartilharam como foram obrigados a assistir a vídeos de propaganda elogiando o presidente chinês Xi Jinping e cantar canções patrióticas. Eles também foram forçados a fazer exames médicos, tomar comprimidos e foram injectadas à força a cada 15 dias com uma "vacina" que causava náusea e dormência. As mulheres também foram injectadas à força com DIUs ou esterilizadas.

Um ex-guarda da prisão compartilhou como as mulheres foram forçadas a memorizar livros sobre Xi Jinping. Aqueles que não conseguiram completar a tarefa foram punidos com privação de comida e espancamentos.

"Entrei nesses campos. Levei detidos para esses campos", disse ele. "Eu vi aquelas pessoas doentes e miseráveis. Eles definitivamente sofreram vários tipos de tortura. Tenho certeza disso."

A China negou repetidamente que está perseguindo grupos étnicos em Xinjiang; no entanto, relatórios revelam que ela está, na verdade, expandindo sua rede de centros de detenção.

Um relatório anterior documentou como os hospitais em Xinjiang foram obrigados a abortar e matar todos os bebés nascidos acima dos limites de planeamento familiar da China - incluindo recém-nascidos nascidos após serem carregados até o termo. As ordens faziam parte de políticas estritas de planeamento familiar destinadas a restringir os uigures e outras minorias étnicas a três filhos.

Em janeiro, o antigo governo Trump oficialmente designou a perseguição de minorias pela China no oeste da província de Xinjiang como "genocídio" e "crimes contra a humanidade".

“Acredito que este genocídio esteja em andamento e que estamos testemunhando a tentativa sistemática de destruir os uigures pelo partido-estado chinês”, disse o ex-secretário de Estado Mike Pompeo na época, acrescentando que o Partido Comunista Chinês - que ele descreveu como um “O regime marxista-leninista que exerce poder sobre o sofrido povo chinês por meio de lavagem cerebral e força bruta” - está “engajado na assimilação forçada e eventual apagamento de um grupo minoritário étnico e religioso vulnerável”.

O governo Biden não afirmou se manteria a declaração do governo anterior de que a China está cometendo genocídio contra sua população uigur.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Psaki, disse a repórteres em uma colectiva de imprensa que Biden "falou antes sobre o tratamento horrível" dos uigures, mas ela "verificará" qual será a política do governo Biden, informou o RCP anteriormente.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse acreditar que o genocídio foi cometido contra os uigures.

Os líderes cristãos pediram aos cristãos do Ocidente que se preocupem com a perseguição aos muçulmanos uigures e outras minorias. Em setembro, o especialista em ética Batista do Sul Russel Moore disse que os crimes perpetrados contra minorias religiosas na China e em outros lugares dependem da invisibilidade "onde o resto do mundo não presta atenção" e "tribalismo".

“O caminho de Jesus Cristo diz que devemos prestar atenção ao nosso próximo na beira da estrada que é perseguido, que está sendo espancado”, disse ele. “Portanto, vamos orar pelos uigures [e] por outros povos perseguidos. Vamos orar não apenas individualmente, mas juntos, e orar por eles pelo nome. ”

“Vamos ser as pessoas que defendem quem está sendo feito invisível, quem está sendo intimidado e intimidado em nossos próprios bairros e em nossas próprias comunidades, porque somos o povo de Jesus Cristo.”

Fonte:  AQUI     Mais infos: AQUI


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Estudante de religião enfrenta audiência disciplinar por faltar ao programa de educação sexual, dizem advogados


Uma estudante do ensino médio em Illinois enfrentará uma audiência disciplinar esta semana sobre sua recusa em participar do programa de género e sexualidade da escola, depois que seus pais solicitaram que ela fosse isenta do requisito.

Uma organização sem fins lucrativos de liberdade religiosa nacional enviou uma carta de exigência à Academia de Matemática e Ciências de Illinois em Aurora na terça-feira, argumentando que a escola pública residencial de três anos negou ilegalmente acomodações religiosas a Marcail McBride para dispensá-la de frequentar o Programa de Sexo e Sexualidade para Estudantes da escola .

De acordo com a carta enviada por dois advogados do First Liberty Institute, os McBrides "comunicaram repetidamente" à escola que o programa obrigatório "viola as crenças religiosas de Marcail".

“[No entanto, a escola continua a pressionar Marcail, exigindo que ela conclua o programa ou receba punição”, afirma a carta.

O grupo jurídico informa que a estudante foi informada na segunda-feira que terá audiência disciplinar esta semana.

Tami Armstrong, chefe do escritório de relações públicas da escola, disse à "Christian Post" na terça-feira que o presidente da escola, José Torres, não recebeu a carta por e-mail ou correio. No entanto, ela esclareceu que a escola entrou em contato com os pais do aluno e ofereceu uma "solução alternativa que resolverá este assunto".

"A IMSA abraça um ambiente inclusivo onde todos os alunos se sintam apoiados e tenham um senso de pertencimento, independentemente de raça, classe, género, religião, acessibilidade e identidade de status socioeconómico", enfatizou a escola em uma declaração formal. “Estamos especialmente comprometidos com uma comunidade enriquecida e potencializada por diversas perspectivas que são reconhecidas, respeitadas e vistas como uma fonte de força”.

Em novembro, a família apresentou um pedido formal por escrito à liderança da escola, dizendo que o programa “força Marcail a participar de atividades e discussões relacionadas à sexualidade humana que exigem, pressionam ou coagem-na a violar seus princípios religiosos”.

De acordo com a carta, os alunos que participam do programa “usam linguagem sexual para identificar preferências sexuais e identidade de género”.

“Ao identificar os 'estágios de aliado', o programa classifica qualquer pessoa que acredita que a homossexualidade é pecaminosa ou imoral como pertencendo à mesma categoria daqueles que são repelidos por ela ou pensam que é 'loucura'”, diz a carta, escrita por First Liberty O diretor de litígios David Hacker e a assessora jurídica Keisha Russell, afirma.

“O programa oferece aos alunos a oportunidade de se tornarem um 'aliado', registando os alunos que concordam e recompensando-os por sua afirmação com um adesivo e broche SafeZone. O programa, portanto, não respeita as diferentes crenças religiosas sobre género e sexualidade e pressiona os alunos a sinalizar afirmativamente que concordam com o currículo. ”

O First Liberty Institute acusou a liderança da escola de negar o pedido da família e chegar ao ponto de ameaçar punir a estudante se ela não o cumprisse.

Na semana passada, o Diretor Associado de Assuntos Estudantis, Diretor de Audiência Dana Ginnett, enviou um e-mail ordenando que McBride concluísse o programa até 30 de janeiro ou enfrentaria uma ação disciplinar.

Ginnett citou uma política escolar que afirma: “Além das aulas académicas, os alunos devem comparecer a todas as assembleias e reuniões obrigatórias de natureza não académica.”

“Se um aluno não comparecer às reuniões e assembleias exigidas (e não tiver uma ausência justificada aprovada por um membro da equipe de Assuntos do Aluno), uma acção disciplinar será tomada”, a política é citada como dizendo.

Na segunda-feira, Ginnett enviou um e-mail novamente a McBride para “informá-la que o Departamento de Assuntos Estudantis da IMSA conduziria uma audiência disciplinar esta semana”, observaram os advogados.

O First Liberty Institute, que se descreve como o "maior escritório de advocacia do país dedicado exclusivamente à defesa e restauração da liberdade religiosa", argumenta que a lei de Illinois ordena que o estado não discrimine as pessoas com base em sua religião.

“A Lei de Restauração da Liberdade Religiosa de Illinois exige que a IMSA evite colocar um fardo substancial sobre o exercício religioso de seus alunos”, afirma a carta.

“Existe um fardo substancial quando um indivíduo é obrigado a agir contrariamente às suas crenças religiosas para evitar enfrentar penalidades.”

Os advogados também afirmaram que as acções da escola violam a lei de Illinois. Eles citaram um estatuto sobre educação sexual que afirma que “Nenhum aluno será obrigado a fazer ou participar de qualquer classe ou curso de educação sexual abrangente se seu pai ou responsável apresentar objecção por escrito.”

O regulamento prossegue afirmando que “a recusa em fazer ou participar em tal curso ou programa não será motivo para suspensão ou expulsão de tal aluno.”

Além disso, o First Liberty Institute citou o caso da Suprema Corte dos Estados Unidos de Burwell v. Hobby Lobby, que girava em torno da objecção da rede de lojas de artesanato de propriedade de cristãos ao mandato de controle de natalidade Obamacare.

“Uma vez que a exigência da IMSA representa um fardo substancial para o exercício religioso de Marcail, ela tem direito a uma isenção da exigência, a menos que a IMSA possa provar que forçar Marcail a participar do programa é o meio menos restritivo de promover um interesse convincente”, explica a carta.

“Pela própria admissão da IMSA, os alunos podem faltar às reuniões e assembleias se tiverem uma ausência justificada. Como a IMSA pode oferecer tal acomodação, ela deve oferecer uma a Marcail. ”

Em sua declaração à CP, a ISMA garantiu que gasta "uma grande quantidade de tempo e esforço para equilibrar o respeito pela identidade de todos os alunos".

"Levamos esses assuntos a sério e usaremos isso como uma oportunidade para revisar todas as nossas práticas e garantir que nossos alunos se sintam seguros e bem-vindos na IMSA", acrescenta a declaração. "No espírito de valorizar todas as vozes, já entramos em contacto directamente com os pais e oferecemos uma solução alternativa que resolverá esse problema. Esperamos seguir em frente e trabalhar juntos como uma comunidade IMSA."


FONTE: aqui

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

fake news (notícias falsas) à luz da Bíblia



Qual é o conselho divino para a imprensa? 

Ex 23:1,2:
1 Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa.
2 Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. 

Nos dias de hoje, a imprensa tem um papel muito importante e, ao mesmo tempo, detém muito poder. A responsabilidade de transmitir os factos e de defender o cidadão faz parte da agenda de uma imprensa séria. Todavia, nem todos que fazem parte dos media agem correctamente. 

Já nos tempos bíblicos, o conselho para os que dão notícias é muito claro: “não espalharás notícias falsas... não seguirás a multidão para fazeres o mal”. 

Quantas vezes uma notícia é apresentada, traindo a ética, para conformar-se à opinião da maioria. Quantas vezes a media traz informações preconceituosas e notícias manipuladas. Tal procedimento não ficará sem punição.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

sinais dos tempos (news)

- Canadá legaliza alguns actos sexuais com animais. O supremo tribunal do Canadá declarou que grande parte dos actos sexuais entre pessoas e animais são legais, desde que não haja penetração.
Mais infos: http://www.christianpost.com/news/canada-legalizes-most-sex-acts-with-animals-165053/

- Canadá pode banir discursos anti-identidade de género com dois anos de prisão. O primeiro-ministro Justin Trudeau quer introduzir uma multa que irá banir a discriminação da identidade de género, que poderá ir até 2 anos de prisão. Mais infos: http://www.christianpost.com/news/canada-may-ban-anti-transgender-speech-with-2-years-in-prison-164382/

- Esposa de pastor foi esfaqueada na Nigéria por alegadamente ter insultado o profeta Maomé. Bridge Abahime tinha 74 anos de idade e foi seguida e morta no mercado em Kano. Os dois atacantes já foram detidos. Alguns cristãos mencionaram os constantes ataques dos mulçumanos aos cristãos naquele país.Um desses grupo é o Boko Haram. Somente em 2015 foram mortos cerca de 4028 pessoas e 198 igrejas atacadas.

- O mayor (equivamente a presidente da câmara ou prefeito) de Nova Iorque lançou a primeira campanha patrocinada pelo governo que encoraja os moradores a usarem a casa de banho de acordo com a sua identidade de género. Link: http://www.christianpost.com/news/nyc-tells-men-its-ok-to-go-into-womens-bathrooms-citywide-ad-campaign-164895/

- Nos dias 13 e 14 de junho de 2016 ocorre a 46ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os apoiantes da LGTB têm em sua agenda impor o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Também querem propor o aborto com a desculpa do "zika".

- Soldados do Estado Islâmico queimaram 19 mulheres (de origem yadizi) estando elas ainda vivas, dentro de uma gaiola de ferro, na cidade de Mosul (Iraque), depois que elas se recusaram a manter relações sexuais com militantes do grupo. Os yazidis, cristãos e outras minorias religiosas têm sido escravizados pelo EI aos milhares por todo o Iraque e Síria.

- Morte de gorila Harambe recebeu 6 vezes mais atenção dos media que massacre dos cristãos. O gorila foi morto a tiro depois que uma criança de 3 anos caiu no espaço onde o animal vivia, no Zoo de Cincinatti. Em contraste, as redes de TV pouco anunciaram acerca da decapitação de 21 cristãos pelo EI na Líbia.

Estas e outras notícias podem ser vistas em: WWW.NOTICIACRISTIANA.COM