quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

criacionismo (parte 7) - evidências da evolução


Será que existem mesmo evidências da evolução? Vamos analisar algumas dessas evidências e verificar se elas são válidas.

1 – ANATOMIA COMPARADA

As semelhanças na anatomia são consideradas como uma das evidências da Evolução. Por exemplo, ao compararmos a asa de uma ave à nadadeira anterior de um golfinho e o braço de um homem, veremos que, embora elas sejam muito diferentes, possuem estrutura óssea e muscular bastante parecidas. Os evolucionistas interpretam estas semelhanças admitindo que estes seres tiveram ancestrais em comum, dos quais herdaram um plano básico de estrutura corporal. 

Os criacionistas, por outro lado, interpretam as mesmas semelhanças como evidências de planeamento e desígnio criativos. Um engenheiro que planeasse diferentes tipos de máquinas não começaria de um rascunho para cada um das máquinas. Os dados indicam que um Criador Inteligente projectou o sistema de membros para os vertebrados. Ele desenvolveu um plano geral flexível que poderia adaptar a cada uma das necessidades.

O evolucionista precisa supor que todas essas características se desenvolveram por mutações casuais e selecção natural. Os criacionistas explicam-nas como estruturas que receberam do Criador funções especiais para objectivos específicos, de forma que quando objectivos semelhantes estavam em vista, estruturas semelhantes foram criadas.

2 – EMBRIOLOGIA COMPARADA

Se compararmos os embriões de determinados grupos de animais, veremos que existem semelhanças entre eles, e essas semelhanças são ainda maiores que as encontradas nas formas adultas.

Mesmo antes da época de Darwin, os evolucionistas alegavam que as semelhanças no desenvolvimento embrionário indicavam uma descendência comum. Os livros modernos ainda mostram esboços de embriões de animais como aves, répteis e mamíferos, juntamente com os do homem, mostrando importantes semelhanças entre eles e atribuindo essas semelhanças à existência de um ancestral comum.

O conhecido chavão evolucionistas “a ontologenia recapitula a filogenia” é uma definição popular da “teoria da recapitulação” ou “lei biogenética” de Haeckel. Ela afirma que cada organismo em seu desenvolvimento embrionário (ontogenia), tende a recapitular os estágios por que passavam seus antepassados (filogenia). No caso do homem, por exemplo, ensinava-se que o embrião humano começou a vida como um protozoário marinho, desenvolveu-se em um ambiente aquático até se tornar um verme com um coração tubular, depois até ser um peixe com brânquias e um coração com duas câmaras, depois até ser um anfíbio com um coração com três câmaras e um rim mesonéfrico, e depois até ser um mamífero com um coração de quatro câmaras, rim metanéfrico e uma cauda, e finalmente até ser um ser humano. Desta forma, o embrião humano reteria “vestígios” de sua evolução anterior, recapitulando as suas fases principais. 

O mais famoso desses paralelos foi sem dúvida o suposto desenvolvimento de brânquias no estágio “de peixe” do crescimento do embrião humano. Esta suposta recapitulação era inteiramente superficial; o embrião humano nunca desenvolve brânquias nem nada parecido com elas, e portanto nunca é um peixe. Na verdade, tanto o homem como todos os cordados desenvolvem fendas faringeais com bolsas faringeais. Nos peixes elas mais tarde se transformam nas brânquias. No ser humano, elas se transformam nos tubos eustaquianos, servem como guias essenciais para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, e desta forma não são, de forma alguma, vestígios inúteis.

A crença de Haeckel de que cada estágio embrionário representa o estágio adulto de um de seus ancestrais é considerada completamente errada pelos embriologistas modernos. Actualmente os evolucionistas aceitam que os padrões de desenvolvimento embrionário em um grupo de animais próximos podem conter aspectos que reflectem o seu passado, mas muitas inovações se superpõem e frequentemente obscurecem o padrão ancestral. Assim, não existe uma recapitulação precisa. É surpreendente que alguns evolucionistas proeminentes continuem a referir-se a esta ideia como evidência da evolução. Porém, os que têm conhecimentos actualizados, tanto em embriologia quanto em paleontologia, não o fazem. 

Se para os evolucionistas as semelhanças em embriologia são evidências de uma descendência comum, para os criacionistas elas eviden-ciam apenas o planeamento comum de um Criador. Dado o pressuposto da criação, como os cordados (peixes, anfíbios, répteis, aves e memíferos) tinham o desígnio de reproduzir a sua espécie pelo mesmo tipo de processo reprodutivo, seria de se esperar que o desenvolvimento fosse semelhante em todos esses animais.

Nesse período, entretanto, à medida que se torna necessário que caracteres especializados correspondentes à espécie progenitora comecem a se formar, essas semelhanças superficiais dão lugar às características embrionárias distintas e apropriadas. Na verdade, essas importantes diferenças se mostram em estágio bem inicial do desenvolvimento embrionário.

Existem também, mesmo nos estágios iniciais, diferenças entre os embriões que são tão importantes como as semelhanças. O ADN de uma ave é bastante diferente do ADN de um réptil. O material genético distinto, programado para cada espécie de animal, assegura que apenas aquela espécie se desenvolva a partir daquele embrião.  

3 – BIOQUÍMICA COMPARADA

Os recentes avanços da Biologia Molecular têm permitido com directamente a estrutura genética de diferentes espécies, através da comparação da sequência de nucleotídeos da molécula de ADN. Outros compostos químicos existentes em organismos vivos também têm sido comparados, especialmente as proteínas, como a gamaglobulina, a insulina, o citocromo C, a hemoglobina, e outras. Em geral (embora com muitas excepções) as semelhanças respectivas destes sistemas bioquímicos se alinham quase da mesma maneira como o fazem as semelhanças tradicionalmente baseadas em características anatómicas e outras caracte-rísticas morfológicas. Ou seja, animais que tenham muitas semelhanças anatómicas geralmente também têm ADNs e proteínas muito parecidos. Isso seria um facto esperado, sabendo-se que o ADN é o responsável pela produção de proteínas de um determinado organismo e estas, em última instância, serão as responsáveis pelas características fenotípicas destes.

Isto, sem dúvida, é exactamente o que seria de se esperar tendo-se como base o modelo criacionista; a bioquímica comparada pode tanto ser usada como evidência da evolução como evidenciar apenas o planeamento comum de um Criador.

4 – ÓRGÃOS VESTIGIAIS

Os órgãos vestigiais são órgãos existentes no homem, bem como em outros animais, e que são considerados como vestígios inúteis de estruturas que foram úteis em um estágio evolutivo anterior. Na virada do século foi feita uma longa lista de órgãos vestigiais em mamíferos. Esta lista foi considerada uma evidência convincente da megaevolução. Mais de 80 órgãos estavam nesta lista, que incluía a tiróide, o timo, as glândulas pituitárias, o lobo olfactivo do cérebro, o ouvido médio, as amígdalas e o apêndice. Hoje já se sabe que todos estes órgãos têm funções úteis e, não raro, essenciais. Mas na época em que foram feitos estudos pelos fisiologistas, esta lista foi encolhendo. 

Actualmente já se mostrou que a maioria dos órgãos chamados vestigiais, especialmente no homem, têm uso definido e não são, de forma alguma, atrofiados. O progresso das ciências médicas veio a demonstrar que todos os órgãos aparentemente vestigiais têm afinal uma função bem definida. Os últimos órgãos a abandonarem o seu estatuto vestigial foram o apêndice e o cóccix. Aí está mais um resultado plenamente consistente com o Criacionismo, mas que a Teoria da Evolução tem tido dificuldade em compreender.

A lógica usada para se determinar se um órgão é vestigial deve ser analisada cuidadosamente. Se não conhecemos a função de algo, ele se torna um candidato a órgão vestigial. A fraqueza desse argumento é que, quanto mais conhecemos, maior é a hipótese de que iremos aprender as funções para estes órgãos supostamente vestigiais.

O apêndice humano era rotineiramente removido em cirurgias pelos médicos, porque ele parecia não ter utilidade e frequentemente causava problemas. Agora já se sabe que ele faz parte do sistema imunológico. Realmente acontecem casos de doença no apêndice e, quando ele se infecciona, precisa ser removido. Entretanto, uma pessoa estará melhor se ficar com o seu apêndice.

Será que as vértebras caudais fusionadas (cóccix) do homem são inúteis? Actualmente, esta pequena estrutura tem uma função muito importante como ponto de ligação para os músculos que permitem que fiquemos de pé (e que também fornecem amortecimento quando nos sentamos). De modo algum elas podem ser consideradas vestigiais. A via embriológica que produz uma cauda em outros mamíferos produz em nós uma estrutura muito importante. Será que isso ocorreu pela evolução, ou foi projectado por um Criador?

Os músculos segmentares no abdómen são importantes para curvarem o nosso corpo e para manter o tônus da parede abdominal. Que estes músculos tenham vindo de um ancestral é pura conjuctura, e não evidência prós ou contra a evolução ou a criação.

Por que existem músculos ligados às nossas orelhas? Alguns desejam chamá-los de vestígios genuínos, enquanto que outros dizem que eles dão forma à nossa cabeça ou sustentam nossas orelhas. São necessárias mais informações para que se possa decidir.

Os membros posteriores das baleias são ossos isolados que estão imensos no tecido. Eles são considerados pelos evolucionistas como vestígios de órgãos posteriores verdadeiros que existiam nos ancestrais terrestres da baleia. Porém, eles têm uma função definida: são o ponto de ligação de músculos do sistema reprodutor. Os criacionistas podem argumentar que Deus modificou as instruções genéticas de membros posteriores para produzir estas estruturas que servem para uma função única.

5 – FÓSSEIS

Os fósseis são restos ou vestígios de seres que viveram no passado. Um fóssil se forma quando os restos mortais de um organismo ficam a salvo tanto da acção dos agentes decompositores como das intempéries naturais (vento, sol directo, chuvas, etc.). As condições mais favoráveis à fossilização ocorrem quando o corpo de um animal ou de uma planta é sepultado no fundo de um lago e rapidamente coberto por sedimentos.

Dependendo da acidez e dos minerais presentes no sedimento, podem ocorrer diferentes processos de fossilização. A permineralização, por exemplo, é o preenchimento dos poros microscópicos do corpo de um ser por minerais. Já a substituição consiste na lenta troca de substâncias orgânicas do cadáver por minerais, transformando-o em pedra.

Os fósseis são submetidos a um processo de pesquisa científica chamado método do radiocarbono ou método de datação. Através deste método, os cientistas podem descobrir em que ano, aproximadamente, morreu um animal, uma planta ou um homem. O elemento químico a essas pesquisas chama-se Carbono 14, que faz parte de toda a vida humana, animal e vegetal. Misturado ao oxigénio, o Carbono 14 é lançado no ar em pequenas moléculas de gás carbínico, e absorvido pelas plantas através da fotossíntise (processo biológico em que é libertado o oxigénio e absorvido o dióxido de carbono). À medida que os animais e o homem comem essas plantas também absorvem este elemento químico radioactivo.

Após a morte, o organismo dissolve o Carbono 14, que gradualmente vai se tornando em nitrogénio. É accionado então o “relógio nuclear”, que conta a percentagem decrescente desse carbono dissolvido pelo organismo morto. Para saber quando o ser vivo morreiu, os cientistas medem a quantidade de Carbono 14 que ainda resta no corpo ou em parte dele.

A data da morte é calculada com a ajuda de um aparelho chamado Geiger-Müller, que permite detectar as radiações produzidas pelo Carbono 14. Este aparelho fornece um número correspondente à contagem de matrículas radioactivas dissolvidas pelo fóssil.

Contudo, este método somente fornece elementos até 40 mil anos. Não é muito querido pelos evolucionistas porque eles precisam de muito mais: milhões e centenas de milhões de anos! Por exemplo, o carvão, anteriormente datado de 200 a 300 milhóes de anos, foi submetido ao método C-14 que lhe atribuiu somente 1680 anos. Alguns ossos onde o Dr. Leakey encontrou o crânio ao qual atribuiu 600 mil anos, foram avaliados pelo C-14 em 10 mil anos.

Os fósseis são considerados evidências da evolução porque mostram que o nosso mundo já foi habitado por seres diferentes dos actuais e que teriam sido ancestrais das formas de vidas modernas. Porém, existem alguns problemas muito graves com os fósseis no campo da teoria da evolução. 

É interessante que a mesma abundância de semelhanças e diferenças entre organismos seja encontrada, tanto entre os seres vivos como entre os fósseis. Os mesmos tipos de lacunas entre espécies existem no registo fóssil, bem como entre as plantas e animais actuais. Se o modelo evolucionista fosse válido, era de se esperar encontrar uma série contínua e horizontal de organismos e não características definidas.

Charles Darwin previu que seriam encontradas muitas formas de transição no registo fóssil, mas os vestígios descobertos até hoje não lograram comprovar estas formas de transição. É muito comum ouvir-se falar dos elos perdidos, mas o problema é que até hoje eles continuam perdidos. Há uma grande variedade de criaturas invertebradas complexas cujos restos aparecem subitamente no registo fóssil, aí incluídos moluscos, caracóis, esponjas, águas-vivas, trilobitas e muitos outros invertebrados. Muitos milhões de fósseis destas criaturas têm sido encontrados, mas nunca ninguém encontrou um único exemplo do ancestral fossilizado de qualquer um desses seres. Os evolucionistas crêem que um destes invertebrados evoluiu para os peixes, ou que teria ocorrido ao longo de 100 milhões de anos. 

Se isso é verdade, nós teríamos de ter uma multidão de formas de transição (elos de ligação) mostrando que uma dessas criaturas invertebradas de facto evoluiu para os peixes. Nenhuma jamais foi encontrada. Cada um dos tipos principais de peixes aparece no registo fóssil completamente formado, sem a evidência de formas de transição conectando os diferentes tipos. Nós, acreditamos que essa evidência, por si só, já é suficiente para nos mostrar que a evolução nunca ocorreu.

Nunca apareceu nenhum elo de ligação entre os organismos unicelulares e os invertebrados. Também não apareceu qualquer forma intermédia entre os invertebrados e os peixes ou entre estes e os anfíbios. Nunca foi encontrado qualquer elo entre os anfíbios e os répteis, nem entre estes e as aves ou entre as aves e os mamíferos. Nem tão pouco entre os mamíferos, e os primatas ou entre o maçado e o homem!

Para que haja evolução das espécies, como querem os evolucionistas, teria de haver formas transicionais entre os animais metazoários (animais multicelulares, como por exemplo os mamíferos, os anfíbios, etc.), protozoários (organismos unicelulares microscópicos, cujo tamanho varia entre 5 a 500 mm) e metazoários investebrados (animais constituídos por mais de uma célula e que não têm ossos). Porém, a teoria da evolução das espécies não apresenta forma de transição (elos de transição) entre essas espécies. Entre peixes e anfíbios, anfíbios e répteis, répteis e mamíferos.

Cientistas encontraram um fóssil de um peixe que deram o nome de “peixe de pulmão” ou CELACANTO. E comemoraram durante anos dizendo que esta espécie era somente conhecida no registo fóssil e que tinha semelhanças com animais terrestres. Como os fósseis somente apresentam o esqueleto do animal, eles tomaram a liberdade de dizer que este animal tinha tido pulmões primitivos, diferentes dos peixes de hoje. Todas essas afirmações evolucionistas sobre o Celacanto foram apresentadas como facto científico. O fóssil ficou exposto durante cerca de 30 anos num museu e foram feitos até desenhos imaginários do animal rastejando para a terra, exactamente como os filmes de dinossauros que vemos hoje. E esses desenhos começaram até a aparecer em livros didácticos. Muitos cientistas dizem que este fóssil é um elo perdido que liga os peixes aos répteis. Contudo este peixe não é um elo entre os peixes e os mamíferos. No mar sempre houve mamíferos, como a baleia e o golfinho. Sempre lá andaram sem terem nada a ver com os peixes. 

Em 1938, cientistas ao mergulharem sobre águas profundas no Oceano Índico, encontraram um peixe de espécie diferente. Capturaram alguns espécimens vivos e ao estudarem-nos descobriram que o peixe que pescaram era na verdade um exemplar do Celacanto. Ou seja, o fóssil não era nada mais que um exemplar igual aos Celacantos que hoje vivem e nadam hoje no Oceano Índico. Então descobriram que ele não tinha pernas, nem pulmões primitivos como nos desenhos. E o pior ainda foi quando descobriram que ao invés de ser um peixe que saiu da água para a terra, o Celacanto é uma espécie de peixe que vive somente em águas profundas do Oceano Índico.

O arqueopterix era uma ave com dentes e garras nas asas. O seu fóssil chegou a ser apresentado como uma transição entre os répteis e as aves. Porém, os próprios evolucionistas encontraram aves que, segundo os tais métodos de datação, mencionados anteriormente, seriam mais velhos 60 milhões de anos do que o arqueopterix. Levantando-se, então a questão: Se os pássaros são mais antigos que o arqueopterix, como é que este poderia constituir a transição entre os répteis e as aves? Os evolucionistas afirmavam, diante do fósseil, que o este animal tinha evoluído para ave ao perder as garras nas asas e os dentes… Mas perder as garras e os dentes é evoluir? 

A evolução representa o triunfo dos velhos e decrépitos, assim como a selecção das espécies evidencia a supremacia dos doentes!

Uma das mais importantes lacunas fósseis é a existente entre os microrganismos, como algas azuis e bactérias, que são encontrados em estratos do Pré-Cambriano, e a abundante e complexa vida marinha invertebrada do período Cambriano. No Cambriano encontramos uma grande variedade de invertebrados muito complexos, como trilobitas, ouriços-do-mar, esponjas, medusas, crustáceos, braquiópodes, moluscos e vermes. Se a evolução tivesse realmente acontecido, deveríamos encontrar no Pré-Cambriano os antepassados evolutivos de todos estes animais. Entretanto, nas rochas pré-cambrianas encontramos apenas fósseis de microrganismos. Se encontramos fósseis de bactérias, certamente deveríamos encontrar fósseis dos antepassados dos animais do Cambriano. Se os primeiros evoluíram chegando a ser os segundos, parece impossível que nenhuma forma transitória entre qualquer deles jamais tenha sido encontrada. Por mais de 150 anos se tem procurado intensamente, mas nenhum destes ancestrais foi encontrado.

Este fenómeno tem sido chamado por Gould de “explosão cambriana”. Recentemente, o tempo estimado em que ocorreu a explosão foi revisado para baixo, de cinquenta milhões para dez milhões de anos – o que equivale a um piscar de olhos em termos geológicos. Essa estimativa mais curta obrigou escritores sensacionalistas a procurar novos superlativos, sendo um dos favoritos o “Big Bang biológico”. Gould argumenta que a rápida taxa de aparecimento de novas formas de vida exige outro mecanismo para explicá-las que não a selecção natural. 

Ironicamente, voltamos ao ponto de partida desde os dias de Darwin. Quando ele propôs sua teoria, uma das grandes dificuldades era a idade estimada da Terra. Os físicos do século XIX pensavam que a Terra tinha apenas cem milhões de anos, ainda que Darwin pensasse que a selecção natural precisaria de muito mais tempo para gerar vida. Actualmente os evolucionistas afirmam que a terra é muito mais velha: em torno de 5 mil milhões de anos. Com a descoberta do Big Bang biológico, contudo, o espaço de tempo necessário para que a vida passasse de simples a complexa encurtou para muito menos do que a estimativa da idade da terra no século XIX.

Outro grave problema do registo fóssil que os evolucionistas não conseguem explicar é que a maioria dos grupos de plantas e animais aparecem abruptamente no registo fóssil. Não há evidências de que houve formas transitórias entre esses grupos. 

Neeville George, um conhecido evolucionista, declarou: “Não há necessidade de pedir mais desculpas pela pobreza do registo fóssil. Em alguns casos ela se tornou quase incontrolavelmente rica, e as descobertas estão ultrapassando a integração... o registo fóssil, não obstante, continua a ser composto principalmente de lacunas.” 

O paleontólogo Niles Eldredge descreve assim o problema: “Não é de se espantar que os paleontólogos tenham ignorado a evolução por tanto tempo. Aparentemente, ela jamais ocorre. A colecta cuidadosa de material na face de penhascos mostra oscilações em ziguezague, pequenas, e uma acumulação muito rara de leves mudanças – no decorrer de milhões de anos, a uma taxa lenta demais para explicar toda a mudança prodigiosa que ocorreu na história evolutiva. Quando vemos o aparecimento de novidades evolutivas, isso ocorre em geral com um estrondo, e, não raro, sem nenhuma prova sólida de que os fósseis não evoluíram também em outros lugares! A evolução não pode estar ocorrendo sempre em outros lugares. Ainda assim, foi dessa maneira que o registo fóssil apareceu a muitos desesperados paleontólogos, que queriam aprender alguma coisa sobre a evolução.”

Austin Hobart Clark, um zoologista, afirmou: “Não existe a menor evidência de que qualquer dos grupos maiores de animais tenha surgido um do outro. Cada um deles é um animal especial complexo… aparecendo, portanto, como uma criação especial e distinta” (The New Evolution: Zoogenesis, pág. 189-196). 

Podemos observar que as chamadas “evidências” da evolução não são tão convincentes quando analisadas sob outro prisma. As semelhanças entre seres vivos podem ser bem explicadas pelo modelo criacionista, admitindo-se que o Criador tenha utilizado planos básicos semelhantes. E os fósseis, ao contrário do que desejam os defensores da teoria da evolução, mostram que nunca existiram formas intermediárias entre os grupos distintos de seres vivos. Esta ausência de lacunas entre os diversos tipos de seres vivos também está presente no mundo actual.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

criacionismo (parte 6) - cristãos divididos

 

Após as declarações de Charles Darwin, e a sua polémica publicação “A Origem das Espécies”, nunca mais houve sossego para os Cristãos, pois os princípios defendidos pelos mesmos começaram a ser colocados em causa por uma enorme quantidade de pessoas, individualidades, cientistas, etc., que até ao momento, depois de imensas tentativas, também nunca conseguiram provar as suas teorias.

Com todo este ataque a teologia cristã procurou adaptar-se a esta nova realidade. Nos séculos XIX e XX, a teologia cristã fez um esforço no sentido de harmonizar o relato bíblico com os dados científicos, operou as necessárias mutações de sentido dos textos e seleccionou, de acordo com as suas pré-compreensões, as verdades de entre os mitos.

Traumatizada pela herança inquisitorial e pelo célebre episódio de Galileu – que desafiou a cosmologia aristotélico-ptolemaica (não bíblica!) acolhida pela Igreja do seu tempo –, influenciada pelo espírito racionalista e naturalista da modernidade e esmagada pela força aparente das evidências a favor da Teoria da Evolução, muitos teólogos, inicialmente de matriz protestante, procuraram, ao longo do século XIX, encontrar um compromisso entre a Bíblia e a Ciência, a Fé e a Razão. No entanto, essa procura assentou na aceitação tácita a priori dos postulados naturalistas, racionalistas e evolucionistas, dados por muitos como indiscutíveis. De acordo com estes postulados, a religião era vista, em si mesma, como uma fase de um processo evolutivo que começa com o mito e tem como ponto de chegada um estado de emancipação e maturidade racional. Do mesmo modo, os escritos bíblicos eram interpretados em termos histórico-dialéticos, materialistas ou idealistas, ou como documentos forjados no contexto de conflitos políticos, económicos e sociais entre grupos, classes e correntes religiosas, ou, em termos hegelianos, como parte do processo de auto-manifestação do Espírito Absoluto. 

Está hoje demonstrado que o preconceito anti-semita levou muitos racionalistas e nacionalistas alemães do século XVIII e XIX a exaltar a Razão e a Nação, e a desvalorizar os escritos hebraicos como sendo manifestações de atavismo e primitivismo. Este entendimento integrava-se num contexto espiritual e intelectual marcado pela crítica racionalista do Antigo Testamento, pela afirmação da “morte de Deus” (Eric Voegelin, Der Gottestmord, Wilhelm Fink, 1999, 91 ss.) e pela questão judaica, não sendo descabido ver aqui muita da lenha da horrenda fogueira que viria a ser o Holocausto (Ralph L. Smith, Teologia do Antigo Testamento, História, Método e Mensagem, São Paulo, Vida Nova, 2001, 33 ss.). Nem a teologia cristã mais bem intencionada escapou a estas influências. Sob a inspiração da abordagem crítica, racionalista e evolucionista de estudiosos da Bíblia como Julius Wellhausen, o teólogo Rudolf Bultmann veio apelar à desmitificação de todo o relato bíblico (Rudolph Bultmann, Jesus, UTB, Stuttgart, 1988; Das Urchristentum, Patmos, 2000), ao passo que a escola neo-ortodoxa, de Karl Barth e Emil Brunner, enfatizou a dimensão subjectiva e existencialista da fé (Anfänge der dialektischen Theologie, Teil I - Karl Barth - Heinrich Barth - Emil Brunner, 5ª ed., 1985; Emil Brunner, Christlicher Existenzialismus, Zwingli-Verl. 1956; Offenbarung und Vernunft, Zwingli-Verl., 1961; Hans Urs von Balthasar, Karl Barth. Darstellung und Deutung seiner Theologie Johannes-Vlg., Freib, 1976.). Para estes teólogos, a Bíblia fala com autoridade apenas em questões de fé, não tendo qualquer autoridade em questões históricas e científicas. Esta maneira de ver, tipicamente naturalista e materialista, domina ainda grande parte da teologia cristã contemporânea (Dave Breese, Seven Men Who Rule the World from the Grave, Moody Press, Chicago, 1990, 89 ss). A sua influência detecta-se facilmente em muitos estudos cristológicos, para não falar das teses anacrónicas e hoje largamente desacreditadas do conhecido movimento hipercrítico “Jesus Seminar” (John Meier, A Marginal Jew: Rethinking the Historical Jesus, Vol. I, New York: Doubleday, 1991; Marcus Borg, Meeting Jesus Again for the First Time, San Francisco: Harper, 1995; John Dominic Crossan, Jesus: A Revolutionary Biography, San Francisco, Harper, 1995; Michael J. Wilkins and James P. Moreland, editors, Jesus Under Fire: Modern Scholarship Reinvents the Historical Jesus, Grand Rapids, Michigan, Zondervan Publishing House, 1996; Douglas Groothuis, Searching for the Real Jesus in an Age of Controversy, Harvest House, 1996.). Em muitos círculos teológicos discuti-la é uma heresia.  

Mesmo nas denominações cristãs mais conservadoras predomina, ao menos de forma difusa, a ideia de que a Bíblia não é autoridade em questões científicas, considerando-se que sustentar o contrário é sinal de um irracional fundamenta-lismo anti-intelectual e anti-científico. Adoptam-se assim teses de compromisso entre a Bíblia e a ciência, como o evolucionismo teísta, o criacionismo progressivo, a hipótese-quadro, a teoria do hiato, a teoria do dia-era, etc. Em muitos círculos cristãos o Criacionismo Bíblico é anatemizado como um escândalo para o Homem moderno, que só prejudicará a reputação do Cristianismo, dividirá os crentes e afastará definitivamente as pessoas da mensagem cristã. Se mesmo uma boa parte do Cristianismo capitulou perante a Teoria da Evolução, deve concordar-se com Ernst Mayr quando diz que Charles Darwin marcou profundamente a modernidade. O que não deixa de ser perturbador, do ponto de vista teológico, na medida em que a autoridade da Palavra de Deus é preterida em favor das ideias de uma mente em última análise doente e desequilibrada (Ralph Colp, Jr. To Be an Invalid: The Illness of Charles Darwin. Chicago, IL: University of Chicago, 1977; W. B. Bean, "The Illness of Charles Darwin." The American Journal of Medicine 65(4): 1978. 572-574; Thomas Barloon, Russell Noyes, Jr.. "Charles Darwin and Panic Disorder." JAMA, 277 (2): 1997, 138 ss.).

Dentro do grupo de Criacionistas, há os evolucionistas-teístas, que defendem a tese de que a Bíblia ou outros livros considerados sagrados dão margem a uma mistura da evolução, origem da vida e criação, dizendo que Deus deu origem à vida, mas permitiu que esta evoluísse.

As forças religiosas que têm tomado esta posição são os casos da Igreja Anglicana e da Igreja Católica Apostólica Romana. Alguns teólogos têm procurado conciliar os textos bíblicos com a Teoria da Evolução.

Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de leccionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.
"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."

O Padre Ariel Álvarez Valdez sustentou que tratava-se de uma parábola composta por um catequista hebreu, a quem os estudiosos chamam de “yahvista”, escrita no século X a.C., que não pretendia dar uma explicação científica sobre a origem do Homem, mas sim fornecer uma interpretação religiosa, e elegeu esta narração na qual cada um dos detalhes tem uma mensagem religiosa, segundo a mentalidade daquela época (“Adão e Eva: origem ou parábola?)

John F. Haught, filósofo americano criador do conceito de Teologia evolucionista, disse que "o retrato da vida proposto por Darwin constitui um convite para que ampliemos e aprofundemos a nossa percepção do divino. A compreensão de Deus que muitos e muitas de nós adquirimos em nossa formação religiosa inicial não é grande o suficiente para incorporar a biologia e a cosmologia evolucionistas contemporâneas. Além disso, o benigno designer [projectista] divino da teologia natural tradicional não leva em consideração, como o próprio Darwin observou, os acidentes, a aleatoriedade e o patente desperdício presentes no processo da vida”, e que “Uma teologia da evolução, por outro lado, percebe todas as características perturbadoras contidas na explicação evolucionista da vida”, sobre as idéias de Richard Dawkins, Haught declara que: “A crítica da crença teísta feita por Dawkins se equipara, ponto por ponto, ao fundamentalismo que ele está tentando eliminar”. 

Ilia Delio, teóloga americana, defendeu que a teologia pode “tirar proveito” das aquisições de uma ciência que vê na “mutação” o núcleo essencial da matéria.

O Rabino Nilton Bonder sustentou que "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador".

Em 2008, numa revista portuguesa, veio a notícia de um clero anglicano que propunha que deviam ensinar o criacionismo também nas Escolas, paralelamente ao evolucionismo. Logo de seguida a Igreja Anglicana manifestou o seu apoio ao evolucionismo afirmando que a “Igreja Anglicana deve-lhe [refere-se a Charles Darwin] desculpas pelos malentendidos.” Na mesma revista, e no mesmo artigo, Gianfranco Ravasi, Presid. Do Conselho para a Cultura do Vaticano, reafirmou que não há contradição entre o evolucionismo e as ideias católicas. 

Já em 1950, o Papa Pio XII tinha afirmado que não havia contradição entre a Evolução e a doutrina cristã. A legitimidade da teoria da evolução foi admitida pelo Catecismo da Igreja Católica (n.ºs 283-286). Esta posição foi reforçada pelo Papa João Paulo II, em 1996. A própria Igreja Católica, através do seu Magistério, não considera o criacionismo e o design inteligente como teorias científicas ou teológicas.

Rafael Martínez, sacerdote espanhol e professor de História da Ciência, em Roma, afirmou que “Os primeiros mal-entendidos a respeito da aceitação da teoria da evolução pela doutrina católica referem-se a uma interpretação literal da narração bíblica da criação. (…) Hoje sabemos que a sabedoria divina criou o mundo utilizando as forças da natureza.”

Há os que apoiam a tese da criação da Terra considerando como literais os seis dias do Génesis bíblico. Tais cristãos denominam-se criacionistas da Terra Jovem ou literalistas bíblicos. A maioria dos cristãos protestantes acredita no registo literal de Génesis. 

Génesis: Literal ou Simbólico?

Não há concenso entre grande parte dos criacionistas acerca da interpretação do livro de Génesis, se o mesmo deve ser literal ou simbólico. 

«Há muitas tentativas de harmonizar a história bíblica da criação com as ciências biológicas e geológicas. Apesar de a teoria da evolução ser muito associada a estas ciências, evidentemente não são equivalentes.» 

Muitos dos esforços de conciliação foram descritos no livro de Bernard Ramm: The Christian View of Science and Scripture (Eerdmans, 1954). É uma pena que este livro nunca tenha sido traduzido para português, embora uma parte dele já tenha sido publicado pela Ediciones Certeza, em espanhol. Ramm defende o que ele chama de criacionismo progressivo, em que ele postula que os dias de Génesis devem ser interpretados como eras de longa duração. 

Não posso aceitar a "teoria do gap" (TEORIA DA BRECHA ou TEORIA DO INTERVALO) defendida por evolucionistas-teístas, que tenta afirmar a teoria da evolução e, ainda, afirma que Deus a ordenou. O problema é que, enquanto tentam afirmar a existência de Deus, recusam sua única revelação verbal, a Bíblia. Parece ter-se firmado como uma tentativa de satisfazer às pretensões infundadas dos evolucionistas de uma terra muito velha. 

A Teoria do Intervalo é a teoria que acredita que Deus criou o planeta Terra completamente funcional, com todos os animais, incluindo os dinossauros e outras criaturas que conhecemos apenas por fósseis. Então, segue a teoria, aconteceu algo que destruiu a terra por completo – alguns especulam que foi a queda de Satanás à terra – e, por isso, a terra tornou-se sem forma e vazia. A esta altura, Deus começou tudo de novo, recriando a terra em sua forma de paraíso como descrito nos primeiros capítulos de Génesis.

No seio evangélico, a Teoria do Intervalo tem como expoentes as seguintes pessoas: Dr. Thomas Chalmers (1780-1847), fundador da Free Church of Scotland, e C. I. Scofield, na Scofield Reference Bible (1917), que defendeu, em suas notas, a Teoria do Intervalo (Teoria da Brecha), devido ao crescimento de tal ensino por volta do séc. XIX.

Esta teoria está alicerçada em alguns textos bíblicos, situados de forma clara, fora do contexto, como Salmo 90:4 e 2 Pedro 3:8. Aqui o texto reforça a ideia de que o Senhor não está dependente do tempo (kronos). Nenhum dos textos acima trata da Criação.

Os defensores da Teoria da Brecha ou Teoria do Intervalo, afirmam que Génesis 1:1 relata a criação do Universo e Génesis 1:2 relata a recriação do mesmo. De acordo com os evolucionistas-teístas, depois da criação houve a queda de Satanás, o pecado no Éden, a expulsão, mortes, etc., e depois a recriação, ou seja, após toda a infiltração do pecado na humanidade, disse Deus que era tudo muito bom. Esse tipo de afirmação é absolutamente incoerente com o ensino bíblico. Ou seja, afirmam que houve caos, morte, desordem, pecado, etc. Tudo isto aconteceu antes de Adão pecar! De forma alguma (Romanos 5:12,14; 1 Coríntios 15:22,45).

Deus não poderia ter dito isso se o mal já tivesse entrado no mundo através da queda de Satanás durante o “intervalo”. Dessa mesma forma, se a explicação para a existência de fósseis é com milhões de anos durante esse intervalo, isso significa que morte, doenças e sofrimento eram comuns bem antes da queda de Adão em pecado. No entanto, a Bíblia nos diz que foi o pecado de Adão que introduziu morte, doenças e sofrimento a todo tipo de vida, principalmente à humanidade: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

Aqueles que defendem a Teoria do Intervalo o fazem para poder reconciliar as teorias de cientistas modernos que acreditam na teoria de que a terra é muito velha – a crença de que a terra é mil milhões de anos mais velha do que a Bíblia afirma que ela seja quando adicionamos as genealogias do homem encontradas nas Escrituras. Até evangélicos bem intensionados adoptaram a teoria de que a terra é velha, interpretando muito do capítulo de Génesis alegoricamente, e ao mesmo tempo tentando manter uma interpretação literal do resto das Escrituras. O perigo com isso é em determinar até que ponto podemos parar de observar a Bíblia como alegorias e começamos a interpretá-la literalmente. Foi Adão uma pessoa real? Como sabemos? Se ele não era, então será que ele realmente trouxe pecado à humanidade, ou podemos transformar isso em uma alegoria também? E se Adão não realmente existiu para introduzir o pecado que todos nós herdamos, então não houve motivo pelo qual Jesus tinha que morrer na cruz, pois, primeiramente, isso negaria o motivo para a vinda de Cristo como 1 Coríntios 15:22 explica: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

Génesis 1 simplesmente não pode ser reconciliado com a noção de que a criação ocorreu durante longos períodos de tempo, nem que esses períodos ocorreram entre Génesis 1:1 e 1:2. O que aconteceu entre Génesis 1:1 e 1:2? Absolutamente nada! Génesis 1:1 nos diz que Deus criou os céus e a terra. Génesis 1:2 nos informa que logo quando Deus criou a terra, ela era sem forma, vazia e escura; não estava pronta ainda e não era habitada por criaturas. O resto de Génesis capítulo 1 nos diz como Deus refinou a terra sem forma, vazia e escura e a encheu com vida, beleza e bondade. A Bíblia é verdade, literal e perfeita (Salmos 19:7-9). A ciência nunca conseguiu refutar nem um jota ou um til da Bíblia, e nem conseguirá.

Os proponentes da teoria do intervalo afirmam que há uma distinção entre a palavra "criar" (heb. "bara") em Génesis 1:1 e "fazer" (heb. "asah") em Exodo 20:11. Para eles bara e asah referem a dois tipos de criação separadas pelo tempo. Bara seria a criação original e asah a recriação depois da queda do diabo. Mas um cuidadoso estudo revela que o significado de asah é igual ao significado de criar (Génesis 1:7,16,25; Génesis 3:1; Neemias 9:6; Isaías 57:16; Jeremias 31:16).

De especial interesse é Neemias 9:6 onde a palavra asah é usada para afirmar que Deus fez o céu e todo o Seu Exército (anjos). Outra passagem de interesse é Provérbios 8:26: “Ainda Ele não tinha feito (asah) a terra...nem sequer o princípio do pó do mundo.” O contexto está nos versículos 22 e 23: “O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas, desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.” Se asah é entendido por recriação, então Deus não possuía a sabedoria quando ele criou o mundo original, e foi possuir só depois da queda de Satanás! Como vemos, ambas as palavras são usadas como sinónimos (ver também o uso de bara em Génesis 1:21 e asah em Génesis 1:25 onde se refere a criação dos animais aquáticos e terrestres; e Génesis 1:26 e 27 onde asah e bara são usados para designar a criação do Homem). Também era uma característica do hebraíco, particularmente na poesia, o facto de usar-se dois verbos diferentes para se referir à mesma acção (paralelismo sinonímico - ver Isaías 41:20 onde asah e bara são usadas trocavelmente). 

Proponentes da teoria do intervalo tem argumentado que a gramática de Génesis 1:2 é favorável a interpretação do longo intervalo de tempo. No entanto, nós temos uma cláusula nominal em Génesis 1.2 (“a terra estava sem forma e vazia...” representa algo fixo, um estado) e não uma cláusula verbal - a qual representa algo em progresso. Por exemplo: “O Senhor é nosso rei” em Isaías 33:22 é uma cláusula nominal e “Deus disse” em Génesis 1:3 é uma cláusula verbal).

Desta forma Génesis 1:2 é uma cláusula nominal, a qual é circunstâncial (subordinada e explanatória) à Génesis 1:1. Assim em Génesis 1:2 nós temos uma descrição da terra como ela foi originalmente criada e não como ela tornou-se em um tempo subsequente à criação. Uma tradução equivalente destes trechos seria: “No princípio Deus criou o céu e a terra, agora, a respeito da terra, ela estava sem forma e vazia.” 

Um outro ponto gramatical a ser discutido é o waw que é usado como conjunção entre o primeiro e o segundo versículo. Existe o waw consecutivo e o waw copulativo. O waw consecutivo expressa sequência de tempo. Este é o tipo de waw usado em Génesis 1.3 “E Deus disse." O waw copulativo é também conhecido como waw disjuntivo (porque ele quebra a sequência da narrativa) ou waw conjuntivo (porque ele adiciona detalhes circunstânciais). O uso do waw disjuntivo é o mais apropriado para descrever Génesis 1:2, porque o waw não está continuando uma sequência (waw consecutivo) e não está adicionando detalhes explanatórios para a narrativa (waw conjuntivo). Segundo F. F. Bruce, para permitir um intervalo de tempo o texto teria que ter um waw consecutivo ao invés do waw copulativo. (F. F. Bruce. “And the Earth Was Without Form and Void: An Enquiry into the Exact Meaning of Genesis 1:2.” Journal of the Transactions of the Victoria Institute 78. 1946. p. 21).

A gramática destes dois versos nos forçam a dizer que a terra foi criada sem forma e vazia. Dizer que ela foi criada e depois tornou-se sem forma e vazia é gramaticamente impossível. Desta maneira Génesis 1:2 não é um desenvolvimento sequencial e cronológico de Génesis 1:1.

Um outro argumento dos proponentes da teoria do intervalo é de que a palavra "estava" (Génesis 1:2) – heb. hayeta - deve ser traduzida como tornou-se. É imperativo notar que a palavra hayeta é copulativa, ou seja, ela serve como cópula ou conexão entre “a terra” e “sem forma e vazia.” Adicionando a isto, os tradutores da Septuaginta traduziram hayeta pela palavra grega eimi (ser) e não ginomai (tornar-se). Não havia nenhum agente externo (teoria do uniformitaria-nismo) que fizesse com que os tradutores antigos comprometessem o sentido original do texto! Sem dizer que nenhuma versão Bíblica de respeito traz a palavra tornou-se, mesmo que seus tradutores não acreditem na literacidade e historicidade de Génesis 1-11. Inserir uma preposição nas Escrituras que elas não afirmam, simplesmente por causa de uma visão pessoal do mundo é um grave erro de exegética. Embora tornar-se pode também ser um dos significados de hayeta em situações bastante restritas, o facto de Génesis 1:2 ser uma cláusula circunstancial de Génesis 1:1 torna impossível traduzir hayeta por qualquer outra palavra a não ser estava.

Outra consideração a ser feita são as palavras tohu e bohu, traduzidas normal-mente como "sem forma e vazia". Proponentes da teoria do intervalo argumentam que bohu deve ser traduzido por “destruído” e não como algo que está para ser construído. A palavra é usada apenas 3 vezes no A.T., e em cada uma delas num contexto diferente e com um significado diferente (Isaías 34:11 e Jeremias 4:23 - esta última referindo-se ao juízo de Deus no futuro). Apenas em Isaías 34:11 onde o contexto está relacionado com a destruição dos muros que bohu é usado como algo destruído, mas nenhum léxico defende esta mesma interpretação para Génesis 1:2. Se os teoristas do intervalo reivindicam uma interpretação especial em Génesis 1:2 de bohu simplesmente por uma mera preferência subjetiva, então porque não interpretar os demais versículos (Isaías 34:11 e Jeremias 4:23) com o mesmo sentido de Génesis 1:2? Mas é claro, isto seria apenas uma opinião subjetiva e não teria nenhum lugar no estudo objetivo da gramática Vetero-Testamentária. 

Tohu significa ‘sem forma’. Os teoristas do intervalo entendem tohu como algo que foi reduzido ao caos. Mas não há nenhuma relação ao conceito de redução dentro da palavra. Nota-se que nas outras duas únicas vezes em que tohu e bohu são usadas juntas, se refere a eventos proféticos futuros e não eventos históricos passados. A terra então, longe de estar num estado de caos, estava num período particular de criação. Ela tinha um núcleo, manto e crosta composto de metais e rochas. Ela estava coberta pelos oceanos e envolto em uma perfeita atmosfera, mas ainda não estava completa de acordo com o propósito de Deus. Por isso que no segundo e terceiro dia da criação nós vemos Deus mais organizando a Terra do que criando. Deus não criou a terra para ser um caos, mas sim para ser habitada (Isaías 45:18).

Muitos, rejeitando a teoria de que o Dilúvio de Noé é o suficiente para responder os depósitos de fósseis, carvão e petróleo, os colocaram no intervalo de Génesis 1:1 e 1:2. Mas se isto for verdade, se existia morte no mundo animal antes de Adão, como é que nós iremos explicar Romanos 5:12 o qual diz que por um homem só o pecado entrou no mundo e pelo pecado a morte? Paulo ainda afirma que toda a criação ficou sujeita a corrupção por causa de Adão (Romanos 8:20). Ou seja, a maldição só entrou no mundo natural por causa do homem (Génesis 3:17,18). O quanto as plantas e os animais mudaram por causa da queda nós não sabemos, mas não podemos negar que ela caiu do estado de perfeição após a queda. E isto não se restringe só ao planeta terra, mas a todo o universo. Poderia então, a morte prevalecer num mundo perfeito sem pecado? Não indica a Bíblia que a criação geme e suporta angústias (Romanos 8:22) por causa da maldição Edénica que veio após a queda? Realmente me parece incrível acreditar que Satanás e seus anjos tenham caído, que a terra tenha sido arruinada por um dilúvio pré-adâmico, que uma raça pré-adâmica inteira tenha perecido, que um mundo completo de animais e plantas tenham se tornado extintos e que Adão e Eva estavam caminhando em cima deste cemitério cósmico e que Deus tenha dito no final da criação: Muito Bom! (Génesis 1:31).

Quando então teria Satanás caído? Muitas denominações incorporam em suas teologias oficiais o facto de que Satanás caiu antes da criação do mundo. Existe nesta pressuposição um implícito compromisso com o uniformitarianismo. Que Lúcifer caiu é inegável (Isaías 14). Agora assumir que ele andava num Eden pré-adâmico (Ezequiel 28) é inconcebível. Como já foi refutado a ideia de uma ruína-restauração da terra, segue-se que o Éden, Jardim de Deus de Ezequiel 28 era o Éden de Génesis 1, pois assim não só Ezequiel, mas também todos os profetas antes de Cristo, todos os apóstolos, todos os Pais da Igreja e basicamente toda a Igreja nos primeiros 18 séculos entendiam! Não há nenhuma razão segundo as Escrituras para colocar a Queda de Satanás antes da Criação, pois embora esta interpretação é popular hoje, ela nunca foi defendida durante a História da Igreja. Sem nenhuma pressuposição e não estabelecendo nenhuma ideologia a priori, antes fazendo uma análise a posteriori do texto de Génesis junto com outros textos, a conclusão mais cabível é de que a Queda de Satanás se deu entre o término da Criação e aquele dia eventual onde a serpente cruzou o caminho de Eva.

Em suma, concluímos que é inacreditável crer que Moisés ao escrever Génesis acreditava no intervalo de tempo entre duas criações distintas. Se assim o fosse, porque Deus então não nos deu mais detalhes deste dilúvio cósmico que destruiu toda uma criação ao invés de se comunicar entre as entrelinhas, escondendo o fato somente para os mais inteligentes da espécie humana descobrir? 

Reafirmamos que Génesis 1-11 foi escrito para ser compreendido como uma história literal e não simbólica ou figurativa. O gênero literário de Génesis 1-11 indica a natureza intencionalmente literal da narrativa. Com efeito, todos os escritores do Novo Testamento se referem a Génesis 1-11 como história literal. (Ver Mateus 19:4-5; 24:37-39; Marcos 10:6; Lucas 3:38; 17:26-27; Romanos 5:12; 1 Coríntios 6:16; 11:8-9, 12; 15:21-22, 45; 2 Coríntios 11:3; Éfesios 5:31; I Timóteo 2:13-14; Hebreus 11:7; 1 Pedro 3:20; 2 Pedro 2:5; 3:4-6; Tiago 3:9; 1 João 3:12; Judas 11, 14: Apocalipse 14:7.)

Outros evangélicos como Charles Hummell (The Galileo Affair) sugerem uma interpretação literária do texto bíblico. 

Donald Daae (Bridging the Gap) faz uma interpretação mais literal.

“Embora nenhuma tentativa de harmonização seja completamente satisfatória, parece-me que há esperanças de se alcançar bons resultados no futuro.” (Dr. Ross Douglas)

Contudo, se pensarmos que Génesis é simplesmente simbólico, então “onde iremos aprender que Deus é Criador?”, então não há consistência nas palavras “Deus criou”. Quando as pessoas dizem que Génesis é somente simbólico, elas são inconsistentes, pois aceitam parte do livro como literal.

Jesus afirmou que as suas palavras são mais sólidas e duradouras do que os próprios céus e a Terra. A palavra do Criador é digna de toda a confiança. Porque assim é, a Bíblia nunca se coloca no domínio da pura interpretação subjectiva de factos (Jonathan Sarfati, Refuting Compromise, Masterbooks, 2004, 35 ss.). Bem pelo contrário, a validade das mais importantes doutrinas bíblicas apoia-se em factos objectivos (criação; queda; dilúvio global; dispersão; aliança; êxodo; nascimento, morte e ressurreição de Jesus) cuja explicação só pode ser encontrada, não na regularidade das leis naturais, mas na acção extraordinária de Deus que também criou essas leis. Na Bíblia, os factos são importantes, porque mostram a acção providencial de Deus na história Fhumana e as doutrinas são dignas de crédito precisamente porque se apoiam em factos objectivos e não em mitos ou “fábulas engenhosas” (2 Pedro 1:16). 

Na Bíblia é claro que os milagres de Jesus são autênticos e testemunham da Sua qualidade de Criador. A ressurreição física de Cristo é igualmente um facto histórico concreto, sem o qual a fé não tem sentido. Tentar desmitificar ou encontrar explicações científicas para estes e outros milagres que a Bíblia relata é passar totalmente ao lado da verdade fundamental que a Bíblia visa transmitir: o Universo foi criado por um Deus pessoal que intervém activamente na história do Homem - criado à Sua imagem e semelhança - que, por causa do pecado da humanidade, encarnou na pessoa de Jesus Cristo para redimir o mundo através da Sua morte e ressurreição! (João 3:16). Se os factos mencionados pelo relato bíblico não são verdadeiros, a história da salvação deixa de ter sentido. Isto mesmo sustentou o Apóstolo Paulo: “se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Coríntios 15:14).

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Livro sugerido: "Criacionismo: verdade ou mito?" de Ken Ham (Esta obra ensina ao leitor respostas que unem ciência e fé e como utilizá-las para defender a Palavra de Deus. Escrito por diversos cientistas internacionais, o livro é repleto de charges, infográficos, fotografias, linhas do tempo, desenhos explicativos e, também, um texto de linguagem acessível, que torna seu entendimento muito mais fácil. Aprenda sobre Gênesis, evolução, dinossauros, datação do carbono, fósseis e muito mais. Tenha as respostas certas na ponta da língua!)

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quem sou eu?


 
Salmo 139:1-6,23,24

Olhar a vida dos outros é muito fácil e cómodo. Existem pessoas que deixar de viver as suas próprias vidas por um momento, para observar a vida dos outros. Mas olhar para dentro de ti mesmo não é nada fácil. 

Existe uma parte de cada ser humano que a Psicologia chama de inconsciente. Refere-se a factos esquecidos do passado que foram tão chocantes e desagradáveis, que preferimos não lembrar mais deles. Assim, essas lembranças ficam reprimidas e o que é pior, apesar de estarem inacessíveis, manifestam-se através de tiques, gestos, posturas diversas, lapsos de linguagem, reacções descontroladas ou até mesmo falta de reacção, etc. Essa repressão é capaz de influenciar no teu relacionamento interpessoal, bem como na maneira como encaras a tua vida. Essas manifestações só fazem nos prejudicar e atrapalhar o nosso desenvolvimento saudável. Tu fazes parte da igreja de Cristo e deves amadurecer da melhor maneira. Nada pode impedir o teu sucesso. Tu és um vitorioso!

O Exemplo de Jesus

Não podemos esquecer o exemplo de Jesus, apesar de ser Deus, era também homem. Ele sempre se apresentou satisfeito consigo mesmo, foi imensamente criativo, soube ser flexível, sua vida era um todo único, integrado, trabalhava muito mas sempre descansava, quem confiou nEle nunca se desapontou, chorou de verdade, as crianças disputavam o seu colo, gostava de ir a festas mas nunca deixou de atender ninguém que precisasse, respondeu duramente aos seus inimigos chamando-os de "sepulcros caiados", "guias de cegos", "hipócritas" e até expulsou alguns deles do tempo, mas lá na cruz pediu a Deus que perdoasse a todos. A personalidade de Jesus era sarada. O esmo que Deus deseja fazer com cada um. Segue o exemplo de Jesus. deixa o Espírito Santo trabalhar na tua alma.

Conhece-te a ti mesmo

Pára um momento e olha para dentro de ti mesmo. Nós estamos na era digital e da alta tecnologia da comunicação. Sentados em nossa casa, trazemos e levamos milhões de informações, das mais banais às mais relevantes. Parece-me estranho que muitos deconhecem os seus próprios familiares e vizinhos. Até na igreja existem pessoas que não conhecemos. E o que falar de ti mesmo? Conheces-te? Sabes quais são os teus limites? Será que já fizeste alguma coisa e te arrependeste logo de seguida? Fica a saber ... como pude fazer aquilo? Precisamos admitir como o salmista. Existem áreas em nossas vidas que só Deus pode penetrar. Ele disse para Deus que se houvesse alguma coisa na vida dele a atrapalhar, que Ele tirasse. Só o Espírito Santo pode conduzir-te por esse caminho de descoberta e libertação. Ele é o nosso psicólogo por excelência. Conta para Ele se alguma coisa te incomoda.

Conclusão:

Deus não é Deus só do nosso intelecto, da nossa razão. Ele deseja ser dono de todo o nosso ser: corpo, alma e espírito. A Sua Graça maravilhosa e a Sua infinita Misericórdia podem hoje nos alcançar e fazer-nos totalmente livres. Precisamos agir como o salmista no verso 24. "Se houver alguma coisa em mim que eu desconheça, me livra; guia os meus passos e os meus pensamentos." Deus propõe compartilhar connosco a Sua sabedoria, que não se trata de simples aplicação de conhecimentos. A sabedoria divina é aquela que nos permite compreender mistérios eternos, orienta-ns em determinadas situações e normalmente está acima da compreensão intelectual. Descobre em Deus um modo de seres mais feliz e criativo. E não permitas que nenhuma experiência desagradável do passado influencie o teu presente e futuro, porque Deus tem algo especial para ti.

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sábado, 3 de janeiro de 2026

aproveita cada momento da tua vida, por mais simples que seja

Lucas 2:7-16

A adolescência é uma fase linda. Muitos não têm aproveitado. O objectivo deste devocional é incentivar-te a viveres bem cada momento.

Intro:

Numa manhã chuvosa de domingo na Inglaterra, em janeiro de 1850, John Egglen acordou e penso: "Ninguém vai à igreja hoje com esse tempo..." Mas refletiu melhor, já que era diácono. Arrumou-se depressa e caminhou 10 kms até à Igreja Metodista. Naquele dia, apenas 13 pessoas compareceram, contando com um visitante que era um adolescente de 13 anos. Até mesmo o pastor ficou impedido de comparecer devido à neve. Sem a presença do pastor, Egglen teve de pregar. Sua palavra tímida durou apenas 10 minutos. Por fim, criou coragem e desafiou aquele menino a dizer que ele deveria aceitar a Jesus, olhar para Jesus. Depois de muito tempo, agora um homem já formado, Charles Haddon Spurgeon, o Príncipe Inglês dos pregadores, declarou: "Naqueledia eu olhei para Jesus e a nuvem do meu coração se dissipou, as trevas foram embora e pude ver a luz do Sol". Foi exatamente o dia em que Spurgeon, um grande evangelista e pregador, se converteu. Aos 16 anos de idade já era um pregador famoso.

Queridos adolescentes, não desanime, não se preocupem, não desperdicem as vossas vidas preciosas, vivam intensamentecada instante. Sejam crentes fiéis e serão um "Spurgeon" amanhã.

1 - O maior acontecimento da história se deu numa manjedoura.

A manjedoura foi o lugar onde Jesus passou os primeiros momentos da sua vida. Manjedoura nada mais é do que um tabuleiro onde se dá comida aos animais na estrebaria, onde são recolhidos para se alimentarem e dormirem. 

O facto de ter vindo ao mundo como um bebé indefeso e nestas condições foi o maior exemplo de humilhação e humildade que Jesus nos deu. Paulo diz que "Ele aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte de cruz" (Fp 2:7,8).

Precisamos valorizar as coisas simples da vida. O dia de hoje pode ser um marco na tua vida e não precisa acontecer nada de fantástico. Os momentos que passas a estudar a Bíblia com os teus irmãos em Cristo são vitais para o teu sucesso. 

2 - Deus não quer que façamos coisas extraordinárias. Ele quer que falçamos as coisas ordinárias extraordinariamente bem.

As coisas ordinárias são as coisas do dia a dia: estudar, ir à igreja, ajudar os pais, cuidar das tuas roupas, cuidar das tuas coisas, do teu quarto. A Bíblia diz que "tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças" (Ec 9:10). Há pessoas que desejam ser grandes homens, mas não gostam de estudar; gostam de ser honrados e reclamam quando ninguém o reconhece, mas nunca fazem nada para merecer elogios; gostam de carinho, mas nunca agradam ninguém. Quando nos esmeramos para fazer o melhor possível nas pequenas coisas que nos são confiadas, aí estamos a agradar a Deus e a progredir. 

Não precisas abraçar o mundo. Abraça quem está ao teu lado!

Conclusão:

Lembra-te que uma explosãoa tómica inicia-se apenas com um átomo. Não importa quem tu és e de onde vens. Deus pode fazer de ti alguém muito importante, porque especil já tu és. Apenas aproveita o agora, tudo o que está a acontecer contigo hoje. A adolescência náo é só conflitos e crises. É uma fase naturalmente alegre, viva, vibrante e celebrativa. Tu tens muitas virtudes e devem ser aproveitadas e não desperdiçadas. Deves aprender a administrar esse bem precioso que é a vida.

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criacionismo (parte 5) - criação, uma religião


A criação bíblica é a religião na qual a verdadeira ciência é construída (criação científica). Está baseada na Palavra e n’Aquele que esteve lá no passado. Esta teoria afirma que o Homem, a Terra e o resto do Universo foram originalmente criados e não espontaneamente explodidos do nada para a existência pelo acaso.

Tanto a Filosofia como a Religião, são conjuntos de conceitos intelectuais, não sujeitos à experimentação laboratorial. Nem as afirmações da Evolução, nem as da Bíblia, no que se refere ao aparecimento de todas as coisas, são passíveis de confirmação científica, porque elas não são observáveis nem repetitíveis. Portanto, nenhuma delas pode ser provada. Acreditamos simplesmente pela Fé.

A crença na doutrina da Criação também não pode ser experimentalmente comprovada, na medida em que os eventos da Criação já aconteceram e não se encontram disponíveis para repetição em laboratório. Assim, o Evolucionismo e o Criacionismo encontram-se à partida em condições epistemológicas semelhantes. A grande diferença entre ambos não está, como vimos, nos factos de que evolucionistas e criacionistas têm conhecimento, ou no grau de conhecimento científico de uns e outros. O que diverge são as premissas e os modelos de que uns e outros partem para interpretar esses factos. No entanto, não existe uma completa equidistância da Teoria da Evolução e do Criacionismo relativamente aos factos. Algumas premissas do evolucionismo não são sequer sustentáveis em face dos dados da ciência. Na verdade, o Criacionismo refuta todas as afirmações fundamentais da Teoria da Evolução sem ter que mobilizar qualquer texto bíblico e ao recorrer frequentemente aos escritos dos próprios evolucionistas.

Assim como há cientistas que defendem a Evolução, há outros que defendem a Criação. Dentro do Criacionismo existem três correntes de pensamento:

- Criacionismo bíblico

- Criacionismo científico

- Criacionismo bíblico-científico

O último tem como base as milenares afirmações escriturísticas e as modernas descobertas científicas. Sendo a Bíblia a Palavra de Deus, não poderá contrariar a verdadeira ciência. A verdadeira ciência também não se desencontra da Palavra de Deus.

Os criacionistas reconhecem que a Bíblia não é um livro técnico-científico, como muitas vezes se ouve dizer. Isso não é um mal em si, na medida em que, de um modo geral, os livros científicos têm erros e ficam rapidamente desactualizados. Acresce que isso não quer dizer que a Bíblia seja cientificamente incorrecta. Mesmo um livro não técnico, dirigido ao público infantil, pode ser cientificamente correcto. Do mesmo modo, quando alguém vai ao Médico de Família, não espera que este o esmague com os dados científicos da Anatomia de Gray ou da Medicina Interna de Harrison, mas apenas que, em linguagem simples e acessível, diagnostique-lhe a sua doença e prescreva a medicação em conformidade. O Criacinismo parte do princípio de que quando se lê a Bíblia obtém-se, em linguagem simples, um relato rigoroso da Criação. Um Deus Criador que se apresenta como o Verbo (Palavra; Razão) é capaz de comunicar, de forma simples, clara e correcta, sobre a origem do Universo. Se Ele não é capaz, quem é? Para o Criacionismo — por mais que chocante que isso possa ser para a inteligência secularizada — a maior autoridade em matéria de Criação é o próprio Criador, a única testemunha ocular desse processo. As Suas palavras valem mais do que toda a especulação humana, por mais “científica” que pretenda ser. O Criacionismo admite abertamente, sem quaisquer complexos epistémicos, a aceitação destas premissas pela fé. 

A ciência não é ateia. A ciência é neutra, isto é, não toma partido quanto à fé e quanto ao ateísmo. Há cientistas cristãos, ateus e os que professam outras religiões. No dia em que a Ciência deixar a sua neutralidade em matéria religiosa, perderá a sua autoridade e credibilidade.

Durante a Idade Média, o Homem ocidental estava preparado para crer em qualquer coisa que a religião dizia ou fazia. Depois, durante 100 anos houve quem estivesse preparado para crer em qualquer coisa concernente ao estudo da ciência, fosse real ou apócrifo. Bastava colocar-se o rótulo de científico para eles aceitarem e acreditarem.

Não são apenas os evolucionistas a reinvindicar a Ciência para as suas teorias. Os astrólogos, os praticantes da meditação transcendental, etc., também já o fazem. 

Ponto de vista criacionista cristão:

1 – Deus criou os céus, a terra, e tudo do nada, e disse que tudo era “muito bom”. Não havia morte. Pessoas e animais eram vegetarianos e a terra teria um clima ameno, um sistema subterrâneo de rega, e não havia tempestades.

2 – No entanto, já não vivemos no mundo que Deus originalmente criou. Porque os nossos primeiros pais colocaram as opiniões humanas acima da Palavra de Deus (como ainda hoje o fazem), luta e morte entrou no mundo, e o pecado trouxe as suas consequências sobre a Criação. Por causa da crescente maldade, corrupção e violência, Deus destruiu o mundo de então com o Dilúvio, e deu um novo início à Terra através de Noé, sua família, e dos animais que estavam na arca. Os fósseis conhecidos de hoje são mil milhões de coisas mortas cravadas nas rochas pelas águas que inundaram a terra – isto lembra-nos o julgamento de Deus sobre o pecado.

3 – Depois do Dilúvio, a terra está novamente cheia de violência, corrupção e morte por causa do pecado do Homem, de colocar a opinião humana acima da Palavra de Deus.

Nenhum evolucionista informado irá questionar a realidade de que a Ciência moderna nasceu dos fundamentos bíblicos.

A Criação é uma religião, mas é baseada na revelação do omnisciente Criador.

É-nos ensinado que Deus criou os seres vivos em espécies distintas, ou grupos. Isto é exactamente o que nós encontramos.

Génesis diz-nos que por causa da maldade, Deus julgou o mundo com o Dilúvio mundial. Podemos encontrar fósseis cravados em rochas, cravados pelas águas e processos catastróficos por toda a terra. Isto é exactamente o que nós observamos.

Muitas culturas têm na sua história a existência de um dilúvio semelhante ao dilúvio de Noé. O conceito de criação abunda nas culturas por todo o mundo. 

Mas, apesar de tudo, isto não prova nada cientificamente, porque, em relação ao passado, nada pode ser provado. Nem criação ou evolução podem ser provados cientificamente. 

Ambas, Criação e Evolução são sistemas de crenças que resultam de diferentes modelos científicos e interpretação totalmente diferentes da mesma evidência. O que na realidade estamos a falar é sobre diferentes interpretações dos mesmos factos. 

A verdade é discernida espiritualmente. Sem a presença do Espírito Santo não haverá correcto entendimento.

Outros pontos de vista criacionistas:

- Criacionismo chinês: Nas crenças chinesas, P’an Ku, o Deus-Absoluto, nasce a partir de um Ovo Primordial e o processo de criação se concretiza com um sacrifício divino. P’an Ku morre, dando então origem à vida: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu sangue os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo no sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade.

- Criacionismo grego: Segundo os gregos antigos, o princípio de todas as coisas está associado a um Caos Primordial, num tempo em que a Ordem não tinha sido ainda imposta aos elementos do mundo. Do Caos nasceu Gea (a Terra) e depois Eros (o Amor). Posteriormente, Caos engendrou o Érebo (as trevas infernais), o dia, a noite e o éter. Gea engendrou o céu, as montanhas e o mar. De Gea nasceram também os Deuses, os Titãs, os Gigantes e as Ninfas dos Bosques. Prometeu, filho do titã Jápeto, criou artesanalmente a raça humana – homens e mulheres – moldando-os com argila e água. E então Atena, deusa da sabedoria, ao ver essas criaturas, insuflou em seu interior alma e vida.

- Criacionismo no Hinduísmo: No hinduísmo, o tempo não é linear como em outras crenças. Aqui, o tempo tem uma natureza circular, pois a criação e a evolução são repetidas eternamente, em ciclos de renovação e destruição simbolizados pela dança rítmica do deus Shiva. "Na noite do Brahma – essência de todas as coisas – a natureza é inerte e não pode se mover até que Shiva assim o deseje. Shiva desperta de seu sono profundo e através de sua dança faz aparecer a matéria à sua volta. Ao dançar, Shiva sustenta os seus infinitos fenómenos e, quando o tempo se esgota, ainda a dançar, ele destrói todas as formas por meio do fogo e se põe de novo a descansar".

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LIVRO SUGERIDO: "Criacionismo: verdade ou mito? de Ken Ham (Esta obra ensina ao leitor respostas que unem ciência e fé e como utilizá-las para defender a Palavra de Deus. Escrito por diversos cientistas internacionais, o livro é repleto de charges, infográficos, fotografias, linhas do tempo, desenhos explicativos e, também, um texto de linguagem acessível, que torna seu entendimento muito mais fácil. Aprenda sobre Gênesis, evolução, dinossauros, datação do carbono, fósseis e muito mais. Tenha as respostas certas na ponta da língua!)

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Feliz Ano Novo


"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Romanos 10:13)

Hoje, pessoas em todos os lugares estão se reunindo para celebrar os primeiros momentos brilhantes do Ano Novo.

No entanto, para milhares de outras pessoas, este dia será as 24 horas mais difíceis de suas vidas. Para essas pessoas, o Ano Novo servirá apenas como um lembrete fraco de solidão e perda. Ele simplesmente marcará o início de outro ano de fracasso.

E como este ano realmente será para si?

Pode parecer feliz o suficiente. Pode estar distribuindo sorrisos sazonais e saudações de feriado como todo mundo. Mas por dentro, pode estar a sofrer. Pode estar desapontado. Pode até sentir que não consegue continuar.

Se sim, quero que saiba de uma coisa: Tudo isso pode mudar em um instante. Pode recomeçar a sua vida hoje e fazer deste Ano Novo o dia mais alegre da sua vida!

Quantas vezes disse a si mesmo: "Se eu pudesse recomeçar, faria tudo diferente"? Isso não precisa ser simplesmente um desejo vão. Jesus Cristo realmente tornou isso possível. Esse é o presente de Natal Dele para si. Ele pagou o preço por todos os seus pecados. Ele pagou a penalidade por todos os seus erros.

Essa é a razão pela qual Ele veio à Terra. Essa é a razão pela qual Ele nasceu — para que pudesse recomeçar!

Pode olhar para sua vida e dizer: "Mas eu cometi alguns erros terríveis. Eu fiz algumas coisas desprezíveis." Isso não importa. Jesus pagou o preço por todos eles!

Como pode começar de novo? Romanos 10:9 diz que "se confessar com a sua boca o Senhor Jesus, e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo." É tão fácil quanto dizer: "Jesus, estou entregando minha vida a Você. Deste dia em diante eu sou Seu."

Que melhor momento para mudar sua vida do que neste primeiro dia do Ano Novo. Agora mesmo, onde quer que esteja, simplesmente entregue sua vida a Jesus. Então pule para cima e para baixo e grite: "Louvado seja Deus, estou começando tudo de novo!" E descubra o que realmente significa ter um Feliz Ano Novo!

LEITURA DAS ESCRITURAS: Romanos 10:1-13


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