domingo, 26 de abril de 2026

Justiça e Justificação - parte 2



Texto relativo à segunda parte da lição online n.º 11 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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2 – JUSTIFICAÇÃO / JUSTOS (2Co 5:21; Rm 4:1-8)

2Co 5:21 - “Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nEle fossemos revestidos da justiça de Deus.” 

A doutrina da Justificação pela Fé, tão enfatizada pelo apóstolo Paulo, é uma das mensagens bíblicas da vida cristã. 

Justificação é o processo que, não só nos livra do passado como também nos prepara a fim de que nosso presente e futuro sejam diferentes (1Co 6:9-11). Deus nos lava com o Seu sangue (perdoa os nossos pecados passados), Deus nos santifica (nos separa dos pecados) e dá-nos o Seu Espírito Santo, que é força e poder, tornando-nos sempre vencedores; e assim vivemos sob orientação de Deus libertos para viver a vida abundante que Cristo nos dá (Tt 1:15).

Na justificação, Deus perdoa os pecados passados, justifica e perdoa nossos actos, erros e pecados no presente e no futuro, bastando apenas confessá-los imediatamente.

O sacrifício de Jesus é a única base da justificação pela fé. Mas este ensino não é novo. Paulo o encontrou nas páginas do Antigo Testamento e o desenvolve de maneira muito clara em Romanos 4. O perdão é uma realidade, e Deus deseja concedê-lo a todos. 

2.1. A justificação pela Fé na vida de Abraão (Rm 4:1-5; 9:22)

Abraão foi justificado pela fé e não pelas obras. Diz a Bíblia que ele creu e a fé lhe foi imputada por justiça (v. 5). Ele não foi justificado pelas obras, mas pela fé.

A ação de salvar não é da parte de Abraão, mas de Deus. A fé encontrada em Abraão tinha um firme fundamento: a promessa de Deus. E ela não estava apoiada no improvável e nem no inconcebível, mas numa promessa que Deus havia feito. Na sua fé, ele foi chamado “o pai de todos os crentes”. Se Abraão foi justificado pela fé, muito mais nós, os que cremos.

Quais foram as promessas de Deus a Abraão que o levaram a crer e a ser chamado o “pai da fé”?

a) A promessa da posse de Canaã – Gn 12:7 – símbolo da Canaã celestial, destino de todos os salvos;

b) A promessa de um filho herdeiro – Gn 15:4 – tipo de Jesus, aquele que herdaria o trono e firmaria um reino que não tem fim.

c) A promessa de que teria muitos descendentes – E, através de um deles, Jesus, todo o mundo seria abençoado – conf. Gl 3:16.

Portanto, a justificação pela fé é uma expressão da bondade de Deus e que pode ser alcançada somente:

       - pela fé (Rm 3:30)             - pela Graça (Rm 4:16)

       - no Nome de Cristo (1Co 6:11) - pelo sangue de Cristo (Rm 5:9)

       - pela ressurreição de Cristo (Rm 4:25)

Uma prova clara de justificação em nossas vidas é uma harmonia interior que todo o salvo desfruta, seguida de uma vida que não contradiz a Bíblia. Quando Deus fez aquelas promessas a Abraão, Ele pretendia alcançar todos os que cressem em Jesus (Gl 3:16).

As promessas feitas a Abraão eram espirituais e materiais.

Cada crente hoje desfruta deste privilégio que não mais se limita aos judeus – mas universalizou-se em Jesus Cristo. Apropria-mo-nos da Salvação somente mediante a fé.

2.2. A justificação pela Fé na experiência de David (Rm 4:6-8)

A justificação de David é vista no facto de Deus não ter imputado o seu pecado. E, para o Homem, visto debaixo do pecado e desejoso de se libertar dele, o salmista diz: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa pecado e bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos” (Sl 32:1,2)

Pecou, mas foi perdoado. Para os judeus que confiavam em observâncias e cerimónias, as Escrituras voltam a ferir a questão: nem pela circuncisão, nem pela Lei, mas pela fé em Cristo.

Já paraste para pensar na felicidade de uma pessoa perdoada? Vê Maria Madalena quando quebrou o seu vaso de alabastro e ungiu a Jesus (Jo 11:2), tendo regado ao mesmo tempo os pés de Jesus com as suas lágrimas. Era o regozijo, a felicidade de uma mulher perdoada. O salmista dizia: “Feliz é o homem cujos pecados são cobertos”, isto é, perdoados. E este perdão só poderá ser alcançado mediante a fé em Cristo Jesus.

Na pergunta de Job, “Como se justificará o homem para com Deus? (Job 9:2), e na interrogação do carcereiro de Filipos? “O que é necessário fazer para me salvar?” (At 16:30), encontramos uma ansiedade humana que nos recursos humanos não poderá ser satisfeita.

A resposta está na Graça de Deus, revelada em Cristo, e conferida mediante a fé. A justificação é um dom de Deus concedido ao crente (Ef 2:8,9 e Jo 3:16).

2.3. A justificação e o cristão

Rm 5:1 - “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

A Lei foi dada ao Homem, mas ela não pôde beneficiá-lo com a Salvação (Redenção), apesar de ser uma lei santa, justa e boa (Rm 7:12). A sua finalidade era agravar o pecado, ou seja, criar no Homem um sentimento de incapacidade para a Salvação. Contudo, a lei teve a missão não apenas de revelar aos homens a vontade e o padrão moral de Deus, como também de conduzi-los a Cristo, aquele que nos pode justificar pela fé.

Paulo estava convicto disso. E o que não pôde escrever como fariseu, escreveu como servo e apóstolo de Jesus Cristo. Como fariseu tinha apenas as ameaças da Lei, responsabilidades e o temor da condenação, mas como crente em Cristo desfruta de direitos e alegrias jamais experimentados em seu farisaísmo, ainda que fosse zeloso de todas as tradições.

a) O Homem nada podia fazer - Certa vez, quando Jesus falava a respeito da dificuldade do rico se salvar, dizendo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Mt 19.24), os Seus discípulos interrogaram-No dizendo: “Quem poderá pois salvar-se?” (v. 25). A resposta de Jesus não podia ser diferente: “Aos Homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (v. 26).

b) Como foi feita justiça? - A Palavra de Deus afirma categoricamente que Deus não pode fazer injustiças (Rm 9.14). E, se Deus havia condenado o pecador, como poderia livrá-lo da condenação, sem fazer injustiça? Muito simples. Ele deu o Seu Filho para ser condenado em lugar do Homem. E deu os direitos de Seu Filho a todo o Homem que n’Ele crer. A justificação do pecador é um acto divino, é uma declaração, mas não foi feita sem a execução da pena. A justificação não se baseia no perdão, mas na purificação pelo sangue, porque “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

c) Deus é amor. Em todos os tempos, todas as obras de Deus têm como base o Seu infinito amor. Deus é amor e não pode negar-Se a Si mesmo (2Tm 2.13). Assim também com a justificação do Homem perdido. Ele satisfaz as exigências da Lei, ao condenar Jesus em lugar dos pecadores. Depois, os Homens ficaram com a oportunidade de receber a Salvação por meio de Jesus. Por isso é que Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo 10.9).

d) O amor de Jesus manifesta-se na oferta voluntária. O verdadeiro amor é aquele que não exige recompensa, mas dá tudo de si em favor do objecto amado. O amor manifesta-se em amar e não em querer ser amado. Amar é dar e não receber. Amar é uma coisa que o diabo não pode imitar. Ninguém pode imitar o amor. Ao ler 1Co 13:1-7 deduzimos que o amor é a única razão que levou Deus a providenciar a Salvação do pecador (Jo 3:16), porque Deus já sabia muito bem (Ele é omnisciente), que o Homem não lhe daria nenhuma recompensa. Jesus ofereceu-se voluntariamente (Fp 2:5-8).

e) A oferta de Deus foi a vida de Seu Filho. A coisa mais difícil é o pai oferecer em sacrifício o seu próprio filho. Principalmente, se se tratar de filho único. Pois foi exatamente  o único Filho que Deus ofereceu. Essa oferta estava prefigurada na oferta de Isaac, filho único de Abraão (Gn 22.1-13). Não foi ouro nem prata que Ele ofereceu, mas o sangue de Seu Filho.

e) Processo da Justificação:

Uma pessoa que:

- crê que Jesus é o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo, sendo a encarnação do próprio Deus que se fez homem e morreu em nosso lugar para expiação pelos nossos pecados, ressuscitou e a todos oferece a vida eterna aos que crêem

- aceita-O como único caminho que conduz à Vida Eterna (Jo 3:16)

- crê que a Sua Palavra escrita é verdadeira e se cumpre no devido tempo

- reconhece-se pecador, destituído da glória de Deus, carente portanto do perdão e da misericórdia de Deus

- entrega-se ao Senhor, confia e espera n’Ele buscando o Reino de Deus em primeiro lugar em sua vida

- reconhece que Jesus é a revelação do grande amor de Deus por si e assume o compromisso de segui-lO, obedecê-lO e adorá-lO como único Deus.

…  nasce de novo, colocando-se sob o senhorio de Jesus (Jo 1:12). 

Portanto, entendemos por justificação pela fé o acto de Deus (dom de Deus – Rm 3:20-24) declarar a pessoa, que se arrepende e confessa Jesus como seu Senhor, como justo, absolvendo-o da condenação do Pecado através do sacrifício de Jesus – Is 43:25 (esquecimento dos pecados outrora cometidos); Is 44:22 e Rm 6:6-11 (desfaz o poder do pecado).

Ser justo é a capacidade ganha por Jesus Cristo em nosso favor (Graça), que nos permite chegar a Deus sem qualquer sentimento de culpa (mas de paz, Rm 5:1), inferioridade ou condenação, e sim em integridade e rectidão moral e numa posição correcta e limpa diante de Deus, do diabo, e de nós mesmos.

Mesmo que tenha sido ele o pior indivíduo, uma pária da sociedade, é agora um justo. Recebeu atestado de boa conduta. Pode andar livremente. Quando Deus olha para ele, não vê um ex-pecador. Vê um justo. E Deus vê nele a Justiça de Cristo, pois pelo sangue de Cristo ele foi purificado.

2.4 Resultado da Justificação:

Que benefícios alcançamos em Cristo? Quais os resultados desta fé em nossa vida atual?

a) Perdão para os seus pecados – Mq 7:18,19; Sl 130:4a; 1Jo 1:7c

Mq 7:18 - “Onde haverá outro deus semelhante a ti que perdoa os pecados...? (…) Esmagarás os nossos pecados debaixo dos pés, lançá-los-ás para o fundo para o fundo dos oceanos!”

Sl 130:4a - “Mas tu és um Deus que perdoa...”

1 Jo 1:7c - “... e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.”

O sangue de Jesus é poderoso para nos perdoar de todo o pecado, pois Jesus morreu por todos. Esta é a ideia da Justificação. De um lado, Deus quer perdoar; do outro lado, o Homem desejar receber o perdão e, no meio Jesus, tornando-o possível através da Sua morte e ressurreição.

Rm 5:9-11 - A ira é uma reação de Deus ao pecado. Todos os que estão no pecado são por natureza filhos da ira de Deus (Ef 2:3). A obra de Jesus Cristo é para livrar-nos desta ira. O Novo Testamento apresenta sempre os dois lados da ira de Deus: uma passada e presente (éramos, Ef 2:3), e uma futura a revelar-se no julgamento.

No presente, a Graça de Deus é a porta aberta, através de Cristo, a fim de que os Homens se livrem da ira que está por vir.

Ninguém pode, na presente vida, avaliar dimensões da ira de Deus que está para se manifestar no julgamento. A Bíblia descreve-a como sendo reservada:

- aos ímpios – Ef 5:6

- aos que se esquecem de Deus – Is 1:4

- aos de coração duro – Rm 2:5

- aos incrédulos – Hb 3:18,19

Só Jesus tem poder para nos livrar da ira de Deus quando nos transforma numa nova criatura, servindo-nos de Mediador.

b) É reconciliado com Deus e por Ele adoptado – Jo 1:12; Rm 5:11; 8:23; Gl 4:4,5; Ef 1:5 

Rm 5:11 - “E agora alegramo-nos intensamente na relação que Deus estabeleceu connosco. Tudo por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez, morrendo pelos nossos pecados e reconciliando-nos com Deus.”

Jo 1:12 - “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. Basta confiarem nele como Salvador.”

Jesus Cristo tomou os nossos pecados (Rm 8:1 – o pecado é uma barreira para o livre relacionamento com Deus), morreu na cruz e nos deu a Sua Justiça, que é apropriada pela Fé. – Hb 10:38,39 - O justo não vive de sentimentos, racionalização ou opiniões, mas de fé. A fé é o alimento espiritual do justo.

A esperança é o resultado da reconciliação com Deus, mediante a justificação pela fé. Uma vez reconciliado o crente não somente se sente liberto do cativeiro do pecado, mas também seguro, quanto ao livramento de uma condenação do pecado no futuro (Rm 5:9). O crente diante do terrível tribunal de Cristo não sofrerá o julgamento e a condenação como o ímpio, que não aceitou Jesus. Ele comparecerá diante do tribunal de Cristo mas para receber a coroa da vida (Ap 2:10).

O ímpio vive baseado no passado e no presente, porque não tem Jesus. Ele teme o futuro. Mas o crente tem uma esperança futura que o anima, conforta e dá segurança (Rm 5:4,5).

c) É justificado diante de Deus – Rm 4:5.

Rm 4:5 - “... uma pessoa que não realiza qualquer obra, mas crê em Deus que justifica o ímpio, será declarada justa por causa da sua fé.”

É declarado e considerado Justo. - Uma vez justificados... não podemos conciliar Cristo e o mundo (em breve estudaremos sobre "Como Enfrentar o Mundo”) - Fp 3:8,9.

Muitos são aqueles que querem ganhar a Cristo, sem perder nada da velha vida (natureza).

d) Tem paz com Deus – Rm 5:1

Rm 5:1 - “Sendo, pois declarados justos pela fé, temos paz com Deus, por causa daquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós.”

O sentimento de condenação é substituído pelo amor de Deus e pela reconciliação realizada. Não está em rebeldia e desobediência. Agora é filho de Deus! Uma sensação de paz, alegria, de gloriosa esperança invade o Homem pelo facto de poder dizer a Deus: Pai (Rm 8:15,16).

A paz é um fruto de uma reconciliação alcançada, de uma harmonia estabelecida, de um problema já resolvido. A consciência e os pensamentos dos cristãos estão tranquilos e sem preocupação, sem medo, temor, nem insegurança. Desfrutamos de um relacionamento e de uma intimidade com Deus, inspiramo-nos nas coisas de Deus e nelas temos prazer. Ter paz com Deus é ter paz consigo mesmo, com a sua família e com o seu próximo.

Paz é uma palavra conhecida e usada mundialmente. Há até organizações que tentam promover  a paz. Paulo afirma que a verdadeira paz só é possível aos que foram justificados (Rm 5:1). Jesus afirma que esta paz não depende de circunstâncias (Jo 14:27). Todos aqueles que vivem em Cristo, que O amam e guardam os Seus mandamentos sentirão esta paz duradoura em seus corações.

Não confunda, entretanto, paz com ausência de morte, guerra, perturbações, problemas, etc. Paz não é estar livre das situações perturbadoras. Mas, é uma capacidade interior que nos permite, em meio aos problemas, sermos superiores a eles, por causa do Poder que Jesus nos dá.

e) É galardoado / recompensado. 

O pródigo da parábola, depois de perdoado, recebe o melhor vestido, alparcas, anel e bezerro cevado (Lc 15:22-24). Jesus promete aos justificados fiéis a coroa da vida (Ap 2:10 - “... sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida.”)

O Homem justificado não será acusado no Juízo Final (Rm 8:33,34). Como poderia ser julgado um Homem sobre o qual não existe nenhuma acusação? E a Bíblia diz isso nas palavras do próprio Senhor Jesus: “Quem n’Ele crê não é julgado...” (Jo 3:18). O castigo que nos cabia sofrer, Jesus levou sobre Si (Is 53:5). Fomos restaurados e adquirimos o direito de filiação pelo qual passamos a ser chamados filhos de Deus. Se é que somos filhos e não bastardos, Cristo faz o que a lei poderia ter feito: remover a culpa do Homem.

Isto pode ser ilustrado na vida da mulher pecadora. Apanhada em adultério foi levada aos pés de Jesus para verem o que Ele dizia, e ouviram o que não esperavam. É claro que a lei mandava apedrejar os dois. E como ninguém se sentiu com autoridade para cumprir o que a lei dizia, Jesus voltou-se para aquela mulher e disse: “tão pouco eu te condeno. Vai e não peques mais.” Ser livre da ira de Deus significa ouvir dEle estas palavras: “tão pouco eu te condeno.”

O sentimento de culpabilidade é um dos males que mais aflige o pecador. Este problema só Jesus pode resolver (Mt 9:6). Deus, através de Jesus, está pronto a perdoar qualquer pecador que confessa e abandona os seus pecados (1Jo 1:9). O perdão dos pecados e a remoção da culpa é um dos resultados mais benéficos da justificação por meio da fé ao pecador (Rm 5:17). Esta bênção não é privilégio só para algumas pessoas, mas ela está à disposição de todos que aceitarem a Jesus Cristo (At 16:31; Lc 19:10; Jo 5:24).

O texto que diz: “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Rm 14.:10) não prova o contrário, pois em 2Co 5.10 explica que todos compareceremos para receber bem ou mal, logo fica esclarecido que quem vai comparecer para juízo receberá o mal; quem vai comparecer para receber o galardão, receberá o bem.

f) Tem verdadeira liberdade. Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1,2 e Jo 8:32-36)

Paulo disse... Ef 6:14... A justiça é uma couraça para nos proteger, para ficar firme contra a astutas ciladas do diabo.

Satanás odeia-nos, e levanta-se com acusações, lembranças, etc., para nos deitar abaixo, para que caias nas suas ciladas acreditando nas suas acusações.

Mais promessas de Deus para os justos:

1 – Florescerá – Sl 92:12 - “Quanto aos justos, esses crescerão e se desenvolverão como palmeiras; terão a envergadura dos cedros do Líbano.”

2 – Sustentados – Sl 37:17 - “A força dos maus será quebrada, mas o Senhor sustém os justos.”

3 – Não será abalado – Pv 10:30 - “O indivíduo reto nunca será abalado, mas os maus não ficarão na Terra.”

4 – Tem a atenção do Senhor – Sl 34:15 - “Os olhos do Senhor vigia os que se conduzem com justiça; os seus ouvidos estão atentos quando chamam por ele.”

5 – Será amparado – Sl 37:25 - “Já fui moço, e agora sou velho, e nunca vi uma pessoa justa abandonada, nem os seus filhos passarem fome”; Pv 12:13 - “O ímpio é apanhado pela sua fala pecadora; mas o justo consegue livrar-se das dificuldades.”

6 – Bem-aventurado – Is 3:10 - “No entanto, tudo correrá bem para os justos que são de Deus. Digam-lhes: Que boa recompensa vão ter pelas vossas obras!”

7 – Resplandecerão – Mt 13:43 - “Então os justos brilharão como o Sol no reino do seu Pai...”; Pv 4:18 - “Mas o caminho por onde seguem os que vivem na justiça de Deus é como a luz da autora: vai brilhando cada vez mais até se tornar dia perfeito.”

8 – Seguirá firme – Job 17:9 - “Os retos seguirão o seu caminho firmemente; os que têm um coração puro tornar-se-ão cada vez mais fortes.”

Concluindo...

O alívio de que o Homem mais precisa não se encontra em sedativos, tranquilizantes, recreações ou mudanças sociais. O dinheiro, posição social, fama, realizações – tudo poderia ser até interessante para a vida, mas não resolve o problema espiritual do Homem. Todo o problema do Homem é consequência do seu mau relacionamento com Deus. Esta dificuldade básica do Homem só Jesus pode resolver mediante confissão sincero de pecados e abandono da velha vida (Cl 3:9,10; 2Co 5:17).

Cl 3:9,10 - “E não mintam uns aos outros! Porque já se despiram da vida passada com tudo o que lhe era próprio. Agora estão revestidos de uma nova vida que se vai renovando no conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou.”

2Co 5:17 - “Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova criatura; as coisas antigas já passaram; tudo nele se fez novo.”

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