quinta-feira, 3 de abril de 2025

és justo


"... não tendo a minha justiça, que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé." (Filipenses 3:9)

Não importa o quanto você tenha estragado as coisas ontem ou quantos erros você cometeu, eu quero que você comece este dia sabendo que você é justo! Não por causa de algo que você fez, mas porque você recebeu, pela fé em Jesus, a própria justiça de Deus.

Basta olhar para os tipos de benefícios que a Palavra de Deus diz que a justiça trará:

"Os justos florescerão como a palmeira" (Sl. 92:12).

"Quando tudo vai bem com os justos, a cidade se alegra" (Pv. 11:10).

"A semente dos justos será libertada" (Pv. 11:21).

"Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações" (1 Pe 3:12).

"Pois tu, Senhor, abençoarás o justo; com favor o cercarás como com um escudo" (Sl 5:12).

"Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias" (Sl 34:17).

"Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37:25).

"Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre" (Sl 37:29).

"O Senhor ama os justos" (Sl 146:8).

Não deixe o diabo roubar de você nem mesmo uma dessas bênçãos dizendo que você não é digno delas. Expulse-o. Grite em voz alta: "Eu sou a justiça de Deus!" Então, dê um passo de fé e aproveite os privilégios que Deus preparou para você!

LEITURA DAS ESCRITURAS: Romanos 3:21-28

terça-feira, 1 de abril de 2025

Não fale — grite sua vitória!


"Do nascer ao pôr do sol, o nome do Senhor deve ser louvado." (Salmo 113:3)

Louve a Deus. Louve-o de manhã. Louve-o ao meio-dia. Louve-o à noite. Se nunca louvou a Deus em sua vida, comece agora mesmo. Louve-o pela liberdade. Louve-o pela cura e pelo Calvário. Louve-o pelo Nome de Jesus.

Você deveria estar gritando no caminho para o trabalho e gritando no caminho de volta para casa! Se há algo que o diabo não suporta, é louvor.

Se tomou território do diabo e ele está vindo contra si para recuperá-lo, este não é o momento de sentar e reclamar sobre como as coisas não estão dando certo. Não é hora de decidir que Deus tirou a mão da sua vida.

É hora de entrar na Palavra e se reancorar nas promessas de Deus. É hora de manter essa promessa constantemente diante de seus olhos e em seu coração. É hora de orar a oração da fé e tomar sua posição com base em Sua provisão. É hora de continuar a fazer as coisas que você sabe fazer.

Quando Satanás começar a sacudir sua montanha, não recue e corra para se proteger. Fale com a montanha com a autoridade que você exerce em Nome de Jesus Cristo. Então, quando terminar, comece a louvar e gritar a vitória.

Você não precisa ter medo de Satanás. Ele terá medo de si!

LEITURA DAS ESCRITURAS: Salmo 50:1-23

sábado, 29 de março de 2025

Ken Ham oferece uma visão do casamento inter-racial a partir da Bíblia e da ciência



O casamento inter-racial não existe porque a biologia e a Bíblia revelam que raça não existe, diz Ken Ham, CEO e fundador da Answers in Genesis. Ham explicou suas opiniões em um vídeo recente do YouTube.

“Primeiramente, o casamento inter-racial pressupõe que há mais de uma raça, mais de uma raça de pessoas. Na verdade, há apenas uma raça de pessoas”, disse Ham no início de seu vídeo, intitulado “Aqui está o que ATÉ OS cristãos erram sobre o casamento inter-racial”.

Ken Ham: A ciência confirma o que a Bíblia ensina

De acordo com o site Answers in Genesis, o propósito da organização é "equipar os cristãos para enfrentar os desafios da cultura, restaurar os fundamentos da igreja e compartilhar o evangelho com confiança". 

Ken Ham defendeu suas opiniões sobre raça usando as Escrituras e evidências científicas. Primeiro, ele disse, a Bíblia revela que todas as pessoas descendem de Adão e Eva. "Se isso for verdade, então biologicamente, há apenas uma raça", disse Ham, citando 1 Coríntios 15:45, que diz que Adão foi o "primeiro homem", e Gênesis 3:20, que descreve Eva como a "mãe de todos os viventes". 

"A Bíblia deixa bem claro que havia apenas um homem e uma mulher para começar", disse Ham. Ele mencionou Atos 17:26, que diz: "De um só homem ele fez todas as nações, para que habitassem toda a terra; e ele marcou seus tempos determinados na história e os limites de suas terras". 

“Biologicamente, então, há apenas uma raça, o que é muito, muito interessante”, disse Ham, continuando a observar que no ano 2000, o Projeto Genoma Humano também descobriu que “há apenas raça”.

“Eles estão apenas confirmando o que a Bíblia ensina”, disse Ham, “que todos nós voltamos a Adão e Eva”. 

“Agora, por que vemos tantos grupos diferentes de pessoas na Terra hoje?” Ham perguntou. “E as cores diferentes? Não há pessoas negras e pessoas brancas?”

“Bem, antes de tudo, não existem pessoas negras e não existem pessoas brancas”, disse Ham. “Tecnicamente, todo ser humano tem a mesma cor de pele.” Só que nossa melanina varia dependendo da nossa genética.

Ham atribui “as diferenças que vemos em grupos de pessoas ao redor do mundo” ao que aconteceu com a Torre de Babel em Gênesis 11, quando Deus espalhou as pessoas por todo o mundo, dividindo-as pela língua.

“Como esses grupos eram isolados dependendo de quem se casava com quem, quais combinações de genes sobreviviam, etc., o quanto eles se misturavam ou não com os outros, você acaba com grupos de pessoas distintos, mas não raças”, disse Ham. “Isso significa que não existe casamento inter-racial biologicamente. Isso significa que também não existem filhos birraciais.”

Ham disse que na verdade já teve pastores que lhe disseram: "E o fato de Deus ter dito aos israelitas para não se casarem com os cananeus? Eles não estavam mantendo as raças separadas?"

"Isso não tinha nada a ver com biologia", disse Ham. "Tinha tudo a ver com o estado espiritual do coração das pessoas", porque os cananeus adoravam deuses falsos.

Ele deu como exemplo bíblico a prostituta Raabe, que era uma cananeia que ajudou o povo de Deus, conforme descrito em Josué 2. Ela era etnicamente cananeia, mas foi incluída na genealogia de Jesus e também mencionada em Hebreus 11 como uma "grande pessoa de fé".

"Agora, há um casamento inter-racial contra o qual a Bíblia fala, mas não é biológico", disse Ham. "É espiritual". Ele citou 2 Coríntios 6:14, que adverte os crentes contra o casamento com descrentes.

Líderes da Igreja Negra sobre a "Teologia Daltônica"

Embora as visões de Ken Ham estejam alinhadas com a ideia de raça ser uma construção social, ele também parece promover a ideia de "daltonismo", um conceito ao qual vários líderes cristãos negros se opõem. O Dr. Eric Mason, pastor da Epiphany Fellowship na Filadélfia, chamou isso de uma "falsa doutrina" que nega "racismo e injustiça para com os afro-americanos, o que não está em sintonia com o evangelho baseado em Gálatas 2".

O pastor e autor Mika Edmonson listou várias passagens da Bíblia mencionando as "nações" em apoio à ideia de que a "teologia daltônica nega" uma série de promessas e mandamentos de Deus envolvendo diferentes grupos de pessoas.

“A teologia daltônica nega… o poder de Cristo de curar divisões raciais, disparidades e injustiças ao ignorar seu impacto contínuo”, disse Edmonson, e “mina a unidade na igreja ao se recusar a reconhecer diferenças étnicas significativas ou abordar problemas significativos”. 

Além disso, nega “o comando de Cristo de amar ao próximo ao se recusar a ver ou amar os outros em sua particularidade cultural. Sugere que não há nada sobre a cultura de seu próximo para realmente ver ou apreciar”. 

Em resposta a um pedido de comentário, Ken Ham citou 1 Samuel 16:7, que diz: “Mas o SENHOR disse a Samuel: ‘Não olhe para sua aparência ou para sua estatura física, porque eu o rejeitei. Pois o SENHOR não vê como o homem vê; pois o homem olha para a aparência exterior, mas o SENHOR olha para o coração.’” 

A porta-voz Melany Ethridge também direcionou as pessoas a este recurso de Ham “para entender o cerne dos comentários de Ken”.

FONTE: aqui



5 verdades sobre implantação de igrejas hoje

como ser eficiente na formação de discípulos no século vinte e um.

Com seu corte de cabelo black power e uma barba esculpida, ele parecia mais um músico pop do que um implantador de igrejas. Na verdade, ele era ambos. Ele e alguns amigos estavam alcançando os jovens nas favelas de São Paulo, no Brasil, oferecendo aulas gratuitas de música. O jovem veio à nossa consultoria de implantação de igrejas para ver o que poderia aprender.

Como costuma acontecer nestas reuniões, o jovem implantador de igrejas brasileiro nos ensinou algumas lições importantes.

Conhecimentos coletivos de implantação de igrejas

Ele é um dos 436 latino americanos que juntamente com um grupo semelhante de europeus se juntaram às consultas de um dia organizados pela rede temática de Lausanne de implantação de igrejas. Desde seu lançamento em 2014, a rede juntou diversos implantadores de igrejas, missionários, líderes emergentes, teólogos, pesquisadores e líderes denominacionais de 20 cidades do Brasil, América Central, Croácia e Espanha, para discutir como melhorar a eficiência em cumprir a grande comissão.

Dados de estudos e discussões de mesa redonda revelam um interesse universal na implantação de igrejas saudáveis, assim como os desafios em comum que implantadores têm no mundo todo.[1] As consultas produziram uma mistura rica de experiência, sucessos, fardos e aspirações. Após peneirar e refletir, condensamos estes conhecimentos coletivos em Cinco verdades simples sobre a implantação de igrejas no começo do século vinte e um, na esperança de iniciarmos uma discussão ainda maior sobre as questões:

1 O desafio mais urgente que encaramos é fazer discípulos da próxima geração.

Os implantadores de igrejas na América Latina e Europa expressaram sua preocupação sobre como fazer discípulos na próxima geração. A juventude atual, especialmente na cultura urbana pós-moderna não têm interesse em “religião organizada”. As igrejas evangélicas nestas comunidades estão atraindo poucos jovens. De fato, mais membros da próxima geração estão deixando em vez de se juntar às igrejas.

“Você tem que falar para essa criançada logo de cara que você é cristão e quer que eles conheçam o Senhor

Essa notícia é ruim. A boa notícia é que estes mesmo jovens estão mais interessados do que nunca em conhecer Jesus, e se tornarem seus seguidores mais entusiasmados se apresentados ao evangelho. Eles também são maravilhosamente efetivos em fazer discípulos de outros jovens urbanos pós-modernos.

O jovem músico implantador de igrejas de São Paulo nos disse: “Falamos para os jovens logo de cara que enquanto estiverem aprendendo violão ou teclado, também vão aprender sobre Jesus. Eles não entram no programa sem concordar com isso.”

As pessoas se surpreenderam com isso. Sua tática vai contra os princípios ensinados em aulas missionárias. Deve-se primeiro construir relacionamentos com um grupo-alvo, segundo a tradição, investindo meses ou até anos antes de “ganhar-se o direito” de apresentar o evangelho às pessoas.

“Isso não funciona para nós”, diz o jovem, “você tem que falar para essa criançada logo de cara que você é cristão e quer que eles conheçam o Senhor. Se você esperar para abordar o assunto mais tarde, eles acham que você as enganou e deixam o curso”. Depois ele explicou que as crianças da favela têm mais vontade de fazer aulas de música quando Jesus é parte do currículo.

2 Devemos aprender e seguir a eclesiologia bíblica.

O Novo Testamento revela como a igreja primitiva foi constituída para realizar a grande comissão. Apesar das ameaças de ostracismo social, perseguição oficial e heresia interna, a primeira geração dos seguidores de Jesus fez discípulos fiéis de seus compatriotas mais rápido do que em qualquer outro momento da história. Acreditamos que hoje, se aplicarmos a eclesiologia do Novo Testamento os resultados serão incríveis.

A convicção de Alan Hirsh é convincente em seu livro “The Forgotten Ways: Reactivating the Missional Church” (“As rotas esquecidas: reativando a igreja missionária”, em tradução livre). Hirsh acredita que podemos fazer da igreja nos dias de hoje o mesmo que os apóstolos fizeram no primeiro século. Ele oferece cinco marcas essenciais de eclesiologia bíblica para nos ajudar a recuperar a genialidade da igreja apostólica:

icon-christ1.Cristo é o centro (foco em Deus).

icon-disciples2. Cristo é reproduzido de forma contínua (fazendo discípulos).

icon-love3. Cristo manifesta seu amor através dos membros (comunhão compassiva).

icon-body4. Cristo trabalha através de cada fiel no Corpo (sacerdócio universal).

icon-globe5. Cristo redime toda a criação através da igreja (missão externa).

Nas consultas de implantação de igrejas de Lausanne, perguntamos aos participantes: “Quais destas cinco características da igreja do Novo Testamento é a mais urgente para a recuperação da igreja no seu país?”

As respostas variam muito, dependendo dos diferentes contextos históricos e sociais:

  • Na América Central (El Salvador, Honduras, Guatemala e Nicarágua), os líderes sentem que o desafio mais urgente da igreja é fazer discípulos.
  • Por outro lado, os brasileiros mencionam com frequência que precisam colocar Cristo no centro da igreja novamente.
  • Nos Balcãs, os líderes confessaram que uma grande necessidade é permitir que cada cristão obtenha um lugar, que é seu por direito, no sacerdócio.
  • Os líderes espanhóis identificaram a falta de visão missionária como seu desafio principal.

3 Cada cristão é parte do sacerdócio universal de fiéis, e compartilha a responsabilidade e autoridade.

Em um estudo que conduzimos na Espanha, 150 ministros de grupos jovens compartilharam suas ideias sobre como alcançar a próxima geração para Jesus. Eles expressaram fortemente sua opinião de que precisamos de novas expressões de igreja que enfatizam que todos são parte do ministério. Eles salientaram que os jovens têm a tendência de se entediarem e deixarem os grupos quando não são mais valorizados como indivíduos e deixam de ter oportunidades de contribuir.

Nós precisamos de novas expressões de igreja que enfatizam que todos são parte do ministério

Em Alcala de Henares na Espanha, um grupo de oito cristãos se frustrou, pois não estavam ativamente envolvidos na missão de Deus em suas cidades. Então, com muito cuidado para manter a paz com suas respectivas congregações, decidiram alugar uma loja vazia no térreo de um condomínio populoso em uma região de baixa renda da cidade. O grupo começou com atividades que aplicavam os dons únicos de cada pessoa, como um clube de scrapbooking, aulas de conversação de inglês, e exercícios aeróbicos para mulheres muçulmanas. Logo, o grupo dava as boas-vindas a 50 pessoas não cristãs para uma ou mais de suas atividades baseadas na Bíblia.

A esposa de um presbítero expressou sua satisfação entre lágrimas de alegria: “Ninguém nunca tinha me dado uma oportunidade assim, de expressar minha fé de formas que combinam com minhas motivações e talentos”. Eventualmente, uma das igrejas domésticas do grupo notou e aplaudiu os esforços. Quando escrevemos este artigo, a congregação estava considerando como liberar mais de seus membros para o campo missionário local, utilizando o projeto piloto como seu modelo.

4 Os cristãos devem colaborar uns com os outros para impactar o mundo.

A conversa sincera de Jesus com o pai, registrada em João 17 nos deu uma chave para alcançar sua geração, esta geração e todas as outras gerações futuras: “Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17:20b-21).

Muitos cristãos hoje não compreendem por que há tantos “silos” no mundo cristão. Pior ainda, eles estão muito confusos sobre por que as pessoas nestes silos não trabalham juntos, nem mesmo conseguem se dar bem um com a outra.[2]

Quando desafiado a determinar o que estava limitando seu impacto, a resposta foi: “É porque não trabalhamos juntos como um corpo.”

Em 2016, nossa rede teve uma consulta de um dia na Croácia com a participação de 25 líderes denominacionais de todo o país. A apreensão sobre a reunião prevaleceu, devido aos atritos históricos entre as denominações. De fato, quando perguntamos o que considerariam um bom resultado da reunião, um líder respondeu: “Qualquer coisa desde que ninguém saia sangrando.”

A reunião correu bem, sem fatalidades a serem registradas. No entanto, muitos estavam chocados em ouvir de um estatístico local que a Croácia tem somente 178 igrejas apesar da população de quatro milhões. A taxa de crescimento é de cinco novas igrejas por ano.

Quando desafiado a determinar o que estava limitando seu impacto, a resposta foi: “É porque não trabalhamos juntos como um corpo.” Esta descoberta ajudou a quebrar a tendência solitária e construir relacionamentos uns com os outros. Eles então formaram uma plataforma nacional de implantação de igrejas com uma visão compartilhada de alcançar a Croácia.

Durante a última década, diversos movimentos de plantação de igrejas de base na Europa romperam as barreiras que separavam o Corpo de Cristo. Identificamos alguns elementos em comum nas redes colaborativas que levam ao sucesso:

icon-leaderUm líder catalisador que tem paixão em juntar o Corpo de Cristo para alcançar um grupo-alvo;

icon-statsEstatísticas úteis que revelam as taxas atuais de crescimento e áreas com maior necessidade de implantação de igrejas;

icon-strategyEstratégias amplamente compartilhadas que impulsionam a implantação de igrejas;

icon-placeUm local para interação, para o aprendizado e para aguçar a visão.

5 As redes unificam o Corpo de Cristo.

O Movimento de Lausanne está nos ensinando a não confundir a globalização do Cristianismo com a união do Corpo de Cristo. O mundo do Cristianismo nesta geração está crescendo de forma impressionante, nas mais diversas culturas e baseado nas mais diversas tradições teológicas. A “igreja do hemisfério norte” na Europa e América do Norte opera de forma completamente diferente da “igreja do hemisfério sul”, onde as igrejas locais estão em pleno crescimento. Segundo Wesley Granberg-Michaelson:

A fenda teológica entre estes dois mundos continua a crescer, à medida que o centro de gravidade do cristianismo continua a se deslocar para o hemisfério sul… Eu acredito que a separação entre estes dois mundos constitui o maior desafio para a união da igreja no século 21… Isso ressalta a necessidade urgente de construirmos novas redes de relacionamento. Estas redes precisam ser criadas intencionalmente de forma que atravessem as divisões geográficas, teológicas, institucionais e geracionais. Espero que tais redes continuem a se multiplicar e crescer em diversidade.[3]

Redes precisam ser criadas intencionalmente de forma que atravessem as divisões geográficas, teológicas, institucionais e geracionais

Redes de implantação de igrejas são uma das categorias de diversos movimentos de colaboração que fazem parte da grande comissão. Algumas das redes são informais com conexões também menos formais, outras foram organizadas e generosamente financiadas para este propósito. A classificação das redes não importa, mas sim que elas são uma resposta à oração de Jesus: “Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti…para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17:21).

“Para que o mundo creia” deve ser o objetivo de todo implantador de igrejas. É verdade que algumas igrejas hoje estão focadas em “plantar a bandeira” de certa denominação em territórios que até o momento não foram reivindicados, ou para acomodar um grupo demográfico que não se sente confortável com sua igreja mãe. No entanto, Jesus tinha um propósito diferente para a igreja que ele estava construindo.

A igreja se formou à medida que os discípulos de Jesus se multiplicavam. Ela continua a existir e a fazer mais discípulos de Jesus. Este é seu principal propósito. “A missão não foi criada para a igreja; a igreja foi criada para a missão – a missão de Deus”, ressalta o teólogo britânico Chris Wright.[4]

Então se queremos que a implantação de igrejas seja efetiva no século 21, os implantadores de igreja devem obedecer ao comando de Jesus dado no primeiro século: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” (Mt 28:19-20a).

Concluímos com isto, a mais simples verdade sobre implantação de igrejas.

Endnotes

  1. Nota do Editor: Leia o artigo de Ken Parks: “Terminando os 29% ainda não alcançados pela evangelização mundial”, na edição de maio da Análise Global de https://lausanne.org/pt-br/recursos-multimidia-pt-br/agl-pt-br/2017-05-pt-br/terminando-os-29-ainda-nao-alcancados-pela-evangelizacao-mundialLausanne. Veja também o artigo ‘What We Call the Edge, God Calls the Center’, (em tradução livre, “O que chamamos da beirada, Deus chama de centro” – artigo disponível somente em inglês) na edição de julho 2015 da Análise Global de Lausanne https://lausanne.org/content/lga/2015-07/what-we-call-the-edge-god-calls-the-center
  2. Nota do Editor: Leia também o artigo de Thomas Albert Howard, intitulado “Um chamado pela união cristã pela grande comissão: o 500º aniversário da reforma protestante”, nesta edição de novembro de 2017 da Análise Global de Lausanne
  3. Wesley Granberg-Michaelson, From Times Square to Timbuktu: The Post-Christian West Meets the Non-Western Church (Grand Rapids: Eerdmans, 2013), 19-20, 70. 
  4. Christopher J. H. Wright, A Missão de Deus, desvendando a grande narrativa da Bíblia (São Paulo, Vida Nova, 2014), 62. 

David Miller

David Miller e sua esposa Barbara servem desde 1980 na Bolívia como evangelistas itinerantes e professores da Bíblia entre os povos nativos nos Andes. Formado em jornalismo, David também trabalhou como editor executivo do Compass Direct News, relatando sobre a perseguição dos cristãos no mundo. Ele serviu como Coordenador Regional da Global Missions of the Church of God antes de assumir a coordenação da Rede de Lausanne de Implantação de Igrejas na América Latina, em 2015. Ele é autor da obra “The Lord of Bellavista: The Dramatic Story of a Prison Transformed” (“O Senhor de Bellavista: a história dramática de uma prisão transformada”, em tradução livre).


FONTE: AQUI

Competindo pela verdade dentro da epidemia de “notícias falsas”


O testemunho cristão na sociedade de pós-verdades

“A verdade foi destruída e desapareceu dos seus lábios”, Jr 7.28.

Vivemos hoje numa sociedade de pós-verdades. O adjetivo pós-verdade foi a palavra do ano de 2016 do dicionário Oxford. Ele se refere às “circunstâncias nos quais fatos objetivos são menos influentes na formação de opiniões públicas do que o apelo emocional”. Isto descreve perfeitamente as campanhas políticas de 2016 que levaram à votação pelo “Brexit” no Reino Unido e à eleição presidencial nos Estados Unidos.[1]

Casper Grathwohl, presidente da Oxford Dictionaries, disse que a crescente popularidade do termo “está sendo impulsionada pelo crescimento das mídias sociais como fonte de notícias e pela crescente falta de confiança nos fatos oferecidos pela mídia estabelecida”. Ele sugere que o termo irá se tornar “uma das palavras que definirá a nossa época”.[2]

Grathwohl insinua que o termo pós-verdades está intrinsecamente conectado com o dilúvio de “notícias falsas” que temos experimentado. Jonathan Freedland escreve: “Nesta era de pós-verdades políticas, aquele que não hesita em mentir pode ser rei. Quanto mais descarada a desonestidade, menos ele se importará em ser descoberto em flagrante e mais poderá prosperar. E aqueles pedantes que ainda estão presos aos fatos, evidências e todas as outras coisas desinteressantes, são deixados para trás, enquanto ainda começam amarrar seus sapatos, a mentira já se espalhou por metade do mundo. [3]

As mudanças no cenário de notícias

As “notícias falsas” afetam muito mais do que somente a política, e recentemente tem caracterizado a esfera da vida pública num grau alarmante.

Por que as “notícias falsas” se alastram como um fogo incontrolável pelo cenário da mídia? As agendas políticas são um fator importante que alimenta as chamas. As “notícias falsas” afetam muito mais do que somente a política, e recentemente tem caracterizado a esfera da vida pública num grau alarmante. Sempre houve políticos desesperados que mentissem para se promover, e a propaganda política é uma ferramenta essencial para qualquer estado totalitário. No entanto, parece que existe algo bem diferente acontecendo no cenário político atual, pelo menos no Ocidente.

Pelo menos dois aspectos podem ser diferenciados:

- Em primeiro lugar, as mídias sociais permitem que qualquer pessoa possa comunicar qualquer coisa em qualquer momento a um grande público. Donald Trump exemplificou isso bem durante sua campanha eleitoral de 2016 ao usar o Twitter para publicar conteúdo inflamatório ou mentiras descaradas, mas que ressoavam bem com seu público alvo.

- Em segundo lugar, as mídias sociais se tornaram a principal forma de acessarmos as notícias; portanto, o lucro dos veículos de comunicação bem estabelecidos está caindo. Eles desesperadamente buscam mais cliques no seu conteúdo para aumentar as receitas de publicidade. A editora chefe do The Guardian, Katharine Viner Second, lamenta que: “A nova medida de valor para diversas organizações de notícias é a ‘viralidade’ e não a verdade ou qualidade”[4]

“Todos são gananciosos… todos praticam o engano”, Jr 6.13; 8.10.

As “notícias falsas” também são impulsionadas pela ganância. Grande parte delas são inventadas por um grupo de adolescentes em Veles na Macedônia.[5] Eles descobriram que ao publicar notícias sensacionalistas conseguiam atrair um grande número de visitas a sites falsos e agora estão se tornando ricos vendendo espaço publicitário. Estes adolescentes se tornaram mestres em criar manchetes que fisgam cliques. É interessante que a maior parte das “notícias falsas” da Macedônia são pró-Trump; os boatos pró-Clinton publicados durante a campanha eleitoral norte-americana atraíram muito menos tráfego.

A Macedônia não é a única fábrica de “notícias falsas”:

O governo tcheco tem um departamento que confronta o fluxo de “notícias falsas” que poderia desestabilizar as eleições gerais em outubro de 2017. O fluxo de histórias falsas (grande parte das quais são sobre os imigrantes) vem de websites que, segundo o governo tcheco, são apoiados pelo governo russo.[6]

- Em Burundi, os jornalistas acusam o presidente Pierre Nkurunziza de utilizar “notícias falsas” para inflamar tensões étnicas, ao mesmo tempo em que ele desconsidera relatórios da UE e da ACNUR como fonte de mentiras e de abuso dos direitos humanos.[7]

No entanto, as “notícias falsas” nem sempre são criadas com propósitos específicos. Frequentemente na mídia social, especialmente depois de alguma atrocidade ou desastre, reportagens não verificadas e simplesmente displicentes se espalham rapidamente. Qualquer pessoa que esteve no Twitter após os incidentes terroristas recentes na Europa Ocidental sabe quanta “informação” conflitante estava circulando.

Cascatas de informação e bolhas dos filtros

De acordo com o Público Online, dos órgãos de comunicação em Portugal, mais de 80% já difundiram notícias falsas baseadas nas redes sociais. 

Independentemente da origem, as “notícias falsas” dependem da mídia social para se espalharem de forma ampla e rápida. Um estudo feito em 2016 pelo Pew Research Center sugere que 23% dos adultos americanos compartilharam “notícias falsas”, quer conscientemente ou não.[8] Precisamos olhar para as razões psicológicas e sociais que levam as pessoas a compartilharem essas notícias.

As plataformas de mídia social conseguem persuadir os usuários a compartilhar conteúdo através da prova social. Quanto mais curtidas ou compartilhamentos uma postagem tem, maior a probabilidade dela ser curtida ou compartilhada. desta forma, ela continua se espalhar por círculos cada vez maiores acumulando mais curtidas e compartilhamentos. Não é muito difícil desenvolver uma cascata de informações impossível de ser parada.

Também compartilhamos postagens que nos afetam emocionalmente: se algo nos faz rir ou chorar ou nos deixa bravos, nós compartilhamos. Compartilhamos coisas somente porque a manchete ou imagem estimulou os centros de prazer do cérebro, mesmo sem termos nos engajado com o conteúdo. Se mais tarde vemos outra notícia revelando que compartilhamos um fato falso, ela nos afeta menos. Uma refutação não estimula os centros de prazer do cérebro, então não nos importamos em compartilhar. Em outras palavras, nossa reação a muito do que vemos dentro das mídias sociais é primordial, não racional.

Todos temos a tendência psicológica de nos agarrarmos às informações que confirmam as ideias que já temos.

Temos também a questão do preconceito. Todos temos a tendência psicológica de nos agarrarmos às informações que confirmam as ideias que já temos. Por outro lado, nós evitamos ou rejeitamos qualquer coisa que nos desafia. Então, prontamente acreditamos em qualquer ideia que se funde com os nossos valores e visões de mundo existentes, deixando de lado qualquer coisa que represente uma ameaça aos nossos ideais.

Mesmo sem todos esses fatores, as plataformas de mídia social ainda seriam “bolhas dos filhos”.  Quando curtimos e clicamos em postagens do Facebook, o algoritmo da plataforma nos oferece mais do mesmo tipo de postagem, e menos do conteúdo ao qual não reagimos. Dia-a-dia, as nossas linhas do tempo se tornam cada vez mais cheias de postagens que reforçam nossas perspectivas, quer verdadeiras ou não.

A verdade tropeça pelas ruas

Quando os “fatos alternativos” tomam o lugar da verdade, a cultura está em grande perigo. Para Katharine Viner: “Isto não significa que a verdade não exista. Simplesmente significa… que não conseguimos chegar a um consenso sobre o que significam essas verdades, e quando não há consenso sobre a verdade e não há forma de alcançá-la, em seguida vem o caos.”[9]

A avaliação do profeta Isaías sobre sua sociedade é incrivelmente relevante: “Assim a justiça retrocede, e a retidão fica à distância, pois a verdade caiu na praça e a honestidade não consegue entrar. Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque”, Is 59.14-15; veja também Jr 9.3-6.

Quando o discurso público não tem valor e se torna mais um ponto de vista competindo para se tornar “fato”, o debate sobre a verdade do evangelho se torna muito mais difícil.

As implicações para a igreja são muito sérias. Quando o discurso público não tem valor e se torna mais um ponto de vista competindo para se tornar “fato”, o debate sobre a verdade do evangelho se torna muito mais difícil. Aqueles que insistem na existência de uma verdade verdadeira são rapidamente descartados por serem considerados fanáticos e sua mensagem é ignorada. Qualquer apelo à uma fonte de autoridade, tal como a Bíblia, é neutralizada e rotulada de “notícia falsa” antiga.

Para onde seguiremos?

Paulo segue Isaías ao insistir que suprimir a verdade incita a ira de Deus (Rm 1.18). Será que Deus irá “nos entregar” à nossa busca de sentimentos ao invés da verdade, de forma que Ocidente perderá totalmente o seu fundamento e caia no caos? Ou será que iremos abraçar a verdade e a sabedoria novamente e deixar para trás a bagunça relativista na qual estamos nos afundando? Nós devemos orar para que o Ocidente escolha a segunda rota e que os países em desenvolvimento não se infectem pela doença da pós-verdade.

Eu vejo sinais de que as pessoas e até as empresas de mídia estão cada vez mais preocupadas com o estado atual da nossa sociedade. Por exemplo, Mark Zuckerberg se comprometeu em atacar as “notícias falsas” no Facebook[10] e o The New York Times prometeu “um foco renovado na verdade e transparência”,[11] Será que as pessoas estão percebendo novamente o quão vital é a verdade para a sociedade? Ou será que é apenas uma desaceleração momentânea enquanto caminhamos rumo ao declínio? O papel que os cristãos desempenham na sociedade poderia ser o fator decisivo.

Respondendo às “notícias falsas”

Os cristãos deveriam ser apaixonados pela verdade, porque seguimos àquele que é a verdade (Jo 14.6). No entanto, fazer isso é inconveniente e desconfortável: faz com que nos tornemos impopulares e requer coragem. Entretanto, não devemos nos acanhar. Isto significa não somente acreditar na verdade de forma intelectual, mas vivê-la dia a dia.

“O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade”, Pv 12.22.

É tentador compartilhar informações que se encaixam de forma confortável no nosso ponto de vista, quer tenhamos certeza ser verdade ou não. No entanto, nunca devemos nos tornar como as pessoas sobre a qual Paulo nos avisa: “segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos”, 2 Tm 4.3. Em vez disto, precisamos resistir aos nossos vieses de confirmação, e questionar as afirmações que vêm ao nosso encontro. Não podemos assumir que a “prova social” comprove tudo. Devemos nos comprometer em descobrir a verdade, isto inclui fazer nosso melhor para garantir quais fontes de informação utilizamos.

Os cristãos deveriam ser apaixonados pela verdade, porque seguimos àquele que é a verdade (Jo 14.6)

Nosso compromisso com a verdade deve nos levar além do que simplesmente reportar e compartilhar coisas que são verdadeiras. Devemos estar preparados para desafiar afirmações e manipulações falsas, e apresentar pontos de vistas alternativos e compartilhar perspectivas novas (Jr 7.27-28; Jo 16.7-11). Se é para a igreja ter um papel profético dentro da sociedade, devemos ousar em falar precisamente sobre as verdades bíblicas que mais desafiam e trazem desconforto para a sociedade. Oremos para que tenhamos coragem de fazer isso.

Notas finais

1. Nota do Editor: Veja o artigo de Darrell Jackson entitulado ‘BREXIT e seu impacto sobre as missões europeias” (em inglês) na edição de setembro de 2016 da Análise Global de Lausanne. Leia também o artigo de Thomas Harvey: “Os cem primeiros dias de Trump” nesta edição da AGL. 

2. ‘Oxford Dictionaries Word of the Year 2016 is . . . Post-truth’, Oxford Dictionaries, 16 November 2016. 

3. Jonathan Freedland, ‘Post-truth politicians such as Donald Trump and Boris Johnson are no joke’, The Guardian, 13 May 2016. Mark Twain is credited (falsely, ironically) with saying ‘A lie will go round the world while truth is pulling its boots on’ (or lacing its boots). The Victorian preacher C.H. Spurgeon quoted the saying in Gems from Spurgeon (1859), referring to it as ‘an old proverb’. 

4. Katharine Viner, ‘How technology disrupted the truth’, The Guardian, 12 July 2016. 

5. Emma Jane Kirby, ’The city getting rich from fake news’, BBC Magazine, 5 December 2016; Samanth Subramanian, ‘The Macedonian Teens Who Mastered Fake News’, Wired, 15 February 2017. 

6. Robert Tait, ‘Czech Republic to fight “fake news” with specialist unit’, The Guardian, 28 December 2016. 

7. Rossalyn Warren, ‘”Fake news” fuelled civil war in Burundi. Now it’s being used again’, The Guardian, 4 March 2017. 

8. Michael Barthel, Amy Mitchell and Jesse Holcomb, ‘Many Americans Believe Fake News Is Sowing Confusion’, Pew Research Centre, 15 December 2016. 

9. Katharine Viner, ‘How technology disrupted the truth’. 

10. Mark Zuckerberg, Facebook note, 13 November 2016. 

11. Minda Smiley, ‘”We are preparing for the story of a generation”: New York Times executive editor Dean Baquet discusses covering President Trump’, The Drum, 12 March 2017. 

Tony Watkins - Tony ajuda líderes cristãos a desenvolver com uma compreensão melhor de como a Bíblia (especialmente os profetas) se relaciona com a mídia atual. Ele é parceiro de diversas organizações, incluindo Damaris Norway e a Rede de Envolvimento com a Mídia de Lausanne, a qual serve como coordenador. É professor convidado da escola de Jornalismo e Comunicações da Norwegian School of Theology and Gimlekollen, na Noruega. Tony é o autor de “Focus: The Art and Soul of Cinema and Dark Matter: A Thinking Fan's Guide to Philip Pullman” (em tradução livre, “Foco: a arte e alma do cinema de matéria escura: um guia para os fãs pensantes de Philip Pullman”). É também co-autor de sete outros livros. Visite tonywatkins.uk para acessar recursos gratuitos sobre a mídia e a Bíblia.


sexta-feira, 28 de março de 2025

deixe o mundo saber



"E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que hão de crer em mim, por meio da sua palavra. ...para que sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados em unidade; e para que o mundo saiba que tu me enviaste." (João 17:20,22-23)

Ao longo dos anos, a Igreja criou todos os tipos de maneiras elaboradas de evangelizar o mundo. Nós nos reunimos, traçamos planos e estratégias e arrecadamos dinheiro para isso. Mas, apesar de tudo, raramente mencionamos o plano que Jesus nos deu.

A maioria dos crentes nem percebe que Ele nos deu a chave para vencer o mundo, mas Ele o fez. Ele orou sobre isso logo antes de ir para a Cruz. Ele pediu ao Pai que nos levasse a um lugar de tal unidade uns com os outros e com Ele que o mundo soubesse que Ele havia sido enviado por Deus.

Se você, eu e todo o resto do Corpo de Cristo nos reuníssemos e começássemos a amar uns aos outros, evangelizaríamos o mundo tão rápido que faria sua cabeça girar. É verdade. Mas até recentemente, estávamos ocupados demais brigando uns com os outros e ficando com nossos sentimentos feridos para pensar muito sobre isso.

Mas, louvado seja Deus, está começando a cair a ficha para algumas pessoas agora que precisamos parar com isso. Precisamos começar a tratar o mandamento de Jesus de que amemos uns aos outros como um mandamento em vez de uma alternativa. Precisamos abandonar nossos argumentos tolos e ser unidos pelo Espírito de Deus.

Você quer dar um passo em direção à evangelização do mundo hoje? Então comece a orar pela unidade. Decida que você vai começar a amar seus companheiros crentes em vez de criticar, reclamar e falar mal deles.

Comece a confessar que a Igreja de Deus vai se levantar junta em fé e amor como um Corpo glorioso movido pelo poder do próprio Jesus. Nós estamos, você sabe. Jesus orou para que isso acontecesse, e o Espírito Santo já está fazendo isso acontecer.

Satanás gostaria de impedir, mas não consegue. É muito mais poderoso do que ele — e vai abrir um buraco em sua operação que é grande o suficiente para passar um comboio. Vai deixar o mundo inteiro saber que Jesus é realmente o Senhor!

quarta-feira, 26 de março de 2025

Seja uma Bênção



"Que os que favorecem a minha causa justa e têm prazer na minha retidão gritem de alegria e se alegrem, e digam continuamente: Que o Senhor seja magnificado, que tem prazer na prosperidade do seu servo." (Salmo 35:27, The Amplified Bible)

Se a religião tradicional lhe ensinou que Deus quer você pobre e oprimido, tenho boas notícias para você hoje. A Bíblia diz: "Deus tem prazer" na sua prosperidade. Deus quer que você prospere! Não apenas no reino financeiro, mas em todas as áreas da sua vida... espírito, alma e corpo.

Não importa onde você esteja ou quem você seja, Deus quer vê-lo liberto de todas as situações adversas.

Por quê? Porque Ele o ama e tem um trabalho para você fazer. Ele quer que você ajude a atender às necessidades da humanidade e Ele é inteligente o suficiente para saber que você não pode dar o que não tem. Você não pode dar para espalhar o evangelho ou comprar comida para os famintos quando você está falido. Você não pode sair impondo as mãos sobre os doentes quando está deitado em uma cama de hospital. Você não pode ministrar alegria aos outros quando está sendo mantido cativo pela depressão. Não! Você tem que ser abençoado para ser uma bênção.

Se você realmente quer aproveitar as riquezas de Deus hoje, decida-se a ser uma bênção para os outros e, antes que perceba, estará recebendo mais de Deus do que jamais sonhou.

Torne-se um doador — e Deus terá prazer em prosperá-lo!

LEITURA DAS ESCRITURAS: Gênesis 12:1-4, Gênesis 13:1-4