15 - Sobreviveu a todos os ataques:
A Bíblia é o livro mais negado, disputado, discutido, dissecado, destruído.
A perseguição à Bíblia é um fenómeno histórico e contínuo, marcado por tentativas de suprimir o livro através da destruição de cópias, proibição de sua leitura e tradução, e perseguição a quem a possui, com exemplos desde os profetas bíblicos até perseguições romanas (como a de Diocleciano) e modernas, com cristãos enfrentando violência, prisão e morte por sua fé, mas a Bíblia persiste como o livro mais traduzido e distribuído, vista pelos fiéis como uma fonte de vida e um caminho para Deus, apesar da oposição.
Motivações para a Perseguição
- Divergências Religiosas e Ideológicas: Crença na superioridade de uma ideologia ou religião, vendo os outros como infiéis ou inferiores (impulsos exclusivistas).
Muitos líderes religiosos e políticos fizeram esforços para esconder a mensagem da Bíblia. Muitas vezes, eles usaram a sua autoridade para impedir as pessoas de produzir, traduzir ou até de possuir a Bíblia. Veja dois exemplos:
- Cerca de 167 a.C.: O rei Antíoco Epifânio queria obrigar os judeus a converterem-se à religião grega. Por isso, ele mandou destruir todas as cópias das Escrituras Hebraicas, o que hoje é conhecido como Velho Testamento. O historiador Heinrich Graetz escreveu que os enviados desse rei “rasgavam e queimavam os rolos da Lei onde quer que os encontrassem, e matavam aqueles que liam esses rolos em busca de força e consolo”.
- Idade Média: Alguns líderes católicos irritaram-se porque membros comuns da Igreja estavam a pregar a Bíblia, em vez de ensinar as doutrinas católicas. Depois, eles rotularam de hereges, ou rebeldes, qualquer pessoa comum que possuísse livros da Bíblia, a não ser os Salmos em latim. Numa reunião de líderes da Igreja, foi dada a seguinte ordem: “Sejam fiéis e cuidadosos em procurar sempre os hereges [...] e fazer buscas em todas as casas suspeitas e lugares subterrâneos. [...] A casa em que um herege for encontrado deve ser destruída.”
Se os inimigos da Bíblia tivessem conseguido eliminá-la, a sua mensagem teria desaparecido.
- Antirreligiosidade/Secularismo: Ideologias que vêem a religião como um obstáculo, exercendo pressão contra ela.
- Poder e Exploração: Busca por recursos ou controlo, onde a Bíblia pode ser vista como uma ameaça à autoridade.
Formas de Perseguição
- Destruição: Queima de livros e igrejas (Diocleciano). Cópias da Bíblia em inglês, de William Tyndale, foram proibidas e queimadas. O próprio Tyndale foi morto em 1536. No entanto, a sua tradução sobreviveu.
- Proibição: Restrição da produção, tradução e posse de Bíblias.
- Violência: Prisão, tortura, agressão física e morte de crentes.
- Rejeição Social: Exclusão familiar e comunitária devido à fé.
Como a Bíblia sobreviveu? Os esforços de Antíoco Epifânio tinham como foco a nação de Israel. Mas havia comunidades de judeus em muitas outras terras. Os estudiosos até acreditam que, na época de Jesus, mais de 60 por cento dos judeus não morava em Israel. Nas suas sinagogas, os judeus guardavam cópias das Escrituras. Elas foram usadas por várias gerações e também pelos cristãos. — Atos 15:21.
Na Idade Média, pessoas que amavam a Bíblia foram perseguidas, mas continuaram a traduzir e a fazer cópias das Escrituras. Por volta do ano 1450, foi inventada a impressora de tipos móveis. Mas, antes disso, é provável que partes da Bíblia já estivessem disponíveis em 33 línguas! Depois da invenção dessa impressora, a Bíblia passou a ser traduzida e impressa como nunca antes.
16 - As verdades na Bíblia têm efeito único nas vidas daqueles que a colocam em prática:
Não devo acreditar na Bíblia, se o que ela diz não é verdade. Mas se a Bíblia é verdadeira, também se espera que a sua mensagem tenha um impacto na vida das pessoas.
As leis não mudam o coração das pessoas, mas a verdade pode ser libertadora (João 8:31-38; Colossenses 3:18). Podemos criar leis que evitem abortos, mas nunca vamos fazer com que pais amem os seus filhos e sejam responsáveis por eles; que evitem divórcios, mas nunca vamos fazer com que as pessoas se amem; que obriguem as pessoas a frequentar igrejas, mas nunca as vamos fazer amar a Deus.
Aqueles que acreditam que a Bíblia é a mensagem do próprio Deus não estão a ter uma fé cega. Há uma base perfeitamente lógica e razoável para aquilo que acreditam.
Os que se dignam em colocar em prática os ensinos bíblicos mostram ao mundo, através do carácter, da moral e do amor, o resultado da operação de suas palavras. Só um livro divino pode transformar um ser humano com a Bíblia o faz.
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