4 - A Ciência testemunha em defesa da Bíblia:
A crença em Deus, na Bíblia ou em qualquer doutrina é algo pessoal, e cada um tem o direito de decidir por si só no que acredita ou não. Durante muito tempo houve uma batalha entre eventos citados na Bíblia e a compreensão dos cientistas pois muitas desses eventos e ideias estavam além do conhecimento da época. Surpreendentemente algumas descrições bíblicas anteciparam conceitos que a ciência só viria a compreender séculos depois.
Dentre as várias passagens bíblicas que refletem uma compreensão precursora de fenómenos naturais, destacam-se aquelas que tratam da forma da Terra, sua relação com o espaço, o ciclo da água, entre outros. Essas descrições não apenas anteciparam conceitos científicos, como a esfericidade da Terra e o ciclo hidrológico, mas também desafiaram as crenças predominantes de suas épocas, que muitas vezes viam o mundo de maneira mais literal e simplista.
Até hoje nada existe na Ciência que se possa provar ser contrário ao que diz a Bíblia.
A Bíblia não nos foi dada para ser um livro científico, mas nenhum lugar nos dá uma má ciência. No Museu do Louvre, em Paris, existem 3,5 kms de manuscritos e livros antigos de “má ciência”, ou seja, com teorias que posteriormente a Ciência veio a provar serem obsoletos, como por exemplo: teorias da alquimia (textos medievais e renascentistas que buscavam transmutar metais e o elixir da vida, hoje vistos como precursores da química, mas cheios de misticismo), tratados de astrologia (livros que correlacionavam a posição dos astros com eventos terrestres, fundamentais para a astronomia antiga, mas não científicos no sentido moderno), ou modelos cosmológicos antigos (representações do universo geocêntrico - Terra no centro -, como as de Ptolomeu, que dominaram por séculos e foram desmentidas por Copérnico e Galileu), que foram parte integrante do pensamento da época, mas que a ciência moderna refutou.
A criação do Universo (Génesis 1:1) é vista como corroborada por descobertas como a radiação cósmica de fundo. Livro recomendado: CRIACIONISMO, verdade ou mito? (Ken Ham)
A estrutura do Universo - passagens como Job 26:7 ("suspende a terra sobre o nada") são interpretadas como vislumbres da Terra suspensa no espaço, uma ideia redescoberta pela ciência. A noção moderna de que a Terra flutua no espaço só foi totalmente compreendida com os avanços da Física e da Astronomia.
Estrelas incontáveis: Antes da invenção do telescópio no século XXVII, os cientistas achavam que sabiam quase o número exato de estrelas no universo. Ptolomeu afirmou que havia 1.056 estrelas. Kleper mais tarde contou 1.005 estrelas. Hoje se sabe que há mais de 100 mil milhões de estrelas em nossa própria galáxia e há provavelmente inumeráveis outras galáxias como a nossa aí fora no espaço.
A maioria dos astrónomos hoje concorda em que não é humanamente possível contar as estrelas. Jeremias disse no ano 600 a.C. que não dá para contar as estrelas do céu. Veja Jeremias 33:22: “Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de David, Meu servo, e os levitas que ministram diante de Mim”.
A Terra é redonda - Isaías 40:22 afirma: “Ele está sentado sobre o círculo da terra, e seus habitantes são como gafanhotos.” A palavra hebraica que se traduz círculo aqui é a palavra khug e significa literalmente de forma esférica ou redonda. Esta passagem sugere que a Terra é esférica, um conceito que era contrário à crença predominante na época, que via a Terra como plana e sustentada por pilares ou criaturas mitológicas. A ideia de uma Terra redonda só foi amplamente aceita após as descobertas de cientistas como Aristóteles e, posteriormente, com as explorações de Marco Polo e Cristóvão Colombo. Levou 2.250 anos depois de Isaías para Colombo descobrir que a terra é redonda.
O núcleo da Terra é quente - Em Job 28:5, lemos: “A terra, de onde provém o pão, é transformada em baixo como pelo fogo.” Esta referência da Bíblia à Terra como sendo transformada “como pelo fogo” pode ser interpretada como uma alusão ao calor do núcleo terrestre, uma ideia que só foi confirmada pela ciência moderna através de estudos geológicos e sismológicos.
Fontes no mar – Job 38:16a: “Alguma vez conseguiste explorar as fontes dos mares?”, referindo-se aos mistérios profundos do oceano, algo que a ciência moderna explorou, descobrindo as fontes hidrotermais (chaminés submarinas) no fundo do mar, um ecossistema único, descoberto pela expedição do Alvin em 1977 (na região das Galápagos), revelando vida abundante em condições extremas, muito antes do nosso conhecimento, um mistério que Deus, na Bíblia, usou para ilustrar Sua soberania e o conhecimento limitado do homem sobre as maravilhas da criação.
Em Génesis 7:11 Moisés mencionou essas fontes no mar em conexão com o dilúvio da época de Noé quando ele disse que as fontes do grande abismo se romperam - “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezassete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”.
O ciclo hidrológico - O ciclo da água, que envolve a evaporação, condensação e precipitação, é descrito em várias passagens. Em Eclesiastes 1:7 está escrito: “Todos os rios correm para o mar, mas o mar não se enche. Para o lugar de onde os rios vêm, para lá eles retornam para correrem novamente.” Job 26:8: “Prende as águas em densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo delas”. Deus prende as águas nas nuvens como se elas fossem coletadas num odre de couro até que Ele tenha ocasião de usá-las. Job 36:27,28: “Ele atrai as gotas de água, que destilam como chuva para os rios; as nuvens derramam sua humidade e chuvas abundantes caem sobre os homens.” Essas descrições da Bíblia antecipam o ciclo hidrológico que só foi compreendido pela ciência no séc. XVI.
O peso do ar e das águas - A ciência moderna aprendeu que o ar tem peso e que a água tem peso. A ciência aprendeu que a atmosfera pesa 6.35k por polegada cúbica no nível do mar e que um galão de água pesa 3.778k. Job 28:25 diz que Deus fez o vento e a água para terem peso: “Quando deu peso ao vento e tomou a medida das águas”.
Micro-universo - Hebreus 11:3 ("o que se vê não foi feito do que é aparente") é associado à ideia de que o mundo visível é composto de matéria invisível. Esta passagem sugere que a matéria e a energia são formadas a partir de elementos invisíveis, um conceito que se alinha com a teoria atómica moderna, onde átomos, compostos de protões, neutrões e eletrões, são invisíveis a olho nu.
A Segunda Lei da Termodinâmica afirma que a entropia de um sistema isolado tende a aumentar com o tempo, ou seja, os sistemas naturais passam de estados ordenados a estados desordenados. Em Salmos 102:25,26 é dito: “Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles envelhecerão como um vestido.” Este versículo sugere que o universo está em um estado de desgaste e deterioração, o que é exatamente o que a Segunda Lei da Termodinâmica descreve. Na época em que esses textos foram escritos, as pessoas acreditavam em um universo imutável, mas essa visão foi desafiada por descobertas científicas que confirmaram a progressão natural da entropia.
O Dilúvio universal - O relato do dilúvio universal aparece em várias culturas antigas, não apenas na Bíblia, sugerindo um evento catastrófico de proporções globais. Na Bíblia, o dilúvio é descrito no livro de Génesis, em que Deus, em resposta à maldade humana, decide inundar a Terra, salvando apenas Noé, a sua família e os animais na arca. Embora não exista uma prova definitiva de um dilúvio que cobriu todo o planeta, cientistas sugerem que eventos catastróficos locais ou regionais poderiam ter inspirado o mito. Um exemplo é a hipótese de que o Mar Negro, por volta de 5.600 a.C., tenha sofrido uma grande inundação quando o Mediterrâneo rompeu através do estreito de Bósforo. Estudos geológicos e arqueológicos indicam que este evento pode ter inspirado relatos de inundações em várias culturas do Oriente Médio. Há evidências geológicas e arqueológicas que mostram que a água já cobriu vastas áreas de terra, e muitos animais foram enterrados em camadas de sedimentos e rochas. Essas evidências sugerem que houve um evento catastrófico que causou a inundação de áreas extensas, possivelmente um único evento. Mais informações no livro acima sugerido.
A Arca de Noé - A descrição da Arca de Noé em Génesis 6:13-22, com medidas específicas de comprimento, largura e altura, foi confirmada por cálculos modernos. Física realizada por estudantes da Universidade de Leicester em 2014 demonstrou que a Arca, com suas dimensões, teria flutuado e transportado com segurança os pares de espécies através do dilúvio.
A destruição de Sodoma e Gomorra - Sodoma e Gomorra são mencionadas na Bíblia como cidades que foram destruídas por Deus por causa dos seus pecados. O relato da destruição dessas cidades por “enxofre e fogo” tem intrigado estudiosos e arqueólogos por séculos. Em 2021, pesquisadores anunciaram evidências de que uma explosão cósmica, possivelmente causada por um meteorito, devastou uma cidade antiga na região do Vale do Jordão, por volta de 1650 a.C. Essa cidade é identificada como Tall el-Hammam, localizada ao norte do Mar Morto, e pode ter sido a inspiração para a história de Sodoma e Gomorra. A destruição súbita e a presença de uma camada de cinzas e fragmentos vitrificados sugerem uma catástrofe que poderia ser interpretada como fogo e enxofre caindo do céu.
A peste no Egito - As Dez Pragas do Egito, descritas no Êxodo, culminaram na libertação dos israelitas da escravidão egípcia. Entre as pragas, destacam-se o Rio Nilo transformado em sangue, a infestação de rãs, gafanhotos e a morte dos primogénitos. Alguns cientistas sugerem que uma série de eventos naturais poderia ter inspirado o relato das pragas. Por exemplo, o Nilo “transformado em sangue” pode ter sido causado por um fenómeno conhecido como blooms de algas vermelhas tóxicas, que privam a água de oxigénio, matando os peixes e desencadeando a proliferação de insetos. Outras pragas, como a morte do gado e dos primogénitos, podem estar relacionadas a doenças transmitidas por esses eventos ecológicos.
A travessia do Mar Vermelho - No livro do Êxodo, Moisés conduz os israelitas para fora do Egito, e um dos eventos mais dramáticos é a travessia do Mar Vermelho, quando as águas se dividem para permitir a passagem do povo hebreu e depois retornam, afogando o exército egípcio. Alguns cientistas acreditam que um fenómeno natural conhecido como “recuo de maré” ou “vento oriental” poderia ter provocado uma divisão temporária das águas. Em 2010, pesquisadores da Universidade de Colorado realizaram simulações que mostraram como ventos fortes poderiam ter empurrado as águas de uma lagoa rasa perto do delta do Nilo, permitindo a passagem a pé. Quando os ventos cessaram, as águas voltariam rapidamente, causando uma inundação. Artigo recomendado
A queda de Jericó - No livro de Josué, a Bíblia narra como os israelitas, liderados por Josué, cercaram a cidade de Jericó por 7 dias, tocando trombetas. No 7.º dia, as muralhas da cidade desmoronaram, permitindo a invasão dos israelitas. A antiga cidade de Jericó foi escavada extensivamente por arqueólogos. Kathleen Kenyon, uma arqueóloga britânica, conduziu escavações nos anos 1950 e encontrou evidências de que as muralhas de Jericó caíram subitamente por volta de 1400 a.C. Embora as razões exatas para o colapso ainda sejam debatidas (alguns sugerem um terremoto), a destruição repentina das muralhas coincide com o relato bíblico.
O Sol parou - Em Josué 10:12,13 lemos: “Então falou Josué ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus aos filhos de Israel, e disse na presença de Israel: ‘Sol, detém-te em Gibeão; e tu, lua, no vale de Aijalom.’ E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou dos seus inimigos.” Esta passagem é frequentemente interpretada como um evento de eclipse ou uma interrupção astronómica, que foi datada para o dia 30 de outubro de 1207 a.C., com base em cálculos astronómicos modernos. Esses exemplos demonstram como a Bíblia, muitas vezes criticada por não ser científica, contém passagens que se alinham surpreendentemente com descobertas modernas da ciência. Isso sugere que, ao longo da história, textos antigos poderiam ter antecipado conceitos científicos que só mais tarde foram plenamente compreendidos pela humanidade. Essa interseção entre fé e ciência continua a inspirar debate e pesquisa, destacando a complexidade e profundidade das antigas escrituras.
Montanhas submersas - Salmo 104:6 menciona: “Tu cobres a terra com as profundezas como com um vestido; as águas estavam sobre os montes.” Este versículo descreve montanhas submarinas, conhecidas como seamounts, que são montanhas que se elevam do fundo do oceano, mas não chegam à superfície da água. Elas são geralmente formadas por atividade vulcânica e podem ser encontradas em todas as bacias oceânicas do mundo, mas para a época, eram um conceito desconhecido até que a geologia moderna as identificasse.
O relato da estrela de Belém que guiou os magos até o local do nascimento de Jesus é um dos elementos mais icónicos da narrativa natalina. No Evangelho de Mateus, a estrela é descrita como um sinal celestial que indicava o nascimento do Rei dos Judeus. Astrónomos têm procurado explicações para a Estrela de Belém. Algumas teorias sugerem que pode ter sido uma conjunção planetária, possivelmente entre Júpiter e Saturno, que ocorreu por volta de 7-6 a.C., ou um cometa, como o famoso Cometa Halley. Outra hipótese é que a estrela foi uma supernova ou explosão estelar visível da Terra naquela época.
Saúde e Higiene: A Bíblia contém leis de limpeza e alimentação que a ciência moderna valida, que previnem doenças.
a) A vida do corpo humano depende do sangue. Foi só no final do século XVIII é que o Homem aprendeu que o sangue leva oxigénio às células do corpo e retira o dióxido de carbono e outros produtos desnecessários e assim essa vida está presa ao sangue. Os médicos de George Washington realmente o fizeram sangrar até ele morrer, pois eles não entendiam que a vida do corpo humano depende do sangue. Pensando que eles o estavam ajudando a vencer sua pneumonia, os médicos de Washington drenaram mais do que um litro de sangue de seu corpo doente e ele morreu.
Em Génesis 9:4 Deus disse a Noé depois do Dilúvio que a vida da carne está no sangue - “A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis”. O grande sentido desse fato é que o sangue, a vida de Jesus Cristo, o filho de Deus, foi entregue para fazer expiação em favor dos pecadores.
b) A circuncisão deve ser realizada no oitavo dia de vida. Deus ordenou no ano 1.950 a.C. que Abraão circuncidasse seus filhos no 8.º dia de vida deles (Génesis 17:12 - “O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência”). Os recém-nascidos são de modo peculiar suscetíveis à hemorragia entre o segundo e quinto dia de vida. A medicina aprendeu nos últimos 50 anos que dois elementos de coagulação sanguínea, a vitamina K e a protrombina, não estão presentes em quantidades normais até o quinto ou sétimo dia de vida. Portanto, o 1.º dia seguro para circuncidar um menino é o 8.º dia, o próprio dia que Deus ordenou que Abraão circuncidasse Isaac e todos os seus filhos. A ciência médica sente orgulho dessa recente descoberta, mas Deus havia ordenado que Abraão circuncidasse seus filhos no 8.ºa em 1.950 a.C.! Abraão não escolheu o 8.º dia depois de anos de testes e erros. Foi o dia ordenado pelo Criador da vitamina K e da protrombina.
c) As leis sanitárias da nação de Israel. Deus deu a Israel muitas leis a respeito de limpeza e higiene que não foram praticadas de novo até ao Séc XIV. A febre da Peste Negra levou à Espanha e outros países a adotarem o isolamento (quarentena) como principal estratégia de contenção, uma prática que se tornou fundamental na história da saúde pública. Prática repetida de forma quase global, recentemente em 2020, com o Covid-19.
Essas leis religiosas tinham fatos científicos ocultos que funcionavam para que o povo de Israel tivesse boa saúde. Essas leis de higiene que Deus deu a Israel impediam muitas doenças em Israel, embora Israel não entendesse nada de bacteriologia. Por exemplo, Deuteronómio 23:12-14 exigia a eliminação sanitária de excrementos humanos por enterro - “Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás. E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado, fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o que defecaste. Porquanto o SENHOR teu Deus anda no meio de teu arraial, para te livrar, e entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa feia em ti, e se aparte de ti”. A prática de enterrar os excrementos impedia muitas doenças e envolvia um fato que os cientistas não haviam aprendido até talvez 150 anos.
Levítico 11:7,8 dá a lei sobre o porco na lista de animais impuros que não se deve comer - “Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será imundo. Das suas carnes não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; estes vos serão imundos”. Em Israel, não se podia comer certos animais, tais como porcos, pois eram cerimonialmente impuros. Até o século XX, o Homem não sabia que os porcos são portadores de parasitas perigosos. Deus deu essa lei como lei religiosa que seu povo não poderia comer porco. Aqueles que obedeciam eram protegidos dos parasitas que vivem nos porcos, embora eles não soubessem disso. A obediência a Deus sempre traz bênçãos, até mesmo bênçãos que não dá para identificar. Hoje os porcos são criados em condições mais sanitárias e o porco é cozinhado bem a fim de matar os parasitas antes que eles entrem naqueles que comem porco.
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