segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O que é o carnaval? Como cristão posso festejar?


Quando nos aproximamos da celebração (para alguns) do CARNAVAL, pode-se questionar, por que os cristãos não o celebram. Será caretice nossa? Será porque não gostamos de nos divertir? Claro que sim, que gostamos de divertir-nos mas não com coisas que põe em causa a nossa vida espiritual!

Até porque participamos das festas feitas por crianças, com máscaras, desfiles, etc., não têm aparentemente maldade nenhuma...

Muitos anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças, reuniam-se no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demónios da má colheita. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da  volta da primavera, que simbolizava o renascer da natureza. Mas num ponto todos concordavam: as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais. O carnaval caracterizava-se por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas.

Os carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma.

A Enciclopédia Glorier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal. Os romanos adoravam comemorar orgias, bebedices e glutonaria. 

A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia; na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia grega, este era o deus do vinho e das orgias. 

“Baccanal”, que deriva da palavra grega Baco, que, segundo a mitologia grega, é o deus grego do vinho, está intimamente ligado ao carnaval. “Baccanal: usado para descrever festas desordenadas e regadas a álcool; uma reunião descontrolada envolvendo consumo excessivo de bebida e promiscuidade.” (Dicionário WordWeb).

A enciclopédia Grolier diz: "O bacanal ou bacchanalia era o festival romano que celebrava três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou a sua proibição em 186 d.C.

A palavra "carnaval" tem origem no latim e significa "adeus à carne". Referia-se a um período de indulgência, abandono da moderação, desrespeito à discrição e transgressão de limites.

Antigamente, os cristãos acreditavam que para comemorar a Páscoa (a morte e ressurreição de Jesus), as pessoas deveriam ficar 40 dias sem comer carne e sem beber bebidas fortes, como se fosse um período para ficarem puros. Então, no dia antes desses 40 dias, eles faziam uma grande festa de despedida do uso de carnes e bebidas. Neste dia podiam fazer toda e qualquer coisa que era proibida. Diziam que neste dia a "Carne Valia". Era o carne vale. Daí a palavra "Carnaval".

O Carnaval é uma festa realizada em muitos países, predominantemente católicos, nos dias que antecedem a Quaresma. Em contraste com os quarenta dias de jejum e abstinência da Quaresma, o Carnaval é um tempo de excessos e indulgência — um tempo para "comer, beber e se divertir, pois amanhã faremos dieta". O Carnaval é a indulgência antes do jejum, uma última extravagância antes de ter que abrir mão de algo por quarenta dias. O Carnaval mais famoso acontece no Rio de Janeiro, Brasil, todos os anos. Outros Carnavais são realizados na Itália, Veneza, Uruguai e Espanha, bem como em outras partes do Brasil. Nos Estados Unidos, o Mardi Gras é o equivalente ao Carnaval.

A ideia básica do Carnaval é que podes te divertir bastante por um tempo e depois confessar os teus pecados na Quarta-feira de Cinzas. A duração do Carnaval varia de país para país, mas na maioria dos lugares a festa hedonista se estende por cerca de uma semana, com eventos pré-Carnaval, desfiles, danças culturais e muita animação nas ruas. Em alguns lugares, há até eventos pós-Carnaval, com a Quarta-feira de Cinzas sendo absorvida pela festa.

Para muitas pessoas, a semana do Carnaval é um passe livre para fazer o que quiserem. Os foliões não escondem os seus desejos carnais: todos os anos, por exemplo no Rio de Janeiro, acontece uma cerimónia em que as chaves da cidade são entregues ao “rei dos prazeres carnais”. Na mente dos foliões, qualquer comportamento inadequado durante o Carnaval é justificado. Durante o Carnaval, nada “conta”; é como se nada tivesse acontecido. Por causa da permissão para pecar, as pessoas mentem, brigam, bebem, usam drogas e se envolvem em promiscuidade sexual mais do que em qualquer outra época do ano. O crime é um problema constante no Carnaval, com prisões todos os anos por agressão sexual, assassinato, jogos de azar ilegais, roubo, porte ilegal de armas, etc.

Ginecologista orienta para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis no Carnaval (clique na imagem para aceder ao artigo). De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2014 e 2024, foi registado um aumento de 168% nos casos de HIV entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil. Segundo a ginecologista Fernanda Nassar, "o preservativo é um dos métodos contraceptivos mais seguros, pois evita a transmissão da maioria das infecções causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos".

Preparando-se para o Carnaval, o município de Campinas (Brasil) promove a 10 de fevereiro a campanha "Neste Carnaval prevenção dá samba", com a oferta de testes rápidos e gratuitos de HIV, sífilis, hepatites, além da distribuição de preservativos.

Urologista alerta para aumento de infecções após festas e relações sem preservativo (para entrar na notícia clique AQUI). 

No Carnaval há um aumento de 20% de denúncias relacionados à violência sexual contra crianças, adolescentes e mulheres.

Durante a época festiva do Carnaval, a Polícia normalmente alerta as pessoas para a possibilidade de ocorrência de alguns "excessos" (crimes), como por exemplo: importunação sexual, lesões corporais, atos obscenos, roubo, furtos, entre outros.

O mundo afirma que o Carnaval é uma celebração da vida, mas as atividades lascivas toleradas pelos foliões levam à morte (Provérbios 11:19). Os foliões hasteiam a falsa bandeira da felicidade e da alegria, mas por baixo de tudo isso há rebeldia contra Deus.

Algumas igrejas planeiam retiros para se afastarem de toda a agitação e corrupção do Carnaval e se concentrarem em assuntos espirituais. Outras igrejas e grupos missionários aproveitam o Carnaval para evangelizar nas ruas, na busca de alcançar os não cristãos.

O Carnaval tem uma história que se resume à desobediência a Deus; é simplesmente uma demonstração vívida da mente carnal em ação, que é totalmente oposta a Deus. É por isso que há tanta nudez, embriaguez, contendas e satisfação da carne no Carnaval, porque é nisso que a mente carnal encontra prazer. Os espiritualmente inclinados, ou os cristãos, encontrarão prazer nas coisas espirituais. Somos instruídos: “Vivamos honestamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e libertinagem, não em contendas e inveja. Mas revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não façam planos para satisfazer a carne, para satisfazer os seus desejos.” (Romanos 13:13,14).

A Bíblia diz: “Amados, eu os exorto... a se absterem das paixões da carne, que guerreiam contra a alma” (1 Pedro 2:11). O Carnaval é uma celebração dos desejos carnais dos quais devemos nos abster. Estamos numa batalha espiritual. Em jogo estão a saúde, a força, a liberdade, a pureza e o conforto das nossas vidas.

Quando nos entregamos ao pecado e aos desejos carnais que guerreiam contra nossas vidas, nos tornamos como Sansão no colo de Dalila (ver Juízes 16:4-6, 15-21). O cristão que brinca com os desejos carnais, como os celebrados no Carnaval, é como Sansão a se divertir com Dalila. E, tal como Sansão no colo de Dalila, o cristão que compromete a sua moral corre o risco de perder a sua força e liberdade espiritual.

Somos “filhos da luz e filhos do dia. Não pertencemos à noite nem às trevas” (1 Tessalonicenses 5:5; cf. Romanos 13:13-14). Em vez de buscarmos celebrações mundanas como o Carnaval, faríamos bem em acatar Gálatas 5:16: “Digo, porém: Andai no Espírito, e não satisfareis os desejos da carne” (NVI).

Se o Carnaval não agrada a Deus, e sabendo o que as pessoas fazem nesta festa, achas que devemos participar nela?

1º) É uma comemoração de origem pagã, em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade, um demónio.

2º) Essa festa alimenta as inclinações carnais do ser humano, contrárias à Palavra de Deus: “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz; por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus...Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus...Porque se viverdes segundo a carne, caminhais para morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Rm 8.6,7,8,13).

Sem dúvida alguma é uma festa em que Deus não se agrada nela. “Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo…” (1 João 2:15). “Porque, se viverdes pela carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8:13). Percebem essas palavras penetrantes de Deus? Elas mostram que Deus ODEIA o carnaval, e quem gostaria de se envolver em algo que Deus odeia? Os cristãos não sentem nenhum prazer no carnaval, pois isso lhe seria desagradável, e Ele advertirá as pessoas sobre a destruição vindoura para que possam se arrepender e viver. 

“Ora, as obras da carne se manifestaram, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, orgias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21).

“Por meio dos teus preceitos (mandamentos) alcanço entendimento; por isso aborreço todo caminho falso” (Salmos 119:104). O carnaval é um caminho falso que promove aquilo que Deus proíbe; e Deus disse que a Sua ira virá sobre todos os filhos da desobediência. (Colossenses 3:6)

Oro para que sejas convencido pelo Espírito Santo a não participares nesta festa.





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