sábado, 28 de fevereiro de 2026

Redenção

 



Texto relativo à aula online n.º 9 dos Princípios da Fé Cristã

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
Investe na tua eternidade! Clica AQUI

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REDENÇÃO significa “livramento” de qualquer mal (dor, doença, etc., qualquer situação má - pecado). Usada também nos casos de propriedade, primogenitura, pessoas, pobreza, etc.

“Resgatados” ou “redimidos” - condição resultante da redenção.

Textos sobre resgate: Exodo 21:28-30; Mateus 28:20; 1 Coríntios 6:20; Gálatas 3:10-14; 4:2-5; Efésios 1:7

ENTENDENDO A TUA SITUAÇÃO

No Jardim do Éden as necessidades do Homem estavam supridas:

- Significância – Deus deu a Adão um objectivo de existência – governo (Génesis 1:26). Adão não tinha que procurar significância, ou significado na vida – ele já tinha estas coisas.   (ver em Génesis 1:28 o propósito do Homem)

- Segurança – Ele estava completamente seguro na presença de Deus. Tudo o que ele precisava lhe era providenciado: comida, abrigo, companhia, etc. Ele não tinha o conceito do que era uma “necessidade”.

- Aceitação – Adão usufruía de um relacionamento íntimo com Deus (Génesis 3:8,9). Ele podia falar com Ele a qualquer altura e ter toda a Sua atenção. Depois Deus criou Eva para Adão também. Ele tinha um sentimento de pertença, não só a Deus mas também a outro ser humano. Eles eram aceites por Deus e um pelo outro.

Apesar do grande amor de Deus por ele, e das suas necessidades estarem supridas, Adão escolheu rebelar-se contra Deus, seguindo o caminho do Pecado, dando as costas ao Senhor. Adão em consequência do pecado, morreu espiritualmente, como vemos em Romanos 6:23. Esta morte referida é a morte espiritual, que ocorre pela separação do Homem de Deus (Romanos 3:23). O pecado nos separa de Deus porque o Senhor é santo e não pode ter comunhão com o pecado (Isaías 59:2 - “... os vossos pecados vos separam de Deus. Por causa do pecado virou-vos a cara e já não vos ouve mais.”). O pecado de Adão foi transmitido à sua descendência, ou seja, a toda a humanidade (Romanos 5:12 - “Quando Adão pecou, o pecado transmitiu-se a toda a raça humana e trouxe, como consequência, a morte a todos; e todos foram contados como pecadores”).

Esta tem sido a sua situação: afastado, separado de Deus, sem real acesso a Ele, condenado a uma eternidade no Inferno; após a morte física, longe das delícias do Paraíso, da comunhão com Deus. Porém, embora o Homem O tivesse rejeitado, Deus sempre o amou e preparou um plano para que o Homem pudesse se reconciliar com Ele.

O Plano de Deus de Reconciliação com os Homens

A santidade e a justiça de Deus exigiram que o Homem fosse punido. O pecado humano não poderia “passar em branco”. Por outro lado, Deus percebeu, por Seu amor e misericórdia, que o Homem não tinha condições de pagar por si próprio, a pena de sua infracção. A solução de Deus para resolver este impasse foi a de vir, Ele mesmo, sob a forma humana – JESUS CRISTO – pagar pelo delito humano.

Jesus é Deus, é membro da Trindade Divina, é o Filho. Na cena do Seu baptismo, quando Ele saiu das águas, veja como Deus O apresentou, em Mateus 3:17. Em Mateus 16:16, Pedro discerniu quem era Jesus.

Deus ofereceu (e aceitou), o sacrifício expiatório de Jesus como pagamento da pena do delito humano, como revela Efésios 1:7. Por Jesus, e apenas por Jesus, Deus ofereceu aos Homens a reconciliação com Ele (João 14:6). Repara aqui como se enganam aqueles que pensam que todos os caminhos levam a Deus.

O sacrifício de Jesus está disponível para todos os Homens que quiserem acreditar neste plano de Deus (1 Coríntios 15:22 - “... mas todos os que estão ligados a Cristo voltarão de novo à vida.”).

Toda a mensagem do Evangelho gira em torno do acontecimento da morte sacrificial de Jesus na Cruz. A este respeito o escritor do livro aos Hebreus escreveu: “Porque com uma só oferta (sacrifício) Ele (Jesus) aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” (Hebreus 10:14). Aqui vemos duas poderosas expressões: “aperfeiçoou” e “para sempre”. Juntas, elas descrevem o sacrifício que abrange todas as necessidades de toda a humanidade. Além disso, os seus efeitos estendem-se através do tempo e por toda a eternidade.

É com base neste sacrifício que Paulo escreve em Filipenses 4:19 - “E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus.” “Todas as vossas necessidades” sobre todas todas as áreas da sua vida – o seu corpo, a sua alma, a sua mente, as suas emoções, assim como as necessidades materiais e financeiras.

O relato mais completo do que foi conseguido ou alcançado na Cruz, foi-nos dado através do profeta Isaías, 700 anos antes de ter acontecido. Em Isaías 53:10, o profeta descreve um “servo do Senhor” cuja vida seria oferecida a Deus como uma expiação do Pecado. Os escritores do Novo Testamento são unânime em identificar este “servo” sem nome, como sendo Jesus. O propósito divino alcançado pelo Seu sacrifício é resumido em Isaías 53:5: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” 

Aqui está o problema básico e universal de toda a humanidade: cada um de nós se tem desviado para o seu próprio caminho – independência e rebelião. Existem alguns pecados específicos que a maioria de nós nunca cometeu, tais como homicídio, adultério, roubo, etc. Mas há uma coisa que todos nós temos em comum: todos tomámos o nosso próprio caminho. E assim sendo, voltámos as nossas costas para Deus. A palavra hebraica que resume isto é avon, aqui traduzida por “iniquidade”. Talvez o seu equivalente mais próximo no Português contemporâneo seja “rebelão”, não contra o Homem, mas contra Deus.

Contudo, nenhuma palavra em Português, quer seja “iniquidade” ou “rebelião”, transmite o verdadeiro significado de avon. No seu sentido bíblico, avon descreve não só a mera iniquidade, mas também o castigo, ou as consequências maléficas, que a iniquidade acarreta.

Por exemplo, em Génesis 4.13, depois de Deus haver pronunciado julgamento a Caim pelo homicídio de seu irmão, Caim disse: “É maior o meu castigo do que o que eu possa suportar”. A palavra aqui traduzida “castigo” é avon. Ela não só referia a “iniquidade” de Caim, mas também o “castigo” que ela trazia sobre ele.

Em Levítico 16:22, referindo-se ao bode expiatório libertado no Dia da Expiação, o Senhor disse: “O bode levará sobre si todas as iniquidades deles para a terra solitária...” Neste simbolismo o bode carregou não somente as iniquidades dos israelitas, mas também as consequências das suas iniquidades.

Em Lamentações 4, avon ocorre duas vezes com o mesmo significado. No verso 6 é traduzido: “maior é a maldade da filha do meu povo...” Novamente no verso 22, “o castigo da tua maldade está consumado, ó filha de Sião...” Vemos como, em ambos os casos, a palavra avon é traduzida por maldade, mas no verso 22 é acrescentado “o castigo da tua maldade”. Por outras palavras, no seu sentido mais lato, avon significa nó só iniquidade, mas também inclui todas as consequências maléficas que o julgamento de Deus traz sobre a iniquidade.

Isto aplica-se ao sacrifício de Jesus na Cruz. Jesus não era culpado de qualquer pecado. Em Isaías 53:9 o profeta diz: “... embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca.” Mas no verso 6 ele diz: “... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade (avon) de nós todos.” Não só foi Jesus identificado com a nossa iniquidade, Ele também suportou todas as consequências maléficas da nossa iniquidade. Tal como o bode expiatório que Lhe prefigurou, Ele carregou-as para longe, para que elas não pudessem voltar a cair sobre nós.

Este é o verdadeiro significado e propósito da cruz. Nele ocorreu uma ordenada, decretada, troca divina. Primeiro, Jesus sofreu todo o mal, todas as consequências maléficas que, por justiça divina, nos eram destinadas pela nossa iniquidade. Agora, em troca, Deus oferece-nos todo o bem, todas as maravilhas que eram destinadas à obediência sem pecado de Jesus.

De forma mais resumida: todo o mal que nos era destinado caiu sobre Jesus, para que, em troca, todo o bem que era destinado a Jesus pudesse ser-nos oferecido. 

Há duas verdade interligadas em Isaías 53:4,5, a aplicação de uma é espiritual e a outra é física. No plano espiritual, Jesus recebeu o castigo devido pelas nossas transgressões e iniquidades para que nós, em troca possamos ser perdoados e, assim termos paz com Deus (Romanos 5:1). No plano físico, Jesus carregou as nossas enfermidades (doenças) e dores para que nós, através das suas feridas, possamos ser curados. A aplicação física da troca é confirmada em duas passagens do Novo Testamento (Mateus 8:16-17 refere-se a Isaías 53:4; 1 Pedro 2:24 refere-se a Isaías 53:5,6). A dupla troca descrita nos versículos acima pode ser resumida: Jesus foi castigado para que pudéssemos ser perdoados. Jesus foi ferido para que pudéssemos ser sarados.

Deuteronómio 28:15-22,27-29,35,58-61 – Percebemos facilmente nestes versículos que a enfermidade é uma maldição da lei As doenças horríveis enumeradas aqui – e, na realidade, todas as demais enfermidades e pragas, de acordo com o verso 61 – fazem parte do castigo pela quebra da lei de Deus.

As traduções que possuímos desses trechos bíblicos nos levariam a acreditar que o próprios Deus coloca enfermidades e aflições no Seu povo, pois o texto diz: “O Senhor te ferirá...”

O Dr. Robert Young, autor de “Sugestões para a Interpretação Bíblica”, indica que, no hebraico original, o verbo é usado no sentido permissivo mais do que causativo. Na realidade, seria traduzido algo assim: “O Senhor permitirá que sejas ferido... O Senhor permitirá que venham estas maldições sobre ti...”

Muitos outros verbos têm sido traduzidos no sentido causativo em nossas Bíblias. Por exemplo, Isaías 45:7, diz: “Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal, eu o Senhor faço todas estas coisas.” Deus cria o Mal? Não! Nesse caso, Deus seria um diabo. Deus pode permitir o mal, mas Ele não o cria.

Amós 3:6 diz: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem quem o Senhor o tenha feito?” Se Deus comete o mal, não tem nenhum direito de condenar o Homem pelos pecados deste. Mas Deus não tem cometido o mal. Ele apenas permite o mal. Há uma vasta diferença entre a comissão e a permissão.

1 Samuel 16:14 – O que realmente aconteceu foi que o pecado de Saul rompeu a sua comunhão com Deus, e que Deus permitiu que o espírito maligno o atormentasse.

O hebraico original desses versos foram escritos no tempo permissivo, mas, visto que a nossa língua não tem um tempo permissivo correspondente, os verbos foram traduzidos no causativo.

Não, Deus não manda pragas e enfermidades contra o seu povo do modo que esses versículos parecem indicar. A Palavra de Deus não ensina que essas coisas provêm diretamente de Deus.

Quando o povo de Deus quebrava os Seus mandamentos, já não ficavam sob a Sua proteção divina. Deus tinha que deixar que o diabo colocasse aflições sobre o seu povo. O pecado e a iniquidade do povo atraía contra si mesmos aquelas pragas terríveis.

Podemos tirar a conclusão desses textos bíblicos que a doença e a enfermidade fazem parte da maldição da lei – e que deve vir sobre nós. Mas, louvado seja Deus porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei” (Gálatas 3:13).

Algumas pessoas acreditam que Deus “abençoa” os Seus filhos com enfermidades e doenças. Mas, de acordo com a Palavra de Deus, a enfermidade é uma maldição, e a saúde é uma bênção!

As desordem da saúde são a ordem arruinada. A doença consiste em dor e sofrimento. Transforma em escravos os familiares e amigos que precisam cuidar dos entes queridos enfermos. A enfermidade e a doença são inimigas da humanidade.

A enfermidade é ladra e assaltante. Roubou a muitas jovens e mães a sua saúde, a sua beleza, e a sua alegria. Roubou ao marido a sua esposa, privou os filhos da sua própria mãe, porque esta já não tinha capacidade de cumprir os seu papel de esposa e mãe.

As doenças têm assaltado muitos jovens, sobrevindo a eles no vigor da varonilidade crescente, enchendo-os de ansiedade e de medo, roubando a sua fé.

As doenças e as enfermidades despojam as pessoas da felicidade, da saúde e do dinheiro que são necessários para outras coisas.

As doenças e as enfermidades não são da vontade de Deus para o Seu povo. Ele não quer que a maldição paire sobre os Seus filhos por causa da desobediência. Ele quer abençoá-los com saúde.

Se na Antiga Aliança Deus já fornecia cura, a Bíblia diz que a Nova Aliança é melhor! Hebreus 8:6

Não é da vontade de Deus que fiquemos doentes. Nos dias do Antigo Testamento (AT), não era da vontade de Deus que os filhos de Israel ficassem doentes, e eles era servos de Deus. Hoje, somos filhos de Deus. Se Sua vontade era que nem sequer Seus servos ficassem doentes, não pode ser Sua vontade que os Seus filhos fiquem doentes. A doenças e as enfermidades não provêm do amor. Deus é amor.

Em Lucas 13, Jesus estava a ensinar numa da sinagogas em dia de sábado. Entrou uma mulher que estava encurvada. É possível que tivesse artrite ou algo assim, porque o seu corpo estava encurvado numa posição fixa. Jesus a chamou e disse: “Mulher, estás livre da tua enfermidade!” (verso 12). 

Actos 10:38 deixa claro que as pessoas que Jesus curava estavam oprimidas pelo diabo.

Isaías 53:4,5; Mateus 8:17; 1 Pedro 2:24

Um terceiro aspecto da troca é relevado em Isaías 53:10 - Justiça. O Senhor fez a alma de Jesus “uma oferta pelo pecado”. Isto deve ser compreendido à luz das ordenanças mosaicas, por várias formas de ofertas por pecados. Era requerido que a pessoa que havia pecado trouxesse a sua oferta sacrificial – uma ovelha, um bode, um boi ou outro animal, ao sacerdote. Ele confessaria o seu pecado sobre a oferta e o sacerdote, simbolicamente, transferia o pecado confessado da pessoa para o animal. Então o animal seria morto, pagando assim pelo pecado que havia sido transferido para ele. 

Na Sua morte sacrificial e substituta, Jesus fez a expiação pelos pecados da humanidade.

Em 2 Coríntios 5:21 Paulo refere Isaías 53:10 e, ao mesmo tempo, ele também apresenta o aspecto positivo desta troca. Paulo não fala aqui sobre qualquer tipo de justiça que nós consigamos alcançar pelo nosso próprio esforço, mas acerca da justiça de Deus – a justiça que nunca pecou. Nenhum de nós poderá merecer isto. Ela está longe de nós como a terra do céu. Somente poderá ser recebido pela f´. Este 3.º aspecto da troca pode ser resumido da seguinte forma: Jesus foi feito pecado com a nossa iniquidade (maldade) para que nos pudéssemos ser feitos justos com a Sua justiça.

O próximo aspecto da troca é uma conclusão lógica da anterior: vida. Toda a Bíblia enfatiza que o resultado da morte é a morte. Em Ezequiel 18:4 o Senhor diz: “... o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Quando Jesus se identificou com o nosso pecado, tornou-se inevitável que Ele também experimentasse a morte, que é o resultado do pecado.

Confirmando isto, em Hebreus 2:9, o autor diz que Jesus foi feito um pouco menor do que os anjos... por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. A morte que Ele morreu foi a consequência inevitável do pecado humano, que Ele tinha levado sobre Si. Ele carregou os pecados de todas as pessoas, e assim morreu a morte que lhes era destinada.

Em troca, para todos os que aceitam o Seu sacrifício substituto, Jesus agora oferece a dádiva da vida eterna. Em Romanos 6:32, Paulo dispõe as duas alternativas lado a lado: “Pois o salário (recompensa justa) do pecado é a morte, mas o (imerecido) dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.” Assim, o quarto aspecto da troca pode ser sumariado da seguinte forma: Jesus morreu a nossa morte para que nós possamos receber a Sua vida.

Um outro aspecto da troca é declarado em 2 Coríntios 8:9 – abundância. A troca é clara: da pobreza à riqueza. Jesus torna-se pobre para que nós nos possamos tornar ricos.

Quando foi que Jesus se torno pobre? Algumas pessoas imaginam-nO como pobre durante o Seu ministério terreno, mas isso não é correto. Ele não possuía ou tinha consigo muito dinheiro, mas em tempo algum falou-Lhe alguma coisa (Lucas 22:35). Portanto, não sendo pobre, Ele e os Seus discípulos regularmente davam aos pobres (João 12:4-8; 13:29).

Em todo o Seu ministério, Jesus foi um exemplo de “abundância”. Ele sempre teve tudo o que precisou para fazer a vontade de Deus na Sua própria vida. Mas acima de tudo Ele constantemente dava aos outros sem que o Seu manancial se esgotasse.

Então, quando é que Jesus se tornou pobre por nossa causa? A resposta é: na cruz. Em Deuteronómio 28:48, Moisés resumiu a pobreza absoluta em quatro expressões: fome, sede, nudez e falta de tudo. Jesus experimentou tudo isto no seu expoente máximo na Cruz.

Ele teve fome. Ele não comia há quase 24 horas.

Ele teve sede. Num dos seus últimos suspiros Ele disse: “Tenho sede” (João 19:28)

Ele esteve nu. Os soldados haviam tirado as Suas roupas (João 19:23).

Ele tinha falta de tudo. Ele já não possuía nada. Depois da Sua morte Ele foi sepultado numa veste emprestada e num túmulo emprestado (Lucas 23:50-53). Assim Jesus suportou uma pobreza absoluta por nós.

Em 2 Coríntios 9:8 Paulo apresenta de forma mais completa o lado positivo da troca. Paulo é cuidadoso ao enfatizar que a única base para esta troca é a Graça de Deus. Nunca pode ser merecido. Só pode ser recebido pela fé.

Muitas vezes a nossa “abundância” será como a de Jesus, enquanto esteve na terra. Poderemos não ter grandes quantidades de dinheiro, ou contas recheadas. Mas dia após dia teremos o suficiente para suprir as nossas necessidades e mais alguma coisa para ajudar a suprir as necessidades dos outros.

Uma razão importante para este nível de provisão é indicada pelas palavras de Jesus, citado em Actos 20:35. O propósito de Deus é que todos os Seus filhos sejam capazes de apreciar a bênção maior. Assim sendo, Ele providencia-nos com o suficiente para cobrir as nossas necessidades e também para ajudarmos outros.

Este é o quinto aspecto da troca: Jesus suportou a nossa pobreza para que nós possamos partilhar a Sua abundância.

Esta troca na cruz cobre também as formas emocionais de sofrimento que sucedem à iniquidade do Homem. Outra vez aqui, Jesus sobre o mal para que possamos gozar o bem – valor e honra. Duas das piores feridas trazidas sobre nós pela nossa iniquidade são a vergonha e a rejeição. Ambas caíram sobre Jesus na Cruz.

A vergonha pode variar em intensidade; desde um leve embaraço até um sentido de invalidez que nos corta do relacionamento com Deus e com o Homem. Uma das causas mais comuns – cada vez mais prevalecente em nossa sociedade – é algum tipo de abuso sexual ou moléstia infantil. Não raras vezes isto deixa cicatrizes que só podem ser curadas pela Graça de Deus.

Hebreus 12:2 – a execução numa cruz era a forma mais vergonhosa de todas as maneiras de se morrer, reservada para a classe mais baixe de criminosos. A pessoa a ser executada era despida e exposta nua aos olhos dos passantes, que a gozavam. Este foi o nível de vergonha a que Jesus se submeteu ao ser crucificado (Mateus 27:35-44).

No lugar da vergonha que Jesus carregou, o propósito de Deus é trazer os que confiam nEle a partilharem a Sua glória eterna (Hebreus 2:10).

A vergonha que Jesus suportou na cruz abriu o caminho para que todos os que confiam nEle possam ser libertos da sua própria vergonha. Não só isso, mas Ele também partilha connosco a glória que Lhe pertence por direito eterno.

Existe uma outra chaga que é muitas vezes ainda mais agonizante do que a vergonha. É a rejeição (vs. aceitação). Geralmente isto origina de alguma forma de relacionamento quebrado. Na sua forma mais prematura, é causada por pais que rejeitaram os seus filhos. A rejeição pode ser activa, expressada de uma forma severa e negativa, ou pode ser simplesmente uma falha em expressar amor e aceitação. Se uma mulher grávida tem sentimentos negativos acerca da criança o seu ventre, ela provavelmente nascerá com um sentimento de rejeição, que poderá continuar na adolescência, indo mesmo até à morte.

A quebra de um casamento é outra frequente causa de rejeição. Isto está bem figurado em Isaías 54:6.

A provisão de Deus para curar a ferida da rejeição é relembrada em Mateus 27:46-50, que descreve o culminar da agonia de Jesus. Pela primeira vez na história do universo, o Filho de Deus chamou pelo Seu Pai e não obteve resposta. Jesus estava de tal forma impregnado na iniquidade do Homem que a incondicional santidade de Deus fez com que rejeitasse até o próprio Filho. Desta forma Jesus suportou rejeição na sua forma mais agonizante: rejeição por um pai. Quase imediatamente depois disso, Ele morreu, não pelas feridas da crucificação, mas pelo coração triturado pela rejeição.

A rejeição de Jesus abriu o caminho para que nós fossemos aceites por Deus como Seus filhos – Efésios 1:5,6.

O remédio de Deus para a vergonha e rejeição nunca foi tão desesperadamente necessário como hoje. Há uma estimativa de que, pelo menos, um quarto dos adultos hoje em dia sofre de traumas de vergonha e rejeição. (Não existe uma única percentagem global definida para pessoas que sofrem especificamente de traumas de vergonha e rejeição, pois estes são frequentemente subnotificados ou camuflados como depressão, ansiedade ou outros transtornos de personalidade. No entanto, estudos indicam que estes traumas são extremamente comuns, especialmente relacionados a experiências de infância, violência emocional e exclusão social.  O trauma de vergonha e rejeição é considerado uma questão de saúde pública, com alta prevalência, muitas vezes por trás de comportamentos de fuga (vício) ou de baixa autoestima extrema.)

Os dois aspectos emocionais da troca na cruz que foram analisados acima podem ser resumidos como: Jesus carregou a nossa vergonha para que possamos partilhar a Sua glória. Jesus suportou a nossa rejeição para que possamos ter a Sua aceitação com o Pai.

Os aspectos da troca analisados acima cobrem algumas das necessidades mais básicas e urgentes da humanidade, mas não estão de forma alguma completos. Na verdade, não há qualquer necessidade resultante da rebeldia do Homem que não esteja coberta pelo mesmo princípio da troca: o mal veio sobre Jesus para que o bem possa ser-nos oferecido. Uma vez que aprendemos a aplicar este princípio nas nossas vidas, ele liberta a provisão de Deus para cada necessidade.

Permanece um aspecto final da troca, descrito por Paulo em Gálatas 3:13,14. Paulo aplica a Jesus na cruz um decreto da lei de Moisés, declarada em Deuteronómio 21:23, segundo a qual uma pessoa executada pendurada num madeiro era maldita por Deus. Então ele aponta para o resultado oposto – a bênção.

A maldição que caiu sobre Jesus é definida como “a maldição da lei”. Em Deuteronómio 28, Moisés dá uma extensa lista das bênçãos que resultam da obediência da lei das maldições que resultam do incumprimento das mesmas. As maldições listadas em Deuteronómio 28:15-68 podem ser resumidas como:

- humilhação             - esterilidade, infrutuosidade

- doença física e mental  - separação familiar

- pobreza (miséria)             - derrota

- opressão                   - fracasso

- desaprovação de Deus  - segunda morte

Será que alguma destas palavras se aplicam a alguma área da sua vida? Há algo que paira sobre si como uma nuvem escura, tapando a luz das bênçãos de Deus que anseia? Se assim for, pode muito bem ser que a causa principal dos seus problemas seja uma maldição, da qual tem de se libertar.

Para dar o devido valor a todo o horror da maldição que veio sobre Jesus, tente imaginá-lO pregado na Cruz.

Jesus havia sido rejeitado pelos seus conterrâneos, traído por um dos Seus discípulos e abandonado pelos restantes (embora alguns tenham voltado para acompanhar a Sua agonia final). Ele foi suspenso nu entre a terra e o céu. O seu corpo foi torturado pela dor de inúmeras feridas, a Sua alma esmagada pelo peso da culpa da humanidade. A terra O havia rejeitado e o céu não responderia à Sua súplica. À medida que o sol se punha e a escuridão O cobria, o Seu sangue escorria para cima do pó e das pedras do chão. Contudo, no meio da escuridão, mesmo antes de expirar, sobreveio um último e triunfante clamor: “Está consumado!”

Jesus havia levado sobre Si todas as consequências malignas que a rebelião havia trazido sobre a humanidade. Ele havia esgotado todas as maldições da quebra da lei de Deus. Tudo isto, para que nós em troca possamos receber todas as bênçãos justas pela Sua obediência. Tamanho sacrifício é estupendo no seu propósito, no seu alcance, contudo maravilhoso na sua simplicidade.

O apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Filipos que “... o meu Deus, segundo as suas riquezas em glória, há-de suprir em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Todas as suas necessidades incluem as necessidades financeiras, materiais, e as demais. 

O próprio Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Estas coisas que serão acrescentadas são coisas materiais da vida – algo para comer, roupas para usar e assim por diante.

Algumas pessoas parecem ter a ideia de que se alguém é cristão, é uma marca de humildade – uma marca de espiritualidade – viver em pobreza e não possuir nada. Mas não foi assim que Jesus falou. 

Lucas 6:38 - “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com  a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”

Por meio de Cristo Jesus somos herdeiros das bênçãos de Abraão (Gálatas 3:29). A bênção de Abraão é tríplice: A primeira coisa que Deus prometeu a Abraão foi que iria enriquecê-lo. Não estou a dizer que vamos ser todos milionários! O dicionário diz que “rico” significa “um suprimento completo”, ou “provisões abundantes”. Há amplos suprimentos em Cristo!

Não é pecado possuir dinheiro. É pecado deixar o dinheiro possuir-te!

Se o dinheiro passa a ter domínio do Homem, este entrou em pecado. Um Homem pode chegar a amar tanto o dinheiro que o pega por onde quer que vá, de todas as maneiras. O dinheiro é o seu senhor.

A Bíblia diz que a prata e o ouro são de Deus (Ageu 2:8). A Bíblia diz que as alimárias aos milhares sobre as montanhas são dEle (Salmo 50:10). Por que mesmo Deus colocou aqui todas essas coisas? Certamente não as colocou para o benefício do diabo!

Redenção da maldição da morte:

A primeira maldição que Deus disse sobre o Homem por causa da transgressão da Sua lei acha-se em Génesis 2:17 onde Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Adão e Eva tinham licença de comer o fruto de todas as árvores do jardim do Éden, a não ser do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Génesis 3:22-24 diz-nos que o Homem desobedeceu a Deus, foi lançado fora do jardim, e já não podia comer da árvore da vida. Tornou-se escravo do pecado e da morte.

A morte sempre tem sido um mistério para o Homem. Não fazia parte da Criação nem do plano original de Deus. A Bíblia diz-nos que até mesmo a morte física é inimiga de Deus e do Homem. 1 Coríntios 15:26 diz-nos que a morte física é a última inimiga que será subjugada.

Antes de podermos entender a morte, porém, devemos entender que o Homem não é um ser físico. O Homem é um espírito, que possui uma alma e habita num corpo (1 Tessalonicenses 5:23).

O Novo Nascimento é o renascimento do espírito humano. O ser real é o espírito. O espírito opera através da alma (intelecto, sensibilidade, e vontade). E a alma opera através do corpo.

O “eu” real (seu espírito) e a sua alma habitam num corpo físico. Quando o Homem morre fisicamente, o seu espírito e a sua alma deixam o corpo e vão para o lar eterno.

Há vários tipos de morte mencionados na Bíblia, mas há três tipos com que precisamos nos familiarizar: a) a morte espiritual; b) morte física; c) morte eterna, ou a segunda morte, que é ser lançado no lago com fogo e enxofre.

A morte espiritual é aquela que pega em nosso espírito ao invés do nosso corpo. A morte física é uma manifestação da morte espiritual. A segunda morte é o estado final e definitivo da morte, a morada dos espiritualmente mortos.

A morte espiritual veio primeiramente à terra, e depois se manifestou no corpo físico, destruíndo-o. A morte física é uma manifestação da lei que está a operar por dentro. Paulo chamava “a lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2).

Quando Deus disse a Adão: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, não se referia à morte física, mas à morte espiritual. Se o Homem nunca tivesse morrido espiritualmente, não teria morrido fisicamente.

No momento em que Adão pecou, foi separado de Deus. Quando Deus desceu na viragem do dia, conforme era o Seu costume, para andar e falar com Adão, Ele chamou. “Adão, onde estás?” E Adão respondeu: “Tive medo e me escondi.” Estava separado de Deus.

A morte espiritual significa algo mais do que separação de Deus. João 8:44 – Os fariseus eram muito religiosos. Frequentavam a sinagoga aos sábados. Orava. Pagavam os seus dízimos. Jejuavam. Faziam muitas outras coisas boas e excelentes. Mas mentiram a respeito de Cristo, e O assassinaram. Jesus disse que eram filhos do diaba. Tinham as características do diabo.

A morte espiritual significa possuir a natureza de satanás, assim como receber a vida eterna significa que temos em nós a natureza de Deus.

Quando Adão e Eva prestaram ouvidos ao diabo, este veio a ser o pai espiritual deles, e passaram a ter a natureza do diabo no seu espírito. Trata-se da morte espiritual. Esta natureza imediatamente começou a manifestar-se na humanidade.

O Homem deixou de corresponder à chamada de Deus. Corresponde apenas à sua nova natureza, ao seu novo senhor. O Homem é mais do que um transgressor, mais do que um infrator da lei, é um pecador.

O Homem, porém, que é um espírito que habita num corpo, pode nascer de novo! Sua natureza pode ser transformada. Ele pode ser feito nova criatura em Jesus Cristo.

O Homem está perdido hoje, não por causa daquele que faz, mas por causa daquilo que ele é. O que ele faz é resultado daquilo que ele é. O Homem precisa de vida da parte de Deus, porque está espiritualmente morto. Graças a Deus porque Cristo nos redimiu da morte espiritual!

Jesus veio para redimir-nos da morte espiritual.

Como Receber de Deus a Bênção da Salvação

Todo o Homem, então, que crê que a morte de Jesus foi em pagamento, em expiação pelos seus pecados, se arrepende e confessa os seus pecados, “vira-se de frente para Deus”, reconcilia-se com Deus, e recebe dEle a bênção da Salvação.

Para receber a Salvação de Deus são necessários: arrependimento, confissão e fé. Vamos explicar melhor o que são exactamente cada um desses três factores, começando pela ilustração de Jesus a este respeito, na famosa parábola do filho pródigo, narrada em Lucas 15:11-24. Leia agora esta passagem e perceba a analogia que Jesus faz acerca de nossa reconciliação com Deus, o Pai:

a) O filho rebelde virou as costas a seu pai e o deixou, apenas de ter uma vida abençoada com ele, tal qual Adão fez com Deus. (Ex.: filho pródigo)

b) O filho rebelde viveu dissolutamente e começou a passar grandes constrangedoras necessidades, o que nunca antes tinha-lhe ocorrido na casa de seu pai. O mesmo ocorreu com Adão e sua descendência, que perdeu as bênçãos oriundas da comunhão com Deus, ao se afastar e passar a viver em pecado.

c) O filho rebelde se arrepende e confessa o seu pecado, pedindo perdão a seu pai, e se reconciliou com ele, de maneira que podemos fazê-lo com Deus, através da fé em Jesus Cristo.

d) Podemos notar, ainda, a grande alegria com que o pai recebe de volta o seu filho arrependido, o que é uma ilustração do mesmo sentimento de júbilo que enche o coração de Deus quando um pecador se arrepende e se reconcilia com Deus.

E agora vamos detalhar melhor o que são verdadeiramente estes factores:

1 – Fé (crer / acreditar) 

Deves crer firmemente que Jesus é Deus, veio como homem e Se sacrificou, numa morte horrível, de cruz, embora não tivesse cometido qualquer pecado. Jesus ofereceu a Sua vida, e o Seu precioso sangue inocente foi derramado, para que pudesse ter os seus pecados pessoais perdoados. E deve crer também que, após isto, Deus O ressuscitou dentre os mortos, assim como concede a si a Salvação.

2 – Arrependimento  

No arrependimento, primeiro reconhece a sua condição de pecador e o seu consequente estado de separação de Deus, ou seja, a sua morte espiritual. E, a seguir, manifesta o genuíno desejo de abandonar esta situação e se reconciliar com o Senhor. O arrependimento gera uma mudança de atitude.

3 – Confissão

A confissão é a atitude que toma a pessoa arrependida. Esta confissão deve ser feita, não apenas em pensamento, mas constituir-se de uma declaração, de viva voz, como confirma Romanos 10:9,10, que resume os pontos principais para se receber a Salvação.

Se ainda não teve esta oportunidade, faça agora mesmo, sua oração de entrega de vida e de aceitação de Jesus como seu Senhor e Salvador: “Senhor Deus, confesso que tenho sido um pecador e que tenho estado separado de Ti, mas agora, eu me arrependo dos meus pecados e reconheço que preciso do Senhor, das Suas bênçãos para viver. Eu Te agradeço, de todo o meu coração, pela reconciliação que o Senhor me oferece – através do sacrifício do sangue de Jesus – e a aceito, recebendo agora a Jesus Cristo como o Senhor da minha vida, o Senhor que vai dirigir minha vida de agora em diante. Obrigado, meu Deus, pelo perdão dos meus pecados e pela bênção da minha Salvação.”

Através desta confissão de recebimento de Jesus, como seu Senhor, seus pecados são perdoados, e se reconciliou com Deus. Assim, Jesus passa a ser também o seu Salvador. E Deus o abençoa com a Salvação.

Agora que aceitaste Jesus, duas coisas muito simples aconteceram: 

- Jesus tornou-se o teu Salvador e Senhor, e 

- Tornaste-te filho de Deus. A isto chamamos de “Salvação”.

Deus quer que saibas que antes era um pecador, e que não podias livrar-te dos teus pecados por ti mesmo (Romanos 3:23*; 6:23*). Para isso Deus forneceu um meio – Jesus Cristo, o qual pagou o preço exigido por toda a humanidade. 

*Romanos 3:23 - “Porque todos pecaram, tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus.” / *Romanos 6:23 - “Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.”

Em Jesus os nossos pecados são perdoados, temos de novo vida espiritual (no espírito) e voltamos a ter relacionamento com Deus – João 10:10: “eu vim para que tenham vida...”

Quem senão Ele poderia ter derramado sangue para criar vida, usar a dor para trazer cura, permitir a injustiça para satisfazer a justiça e aceitar a rejeição para restaurar a aceitação? 

Agora tu é um filho de Deus porque “nasceste de novo”. 

- Quando nasceste, recebeste a vida natural dos teus pais. Por isso, és parecido com eles, e tens muitas das suas características. 

- Quando Jesus se tornou o teu Salvador, Ele trouxe-te uma nova vida – uma vida espiritual, uma vida vinda de Deus. Quando recebemos Jesus, nosso espírito é unido de novo ao espírito de Deus – nascemos de novo no espírito. --» relacionamento retomado.

    A Bíblia chama a isto de “novo nascimento” (Jo 3:3). 

João 3:3 - “... é realmente como te digo: quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”

No teu primeiro nascimento, tornaste-te filho dos teus pais terrenos; agora, no teu novo nascimento, ou segundo nascimento, tornaste-te filho de Deus, o teu Pai Celestial.

É importante que por causa disto tens 2 naturezas: a antiga, que recebeste quando nasceste a primeira vez, ou vida natural; a nova, que recebeste com o segundo nascimento – a natureza divina – porque agora Deus habita dentro de ti, através do Seu Espírito Santo.

No que se refere ao teu primeiro nascimento, o natural, podes já ser adulto, jovem, ou ainda criança. Mas, no que se refere ao novo nascimento, o espiritual, és um “bebé”. Recebeste uma vida nova, que está apenas agora a começar.

A tua vida espiritual precisa de crescer.

Restauração do Significado, Segurança e Aceitação

- Adão perdeu a vida!

- Jesus devolveu a vida! Jesus veio para restaurar/redimir o Homem (1 João 5:12 - “... quem tem o Filho de Deus tem a vida; mas quem não tem o Filho não tem a vida”; João 1:12 - “Mas a todos quanto o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus...”). Ter a vida de Cristo dentro de nós é o que torna possível a restauração do que Adão e Eva perderam na Queda (ver Génesis 1:26). Jesus restaura no Homem o significado, segurança e aceitação.

“Em Cristo Jesus, eu tenho significado!” Não és mais sem valor, inadequado ou sem esperança. Em Cristo tens um profundo significado e és especial. Deus diz:

- Mateus 5:13,14 – E sou o sal da terra e a luz do mundo

- João 15:1,5 – Eu sou um ramo da videira verdadeira, Jesus – sou um canal da Sua vida.

- João 15:16 – Eu fui escolhido e designado por Deus para dar fruto.

- Actos 1:8 – Eu sou uma testemunha pessoal de Cristo.

- 1 Coríntios 3:16 – Eu sou o Templo de Deus

- 2 Coríntios 5:17-21 – Eu sou um ministro da reconciliação para Deus.

- 2 Coríntios 6:1 – Eu sou cooperador de Deus

- Efésios 2:6 – Eu estou assentado nos lugares celestiais com Cristo.

- Efésios 2:10 – Eu fui feito por Deus para realizar boas obras.

- Efésios 3:12 – Eu posso aproximar-me de Deus, com liberdade e confiança.

- Filipenses 4:13 – Eu posso tudo naquele que me fortalece.

“Em Cristo, eu estou seguro!” Já não és culpado, desprotegido, sozinho, ou abandonado. Em Cristo Jesus estás totalmente seguro. Deus diz:

- Romanos 8:1,2 – Eu estou livre de condenação.

- Romanos 8:28 – Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

- Romanos 8:31-34 – Eu estou livre de qualquer acusação contra mim.

- Romanos 8:35-39 – Eu não posso ser separado do amor de Deus.

- 2 Coríntios 1:21,22 – Eu fui confirmado, ungido e selado por Deus.

- Filipenses 1:6 – Eu estou certo de que o bom trabalho que Deus começou em mim vai ter continuidade.

- Filipenses 3:20 – Eu sou um cidadão do Céu.

- Colossenses 3:3 – Eu estou escondido com Cristo em Deus

- 2 Timóteo 1:7 – Eu não recebi um espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação.

- Hebreus 4:16 – Eu posso encontrar graça e misericórdia para ser socorrido nos tempos de necessidade.

- 1 João 5:18 – Eu sou nascido de novo, e o maligno não pode tocar-me.

“Em Cristo, eu sou aceite!” Já não és rejeitado, sem amor ou “sujo”. Em Cristo, somos completamente aceites. Deus diz:

- João 1:12 – Eu sou um filho de Deus

- João 15:15 – Eu sou um amigo de Deus.

- Romanos 5:1 – Eu fui justificado.  

- 1 Coríntios 6:17 – Eu estou unido com o Senhor e sou um espírito com Ele.

- 1 Coríntios 6:19,20 – Eu fui comprado por um preço. Pertenço a Deus.

- 1 Corintios 12:27 – Eu sou membro do corpo de Cristo.

- Efésios 1:1 – Eu sou um santo.

- Efésios 1:5 – Eu fui adoptado como filho de Deus

- Efésios 2:18 – Eu tenho directo acesso a Deus por meio do Espírito Santo

- Colossenses 1:14 – Eu fui redimido e perdoado de todos os pecados

- Colossenses 2:10 – Eu estou completo em Cristo.

Nossos sentimentos podem dizer outra coisa... “enganoso é o coração”.

Como cristãos, acreditamos que o que a Bíblia diz é verdade!

- Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou!

- Eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho!

- Eu posso o que a Bíblia diz que eu posso!

Portanto...

O que aconteceu comigo? Quem sou eu agora? Próxima lição!


(crianças) fundamentos da fé em Cristo - lição 4

 




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Explicando adoração - 12







 

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A Bíblia afirma, “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

vidas corajosas


O grande filósofo americano Charles Brown disse uma vez, “Não há problema grande demais que eu não possa correr deles.” Existem muitas pessoas - cheias de medo - a correr dos seus medos.

Muitos de nós pensam que coragem é ausência de medo, mas isso não é verdade. Coragem não é sinónimo de ser indiferente ao medo, dor ou perigo. As pessoas corajosas também têm coração que bate. As pessoas corajosas também sentem arrepios na espinha! É por isso que estou convencido que coragem não é ausência de medo, mas compromisso em continuar.

Os psicólogos dizem que nós nascemos com somente dois medos naturais. Um é o medo de cair, e o outro é o medo de afogamento. Penso que isso é verdade. Na realidade tenho aprendido que o medo é algo que aprendemos e normalmente, aprendemos quando muito novos. Um tipo de medo que aprendemos quando éramos novos pode perseguir-nos para toda a vida.

Os elefantes são um belo exemplo disso. Os elefantes podem ser choramingas de duas toneladas. Enquanto adultos, tudo o que é necessário para manter os elefantes de circo no lugar é uma pequena estaca levemente presa ao chão. Mas quando jovens, uma forte corda é colocada à volta do pescoço e presa a uma estaca bem presa ao chão. 

Apesar de puxar, não conseguem livrar-se dela. A uma determinada altura eles desistem, não por algum tempo, mas para toda a vida!

Apesar dos elefantes do circo poderem facilmente tirar a estaca do chão, eles não o fazem! Eles são prisioneiros do seu passado, vivendo literalmente na prisão do seu cérebro.

O medo é como este exemplo. O medo é uma prisão da alma que paraliza-o no presente e por vezes aniquila o seu futuro.

Deus sabe que o medo é uma emoção destrutiva, e Ele quer que vivamos “livres do medo.” É por isso que há 366 versículos “não temas” na Bíblia - é um para cada dia do ano, e um extra.

A Bíblia também diz, “Deus não nos deu espírito de medo, mas de poder, amor, e auto-disciplina.” Veja, apesar de termos vivido alguma experiência de medo, ela não deve vencer-nos ou paralisar-nos.

Durante a 2.ª Guerra Mundial, um governador militar da Sicília (Itália) encontrou-se com o General George Patton. Quando o governador elogiou o General pela sua coragem, o General respondeu: “Senhor Governador, eu não sou um homem corajoso. A verdade é esta: Eu sou um verdadeiro cobarde. Nunca estive dentro do campo de batalha, e quando estive nesta, tinha sempre as palmas das minhas mãos suadas.”

Alguns anos depois, na autobiografia do General Patton, estava incluída a seguinte declaração: “Aprendi muito cedo a nunca tomar conselho dos meus medos.” Ele está correcto e você sabe-o bem. Não podemos dar-nos ao luxo de ouvir os conselhos dos nossos medos. Portanto, da próxima vez que tiver medo, lembre, “Coragem não é ausência de medo; é o compromisso em continuar.”

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namorar para casar ou casar para namorar? (adolescentes, devocional)



Texto base: 1Ts 4:1-12 (v. 6)

Objectivo: Entender qual deve ser o objectivo do namoro cristão.

INTRODUÇÃO:

O tema sobre namoro não deveria ser um tema a ser abordado na adolescência, porque esta fase da vida não é fase de namorar, mas como não depende daquilo que posso pensar, é facto que muitos já estão a namorar e precisam aprender a discernir a vontade de Deus.

Com frequência ouvimos casais a declarar: "Estamos simplesmente a namorar. Casar?! Não temos intenção de casar!" Namorar é muito bom, mas torna-se necessário conhecer o objectivo do namoro. Como jovem cristão, precisas entender o significado do namoro na visão divina, identificando os seus princípios básicos, para não te envolveres em problemas na área sentimental e seres uma pessoa infeliz. Acima de tudo, fica a saber que Deus cuida do teu futuro se confiares inteiramente nEle. 

O NAMORO É PARA SATISFAÇÃO CARNAL E PESSOAL?

O padrão da nossa sociedade é o seguinte: cada pessoa procura suprir as suas próprias necessidades, através do relacionamento do namoro. Geralmente eles buscam a intimidade física, sem preocupação com o comprometimento emocional. E o espiritual nem se fala! Por isso namoram duas, três ao mesmo tempo. O resultado está diante dos nossos olhos: um enorme contingente de jovens grávidas que abandonam a Escola, e outro grupo a fazer abortos, matando e morrendo, um grande número de adolescentes com sida (HIV), todos sem a menor perspectiva de futuro. Como nosso padrão como cristãos sempre é diferente do mundo, o nosso princípio não é egoista, temos que valorizar as pessoas com quem nos relacionamentos.

"Nesse assunto, que ninguém prejudique o seu irmão ou sua irmã, nem desrespeite os seus direitos! Pois, como nós já lhes dissemos e avisamos, o Senhor castigará durante os que fazem essas coisas" (1Ts 4:6). Outras versões usam o termo "defraudar", "enganar". Devemos abster-nos da prostituição, estar livres da imoralidade (v. 3). Devemos usar o nosso corpo em santificação e honra (v. 4) e não em paixão sexual baixa (v. 6), porque Deus não nos chamou para a imundície, e sim para a santificaçao.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM NAMORO BASEADO NOS PRINCÍPIOS DIVINOS:

1 - Respeito Mútuo - Um dos princípios fundamentais do namoro cristão é o respeito que os namorados devem ter entre si, para, principalmente, ser desprovido de aproximações físicas exageradas.

2 - Compromisso - Um outro aspecto básico de um namoro cristão é o compromisso. Os jovens desprovidos desse princípio no namoro não agradam a Deus. Essa situação de "curtir" não temfundamento nos princípios divinos.

3 - Honestidade - Ser honesto é algo inerente ao carácter, indispensável a toda pessoa que se considera cristã. Por isso, o jovem cristão não pode enganar a outra pessoa. Quando o namoro é encarado dessa forma ganha um sentido nobre. Desenvolve uma comunicação aberta. Todas as coisas tornar-se-ã mais fáceis.

4 - Seriedade - O namoro do cristão deve ser encarado como algo sério. Por isso, antes de assumir compromisso com uma jovem, o rapaz deve procurar os pais, a família, para comunicar-lhes. Nunca namores às escondidas. Poderás correr sérios riscos.

5 - Auto-domínio - Há jovens que se entregam às carícias do namoro, enganadas pela ideia de que, se recusarem, estarão a demonstrar ao rapaz que não o amam, ou não têm confiança nele ou que sáo fingidas, não sérias e hipócritas. Há rapazes que são ignorados quando se portam de forma moderada, demonstrando respeito pela jovem. O rapaz e a jovem devem aprender a praticar o auto-controlo quando estão a namorar.

6 - Jugo igual - Uma relação em jugo igual garante que ambos os parceiros estão a caminhar para os mesmos objectivos espirituais. Quando estás alinhado na fé, isso fortalece a tua relação, dá-te encorajamento mútuo e ajuda-te a enfrentar os desafios da vida em conjunto. Sem unidade espiritual, podem surgir conflitos que levam à frustração, a mal-entendidos e até a desgostos. O conceito de estar em jugo igual vem de 2 Coríntios 6:14que afirma: "Não te ponhas em jugo com os incrédulos. Pois que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?"

20 Aspectos-chave para estar em jugo igual numa relação cristã

- Partilha a fé em Jesus Cristo - Ambos os parceiros devem ter uma relação genuína e crescente com Cristo.

- Compromisso com os princípios bíblicos - Uma base comum nas Escrituras fornece orientação para a tomada de decisões e a resolução de conflitos.

- Crescimento espiritual mútuo - É essencial encorajarmo-nos uns aos outros a crescer espiritualmente através da oração, do culto e do estudo da Bíblia.

- Alinhamento da vida de oração - Um casal que ora em conjunto constrói uma base sólida para a sua relação.

- Valores morais e éticos - O alinhamento em questões como a honestidade, a integridade e a pureza reforça a confiança.

- Envolvimento na Igreja - O envolvimento ativo na comunidade da igreja promove a responsabilidade e o crescimento espiritual.

- Objetivo e Compatibilidade de chamadas - Compreender e apoiar o objetivo dado por Deus a cada um evita conflitos a longo prazo.

- Pontos de vista sobre a gestão financeira - Partilha as crenças sobre o dízimo, a poupança e as despesas de acordo com a mordomia bíblica.

- Valores e expectativas da família - O acordo sobre a parentalidade, a dinâmica familiar e as tradições ajuda no planeamento a longo prazo.

- Estilos de comunicação - A comunicação que honra a Deus constrói intimidade e confiança.

- Lida com os conflitos de forma bíblica - Resolver os desacordos com graça e amor reflecte uma relação centrada em Cristo.

- Servir os outros juntos - O serviço partilhado no ministério fortalece a unidade e glorifica Deus.

- Santidade pessoal e limites - Manter a pureza e honrar a Deus com limites físicos e emocionais é fundamental.

- Disposição para perdoar - Demonstrar um perdão semelhante ao de Cristo fortalece a relação.

- Alinhamento com as convicções doutrinárias - Embora as pequenas diferenças sejam aceitáveis, as principais crenças teológicas devem estar alinhadas.

- Incentivar os dons espirituais - Apoiar e cultivar os dons dados por Deus a cada um traz satisfação.

- Amor pela evangelização - Partilhar a paixão por espalhar o evangelho aprofunda a ligação espiritual.

- Respeito pela liderança da Igreja - Submeter-se e respeitar a liderança da igreja promove a humildade e o crescimento.

- Encorajamento mútuo em tempos difíceis - Uma relação centrada em Cristo ajuda ambos os parceiros a apoiarem-se em Deus durante as provações.

- Responsabilidade perante Deus e os outros - Manter a responsabilidade mútua na fé fortalece a integridade espiritual.

Estar em jugo desigual pode levar a lutas emocionais e espirituais, incluindo:

Prioridades em conflito: As diferenças de fé podem criar divisões em áreas como as finanças, a parentalidade e as escolhas de estilo de vida.

- Compromisso espiritual: Podes sentir-te pressionado a comprometer as tuas convicções para manter a relação.

- Falta de apoio: Enfrentar provações sem um encorajamento espiritual partilhado pode parecer isolante.

CONCLUSÃO:

Muitas pessoas querem justificar-se porque os tempos mudaram, ou porque tal pessoa é assim, a outra fez assado, etc. Deus transcende os tempos. Ele nunca fica desatualizado. A Sua Palavra permanecerá para sempre porque é eficaz. Somente estando nos princípios de Deus seremos realmente felizes. Para e pensa: porque estás a namorar? Cuidado! "Aquele pos, que pensa estar de pé, cuide-se para que não caia" (1Co 10:12).

Pensa: Nunca ponhas um ponto de interrogação onde Deus já pôs um ponto final.

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Eu realmente preciso ser membro de uma igreja?



Precisamos primeiro separar o conceito de membro da igreja de outros tipos de associação organizacional. Ser membro da Igreja não é como ser membro de clube cívico, embora muitas organizações cívicas tenham propósitos altruístas. Ser membro da Igreja definitivamente não é como ser membro de clube de campo, onde você paga suas cotas e espera regalias em troca. Infelizmente, muitos membros da igreja vêem os seus membros como se estivessem se juntando a um clube de campo. 

Quando essa atitude se torna nossa perspectiva, começamos a insistir em fazer as coisas "do meu jeito". Meu estilo de música. Minha ordem de adoração. Minha duração de sermão. Meus ministérios. Meus programas. Você entendeu a imagem. 

Pertencer a uma igreja do Novo Testamento é metaforicamente como ser membro de um corpo físico. Você é apenas uma parte de um todo maior, mas sua parte é vital para a saúde geral de uma igreja. Leia novamente 1 Coríntios 12. Veja especificamente o versículo 27: "Agora vocês são o corpo de Cristo e individualmente membros dele" (ESV). 

Ser membro da Igreja, então, é uma declaração de que você é parte ou membro de um todo maior. É abnegado e não busca de preferências. Aqui estão cinco razões pelas quais ser membro da igreja é vital para a saúde da igreja e daqueles que decidem se juntar a uma igreja. 

1. Ser membro da Igreja é uma declaração formal de seu compromisso com um corpo local de crentes. Você está deixando que outros membros e líderes da igreja saibam que estão se comprometendo a exercer seus dons e papéis dados por Deus dentro de uma congregação local. Você é mais do que um participante que entra e sai sem compromisso.

2. A pertença à Igreja identifica-o como uma pessoa que está sob os cuidados e o ministério pastoral da Igreja. Os líderes do ministério não podem se importar com todos que estão dentro e fora da igreja. Sua responsabilidade é para com os membros claramente identificados da igreja. Paulo disse aos presbíteros da igreja em Éfeso em Atos 20:28: "Portanto, guardai-vos a vós mesmos e ao povo de Deus. Apascenta e apascenta o rebanho de Deus – a sua igreja, comprada com o seu próprio sangue – sobre o qual o Espírito Santo vos designou como líderes" (NLT). Os líderes não podem pastorear o rebanho a menos que saibam quem é o rebanho. 

3. Ser membro da Igreja é um compromisso de estar sob a autoridade da liderança da igreja. Um membro da igreja não está apenas sob o ministério de pastoreio da igreja, eles também estão sob a autoridade dos líderes da igreja. E embora a disciplina da igreja deva ser rara, o conceito de disciplina da igreja pela liderança afirma e complementa o conceito de pertencimento à igreja. Você não pode ser disciplinado de algo, a menos que você tenha se comprometido a fazer parte de algo. 

4. Ser membro da Igreja é uma afirmação das crenças e da doutrina da Igreja. Não é incomum que as igrejas tenham participantes que não afirmam totalmente a doutrina de uma igreja. A pertença à igreja, portanto, torna-se uma declaração de afirmação de que você se identifica tanto com a igreja quanto com seus membros naquilo em que a igreja acredita. Uma das razões pelas quais muitas igrejas não permitem que não-membros ensinem é que eles não se comprometeram com as crenças da igreja.

5. Ser membro da Igreja é um compromisso de servir. Quando você se torna parte ou membro de uma igreja, você está afirmando a metáfora de 1 Coríntios 12 de que você será um membro funcional do corpo. Leia novamente os versículos 12-27 para obter uma imagem clara de que o corpo de Cristo, a igreja, deve ser composto por membros funcionais ou servindo. Com certeza, muitas pessoas frequentarão nossas igrejas. Mas aqueles que Deus leva a se tornarem membros estão afirmando que têm um papel funcional na igreja. 

Eu realmente preciso ser membro de uma igreja? Absolutamente. De Atos 2 a Apocalipse 3, o Novo Testamento é sobre a igreja local de uma forma ou de outra. A igreja local é o plano A de Deus para o seu ministério na terra, e Ele não nos deixou com um plano B.

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Perigos do Ministério Infantil: 10 Coisas que Podem Arruinar um Programa


O ministério infantil é uma parte vital de qualquer igreja. Portanto, evite esses 10 obstáculos que podem causar problemas para qualquer programa infantil.

"Mary, Mary, bem ao contrário, como cresce seu jardim?" Já se perguntou por que a Mary é tão oposta? Talvez seja porque ela luta contra ervas daninhas e pragas ameaçadoras para que seus sinos prateados, conchas de berbigão e donzelas bonitas cresçam em fileira.

Como Maria, você precisa cortar "ervas daninhas" e eliminar "pragas" se quiser que o ministério dos seus filhos cresça. Mas, diferente da Contrary Mary, eliminar essas 10 ameaças ao seu programa trará alegria.

10 Maneiras de Arruinar um Programa de Ministério Infantil

1. Falta de comunicação

Se as pessoas não sabem o que está acontecendo no seu ministério, elas assumem que nada de relevante está acontecendo. Recuse-se a se comunicar, e o ministério dos seus filhos nunca será prioridade para a igreja e para a comunidade. Pessoas vitais para o seu ministério precisam saber o que está acontecendo para apoiar o trabalho. Se eles não souberem, não podem apoiar.

Converse sobre seu ministério com seu pastor, outros membros da equipe, voluntários, pais, a comunidade e crianças. Promova o kidmin em publicações da igreja, publicidade comunitária e, melhor ainda, o boca a boca dos participantes satisfeitos.

2. Não valorizar as crianças

Não seja culpado de amar seu ministério, mas não amar seus filhos. Se você não valoriza as crianças, sua igreja também não valorizará. E se sua igreja tratar as crianças como cidadãs de segunda classe, então o ministério dos seus filhos sofrerá. Seu ministério não receberá o espaço, a equipe e o orçamento que outros grupos recebem.

Valide as crianças como indivíduos de valor, assim como Jesus fez. Deixe seus filhos e a igreja saberem o quanto você valoriza as crianças. Por exemplo, você fica na altura dos olhos para conversar com as crianças ou se destaca mais alto que elas? Você chama as crianças de "tapetes" ou outros termos sutilmente degradantes?

3. Um espaço infantil decadente

Art Murphy, ministro da Educação Infantil na Flórida, diz que instalações infantis bagunçadas e degradadas comunicam que pouco está acontecendo lá para as crianças. "Uma instalação limpa, luminosa e espaçosa, limpa de materiais antigos ou móveis não utilizados, comunica que as crianças são amadas, desejadas e esperadas", ele diz.

Passe pelo espaço dos seus filhos duas vezes. Avalie isso do ponto de vista de um adulto e depois da perspectiva da criança. Liste as necessidades e faça mudanças!

4. Mentalidade de lone ranger (solitário)

Se você fizer tudo do seu jeito e sozinho, não só corre o risco de arruinar o ministério dos seus filhos. Você também pode se arruinar como líder infantil.

Em Efésios 4:12, Paulo diz aos líderes "preparem o povo de Deus para as obras de serviço, para que o corpo de Cristo seja edificado." Quando você tiver treinado e integrado seu ministério, ele continuará alcançando crianças para Cristo mesmo quando você se for.

Multiplique seu ministério recrutando voluntários dispostos a assumir o trabalho com você.

5. Sem ministério familiar

Os principais fatores que moldam o desenvolvimento de uma criança são os pais e a família imediata. Ensinar ou cuidar de crianças uma ou duas horas por semana na igreja é útil. Mas o maior bem acontece quando você leva o ministério diretamente para toda a família. Você pode se surpreender com as necessidades que verá ao olhar para uma família pelos olhos de uma criança.

Desenvolva ministérios para alcançar toda a família. Exemplos incluem visitas domiciliares, cursos de treinamento para pais e aconselhamento em situações de crise familiar.

6. Falta de treinamento voluntário

Você conhece voluntários que têm dons excepcionais e uma verdadeira aptidão para o ministério infantil. Mas mesmo trabalhadores "natos" se beneficiam de treinamento e incentivo. Planeje eventos de treinamento, forneça recursos escritos para estudo individual e envie voluntários para conferências.

Desenvolva treinamentos regulares ou contínuos de liderança para que os voluntários possam atualizar suas habilidades.

7. Competindo com a mídia pela atenção das crianças

No nosso mundo saturado de mídia, muitas vezes somos tentados a gastar muito dinheiro em equipamentos e tecnologias de ponta. Você pode querer deixar seus filhos maravilhados e deslumbrados com programação e eventos impressionantes.

Não ceda à tentação! Art Murphy ministra em Orlando, Flórida, à sombra dos melhores parques temáticos de alta tecnologia do mundo. Mas ele não defende programação impressionante. Ele diz que os melhores programas são simplesmente "gongos barulhentos e pratos tilintando", a menos que transmitam amor. Murphy desafia seus voluntários pequenos a tornarem o estudo bíblico e outros programas reais, em vez de "ao estilo Disney".

As crianças só lembram dos efeitos especiais até verem um efeito melhor. Mas eles vão lembrar a verdade compartilhada no amor por toda a vida. Ajudar crianças a aplicar e entender um princípio bíblico é melhor do que surpreendê-las com o brilhantismo tecnológico.

Busque autenticidade e transparência ao liderar eventos e estudos bíblicos. Incorpore a mensagem de amor de Jesus ensinando as crianças com amor.

8. Isolar o ministério infantil da igreja

O ministério infantil pode se tornar um ministério "satélite", girando sobre seu próprio eixo e seguindo sua própria órbita. Se isso acontecer, seu programa pode não seguir os objetivos e a filosofia da sua igreja. E sofrerá com a falta de contato intergeracional com os membros da igreja. Enquanto isso, as crianças vão perder o propósito maior de Cristo para a igreja no mundo.

Escreva uma declaração de propósito para o ministério infantil, descrevendo como ele se relaciona com a igreja como um todo.

9. Ingratidão

Todo mundo quer se sentir necessário e valorizado. Você faz, e as pessoas que ajudam a tornar seu ministério possível. Vamos fazer a segunda milha por alguém que nos valorize.

Revise o último mês do seu calendário pessoal para identificar nomes de pessoas que ajudaram, incentivaram ou serviram no ministério dos seus filhos. Escreva bilhetes simples e sinceros de agradecimento. Você colherá o que semear!

10. Negligência

A ameaça mais perigosa para qualquer ministério é o abandono. Se você não eliminar as áreas problemáticas, seu ministério vai definhar. Combata o descaso avaliando constantemente o ministério dos seus filhos. Alegre-se com as conquistas e aprenda com os erros para manter o abandono afastado.

Coloque esta lista na primeira página do seu calendário pessoal. Então, todo mês, elimine quaisquer ameaças ao sucesso do seu ministério.

Walter Norvell

Fonte: Perigos do Ministério Infantil: 10 Coisas que Podem Arruinar um Programa KidMin


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