quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Pecado - parte 4



Texto relativo à aula online n.º 5 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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6 - Desde o Pecado que o Homem tem procurado voltar ao que era antes do Pecado, tentado voltar ao que foi criado para ser.

O que o mundo nos oferece não preenche as necessidades básicas do Homem, resultado do Pecado. O Homem sente um "vazio" que não consegue explicar e procura suprir essas necessidades, mas nenhuma delas é o satisfaz.

Quais as necessidades básicas do Homem?

- Necessidade de Significância – Deus deu a Adão um objectivo de existência – governo (Génesis 1:26). Adão não tinha que procurar significância ou significado na vida – ele já tinha estas coisas. [Tema será mais abordado em lições online posteriores]

- Necessidade de Segurança – Ele estava completamente seguro na presença de Deus. Tudo o que ele precisava lhe era providenciado: comida, abrigo, companhia, etc. Ele não tinha o conceito de o que era uma “necessidade”. [Tema será mais abordado em lições online posteriores]

- Necessidade de Aceitação – Adão tinha um relacionamento íntimo com Deus. Ele podia falar com Ele a qualquer altura e ter toda a Sua atenção. Depois Deus criou Eva para Adão também. Ele tinha um sentimento de pertença, não só a Deus mas também a outro ser humano. Eles eram aceites por Deus e um pelo outro. 

Por causa o Homem tornou-se como que um "carro" sem gasolina... não funciona! E porque anseia funcionar, sentir-se satisfeito, ser o que foi criado a ser, procura de várias formas voltar a ser o que era, trilha vários caminhos na expetativa de conseguir lá voltar

O mundo oferece-nos um sem número de falsas equações que prometem recuperar o que Adão e Eva perderam:

DESEMPENHO + METAS ATINGIDAS = SIGNIFICADO

ESTATUTO + RECONHECIMENTO = SEGURANÇA

APARÊNCIA + ADMIRAÇÃO = ACEITAÇÃO

Exemplo: o rei Salomão, tinha governo, muitas mulheres para seu prazer, era considerado o homem mais rico, mais sábio, etc... mas no final ele disse "tudo é vaidade!" (Eclesiastes 1:12) Nada que obteve deste mundo o preencheu, o satisfez!

Qual o caminho?

O salmista David disse: "Para onde me irei de Teu Espírito? E para onde fugirei de Tua presença?" David compreendeu que o Homem por mais que lute, sem a ajuda de Deus, não pode seguir em frente, como disse o Senhor Jesus Cristo: "porque sem mim nada podeis fazer" (João 15:5). Cedo ou tarde, o Homem terá que encontrar-se novamente com seu Criador, seja nesta vida ou na vindoura; pretender fugir dEle é a coisa mais ilusória que pode existir. Sem dúvidas o Homem tem empreendido um esforço de aproximar-se de Deus; e para pretender alcançá-Lo, tem estabelecido diferentes pontes que passam a tomar o nome de pontes incompletas, porque não preenchem os requisitos plenos que satisfaçam a Deus.

a) A religiosidade e o paganismo (uma das pontes criadas pelo Homem)

R.E. Hume disse: “A religião é a principal característica que diferencia o homem. Certos animais podem sobrepujar-se em certas atitudes, tais como a velocidade ou percepção sensitiva, engenhosidade, produtividade prática, companheirismo e produtividade económica, mas nenhum que se saiba tem dado prova alguma de vida religiosa nem tem feito jamais algo que pudesse ser interpretado como preparação para uma vida depois da morte. Certos indivíduos humanos parecem carentes de interesse religioso, assim como carecem de preocupações morais e mentais elevadas, mas o género humano em seu conjunto é universalmente religioso.”

Desde as culturas mais remotas, o Homem tem dado mostras de religiosidade, ou seja, sua própria natureza interna lhe diz que ele não veio a este mundo como fruto do acaso, ou por alguma explosão cósmica, ou talvez por um processo evolutivo de milhões de anos. Por este motivo o homem tem lutado para relacionar-se com "esse ser" Todo Poderoso que o criou, entregando-se de uma maneira errada a adorar o sol, a lua, as estrelas, a natureza, as aves, os mamíferos. Mas todo este esforço tem sido em vão, e chegando o homem ao desespero, buscou uma adoração que fosse mais forte, entregando-se deste modo à adoração de demónios, crendo que a estava dirigindo a Deus. Por este motivo quando Deus resgatou o povo de Israel da terra do Egipto e o conduziu pelo deserto levando-os à terra prometida, Canaã, nos limites do território, antes da conquista, o advertiu: "Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa" (Deuteronómio 18:9-14).

Deus exigia do povo de Israel que andasse em perfeição, e esta era oposta ao que praticavam as nações que eles estavam a ponto de conquistar; o aspecto curioso desse assunto é que as mesmas coisas que o Senhor fez menção que praticavam aquelas nações pagãs, também são praticadas no dia de hoje.

- Passavam os seus filhos pelo fogo. "Queimavam seus filhos em sacrifício a um deus pagão" (verso 10). Na actualidade existem certos ritos onde levam as pessoas a saltar por cima do fogo; este rito é tão abominável aos olhos de Deus como o foi na antiguidade.

- Praticavam adivinhação. É tentar conhecer o futuro ou as coisas invisíveis por meio de toda a classe de sinais e procedimentos mágicos. A adivinhação é praticada de diversas maneiras, lendo o cigarro, o tabaco, as cartas. Ou através dos horóscopos, que é a adivinhação, consultando os astros.

O salmista David disse: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos" (Salmo 19:1).

A mensagem que nos dão os astros e o resto do firmamento é: "Homens olhem a grandeza do que existe, somos obra da sabedoria de Deus, demos glória somente a Ele". Isaías disse: "Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? A lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles" (Isaías 8:19,20).

O adivinho pratica a sua profissão por lucro e sempre ajusta sua mensagem aos fins pessoais ou políticos. "Então o rei de Israel reuniu os profetas, quatrocentos homens, e disse-lhes: Iremos à guerra contra Ramote de Gileade, ou deixarei de ir? E eles disseram: Sobe; porque Deus a entregará na mão do rei" (2 Crónicas 18:5). Todos os profetas que tinha o rei Acab, eram adivinhos e profetizavam pelo espírito de mentira (2 Crónicas 18:18-22).

- Criam nos agoureiros. Aqui encontramos aqueles supersticiosos que depositam toda sua confiança, ou para bem ou para mal, em objectos, ou em sinais.

- Criam no sortilégio, ou nas sortes. Todo aquele que pretende adquirir algum benefício utilizando a ajuda de forças sobrenaturais, completamente alheias a Deus. Na actualidade o sortilégio é representado nas lotarias, rifas, jogos de azar e tudo o que tenha a ver com sorteios.

- Criam na feitiçaria. Os primeiros cristãos a viam como um ato de sujeição aos poderes alheios ao poder de Deus. A utilização de todas as forças ocultas para alcançar seus propósitos, está muito ligada com a adivinhação, a astrologia, a invocação de espíritos de mortos e a magia negra.

- Criam nos encantamentos. Os encantadores em geral chegam a fascinar com suas artes até os líderes políticos de diferentes épocas. Por exemplo, o Faraó do tempo de Moisés tinha como assessores de seu reino, feiticeiros que, com seus encantamentos, podiam fazer sinais extraordinários, tais como converter varas em cobras, água em sangue e que dos rios saíssem rãs. Ainda que eles o fizessem imitando os prodígios que operava Moisés, Faraó chegou a tê-los em alta estima, pensando que estes homens eram muito poderosos, sem entender que estes sinais eram de juízo para a nação. Salomão disse: "O que os homens têm por sublime ante os olhos de Deus, é abominação".

Quando um reino ou governo se volta aos encantadores e adivinhos, este fica exposto ao juízo de Deus. Em Levítico 20:6 o Senhor diz: "Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo". Um dos reis que encheu a taça para que o juízo de Deus recaísse sobre o povo de Judá, foi o rei Manassés: "E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros; e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira" (2 Reis 21:6). Por sua causa, Deus trouxe todo o mal sobre toda Jerusalém, entregando-a nas mãos de seus adversários, até serem despojados e levados em cativeiro para a Babilónia pelas mãos de Nabucodonozor. Manassés, quando foi posto em angústia, humilhou-se e arrependeu-se diante de Deus; mas isto não deteve o juízo de Deus que já estava determinado, porque a maldade que se havia cometido era muito grande no reinado de Joaquim, que também fez o mal diante dos olhos de Jeová, vindo a destruição de Jerusalém: "E, na verdade, conforme o mandado do SENHOR, assim sucedeu a Judá, para o afastar da sua presença por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo quanto fizera" (2 Reis 24:3).

- Criam na magia. A magia trata de apresentar-se como se fosse o poder de Deus em acção, de tal modo que fascina, para logo enganar e destruir. O povo de Samaria estava fascinado com um tal Simão, que se fazia passar por alguém importante. A este ouviam todos, desde o menor até o maior, dizendo: este é o grande poder de Deus, (em outras palavras, o povo pensava que ele era o Messias). E estavam atentos porque com suas artes mágicas os havia enganado por muito tempo (Atos 8:10,11). Mas a misericórdia de Deus foi tão grande, que alcançou este mago, que ao escutar Felipe pregando o evangelho do reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, creu, baptizou-se, esteve com Filipe vendo os sinais e grandes milagres que se faziam, e estava atónito (Atos 8:12,13).

- Consultar aos mortos. O consultar aos mortos é uma reacção daqueles que sabem que Deus tem se apartado deles e que, por mais que orem, o Senhor já não lhes responde de nenhuma forma; e isto os leva ao desespero, procurando achar a resposta através daqueles que já partiram deste mundo. O rei Saul buscou uma adivinha, participou de uma sessão espírita, mas isto lhe custou a vida. "Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar. E não buscou ao SENHOR, que por isso o matou, e transferiu o reino a David, filho de Jessé" (1 Crónicas 10:13,14).

Todos os israelitas sabiam que estas práticas estavam completamente proibidas pelo Senhor, desde a época de Moisés: "Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles" (Levíticos 20:27).

O apóstolo João disse: "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte" (Apocalipse 21:8).

Paulo ensinou: "Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?" (1 Coríntios 10:19-22).

E disse então Jesus aos judeus que haviam crido nEle: "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:31,32).

Muitos seres humanos têm tratado de buscar mestres através de todas as épocas da história da humanidade. Por certo têm existido neste mundo grandes mestres e líderes espirituais que influenciaram doutrinas em milhões de pessoas, mas nenhum pode chegar a expressar-se como o fez Jesus Cristo:

"Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto... Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras" (João 14:7, 9-11).

b) Boas obras

"Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9).

Muitos têm o conceito de que devem ajudar a Deus para alcançar a Salvação (Redenção) e têm até mesmo torturado os seus próprios corpos com a auto-flagelação, atrevem-se a subir montanhas de joelhos ou descalços, pensando que deste modo estarão aproximando-se mais do Autor da vida.

Paulo disse: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Colossenses 2:20-23).

Outros renunciam a todos os bens materiais, como se a salvação tivesse algum preço, esquecendo-se de que esta é um presente, um favor que Deus nos dá, não por ritos nossos, mas porque Deus é bom.

Também existem os que têm caído num legalismo extremo, dando muito mais ênfase na aparência externa. Talvez tenham ouvido de um homem que era muito corpulento, que caiu na água e as pessoas que estavam próximas ao cais, olhavam-se para ver se havia alguém que se decidisse a jogar-se para salvar a vida daquele pobre homem. Um marinheiro que estava ali dispôs-se a tirá-lo d'água, mas não se decidia e ficou esperando até que o pobre náufrago perdeu quase todas as forças; então quando o que havia caído na água, estava a ponto de perecer, o marinheiro jogou-se e salvou-o.

Alguém lhe perguntou depois, porque ele havia agido daquela forma, esperando que o homem estivesse quase afogado para salvá-lo. E ele respondeu: fiz assim para que me fosse mais fácil resgatá-lo.

Quando um pecador se acha sem esperança e recorre a Jesus este é o melhor momento para a salvação. O jovem rico disse ao Senhor: "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" Jesus lhe respondeu: "Por que Me chamas bom? Ninguém é bom senão um: Deus"; com esta resposta o Senhor Jesus deixou sem base todos aqueles que pensam que por seus actos de benevolência poderão alcançar a vida eterna. Jesus deu a entender que o mais recto dos homens somente terá êxito com a ajuda de Deus. Se somente existe "um bom, Deus", então todos os demais somos pecadores e necessitamos que esse Deus bom nos salve. E Ele o faz somente através de Seu Filho Jesus Cristo.

c) Correntes filosóficas

Em certa ocasião, o filósofo Nietzche estava a passar os seus últimos dias num asilo para dementes em Berlim, e ficou no parque absorto em seus pensamentos. Quando soou a sirene para entrar, ele não percebeu e permaneceu ali. Um dos guardas o viu e pensou que era um vagabundo e lhe disse: Quem és tu? de onde vens? e para onde vais? ... Aquele filósofo respondeu: "Essa é a mesma pergunta que me tenho feito por 40 anos e ainda não consegui responder. Poderia dar-me a resposta?"

Muitas pessoas como este filósofo não sabem quem são, nem de onde vêm, nem para onde vão, nem porque motivo estão nesta terra; e falta-lhes propósito na vida. O ser humano tem tratado de filosofar e especular acerca de Deus e tem apelado por todos os meios para deixar Deus de lado. Mas a mesma criação nos fala por si só de Deus. A perfeição que existe nas rosas, o voo das aves, a agilidade dos animais, as cores dos peixes e a perfeição na constituição do corpo humano, nos ensinam que há um ser muito inteligente que com Sua sabedoria criou tudo o que existe. Sem dúvidas tanto a filosofia antiga como a moderna tem conseguido distanciar o homem de seu Salvador. O senhor M. Tamayo Y-baus disse: "O primeiro mestre da filosofia que teve a humanidade foi a serpente do paraíso".

A filosofia tem querido dar um significado à vida, mas seu erro crasso é que busca fazê-lo removendo Deus do meio, e a única coisa que tem alcançado é um maior vazio espiritual. Albert Camus expressou: "Isto é o que me assusta, ver que se dissipa o sentido desta vida, ver que desaparece a razão de nossa existência. Isto é o intolerável, o homem não pode viver sem significado".

Enquanto a filosofia se preocupa para que o homem alcance sua felicidade por meio da superação pessoal, a auto-análise e a dinâmica mental, a sabedoria divina, diz:

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas, porque fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvirem" (1 Timóteo 4:16).

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2:8).

d) O movimento da Nova Era

O cristianismo sempre combateu as filosofias religiosas competitivas, mas actualmente tem empreendido uma guerra aberta contra o movimento da Nova Era: um sistema muito perigoso, por se conduzir em erros crassos. Um de seus inspiradores, Pierre Teilhard de Chardin, de origem francesa, além de ser um sacerdote radical jesuíta, era um paleontólogo evolucionista. Pretendendo unir a fé à ciência, o que é como unir a água com o azeite, caíram em uma corrente filosófica, conseguindo unicamente deformar a verdade. A esse respeito, Paulo escreveu a Timóteo, dizendo: "E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco" (1 Timóteo 6:20,21).

Esse movimento nega a realidade objectiva do Mal, centrado num ser perverso chamado Satanás, e inclina-se para as coisas "boas", mas atrás do mal está uma personalidade maligna que se encarrega de propagá-lo; ora, dizer que não existe o mal, é como dizer que não existe a noite. O apóstolo Paulo disse: "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6:12)

Dirigindo-se aos Coríntios, Paulo disse: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se partem da simplicidade que há em Cristo" (2 Coríntios 11:3). Nesse texto, vê-se que a operação de Satanás:

_ É com astúcia e engano.

_ Ataca os sentidos.

_ Procura separar o crente da sincera fidelidade a Cristo.

Os seguidores desse movimento estimulam o pleno desenvolvimento do potencial humano, para converter o homem em uma espécie de semideus e utilizam os meios de comunicação para doutriná-los até que creiam ser uma espécie de "iluminados" .

Recorde-se a astúcia de Satanás no jardim, quando disse à mulher: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Génesis 3:5).

Alteram a consciência, desenvolvendo-a, para entrar em contacto com os espíritos malignos, que os fazem crer serem iluminados.

Sendo o homem actual um devastador cruel e implacável da natureza, a Nova Era tem-se colocado como defensora da natureza, mas com o objectivo de que as pessoas rendam culto à mesma criação, levando-as astutamente a um panteísmo.

"Deus é tudo, e todas as coisas são deus". Nesse sentido, a natureza é deus: a água, o ar, as baleias, as árvores, toda a criação.

Falam da paz e de uma nova ordem mundiais, mas o profeta Isaías proclamou: "Disse meu Deus, não há paz para os ímpios". O apóstolo Paulo disse: "Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade" (Efésios 2:14).

A paz somente pode vir através de Jesus Cristo, pois Ele, com Seu sacrifício, derrubou a parede de separação; somente Ele pode remover as diferenças entre os povos. Fora de Jesus é impossível ao ser humano encontrar a paz, ainda que lute por obtê-la. "Mas quando disserem paz, haverá repentina destruição".

Ainda que pareça cristão por enfocar o bem, a ordem mundial, a felicidade humana e terrena, pode-se dizer que a Nova Era é, actualmente, a maior ameaça contra o cristianismo, pois tem todo o atractivo de religião mundial ecuménica; prepara-se, desse modo, a plataforma de lançamento do anticristo.

Segundo o movimento da Nova Era, a deidade pode ser alcançada por meio de uma imagem introspectiva - "Até que se descubra ser um deus" - e o modo de se alcançá-lo é a meditação transcendental.

O coração desse movimento é a reencarnação: "Nós, os deuses, temos que aprender a ser Deus, mas, se não o alcançarmos nesta vida, poderemos consegui-lo na seguinte, Ou em outra! Ou em outra! Ou em outra!"

A reencarnação conseguiu lançar raízes no Hinduísmo, cujo sistema social básico é controlado por castas, e anestesiou o povo para que permaneça em um total conformismo. Algumas dessas castas encontram-se nas condições mais paupérrimas, sendo, assim, a escória da sociedade. Através do karma, ou lei dos actos, destina-se cada pessoa à sua próxima reencarnação, a um estado social mais alto, ou mais baixo; ou seja, cada um pode reencarnar em um ser superior (prémio) ou inferior (castigos), dependendo do que tenham feito neste mundo. Ouvem-se histórias, tais como a de alguns que, crendo na sua própria reencarnação em cavalos preparavam-se, desde antes de morrer, para ser excelentes cavalos. Sonhavam estar galopando e tinham o conceito de que, na outra reencarnação, seriam excelentes cavalos. Isso - para nós absurdo - é o que se tem introduzido como disfarce de piedade da Nova Era, de tal forma que os homossexuais justificam seu comportamento, dizendo: "Sou homossexual, porque tenho uma alma fêmea procedente de uma vida anterior; nada posso fazer para evitá-lo."

Mas o Senhor disse: "Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel 18:4). Paulo, em sua carta aos Romanos, disse: "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). O homem tem que responder por seus actos diante Deus, por aquilo que ele mesmo fez com seu corpo, seja bom ou seja mau.

Deus tem-nos dado a vida para que a administremos; se errarmos, teremos que prestar contas ao Senhor no último dia, razão pela qual o adversário tem lutado de todos os meios para diminuir a importância do dia do juízo de Deus, fazendo crer que jamais passarão por ele.

Com esse engano, muitos estão passando à eternidade sem a preparação adequada para apresentar-se diante do Senhor. O patriarca Job fez a grande pergunta: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" (Job 14:14). Ele mesmo dá a resposta: "Todos os dias da minha luta esperaria, até que eu fosse substituído".

Job sabia que a morte era simplesmente sua libertação, por isso necessitava de um libertador, o qual, ele, sabia, estava vivo e pronto a ajudá-lo.

"Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim" (Job 19: 25-27).

Job sabia que, depois de sua morte, encontrar-se-ia face-a-face com o Senhor. O Senhor, Jesus disse: "O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apocalipse 21:7,8).

O movimento da Nova Era sustenta que Deus é bom e mau ao mesmo tempo, por isso o Senhor lança um terrível juízo sobre eles: "Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro! Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!" (Isaías 5:18,20,21).

Asseguram ser criadores juntamente com Deus e que a boa vontade de Deus expressou-se através deles nesta terra: eu e o Pai somos um; tudo o que o Pai tem é meu; eu sou verdade; sou o Cristo de Deus. Mas há somente uma verdade, e qualquer aproximação da verdade é uma meia-verdade, uma mentira. Jesus Cristo é a única verdade e, portanto, é o único que conseguiu estabelecer a única ponte entre Deus e os homens. Qualquer homem, ou agrupamento que pretenda apresentar-se como se fosse o Cristo, está incorrendo em blasfémia. Paulo profetizou que isso sucederia no tempo do fim, quando disse:

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demónios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com acções de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade" (1 Timóteo 4:13).

Judas disse: "Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros por motivos interesseiros" (Judas 16).

João disse: "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 João 4:1).

O perigo que confronta os crentes do presente século é que Satanás, em seu afã de recrutar o maior número possível de pessoas, tem apelado para uma de suas estratégias mais subtis, onde através dessas, está enganando dezenas de milhares de pessoas, conseguindo apresentar uma mistura de espiritualidade com ocultismo, de modo que no dia de hoje existem muitas seitas que menosprezam os dogmas bíblicos sagrados e apresentam um evangelho saturado de alta dose de esoterismo, onde os crentes apoiam sua fé nos objectos, sinais, óleos, cruzes etc., como se Deus fosse representado através disto.

Paulo disse: "Pondo os olhos em Jesus, o autor e consumador de nossa fé". Por este motivo somente Jesus Cristo é o único que pode inspirar a genuína fé (Hebreus 12:2).

e) Obedecer a regras (Lei) não funciona (Gálatas 3:10,21). A Lei serviu para nos conduzir a Jesus Cristo (Gálatas 3:24), a única resposta possível para essa situação difícil de restauração do nosso relacionamento com Deus, de unir de novo o nosso espírito ao espírito de Deus, de nos tornarmos de novo vivos espiritualmente. Isso não era algo que conseguíssemos fazer por nós mesmos.

João 3:16; 14:6 – Jesus é o Caminho!

João 1:1-4;10:10; 11:25 – Jesus veio para nos dar Vida.

1 João 5:12

(... continua....)


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