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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Inscrição cristã com mais de 1500 anos foi encontrada em Israel (e tem uma dedicatória a Jesus)



Uma inscrição cristã – escrita em grego antigo – foi encontrada na vila de et-Taiyiba, no vale de Jezreel, e faz parte da moldura de uma porta de entrada de uma igreja do período bizantino, acreditam os arqueólogos.

A pedra com a frase “Cristo nasceu de Maria” levou os arqueólogos a confirmarem a existência de igrejas cristãs em locais primitivos árabes há pelo menos 1.500 anos, em Israel.

“É uma inscrição em forma de dedicatória que foi gravada durante a construção dos alicerces da igreja”, disse Leah Di-Segni, investigadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém que decifrou o texto.

O artefacto, revelado por investigadores do Instituto de Antiguidade de Israel, aponta evidências da presença de templos antes do advento do Islão e sugere que estes permaneceram em atividade durante o período muçulmano.

“A importância da inscrição é que até agora não sabíamos se existiam igrejas deste período nesta região”, disse o arqueólogo Walid Atrash, da Autoridade de Antiguidades de Israel, ao jornal The Times of Israel.

Segundo os arqueólogos, a pedra com a mensagem dedicada a Jesus Cristo foi encontrada num lugar que seria a parede de uma entrada de uma igreja construída na era bizantina. Neste período, dominado pelo Império Romano, a arte tinha fortes traços políticos-religiosos, relembra a CNN.

Para Walid Atrash, a confirmação da existência de igrejas na região “não é surpreendente” pois já tinham sido encontradas, anteriormente, ruínas de supostos templos cristãos. A descoberta da inscrição “fechou o círculo, e agora sabemos que havia cristãos nesta zona durante esta era”, diz o arqueólogo.

Significado da inscrição

A frase “Cristo nasceu de Maria” consta escrita na pedra que continha sete linhas, mas que foram parcialmente destruídas pelo tempo.

De acordo com Leah Di Segni, a expressão “Cristo nasceu de Maria” serve como um amuleto de “boa sorte“ para afastar o mau-olhado.

A menção ao arcebispo Teodósio na inscrição é outra evidência de que a pedra estava colocada numa igreja e não num mosteiro.

“A inscrição saúda aqueles que entram e abençoa-os. Portanto, é claro que o edifício era uma igreja, e não um mosteiro: as igrejas saudavam os crentes na entrada, enquanto os mosteiros tendiam a não fazer isso”, disse Di Segni.

Segundo os especialistas, a inscrição estava situada dentro da parede da igreja e não era visível. A suspeita é de que o edíficio tenha sido destruído num dos vários terremotos que atingiram a região durante essa época.

Ana Isabel Moura Ana Isabel Moura, ZAP //


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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Geólogo aponta evidências de que o Dilúvio foi real: "A palavra de Deus é verdadeira"

Geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee (EUA) encontraram as árvores fossilizadas enquanto realizavam pesquisas em uma encosta coberta de gelo.


Árvores fossilizadas foram encontradas nos Montes Transantárticos da Antártica. (Foto: Copyright © 2017/ E. Gulbranson)

Diante da recente descoberta de tocos de árvores fossilizadas em uma montanha na Antártida, um geólogo cristão aponta as evidências que confirma o relato bíblico sobre o Dilúvio.

Os geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee (EUA), Erik Gulbranson e John Isbell, encontraram as árvores fossilizadas enquanto realizavam pesquisas em uma encosta coberta de gelo. No total, eles coletaram fragmentos de 13 árvores.

Escrevendo para o Instituto de Pesquisa de Criação (ICR, na sigla em inglês), Clarey afirma que esta evidência não surpreende aqueles que conhecem a Palavra de Deus.

“As árvores foram encontradas nos Montes Transantárticos da Antártica e incluem uma mistura de árvores de folhas perenes, árvores decíduas e ginkgos. Esta descoberta não deve ser nenhuma surpresa para aqueles que tomam Gênesis como uma história literal”, disse o geólogo.

Os fósseis descobertos revelam que as árvores têm mais de 260 milhões de anos de idade, revelando que esta floresta cresceu no final do período permiano, antes dos primeiros dinossauros. “Esta floresta é um vislumbre da vida antes da extinção, nos ajudando a entender o que causou o evento”, disse Gulbranson.

“O período do Permiano terminou há 251 milhões de anos na maior extinção em massa da história, já que a Terra se transformou rapidamente de uma geladeira para as condições de estufa”, explica o relatório da Universidade de Wisconsin-Milwaukee. “Mais de 90% das espécies na Terra desapareceram, incluindo as florestas polares”.

Os cientistas seculares não estão seguros do que desencadeou o evento de extinção no final do Período Permiano, mas Clarey acredita que a calamidade que enterrou as árvores na Antártida foi o Grande Dilúvio descrito em Gênesis.

“A Bíblia descreve claramente uma inundação global que afetou todas as massas terrestres — por que a Antártica deveria ser uma exceção?”, questiona.

Como as árvores não conseguem sobreviver ao atual clima frio da Antártica, a descoberta dos fósseis indica que as condições climáticas do continente eram mais quentes e úmidas no passado. Esta evidência se alinha com a visão de que o clima da Terra era mais quente e mais ameno antes da Grande Inundação.

A condição das árvores fossilizadas — preservadas com traços de proteínas e aminoácidos ainda intactos — continua fazendo sentido se as árvores foram atingidas pelo Dilúvio alguns milhares de anos atrás, defende Clarey.

“Como as proteínas e os aminoácidos originais poderiam sobreviver por milhões de anos?”, questiona o geólogo. “A comunidade de ciência secular não tem respostas viáveis ​​para explicar achados notáveis ​​como estes”.

Embora Gulbranson e Isbell acreditem que as árvores recém-descobertas tenham milhões de anos, Clarey diz que os fósseis “contam uma história diferente e muito mais recente, que se encaixa no relato bíblico de uma inundação global há apenas milhares de anos”.

“Essas árvores foram enterradas rapidamente durante o Dilúvio global descrito em Gênesis”, o geólogo cristão argumenta. “Os animais e plantas tropicais foram apanhados e rapidamente enterrados nas cinzas, lamas e areia que os soterraram neste evento cataclísmico. Esses fósseis nos lembram que a Palavra de Deus é verdadeira”.

FONTE: https://guiame.com.br/gospel/noticias/geologo-aponta-evidencias-de-que-o-diluvio-foi-real-palavra-de-deus-e-verdadeira.html?fbclid=IwAR1kZ3sxHpIe95jqrMeBlh5vKVnPkvRLkEGbFCy_J7I2Gm0EV-Phz0WFl4Q

sábado, 6 de julho de 2019

A Bíblia prova estar certa mais uma vez

A Bíblia prova estar certa mais uma vez: Um antigo fóssil de serpente descoberto prova que serpentes não rastejavam antes que Deus as amaldiçoasse


A descoberta de fóssil de cobra prova que a Bíblia é precisamente verdadeira.

“Então o Senhor Deus declarou à serpente: ‘Já que você fez isso, maldita é você entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre você rastejará, e pó comerá todos os dias da sua vida.’” (Gênesis 3:14)

Este versículo bíblico sugere que as serpentes não se arrastaram sobre suas barrigas antes que Deus lhes desse uma maldição. O relato inteiro da Queda de Adão e Eva e como a serpente os enganou e as consequências são narradas em Gênesis 3.

Em contraste com a narrativa bíblica, anteriormente, os cientistas relutaram-se a acreditar que a serpente antes de ser amaldiçoada por Deus, na verdade, caminhou em pé. No entanto, a recente descoberta de um antepassado mais antigo de 113 milhões de anos de cobra com 4 pernas nunca antes visto provou o relato bíblico da serpente caminhando em pé para enganar Eva.

O fóssil recentemente descoberto prova que as cobras realmente tiveram quatro pernas. O Dr. Nick Longrich da Universidade de Bath, autor de um novo estudo sobre a descoberta, falou à BBC sobre a descoberta incrível. Ele disse: “As pernas dianteiras tinham apenas quatro milímetros de comprimento, e as traseiras sete milímetros, mas não eram apenas restos evolutivos vestigiais”.

“Elas realmente são altamente especializadas – elas têm dedos muito longos e magros e pés com pequenas garras no final. O que pensamos (sobre as cobras do tempo do fóssil) é que elas pararam de usá-las para caminhar e as usavam para agarrar suas presas”, ele disse, o que sugere significativamente que cobras anteriores realmente caminharam.

De acordo com o Dr. Nick, a descoberta resolverá de uma vez por todas o debate sobre se as cobras se adaptaram na terra ou na água. “Esta é a cobra fóssil mais primitiva conhecida, e está bem claro que não era aquática”, disse ele. “A cauda da cobra não era em forma de pá para o uso da água e não tinha barbatanas, e a estrutura do seu pequeno focinho e tronco longo indicava uma cobra caçadora da terra”.

“E há conteúdo no intestino – ela está engolindo outro vertebrado. Estava presa em outros animais, que é uma característica de cobra. Sem nenhuma ambiguidade, era uma cobra. Ela apenas tenha braços pequenos e pernas pequenas”, confirmou.

Fonte: AQUI

Arqueólogos de Israel fazem “meio milhão de descobertas” da época do rei Davi e Salomão

O que poderia ter sido a lamentável destruição de um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, se transformou em oportunidade para que os arqueólogos de Israel, em parceria com outros cientistas, reunissem ao longo dos anos cerca de “meio milhão de descobertas” de artefatos que datam da época do rei Davi e Salomão.

Segundo informações da CBN News, em 1999 um grupo muçulmano responsável pelo Monte do Templo, o Waqf islâmico de Jerusalém, realizou uma construção no Monte do Templo, em Israel, local até então onde era proibido fazer tais procedimentos.

Os muçulmanos construíram uma mesquita no local, o que resultou na retirada de vários rejeitos  que foram lançados no Vale do Cedron. Acontece que esse material era histórico e os arqueólogos de Israel sabiam disso.

Assim, nasceu em 2005 o projeto “The Temple Mount Sifting”, visando escavar os destroços lançados fora no Vale de Cedron. O objetivo dos arqueólogos de Israel era encontrar vestígios sobre o povo judeu.

“O projeto de peneiramento do Monte do Templo é uma aventura arqueológica cujo objetivo é encontrar a prova empírica do que havia no Monte do Templo há milhares de anos atrás”, disse Shlomo Zwickler, da organização American Friends of Beit Orot.

Como resultado, desde 2005 a equipe de arqueólogos de Israel conseguiu reunir inúmeras evidências sobre a história do povo hebreu, algo que para Gabi Barkay, responsável pelo projeto, está em conformidade com os relados da Bíblia.

“Temos até agora, cerca de eio milhão de descobertas. A grande maioria do material é do primeiro período do Templo, a partir do 10º século a.C., que é o tempo de Davi e Salomão. E isso anda de mãos dadas com o relato bíblico”, disse ele.

Outro cientista, Zvi Koenigsberg, afirma que os achados são tão contundentes cientificamente, que é impossível não reconhecer a historicidade do povo hebreu, exatamente como narra a Bíblia Sagrada, visto que são provas empíricas.

“Não há projeto que mostre melhor do que este. Isso prova que tudo o que dissemos, sonhamos e oramos sobre isso é verdade”, disse ele. “Sabemos de onde viemos, é claro, com base em nossa fé, em nossa herança, mas também com base na evidência empírica que encontramos onde estávamos”, acrescentou.

Esses achados arqueológicos em Israel fundamentam ainda mais a fé dos judeus e cristãos, visto que tanto a Bíblia Hebraica (Antigo Testamento), quanto a cristã (Novo Testamento), citam o Monte do Templo e os reis Davi e Salomão atrelados a ele.

“Primeiro de tudo, o Monte do Templo é a alma, o coração e o espírito do povo judeu. É mencionado e apontado mais de vinte vezes no Novo Testamento. É um ponto focal no ministério de Jesus, e deveria ser um dos pilares da civilização ocidental”, conclui Gabi Barkay.

Fonte: AQUI

sábado, 20 de abril de 2019

Pesquisadores dizem ter encontrado rota usada por Moisés no Êxodo

Rota passaria pela Arábia Saudita, confirmando uma antiga teoria

Especialistas da Fundação de Pesquisa Doubting Thomas (Tomé, o Incrédulo em tradução livre), há anos fazem estudos históricos investigando as evidência dos relatos bíblicos. Eles acreditam que finalmente descobriram evidências do caminho percorrido durante o Êxodo dos judeus do Egipto para a Terra Prometida.

Liderados por Ryan Mauro, eles viajaram para a Arábia Saudita três vezes, a recolher dados e a fazer registos num local que tem acesso restrito, mas que tem sido apontado há décadas como a verdadeira localização do Monte Sinai.

“O que encontrei lá foi simplesmente incrível. Eu não podia acreditar que havia todas essas evidências do Êxodo e quase ninguém fora dessa região estava ciente disso”, explicou Mauro, que é cineasta.

O Livro de Êxodo fala sobre a saída dos judeus da escravidão no Egipto, o cruzamento do Mar Vermelho e sua jornada pelo deserto. Um dos locais mais significativos na narrativa é o Monte Sinai, onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos.

Historicamente, a localização deste monte é associada com a península do Sinai, no Egipto. Anualmente, milhares de peregrinos o escalam para visitar o que se acreditam ser o local onde Deus se revelou pela primeira vez a Moisés.

Contudo, existem vários estudiosos que apontavam para Jabal al Iawz, conhecido como “outro monte Sinai”, localizado a mais de 160 kms a leste do golfo de Aqaba, que separa a península do Sinai da Arábia Saudita.




“Depois de três viagens à Arábia Saudita, estou plenamente convencido de que os judeus entraram na antiga terra de Midian quando fugiram da escravidão no Egipto”, destaca Mauro, informando que existem provas de que Moisés conduziu o povo através do golfo de Aqaba, a leste da península do Sinai. Naquele local, a travessia teria cerca de 12 kms de largura, com uma profundidade superficial de apenas 33 metros.

“Levará algum tempo para trazer essa teoria alternativa para a historiografia tradicional, mas acredito que nosso trabalho vai mudar seriamente o cenário sobre esse assunto”, defende o estudioso.

Ele está relançando um documentário intitulado “Encontrando a Montanha de Moisés”, onde mostraria “evidências arqueológicas inegáveis” de sua localização na Arábia Saudita.


Finding the Mountain of Moses: The Real Mount Sinai in Saudi Arabia

FONTE: aqui

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Científicos confirman existencia de terremotos citados en la Biblia

Los profesores Israel Finkelstein y Yigal Yadin encontraron un nivel de destrucción correspondiente al año 760 a.C”, el mismo período asignado a los escritos de los profetas de la Biblia.

ISRAEL. – La relación entre fe y ciencia nunca ha sido un problema para los científicos comprometidos con la verdad de los hechos. Esto, porque cuanto más conocimiento es adquirido, más los descubrimientos, confirman los relatos de la Biblia para luego ser demostrados científicamente, contra los que niegan la verdad de la revelación de Dios a la humanidad.

Recientemente, se agregaron algunos datos al enorme banco de informaciones disponibles en favor de la fe judeo-cristiana, esta vez, fundamentando relatos contenidos en el Antiguo Testamento.

Estos datos parten de un artículo titulado: “Comprobación de los hechos del libro de Amos”, escrito por Ruth Schuster, donde cuenta con científicos de investigación que confirman el hecho de los terremotos mencionados en los libros de Amos y Zacarías.

Según Ruth, “descubrimientos hechos en una excavación en Hazor por los profesores Israel Finkelstein y Yigal Yadin encontraron un nivel de destrucción correspondiente al año 760 a.C”, es decir, el mismo período asignado a los escritos de los profetas de la Biblia

“En otra excavación en Lachish, David Ussishkin encontró un nivel de destrucción de la misma época. El pedazo de tierra también tiene una capa similar que data de mediados del octavo siglo a.C.”, añade Ruth, que es bióloga, formada por la Universidad Hebrea de Jerusalén.

El relato en el libro de Zacarías es preciso: “Y huiréis al valle de los montes, porque el valle de los montes llegará hasta Azal; huiréis de la manera que huisteis por causa del terremoto en los días de Uzías rey de Judá; y vendrá Jehová mi Dios, y con él todos los santos”, Zacarías 14: 5.

En el verso 4 del mismo capítulo de la Biblia el profeta llega a decir que el Monte de los Olivos fue “dividido en dos mitades por un valle muy grande, de modo que una mitad se movió hacia el norte. y el otro para el sur”, indicando el tamaño del terremoto, que, según los expertos, debe haber sido de 8,2 en la escala Richter.

“Este evento de magnitud 8 de 750 a.C. parece ser el más grande ya documentado en la zona de falla de transformación del Mar Muerto durante los últimos cuatro milenios”, explicó el profesor de Geología Creacionista, el Dr. Steven A. Austin.

Según el artículo de Ruth, los científicos Kate Raphael y Amotz Agnon concluyeron que al menos 11 terremotos ocurrieron en la época y región descrita por los profetas bíblicos. Sin embargo, debido a la magnitud, sólo el más fuerte fue relatado en la Biblia.

Las investigaciones se realizaron mediante la utilización del método de datación carbono-14, usando materiales orgánicos cosechados en las profundidades del Mar Muerto.

Fuente: Haaretz

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Arqueólogos encontram pedra milenar usada pelos hebreus no Primeiro Templo

A pedra conhecida conhecida como 'beca' foi usada como moeda nos tempos do Êxodo e também no reinado de Salomão. 

(Foto: Eliyahu Yanai / City of David)

Uma pequena pedra usada como moeda durante o período do Primeiro Templo da Antiga História de Israel e mencionado no Antigo Testamento foi descoberto na Jerusalém moderna.

Conhecida como "beca", a pequena pedra é agora um achado raro para os arqueólogos, com essa descoberta recente sendo localizada por um voluntário próximo ao Muro das Lamentações.

Eli Shukron, um arqueólogo que trabalha em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel, disse em um comunicado recente que a pedra de beca era única, pois sua inscrição vai da esquerda para a direita, em vez da habitual escrita hebraica, da direita para a esquerda.

"Aparentemente, o artesão especializado em criar selos ficou confuso quando usou um tipo de espelho para fazer a inscrição", afirmou Shukron, conforme relatado pelo Times de Israel na semana passada. "A partir desse erro, podemos aprender sobre a regra geral: os artistas que fizeram gravações nas pedras durante o período do Primeiro Templo foram os mesmos artistas que se especializaram em criar selos".

Apesar de ter sido usada no Primeiro Templo, nos dias de Salomão, a pedra beca já havia sido mencionada na passagem bíblica de Êxodo 38:26, na qual são citadas as diretrizes para as ofertas no tabernáculo.

"Um beca por cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário; de todo aquele que passava aos arrolados, da idade de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta", diz o trecho.

No mês passado, a Autoridade de Antiguidades de Israel e o Museu de Israel anunciaram a descoberta de uma tábua de pedra do século I d.C, que tinha a ortografia moderna de Jerusalém em letras hebraicas.

Yuval Baruch, o arqueólogo regional da IAA em Jerusalém, e o professor Ronny Reich, da Universidade de Haifa, explicaram o significado bíblico da descoberta em um comunicado no mês passado.

"Inscrições de período do Primeiro e Segundo Templo mencionando Jerusalém são bastante raras. Mas ainda mais singular é a grafia completa do nome como a conhecemos hoje, que geralmente aparece na versão abreviada. Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo conhecida onde a ortografia completa aparece", afirmou o especialista.

"Esta grafia só é conhecida em outro exemplo, em uma moeda da Grande Revolta contra os Romanos (66-70 dC). A grafia incomum também é atestada na Bíblia, onde Jerusalém aparece 660 vezes, com apenas cinco menções - de uma data relativamente tardia - tendo a grafia completa (Jeremias 26:18; Ester 2:6; 2 Crónicas 25:1; 2 Crónicas 32:9 e 2 Crónicas 25:1). "

"Esta ortografia só é conhecida em um outro exemplo, em uma moeda da Grande Revolta contra os romanos (66-70 CE). A grafia incomum é atestada na Bíblia, onde Jerusalém aparece 660 vezes, com apenas cinco menções — ou uma data relativamente tardia — tendo a grafia completa (Jeremias 26:18; Ester 2:6; 2 Crónicas 25:1; 2 Crónicas 32:9 e 2 Crónicas 25:1)".

A pedra conhecida como 'beca' já havia sido citada como moeda no livro de Êxodo e continuou sendo assim usada nos tempos do rei Salomão. 

FONTE

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Encontrado o mais antigo registo sobre Jerusalém



A pedra com inscrição hebraica de 2 mil anos (“Hananias, filho de Dodalos de Jerusalém”)

Especialistas da Autoridade de Arqueologia de Israel (AAI) encontraram uma pedra com uma inscrição de dois mil anos de idade na qual se lê “Jerusalém” em hebraico.

Encontrada numa escavação subterrânea por baixo do Centro de Convenções de Jerusalém, durante uma manutenção de uma estrada, a pedra será exibida ao público no Museu de Israel, em Jerusalém, e foi apresentada esta terça-feira à imprensa.

O texto, no qual se lê “Hananiah, filho de Dódalos de Jerusalém”, é o mais antigo em hebraico com o nome da cidade santa de forma completa e como se pronuncia hoje.

A pedra de 80 centímetros estava numa coluna de um edifício romano, onde aparece a inscrição em aramaico, escrita em letras hebraicas.

De características da época do Segundo Templo (século I d.C.) os especialistas afirmam que data da época do reinado de Herodes, o Grande.

“Como residente em Jerusalém, sinto-me emocionado por poder ler esta inscrição, feita há dois mil anos, especialmente quando penso que será legível por qualquer criança que consiga ler porque usa o mesmo alfabeto usado há dois milénios”, afirmou em comunicado o professor Ido Bruno, diretor do Museu de Israel, em referência à recuperação do idioma hebraico após o nascimento do Estado de Israel.

O arqueólogo Yuval Baruch, da AAI, e Ronny Reich, professor da Universidade de Haifa explicaram ainda que as inscrições da época do Primeiro e Segundo Templo que mencionem Jerusalém “são escassas” e, mais raro ainda, é que esteja escrito da forma como fazemos hoje, já que, normalmente – o nome da cidade -, aparece abreviado”.

“Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo onde aparece soletrada totalmente. Só foi encontrada (a palavra completa) noutro lugar, numa moeda que remonta à Grande Revolta contra os romanos (66-77 d.C.)”, acrescentou.

Além da inscrição, o Museu de Israel também colocará em exposição um mosaico grego do século VI d.C., localizado nos arredores da Cidade Velha de Jerusalém que lembra a construção de um edifício público bizantino por parte do imperador Justiniano, e a cobertura de um sarcófago do século XI d.C., com uma inscrição “Filho do Grande Sacerdote” em hebraico.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/mais-antigo-registo-jerusalem-222113

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

a rota do êxodo (arqueologia)

Durante os últimos meses tenho me dedicado de forma mais profunda ao estudo da Bíblia, e reanalisar muitas questões, para não haver erro naquilo que está escrito, e o que ensinado. Faz alguns dias atrás estava numa reunião da Igreja e alguém mencionou que Elias havia sido elevado aos céus numa carruagem de fogo. Algo que está biblicamente errado, pois a Bíblia ensina que ele foi levado aos céus num redemoinho (2Rs 2:11).

Comecei a reler a Bíblia por Génesis, de onde retirei anotações extraordinárias, e agora estou a estudar o livro de Êxodo. De momento parei na passagem pelo Mar Vermelho, e sabendo que existem duas versões a respeito do assunto, parei para pesquisar um pouco sobre qual das duas versões terá mais bases arqueológicas, pois a arqueologia e a Bíblia complementam-se. E este foi o resultado da minha pesquisa:


No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egipto. A pintura abaixo encontrada num túmulo mostra em suas inscrições que os hebreus (com barbas e arcos e flechas, armas de caça e guerra) durante um período foram submissos aos egípcios (mulatos).



Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado "papiro de Ipuwer" encontrado no Egito no início do século passado, levado para o Museu de Leiden na Holanda sendo decifrado por A Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egipto, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios. Pela descrição ele foi testemunha das pragas como as do Êxodo. A tabela abaixo compara os relatos de Ipuwer e Moisés:



Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi uma descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.



Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e os pesquisadores ainda não sabem dizem quem são os seus autores. Há também hieroglifos egípcios a respeito das minas de turqueza da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros cananitas e nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.

O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro "Sinai Photographed" in 1862. Ele concluiu que as inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o êxodo. Uma foto abaixo foi tirada em 1857 por Francis Frith.


A mais recente descoberta sobre a passagem dos hebreus no Egito foi exibida em 2003 quando dois arqueólogos israelitas concluíram estudos dos anos 30 na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 AC).

Historiadores antigos e famosos também relataram uma passagem do hebreus no Egito:  

Flávio Josefo, historiador judeu do século 1 d.C., em sua obra Josefo Contra Apion - I, 26, 27, 32, menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon quem em suas histórias sobre o Egipto nomearam José e Moisés, como líder dos hebreus. Também confirmou que migraram para uma "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.

Diodoro Siculo, historiador Grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15 a.C.) escreveu que "antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados ritos estrangeiros e cerimónias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias ".

Herodoto, historiador grego entitulado o Pai da História, escreveu o livro "Polymnia". Na seção c.89 escreve: "Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina". São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas de Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.

A Rota

O caminho para a terra dos filisteus (faixa de Gaza) era o mais curto mas para não haver confrontos a ordem foi seguir pelo caminho do deserto próximo do Mar Vermelho (Êxodo 13.17). Mesmo assim, até hoje a verdadeira rota do Êxodo é discutida e as 3 principais teorias são:


Teoria Tradicional - normalmente aceita por católicos, judeus e evangélicos. Com algumas variações com relação ao lugar exato da travessia do Mar Vermelho, defende que os hebreus teriam contornado a península do Sinai, sem sair do Egito.

Localizado no Egito por indicação do Imperador Justiniano, o tradicional Monte Sinai vem sendo usado como ponto turístico. As Bíblias atuais mostram mapas indicando lugares por onde poderia ter passado o povo Hebreu mas sem nenhuma comprovação ou evidência arqueológica. A sua localização é longe de Midiã, hoje região noroeste da Arábia Saudita.

Teoria de Ronald Wyatt - já aceita por muitos atualmente pela sua quantidade de evidências. Acredita que até o Mar Vermelho os hebreus caminharam pelo tradicional "Caminho dos Reis" atravessando o Golfo de Ácaba.

Anestesista, arqueólogo amador americano e adventista. Foi o pesquisador mais contestado, criticado e até perseguido principalmente por não ser formado em arqueologia. Contudo, o único que realmente conseguiu reunir o maior número de evidências. Em 1984 fotografou (cerca de 400 fotos) e filmou (12 horas de gravação) a região árabe mas teve o material apreendido pelas autoridades locais (suspeitavam ser um espião judeu) pois não queriam que suas descobertas fossem divulgadas. Após 8 anos de oração conseguiu reaver todo o material enviado pelos próprios árabes! Naquele momento estava hospedado num hotel na praia de Nuweiba, Egito. Morreu em Agosto de 1999.

Teoria de Emanuel Anaty - a mais recente, a mais rejeitada e a menos conhecida. Acredita que os hebreus teriam seguido o caminho para a Palestina.

Arqueólogo italiano que descobriu no deserto do Neguebe o Monte Carcom, que em hebraico significa "Monte de Deus". Sua localização é longe de Midiã. Pode ter sido um dos acampamentos hebraicos durante os 40 anos de peregrinação mas sem provas suficientes para afirmar. Situa-se entre Edom e o Egito, caminho para o Delta do Nilo utilizado por muitos quando havia fome na atual região Jordaniana.

A Travessia do Mar Vermelho

Durante muito tempo dizia-se que a travessia teria sido num lago ao norte do Mar Vermelho chamado de Mar de Juncos ou Lagos Amargos onde hoje foi aberto o Canal de Suez. Mas acredita-se que se dava este nome ao Golfo de Ácabe, um dos braços do Mar Vermelho.

Em 1988 o explorador americano Bob Cornuke defendeu a teoria de que a travessia teria sido no Estreito de Tiran, na entrada do Golfo de Ácaba, onde existe uma "ponte de terra" ("landbridge" em inglês) no nível do mar entre o Egito e a Arábia Saudita. Para ele a maré baixou e mais tarde subindo afogou os egípcios, ou seja, um evento natural. Porém, não foram encontradas evidências para comprovar sua teoria e o local é relativamente raso não sendo suficiente para afogar um exército de mais de 600 homens! A foto abaixo mostra o local.
Moisés foi claro em relatar o que viu: um vento oriental penetrou no mar formando "muros de água". É bem diferente de uma "ponte de terra"! Um evento sobrenatural provado pela arqueologia!

Mas o local onde se obteve mais indícios da travessia foi a praia de Nuweiba no Golfo de Ácaba, no Egito. É a única praia no Mar Vermelho com área suficientemente grande para suportar a quantidade de hebreus acampados (mais de 2 milhões além dos animais e objetos).

Até este ponto calcula-se que o povo hebreu teria caminhado mais de 300km durante 6 dias praticamente sem parar! Havia alimento para apenas 7 dias (Êxodo 13.6-8).

A imagem abaixo mostra uma vista aérea da praia onde está a pequena cidade de Nuweiba, onde o aluguel de equipamentos de mergulho para passeios submarinos é uma das principais atividades turísticas


Foto de satélite ampliada da região. Os caminhos brancos são estradas entre os montes. Os hebreus e os egípcios vieram do norte (Êxodo 14.2).

Outra evidência é a planície do fundo do mar nesta área. As imagens abaixo foram montadas por mapeamento topográfico, e mostram que o mar é profundo ao sul (1700 m) e ao norte (900 m) da praia formando uma espécie de ponte submersa (cerca de 110 m de profundidade)! No fundo foram encontradas rochas agrupadas em linha reta na beira desta planície fazendo-a parecer uma estrada.

A distância entre a costa egípcia e a árabe é de cerca de 18 Km e calcula-se que a largura do caminho feito pelo afastamento das águas tenha aproximadamente 900 metros. Levando-se em consideração o forte vento nas laterais e que uma pessoa leve 3 horas e meia para percorrer essa distância, estima-se que a travessia de quase 3 milhões de pessoas possa ter levado umas 6 horas.


Neste mapa a distância está em metros. A parte mais profunda da travessia assinalada é de 109m. Notar que ao norte tem 948 metros e ao sul 1720 metros, formando assim uma "ponte submersa".


Possivelmente teria sido aqui ou um pouco mais para o lado esquerdo, a festa dos hebreus (Êx 15.1-21) pois foi neste local onde foi encontrada uma coluna comemorativa erguida por Salomão. Ao fundo está a praia onde estavam acampados antes da travessia.


Esta outra mostra o local onde Faraó teria avistado o acampamento dos hebreus na praia antes da travessia (Êxodo 14.9-10). É o único caminho para a praia.


Foram encontradas duas colunas em estilo fenício sendo uma na praia do lado egípcio (Nuweiba) e outra do lado árabe. A primeira encontrada foi no lado egípcio em 1978 onde havia uma inscrição em hebraico destruída pela erosão (a parte inferior estava no mar) praticamente ilegível. A segunda, em 1984, no lado árabe e idêntica, tem a mesma inscrição em hebraico e legível com as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Jeová significando que foi erguida por Salomão, em honra a Jeová, e dedicada ao milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e a destruição do exército egípcio. Semanas depois a coluna foi retirada e colocada um marcador-bandeira em seu lugar. Os árabes não apreciam estrangeiros pesquisando em sua terra, principalmente judeus e americanos. 

Durante o reinado de Salomão, Israel foi uma potência no Oriente Médio onde obteve o controle marítimo da região (1 Reis 9.26 e II Crônicas 8.17). Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.

No Egito.

Na Arábia antes...

O local da praia onde se iniciou a travessia: A base da coluna estava sob a água e foi removida por soldados israelitas para atrás da estrada que beira a praia. Israel ocupou a região da península do Sinai entre 1967 e 1982.

O vento com força sobrenatural veio do lado árabe (das montanhas ao fundo), na direção do povo, mas se dividiu em duas correntes de ar separando as águas sob a forma de muros que, afastados criaram um caminho sem água (Êxodo 14.22). Dependendo da altura da maré no dia, esses muros de água chegavam a cerca de 100m na parte mais profunda, no meio da travessia. Quando o vento parou, a pressão do retorno das águas foi suficiente para matar e afogar os egípcios! Notar no mar a pouca profundidade no início da travessia pela sua tonalidade mais clara e a parte mais escura onde é mais profundo.

Periodicamente pesquisadores mergulham no local da travessia buscando materiais como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos. É normal o mergulho de turistas em busca das belas paisagens submarinas e alguns até encontram esses materiais.

Abaixo estão alguns dos achados no fundo do mar em profundidades de até 60m a partir de 1978:

Fêmur humano.

Agrupamento de costelas humanas

Rodas e seus eixos encrostados de corais. Foram encontradas rodas de 4, 6 e 8 raios. As rodas de 8 raios só foram fabricadas na 18a dinastia dos faraós. O rei do Egito usou toda a sua frota de carros (Êxodo 14.6-7) com todos os tipos de rodas existentes.

Passagem por Mara, Elim e Refidim

Depois de 3 dias chegaram a um local chamado Mara onde as águas eram amargas (Êxodo 15.23). Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho. 

os montes deste local arqueólogos Sauditas escavaram cavernas como a da foto abaixo. Informaram ao explorador Bob Cornuke que encontraram escrituras sobre a passagem de Moisés pelo local bem como as tumbas de Jetro e Zípora. Porém esta informação não foi confirmada.


A rocha em Horebe (Massá e Meribá), em Refidim, e uma vista da fenda por onde saía a água (Êxodo 17.6). Nota-se a erosão e o alisamento provocados pela nascente. Sua localização é próxima ao Monte Sinai (Êxodo 3.1), a menos de 24h a pé (Êxodo 19.1-2).


Ficaram alguns dias em Refidim. Foi aqui que Zípora, mulher de Moisés e seus 2 filhos (Gérson e Eliézer nascidos em Midiã) voltaram para casa contando a seu pai Jetro, como foi a fuga do povo. Em seguida, com seu pai e seus filhos, retornou para Moisés (Êxodo 18.1-4).

Também neste local ocorreu a guerra contra os amalequitas (Êxodo 17.8-13).

Na foto, o altar de Moisés "Jeová-Níssi" (O Senhor é Minha Bandeira) localizado cerca de 200m da rocha (Êxodo 17.15).


O Monte Sinai

A nomeação do tradicional Monte Sinai no Egito surgiu quando o Imperador Justiniano edificou o Monastério de Santa Catarina no ano de 527, dois séculos depois de Helena, mãe do Imperador Constantino, ter construído uma pequena igreja no mesmo vale, na península do Sinai, embora não tenha indícios arqueológicos nem relatos bíblicos do local. Mas em Êxodo 3.12 deixa claro que o monte verdadeiro fica fora do Egito e que Moisés esteve lá pastoreando quando vivia com seu sogro em Midiã.

A foto abaixo mostra o tradicional Monte Sinai que é visitado durante séculos por turistas e religiosos. O vale é pequeno e não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus (600 mil eram de homens que foram a pé) com seus animais e objetos.


O mapa abaixo mostra a sua posição geográfica e o trajeto (em vermelho) defendido por pesquisadores durante anos, mesmo sem achados que o comprovem. Mapas semelhantes estão nas Bíblias atuais.


A foto de satélite e o mapa mostram o trajeto defendido e em grande parte comprovado por Ronald Wyatt. O local chamado Etham (ou Etã) é próximo da cidade hoje conhecida como El Thamad.


O mapa abaixo mostra o trajeto pós-travessia. Notar que os hebreus voltaram a acampar em outro local do Mar Vermelho (Golfo de Ácaba) após terem saído de Elim (Números 33.10).


Em Êxodo 3.12 confirma que o Monte Sinai localiza-se fora do Egito e que Moisés esteve no local quando apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, região noroeste da Arábia (Êxodo 3.1). Portanto o Monte Sinai não poderia ser tão distante do local onde Moisés vivia, como vem sendo informado durante séculos.

Depois de realizadas buscas nas áreas da rota do Êxodo a partir de 1761, foi então encontrado na Arábia Saudita o que se chama hoje de o verdadeiro Monte Sinai. Neste lugar bastante amplo existem evidências mostradas nos livros de Moisés como pode-se ver nas fotos abaixo tiradas em 1984. Em Gálatas 4.25 confirma que o Monte Sinai fica na Arábia! Em árabe a região montanhosa se chama "Jebel El Lawz" e os árabes beduínos da região a chamam de "Jebel Musa" (Montanha de Moisés).



O local é até hoje conhecido como Horebe (Wadi Hurab)! Na verdade uma cadeia de montes que formam um "C" semelhante a um anfiteatro conforme mostra o mapa abaixo.


Mapa da região - Horebe em cor de laranja.


O pico do monte está "queimado" (carbonizado) conforme descrito em Êxodo 19.18-20, 24.17 e Deuteronômio 4.11. Exploradores quebraram algumas rochas e comprovaram que são de granito e escuras apenas por fora! É o local mais alto da região (mais de 60 metros de altura). Fica ao centro e na parte traseira da montanha.

A foto de satélite abaixo mostra a diferença geográfica entre o tradicional Monte Sinai em AZUL (na península do Sinai), e o encontrado com evidências em AMARELO (na Arábia Saudita). Em VERDE a praia onde acamparam os hebreus e a travessia do Mar Vermelho (no Golfo de Ácaba).


A Primeira Terra Santa dos Hebreus (Êxodo 3.5)

Outras evidências encontradas no local onde os hebreus teriam permanecido por cerca de 2 anos recebendo as leis e os estatutos. A foto mostra a vista para a área sagrada e para o arraial.

A: Casa da Guarda Árabe. Ao tomarem conhecimento das descobertas os árabes reconheceram a importância do local, declarando-o um sítio arqueológico.

B: Altar do Bezerro de Ouro (Êxodo 32.5,19). Situado ao pé de um monte pertencente a Horebe em frente ao Sinai a cerca de 1500 metros deste.

C: As doze colunas (Êxodo 24.4).

D: Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4).

E: Barreira de poços feita por Moisés para delimitar a área sagrada (Êxodo 19.23). O arraial dos hebreus situava-se atrás, da esquerda para a direita cobrindo toda a área entre os montes.

É evidente o contorno (em azul) da marca deixada pelo ribeiro que descia do monte até o arraial (Deuteronômio 9.21).


A água descia e acumulava nos poços dando condições ao povo de viver no local. Foram encontrados diversos vestígios desses poços.

No monte em frente ao pico existem pedras em forma de tábuas (Êxodo 23.12). Notar que há uma árvore crescendo entre as pedras. Logo abaixo destas existe uma caverna (parte escura um pouco abaixo do centro da imagem). Acredita-se ser a mesma na qual Elias se refugiou quando temeu a Jezabel (1 Reis 19.8-9), esposa do rei israelita Jeroboão.










Vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=uHFOXNrwqX0 (Arqueologia Bíblica - A Travessia do Mar Vermelho e o Êxodo.)