Existe muita confusão em relação à questão do aborto.
Os argumentos apresentados por aqueles que o apoiam são tão persuasivos que levam pessoas a realmente aceitarem essa prática como melhor opção. Gostaria primeiramente de, logo abaixo, enumerar alguns destes argumentos, para depois avaliá-los:
1. A criança, fruto de uma gestação não desejada, ficará futuramente muito vulnerável à negligência e abuso dos pais. Em outras palavras, para ser maltratada, é melhor que nem chegue a nascer.
2. Em casos de estupro, a mulher fica livre do fardo de gerar um filho do homem que a violentou.
3. A mulher tem direito à privacidade do corpo e pode decidir se quer, ou não, carregar o bebé que concebeu por vontade própria. A outra vida não tem direito à decisão.
4. O aborto é aceito quando a vida da mãe estiver ameaçada pela gravidez ou parto.
5. Em algumas situações há evidências de que a criança nascerá com alguma doença incurável ou defeito físico.
6. O aborto não é uma questão moral, mas médica.
7. A adolescente que foi seduzida, e ficou grávida, não possui condições psíquicas para educar uma criança.
Os argumentos acima colocados evidenciam razões suficientes para a posição pró-aborto. Isso, porém, procede no caso de ignorarmos a evidência de que um bebé, apesar de não nascido, é um ser humano.
A ciência médica já provou que o coração do feto começa a palpitar a partir do 28º dia da fecundação. No 30º, quase todos os órgãos já estão em processo de formação. Portanto, na grande maioria das vezes, antes mesmo que a mulher tenha certeza de estar grávida, o feto já tem todas as características de um ser humano.
Assim, concluímos que o aborto é o assassinato de uma vida já iniciada e uma violação do 6º mandamento, dado em Êxodo 20.13: "Não matarás".
Certamente, ninguém que apoie o aborto diria ser correcto uma mãe matar o filho de 10 anos por ter sido fruto de estupro, e por estar ainda traumatizada pela experiência do passado. Então, por que matar antes de vir à luz? Será que agindo assim, essa mulher poderá esquecer o trauma do estupro? Na verdade, acrescentará mais um, o sentimento de culpa!
Duvido que uma pessoa defensora do aborto, apoie o facto de se matar uma criança que, digamos, aos três anos de idade tenha sofrido um acidente e ficado paralítica, ou com algum defeito irreversível. Então, por que matar antes de vir à luz? Leia Êxodo 4.11.
Ninguém diria que a matança de 6 milhões de judeus foi uma atitude certa só porque Hitler achava que eram uma raça inferior. Então, por que matar uma criança que não foi desejada? Há muitos pais que sentem remorso pelo facto de terem cogitado em tirar uma criança do útero por não acharem conveniente, na época, o nascimento da mesma. Mais tarde, porém, aquele mesmo filho traz-lhes muita alegria. Não somos ominiscientes, não temos a visão do futuro.
Certamente, não seria aceito que uma mãe solteira alemã matasse seu filho de, digamos, 2 anos, por ter descoberto somente nessa época, que o pai era judeu. Então, por que matar um filho que não tem culpa, do pai que tem.
Por que nem mesmo os que apoiam o aborto concordam e são coniventes com os exemplos citados acima? Porém, pelas mesmas razões, acham que não há nada imoral no aborto? - Eles não colocam no mesmo nível a criança por nascer e a que já nasceu, portanto, crêem que praticar o aborto em uma mulher grávida de dois meses não é equivalente a matar uma pessoa. Então, a questão crucial moral se resume a um só ponto, o feto ainda não nascido é um ser humano, ou não?
Gostaria de concluir minha resposta demonstrando através de evidências, que o bebé não nascido já é realmente um ser humano:
1. A ciência provou, como já mencionei, que todas as características humanas já existem até o 30º dia de gestação; o próprio coração já está batendo e os órgãos foram iniciados. Em outras palavras, na vida humana há um fluxo contínuo ininterrupto, que vai desde a concepção efectuada pelos pais até o desligamento do cordão umbilical do filho. Não há uma parada no processo.
Quando o espermatozóide penetra no óvulo, ambos não "param para pensar" se vão ou não formar um novo ser.
2. Qual é o parâmetro? Seremos incoerentes se moralmente aceitarmos a exterminação de um feto (que tem todas as características de qualquer ser humano, desejado ou não) e ao mesmo tempo não aceitarmos outros tipos de discriminação, com as que se seguem:
A. Se definirmos um ser humano pelo tamanho e peso (o feto naturalmente, no começo pesa somente algumas gramas), então estaremos eliminando da sociedade todas as pessoas com tamanho anormais, anões ou gigantes.
B. Se definirmos um ser humano em termos de idade, digamos que o feto tenha dois meses, então aí exterminaremos também todas as pessoas com mais de 100 anos;
C. Se a questão do ser humano é definida pelo local em que se encontra (dentro ou fora do útero), então vamos exterminar os pobres e favelados que vivem "embaixo da ponte".
D. Se o critério do ser humano for definido pela consciência, então acabemos com todas as pessoas da sociedade que estiverem sob o domínio do álcool, drogas ou meditação transcendental;
E. Se o critério é a capacidade de raciocinar e tomar decisões, então matemos todos os bebés e deficientes mentais;
F. No caso da solução ser a de excluir todos os que não são desejados pela sociedade, então à lista se acrescentaria todos os páreas, vagabundos, alcoólatras inveterados, os portadores do HIV e os transmissores de doenças venéreas.
G. Obviamente, se pararmos para pensar, podemos constatar que aceitar o aborto é um passo para justificar a eliminação de pessoas com doenças incuráveis ou terminais (eutanásia).
Deus, que deu vida para a humanidade, também deu leis para a preservação da mesma. Quando o homem, em seu pecado, rebelião e obstinação viola as leis de Deus, mais cedo ou mais tarde pagará um alto preço!

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