sábado, 27 de dezembro de 2025

criacionismo (parte 2) - evolução, uma religião



Lamarck foi considerado o pai do evolucionismo, o qual defendia que a girafa esticou o pescoço para chegar aos alimentos situados no cimo das árvores, numa altura de escassez alimentar. Era uma necessidade, e todos os outros animais, incluindo outras girafas, que não conseguiram esticar o pescoço, morreram de fome.

Lamarck defendia uma evolução dos órgãos e membros dos animais devido às suas necessidades. Haveria assim uma adaptação ao ambiente e às dificuldades que levava os animais a modificarem-se por si, podendo converter-se noutras espécies através desses processos. O exemplo seria o caso da girafa que teria ficado com o pescoço comprido pelo facto de o haver esticado à procura de folhas das árvores que escasseavam.

Mais tarde, Wallace e Darwin substituíram esta teoria por outra, não muito melhor. Afinal, as girafas não haviam ficado com o pescoço comprido por tanto o haver esticado. Não! No passado haveria girafas de pescoço comprido e girafas de pescoço curto. Quando houve falta de alimentos, só sobreviveram as de pescoço comprido! Seria feita uma selecção natural das girafas!

Numa entrevista na revista Scientist, de Novembro de 2003, Ernst Mayr (Bahls, C., “Ernst Mayr, Darwin’s Disciple”, The Scientist 17 (22), Novembro 2003), um dos mais proeminentes biólogos evolucionistas da actualidade, com 99 anos de idade, afirmou que todas as épocas têm sido marcadas por grandes pensadores. Assim como Lutero e Calvino marcaram a Reforma e Locke, Leibniz e Voltaire o iluminismo, em seu entender, a modernidade foi marcada pelo génio de Charles Darwin, um jovem formado em teologia com gosto pela biologia. Para Ernst Mayr, professor de Harvard, Darwin forneceu as respostas às questões básicas da vida, prescindindo completamente de Deus. A publicação de A Origem das Espécies (Charles Darwin, The Origin of Species, New York: Washington Square Press, [1859], 1963), com a sua teoria da evolução das espécies baseada na selecção natural, veio pôr em causa o argumento de design na natureza, que desde sempre dominou o pensamento judaico-cristão, e que havia sido elaborado na célebre obra de William Paley sobre teologia natural (William Paley, Natural Theology, Boston: Gould, Kendall and Lincoln, [1802], 1835). Ao contestar abertamente os argumentos de design na natureza, Darwin veio dar um forte impulso ao positivismo, ao naturalismo e ao materialismo que têm vindo a influenciar o pensamento moderno pós-iluminista.

Desde a sua obra, e graças ao contributo de nomes como Hutton, Lyell, Spencer, Huxley, Haeckel,  Simpson, Mayr, Lewontin, Gould e Dawkins, a teoria da evolução adquiriu um estatuto de cientificidade inatacável, ao passo que o relato bíblico da criação foi totalmente desacreditado e remetido para o estatuto de mito. Abriu-se assim as portas ao entendimento dicotómico que domina e condiciona a abordagem da questão das origens, nos termos do qual a Bíblia é, na melhor das hipóteses, importante do ponto de vista da fé subjectiva e da moral individual, ao passo que a ciência é que fornece a chave de compreensão da realidade objectiva. Para esta visão das coisas, a ciência é inerentemente naturalista, na medida em que visa encontrar explicações naturais para os fenómenos. Falar na possibilidade de criação divina é, por definição, uma questão de fé, e não um problema científico (Philip Johnson, Objections Sustained, Subbversive Essays on Evolution, Law and Culture, InterVarsity Press, 1998, 19 ss). Ernst Mayr é particularmente claro quanto a este ponto. Para ele, a ciência fornece um quadro objectivo muito diferente do relato do Génesis. Em seu entender (Ernst Mayr, What Evolution Is, Basic Books, New York, 2001, 5), podemos conservar e apreciar estas histórias da criação como parte da nossa herança cultural, mas voltamo-nos para a ciência quando queremos aprender a verdade real sobre a história do mundo.

Desde que o naturalista inglês Charles Darwin anunciou suas polémicas teorias acerca da origem da vida e da evolução das espécies, em meados do século XIX (1859), aqueles que crêem no relato bíblico da criação não tiveram mais sossego.

Até mesmo os próprios cientistas, desde o início do Darwinismo têm contes-tado a teoria da Evolução, apresentada por Darwin. Merece especial relevo o nome de Louis Agassiz (1807-1873), um cientista e professor na Universidade de Harvard, que desde logo afirmou que teria todo o gosto em abraçar o evolucio-nismo, se não fosse a total falta de evidências de evolução no registo fóssil. No entanto, Agassiz não era adepto do Criacionismo, considerando ridículas as histórias bíblicas da criação em 6 dias, de Adão e Eva e do dilúvio global, preferindo ao invés compreender a Terra como o resultado  de catástrofes e recriações divinas sucessivas. Louis Agassiz era a excepção à regra, juntamente com alguns nomes isolados.

É preciso destacar que a evolução, como é entendida popularmente, é algo bastante complexo e abrange diversos conceitos. Pode se referir aos seguintes processos:

a) evolução inorgânica (Gamow) - versa sobre a formação do nosso mundo físico, as estrelas, inclusive o sol e seus planetas, e as galáxias; inclui uma explicação para a formação dos elementos a partir de partículas elementares; também chamada de Teoria do Big Bang;

b) evolução da vida (Oprain) - procura descrever processos de obter vida a partir de materiais inanimados;

c) evolução orgânica (Darwin) – defende que os seres vivos surgiram da matéria inanimada, através de inúmeros factores aleatórios ao longo de milhões de anos; descreve as mudanças em seres vivos que abrangem desde pequenas diferenças entre indivíduos (irmãos e irmãs) até grandes diferenças, como o desenvolvimento de uma nova espécie; os processos seriam aleatórios e a selecção, baseada na sobrevivência do mais forte;

d) evolução filosófica (Huxley) - considera a evolução orgânica como um facto já estabelecido e aplica essas idéias nas áreas de história, ética e religião;

e) evolução sócio-cultural (Morgan) - aplica as idéias de evolução orgânica nas ciências sociais, como a psicologia e a antropologia. Evidentemente, há uma necessidade de se especificar cuidadosamente que tipo de evolução se está a discutir.

A Evolução, portanto, pode ser entendida como um processo de desenvol-vimento biológico que ocorre na natureza. O termo, contudo, assume um significado específico quando se discute a origem da vida. Neste caso, Evolução é usada para descrever o surgimento de espécies a partir de células.

Uma outra maneira de definir Evolução diz respeito à formação do universo (os planetas e os astros), cuja origem tem sido atribuída ao Big Bang. Esta explosão terá gerado apenas dois tipos de gases: hidrogénio e hélio. Segundo os Evolucionistas, foi a partir destes gases que a vida se desenvolveu.

Os Evolucionistas crêem, não importando as evidências, que não há Deus. O Evolucionismo é basicamente uma religião filosófica.

“A Evolução é uma luz que ilumina todos os factos, uma trajectória em que todas as linhas de pensamento devem seguir.” (Pierre T. Chardin)

João 8:12 – “Eu sou a luz do mundo.”

Isaías 2:5 – “Andai na luz do Senhor.” 

A ciência poderá ser definida como um conjunto de leis e princípios obtidos através da OBSERVAÇÃO, o uso de um ou mais dos cinco sentidos  e REPETIDAS EXPERIMENTAÇÕES. 

Tudo o que não puder ser pesado, medido ou ensaio laboratorialmente, não poderá constituir uma lei da ciência. Sim, tudo o que não for observado nem experimentado, não passará de uma simples teoria.

Infelizmente muitas vezes confunde-se teoria com ciência. Kitty Ferguson, uma experimentada escritora científica, disse: “Uma teoria não é uma verdade com V maiúsculo. Uma teoria é como um barco de brinquedo; ele precisa de ser lançado à água para experimentar. Se ele mete água, construímos outro barco. Existem barcos brilhantemente concebidos que nunca foram testados. Eu diria que algumas teorias evolucionistas ainda não foram experimentadas e outras fartaram-se de meter água”.

Nenhum cientista esteve lá para observar a primeira formação de um ser vivo no mar. Nenhum cientista esteve lá para observar o “big bang” que supostamente ocorreu à 10 ou 20 mil milhões de anos atrás, nem a suposta formação da Terra há mais de 4,5 mil milhões de anos.

Para os evolucionistas, o processo da evolução é tão lento que não pode ser observado. Diante disto, se o que não pode ser observado e experimentado não pode ser ciência (inclusive esta é a razão que tem levado os cientistas a refeitarem o facto teológico da revelação), como os evolucionistas chegaram à conclusão de que há milhares de anos houve uma explosão que criou o universo? Eis o primeiro ponto de controvérsia entre a teoria evolucionista e o método científico. Há mil milhões de anos não havia ninguém para testemunhar essa explosão.

Todas as evidências que os cientistas têm somente existem no presente. Todos os fósseis, os seres vivos e plantas, o mundo, o universo, existem agora, no presente.

A Evolução é um sistema de crença acerca do passado baseada nas palavras do Homem que não esteve lá.

Os ossos dos fósseis não vieram com pequenas etiquetas dizendo quantos anos têm. Nem os fósseis têm fotografias mostrando como os animais eram enquanto andaram pela terra.

Muitos fósseis que se podem encontrar nos Museus vêm acompa-nhados com pinturas representando a impressão de um artista de como os animais e plantas poderiam ter sido. As pinturas são histórias baseadas nas suas próprias ideias pré-concebidas.

Como pode ter uma pessoa 100% de certeza de alguma coisa? Não há maneira alguma da mente humana possa compreender tudo o que há para saber. Nenhum humano, nenhum cientista, tem em sua posse todas as evidências. É por causa disso que as teorias científicas estão em constante mudança.

Na base de qualquer paradigma científico encontram-se invariavelmente algumas premissas insusceptíveis de prova, nem sempre suficientemente explicitadas e sujeitas a exame crítico. Na verdade, todo o pensamento teorético tem como ponto de partida pressupostos fundacionais indemonstráveis, designados como axiomas, modelos, paradigmas, matrizes discursivas, epistemas, mundividências, crenças, ideologias, etc. (Thomas S. Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 3ª ed., Chicago, 1996). 

Tanto o Criacionismo Bíblico como a Teoria da Evolução assentam os seus modelos de interpretação e explicação dos factos em pressupostos fundacionais (Seth Holtzman, “Science and religion: The categorial conflict”, International Journal for Philosophy of Religion, 54 (2): October 2003, 77 ss.). A repetição acrítica do slogan de que “a criação é religião e a evolução é ciência”, tem impedido muitos evolucionistas de analisar objectivamente as premissas que eles mesmos aceitam pela fé (Mikael Stenmark, Scientism, Science, Ethics and Religion, Burlington VT, 2001,  1 ss.).

As premissas dos evolucionistas também assentam numa base puramente fideísta, em tudo análoga, em termos estruturais-funcionais, à crença religiosa. Há muito que os criacionistas vinham apontando para esta realidade, negada durante décadas por muitos evolucionistas (Mary Hesse, "Is Science the New Religion?"  Science Meets Faith, (ed. Fraser Watts), London, Eng: SPCK Holy Trinity Church, 1998, 124). No entanto, nos últimos anos tem vindo a aumentar o número de evolucionistas que vêm dar a mão à palmatória e a reconhecer a religiosidade intrínseca das suas crenças (Rob Wipond, "The World is Round (and Other Mythologies of Modern Science)" The Humanist, vol. 58, March/April 1998, 11; Michael Shermer, "The Shamans of Scientism" Scientific American, June 2002, 35). Mais uma vez o caso de Ernst Mayr é paradigmático. Na entrevista acima mencionada ele reconhece: ‘todos os ateus que eu conheço são altamente religiosos; isso não significa apenas acreditar na Bíblia ou em Deus. A Religião é o sistema de crenças básicas da pessoa. A humanidade quer respostas para todas as perguntas irrespondíveis”. Ou seja, em última análise todos têm um sistema de crenças intrinsecamente religioso. Não é por acaso que o Supremo Tribunal norte-americano, no caso Torcaso v. Watkins [367 U.S., 488, (1961)], considerou o humanismo secular como uma religião sem Deus.

O sistema de crenças básicas do evolucionismo naturalista assenta em determinadas proposições de fé, entre as quais  podemos destacar as seguintes (Werner Gitt, Did God Use Evolution?, Bielefeld, 2ª ed., 2001, 13 ss.): 

1) O princípio evolucionista é universalmente válido. Ele observa-se não apenas na biologia mas em todos os outros domínios.

2) A ciência não pode apoiar-se na existência de um Criador, devendo adoptar uma metodologia e uma epistemologia naturalista, recusando liminar-mente qualquer causalidade sobrenatural.

3) A matéria é um dado adquirido, na medida em que, dada a lei da conser-vação da energia e da equivalência entre matéria e energia, nem o Big Bang pode ser considerado uma teoria da criação.

4) A evolução aumenta aleatoriamente a organização dos sistemas, da não vida para a vida, da vida simples para a vida complexa, sem qualquer plano nem propósito.

5) O presente é a chave do passado. A partir do que vemos hoje podemos fazer extrapolações e tirar conclusões seguras sobre o que aconteceu no passado. Nisto se consubstancia o pressuposto do uniformitarismo.

6) A Bíblia deve ser entendida em termos exclusivamente naturalistas, racionalistas e materialistas. Longe de ser Palavra de Deus inspirada e inerrante, ela foi escrita por homens e para homens, no respectivo contexto político, económico, social e cultural.  Ela pode ter sido inspirada pela crença em Deus, no quadro geralmente aceite da evolução do pensamento humano, mas nunca inspirada pelo próprio Deus, cuja existência se questiona.

É esta fé que leva a Teoria da Evolução a excluir a priori, qualquer explica-ção não estritamente materialista para o Universo e a vida. Mas, sublinhe-se, também isto é função de um compromisso de fé. O fundamentalismo evolucionista é bem patente nas palavras de Richard Dawkins (Richard Dawkins, The Blind Watchmaker, New York: W.W. Norton & Company, 1986, p. 337), quando, depois de tecer considerações ridículas e absurdas sobre o Génesis, afirma: "se eu estou correcto, isso significa que mesmo que não exista qualquer prova factual para a teoria de Darwin, é certamente justificável aceitá-la acima de todas as outras teorias.”

Há os evolucionistas teístas que acreditam que a evolução pode ter acontecido a partir do Big Bang provocado por Deus. Mas se crermos assim, atribuímos tudo às leis e processos naturais que operam no Universo, e acredita-remos na selecção natural de Darwin.

O matemático e astrofísico Stephen Hawking, foi professor na Universidade de Cambridge (EUA), e em seu livro “Brevíssima História do Tempo”, defendeu que Deus criou o Universo no momento de uma grande explosão – “Big Bang”.

Realmente é necessário ter muita fé para crer na teoria da Criação, porém é preciso ter uma dose equivalente para crer na teoria da Evolução.

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