sábado, 7 de fevereiro de 2026

Jesus Cristo, o Senhor - parte 1


Texto relativo à aula online n.º 8 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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Jesus Cristo realmente existiu ou o Cristianismo foi criado em torno de uma lenda? Poucos estudiosos questionam a existência de Jesus, mas alguns inimigos do cristianismo estão a tentar provar o contrário. É possível que o Jesus que muitos acreditam ser real nunca tenha existido? Em "A História da Civilização", o historiador secular Will Durant colocou a seguinte questão: “Terá Cristo realmente existido? Será que a história do fundador do cristianismo é o produto da dor, imaginação e esperança humanos—um mito comparável às lendas de Krishina, Osíris, Átis, Adónis, Dionísio e Mitras?” Durant indicou como a história do cristianismo possui “muitas semelhanças suspeitas com lendas dos deuses pagãos”. Mais tarde neste artigo veremos como este grande historiador respondeu suas próprias questões sobre a existência de Jesus. Então, como podemos saber com certeza que este homem, que muitos idolatram e outros amaldiçoam, foi de facto real?

​Ele não era rico nem poderoso. Nem sequer tinha uma casa que pudesse chamar de sua. Mesmo assim, seus ensinamentos influenciaram milhões de pessoas. Jesus Cristo realmente existiu? O que dizem as autoridades modernas e antigas?

Michael Grant, historiador e especialista em civilização clássica antiga, observou: "Se aplicarmos ao Novo Testamento, como deveríamos, os mesmos critérios que aplicamos a outros escritos antigos que contêm material histórico, não podemos rejeitar a existência de Jesus, assim como não podemos rejeitar a existência de uma massa de personagens pagãos cuja realidade como figuras históricas nunca é questionada."

Rudolf Bultmann, professor de estudos do Novo Testamento, afirmou: A dúvida sobre se Jesus realmente existiu é infundada e não merece refutação. Nenhuma pessoa sã pode duvidar que Jesus seja o fundador do movimento histórico cuja primeira etapa distinta é representada pela mais antiga comunidade palestina (de cristãos).

Will Durant, historiador, escritor e filósofo, escreveu: Que alguns homens simples (os autores dos Evangelhos) tenham, em uma geração, criado uma personalidade tão poderosa e atraente, uma ética tão elevada e uma visão tão inspiradora de fraternidade humana, seria um milagre muito mais incrível do que qualquer um registrado nos Evangelhos.

Albert Einstein, um físico judeu nascido na Alemanha, afirmou: "Sou judeu, mas sou fascinado pela figura luminosa do Nazareno." Quando perguntado se considerava Jesus uma pessoa histórica, respondeu: "Sem dúvida! Ninguém consegue ler os Evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. Sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito é repleto de tanta vida."

PORQUE JESUS?

Todos nós gostamos de ter boas relações. A nossa vida está cheia delas pais, filhos, amigos, cônjuge, netos, etc.). No cristianismo trata-se mais de uma relação do que de regras, e que se fala mais de uma Pessoa do que de filosofia ou doutrina? O cristianismo fala da mais importante das relações: a nossa relação com Deus, nosso Criador. Jesus disse que o primeiro e o maior dos mandamentos é amar a Deus, e que o segundo consiste em amar o próximo. O cristianismo trata pois igualmente as nossas relações com os outros.

Nós fomos criados para viver em relação com Deus. Enquanto não tivermos descoberto esta relação há qualquer coisa que nos falta. É por isso que somos frequentemente conscientes de que nos falta alguma coisa.  Um cantor de rock exprimiu-o assim: “No mais fundo de mim, sinto-me vazio.”

Uma mãe de família exprimiu “um vazio muito profundo”, enquanto uma jovem disse que lhe faltava um grande pedaço à sua alma.

As pessoas inventam muitas coisas para tentar preencher esse vazio! Alguns tentam preenche-lo com dinheiro, mas é em vão. Aristóteles Onassis, um dos homens mais ricos do mundo, declarou no fim da sua vida: “os milhões não compensam o que um homem tem necessidade de encontrar na sua vida.”

Outros tentam a droga, o álcool, ou o sexo. Uma rapariga disse que estas coisas dão um prazer imediato, mas deixam logo de seguida um sentimento de vazio. Para outros ainda, é em coisas que não têm nada de mal em si como o trabalho, a música, o desporto ou o sucesso, que procuram – em vão – apaziguar a sede que sentem no seu foro íntimo.

Nada, mesmo o mais íntimo das relações humanas, por mais maravilhosas que sejam, não podem cumular este vazio interior, se não for a relação com Deus para a qual fomos criados.

Segundo o NT, este vazio provém do facto dos Homens terem voltado as costas a Deus.

Jesus disse: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:35). Jesus é o único que nos pode saciar, porque é graças a Ele que a nossa relação com Deus pode ser restaurada.

Jesus responde à nossa necessidade de encontrar um sentido e uma finalidade para a vida.

Num momento ou noutro, todo o Homem acaba por se colocar a si mesmo questões: “Porque é que eu estou nesta terra?”, “para que serve a vida?”, “tem ela uma finalidade?” Albert Camus disse que era impossível viver se a vida não tiver um sentido.

Só vivendo em relação com Deus é que descobriremos o verdadeiro sentido e a verdadeira finalidade da vida. Podemos encontrar satisfações passageiras em outras coisas, mas só a relação com o nosso Criador nos dará uma satisfação duradoura e permanente.

Jesus responde à nossa necessidade de viver depois da morte.

Ninguém gosta de pensar na morte. “A minha própria mote me parecia muito longínqua. Eu não sabia o que se passaria e nem desejava sabê-lo. De facto, eu recusava olhar a realidade de frente, pois que é inegável que todos morreremos.”

A Bíblia diz também que Deus “até a eternidade colocou no coração deles” (Ec 3:11). Geralmente ninguém tem vontade de morrer e todos aspiram a uma vida depois da morte. Ora, só em Jesus é que nós encontramos a vida eterna porque a relação com Deus, na qual podemos entrar desde agora, sobrevive à morte e continua na eternidade.

Jesus responde à nossa necessidade de perdão.

Se formos sinceros, somos obrigados a reconhecer que nos acontece a todos fazer conscientemente o que não é o bem. Por vezes temos vergonha daquilo que fazemos. O que é mais grave é o egocentrismo que estraga tudo. Jesus disse que é o que sai do Homem que o torna impuro (Marcos 7:21-23).

A nossa maior necessidade, é o de ver as nossas faltas perdoadas. Assim como aquele que tem um cancro tem necessidade de ver um médico, esteja disso consciente ou não, assim nós temos necessidade de perdão, mesmo se ainda não temos consciência disso. Assim como no caso do cancro, será muito melhor para aquele que reconhece a sua doença e a necessidade de se tratar do que aquele que se deixa levar por um falso sentimento de segurança.

Pela Sua morte na cruz, Jesus tornou possível ao mesmo tempo o nosso perdão e o nosso regresso a Deus. Ele trouxe assim a resposta às nossas necessidades mais profundas.

QUEM É JESUS?

É o homem mais notável que alguma vez existiu, aquele que está no centro da nossa civilização. Não datamos nós a história dos Homens a partir da data do seu nascimento, antes e depois de Cristo?

Jesus era e é o Filho de Deus. Alguns só vêem nele um “bom mestre religioso”, mas os factos desmentem a sua proposição.

Mesmo entre aqueles que não professam a fé cristã, muito vêem em Jesus o modelo por excelência de uma vida destituída de qualquer egoísmo.

Dostoievski, que se dizia cristão, disse: “Eu penso que ninguém pode ser tão gentil, tão profundo, tão compassivo e tão perfeito quanto Jesus. Com um amor ciumento, digo a mim mesmo que não só ninguém se assemelha a ele, mas jamais ninguém poderá ser como ele.”

Quanto ao seu ensino, ele é considerado por muitos como o mais velo e o mais puro que alguma vez saiu da boca de um homem.

Demos de novo a palavra a C.S. Lewis: “Segundo todas as evidências, ele não era nem tolo, nem diabólico. E então por mais estranho, terrível, ou ainda improvável que isso possa parecer, sou obrigado a aceitar o facto que ele era e é Deus. Deus apareceu em forma humana neste mundo em plena ocupação inimiga.”

A SUA VITÓRIA SOBRE A MORTE

As provas da sua ressurreição física são reais e evidentes. Quando os discípulos foram ao túmulo, descobriram que os lençóis estavam por terra e que o corpo de Jesus já lá não estava.

Durante as seis semanas que se seguiram, mais de 550 pessoas viram Jesus em 11 ocasiões diferentes. Uma mudança radical se produziu na vida dos discípulos, a igreja cristã nasceu e conheceu um crescimento fenomenal.

Lord Darling, antigo presidente do supremo tribunal de Justiça, de Inglaterra: “Que a ressurreição seja uma verdade viva é um facto cujas provas são tão fortes, quer sejam positivas ou negativas, que se apoiem sobre factos ou circunstâncias, que nenhum júri sensato do mundo poderia dar outro veredito, que não fosse afirmar que a história da ressurreição é verdadeira.

A única explicação compreensível destes factos é que Jesus ressuscitou verdadeiramente dos mortos, confirmando assim que era e é o Filho de Deus.  

POR QUE É QUE JESUS VEIO AO MUNDO?

Jesus é o único homem que escolheu nascer um dos raros que escolheu morrer. Ele disse que veio a este mundo para morrer por nós, “para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10:45).

A crucificação era, segundo o que sabemos, de uma extrema crueldade. Cícero fala dela como sendo “a tortura mais cruel e mais odiosa”. Jesus deve ter sido flagelado com um instrumento feito de tiras de couro nas pontas das quais eram fixados pedaços de metal e de fragmentos de ossos.

No séc III, o historiador Eusébio escreveu: “As veias dos torturados eram postas a nu, os seus músculos, os seus tendões e as suas entranhas eram postas a descoberto.”

Depois os soldados forçaram Jesus a carregar um madeiro de 2 mts de comprimento até que ele caísse de esgotamento. Para O pregar na cruz, eles pregaram pregos de 15 cm a golpes de martelo nas suas mãos e nos seus pés. Durante várias horas, Jesus ficou pendurado num sofrimento atroz.

No entanto, o NT mostra claramente que, mesmo se a dor física e emocional foi terrível, Jesus sofreu ainda muito mais de angústia espiritual quando, para carregar os nossos pecados, ele foi separado de Deus.

POR QUE É QUE ELE MORREU?

Jesus disse que ia morrer “por nós”, quer dizer, “em nosso lugar”. Foi por causa do Seu amor por nós que ele não queria que nós tivéssemos que pagar o preço por tudo o que fizemos de mal. De facto, pela cruz, ele mostrou que carregava tudo sobre os Seus ombros.

Foi por nós que Ele morreu. Mesmo se tivesse havido uma única pessoa no mundo, ele teria dado a sua vida. O apóstolo Paulo disse “que me amou e a si mesmo se entregou” (Gálatas 2:20). Foi por amor a nós que Ele deu a sua vida em resgate.

O termo “resgate”, vem do mercado de escravos. Podia acontecer que um homem generoso comprasse um escravo e depois o libertasse. Para isso, ele deveria pagar um resgate. Pelo seu sangue sobre a cruz, Jesus pagou o resgate da nossa liberdade.

DE QUE É QUE ELE NOS LIBERTA?

Liberta-nos da culpabilidade.

Nós todos somos culpados diante de Deus, mesmo se não sentimos a nossa culpabilidade, porque muitas vezes transgredimos as suas leis em pensamento, palavras e obras.

Como aquele que deve purgar uma pena por ter cometido um delito, nós incorremos numa pena por ter transgredido a lei de Deus (Rm 6:23). A morte espiritual, quer dizer ser separado eternamente de Deus, é a consequência do que fazemos de mal. Todos nós merecemos o castigo. Sobre a cruz, Jesus sofreu em nosso lugar afim de que possamos ser completamente perdoados e que a nossa culpabilidade nos seja tirada.

Liberta-nos da dependência.

O que fazemos de mal torna-se uma dependência, uma escravidão (Jo 8:34). Jesus morreu para nos libertar dessa escravidão. Sobre a cruz, o poder desta dependência foi quebrado. Mesmo se às vezes caímos novamente, o pecado não tem mais poder sobre nós, depois que Jesus nos libertou.

Foi por isso que Jesus disse: “Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres” (Jo 8:36).

Liberta-nos do medo.

Jesus veio “a fim de destruir, pela sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar aqueles que, pelo medo da morte, passavam toda a sua vida dominados pela escravidão” (Hb 2:14b).

Nós já não temos necessidade de ter medo da morte.

Para aqueles que Jesus libertou, a morte não é o fim, mas a entrada no Céu. Aí seremos livres de tudo, inclusive da presença do pecado.

Quando Jesus nos liberta do medo da morte, liberta-nos igualmente de todos os outros medos.

ELE LIBERTA-NOS EM VISTA DE QUÊ?

Apesar de Jesus já não estar fisicamente presente sobre a terra, ele não nos deixou sós pois que nos enviou o seu Espírito Santo para estar connosco.

Quando o seu Espírito vem sobre nós, dá-nos uma nova liberdade.

Liberta-nos para que conheçamos Deus.

As nossas más acções colocam uma barreira entre nós e Deus (Isaías 59:2). Pela sua morte na cruz, Jesus desmoronou a barreira que nos separava de Deus. Agora é-nos possível entrar em relação com o nosso Criador e tornar-nos Seus filhos. O Espírito testifica que estamos nesta relação e que Ele nos ajuda a ter um melhor conhecimento de Deus. Ele ajuda-nos também a orar e a compreender a Palavra de Deus.

Ele liberta-nos a fim de que possamos amar (1 João 4:19).

Na cruz, compreendemos o amor que Deus nos tem e quando o Espírito vem viver em nós, nós temos a experiência desse amor.

Recebemos então um amor novo por Deus e pelos outros. Somos libertos a fim de que não vivermos mais centramos em nós mesmos, mas centrados no amor de Jesus e no serviço aos outros.

Liberta-nos para que possamos mudar.

“Cada um é como é. Não podemos mudar-nos.” A boa notícia, é que com a ajuda do Espírito Santo, nós podemos mudar. O Espírito Santo liberta-nos para que possamos viver o género de vida ao qual aspiramos no mais fundo do nosso coração – Gálatas 5:22. Quando pedimos ao Espírito Santo para descer sobre nós, estes maravilhosos frutos começam a desenvolver-se em nós.

PODEMOS DIZER "NÃO"?

Em Cristo, Deus oferece-nos o perdão, a liberdade e o seu Espírito que vem viver em nós. Tudo isso é um presente que Deus nos dá. Como para qualquer presente, nós temos a possibilidade de o receber, de o abrir, e de beneficiarmos dele, ou também de o recusar dizendo “não, obrigado”. É triste constatarmos que muitos encontram desculpas.

Eis aqui algumas:

“Não tenho necessidade de Deus”. Em princípio, os que respondem assim querem dizer que são bem felizes sem Deus. De facto, não compreenderam que a nossa maior necessidade não é de “sermos felizes” mas de sermos “perdoados”. É preciso muito orgulho para dizer que não temos necessidade de perdão.

Todos nós temos necessidade de sermos perdoados. Sem o perdão, nós ficamos numa posição perigosa, porque se o nosso Deus é um pai cheio de amor, ele é também o justo juiz. Ou aceitarmos o que Jesus fez por nós sobre a cruz, ou teremos que sofrer um dia o justo castigo por aquilo que fizemos de mal.

“Eu deveria renunciar a demasiadas coisas”. Acontece que Deus põe o dedo sobre algumas coisas na nossa vida que sabemos bem não estarem em regras. Se queremos estar em relação com Deus por Jesus, nós sabemos que será necessário renunciar a isso.

Neste caso, será bom recordar certos factos:

- Deus ama-nos. Quando ele nos manda renunciar a qualquer coisa, é porque essa coisa nos faz mal. Por exemplo, se visses os teus filhos a brincar com uma faca, dir-lhe-ias logo para parar, não para o impedir de se divertir, mas para evitar que se fira.

- Aquilo a que renunciamos não se pode comparar àquilo que recebemos que é infinitamente maior. Fica muito mais custoso recusar tornar-se cristão, que aceitar sê-lo.

- Aquilo que abandonamos não é nada em comparação com o que Jesus abandonou por nós quando morreu na cruz.

“Deve haver um engano.” Alguns têm muita dificuldade em crer que se possa encontrar qualquer coisa gratuita nesta vida. Dizem que parece demasiado fácil e que deve haver algures uma ratoeira, um engano. O que eles não veem, é que, se a salvação é gratuita para nós, foi no entanto muito preciosa, no sentido de custosa para Jesus que a pagou com o seu próprio sangue. Se é fácil para nós, não o foi para ele.

“Não sou bom”. Ninguém dentre nós é bom diante de Deus, nem nunca se poderá tornar bom pelas suas próprias forças. Foi para isso que Jesus veio. Graças a ele, Deus pode aceitar-nos tais como somos, com tudo o que fizemos, mesmo se nós estragamos completamente a nossa vida.

“Não conseguirei manter-me firme”. Tens razão em pensar que não conseguirás se contas contigo mesmo. Mas o Espírito Santo vem viver em nós. Ele dá-nos o poder e a força de viver uma vida cristã dia após dia.

“Pensarei nisso mais tarde”. É sem dúvida a desculpa que ouvimos mais vezes. “Eu sei que é verdade, mas ainda não estou preparado.” Remetemos para mais tarde. Quanto mais retardarmos a decisão, mais ela se torna difícil a tomar e mais nos privamos das bênçãos de Deus. Por outro lado, não sabemos se a ocasião se apresentará de novo.

QUE DEVEMOS FAZER?

O NT diz-nos claramente que precisamos fazer alguma coisa para aceitar o dom que Deus nos oferece. Isso chama-se um acto de fé – João 3:16. Crer é um acto de fé que se apoia sobre tudo o que sabemos sobre Jesus. Não é um salto no desconhecido, mas é colocar a nossa confiança numa Pessoa. É um pouco como o passo de fé que fazem os noivos quando pronunciam o “sim” no dia do casamento.

Há muitas maneiras de fazer este passo na fé, mas vou explicar-vos um que vos permite fazê-lo agora. Resume-se em três expressões:

“Perdoa-me.” - Pede a Deus para perdoar tudo o que fizeste de mal. Renuncia a tudo o que saber ser mau na tua vida. É o que a Bíblia chama de ARREPENDIMENTO.

“Agradeço-te” - Crê que Jesus morreu sobre a cruz por ti. Agradece-lhe o facto de ter morrido por ti e de te oferecer gratuitamente o seu perdão, a liberdade e o seu Espírito.

“Por favor” - Deus não entra nunca na nossa vida pela força. Compete-nos aceitar o seu presente e convidá-lo a vir viver em nós pelo Seu Espírito.

Se desejas entrar nesta relação com Deus, e se estás disposto a dizer as três expressões acima mencionadas, eis aqui uma oração muito simples que podes fazer:

“Senhor Jesus, peço-te perdão por tudo aquilo que fiz de mal na minha vida. (Tira uns minutos para dizer as coisas de que estás consciente neste instante). Perdoa-me, eu Te peço. Renuncio agora a tudo o que sei ser mal.

“Agradeço-te pela tua morte na cruz por mim a fim de que eu seja perdoado e liberto. Obrigado por me ofereceres o teu perdão e por me dares o teu Espírito. Creio que tu mo comunicas neste instante.

“Convido-te a vires à minha vida pela ação do teu Espírito Santo e que Ele esteja comigo sempre.

“Obrigado, Senhor Jesus. Amén.”


COMO ENTRAMOS NO REINO DE JESUS CRISTO?

Romanos 10:9,10 - “(9) Pois, se confessar com os seus próprios lábios que Jesus Cristo é o seu Senhor, crendo-o do fundo do coração que Deus o levantou dentre os mortos, será salvo. (10) Porque é crendo de coração que um homem se torna reto para com Deus; e com a boca é que se confessa a sua salvação.” (Nova Bíblia Viva)

A Bíblia mostra-nos também que para passar de um reino para o outro, é necessário ARREPENDIMENTO – arrependimento da insubmissão a Deus, do pecado, etc. - e isso pela fé!

T.S. Elliot poeta: “Ó, minha alma, esteja preparada para encontrar aquele que sabe fazer as perguntas” - Todo homem e toda mulher que já respiraram serão avaliados, pesados e medidos unicamente em termos do seu relacionamento com o Carpinteiro de Nazaré.

O carpinteiro de Nazaré não refinou simplesmente a ética, não reordenou meramente a espiritualidade do Antigo Testamento; não apenas renovou a velha criação. Ele deu início a uma revolução. Devemos renunciar a tudo o que possuímos, não apenas a maior parte. Lucas 14.33. Devemos abandonar o velho estilo de vida, não apenas corrigir algumas de suas aberrações, Efésios 4.22. Devemos ser uma criação inteiramente nova, não uma versão recauchutada da anterior, Gálatas 6.15. Devemos ser transformados de uma glória para outra, até a própria imagem do transparente Senhor, 2 Coríntios 3:18. Nossa mente deve ser renovada por uma revolução espiritual, Efésios 4.23.

Logo após a Bíblia nos ensina um outro princípio que deverá ser praticado: o baptismo nas águas (este tema será abordado mais adiante). O baptismo nas águas simboliza a nossa morte para o reino das trevas e nosso nascimento par o reino de Deus! Para entrar no Reino de Deus é necessário nascer de novo! E isso é simbolizado pelo baptismo nas águas (João 3:3). Ex.: Alguém que quiser ser cidadão português em que a única hipótese para ser português é nascer em Portugal!

Devido ao conhecimento desta verdade, a prática da igreja primitiva era que, quando alguém aceitava Jesus Cristo como seu Senhor, era baptizada logo de imediato.

Actos 16:30-34... baptismo de noite, e logo após a conversão.

Actos 8.26-38 – Filipe e o eunuco.


Vamos para a parte 2?

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