sábado, 10 de janeiro de 2026

16 razões porque podemos confiar na Bíblia (parte 6)

 

5 - Os escritos ancestrais testemunham a favor da Bíblia

Muitos escritores contemporâneos da Bíblia atestam em seus escritos acontecimentos descritos pelos escritores da Bíblia. Eles atestam em seus escritos a veracidade da Bíblia. São, dessa maneira, usados por Deus para “fechar a boca dos céticos, ateus e materialistas”. Nenhum incrédulo pode deixar de crer na Bíblia por não crer na sua autenticidade histórica. Terá também de não crer na História. A História dos povos (como o Egipto, a Assíria e a Babilónia) dão testemunho fiel da narrativa bíblica, conforme os exemplos que tratamos abaixo:

INSCRIÇÃO DE SALMANASER III (841 a.C.), mais conhecida pelo Obelisco Negro, descoberto em Nínive, é um artefacto assírio crucial que confirma eventos bíblicos. Sua superfície de quatro lados descreve as campanhas militares e o recebimento de tributos de reis de várias nações, incluindo Israel.  

Confirmação Bíblica: Valida as narrativas de 2 Reis 9-10 e 2Reis 18:19,20, onde Jeú se rebelou contra a dinastia de Acabe e se tornou rei, sendo forçado a pagar tributo aos assírios para manter seu reino. O artefacto tem inscrições detalhando prata, ouro e outros bens, ligando a arqueologia diretamente às narrativas bíblicas sobre as relações entre Israel e a Assíria. 

Outros Reis: Também menciona reis como Hadadezer (Ben-Hadade) de Damasco e Acab de Israel (A-ha-ab-bu), confirmando eventos como a Batalha de Carcar: “Marchei de Alepo. Aproximei-me das cidades de Irchulina... De Argana parti para Karkar... Enfrentei 1200 carros e cavaleiros de Irchulina de Hamat; 2000 carros e 10 000 soldados de Acab de Israel”.

NARRATIVA DE SARGÃO - Este Sargão (o Grande da Acádia ou Sargão II da Assíria) é mencionado uma única vez na Bíblia (Is 20:1): “No ano em que Tartão, enviado de Sargão, rei da Assíria, veio a Asdod [Filistia], a guerreou e a tomou...” Antes de encontrarem os documentos que provam a sua existência, diziam os ‘entendidos’ que era apenas uma invenção de Isaías. A narrativa de Sargão, que se encontra nos escritos reais, é a seguinte: “No princípio do meu reino, no primeiro ano (722 a.C.) eu sitiei Samaria e tomei-a. Levei cativos 27.290 dos seus moradores; 50 carros escolhi para o meu equipamento real. Fiz de Samaria uma cidade maior do que era antes: habitantes de outras terras que tinha levado cativos, levei para aí e designei o meu governador sobre eles. Tributos e impostos exigi deles, bem como dos próprios assírios”. - Confira a afirmação da Bíblia em 2Rs 17:24.

FLÁVIO JOSEFO nasceu em 37 d.C., em Jerusalém, da aristocracia sacerdotal. Foi governador da Galileia e comandante militar nas guerras contra Roma. Ele presenciou a destruição de Jerusalém. Escreveu quatro livros: “Guerras Judaicas”, “Antiguidade dos Judeus” (Antiguidades Judaicas), “Contra Apion” e sua “Autobiografia”. No livro “Contra Apion” escreve o seguinte: “Temos somente 22 livros que contêm a história de todo o tempo, livros que cremos serem divinos... Da morte de Moisés até ao reinado de Artaxerxes, os profetas que sucederam àquele, escreveram a história...” Tais palavras são um testemunho indiscutível da crença do povo judeu dos tempos de Cristo. (Josefo cita 22 livros ao invés de 24, porque no seu tempo era comum juntar Rute com Juízes e Lamentações com Jeremias, a fim de ficar igual ao número de letras do alfabeto hebraico.)

Flávio Josefo, menciona a crucificação de Jesus na obra “Antiguidades Judaicas”. Josefo escreveu sobre a crucificação de Jesus e o papel de Pôncio Pilatos na condenação de Jesus.

TÁCITO, historiador romano do século I, descreve como Nero acusou os cristãos pelo grande incêndio de Roma em 64 d.C. e na obra “Anais” ele menciona a morte de Jesus por crucificação nas mãos de Pilatos.

CLEMENTE DE ROMA, em sua carta aos Coríntios (95 d.C.), cita ou refere-se a Mateus, Lucas, Romanos, Coríntios, Hebreus, I Timóteo e I Pedro.

PAPIAS (70-155 d.C.), discípulo de João, escreveu uma “Interpretação dos Discursos do Senhor”, em que cita João e recorda as tradições acerca da origem de Mateus e Marcos.

JUSTINO MÁRTIR, nascido mais ou menos no ano em que João morreu, em suas apologias, escritas cerca de 140 d.C. menciona o Apocalipse e mostra conhecer Actos e umas 8 epístolas. Chama os evangelhos de “Memórias dos Apóstolos” e diz que eram lidos nas assembleias dos cristãos, alternadamente com os profetas.

IRINEU (130-200 d.C.), discípulo de Policarpo, cita a maioria dos livros do N.T. como “Escrituras”, os quais em seu tempo vieram a ser conhecidos como “O Evangelho e os Apóstolos”, assim como os livros do A.T. se chamavam “A Lei e os Profetas”.

TERTULIANO (160-220 d.C.), de Cártago, viveu quando os manuscritos originais das Epístolas ainda existiam. Fala das Escrituras Cristãs como N.T.. Nos escritos que existem de Tertuliano, há 1800 citações dos livros do N.T.. Em sua obra “Contra heréticos” diz ele: “Se quereis exercitar vossa curiosidade proveitosamente na questão da vossa salvação, visitai as igrejas apostólicas, nas quais as mesmas cadeiras dos apóstolos ainda presidem no lugar deles; aí as Epístolas autênticas são lidas, ouvindo-se o timbre da voz e percebendo-se o semblante de cada um. A Acaia está perto de vós? Tendes Coríntio. Se não estais longe da Macedónia, tendes Filipos e Tessalónica. Se podeis ir à Ásia, tendes Éfeso. Se estais perto de Itália, tendes Roma”.

ORÍGENES (185-254 a.C.), de Alexandria, erudito cristão muito viajado e de grande cultura, dedicou sua vida ao estudo das Escrituras. Escreveu tanto que, por vezes, ocupou 20 copistas. Nos seus escritos, cita cerca de 2/3 do N.T. em diversas referências. Aceitou os 27 livros do N.T. que temos e, quanto à carta aos Hebreus, frizou: “Só Deus conhece o seu autor...”. [OBS.: Além do Concílio de Hipona, o Concílio de Cártago, em 397 d.C., ratificou formalmente os 27 livros do N.T. que conhecemos hoje.]

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