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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

A Tão Necessária Nova Perspetiva em Liderança



Empresários e donos de pequenos negócios – e até mesmo líderes de médias e grandes companhias – tendem a sofrer com o mesmo problema: querem controlar todas as decisões das suas organizações. As chefias geralmente têm a impressão de que alcançaram a posição que ocupam no presente devido às suas excelentes habilidades para tomar decisões. 

Embora, em certa medida, isso possa estar certo, se nós apenas considerarmos a nossa própria perspectiva, vamos perder algumas excelentes ideias e soluções. Novas perspetivas quase sempre surgem ouvindo outras pessoas. Buscar ativamente o apoio de pessoas que pensam de modo diferente proporciona uma energia nova para as nossas questões. Isto aplica-se ao design de produtos, operações da empresa e a quase tudo o mais que envolve uma tomada de decisão. 

Aqui estão algumas das vantagens de ouvirmos os outros: 

1. Tornar-se mais objetivo – é fácil criar uma caixa de ressonância se apenas ouvimos os nossos parceiros e continuamos a tomar decisões como sempre (status quo). 

2. Reavaliar os nossos pontos de vista – Podem existir coisas que tomamos como certas – quando na verdade são apenas as nossas opiniões. Ter alguém a desafiar aquelas crenças pode revelar novas possibilidades. 

3. Quebrar velhos hábitos – Convidar novas perspetivas para fazer parte das decisões que costumamos tomar pode misturar as coisas e levar-nos a assumir riscos que irão beneficiar o nosso negócio a longo prazo. 

4. Tirar benefícios da experiência – Ideias de fora da nossa área de competências promove algumas das soluções mais criativas. 

5. Desenvolver flexibilidade – Esforçarmo-nos por tentar algo novo empurra-nos para fora da nossa zona de conforto e exige que nos tornemos flexíveis. 

6. Criar líderes – Perguntar aos colaboradores qual é a opinião deles faz com que eles saibam que queremos ouvi-los. 

7. Focar no que é importante – Recuar e pedir aos demais que exponham os seus pensamentos permitir-nos-á ver tudo sob uma nova luz. 

A Bíblia diz-nos: “...Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos.” (Salmos 19:8). Perspetiva é como olhar através de uma lente. É como estar no alto de um monte, e inspecionar o panorama ao redor, adquirindo uma melhor visão de como os diferentes elementos da paisagem se relacionam entre si. De modo idêntico, cada um de nós tem uma posição – uma perspetiva – a partir da qual vemos a vida. 

Essa perspetiva pode ser definida como a nossa compreensão da importância relativa das coisas entre si. A nossa perspectiva vai afetar a forma como percebemos e reagimos ao mundo que nos cerca. Ela influencia as nossas atitudes para com relacionamentos, trabalho, dinheiro e a própria vida em si. Outras pessoas podem moldar as nossas perspectivas. 

Jesus referiu-Se à importância de termos uma perspetiva sadia. No Seu famoso Sermão da Montanha Ele desafiou a compreensão dos Seus ouvintes dando-lhes uma nova maneira de olhar para os muitos aspetos da vida. Ele declarou: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz. Mas se os teus olhos forem maus, todo o teu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de ti são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6:22-23). O modo como vemos as coisas não é apenas importante – é crucial. 

Mas, como saberemos se a nossa perspetiva é sadia, como Jesus disse? Se as circunstâncias podem influenciar a nossa perspetiva individualmente, podemos beneficiar de outras pessoas que vêem as coisas de forma diferente. Além disso, temos a Palavra de Deus para guiar-nos. O rei Davi de Israel escreveu acerca da Palavra de Deus: ela proporciona direção e uma visão clara na nossa vida. “A Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” (Salmos 119:105).

Philip Strubel

sábado, 15 de março de 2025

balanços e balanças (1)

Na véspera da sua morte, o meu pai teve uma atitude estranha. Pouco antes de dormir, ele foi à loja onde exerceu o seu negócio por mais de 60 anos e fez uma lacónica anotação num pedaço de papel, fixando-o com um prendedor de roupas em local bem visível: “Provérbios 11:1 – Eclesiastes 1:2”.  Ao conferir o conteúdo desse lembrete, constatamos duas verdades que modelaram a conduta comercial do meu Pai:  Provérbios 11:1 declara: “Balança (e balanço também!) enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer.”  Eclesiastes 1:2 adverte: “Vaidade de vaidade, diz o pregador, tudo é vaidade.” 

O mundo tem-se chocado com a onda de fraudes nos balanços de grandes corporações americanas, que ao contabilizarem receitas falsas, provocaram prejuízos de muitas centenas de milhões de dólares, tanto aos que tão somente quiseram aplicar as suas modestas poupanças, para terem um futuro mais tranquilo, como também ao capital meramente especulativo. Não menos questionável tem sido as maquiagens feitas por empresas brasileiras nas suas balanças.  Produtos com 1 kg passaram a ter 900 gramas, mas o preço ao consumidor não mudou.  Embalagens antes com 3 unidades, passaram a 5 e o preço dobrou.  Tolerava-se esse tipo de conduta quando praticada pelo Zé das Esquina.  Mas agora a sua amplitude assumiu proporções gigantescas. 

Ao comentar as fraudes em balanços, o respeitado presidente do Banco Central americano, Sr. Alan Greenspan, concluiu: “Uma ganância infecciosa parece ter tomado de assalto boa parte de nossa comunidade de negócios. Nossos guardiões históricos das informações financeiras sumiram”.  Como resgatar a credibilidade de nossos balanços e nossas balanças? Balança é medida de avaliação.  Como tal, balanço é uma variação de balança.

A lição do meu Pai é que a sua balança tinha tudo a ver com a sua relação com Deus.  Não defraudar o próximo é questão secundária, porque a primária é não defraudar a Deus.  Os pesos e medidas que usava eram precisos.  O Peso de 1 kg pesava 1 kg. E 1 metro media 1 metro.  A sua motivação não decorria do medo de rigorosa fiscalização de órgãos competentes, mas do desejo de agradar a Deus. A vaidade tem conspurcado meios empresariais e  profissionais.  O anseio de ser capa de revista, de ser laureado como o melhor do ano, de ser aplaudido e reverenciado tem resultado em quebra de princípios éticos e abandono de conduta moral íntegra. Em Wall Street piadas amargas têm circulado, como esta citada em importante semanário brasileiro: “Quem comprou US$ 1.000 em acções da Nortel há um ano tem hoje 49 dólares. Os mesmos US$ 1.000 em acções da WorldCom valem agora apenas US$ 5. Se em vez dessas acções, a pessoa tivesse comprado US$1.000 em latas de cerveja, bebendo o conteúdo e vendido as embalagens de alumínio para reciclagem, teria hoje US$ 214.  A nova moral do capitalismo é: ‘encha a cara e recicle’”  

A moral ensinada por Jesus é válida para o mundo globalizado:  “Sim, sim e  não, não;  o que passar disso vem do Maligno” (Mateus 5:37).  Conduta correcta não se molda em razão de fiscalização rigorosa, ou por causa de leis severas que punem exemplarmente os culpados, mas em razão e por causa de relacionamento pessoal com Deus.  Esta é a base de credibilidade para relações de negócios lucrativos, seguros e duradoiros.

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O Sr. Sérgio Fortes é advogado e consultor em logísticas e transportes, membro da comissão directiva de CBMC Internacional e líder de CBMC Brasil. Vive em S. Paulo, Brasil e compreende perfeitamente bem as pressões, os desafios, o stress...  bem vincados no dia-a-dia do homem comum. 

Os seus temas com as suas reflexões simples e directas, oferecem os melhores  recursos da sabedoria bíblica para ajudar a harmonizar uma liderança de  excelência na nossa vida espiritual, familiar e no bem complicado mercado de trabalho.