Lamarck
foi considerado o pai do evolucionismo, o qual defendia que a girafa
esticou o pescoço para chegar aos alimentos situados no cimo das
árvores, numa altura de escassez alimentar. Era uma necessidade, e
todos os outros animais, incluindo outras girafas, que não
conseguiram esticar o pescoço, morreram de fome.
Lamarck
defendia uma evolução dos órgãos e membros dos animais devido às
suas necessidades. Haveria assim uma adaptação ao ambiente e às
dificuldades que levava os animais a modificarem-se por si, podendo
converter-se noutras espécies através desses processos. O exemplo
seria o caso da girafa que teria ficado com o pescoço comprido pelo
facto de o haver esticado à procura de folhas das árvores que
escasseavam.
Mais
tarde, Wallace e Darwin substituíram esta teoria por outra, não
muito melhor. Afinal, as girafas não haviam ficado com o pescoço
comprido por tanto o haver esticado. Não! No passado haveria girafas
de pescoço comprido e girafas de pescoço curto. Quando houve falta
de alimentos, só sobreviveram as de pescoço comprido! Seria feita
uma selecção natural das girafas!
Numa entrevista na revista Scientist, de Novembro de 2003,
Ernst Mayr (Bahls, C., “Ernst Mayr, Darwin’s Disciple”, The
Scientist 17 (22), Novembro 2003), um dos mais proeminentes biólogos
evolucionistas da actualidade, com 99 anos de idade, afirmou que
todas as épocas têm sido marcadas por grandes pensadores. Assim
como Lutero e Calvino marcaram a Reforma e Locke, Leibniz e Voltaire
o iluminismo, em seu entender, a modernidade foi marcada pelo génio
de Charles Darwin, um jovem formado em teologia com gosto pela
biologia. Para Ernst Mayr, professor de Harvard, Darwin forneceu as
respostas às questões básicas da vida, prescindindo completamente
de Deus. A publicação de A Origem das Espécies (Charles
Darwin, The Origin of Species, New York: Washington Square
Press, [1859], 1963), com a sua teoria da evolução das espécies
baseada na selecção natural, veio pôr em causa o argumento de
design na natureza, que desde sempre dominou o pensamento
judaico-cristão, e que havia sido elaborado na célebre obra de
William Paley sobre teologia natural (William Paley, Natural
Theology, Boston: Gould, Kendall and Lincoln, [1802], 1835). Ao
contestar abertamente os argumentos de design na natureza,
Darwin veio dar um forte impulso ao positivismo, ao naturalismo e ao
materialismo que têm vindo a influenciar o pensamento moderno
pós-iluminista.
Desde
a sua obra, e graças ao contributo de nomes como Hutton, Lyell,
Spencer, Huxley, Haeckel, Simpson, Mayr, Lewontin, Gould
e Dawkins, a teoria da evolução adquiriu um estatuto de
cientificidade inatacável, ao passo que o relato bíblico da criação
foi totalmente desacreditado e remetido para o estatuto de mito.
Abriu-se assim as portas ao entendimento dicotómico que domina e
condiciona a abordagem da questão das origens, nos termos do qual a
Bíblia é, na melhor das hipóteses, importante do ponto de vista da
fé subjectiva e da moral individual, ao passo que a ciência é que
fornece a chave de compreensão da realidade objectiva. Para esta
visão das coisas, a ciência é inerentemente naturalista, na medida
em que visa encontrar explicações naturais para os
fenómenos. Falar na possibilidade de criação divina é, por
definição, uma questão de fé, e não um problema científico
(Philip Johnson, Objections Sustained, Subbversive Essays on
Evolution, Law and Culture, InterVarsity Press, 1998, 19 ss).
Ernst Mayr é particularmente claro quanto a este ponto. Para ele, a
ciência fornece um quadro objectivo muito diferente do relato do
Génesis. Em seu entender (Ernst Mayr, What Evolution Is,
Basic Books, New York, 2001, 5), podemos conservar e apreciar estas
histórias da criação como parte da nossa herança cultural, mas
voltamo-nos para a ciência quando queremos aprender a verdade real
sobre a história do mundo.
Desde
que o naturalista inglês Charles Darwin anunciou suas polémicas
teorias acerca da origem da vida e da evolução das espécies, em
meados do século XIX (1859), aqueles que crêem no relato bíblico
da criação não tiveram mais sossego.
Até
mesmo os próprios cientistas, desde o início do Darwinismo têm
contes-tado a teoria da Evolução, apresentada por Darwin. Merece
especial relevo o nome de Louis Agassiz (1807-1873), um cientista e
professor na Universidade de Harvard, que desde logo afirmou que
teria todo o gosto em abraçar o evolucio-nismo, se não fosse a total
falta de evidências de evolução no registo fóssil. No entanto,
Agassiz não era adepto do Criacionismo, considerando ridículas as
histórias bíblicas da criação em 6 dias, de Adão e Eva e do
dilúvio global, preferindo ao invés compreender a Terra como o
resultado de catástrofes e recriações divinas sucessivas.
Louis Agassiz era a excepção à regra, juntamente com alguns nomes
isolados.
É
preciso destacar que a evolução, como é entendida popularmente, é
algo bastante complexo e abrange diversos conceitos. Pode se referir
aos seguintes processos:
a)
evolução inorgânica (Gamow) - versa sobre a formação do
nosso mundo físico, as estrelas, inclusive o sol e seus planetas, e
as galáxias; inclui uma explicação para a formação dos elementos
a partir de partículas elementares; também chamada de Teoria do Big
Bang;
b)
evolução da vida (Oprain) - procura descrever processos de
obter vida a partir de materiais inanimados;
c)
evolução orgânica (Darwin) – defende que os seres vivos
surgiram da matéria inanimada, através de inúmeros factores
aleatórios ao longo de milhões de anos; descreve as mudanças em
seres vivos que abrangem desde pequenas diferenças entre indivíduos
(irmãos e irmãs) até grandes diferenças, como o desenvolvimento
de uma nova espécie; os processos seriam aleatórios e a selecção,
baseada na sobrevivência do mais forte;
d)
evolução filosófica (Huxley) - considera a evolução
orgânica como um facto já estabelecido e aplica essas idéias nas
áreas de história, ética e religião;
e)
evolução sócio-cultural (Morgan) - aplica as idéias de
evolução orgânica nas ciências sociais, como a psicologia e a
antropologia. Evidentemente, há uma necessidade de se especificar
cuidadosamente que tipo de evolução se está a discutir.
A
Evolução, portanto, pode ser entendida como um processo de
desenvol-vimento biológico que ocorre na natureza. O termo, contudo,
assume um significado específico quando se discute a origem da vida.
Neste caso, Evolução é usada para descrever o surgimento de
espécies a partir de células.
Uma
outra maneira de definir Evolução diz respeito à formação do
universo (os planetas e os astros), cuja origem tem sido atribuída
ao Big Bang. Esta explosão terá gerado apenas dois tipos de
gases: hidrogénio e hélio. Segundo os Evolucionistas, foi a partir
destes gases que a vida se desenvolveu.
Os
Evolucionistas crêem, não importando as evidências, que não há
Deus. O Evolucionismo é basicamente uma religião filosófica.
“A
Evolução é uma luz que ilumina todos os factos, uma trajectória
em que todas as linhas de pensamento devem seguir.” (Pierre
T. Chardin)
João
8:12 – “Eu sou a luz do mundo.”
Isaías
2:5 – “Andai na luz do Senhor.”
A
ciência poderá ser definida como um conjunto de leis e princípios
obtidos através da OBSERVAÇÃO, o uso de um ou mais dos cinco
sentidos e REPETIDAS EXPERIMENTAÇÕES.
Tudo o que não puder ser pesado, medido ou ensaio
laboratorialmente, não poderá constituir uma lei da ciência. Sim,
tudo o que não for observado nem experimentado, não passará de uma
simples teoria.
Infelizmente
muitas vezes confunde-se teoria com ciência. Kitty Ferguson, uma
experimentada escritora científica, disse: “Uma teoria não é uma
verdade com V maiúsculo. Uma teoria é como um barco de brinquedo;
ele precisa de ser lançado à água para experimentar. Se ele mete
água, construímos outro barco. Existem barcos brilhantemente
concebidos que nunca foram testados. Eu diria que algumas teorias
evolucionistas ainda não foram experimentadas e outras fartaram-se
de meter água”.
Nenhum
cientista esteve lá para observar a primeira formação de um ser
vivo no mar. Nenhum cientista esteve lá para observar o “big
bang” que supostamente ocorreu à 10 ou 20 mil milhões de anos
atrás, nem a suposta formação da Terra há mais de 4,5 mil milhões de anos.
Para
os evolucionistas, o processo da evolução é tão lento que não
pode ser observado. Diante disto, se o que não pode ser observado e
experimentado não pode ser ciência (inclusive esta é a razão que
tem levado os cientistas a refeitarem o facto teológico da
revelação), como os evolucionistas chegaram à conclusão de que há
milhares de anos houve uma explosão que criou o universo? Eis o
primeiro ponto de controvérsia entre a teoria evolucionista e o
método científico. Há mil milhões de anos não havia ninguém
para testemunhar essa explosão.
Todas
as evidências que os cientistas têm somente existem no presente.
Todos os fósseis, os seres vivos e plantas, o mundo, o universo,
existem agora, no presente.
A
Evolução é um sistema de crença acerca do passado baseada nas
palavras do Homem que não esteve lá.
Os
ossos dos fósseis não vieram com pequenas etiquetas dizendo quantos
anos têm. Nem os fósseis têm fotografias mostrando como os animais
eram enquanto andaram pela terra.
Muitos
fósseis que se podem encontrar nos Museus vêm acompa-nhados com
pinturas representando a impressão de um artista de como os
animais e plantas poderiam ter sido. As pinturas são histórias
baseadas nas suas próprias ideias pré-concebidas.
Como
pode ter uma pessoa 100% de certeza de alguma coisa? Não há maneira
alguma da mente humana possa compreender tudo o que há para saber.
Nenhum humano, nenhum cientista, tem em sua posse todas as
evidências. É por causa disso que as teorias científicas estão em
constante mudança.
Na
base de qualquer paradigma científico encontram-se invariavelmente
algumas premissas insusceptíveis de prova, nem sempre
suficientemente explicitadas e sujeitas a exame crítico. Na verdade,
todo o pensamento teorético tem como ponto de partida pressupostos
fundacionais indemonstráveis, designados como axiomas, modelos,
paradigmas, matrizes discursivas, epistemas, mundividências,
crenças, ideologias, etc. (Thomas S. Kuhn, The
Structure of Scientific Revolutions, 3ª
ed., Chicago, 1996).
Tanto o Criacionismo Bíblico como a
Teoria da Evolução assentam os seus modelos de interpretação e
explicação dos factos em pressupostos fundacionais (Seth Holtzman,
“Science and religion: The categorial conflict”, International
Journal for Philosophy of Religion, 54 (2): October 2003, 77
ss.). A repetição acrítica do slogan de que “a criação
é religião e a evolução é ciência”, tem impedido muitos
evolucionistas de analisar objectivamente as premissas que eles mesmos aceitam pela fé (Mikael Stenmark, Scientism,
Science, Ethics and Religion, Burlington VT, 2001, 1 ss.).
As
premissas dos evolucionistas também assentam numa base puramente
fideísta, em tudo análoga, em termos estruturais-funcionais, à
crença religiosa. Há muito que os criacionistas vinham apontando
para esta realidade, negada durante décadas por muitos
evolucionistas (Mary Hesse, "Is Science the New Religion?"
Science Meets Faith,
(ed. Fraser Watts), London, Eng: SPCK Holy
Trinity Church, 1998,
124). No entanto, nos últimos anos tem vindo a aumentar o
número de evolucionistas que vêm dar a mão à palmatória e a
reconhecer a religiosidade intrínseca das suas crenças (Rob Wipond,
"The World is Round (and Other Mythologies of Modern Science)"
The Humanist, vol. 58, March/April 1998, 11; Michael Shermer,
"The Shamans of Scientism" Scientific American, June
2002, 35). Mais uma vez o caso de Ernst Mayr é paradigmático. Na
entrevista acima mencionada ele reconhece: ‘todos os ateus que eu
conheço são altamente religiosos; isso não significa apenas
acreditar na Bíblia ou em Deus. A Religião é o sistema de crenças
básicas da pessoa. A humanidade quer respostas para todas as
perguntas irrespondíveis”. Ou seja, em última análise
todos têm um sistema de crenças intrinsecamente religioso. Não é
por acaso que o Supremo Tribunal norte-americano, no caso Torcaso
v. Watkins [367 U.S., 488, (1961)], considerou o humanismo
secular como uma religião sem Deus.
O
sistema de crenças básicas do evolucionismo naturalista assenta em
determinadas proposições de fé, entre as quais podemos
destacar as seguintes (Werner Gitt, Did God Use Evolution?,
Bielefeld, 2ª ed., 2001, 13 ss.):
1)
O princípio evolucionista é universalmente válido. Ele observa-se
não apenas na biologia mas em todos os outros domínios.
2)
A ciência não pode apoiar-se na existência de um Criador, devendo
adoptar uma metodologia e uma epistemologia naturalista, recusando
liminar-mente qualquer causalidade sobrenatural.
3)
A matéria é um dado adquirido, na medida em que, dada a lei da
conser-vação da energia e da equivalência entre matéria e energia,
nem o Big Bang pode ser considerado uma teoria da criação.
4)
A evolução aumenta aleatoriamente a organização dos sistemas, da
não vida para a vida, da vida simples para a vida complexa, sem
qualquer plano nem propósito.
5)
O presente é a chave do passado. A partir do que vemos hoje podemos
fazer extrapolações e tirar conclusões seguras sobre o que
aconteceu no passado. Nisto se consubstancia o pressuposto do
uniformitarismo.
6)
A Bíblia deve ser entendida em termos exclusivamente naturalistas,
racionalistas e materialistas. Longe de ser Palavra de Deus inspirada
e inerrante, ela foi escrita por homens e para homens, no respectivo
contexto político, económico, social e cultural. Ela pode ter
sido inspirada pela crença em Deus, no quadro geralmente aceite da
evolução do pensamento humano, mas nunca inspirada pelo próprio
Deus, cuja existência se questiona.
É
esta fé que leva a Teoria da Evolução a excluir a priori,
qualquer explica-ção não estritamente materialista para o Universo
e a vida. Mas, sublinhe-se, também isto é função de um
compromisso de fé. O fundamentalismo evolucionista é bem patente
nas palavras de Richard Dawkins (Richard Dawkins, The Blind
Watchmaker, New York: W.W. Norton & Company, 1986, p. 337),
quando, depois de tecer considerações ridículas e absurdas sobre o
Génesis, afirma: "se eu estou correcto, isso significa que
mesmo que não exista qualquer prova factual para a teoria de
Darwin, é certamente justificável aceitá-la acima de todas as
outras teorias.”
Há
os evolucionistas teístas que acreditam que a evolução pode
ter acontecido a partir do Big Bang provocado por Deus. Mas se
crermos assim, atribuímos tudo às leis e processos naturais que
operam no Universo, e acredita-remos na selecção natural de Darwin.
O
matemático e astrofísico Stephen Hawking, foi professor na
Universidade de Cambridge (EUA), e em seu livro “Brevíssima
História do Tempo”, defendeu que Deus criou o Universo no momento
de uma grande explosão – “Big Bang”.
Realmente
é necessário ter muita fé para crer na teoria da Criação, porém
é preciso ter uma dose equivalente para crer na teoria da Evolução.
LIVRO SUGERIDO: "Criacionismo: verdade ou mito? de Ken Ham (Esta obra ensina ao leitor respostas que unem ciência e fé e como utilizá-las para defender a Palavra de Deus. Escrito por diversos cientistas internacionais, o livro é repleto de charges, infográficos, fotografias, linhas do tempo, desenhos explicativos e, também, um texto de linguagem acessível, que torna seu entendimento muito mais fácil. Aprenda sobre Gênesis, evolução, dinossauros, datação do carbono, fósseis e muito mais. Tenha as respostas certas na ponta da língua!) .............
Gostaria de convidar-te a fazeres uma maratona espiritual comigo.
A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas. A Bíblia afirma que “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! 
