sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Parlamento europeu afirma que o aborto é um direito internacional


A resolução remete repetidamente para a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia., onde menciona que "todas as pessoas têm direito à vida".

Depois do Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução a condenar as leis pró-vida aprovadas na Polónia, voltou a votar a legalização da deliberação que condena a "proibição do facto do direito ao aborto" naquele país.

A resolução mencionada criticou o Tribunal Constitucional polaco por decidir que o aborto viola a constituição polaca. A resolução também criticou o partido governante polaco, Lei e Justiça, pela decisão.

Na resolução, que gerou todo o tipo de polémica, cita especialistas da ONU e aponta que o acesso universal à "saúde e direitos sexuais e reprodutivos" é um direito humano fundamental. Especialistas jurídicos na Europa estão indignados com a mudança.

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sábado, 12 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (2)


 ... continuação...

O que a Bíblia diz sobre a criança por nascer?

Enquanto alguns têm tentado justificar o aborto antes da criança poder sustentar a vida fora do ventre, a Bíblia não faz uma tal distinção no processo da vida. O termo "veto viável" pode indicar devidamente, como facto científico, o tempo em que a vida pode ser sustentada fora do ventre; mas não indica que a vida como pessoa, falha em existir antes disso.

Aqueles que podem ser tentados a aceitar o aborto numa fase inicial só porque é declarado legal, ser-lhe-ia útil considerar algumas verdades bíblicas:

1 - A Bíblia reconhece que uma mulher "tem um filho", mesmo nas primeiras fases da gravidez.

Quando a virgem Maria foi escolhida para ser a mãe de Jesus, foi-lhe feito este anúncio: "E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho" (Lucas 1:31). E então o anjo informou a Maria que a sua prima Isabel estava grávida. As palavras usadas foram: "Ela também concebeu um filho na sua velhice" (Lucas 1:36). A Bíblia deixa bem claro que na fase pré-natal João, o baptista, foi reconhecido como "um filho", muito embora faltassem três meses para o parto.

Em Lucas 1:41,44, antes do nascimento, João é reconhecido como um "bebé". Isto traduz uma palavra grega usada para as crianças antes e depois do nascimento (Actos 7:19). As palavras "ela também concebeu um filho" indicam que Jesus foi reconhecido como um filho, embora a gravidez de Maria estivesse na primeira fase.

A Bíblia reconhece sempre a fase pré-natal como a de uma criança, e não como de um produto de concepção sem sentido. Não é feita nenhuma distinção entre o valor da vida de uma criança já nascida e de uma por nascer.

Nos tempos bíblicos, mesmo quando havia uma gravidez devido a um relacionamento ilícito, a qualidade dessa vida não era questionada. As filhas de Loth engravidaram por incesto (Génesis 19:36), mas isso não foi considerado condição que exigisse um aborto. Beth-Seba reconheceu ter engravidado por adultério (II Samuel 11:5), mas isso não foi visto como se ela estivesse a carregar um mero apêndice de matéria que devesse ser removido do ventre.

João Calvino fez uma observação muito significativa concernente ao aborto, num comentário sobre Êxodo 21:22,23: "O feto, embora fechado no ventre de sua mãe, já é um ser humano, e é um crime monstruoso roubar-lhe a vida que ainda não começou a gozar. Se parece mais horrível matar um homem na sua própria casa do que no campo, porque a casa de um homem é o seu lugar de maior refúgio, deveria certamente ser considerado mais atroz destruir um feto no ventre antes de ter vindo à luz."

2 - A Bíblia reconhece que Deus está activo no processo criativo de formar nova vida. Abortar uma gravidez, é abortar a obra que Deus está a fazer.

Concernente a Leia, a esposa de Jacob, a Bíblia diz: "quando o Senhor viu que Leia estava aborrecida, Ele abriu o seu ventre... Assim Leia concebeu e deu à luz um filho" (Génesis 29:31,34).

Quando Job se comparou aos seus servos, perguntou: "aquele que me formou no ventre, não os fez também a eles? Ou não nos formou do mesmo modo no ventre?" (Job 31:15).

Ao indicar a imparcialidade de Deus, Job disse: "Ele não faz acepção de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra das Suas mãos" (Job 34:19).

Isaías, falando por Deus, disse: "Assim, diz o Senhor que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas ó Jacob, servo Meu. Assim diz o Senhor, o teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas" (Isaías 44:2,24).

David resumiu bem tudo isto quando escreveu: "Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia." (Salmo 139:13-16).

Com respeito ao Salmo 139:13-16, Donald Shoemaker escreveu: "Esta passagem só pode suscitar a santa cautela e respeito pela vida por nascer. Deus está a trabalhar, e à medida que observamos, devemos adorar, porque o lugar em que estamos é terra santa. Tal respeito pela origem divina da vida não se encontra nos aborcionistas. Neles há apenas uma intrusão profana no laboratório divino para interromper e destruir a criação do bendito Criador! Deus ama a criança por nascer! Este salmo nunca nos deixará esquecer isso!"

O Deus omnisciente que sabe o que acontece às pessoas depois do seu nascimento, também sabe o que acontece a essas pessoas antes do nascimento. Ele está criativamente activo no processo do nascimento, e terminar uma gravidez é destruir a obra de Deus. Aborto é uma provocação maligna do Homem ao Deus Todo-Poderoso. É um indicativo do ponto a que tem caído uma sociedade permissiva.

... continua...

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"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

sábado, 5 de dezembro de 2020

uma perspectiva sobre o aborto (1)




«Partir um ovo de águia dá direito a coima até 5.000€ e até 3 anos de prisão. Matar um "feto" humano é um direito, pago e subsidiado pelo Estado.»

Era a isto que Einstein se referia quando falava da infinitude da estupidez humana? — António Frazão


Há poucos anos atrás, pela Lei, o termo "aborto" implicava criminalidade em causar um aborto.

Hoje, quando a palavra "aborto" é usada, traz imediatamente à mente a prática legal de destruir crianças que estão por nascer. Ainda que tenha sido exigida a legalidade do aborto, este não deixa de ser imoral e pecaminoso.

Mudança de definições médicas

Os aborcionistas têm feito tudo o que está ao seu alcance para promovê-lo. Adoptaram expressões pelas quais descrevem a criança por nascer e o processo do aborto, como tentativa  para tornar a prática respeitável.

O doutor C. Everett Koop é cirurgião geral nos EUA. Quando era cirurgião principal do Hospital Pediátrico da Pennsylvania, professor de Pediatria e cirurgião pediátrico da Escola Médica na Universidade de Pennsylvania, escreveu: "Nós que como povo sempre soubemos que aborto era matar um bebé por nascer, levámos uma lavagem ao cérebro para acreditar que a destruição dos "produtos fetais" ou a destruição de um "feto" não são a mesma coisa que matar uma criança por nascer. Definições médicas tradicionais foram mudadas deliberadamente para afastar a nossa repugnância moral em relação ao aborto."

Os aborcionistas referem-se ao processo de aborto como "interromper" em vez de terminar um gravidez. Falam de "evacuar o conteúdo do útero" ou de "remover o conteúdo de fecundação pós-conceptivo". Referem-se à criança por nascer como "vida humana em potencial", quando é óbvio que o organismo é humano e está vivo antes do nascimento. A vida humana é potencial somente antes do esperma masculino e do óvulo feminino se juntarem para formar um novo ser humano vivo.

Os cristãos não devem ser enganados por uma terminologia médica incorrecta, enganosa. Devem ser guiados pelos princípios e preceitos das Escrituras.

... continua...

"Uma perspectiva Bíblica sobre o Aborto" - Este texto traduz a posição oficial das Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América e foi elaborado por uma Comissão Doutrinária em 6 de agosto de 1985

Traduzido e publicado em Portugal pelo Departamento do Desenvolvimento de Literatura do Instituto Bíblico Monte Esperança, Fanhões

Analfabetismo Bíblico


A maior crise que a igreja evangélica mundial enfrenta hoje é a crescente falta de alfabetização bíblica em todo o mundo, de acordo com Thomas Schirrmacher, o recém eleito secretário geral da Aliança Evangélica Mundial.

"Nosso maior problema é que o conhecimento da Bíblia está a diminuir", disse Schirrmacher ao Christian Post. "Este é o maior problema que temos, além de todas as diferenças teológicas, problemas financeiros e questões políticas".

Disse mais, "cada vez mais crianças que vêm de famílias evangélicas não estão realmente enraizadas na Bíblia" e muitas delas estão a abandonar a fé.

"No mundo ocidental, a percentagem de crianças de famílias cristãs que permanecem na fé está a diminuir".

O número de jovens que abandonam a fé nos países ocidentais é "combatido" por pessoas que se tornaram cristãs quando jovens adultos em outras partes do mundo, segundo Schirrmacher.

No entanto, esses jovens cristãos também carecem de conhecimento bíblico profundo e "só sabem sobre a Bíblia o que aprenderam com sua conversão".

Nas áreas rurais, os jovens cristãos geralmente têm a tarefa de liderar grandes igrejas, apesar da sua falta de conhecimento bíblico e teológico.    

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sábado, 28 de novembro de 2020

o problema dos filhos únicos


Os especialistas defendem que a existência de um filho único não é benéfico para a sua formação e crescimento. Normalmente há a tendência de compensar com coisas materiais o facto de estar sozinho, o que leva a consumismo exagerado que espelha a sociedade em que vivemos.

A opção de ter dois filhos ajuda a educar e a apoiarem-se. 

O que esperar do filho único?

1 - Dificuldades em interagir e partilhar com o outro.

2 - Dificuldades em perceber as necessidades do outro.

3 - Tendência a cair no egocentrismo e narcisismo, quando não contrariado.

4 - Atitudes demasiadas adultas ou incongruentes com a idade.

5 - Capacidade de adaptar a atitude conforme as circunstâncias e os interlocutores adultos.

6 - Menos preparação para as relações sociais extra família.

7 - Reforço de auto-estima, por via da atenção exclusiva dos adultos.

8 - Reforço das capacidades intelectuais, devido ao estímulo recebido de forma exclusiva e contínua.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

sociedade: bebés precisam-se

A população portuguesa está a envelhecer perigosamente. Cada vez menos jovens - é este o cenário que levanta problemas de sustentabilidade ao País, e impactos na demografia.


Em muitas famílias a opção de ter mais uma criança é muitas vezes condicionada pela decisão de dar tudo ao filho único. 


Nos últimos anos em Portugal, à semelhança dos restantes países europeus, a tendência tem sido clara. A baixa da taxa de natalidade e fecundidade é hoje um problema da sociedade moderna, que se debate com o envelhecimento da população e a dificuldade na renovação de gerações. Por seu lado, a imigração em Portugal tem sido um factor que impede a ainda maior baixa nestes números.

A fecundidade no nosso país diminuiu nas últimas décadas. 

A diminuição da natalidade e o aumento da esperança média de vida em Portugal agravam o envelhecimento da população, originando uma diferença cada vez menor entre o início e o fim da pirâmide etária. Se em 1987, tinham os filhos antes dos 30 anos, a partir de 2014 tem sido a partir dos 30 anos. Com este cenário, as consequências esperadas apontam para menos criação de emprego, maior pressão sobre as pensões, mais gastos com a saúde dos mais velhos, maior pressão para subida de impostos e descontos para a Segurança Social. A realidade traduz-se em cada vez menos crianças, o que está a acentuar a desertificação do interior.

Desde os anos 80 que a fecundidade em Portugal, já não permite repor as gerações, o que significa que a dimensão das gerações vem sendo cada vez menor. Uma situação deste tipo, mantida durante um período de tempo tão longo, como se tem verificado em Portugal, traz implicações irreversíveis para a estrutura por idades da população portuguesa, observáveis não só no momento actual, mas principalmente em termos futuros.

O aumento inevitável do envelhecimento da população em geral, das famílias e da população em idade activa condicionará necessariamente a sociedade portuguesa do futuro. A redução da dimensão das gerações mais jovens (e o aumento proporcional das mais idosas) condicionará o funcionamento dos sistemas de segurança social e de saúde, tal como os conhecemos nos dias de hoje.

Proposta para reversão da situação: apostar mais nos apoios à primeira infância (aumento das creches, quer sejam públicas ou privadas) e garantir a segurança no emprego dos jovens casais, que devem ser apoiados através de uma política de emprego especificamente destinada.

Apesar de Portugal continuar a registar um saldo negativo que só se verificou em 1918, ano que surgiu uma gripe pneumónica que dizimou a população mundial, os nascimentos de bebés de mães estrangeiras representam pouco mais de 10% da taxa de natalidade nacional, pelo que a comunidade imigrante ganha cada vez mais expressão no nosso país, assim como por toda a Europa.

Este problema, que tem vindo a aumentar nos últimos anos, é resultado de alguns factores: o adiamento da maternidade, o início de uma vida sexual precoce e com múltiplos parceiros (problemas de infecções), o sedentarismo, os hábitos alimentares, o consumo excessivo de tabaco, álcool e drogas e, ainda, muito especialmente, devido à poluição e ao stress.

Paralelamente a esta realidade, o número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG), em situações de gravidez não planeada nem desejada, continua a aumentar em Portugal. 



sexta-feira, 6 de novembro de 2020

porque igreja nas casas?



Porquê da igreja nas casas? Porque acreditamos nesta maneira de viver Igreja?  Deus tem-nos mostrado que a teologia deve guiar as nossas estratégias e não o contrário. Então quais são as razões teológicas centrais para vivermos igreja nas casas?


Permita-me partilhar consigo as três razões teológicas mais importantes:

1- Trindade

Nosso Deus é um Deus social. Ele vive em relação com os outros membros da Trindade. Deus não é um cavaleiro solitário e independente. O individualismo pode ser a norma cultural no mundo ocidental, mas Deus ama a comunidade e a unidade. Um dos valores fundamentais da igreja na casa é que as pessoas precisam de viver em comunidade, em vez de se esconderem no anonimato. A intimidade existente na igreja na casa incentiva as pessoas a conhecerem e a serem conhecidas.

A Trindade também é um Deus de alcance. O Evangelismo flui do Seu coração. A vontade de Deus é alcançar todas as pessoas perdidas através do Seu Filho, Jesus, e a igreja é o Seu instrumento para que isso aconteça. A Igreja na casa encoraja cada membro a criar relacionamentos com o propósito de evangelizar. A igreja espera que todos os membros desenvolvam relacionamentos com os não-cristãos, porque essa atitude reflete o coração amoroso de Deus.

2 - O sacerdócio de todos os cristãos

É muito fácil ser um "cristão de cadeira", que se senta todos as semanas na igreja para receber alguma coisa da parte de uns poucos. Algumas igrejas são grandes, através do enchimento de cadeiras. No entanto, a Bíblia ensina que todos os cristãos são sacerdotes. A igreja na casa valoriza a participação de cada cristão.

Parte do sacerdócio de todos os cristãos é a manifestação dos dons espirituais. A igreja na casa é o melhor local para o uso dos dons espirituais. Na verdade, todas as passagens do Novo Testamento foram escritas para igrejas nas casas.

3 - Fazer discípulos

A última ordem de Cristo aos Seus discípulos foi fazerem discípulos de todas as nações. Eu acredito que a essência da igreja na casa é fazer discípulos que fazem discípulos. A igreja na casa é criadora de líderes, e o melhor lugar para preparar discipuladores. A multiplicação está no coração da igreja na casa. A melhor razão é porque a igreja na casa promove o ensino teológico base e traz glória ao Deus vivo.

Um forte abraço fraterno,

Miguel Silva