sábado, 3 de janeiro de 2026

criacionismo (parte 5) - criação, uma religião


A criação bíblica é a religião na qual a verdadeira ciência é construída (criação científica). Está baseada na Palavra e n’Aquele que esteve lá no passado. Esta teoria afirma que o Homem, a Terra e o resto do Universo foram originalmente criados e não espontaneamente explodidos do nada para a existência pelo acaso.

Tanto a Filosofia como a Religião, são conjuntos de conceitos intelectuais, não sujeitos à experimentação laboratorial. Nem as afirmações da Evolução, nem as da Bíblia, no que se refere ao aparecimento de todas as coisas, são passíveis de confirmação científica, porque elas não são observáveis nem repetitíveis. Portanto, nenhuma delas pode ser provada. Acreditamos simplesmente pela Fé.

A crença na doutrina da Criação também não pode ser experimentalmente comprovada, na medida em que os eventos da Criação já aconteceram e não se encontram disponíveis para repetição em laboratório. Assim, o Evolucionismo e o Criacionismo encontram-se à partida em condições epistemológicas semelhantes. A grande diferença entre ambos não está, como vimos, nos factos de que evolucionistas e criacionistas têm conhecimento, ou no grau de conhecimento científico de uns e outros. O que diverge são as premissas e os modelos de que uns e outros partem para interpretar esses factos. No entanto, não existe uma completa equidistância da Teoria da Evolução e do Criacionismo relativamente aos factos. Algumas premissas do evolucionismo não são sequer sustentáveis em face dos dados da ciência. Na verdade, o Criacionismo refuta todas as afirmações fundamentais da Teoria da Evolução sem ter que mobilizar qualquer texto bíblico e ao recorrer frequentemente aos escritos dos próprios evolucionistas.

Assim como há cientistas que defendem a Evolução, há outros que defendem a Criação. Dentro do Criacionismo existem três correntes de pensamento:

- Criacionismo bíblico

- Criacionismo científico

- Criacionismo bíblico-científico

O último tem como base as milenares afirmações escriturísticas e as modernas descobertas científicas. Sendo a Bíblia a Palavra de Deus, não poderá contrariar a verdadeira ciência. A verdadeira ciência também não se desencontra da Palavra de Deus.

Os criacionistas reconhecem que a Bíblia não é um livro técnico-científico, como muitas vezes se ouve dizer. Isso não é um mal em si, na medida em que, de um modo geral, os livros científicos têm erros e ficam rapidamente desactualizados. Acresce que isso não quer dizer que a Bíblia seja cientificamente incorrecta. Mesmo um livro não técnico, dirigido ao público infantil, pode ser cientificamente correcto. Do mesmo modo, quando alguém vai ao Médico de Família, não espera que este o esmague com os dados científicos da Anatomia de Gray ou da Medicina Interna de Harrison, mas apenas que, em linguagem simples e acessível, diagnostique-lhe a sua doença e prescreva a medicação em conformidade. O Criacinismo parte do princípio de que quando se lê a Bíblia obtém-se, em linguagem simples, um relato rigoroso da Criação. Um Deus Criador que se apresenta como o Verbo (Palavra; Razão) é capaz de comunicar, de forma simples, clara e correcta, sobre a origem do Universo. Se Ele não é capaz, quem é? Para o Criacionismo — por mais que chocante que isso possa ser para a inteligência secularizada — a maior autoridade em matéria de Criação é o próprio Criador, a única testemunha ocular desse processo. As Suas palavras valem mais do que toda a especulação humana, por mais “científica” que pretenda ser. O Criacionismo admite abertamente, sem quaisquer complexos epistémicos, a aceitação destas premissas pela fé. 

A ciência não é ateia. A ciência é neutra, isto é, não toma partido quanto à fé e quanto ao ateísmo. Há cientistas cristãos, ateus e os que professam outras religiões. No dia em que a Ciência deixar a sua neutralidade em matéria religiosa, perderá a sua autoridade e credibilidade.

Durante a Idade Média, o Homem ocidental estava preparado para crer em qualquer coisa que a religião dizia ou fazia. Depois, durante 100 anos houve quem estivesse preparado para crer em qualquer coisa concernente ao estudo da ciência, fosse real ou apócrifo. Bastava colocar-se o rótulo de científico para eles aceitarem e acreditarem.

Não são apenas os evolucionistas a reinvindicar a Ciência para as suas teorias. Os astrólogos, os praticantes da meditação transcendental, etc., também já o fazem. 

Ponto de vista criacionista cristão:

1 – Deus criou os céus, a terra, e tudo do nada, e disse que tudo era “muito bom”. Não havia morte. Pessoas e animais eram vegetarianos e a terra teria um clima ameno, um sistema subterrâneo de rega, e não havia tempestades.

2 – No entanto, já não vivemos no mundo que Deus originalmente criou. Porque os nossos primeiros pais colocaram as opiniões humanas acima da Palavra de Deus (como ainda hoje o fazem), luta e morte entrou no mundo, e o pecado trouxe as suas consequências sobre a Criação. Por causa da crescente maldade, corrupção e violência, Deus destruiu o mundo de então com o Dilúvio, e deu um novo início à Terra através de Noé, sua família, e dos animais que estavam na arca. Os fósseis conhecidos de hoje são mil milhões de coisas mortas cravadas nas rochas pelas águas que inundaram a terra – isto lembra-nos o julgamento de Deus sobre o pecado.

3 – Depois do Dilúvio, a terra está novamente cheia de violência, corrupção e morte por causa do pecado do Homem, de colocar a opinião humana acima da Palavra de Deus.

Nenhum evolucionista informado irá questionar a realidade de que a Ciência moderna nasceu dos fundamentos bíblicos.

A Criação é uma religião, mas é baseada na revelação do omnisciente Criador.

É-nos ensinado que Deus criou os seres vivos em espécies distintas, ou grupos. Isto é exactamente o que nós encontramos.

Génesis diz-nos que por causa da maldade, Deus julgou o mundo com o Dilúvio mundial. Podemos encontrar fósseis cravados em rochas, cravados pelas águas e processos catastróficos por toda a terra. Isto é exactamente o que nós observamos.

Muitas culturas têm na sua história a existência de um dilúvio semelhante ao dilúvio de Noé. O conceito de criação abunda nas culturas por todo o mundo. 

Mas, apesar de tudo, isto não prova nada cientificamente, porque, em relação ao passado, nada pode ser provado. Nem criação ou evolução podem ser provados cientificamente. 

Ambas, Criação e Evolução são sistemas de crenças que resultam de diferentes modelos científicos e interpretação totalmente diferentes da mesma evidência. O que na realidade estamos a falar é sobre diferentes interpretações dos mesmos factos. 

A verdade é discernida espiritualmente. Sem a presença do Espírito Santo não haverá correcto entendimento.

Outros pontos de vista criacionistas:

- Criacionismo chinês: Nas crenças chinesas, P’an Ku, o Deus-Absoluto, nasce a partir de um Ovo Primordial e o processo de criação se concretiza com um sacrifício divino. P’an Ku morre, dando então origem à vida: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu sangue os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo no sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade.

- Criacionismo grego: Segundo os gregos antigos, o princípio de todas as coisas está associado a um Caos Primordial, num tempo em que a Ordem não tinha sido ainda imposta aos elementos do mundo. Do Caos nasceu Gea (a Terra) e depois Eros (o Amor). Posteriormente, Caos engendrou o Érebo (as trevas infernais), o dia, a noite e o éter. Gea engendrou o céu, as montanhas e o mar. De Gea nasceram também os Deuses, os Titãs, os Gigantes e as Ninfas dos Bosques. Prometeu, filho do titã Jápeto, criou artesanalmente a raça humana – homens e mulheres – moldando-os com argila e água. E então Atena, deusa da sabedoria, ao ver essas criaturas, insuflou em seu interior alma e vida.

- Criacionismo no Hinduísmo: No hinduísmo, o tempo não é linear como em outras crenças. Aqui, o tempo tem uma natureza circular, pois a criação e a evolução são repetidas eternamente, em ciclos de renovação e destruição simbolizados pela dança rítmica do deus Shiva. "Na noite do Brahma – essência de todas as coisas – a natureza é inerte e não pode se mover até que Shiva assim o deseje. Shiva desperta de seu sono profundo e através de sua dança faz aparecer a matéria à sua volta. Ao dançar, Shiva sustenta os seus infinitos fenómenos e, quando o tempo se esgota, ainda a dançar, ele destrói todas as formas por meio do fogo e se põe de novo a descansar".

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