sábado, 10 de janeiro de 2026

16 razões porque podemos confiar na Bíblia (parte 8)

 

11 - O que a Bíblia diz que iria acontecer, realmente aconteceu!

Outra razão que diferencia este livro dos demais é que o AT está cheio de predições, ou seja, profecias, de coisas que incrivelmente aconteceram.

Há duas classes de profecias: literais e simbólicas. Muitas profecias do Antigo Testamento tiveram o seu cumprimento no próprio Antigo Testamento. Outras, cumpriram-se no Novo Testamento e outras têm se cumprido no passar dos séculos. É impressionante a maneira como se cumprem as profecias da Bíblia (Jeremias 1:12).

11.1. Profecias Cumpridas em Pessoas e Cidades:

Após conduzir os antigos israelitas para fora do Egito até a fronteira da terra prometida a Abraão e seus descendentes, Moisés profetizou que sua nova nação seria conquistada, não uma, mas duas vezes. Ele previu que o povo judeu seria levado como escravo em ambas as ocasiões: primeiro pelos babilónios e depois por um reino mundial, que hoje conhecemos como Roma. Segundo Moisés, esse segundo conquistador levaria os cativos para o Egito em navios, onde seriam vendidos ou entregues como escravos e dispersos por diversas partes do mundo.

Essas profecias se cumpriram com precisão. A primeira conquista ocorreu em 607 a.C. e a segunda, em 70 d.C. Mais detalhes foram previstos por profetas posteriores, como Isaías, Jeremias e Oséias. Esses profetas predisseram que os judeus permaneceriam dispersos por todo o mundo durante muitas gerações, mas sem serem assimilados por outras nações e culturas, e que um dia os judeus retornariam à terra de Israel para restabelecer sua nação (ver Deuteronómio 29; Isaías 11:11–13; Jeremias 25:11; Oséias 3:4,5, 6:1,2). Essa mensagem profética percorre 3.500 anos de história até seu cumprimento — no século XX.

No século IX a.C., um profeta chamado Jaaziel profetizou que o rei Josafá, líder do reino do sul de Israel, e seu pequeno grupo de soldados seriam vitoriosos — sem sequer entrar em batalha — sobre três enormes exércitos aliados, bem equipados e bem treinados, sob a condição de que resistissem e enfrentassem os três exércitos. Exatamente como previsto, Josafá e suas tropas assistiram, atónitos, enquanto esses inimigos se voltavam uns contra os outros e se aniquilavam completamente (2 Crónicas 20).

Outra profecia do Antigo Testamento que veio a se concretizar veio da parte de Jeremias que nasceu em cerca de 645 a.C. Juntamente com outros profetas, ele avisou o povo judeu que se não se voltassem para Deus seriam enviados para o exílio (Jeremias 25:2,9-11). Tal como ele previu, os judeus foram levados para o exílio (Babilónia) em 605 a.C. Por acaso a situação na Babilónia não foi assim tão má. Sim, os judeus eram escravos, mas no geral, não foram maltratados, não tiveram uma vida má. Eles puderam assentar e casar-se. Este tipo de coisa aconteceu muitas vezes na história. Normalmente quando isto acontecia isso significava o fim daquele grupo particular de pessoas – casavam-se entre si e depois ficavam absorvidas na cultura dominante.

Mas Jeremias tinha dito que o exílio iria durar 70 anos apenas (Isaías 45:1). Qual era o probabilidade deles regressarem à sua terra como tinha sido profetizado por Jeremias? Incrivelmente, infinitamente pouco provável! Contudo aconteceu no ano 539 a.C. A Babilónia, uma superpotência poderosa que parecia complemente intocável foi conquistada por uma nova superpotência, os Persas, sobre a liderança de Ciro. Logo no ano seguinte, Ciro emitiu um decreto que permitiu que os judeus regressassem à sua terra. Até permitiu que os judeus reconstruissem o seu templo – e pagou pelo trabalho com a tesouraria real!

Aproximadamente na mesma época, o profeta Jeremias previu os locais específicos e a sequência em que os nove subúrbios de Jerusalém seriam reconstruidos fora das antigas muralhas da cidade (Jeremias 31:38-40). Ele se referiu ao período dessa construção como "os últimos dias", o período após o ministério terreno de Jesus e após o renascimento de Israel como nação na terra de Israel. Esse renascimento tornou-se história 2.600 anos depois, em 1948, e, de acordo com diversos relatos jornalísticos da época, a construção dos nove subúrbios progrediu exatamente nos locais e na ordem previstos por Jeremias.

Edom: Jeremias, corroborado por Ezequiel, também previu que, apesar de sua fertilidade e da disponibilidade de água, a terra de Edom, que hoje faz parte da Jordânia, se tornaria um deserto árido e inabitado (Jeremias 49:15-20 e Ezequiel 25:12-14). Essa profecia descreve com precisão a realidade dessa região agora desolada. 

Em Ezequiel 25:14 (escrito entre 593 e 571 a.C.), o profeta prevê que os judeus se vingariam dos edomitas. Isso, porém, não se cumpriu por mais de 400 anos (até aproximadamente 100 a.C.). "Tomarei vingança sobre Edom por meio do meu povo Israel, e eles tratarão Edom segundo a minha ira e o meu furor; eles conhecerão a minha vingança", declara o Soberano Senhor (Ezequiel 25:14). Ezequiel disse que os judeus um dia se vingariam de Edom, uma nação que frequentemente guerreava contra eles. Quando Ezequiel proferiu essa profecia, ele e muitos outros judeus viviam como cativos na Babilônia. Eles não tinham controle sobre seu próprio país, muito menos sobre o de outros. Mas, cerca de 400 anos depois, os judeus reconquistaram a independência de Jerusalém e da região circundante durante o "Período Hasmoneu". Durante esse período, o rei-sacerdote judeu João Hircano I derrotou os edomitas. De acordo com a Enciclopédia Columbia, Quinta Edição: "A história dos edomitas foi marcada por contínua hostilidade e guerras com os judeus... No final do século II a.C., eles foram subjugados pelo rei-sacerdote hasmoneu João Hircano I..."

Em Jeremias 49:16 (escrito entre 626 e 586 a.C.), o profeta prevê a queda de Edom. Isso se cumpriu por volta de 100 a.C.: "'O terror que inspiras e a soberba do teu coração te enganaram, ó tu que habitas nas fendas das rochas, que ocupas as alturas dos montes. Ainda que construas o teu ninho tão alto como o da águia, de lá te derrubarei', declara o Senhor" (Jeremias 49:16). Jeremias disse que Edom, um antigo inimigo de Israel, seria destruído. Petra, a capital de Edom, foi esculpida na encosta de uma montanha e possuía grandes defesas naturais. Mesmo assim, foi destruída e o reino de Edom deixou de existir. Hoje, Petra faz parte da Jordânia. A cidade foi conquistada pelos romanos em 106 d.C., mas floresceu novamente pouco tempo depois. Mas uma cidade rival, Palmira, acabou por absorver a maior parte do comércio e Petra começou a declinar. Os muçulmanos conquistaram Petra no século VII e os cruzados no século XII. Petra gradualmente caiu em ruínas.

O profeta Ezequiel, em 586 a.C., previu a queda da cidade de Tiro (Ez 26:3,4). Pouco tempo depois, Nabucodonozor iniciou um assédio que durou 13 anos e a cidade caiu como havia sido predito. Os habitantes fugiram para uma ilha fortificada perto da costa e começaram uma nova cidade. Ezequiel acrescentou (v. 12) que os invasores iriam lançar “no meio das águas as tuas pedras, as tuas madeiras, e o teu solo”. 250 anos mais tarde, Alexandre o Grande, atacou a fortaleza na ilha. Para isso teve que construir uma calçada que implicou varrer a velha cidade para que voltasse a rocha descalvada, uma predição específica, e lançar tudo ao mar.   Um estudo puramente científico de como Alexandre conseguiu a façanha de romper as defesas da cidade do largo foi realizado em 2007 e publicado nos Processos da Academia Nacional de Ciências nos EUA. A conclusão foi que ele explorou bem um traço geográfico natural (um areal) suplementando-o com silharia (pedras soltas) da cidade original para construir uma calçada.

Em algum momento antes de 500 a.C., o profeta Daniel profetizou que o Messias, há muito esperado por Israel, iniciaria seu ministério público 69 “semanas” (definidas em Daniel 4:23-34 como períodos de 7 anos, totalizando 483 anos) após a emissão de um decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém (Daniel 9:25-26). Daniel previu ainda que o Messias seria “exterminado” (ou seja, morto) antes da posterior destruição de Jerusalém.

Essas previsões temporais coincidem de perto com o período da vida e morte de Jesus. O decreto para restaurar Jerusalém foi emitido pelo rei persa Artaxerxes (e registado pelo sacerdote hebreu Esdras) em 458 a.C. Aproximadamente 483 anos depois, o ministério de Jesus começou na Galileia. A crucificação de Jesus ocorreu poucos anos depois, seguida, em 70 d.C., pela devastação de Jerusalém por Tito.

Embora os historiadores tenham estabelecido uma data precisa para a destruição de Jerusalém, as datas do início do ministério messiânico de Jesus, bem como de seu nascimento e crucificação, são conhecidas com um pouco menos de precisão, mas dentro de uma margem de erro de alguns anos. A maioria dos historiadores atribui o início do ministério de Jesus por volta do ano 26. Observe também que o rei persa emitiu mais dois decretos poucos anos após 458 a.C., referentes à reconstrução do templo em Jerusalém e à construção de Jerusalém e seus muros. Portanto, houve algum debate quanto à data exata.

Nínive: O profeta Naum descreveu sua destruição pelo fogo, o que foi confirmado por descobertas arqueológicas de cinzas nas ruínas. Em Naum 1:10 (escrito por volta de 614 a.C.), o profeta prevê a condição dos ninivitas no momento de sua destruição. "Eles ficarão enredados em espinhos e embriagados com o seu vinho; serão consumidos como palha seca" (Naum 1:10). Nesta passagem, e novamente em Naum 3:11, o profeta disse que, durante as horas finais do ataque a Nínive, os ninivitas estariam embriagados. Pois bem, há evidências de que essa profecia realmente se cumpriu! De acordo com o historiador antigo Diodoro Sículo: "O rei assírio deu muito vinho aos seus soldados. Desertores contaram isso ao inimigo, que atacou naquela noite." Sículo compilou suas obras históricas cerca de 600 anos após a queda de Nínive e, ao fazê-lo, confirmou o relato bíblico.

Mais uma vez, em Naum 3:15 (escrito por volta de 614 a.C.), o profeta faz uma previsão que acabou se concretizando. "Ali o fogo te devorará; a espada te cortará e, como gafanhotos, te consumirá..." (Naum 3:15). O profeta disse que Nínive seria destruída pelo fogo. Arqueólogos desenterraram o sítio arqueológico no século XIX e encontraram uma camada de cinzas cobrindo as ruínas. De acordo com a Enciclopédia Britânica: "...Nínive sofreu uma derrota da qual nunca se recuperou. Extensos vestígios de cinzas, representando o saque da cidade por babilónios, citas e medos em 612 a.C., foram encontrados em muitas partes da Acrópole. Depois de 612 a.C., a cidade deixou de ser importante..."

Tiro atacada por muitas nações: Em Ezequiel 26:3 (escrito entre 587-586 a.C.), o profeta prevê os ataques a Tiro que ocorreram em 573 a.C., 332 a.C. e 1291 d.C. - "Portanto, assim diz o Soberano Senhor: Eu sou contra ti, Tiro, e trarei contra ti muitas nações, como o mar que levanta as suas ondas" (Ezequiel 26:3).

O profeta disse que Tiro, a cidade mais poderosa do Império Fenício, seria atacada por muitas nações devido ao seu tratamento para com Israel. Por volta da época em que Ezequiel proferiu essa profecia, a Babilónia havia iniciado um ataque de 13 anos contra o território continental de Tiro. Mais tarde, por volta de 332 a.C., Alexandre, o Grande, conquistou a ilha de Tiro e pôs fim ao Império Fenício. Depois disso, Tiro voltou a ficar sob o domínio dos romanos, dos cruzados e dos muçulmanos, que destruíram a cidade mais uma vez, em 1291.

Numa notável profecia, o profeta escreve em Ezequiel 26:12 (escrito entre 587-586 a.C.) que as pedras, a madeira e o solo de Tiro seriam lançados ao mar. Isso se cumpriu em 333-332 a.C. - "Eles saquearão os seus bens e roubarão as suas mercadorias; derrubarão os seus muros e demolirão as suas belas casas e lançarão as suas pedras, a sua madeira e os seus entulhos ao mar" (Ezequiel 26:12). O profeta disse que as pedras, a madeira e o solo de Tiro seriam lançados ao mar. Essa provavelmente é uma descrição adequada de como Alexandre, o Grande, construiu uma ponte terrestre ligando o continente à ilha de Tiro quando a atacou em 333-332 a.C. Acredita-se que ele tenha retirado os entulhos das ruínas de Tiro no continente e os lançado ao mar – pedras, madeira e solo – para construir a ponte terrestre (que ainda existe).

Jesus (Messias):

Existem literalmente centenas de outras profecias cumpridas que poderíamos descrever aqui, mas claramente uma se destaca das demais, e precisamos dedicar um momento para explicá-la. Embora os judeus certamente se sentissem confortados pelas profecias que previam a destruição de seus inimigos, havia uma profecia muito mais reconfortante descrita no Antigo Testamento. Era uma profecia que previa a vinda de um Messias, um salvador que libertaria os judeus. Embora houvesse dezenas de profecias messiânicas nas Escrituras do Antigo Testamento (onde Ele iria nascer, o que faria, como iria ser morto e como iria ressuscitar dos mortos), uma delas era incrivelmente específica em suas afirmações. Ao examinarmos essa profecia, podemos confirmar a inspiração sobrenatural e divina da Bíblia.

Em 538 a.C., Daniel escreveu a seguinte previsão ousada: "Saiba e entenda que, desde a promulgação do decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas" (Daniel 9:25). Nessa profecia, Daniel afirma que haverá 69 semanas entre a promulgação do decreto para reconstruir Jerusalém e o aparecimento do Messias. Lembre-se de que essa previsão ousada foi feita 538 anos antes do nascimento de Cristo.

"Envia-me a Judá, à cidade dos túmulos de meus pais, para que eu a reconstrua. Assim agradou ao rei enviar-me" (Neemias 2:5,6). As Escrituras então nos fornecem a data exata deste decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém. De acordo com as Escrituras, o decreto foi emitido "no mês de Nisã, no vigésimo ano do reinado de Artaxerxes" (Neemias 2:1). O mês do calendário judaico era Nisã e, como nenhum dia é especificado, é razoável supor que a data seja entendida como o primeiro dia do ano, o Ano Novo Judaico. E, no calendário juliano que usamos atualmente, a data correspondente seria 5 de março de 444 a.C. Este foi o dia em que o decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém foi emitido.

Agora, vamos analisar um pouco a história. Em 464 a.C., Artaxerxes, um rei persa, ascendeu ao trono. Seu vigésimo ano como rei seria 464 a.C. Neemias, o copeiro judeu do rei Artaxerxes, estava profundamente preocupado com os relatos sobre a situação de ruína de Jerusalém, resultante da derrota sofrida pelo rei (Neemias 1:1-4), e, por isso, fez uma petição ao rei: "Envia-me a Judá, à cidade dos túmulos de meus pais, para que eu a reconstrua. Assim agradou ao rei enviar-me" (Neemias 2:5,6).

As Escrituras então nos fornecem a data exata deste decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém. De acordo com as Escrituras, o decreto foi emitido "no mês de Nisã, no vigésimo ano do reinado de Artaxerxes" (Neemias 2:1). O mês do calendário judaico era Nisã e, como nenhum dia é especificado, é razoável supor que a data seja entendida como o primeiro dia do ano, o Ano Novo Judaico. E, no calendário juliano que usamos atualmente, a data correspondente seria 5 de março de 444 a.C. Este foi o dia em que o decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém foi emitido.

Agora, vamos relembrar esta data, 5 de março de 444 a.C., e observar a aparição do Messias. Vocês devem se lembrar de que os Evangelhos nos contam que Jesus, em diversas ocasiões, proibiu seus seguidores de o chamarem de "o Messias". Ele frequentemente realizava milagres e dizia aos discípulos para não contarem a ninguém quem os havia feito, pois a sua "hora ainda não havia chegado" (João 2:4, 7:6). Contudo, em 30 de março de 33 d.C., quando entrou em Jerusalém montado em um jumento, ele repreendeu o protesto dos fariseus e encorajou toda a multidão de seus discípulos, que gritavam: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor!". E Jesus disse: "Se estes se calarem, as pedras clamarão" (Lucas 19:38-40). Este foi o dia em que Jesus foi publicamente declarado o Messias.

Agora, vamos comparar a data do decreto (5 de março de 444 a.C.) com a data da declaração de Jesus (30 de março de 33 d.C.). Antes de começarmos, precisamos esclarecer que o ano profético judaico era composto por doze meses de 30 dias. Em outras palavras, as evidências antigas indicam que o ano profético judaico tinha 360 dias, e não 365. Como Daniel menciona 69 semanas de sete anos cada, e cada ano tem 360 dias, a equação é a seguinte: 69 x 7 x 360 = 173.880 dias. Com uma simples demonstração matemática, podemos determinar o número de dias no período de 5 de março de 444 a.C. (o vigésimo ano de Artaxerxes) a 30 de março de 33 d.C. (o dia em que Jesus entrou em Jerusalém montado no jumento).

O período de tempo de 444 a.C. até 33 d.C. são 476 anos (lembre-se que de 1 a.C. a 1 d.C. é apenas um ano). E se multiplicarmos 476 anos por 365,2421879 dias por ano (corrigido para anos bissextos), obtemos o resultado de 173.855 dias. Agora, vamos adicionar a diferença entre 5 de março e 30 de março (25 dias). Qual é o nosso total? 173.880 dias! Exatamente como Daniel previu.

- Nascimento: Em Belém, de uma virgem (Miqueias 5:2). Por volta de 700 a.C., o profeta Miqueias nomeou a pequena vila de Belém como o local de nascimento do futuro Messias de Israel. Dada a importância desse futuro Salvador, seria de se esperar que ele chegasse a uma cidade de grande relevância espiritual e política, como Jerusalém, e não a uma pequena vila.

Considerando o número de cidades e vilas em Israel durante os anos da ocupação romana, a probabilidade de um evento tão marcante ocorrer em Belém pareceria ínfima. Até mesmo os líderes religiosos judeus descartaram a identidade messiânica de Jesus por esse motivo. O cumprimento dessa profecia, o nascimento de Jesus Cristo em Belém, é um dos fatos mais conhecidos e celebrados da história. Mateus 2:1

- Descendência: Génesis 12:1-3 (profecia) --» Gálatas 3:14 (cumprimento) /  Salmo 132:11 (profecia) --» Atos 13:22,23 (cumprimento)

- Semelhante a Moisés: Deuteronómio 18:15-18 --» Atos 3:20-24

- Entrada em Jerusalém: Entrou montado num jumento (Zacarias 9:9; Mateus 21:1-11)

- Traição: Traído por 30 moedas de prata (Zacarias 11:12). No século V a.C., o profeta Zacarias predisse que o Messias seria traído pelo preço de um escravo, que, segundo a lei judaica, correspondia a trinta moedas de prata. O profeta prosseguiu dizendo que as trinta moedas de prata seriam usadas para comprar um cemitério para estrangeiros pobres entre a população de Jerusalém (Zacarias 11:12-13).

Tanto os escritores bíblicos quanto os historiadores seculares registam trinta moedas de prata como a quantia paga a Judas Iscariotes por trair Jesus. Evidências indicam ainda que o dinheiro, inicialmente devolvido ao Templo por Judas, não pôde ser aceito como oferta a Deus por ser "dinheiro de sangue" e, portanto, foi usado para comprar um "cemitério para oleiros", um local de sepultamento para estrangeiros pobres (Mateus 27:3-10), exatamente como predito.

- Detalhes da crucificação: mãos e pés perfurados (Salmo 22:16), nenhum osso quebrado (Salmo 34:20), vinagre dado (Salmo 69:21), vestes disputadas em jogo de azar (Salmo 22:18).

No século X a.C., vários séculos antes da crucificação ser inventada pelos assírios ou empregada pelos romanos, tanto o rei David de Israel quanto o profeta Zacarias predisseram a morte do Messias de Israel com palavras que descrevem perfeitamente esse método de execução. Eles disseram que o Messias teria as mãos e os pés perfurados por gentios, sofreria grave desidratação, seu lado seria perfurado e (ao contrário do procedimento costumeiro na crucificação) nenhum de seus ossos seria quebrado (Salmos 22:16 e 34:20). O Salmo 22 também predisse que, durante a execução do Messias, as pessoas o encarariam, zombariam dele, o insultariam, dividiriam suas vestes e lançariam sortes por uma de suas roupas (verso 18; Zacarias 12:10). Historiadores e escritores do Novo Testamento confirmam o cumprimento de cada uma dessas profecias quando Jesus de Nazaré morreu em uma cruz romana. Uma lança foi cravada em seu lado para verificar se ele estava, de fato, morto, e essa constatação eliminou a necessidade da típica quebra de ossos.

- Multiplicação da Maldade e Amor Frio: A maldade se multiplicaria e o amor de muitos esfriaria (Mateus 24:12). Apostasia é um período em que a autoridade de Deus não se encontra na Terra. Depois que Jesus ressuscitou e ascendeu ao céu, Seus discípulos sabiam que um dia Ele voltaria como Ele dissera. No entanto, o apóstolo Paulo ensinou que a Igreja que Jesus estabeleceu cairia em apostasia antes que Cristo viesse novamente: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque aquele dia não virá sem que antes venha a apostasia” (2 Tessalonicenses 2:3). Essa apostasia ocorreu séculos depois que os apóstolos originais de Jesus, que possuíam Sua autoridade do sacerdócio, morreram ou foram mortos.

- Pregação do Evangelho: O evangelho do Reino será pregado em toda a terra habitada (Mateus 24:14).

11.2. Profecias do Antigo Testamento (Não Cumpridas na Primeira Vinda de Jesus):

- Restauração do Evangelho: Embora Deus soubesse que Sua autoridade do sacerdócio, Seus profetas e a plenitude do evangelho de Jesus Cristo desapareceriam da Terra por algum tempo, Ele também prometeu que um dia eles seriam restabelecidos. Pedro, no Novo Testamento, prometeu que nos últimos dias viriam “os tempos da restauração de todas as coisas” (Atos 3:21).

- Reunião dos Judeus e Reconstrução do Templo: Profecias como Isaías 11:12 e Miquéias 4:1 previam a volta dos judeus à Terra de Israel e a reconstrução do Templo, o que não aconteceu com Jesus.

- Paz Mundial: Isaías 2:4 fala de uma era de paz universal sob o Messias, algo que ainda não se concretizou. 

- Descendência de David: Embora Jesus seja visto como descendente de David, algumas profecias enfatizam uma linhagem masculina direta, o que gera debate. 

Profecias do Novo Testamento (Relacionadas à Segunda Vinda):

- Retorno de Cristo: O Novo Testamento contém profecias sobre o retorno de Jesus durante a vida dos discípulos ou em um futuro próximo, que ainda não ocorreram.

- As Duas Testemunhas: Apocalipse descreve duas testemunhas que profetizam por 1260 dias e serão mortas.

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