quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

 


Quais são as lições que a igreja está a aprender (ou deveria aprender) nessa pandemia?


1. A tecnologia digital é uma aliada e não uma inimiga em nossa missão de pregar o evangelho. Não sejamos ingénuos ao seu potencial destrutivo e muito menos indiferentes às facilidades que ela nos proporciona. A quarentena tem sido pedagógica para que pastores e líderes aprendam a manejar tais ferramentas se quiserem continuar seus ministérios nesse tempo de incertezas;

2. Igreja são pessoas e não um edifício: o culto a Deus continua apesar do esvaziamento de templos religiosos. Esse vírus também desafiou as falsas igrejas e falsos profetas que, ao invés de proclamarem o evangelho puro e simples, se perverteram na irresponsável ânsia de prometer curas e milagres indiscriminadamente e, agora, estão silenciados. A pandemia tem nos ensinado que a verdadeira igreja sempre triunfa nos momentos mais difíceis;

3. Nosso lar também é lugar de culto e é nossa responsabilidade (e não apenas de pastores) de pastorear a nossa família. Que essa prática continue após o período da quarentena e que não entreguemos a outros as nossas responsabilidades sacerdotais do lar a nossos pastores;

4. O encerramento dos centros comerciais e o comércio como um todo também tem nos ajudado a viver de modo mais simples. De facto, não precisamos de muito para vivermos com qualidade, na verdade, o pouco nos basta, pois, tendo o que comer e como nos cobrir, estamos contentes (1Tm 6.8).

5. Durante a História, a Igreja sempre abraçou as necessidades do mundo, seja na criação de escolas, hospitais, lares de idosos, orfanatos e inúmeras instituições de solidariedade. Essa crise tem reafirmado o nosso compromisso de vermos que a nossa renda não existe apenas para satisfazer as nossas necessidades, mas para termos como acudir os necessitados (Ef 4.28).

6. O vírus está a refrescar a nossa memória do quanto somos finitos e frágeis, desafiando-nos a depender com mais intensidade da soberania divina e abandonarmos todo tipo de teologia triunfalista ou postura arrogante;

7. Nunca devemos colocar esperanças cegas em autoridades políticas. Não devemos idolatrar nenhum "messias" político, seja em que país for. Todos erraram e continuarão a errar. Não sabemos o que nos espera. Os especialistas não sabem dizer o caminho. A crise desafia-nos a confiar em Deus como único, suficiente e inerrante Governador da História;

8. Crises também nos forçam a sermos mais criativos e a fazermos as mesmas coisas por meio de métodos que jamais imaginaríamos. É nessas horas que grandes líderes se levantam e que ideias inovadoras aparecem para mudar nossa forma de viver. Que a igreja de Cristo esteja nessa vanguarda! A única alternativa a ser evitada é a vitimização, pois em meio às crises sempre existem grandes oportunidades;

9. Tempos de incerteza confirmam a sabedoria bíblica que nos instrui a sermos prontos a ouvir e tardios para falar e nos irar. Hora de exercitar o domínio próprio e sermos tardios no digitar também. Pense duas vezes na hora em que for digitar algo em suas redes sociais. Seja prudente, mantenha a sobriedade e tome cuidado para não se tornar azedo nesse tempo crítico.

10. A pandemia desmascarou a suposta segurança mundial. Nossa segurança não está nas mãos do mercado financeiro, de sistemas políticos ou qualquer esperança que venha do ser humano. Nessas horas percebemos a natureza essencial da fé, pois “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil levantar de madrugada e repousar tarde para ganhar o pão” (Sl 127.1-3). Deus é nosso único refúgio e segurança na hora da tribulação. É tempo de aquietar o coração e perceber que, misteriosamente, Deus está sendo exaltado entre as nações. O sofrimento é, muitas vezes, um método que Deus utiliza para amadurecer a nossa fé. O que Deus tem te ensinado nessa quarentena?

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